Contos de Gotham Seguir história

ayzu-saki Ayzu Saki

Era uma noite normal em Gotham - se é que se pode chamar as noites de Gotham dessa forma -, quando um portal se abre no céu e ninjas - sim, ninjas - caem dele. Ah, e também tem uma criança no meio. E se tem criança no meio, quebrada, assustada e sem ter para onde ir, claro que um certo clã iria acabar tomando parte na história toda... De quando Naruto, com sete anos, vai parar em Gotham em uma tentativa de Kurama de salvá-lo da morte. Ele é adotado pelos Waynes, e se torna um membro do Batclan!


Fanfiction Para maiores de 18 apenas.

#kakashi #jaytim #crossover #batman #naruto
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Tem ninjas caindo do céu


Notas iniciais

Essa notas inicias são muito importantes!

Primeiro: Para os fãs de Naruto, criei uma linha alternativa. Quando Naru tinha sete anos, acabado de entrar na academia, Sarutobi foi assassinado, envenenado na sala dele. Naru, que estava com ele no dia, foi acusado, claro, e tentaram matá-lo. Kurama, que já havia entrado em contato com ele, e o via como seu filhote, na tentativa de salvá-lo o mandou para outra dimensão, levando alguns dos anbus que o perseguiam na bagunça. Naru foi parar em Gotham.

Segundo: Para os fãs de Batman, misturei eventos do pré 52 e dos novos 52, mas a maior parte do pré. Então não está exatamente Canon aqui, embora tenha tentado manter a maior parte de eventos e personalidades fiéis.

Terceiro: Para quem não esta familar com Batman, vou dar um breve resumo, apenas fatos que podem ser importantes para entender a fic.

Sobre os Robins:

Dick foi o primeiro robin, depois se tornou Asa Noturna, e eventualmente Batman também. Nessa fic ele já foi Batman por um tempo, e quando preciso assume o papel com Bruce.

Jason foi o segundo Robin, que morreu assassinado por Coringa. Depois voltou a vida, muito doido, e se tornou Capuz vermelho, um anti-herói. Durante o periodo de loucura tentou matar Tim algumas vezes, que era o terceiro Robin, que o substituiu. Depois ele ficou cool.

Tim foi o terceiro Robin, apos a morte de Jay. Depois se tornou Red Robin (pré 52, nos novos ele sempre foi Red Robin), quando Damian assumiu. Ele é meu amorzinho. E também meio azarado. Quando se tornou Robin não era orfão, mas os pais eram negligentes, viajavam por ai e deixavam o filho em casa. É também um gênio, descobriu a identidade de Batman e Robin aos 9 anos, e saiu por ai tirando fotos na noite, em Gotham, um perigo. A mãe dele morreu logo quando se tornou Robin, o pai ficou em coma, e Bruce ficou cuidando dele. Depois o pai acordou, lembrou que era pai pela primeira vez na vida, mas depois foi assassinado por um vilão com um boomerang no peito. No mesmo tempo Steph, que era namorada de Tim, supostamente morreu - era mentira -, os dois melhores amigos dele, Kon- El - que todo mundo acha que são mais que amigos - e Bart morrem também. Ah, e depois é Bruce que supostamente morre. Então, é, poor Tim!

Stephanie foi o quarto Robin, por um tempo, quando pai do Tim descobriu que ele era Robin e o proibiu. Ela desobedeceu Bruce, foi "demitida" do papel, supostamente morreu tentanto provar seu valor, mas na verdade sumiu por uns tempos, depois voltou e se tornou Batgirl. Tim voltou a ser Robin quando ela "morreu".

Damian foi o quinto Robin, filho legitimo de Bruce com Thali Al Ghul. Se tornou Robin quando Bruce supostamente morreu e Dick virou Batman. Ele tirou o manto de Tim e deu a Damian, pois ele precisava mais, pois o menino tinha certos problemas, sendo criado como assassino, meio que saia matando por ai. O fato de não ter pedido a opinião de Tim não foi muito legal da parte dele. Tim e Damian não se dão lá muito bem, rivalidade entre irmãos e tudo mais.

Cassandra Cain era uma assassina, depois de tornou Batgirl - a segunda, Barbara foi a primeira, mas levou um tiro do Coringa, ficou paraplégica e se tornou Oraculo -, depois Cass largou o manto, deu a Stephanie e se tornou Black Bat.

Espero que dê pra acompanhar com isso. Basicamente esse povo todo e filho do Bruce adotado, ou ele é mentor deles - no caso de Steph - ou é um foster parent, um pai temporário até que ele alcancem a maior idade, que é o sistema dos EUA. Ou seja, Bruce é conhecido por catar Criança, levar pra casa e cuidar delas.

Naru é o próximo.

Sobre JayTim - ninguém me tira da cabeça que eles ficam fofo juntos. No pré 52 Jay tenta matar ele algumas vezes, verdade, mas eles também se ajudam, e o papo de "seja meu Robin!' na briga do manto não engana ninguém - mesmo que ele tente matar ele quando ele recusa logo depois.

