Eros Seguir história

mandy Mandy

Mais que um técnico, ou um ídolo, Viktor Nikiforov era sua outra metade, seu romance, sua inspiração… Seu Eros.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#lemon #viktuuri #yuri-on-ice
Conto
6
5015 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

eros ; único

Tal como raspam os patins no gelo, os dentes de Viktor lhe arranham a pele devagar, um ritmo tão sensual quanto aquele que o embala durante as apresentações e enche os olhos de quem assiste, desenhando em seu corpo marcas que guiarão sua próxima coreografia. Luxurioso, Yuuri desliza sobre a pele fina e pálida, lembrando dos movimentos que outrora fizera no ringue – com os olhos atentos do mais velho em seu corpo – e suprime um sorriso engasgado quando os lábios do amante tomam os seus com volúpia, a urgência se fazendo tão presente quanto o desejo de estar sobre o gelo ou dentro de si. Viktor não sabia qual era maior, pois, de alguma forma, eram bastante parecidos.


Ali, ao som da melodia que marcou sua relação, embolados nos lençóis de um bom hotel numa noite fria da Rússia, os dois patinadores sentiam correr nas veias a adrenalina, aquela que costuma possuí-los no momento de um salto, e também a forma mais explorada por Katsuki naquela temporada: o amor eros. A forma mais carnal e humana que poderia existir para um sentimento dito tão puro, com um toque relaxado e selvagem que somente o russo o poderia atribuir.


Naqueles braços, Yuuri finalmente provou o verdadeiro eros e gozou de todos os tipos de sentimentos — e fluídos — durante a degustação. Viktor era incansável, movido a instintos e prazer instantâneo. Ele ia atrás do que queria e lhe fazia bem, não havia uma única coisa no universo que pudesse afastá-lo de seu objetivo, e seu objetivo era: Yuuri Katsuki. O patinador e o homem.


Viktor o queria de ambos os lados, e o tomou com poder e devoção entre os braços ao mesmo tempo em que o impulsionou para o topo, um toque delicado e ao mesmo tempo tão brusco que abalou completamente as estruturas do atleta mais novo.

Na verdade, para Yuuri, tudo aquilo ainda parecia bastante surreal. Incrível demais para ser verdade, tanto a parte técnica dos treinos quanto aqueles lábios incrivelmente quentes que cercavam seus mamilos e os puxavam com vontade.


—Vik...tor!—Ele engoliu os maiores discursos, ciente de que não conseguiria proferir nem meias palavras enquanto o estrangeiro o tivesse nas mãos. Na verdade, ali, era ele o estrangeiro, certo?

Aquilo o fazia sentir extremamente vulnerável, em contrapartida, ter as carícias de Viktor era como estar em casa. Talvez ele, o próprio, fosse sua casa.


—Yuuri...—O murmurar que deixou os lábios do maior era mais rouco e decidido, causando em Yuuri um ligeiro espasmo seguido de breves tonteiras. Os olhos nublaram, como durante um giro, e ele pensou que poderia se manter naquelas sensações pra sempre; antes de se dar conta de que estar com Viktor era como, de fato, estar assim para sempre: uma eterna dança artística sobre a superfície gelada, escorregadia e duvidosa à primeira vista, mas confortável e viciante a longo prazo.


Naquele instante, dotado de uma coragem rara, Yuuri se impôs e trocou as posições. O mais velho o encarou um tanto surpreso e satisfeito, o brilho refletia nos olhos claros e cheios de nuances enquanto Katsuki descia os lábios por seu pescoço e torso, mordendo aqui e ali enquanto espalmava o corpo esguio. Havia perdido as contas de quantas vezes o russo, em seu desprendimento de quaisquer pudores, havia se exibido em poucas, ou nenhuma, roupa em sua frente, e, principalmente, perdeu as contas de quantas vezes deixou que seus lábios se perdessem naquele mesmo corpo desde que Viktor chegou em sua vida. A própria encarnação do eros, o pecado vivo vindo, como em sonhos, para lhe tomar.


