Um doce dia Seguir história

des_colonizada Nanda

Sobre como Park Chanyeol amava os dias de sábado, e isso por vários motivos: por gostar do clima, por não precisar trabalhar, mas principalmente, por ser o dia em que podia se dedicar 100% a sua família. Sobre como Chanyeol amava os sábados e ia continuar amando para sempre. Porquê para ele o sábado era um doce dia, onde existe o amor.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#fluffy #Chankai-pais #chankai #exo
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Onde existe o amor

Um doce dia

Por des_colonizada


Park Chanyeol simplesmente amava os dias de sábado. E isso por vários motivos; como por exemplo, o fato de que era um dia que não precisava trabalhar, consequentemente tornava-se o dia oficial da preguiça, onde não precisava se preocupar com horários e quantidades absurdas de relatórios enormes para entregar rapidamente, ou qualquer outra coisa relacionada ao seu emprego; como podia passar o tempo que julgasse apropriado na cama, dormindo o quanto quisesse...


Isso é claro, se seus filhos não se jogassem sobre si e seu marido — Jongin — em plenas sete horas da manhã, cobrando uma promessa feita desde o começo da semana.


— Anda papai, você precisa levantar. Esqueceu que tem que levar a gente no parque? — YeJun, com seus seis anos completos, era sempre o que tomava a frente nesses momentos.


— É verdade, papai. Você prometeu de dedinho. — NaRi, a garotinha em sua inocência de míseros três anos, acompanhava e concordava com o irmão sem nem pestanejar.


Sério, às vezes Chanyeol se perguntava como que duas criaturinhas tão pequenas conseguiam ter uma memória tão boa assim. Definitivamente ele não dava conta de se lembrar de tantos detalhes quanto NaRi e YeJun eram capazes. Pra falar a verdade, essa tal promessa foi automaticamente apagada de seu cérebro assim que proferiu-a; vale ressaltar que foi num momento de pena, onde ambos não paravam de segui-lo por todo canto, tagarelando sem parar, falando do quanto queriam ir no parque, tomar sorvete e mais um monte de outras coisas.


Ele bem que tentou fingir que ainda dormia e que não tinha ouvido nada do que disseram, mas se tinha uma palavra que parecia não existir no dicionário pessoal daqueles dois era “desistir”. Eles ficaram lá, pulando sobre as costas de Chanyeol, puxando os cobertores, sacudindo sem parar seus ombros e tagarelando uma infinidade de coisas. Engraçado é que todos os esforços eram concentrados no mais velho. Nada de ninguém chamando Jongin, puxando seus cabelos e camisa, insistindo para que ele se levantasse, “antes que ficasse muito tarde e todos os sorvetes acabassem”, nas palavras de YeJun.


Suspirando resignado, abriu os olhos, virando-se de lado para dar de cara com um sorriso lateral mais do que debochado no rosto de seu marido. O filho da mãe estava era se divertindo — e muito, ao que parece — com sua situação caótica.


— Sério amor, porque eles sempre vêm pra cima de mim com essas histórias e não pra você?


— Hum… Deixa eu pensar um pouquinho; — o maldito deboche na voz também. — talvez porque é sempre você a prometer esse tipo de coisa quando não aguenta dizer não pra eles?


Droga. Odiava admitir isso, mas Jongin tinha razão. Chanyeol sempre fazia isso de prometer as coisas no calor do momento; ele só queria deixá-los felizes, poxa. Não era capaz de dizer um não para aquelas carinhas fofas pedindo algo de um modo mais fodo ainda. Era um babão de marca maior. Era casado com Jongin há bons oito anos e ambos sempre nutriram essa vontade de ser pais um dia. Se organizaram, e quando já estavam em condições melhores, naquela época com cinco anos de casamento, adotaram os irmãos. Yejun, então com três anos e NaRi que ainda era uma bebezinha de colo.


Desde então viviam os quatro num apartamento relativamente grande, perto do parque municipal. Volta e meia saiam para visitá-lo e era sempre uma farra que só. As crianças corriam sem parar e ficavam felizes à beça. E Chanyeol, como um bom papai babão sorria tanto que as bochechas chegavam a ficar doloridas, e se jogava na brincadeira com os dois pequenos. Jongin ficava mais atrás, fazendo o papel do pai preocupado e atento com a segurança e blá blá blá; porém não deixava de aproveitar também.