Nos novos 52 nem se fala, melhores amigos para sempre, em Batman and Robin Eternal é jaytim para todo lado - Bros, sei - enfim, prefiro esse dois juntos. Embora Kon possa ter uma queda por Tim. Sorry Kon.

Espero que gostem! Não será uma fic longa, apenas uns poucos capítulos. Esse primeiro é bem longo, os outros serão curtinhos, só acompanhando alguns fatos da vida de Naru em Gotham enquanto cresce. Não terá nenhum enredo dramático e longo, só diversão para escrever sobre duas coisas que gosto muito.

Enjoy!


Capítulo 1 - "Tem ninjas caindo do céu"


Não era nem de longe uma das piores noites em Gotham. Bem pacifica até, apenas um roubo aqui ou alí, algumas tentativas de estupro. Cafetões atormentando prostitutas. Do outro lado da cidade, Charada havia dado as caras, mas parece que a nova dupla de ouro- sarcasmo aqui - haviam dado um jeito, já que o grande Daddy Bat estava em alguma reunião da Liga. Enfim, uma noite tranquila, apenas para fumar cigarros em cima da lage de um dos prédios admirando a grande Gotham atormentando seus moradores obscuros.

Isso até acontecer a explosão.

Jason suspirou, havia falado cedo demais. Jogou o cigarro para o lado e colocou seu elmo vermelho, flexionando os dedos. Saltou pela escada de incêndio e saltou em direção a grande nuvem de fumaça e gritos ao longe.

...................

-Surreal.

Ao menos três prédios haviam sido destruídos, e uma grande cratera tomava boa parte da avenida. Haviam gritos para todo lado. E claro que Goldie e os outros idiotas já estavam lá. E Cass e a loira também. Perfeito. Ninguém respeitava o fato que aquele era seu território, seu lado da cidade.

Claro que não. Eles eram Bats. Argh.

Tudo era um caos. Haviam ninjas.

Claro que haviam ninjas.

Jason saltou do prédio para o meio do caos bem a tempo de chutar um deles que estava dando trabalho para Red Robin, que estava, estranhamente, ensopado.

-Ra's ? - perguntou casualmente. Não seria nenhuma novidade o velho louco dando as caras por Gotham.

-Robin disse que não. - Red Robin respondeu, sem fôlego.- Eles conseguem, ao que parece manipular elementos.

-Metas.

-Ao que parece.

-Que ótimo.

Isso explicava porque haviam apenas cinco deles, e ainda estavam dando tanto trabalho. Um deles havia acabado de soltar...uma bola de fogo em Black Bat.

-O que diabos eles querem. Todos sabem que Metas não são bem-vindos em Gotham. - A loira xingou aparecendo do nada ao lado deles, também ensopada.

-Eles estão atrás da criança.

Jason e Stephanie trocaram um olhar.

-Que criança? - perguntaram em unissono.

..............................................

Richard se perguntava por que aquilo sempre acontecia. Em uma hora você estava tranquilamente lutando contra um super-vilão conhecido, até que uma criança caia do céu, e então depois ninjas, e tudo virava um caos.

"A liga está a caminho" Ouviu a voz de Bruce no comando "Bloquei-os até nossa chegada. Não os deixe fugir. "

Mais fácil falar do que fazer. Ainda mais com ele tentando alcançar a criança, que não devia ter nem mais que sete anos, sendo atacada por dois dos ninjas dentro da cratera.

E então tudo explodiu novamente. Uma luz alaranjada, um grande rugido, e força os lançou para longe assim como abalou alguns dos prédios. Asa Noturna cobriu Robin que havia ficado desacordado, e viu com espanto a mesma luz alaranjada assumir forma de garras, muitas garras, e ouviu grito dos ninjas quando essas os atacaram, os segurando. Os incinerando como se não fosse nada.

Tudo ficou em silêncio por segundos, até que a luz sumiu. Dick prendeu sua respiração, erguendo-se devagar com Damian em seus braços, ainda apagado. Foi quando teve uma boa visão do garotinho saindo da cratera. Os olhos de uma cor vermelha, ficando azuis. Os cabelos loiros sujos de fuligem e poeira de concreto. Os grandes olhos azuis pareciam confusos e apavorados, olhando ao redor. Até revirarem nas orbitas, e ele cair.

..........................................................

Jason devia prever o que estava vindo. Era tão claro como água na verdade. Ele não devia mesmo ter ficado surpreso quando o grande Bat chegou do tubo Zeta, diretamente da torre da liga, carregando um pacote em seus braços e com a cara de poucos amigos.

- Mais um. – replicou, enquanto Alfred continuava a enrolar seu braço machucado, como se fosse comum aquela cena. O que na verdade era.

-Pai, importa-se de falar o que está fazendo com essa criança, na Caverna, depois da destruição que ele causou?