E, oh! Yuuri estava sendo tomado. E como estava…


Observando o peito do amante, quente e um pouco úmido pela saliva ali gasta, o moreno o soprou, causando uma sensação gélida e Viktor permitiu-se novamente teletransportar ao ringue – seu palco, mas desta vez o dividia com Yuuri, executando aquela coreografia pecaminosa ao som da música que os acolhia. A mesma melodia que Yuuri encomendou para explicar sua trajetória, para explicar a chegada de Viktor em sua vida.


—Eu te amo.—O grisalho confessou num sussurro baixo, não eram as palavras mais fáceis de deixarem sua boca, não era dado a declarações daquele tipo, mas, naquela hora, simplesmente pareceu certo.


—Eu também...oh, Viktor!—A frase do outro foi cortada quando o russo forçou seus quadris contra os de Yuuri, que estava sentado em seu colo, pressionando suas ereções, e apertou com um pouco mais de força sua cintura. A mão livre desenhou um trajeto invisível entre o peito e a boca do patinador moreno.—Eu também te amo.


A música que ecoava no quarto recomeçou, os olhares se encontraram no escuro e Viktor estendeu a mão para seu amado, como se o convidasse para uma apresentação em dupla. Dada a intimidade compartilhada e a seriedade com que levavam o esporte, os convites poderiam ser facilmente comparados por significarem confiança. Na verdade...foi em uma daquelas vezes que aquele pensamento os tocou, e então Viktor ou Yuuri quiseram patinar juntos em público uma ou outra vez, como algo mais sério.


Era quase um casamento, e as alianças trocadas poderiam confirmar aquilo.


As calças de Viktor foram removidas, expondo seu íntimo aos olhos atentos do outro, que o devoravam devagar enquanto Katsuki lambia os lábios. O mais velho reconhecia aquela expressão: a apresentação estava prestes a começar…


Yuuri se inclinou e tocou a ereção com a ponta dos lábios, os movimentos curiosos, desbravando o pênis como se fosse a primeira vez antes de umedecer a glande aos poucos, abrindo mais a boca e abrigando toda extensão de Viktor. Um gemido rouco ecoou no quarto, sobrepondo a música por alguns segundos, o russo gostava quando era feito daquela forma.


Aos poucos, a língua o abraçou e a boca abrigou por completo, os quadris do mais velho se ergueram buscando a garganta e Yuuri suspirou por um segundo antes de prender o ar, prendendo tanto quanto podia antes de se afastar e recomeçar os movimentos.

 Os lábios rosados cumpriam a promessa feita durante as apresentações, Yuuri tomou como desafio seduzir Viktor de quantas maneiras pudesse e aquilo se estendeu do ringue até a vida, até a cama.


O eros era incrivelmente saboroso, agridoce salpicado de luxúria, envolvente e Yuuri queria mais daquela apresentação. Poderia não ser algo tão maduro quanto o de Chris, mas ele trabalharia nisso.


A sucção foi mais ansiosa, o desejo tomando seu devido lugar nas mentes e preenchendo o quarto com aquela atmosfera pecaminosa que somente eles dois poderiam criar quando sozinhos, Viktor murmurou algumas palavras desconexa antes de puxar Yuuri para cima e tomar seus lábios com a boca, entre as pernas, a ereção pulsava a ponto de derramar-se.


—Deixe tê-lo por completo.—O murmurar rouco bagunçou ainda mais os sentidos de Katsuki, e ele foi tomado por uma sensação anestésica enquanto era posto de volta no colchão e tinha as roupas retiradas. O torso se apoiou cansado, mas os quadris permaneciam empinados na direção do mais velho, instigando-o devagar e pulsando em expectativa pelo contato. Viktor deixou um suspiro pesado escapar, poderia apreciar aquela visão durante toda a noite.


Quando os dígitos alheios, melados pelo lubrificante, finalmente tocaram sua entrada, Yuuri gemeu em antecipação, quase tão agitado como quando ficava nervoso antes de uma competição – embora, com Viktor ao seu lado, aquele fenômeno houvesse se tornado incomum. A música recomeçou, e agora a apresentação recomeçaria com dois protagonistas em movimento sincronizados.


