Targot Seguir história

tiatatu Tatu Albuquerque

Da Deusa Celk se criou o mundo, as deusas menores e o Seres. Da traição de Haori e de sua união com Seres, nasceu o mal da humanidade. Do sacrifício de um grupo de ditas bruxas, nasceu o Targot e do onipotente Targot pode nascer a glória ou o fim de todo o mundo. Alessa nunca achou uma lenda tão entediante na vida, até se ver no centro da busca pelo objeto sagrado que ela não fazia ideia de que podia mudar sua vida.


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Prólogo

Notas: todo o enredo, personagens e mitologia aqui apresentados são de minha autoria. Boa leitura! 


Naquela caverna iluminada apenas pela luz azul emanada pelo corpo nu das Fex*, enquanto as capas que antes as cobriam aos poucos se incendiavam, chamuscando e ferindo as peles já castigadas pelas torturas às quais foram submetidas pelos filhos de Seres*


Naquele reino, eram consideradas bruxas e por isso suas vidas estavam cada vez mais perto do fim, fossem pelo bando que lhes havia descoberto e delatado, fosse pelo o que faziam ali.


O soar das trombetas da cavalaria do rei faziam tremer aquelas que, de mãos dadas formando um círculo, rezavam as preces de Morkai*, a fé que as unia em irmandade.


Enquanto recitavam aquele poema ensaiado por todos os 20 dias em que se mantiveram escondidas naquela caverna, pediam também, mentalmente, proteção à Corina*, para que ela guerreasse por elas enquanto tudo era feito.


Mesmo confiantes na crença, ainda possuíam medo, afinal, se fosse justo aos olhos de Jawira*, elas tombariam nas mãos dos perseguidores. Maldita fosse Haori* e o dia em que desceu aquele mundo, criando aqueles homens que as perseguiam. A deusa menor merecia mais que a expulsão da Comuna de Celk* só por aquela aflição que elas sentiam ao ouvir os trotes dos cavalos cada vez mais próximos. 


Era difícil continuar com o risco da morte iminente e desonrosa, mas, se fosse para irem aos braços da deusa Gohula*, que fosse de uma forma que engrandecesse aquele mundo perverso. Se assim fosse, com certeza iriam sob as graças de Mauka*. 


Podiam escutar murmúrios do que provavelmente eram gritos odiosos contra elas e permitiram que lágrimas rolassem por seus rostos e secassem antes mesmo de tocarem o chão riscado pelas espirais azuladas que aos poucos escureciam, quando chegavam ao centro, onde era formada uma esfera.


A cena era tão bela que era digna do beijo de Noubir*. Todas as 9 mulheres permaneciam entoando aquele canto uníssono e uniforme apesar de tudo e era delas que saiam os riscos espirais que formavam a bola negra de pura energia, assim como suas vidas, pouco a pouco. 


Gamba* havia sido generosa com elas, mas nem mesmo toda a fartura de alimentos que haviam conseguido as mantinham fortes enquanto davam suas almas para a confecção do Targot, o amuleto sagrado que com a benção de Kamora* souberam como produzir.


Não poderiam ir da terra sem antes deixar a salvo a glória da Deusa, para que sua partida não fizesse com que a fé nela se acabasse, precisavam viva manter naquela magia todo o poder por ela investido nelas. Enquanto houvesse o Targot, haveria Celk e quem tivesse a esfera sagrada também teria o poder da divindade. 


Era um sacrifício, elas sabiam, que somente em troca de suas vidas conseguiriam obter o sagrado objeto que seria detentor da graça de Celk e sua sagrada onipotência.


Os cavalos estavam cada vez mais próximos e elas agradeceram que o fim do ritual estava no mesmo passo. Viam os olhos umas das outras e eles, que antes brilhavam azulados, estavam cada vez mais escuros, quase que inteiros negros e não se assustaram, apenas abraçaram o destino escolhido.


Quando as marcas passaram a cobrir apenas seus pés, disseram juntas:


— Pela graça de Celk, que o santo Targot traga ao mundo a luz da deusa que tudo pode. Karir*! - assim que deram a sentença, toda a terra tremeu abaixo dos pés que aos poucos deixavam de suportar os corpos. 