Dizer que a voz de Robin mostrava irritação era pouco. A seu lado Tim apenas balançou a cabeça, pulando da mesa de exames e indo fazer os relatórios da noite, enquanto Richard apenas começou a orbitar Bruce e a criança de forma preocupada.

-Onde estão Black Bat e Batgirl?

- Lá em cima, Mestre Bruce.

-Chame-as, por favor Alfred.

Reunião familiar. Jason devia ter visto isso vindo também.

................................................

A noite não estava sendo fácil para Bruce. Primeiro voltar de uma missão, apenas para encontrar uma Gotham semi-destruída, Robin ferido, e agora isso. O garoto havia sido levado para a torre da liga, desacordado. E quando o J’onn tentara olhar na sua mente descobrira duas coisas: uma, o garoto era de outra dimensão, e duas, ele tinha duas mentes, uma das quais o expulsara do link mental violentamente, antes que pudesse ter uma pista de como mandá-lo de volta.

-Então ele tem um demônio dentro dele. – Foi a pergunta de Jason.

-E de tudo o que ele disse, foi isso que chamou sua atenção. – Tim balbuciou, os olhos sem largar a criança na maca, como se ele fosse um enigma interessante. – Então podemos supor que os ninjas que ele matou eram do mesmo lugar de onde ele veio também.

-Sim, podemos – Bruce agradecia por ter alguém racional naquela família. Dick prestava mais atenção na criança, de forma preocupada do que qualquer coisa. Damian apenas estava encarando. Cassandra não falava nada, e Stephanie apenas olhava para o menino de forma melancólica.

- E até acharem uma forma de enviar o pirralho de volta, ele vai ficar aqui. – Todos olharam para Bruce, que permaneceu calado, o que já era uma resposta - Que ótimo.

-Eu acho ele fofinho. – Todos olharam pra Stephanie com isso, que apenas rebateu o olhar, agora na defensiva – Ele é ué.

-Ele pode ser perigoso. – Robin falou, como se estivesse explicando algo a uma pessoa com problemas mentais. – Se a parte do demônio dentro dele não foi uma pista sua obtusa. Ou ele ter desintegrado aqueles ninjas, pelo que Grayson falou, não tiver sido já uma confirmação. Não entendo por que apenas não prendem ele na torre até acharem um jeito de enviá-lo para onde ele veio. Por que mandá-lo para cá.

-Bruce tem experiência com crianças difíceis. Se ele cria um demônio como você Damian, um garoto com um dentro não será problema.

Jason tentou mesmo não rir da resposta ácida de Red Robin, ou da cara do Wayne mais novo com isso. Ou do suspiro de Bruce, esse foi o melhor.

- Drake...

-Já chega. – Bruce interrompeu, a voz no modo Bat on fazendo todos calarem-se por instinto. – Será algo temporário, até Zatana retornar da missão. Até lá, estaremos o vigiando...

-Estaremos vírgula, eu tenho mais o que fazer. Nem sei o que estou fazendo aqui. – Jason interrompeu, sendo devidamente ignorado por todos.

- Tentaremos descobrir informações, mas caso algo saia do controle, ele será enviado a torre imediatamente. Damian está certo, não temos certeza do quão perigoso ele pode ser. O que quer que esteja dentro dele, J’onn conseguiu restringir seu acesso, mas não sabemos o quanto isso funcionou. Cautela. E antes que perguntem, Richard, não ele não é outro irmãozinho, restrinjam esse tipo de contato. Não Damian, não iremos abater ele caso algo aconteça. Jason, ele apareceu no seu lado da cidade, o problema é seu também. Cass, você está livre para voltar a Hong Kong, mas se ficasse aqui seria de grande ajuda. Stephanie, o mesmo de Richard vale para você. E Tim, conto com você para descobrir o quanto puder.

Houveram vários olhares indignados com isso, e Tim apenas suspirou, assentindo.

-Mestre Bruce.

A voz chamou atenção no comunicador, vinda da caverna.

-Sim.

-Nosso hóspede acordou. E temos um problema.

..........................................

Ele estava com medo. Depois de tudo o que havia acontecido, acordar em um lugar estranho o apavorava. A última coisa da qual lembrava era dor, e apenas dor. E confusão. E tanta raiva.

O homem que o olhava no entanto tinha um olhar bondoso. Um pouco parecido com o do vovô Hokage, antes de morrer e o deixar sozinho. Antes das coisas que já eram tão ruins se tornarem bem piores.

Apenas de lembrar disso, seu olhos de enchiam de lágrimas estúpidas, encolhido em um canto aonde havia se escondido. Mesmo que o homem parecesse bondoso, ele sabia que podia estar errado. Ele iria o machucar também, como todos.

E de repente mais pessoas entraram naquele lugar. Ele lembrava de algumas delas, de forma confusa. De rostos, no meio da luta. Estava com tanto medo naquela hora.

Eles falavam com ele, mas não conseguia entender. As palavras eram estranhas. Um deles começou a escalar para onde estava escondido, e entrou em estado de pavor, encolhendo-se mais.

Não me machuque.

