As borboletas mentem Seguir história

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Fernanda Ferreira


Carrego em minha pele as marcas de abandono... e os sentimentos vão apenas circulando este sofrimento... São as borboletas que tornam essas palavras belas e poéticas... mas que no fundo escodem a realidade angustiosa de que quem já sofreu por sonhar demais ...


Poesia Todo o público.

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As borboletas Mentem


Regiam suas asas acima das flores amarelas... os pássaros... efêmeros... de voo e companhia

E enquanto rastreava-me entre essas amantes do sol, eu massageava seus egos ameigando suas pétalas 

Como pode ser tão fracas... mas ainda assim tão belas...?



O horizonte que este campo proporciona... tão magnífico... mas tão avassalador

Ao mesmo tempo... meus balões livres do chão... e os meus dentes insaciáveis os furando 

Talvez não sou arquiteta... como imaginaria... eu... uma obra... eu mesma a desfez



E enquanto o fluído invisível eleva os meus fios... mergulhados... no ouro das íris de uma mulher...

Naquele céu... umas palavras surfavam entre as nuvens, estas das quais no sonho são de pelo de carneiro

E assim... as imagens iam se transmitindo... do plano intocável à minha infância, companheira de uma certa velhice 



Quando os olhares de âmbar se encontravam com os becos sem saída... como sua própria fuga...

Esquecera... de uma menina que absorvia os fios brancos... ao lado observando sua própria filha murchar 

Ás vezes notas musicais de lamentações, podia eu ver, no ar afirmando a razão dos meus olhos azuis... 



Estas ilusões... que me acompanharam até a quebra de si mesmas... numa mais uma vez  revivida do abando 

Me implorando que eu culpasse as borboletas... que sempre deixavam marcas de ruídos no céu...

Elas vívidas no imaginário de minha vó materna... purificando sempre estas flores do campo...



Iludindo me com suas cores reluzentes... empáticas com as minhas íris....impuras

Dizem que estou segura... que a vida é pura beleza do amor... e que as pessoas queridas... moram pra sempre...

Num coração...



Sim... as borboletas mentem...

E a senhora nunca disto emitiu a mim... Não sei que benção é esta que tu me herdaste...

Onde sou proibida pelas asinhas de solidão sair desta fantasia... deste teu campo...



Bom, se não apenas as lágrimas amarelas...

E a empatia das borboletas... da qual rogo só a negação de tua ida...

E assim grito num canto para que me ouvem... OH DEUS, LIVRAI-ME DESSAS PESTES! Livrai-me... 









 











 





18 de Julho de 2018 às 20:14 6 Denunciar Insira 2
Fim

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CC C Clark Carbonera
Fernanda Ferreira, fico grato por você aceitar minhas sugestões e meu comentário :D Não tenha medo de escrever, essa arte é libertadora em inúmeros sentidos! E a melhor das coisas é essa mesmo: encontrar o SEU estilo, não reproduzir o estilo dos outros. Siga no seu ritmo e com seus passos, escreva sempre em prosa, em versos, em pontos e exclamações, mas não pare jamais ;)
30 de Julho de 2018 às 07:49

Karimy Karimy
Entendi o propósito emocional das reticências e a dúvida e insegurança no texto corrido. Texto que, apesar de conter palavras leves, se tona muito pesado por conta dessa escolha, deixando muita coisa bacana para se pensar a respeito. Gostei muito.
25 de Julho de 2018 às 16:47

  • F F Fernanda Ferreira
    Fico muito aliviada por voce ter compreendido minha história. Pois esse é um dos meus medos, pois como se torna um escritor se não existe nenhum leitor além de si mesmo que entenda sua escrita. Isso soaria meio egoísta, escrevendo só pra si... Na verdade o meu grande próposito ao escrever assim é que as pessoas possam assim como eu na minha imaginação poderem sentir, se emocionar e viver o que eu chamo de cenas poéticas. 28 de Julho de 2018 às 18:42
CC C Clark Carbonera
Interessante essa sua escrita, mas devo dizer que não entendi a métrica do poema...além do que, talvez você pudesse, ao invés de utilizar os "..." , optar pelo uso do ponto, da vírgula, do ponto e vírgula, dos travessões etc. Assim a "narração" do poema ficaria menos cansativa e sentiríamos o ritmo dele de forma melhor! Por favor, considere esse comentário uma humilde crítica construtiva minha e escreva sempre! :)
23 de Julho de 2018 às 09:22

  • F F Fernanda Ferreira
    Ah, si obg! Eu tinha publicado com essa intenção mesmo, de ver se a minha escrita tornava se comprensiva pro outros. É pq nunca fui realmente escritora, nem gostava tanto de escrever mas adoro inventar histórias. Começou com uma paixão pela linguagem poética, e pq achava que assim o medo irracional que eu tenho da prosa pudesse se livrar. só que percibi que gosto de narrar e minhas poesias foram virando um pouco prosa. Resumindo meu estilo surgiu das minhas próprias limitações... mas agradeço muito sua crítica era o que estava proucurando... vou tentar adaptar mehor o meu estilo. Crescendo sempre! :) 28 de Julho de 2018 às 18:24
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