A fraqueza foi direta e elas sorriram ao ter mais uma demonstração de que Celk era real. Viam até mesmo seu rosto no Targot que aos poucos era tragado pela terra e sabiam que isso era o sinal da morte. Nenhum mortal via o rosto da Deusa sem perecer, mas elas iam felizes em cumprir seu propósito. 


Sentiam que a própria Kirda* as levava aos braços de Gohula, que as beijava uma por uma, levando-as consigo.


O abalo foi sentido às margens do esconderijo e ao ver que as chamas das tochas iluminavam apenas os corpos mortos das Fex, o rei gritou irritado. 


— BUSQUEM PELO AMULETO! - ordenou furioso por saber do que aquele artefato se tratava, mas já era tarde. 


Nos braços das bruxas estavam escritos seus últimos pedidos para o mundo e todas haviam pedido à Celk para que o Targot se perdesse pela terra assim que por ela fosse devorado. 


As insultou em todas as línguas que conhecia por saber que essa era uma medida usada por elas para que os “filhos de Seres” não pudessem ter a esfera sagrada. 


Mas não ficaria assim! Se não fosse seu o Targot, seriam de seus decendentes e o próprio Seres, a qual observava tudo sem em nada poder interferir, jurava a si mesmo que o teria nas mãos. 


— Nos veremos em outra vida, Celk! - sussurrou de forma que apenas o rei pudesse ouvir, surtando em ódio por meio dele. 


Não lhe importava em quantas eras teria a força onipotente para si novamente, mas esperaria pacientemente.


Enquanto isso, nos profundos da terra, o Targot repousou tranquilo por séculos. Um a um, os Fex caíram e o culto Morkai se tornou apenas uma lenda desacreditada por muitos, mas que despertava a curiosidade de alguns. 


E ainda havia o caso de Alessa, que só faltava cair de sono ouvindo aquela lenda que julgava besta que o guia do museu contava. 



Glossário:

Morkai: crença fictícia criada pra história.

Celk: a deusa mãe na crença Morkai, de onde surgiu o mundo, o Seres e as deusas menores.

Kamora: nascida da cabeça de Celk, é a deusa Morkai da sabedoria. 

Jawira: nascida dos olhos de Celk, é a deusa Morkai da justiça.

Noubir: nascida dos lábios de Celk, é a deusa Morkai das artes e beleza.

Haori: nascida do coração de Celk, é a ex-deusa Morkai do amor e do sexo, que sucumbiu ao desejo da carne e se uniu ao Seres, gerando assim a humanidade e sendo punida com a expulsão da Comuna Celeste por sua própria mãe, Celk, e perdendo sua aura celeste. Teria se tornado a mãe da maldade humana.

Gohula: nascida das mão esquerda de Celk, é a deusa Morkai da morte.

Corina: nascida da mão direita de Celk, é a deusa Morkai da batalha.

Kirda: nascida do ventre de Celk, é a deusa Morkai da vida e fertilidade. Nasceu juntamente com Haori, mas se manteve intocável aos seres, conquistando o lugar de honra da irmã.

Mauka: nascida do pé esquerdo de Celk, é a deusa Morkai da alegria e das festas.

Gamba: nascida do pé direito de Celk, é a deusa Morkai do alimento.

Seres: nascidos dos restos da criação de Celk e tidas por ela como defeituosas e demônios, é uma criatura sem aura celeste sentenciadas a andar sobre a terra e governá-la, como uma forma de indenização pela perda dos direitos celestiais. A beleza de Seres teria seduzido Haori, a quem teve por amante, assim dando início à humanidade. 

Fex: nome dado aos filhos das deusas menores que andam sobre a terra, herdeiros da fé Morkai, honrados como descendentes de Celk, perseguidos pelos descendentes de Seres e Haori, como forma de represália pela expulsão da mãe.

Karir: palavra Morkai que substitui o “amém” hebraico.

18 de Julho de 2018 às 03:03 0 Denunciar Insira 0
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Conheça o autor

Tatu Albuquerque Mãe de Konohamaru, madrinha de Hanabi, adepta da Fé do Sagrado KonoHana. Você tem 5 minutos pra ouvir a palavra da minha igreja? Kaiten no cu e gritaria, kore!

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