Não me machuque. Eu não fiz anda...eu não fiz nada!

Estava entrando em pânico, e devia ter falado aquilo em voz alta, por que o desconhecido parou. Ergueu os olhos de onde havia escondido entre os joelhos, encarando dois olhos azuis-violetas muito bonitos, e um sorriso calmo. Era um garoto.

-Tudo bem. Não vou machucar você.

Ele havia o entendido.

.......................

Tim não quebrou contato com a criança apavorada. E quando ele começou a falar rápido, em pânico, surpreendeu-se a entender a lingua. Japonês. Arcaico, mas japonês. Parou a escalada, sem entender como ele havia conseguido passar por Alfred e se esconder naquela físsura na caverna tão rapidamente. Olhos azuis encontraram-se com os seus, cheios de lágrimas. O corpo dele tremia, e as palavras que ele dissera o enchiam de tristeza. De repente, o faziam lembrar de si mesmo, sozinho em casa, encolhido em um canto também. Machucado, sem entender o que havia feito de errado.

-Tudo bem. Não vou machucar você.

Assegurou, mas tudo que recebeu foi um olhar incerto. Suspirou, tentando ficar confortável. Tinha que fazer aquilo direito.

-Eu me chamo Tim. – Ofereceu. - Qual seu nome?

Ouviu uma pequena fungada, os olhos desconfiados nos seus. Notou que haviam marcas nas bochechas dele, como cicatrizes, que o faziam parecer –mais ainda – um animalzinho arisco.

-Eu sou...Naruto.

...................................

-Por que ele não arranca logo o pirralho de lá? Drake é mesmo um incompetente.

Dick bloqueou os resmungos de Damian, os olhos em Tim, pendurado no teto. Pela boa acústica, eles ouviam a conversa. Japonês. De repente, no que pareceu uma eternidade, finalmente o menininho saiu, pendurando-se no pescoço de Tim como um macaquinho enquanto desciam juntos em saltos precisos.

Quando alcançaram o chão, finalmente, todos ficaram parados, tensos. Tim apenas tinha um sorriso calmo no rosto, mas aquilo não o enganava. Havia algo triste nos olhos dele, que Dick conhecia muito bem.

Damian rosnou a seu lado e colocou a mão em seu ombro em aviso, principalmente quando o garotinho, agora nos braços de Tim se encolheu mais.

- Tudo bem, ninguém vai te machucar... – Ouviu a voz do seu irmão em seu perfeito japonês e piscou curioso. O garotinho respondeu algo baixo que não entendeu. – Eu não vou deixar. – Tim garantiu o que quer que ele houvesse perguntado, e para sua surpresa, o menino pareceu relaxar com a resposta, confiando totalmente nele. Ouviu um som incrédulo de Jason ao seu lado e sorriu.

-Como diabos Babybird consegue fazer isso? Argh!

-Do mesmo jeito que ele te faz vir a mansão sempre que ele quer. – Steph rebateu com a voz divertida. Jason a olhou ofendido. Ainda mais quando Cass assentiu, concordando e Dick sorriu mais.

-Claro que não! Eu venho por causa dos biscoitos do Alfie. Não é Alfred?

- Não acredito que esse seja o caso Mestre Jason. E se puderem se ater ao que está acontecendo agora, mais tarde podemos conversar sobre a influência de Mestre Timothy.

Todos se calaram, ninguém ia contra Alfred. E o olhar de aviso que Bruce os lançou.

Tim disse algo suavemente ao menino enrolado em seu braço e o garotinho levantou finalmente o rosto. E ali haviam os grandes olhos azuis que lembrava da luta. Incertos, confusos. As mãos agarradas ao uniforme que Tim ainda vestia com força, como se temesse que ele o deixasse.

-Esse é o Naruto. Naruto, essa é a minha família. Diga oi.

Ele os olhou um a um. Até mesmo Damian estava calado naquele momento, enquanto os olhos da criança piscavam, curiosos, ainda receosos, o rosto ficando corado, para então voltar a enfiar o rosto no pescoço de Tim.

-Oi.

Dick ouviu novamente o som incrédulo de Jason a seu lado. Stephanie parecia perto de correr e arrancar o garotinho de Tim, para abraça-lo até submissão. Não era diferente do que o próprio Dick pensava. E Cass realmente sorriu. A expressão de Bruce suavizou levemente. E Damian...ficou corado? Um “Tt” saindo da sua garganta, mas podia sentir o corpo do pequeno ex-assassino relaxar sobre sua mão ainda em seu ombro.

- Isso foi...fucking adorable. – Com isso todos olharam Jason, o grande e perigoso Capuz Vermelho, de forma questionadora. Dick riu quando seu irmão cruzou os braços, parecendo bem o adolescente que era de fato. – Fodam-se, pensaram a mesma coisa.

Tim continuava falando baixinho em japonês para o garotinho, que havia levantado o rosto e o encarava atentamente, como se ele fosse seu céu, sol e lua e tudo que existisse naquele momento. E Dick pensou pelo o que ele deveria ter passado, para que um ato tão simples de bondade fizesse com que ele confiasse tão cegamente em alguém.