Chanyeol desistiu de se fazer de desentendido e levantou de uma vez por todas, se concentrando em arrumar as crianças e se aprontar para o passeio. Jongin, como era de se esperar, ficou responsável por preparar as comidas que levariam. Tinham optado por fazer um piquenique e, logo depois, tomariam o tão falado (e desejado) sorvete.


Tudo pronto, lá se foram os quatro se aproveitar daquele sábado ensolarado. O parque era perto; aproveitaram para ir caminhando e absorver um pouco de vitamina D — papo de Jongin, com aquela vibe natureba que ele tinha; não que estivesse errado, porém. — Encontraram uma sombra sob uma árvore gigantesca e se acomodaram por lá. NaRi e YeJun se viram livres pra correr e brincar à vontade, enquanto seus pais se mantinham atentos à eles, mas também aproveitando pra ficarem juntinhos, como não era tão comum por contas das rotinas apertadas durante os dias de semana.


— A gente conseguiu Chanyeol. Criamos nossa família, e ela é linda demais. — Havia um quê de nostalgia na fala de Jongin. E era até compreensível, só os dois sabiam da dificuldade que foi adotar aquelas criaturinhas que hoje faziam seus dias tão coloridos.


— Sim. Ela é linda mesmo. E eu amo a NaRi, amo o YeJun e te amo tanto, mas tanto, que você nem imagina. — Chanyeol não era lá de ficar falando de seus sentimentos, mas sentiu que aquele momento pedia algo do tipo.


— Eu também amo. Os três. E eu rezo pra que essa felicidade dure a vida inteira. E, quem sabe, muito além disso. — O mais novo volta e meia falava umas coisas que deixavam Chanyeol meio que sem saber como agir. Umas sensações que não cabiam no corpo e escorriam pelos olhos em forma de lágrimas, como agora.


Voltou seus olhos para os pequenos, que se esbaldavam tomando sorvetes de chocolate e se sentiu o homem mais feliz desse universo. Mais lágrimas se juntaram em seus olhos e tratou de limpá-las ao observar os dois vindo em sua direção; não queria ter de explicar o motivo delas, sabia o quão complicado seria de se livrar de tantos “porquê?”. A pequena foi a primeira a chegar, já se pronunciando, como a bela tagarelinha que era.


— Papai, eu realmente adooooro sorvete. — NaRi conseguia ser a coisa mais fofa do mundo daquele jeito; com as bochechas todas lambuzadas de chocolate e um sorriso enorme no rostinho bonito. YeJun não ficava para trás. Conseguia ser tão adorável quanto; ainda que recusasse veementemente o título de “fofo”, afinal como ele mesmo dizia, já era um “homenzinho crescido e não um bebezinho bochechudo”. Fala essa que sempre arrancava uma risada alta de Chanyeol e Jongin. Crianças sempre tinham dessas mesmo, e aqueles dois então.


Aquele sábado de sol definitivamente tinha entrado pra lista de melhores dias da vida de Chanyeol; sem sombra de dúvidas. Trataria de guardá-lo junto a todos os outros dias junto daqueles três, que sempre eram especiais à sua própria maneira.


Acontece que os sábados eram quase que sagrados para Park Chanyeol; seja por motivos de não precisar se levantar cedo para o trabalho, seja por simplesmente gostar do clima que o dia trazia. Mas, com toda certeza, amava os sábados por ser o dia em que ficava mais tempo perto de sua família, que pra ele era a coisa mais preciosa de sua vida todinha. Chanyeol amava os sábados e ia continuar amando para sempre.


Porquê para Chanyeol o sábado era um doce dia, onde existe o amor.

27 de Julho de 2018 às 00:37 2 Denunciar Insira 4
Fim

Conheça o autor

Nanda Escrevo sem nenhum propósito, escrevo o que me vem na mente e se derrama entre os dedos sem me preocupar ou pensar demais no que estou fazendo. EXO | Chanbaek | Baeksoo

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um amor de história!
26 de Julho de 2018 às 19:41

  •  Nanda Nanda
    Iti <3 <3 27 de Julho de 2018 às 12:50
~