Ao seu lado, Bruce pensava a mesma coisa, o rosto sério, mas podia notar algo nos olhos dele ao observar seu filho segurar aquela criança desconhecida, para muito poderia parecer relaxado, mas ele conseguia notar pela flexão dos ombros, a maneira como ele apoiava as costas do outro, como ele o olhava com aquela expressão suave tão rara. Protetora.

Dick e Stephanie estavam quase saltando no lugar, lançando perguntas ao irmão. Podia imaginar Dick, aquele era ele de sempre. E podia imaginar a razão de Stephanie. Assim como Tim também devia ter percebido isso. Os cabelos loiros, os olhos azuis. Ela estava imaginando sua própria criança perdida em algum orfanato.

Jason já estava perto de Tim, sem tato como era de dar espaço para a situação.

Damian olhava a tudo incerto, mas sem reclamar mais. E sabia que aquilo era algo extraordinário.

Tim encontrou com seu olhar, os azuis violeta sérios. Sem falar nada, mas ele o conhecia o bastante. De todos os seus filhos, Tim era o que mais o conhecia. Bruce suspirou exasperado após quase um minuto da conversa muda entre os dois, e Bruce apenas sabia.

-Acho que devo arrumar um quarto Mestre Bruce.

Tim sorriu.

...................

Não era incomum para ninguém na mansão os pesadelos. Todos eles os tinham. Jason ainda acordava todas as noites com o eco de uma risada, os sons agourentos das pancadas, de uma explosão. Ele não sabia com o que os outros sonhavam. Talvez um tiro no meio de um beco escuro, a queda de um trapézio, um boomerang sangrento. Era difícil dizer.

Mas de uma coisa ele sabia, nada era mais angustiante do que o som de um grito de uma criança no meio da noite, ele sabia agora pelo o que Bruce tinha passado no decorrer que eles cresciam ali, pequenas almas que agonizavam, traumatizadas.

Não havia sido nem duas horas depois que todos, exceto Cass e Stephanie, que haviam ido terminar a patrulha, haviam ido dormir – ou supostamente haviam ido dormir, como se alguém dormisse ali – quando o grito aterrorizado ecoou pela casa. Em segundos haviam saltado da cama, e ganhado o corredor, pegando sua arma em puro instinto. Não devia estar surpreso de encontrar Dick logo a frente, também correndo, com um bastão na mão, e aquilo na mão de Damian, era mesmo uma katana?

Anyaway.

Em segundos haviam chegado ao quarto aonde o pequeno hóspede do clã havia sido colocado horas antes, sobre os cuidados de Alfred – o garotinho parecia ter se apegado a ele de imediato, e quem não se apegava à Alfred – e Tim, por quem ele parecia relutante de largar, agarrado como uma erva daninha a ele.

A porta já estava aberta quando entraram prontos para atacar qualquer inimigo ali, apenas para encontrar Tim já consolando o baixinho, falando suavemente enquanto balançava a criança soluçante. Bruce já estava lá – claro que estava, era o Batman – e nem mesmo todo o eu-sou-a-noite escondia a ruga de preocupação vendo a cena perto da cama, mesmo quando o olhava com uma sobrancelha erguida para as armas ainda levantadas, mirando sua arma de modo desaprovadora – fuck you.

Voltou os olhos aos dois sentados na cama quando a voz ainda chorosa e baixa respondeu algo que Tim perguntava, baixinho, e mesmo dali podia ver os ombros se flexionarem com a resposta, o rosto endurecido por segundos até se tornar em branco. E, se possível, ele havia puxado o garoto para mais perto, o queixo afundando na cabeça pequena.

Bruce também havia percebido isso.

- Tim...

-Tudo bem, eu vou ficar com ele por essa noite. Podem dormir.

...............

- Replacement...

-Tim, Jason, o nome dele é Tim. – o outro rebateu, o rosto cansado demais para ser rude enquanto voltavam pelo corredor após uma discussão infrutífera. Tim sempre tinha o que queria.

The little shit.

-Tanto faz. – balançou a mão no ar, seu rosto ficando mais sério. Sentiu o outro tencionar levemente quando colocou a mão no ombro dele o fazendo parar. O outro o olhou curioso. – Os pais dele.

O rosto do outro ficaram com uma expressão dolorida, como se soubesse exatamente o que ele iria perguntar.

-O que tem eles Jason. – os olhos desviaram dos seus, e viu Damian parar mais à frente. Sabia que ele estava os ouvindo.

- Eles machucaram ele, não foi. Pela reação dele hoje...como eu nunca soube dessa merda toda?

Dick suspirou. Passou a mão nos cabelos, e por um instante achou que ele não iria responder o mandaria se fuder.

- Jay...há várias formas de se machucar uma criança.

Yeah, Hell. Ele sabia bem disso. Filho de um traficante e de uma viciada, crescendo nas ruas. Ele sabia bem. Mas Tim...ele era a criança rica, que tinha tudo. Isso não devia acontecer com gente assim.

Ao menos ele achava isso.

Dick o olhava daquele modo de novo, como se soubesse exatamente o que ele pensava. Soltou seu braço devagar, e ele suspirou, cansado.

- Pergunte a ele qualquer dia. Isso é algo que ele deve contar se quiser.

Assentiu, sem saber o que falar mais. Damian havia sumido para seu quarto.

- Boa noite Jaybird.

...................

Naruto já estava há uma semana naquele lugar estranho. E durante todo esse tempo, seu anjo sempre estava por perto. Ele prometera que não iria deixar ninguém machucá-lo, e começava a acreditar nisso. Sempre que tinha um sonho ruim ele estava lá. Sempre que ficava apavorado, ele o confortava. Ele até mesmo estava o ajudando a entender aquela língua estranha. E tinha o vovô também. Ele era engraçado e bondoso, do mesmo jeito do vovô Hokage.

Ele não sabia muito o que pensar dos outros. Tinha o homem alto que o olhava de um jeito engraçado, e que sempre estava abraçando seu anjo e tentando abraça-lo. E tinha a menina loira, que lembrava muito da Ino. Ela parecia legal. E tinha o outro menino que lembrava Sasuke. Naruto no começo achou que ele ia ser mal com ele, pelo jeito que ele encarava, tinha um pouco de medo. E não gostava como ele falava com seu anjo. Não entendia bem o que era, mas sabia que não era legal. Mas seu anjo disse que tinha que ter paciência com ele – Damian, o nome era Damian - que no fundo ele não era ruim, só sozinho. E disso ele entendia, por isso ia ser legal. Ele gostava da outro menina. Ela parecia uma Uchiha, e era quieta e silenciosa. Seu anjo também parecia gostar muito dela, e os dois sentavam com seu anjo enquanto ele lia para os dois. As vezes na língua que ele não entendia, mas ele explicava para os dois. Naruto gostava dessas horas.

Tinha o outro homem que parecia mal-humorado e barulhento. No começo Naruto tinha muito medo sempre que ele falava alto. Mas achava engraçado o jeito que ele olhava seu anjo, o jeito que estava sempre ao redor dele. Era muito pequeno e não entendia bem, mas seu anjo parecia gostar dele, então ele não devia ser ruim.

E tinha o outro homem. Ele era muito muito alto, e tinha uma voz confortável. Era mais velho que os outros- menos o vovô – e de vez em quando o via o olhando de um jeito engraçado e não ruim. Sempre que acordava de um pesadelo com seu anjo, ele também estava lá, perto dos dois. Um dia até mesmo passara a mão na sua cabeça. Ele ficava lá até os dois dormirem.

Naruto realmente gostava dele. Não tanto como do seu anjo, do vovô e da menina quieta, mas gostava mesmo dele.

Ele gostava daquele lugar mais do que antigo. Gostava muito muito.

- Tenshi. – puxou a manga do grande suéter que seu anjo usava. Os dois estavam sentados, como de costume nas tardes, na grande poltrona na biblioteca. Haviam livros para todos os lados, e uma grande janela. De lá podia ver a fonte, e árvores, e seu anjo sempre deixava ele sentar junto com ele, enquanto lhe explicava muitas coisas e lia, o ensinando aquela língua estranha. Ele também perguntava coisas, sobre a vila. Naruto não gostava de falar da vila, mas não queria dizer não para seu anjo, então ele contava tudo o que lembrava.

-Hun?- Os olhos do seu anjo eram calmos quando o olhava, e tentou não ficar nervoso com o que ia dizer. Acabou desistindo e tentando se esconder mais do lado do outro, mas sem sucesso. Seu anjo levantou seu rosto com gentileza que não era acostumado e o fez olhar para aqueles olhos violeta dele. – Pode falar comigo, sem medo nenhum, eu já disse.

Assentiu devagar. Tomou fôlego e coragem. Geralmente era tão barulhento, antes na vila. Queria que todos os notassem, mas agora, com os dois olhos em si daquela forma, sem hostilidade, realmente prestando atenção em si, não sabia como agir.

-Eu posso ficar aqui com você?

Os olhos pareceram surpresos, e então muitas coisas que não entendia se passaram nele. Naruto teve medo, ele não falava nada, então continuou falando, fechando os olhos apertado.

- Eu quero ficar aqui, não quero voltar. Eu sei que vocês querem que eu volte, aquele homem que olhou minha cabeça falou que iam me mandar de volta, mas eu não quero voltar, eu quero ficar, não me importo de ser hokage mais, eu quero ficar aqui, com vovô, você, e os outros...por favor, não me manda embora, não quero voltar pra lá, não quero voltar...

-Shh, calma Naruto. – não conseguia respirar direito. Seu anjo não respondeu nada. Então começou a falar mais, falar sobre o que acontecia na vila. O que sempre acontecia com ele. O orfanato, os festivais, e como sempre acabava no hospital. Contou sobre as coisas que nunca tinha contado, nem com o vovô Hokage.

Naruto contou sobre Kurama, e sobre como sabia dela desde dos quatro anos, sobre como ela o assustara no começo, como batia nas grades e não o deixava dormir, e dizia coisas ruins que ia fazer com ele se saísse de lá. E contou sobre como com o tempo ela ficou boazinha com ele, como o ajudava a se curar, e como fora ela que o tirara de lá para salvar os dois. Mas agora, desde que chegara, não conseguia ouvir mais Kurama, e não sabia o que fazer. Mas não podia voltar. Eles achavam que ele mau, que era um demônio. Que havia matado o vovô Hokage. Ele não podia voltar. Não podia.

Não queria.

...........................

Tim era sempre o mais silencioso. Até mesmo do que Damian, que fora criado com ninjas. Ainda assim, no momento em que ele entrara soube que era ele. Diana e Clark estavam a seu lado, enquanto coletava informações sobre uma nova missão, e quando olhou para Tim, vestido em roupas civis – e sempre sentia certo divertimento ao vê-lo usando os suéteres que roubava de Jason ou Dick, ou mesmo os seus, que o faziam parecer ainda mais jovem –, todos também o encararam.

Bastou um olhar para saber que havia algo de errado. Um, por que ele estava sozinho. Nos últimos dias, nunca o encontrava sem sua pequena sombra, ou Jason. E dois por que o olhar dele estava duro, de uma forma determinada que conhecia bem. Tim era bom demais para disfarçar emoções, algo que era triste vindo de um garoto de 17 anos, que mostrara o grau de dano feito por seus pais, e por ele mesmo, Bruce, em todos aqueles anos.

- Eu tenho todas as informações. – a voz dele não demonstrava nada. Bruce soube na hora de quem ele falava. Algo devia estar errado para ele interromper uma reunião da liga, e aparecer em roupas civis. Mesmo que Diana e Clark soubessem de sua identidade, nenhum de seus “filhos” tirava a máscara enquanto um deles estivesse presente na caverna.

Bruce trocou um olhar com os outros, mas Tim os ignorou. O que novamente mostrava que havia algo errado, diferente dos outros- preferia nem pensar – ele era educado.

- Há pistas de como manda-lo de volta então. – Diana falou, vendo que ninguém mais falava nada a pelo menos um minuto, Tim e Bruce apenas se encarando, conversando com os olhos.

- Não vamos manda-lo de volta. – A voz de Tim era calma, mas havia algo de definitivo ali. – Ele não é um risco.

- Red Robin, essa decisão não foi tomada, nem será tomada dessa forma... – Bruce começou, mas foi interrompido, pois seu filho lhe dava as costas e saia da caverna.

-Não vamos manda-lo de volta Bruce. – os três heróis ficaram surpresos com o tom de voz e o uso do nome. Tim nunca falava assim com ninguém, muito menos com Batman. – Eu não vou deixar. Irei enviar as informações para o banco de dados, podem ler com calma.

- Red Robin! – a voz de Bruce era de comando, e por força do hábito, o garoto parou e se virou. Os olhos estavam frios. – Isso não é algo para você decidir, seu apego emocional está interferindo com seu trabalho!

No meio tempo, outros haviam entrado na caverna, sem entender o que acontecia.

-Vamos conversar isso com calma. – Clark tentou. Nunca havia presenciado Tim sendo desrespeitoso com Bruce. Havia algo no olhar dele no momento, que só vira no próprio Bruce no decorrer dos anos.

- O que aconteceu? Timmy? – Dick foi ignorado. Ao seu lado Jason estava tenso, pronto para interferir. E todos sabiam de que lado ele ficaria.

-Terei que afastá-lo do caso. – A voz de Bruce estava controlada, mas todos que o conheciam sabia que ele não estava.

O garoto apenas o encarava de forma intensa, de uma maneira que nenhum deles já havia feito.

-Como queira, Batman. – E com isso ele virou as costas e saiu.

-Bruce... – Ignorou Dick, voltando ao computador. Todos estavam tensos, sem saber o que fazer. Jason bufou e seguiu pela escada, saindo, provavelmente atrás do outro. Damian, que ninguém sabia que havia entrado, também o seguiu.

Os outros apenas ficaram em silêncio.

............................

Horas depois Bruce percebeu que Tim havia sumido. Seu comunicador havia sido desligado, seu rastreador havia sido removido. A criança havia sumido com ele.

Quando percebeu que nenhum deles, Jason ou Dick, Stephanie e Cass, nem mesmo Damian, e desconfiava que Barbara também, nenhum estava realmente se esforçando para encontra-lo – sabia que ao menos alguns deles sabiam aonde ele estava, já que Jason também havia sumido – chamou a liga.

E pela dificuldade que encontraram, sabia que os Titans também estavam envolvidos. E a fidelidade deles com Tim era muito maior do que com qualquer um dos mentores. Com a ajuda de Superboy, ele podia estar em qualquer lugar do mundo naquele momento. Assim como sabia que o único que podia se manter em um jogo como aquele contra ele seria seu filho.

Após ler o relatório, sabia que Tim não mudaria de ideia. Sabia que nenhum dos seus filhos mudariam de ideia. Ele mesmo sabia o que devia ser feito.

Alfred colocou a mão em seu ombro e o olhou de forma reprovadora. Sabia que se continuasse com aquilo, ia piorar a situação, colocar sua família a parte. Iria perder Tim, com certeza.

Ligou o comunicador.

- Batman para Superman. Preciso dar um recado a Superboy.

Alfred assentiu de forma aprovadora. Quase suspirou exasperado.

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Tim retornou apenas dois dias depois. Jason a seu lado. A criança dormia alheia a tudo nos braços de Cassandra, Kon-El do outro lado de Tim, os braços cruzados. Os outros Titans atrás.

Pela cara culpada de Dick e Stephanie também, estava certo, e aquilo havia sido uma ação conjunta. Até mesmo Damian parecia desconfiado.

Conhecia Tim o bastante para saber que se o pior acontecesse, ele seria capaz de até mesmo buscar auxilio com Ra’s Al Ghul. E nunca deixaria chegar àquilo.

-Precisamos fazer alguns testes. – Jason rosnou com isso, Tim apenas o encarava, em falsa calma. – Se você confirma que ele não será uma ameaça.

-Confirmo. Eu dou minha palavra.

-E eu dou a minha.

Ao seu lado Stephanie comemorou e correu para o lado de Tim. Em dois saltos Dick também estava lá. Apesar de continuar aonde estava, Damian parecia satisfeito.

- Parabéns, mais um. – Flash teve a coragem de rir a seu lado. Batman rosnou de forma ameaçadora. O que não incomodou o outro de forma alguma. – O primeiro neto. Está ficando velho hein.

Ele realmente bateu nas costas de Batman. Alguns seguraram a respiração por um momento. Clark resolveu intervir.

-Red Robin é muito jovem para ser pai.

Batman quase o olhou de forma incrédulo, pro que aquilo não era o ponto. De forma alguma!

- Não sei, já vi mais jovens. – Hal rebateu, e realmente Bruce não sabia como o mundo podia ser salvo pelas mãos de tantos idiotas.

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Um mês depois, a sociedade de Gotham recebeu o anuncio de mais um membro da família Wayne. O nome era Thomas, semelhante ao nome do antigo Wayne, pai de Bruce, o que fez muito pensarem que assim como o jovem Damian, a criança devia ser resultado de mais um dos casos do playboy. Diferente de Damian, no entanto, a criança era loira e falava uma língua estrangeira – japonês, o que deixou muitos confusos. O garoto não parecia asiático, como a outra filha adotiva, Cassandra. Se não puxara a mãe, não se sabia de onde vinha os cabelos loiros, não era um traço comum nos Wayne – mesmo nos adotados.

A imprensa estava em polvorosa.

E para piorar tudo – ou melhorar – o sobrenome do garoto, Thomas Drake-Wayne, que fez muitos olharem para Timothy, fazerem as contas – o menino devia ter 6, ou 7 anos, então não era possível. – e suspirarem aliviados.

Jack Drake, talvez? Em uma dessa viagens que tinha. Talvez fosse um Drake perdido, que chegava. Nada foi confirmado, mas foi essa a resposta que todos assumiram. Meio-irmão de Timothy Drake, agora Timothy Drake-Wayne, encontrado e adotado na família Wayne. E pelas cicatrizes no rostinho, provavelmente ele vinha de uma família abusiva, o que tornava tudo ainda mais estarrecedor.

Em semanas eles haviam esquecido o caso totalmente. Afinal, algo bem mais “quente” havia ocorrido. Um paparazzi havia conseguido flagrar Jason Todd- Wayne em uma situação nenhum pouco fraternal com Timothy Drake- Wayne. Isso depois de fontes informarem dos dois sempre passeando com o novo irmãozinho, como uma pequena família feliz.

Nesse dia, não se falou em outra coisa.

E eles não deram, na verdade, a mínima.

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8 de Agosto de 2018 às 23:37 1 Denunciar Insira 7
Leia o próximo capítulo Não se meta com o filhote da Kyuubi

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Crazy Clara Crazy Clara
A primeira coisa gritante é: eu fiquei com vontade de ir atrás dos quadrinhos do Batman. Não tenho ideia de onde começar, do que é 52 e pós 52, mas eu quero. Sua forma de trabalhar os personagens já é linda e agora quero saber como eles são no canon porque, caramba, extremamente cativantes. Ri à beça, claro. Primeiro o título, sério, quase cuspi no monitor. Depois o Jason que me pareceu uma versão baunilha do Deadpool e curti ó, de montão. Tim parece mesmo um anjo e eu quero mais deles. Agora dai-me licença porque tenho mais capítulos para ler.
31 de Agosto de 2018 às 21:49
~

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