A primeira nota acompanhou o ronronar excitado de ambos durante a penetração, o interior do moreno acolheu seu amado com vontade enquanto Viktor se curvava sobre ele e mordia-lhe as costas. Ele era mais velho, mais experiente, e sabia como guiá-lo até o prazer total durante a foda.


—Gosta desse jeito, Yuuri…?—Seu nome saiu arrastado, e, novamente, Katsuki sentiu-se engasgar de prazer naqueles braços fortes, alegando em silêncio com os olhos apertados – buscando aproveitar ao máximo daquela situação. Entre uma invasão e outra, os lábios se prenderam às fronhas caras, cravando os dentes ali e tentando abafar os sons pecaminosos que tentavam se impor sobre a música.


Conforme a cena chegava a seu ápice, a intensidade dos movimentos aumentava e fazia acelerar o coração, era como deixar saltos importantes para a segunda fase da apresentação, e os dedos de Viktor buscavam os seus no colchão. Os espasmos que o atingiam eram violentos, acompanhando os movimentos sobre a próstata sensível e estimulada, o russo sempre conseguia aquele ponto com facilidade.


—Mais...Ma...is!—Katsuki pediu sôfrego, a saliva tentando escorrer pelas bordas dos lábios, concentrando suas energias em prolongar aquela sensação prazerosa enquanto a cama batia contra a parede e Viktor rosnava em seu pescoço.—Mais!


Outra vez, bem fundo enquanto o mais velho puxava seus cabelos, o corpo pendendo para trás e obrigando Yuuri a se esticar sob os braços para atender a exigência do amante. Viktor o agarrou por trás, a mão segurando firme o pênis enquanto alternava o ritmo das estocadas para algo mais lento e forte, afastando e empurrando os quadris de forma devassa enquanto apertava a glande alheia. O estímulo causou um espasmo na linha entre o dolorido e o prazeroso, o orgasmo veio e foi reprimido algumas vezes enquanto os cantos dos olhos de Yuuri eram preenchidos por lágrimas de satisfação. Oh sim, aquele era seu eros.


—Peça...—Viktor lambeu seu lóbulo quando os corpos tremeram com o choque, a cama rangeu enquanto a música chegava ao clímax.—Vamos, Yuuri…


Katsuki choramingou ainda mais excitado por experimentar aquela faceta tão deliciosa do russo uma vez mais, gostava de Viktor naquela forma imponente, fodendo com força e induzindo seus orgasmos mesmo que ainda o cobrisse de carícias amáveis.


—Viktor...eu quero...—Ele suspirou, reunindo o fôlego enquanto sentia a mão grande apertá-lo ainda mais.—Me deixe…


—O que…?—A espinha foi tocada pela língua quente de Viktor, às costas formaram um arco para apreciar a beleza do moreno enquanto traçava aquele caminho com sua saliva.—O que você quer?


—G-gozar.—A vergonha ainda era presente, mesmo que Viktor quando discursava sobre a falta de necessidade desta.—Me deixe gozar!


Um último murmurar foi escutado quando o de cabelos claros os separou completamente, deixando Yuuri com a inevitável sensação frustrante de vazio, para virar o amante de frente para si e voltar a se posicionar, entrando de uma vez só enquanto se curvava para tomar seus lábios.


Tão intenso quanto de suas performances, foi o orgasmo que os acometeu no mesmo instante, levando uma corrente elétrica pelo corpo e causando espasmos constantes. Os músculos contraíram por longos segundos antes de relaxarem de uma vez, os corpos melados se embolaram ainda mais na cama ao fim da música e eles quase puderam ouvir as ovações da platéia.


—Foi uma apresentação eros incrível, Yuri.—Viktor segurou seu rosto entre as mãos, roubando-lhe os lábios entre um sorriso e outro.


Quando a música recomeçou, Yuuri sentiu o vigor retornar ao corpo, inspirado e decidido a retornar aos ringues em sua mais nova forma de eros: aquela regida por Viktor Nikiforov.

9 de Julho de 2018 às 23:30 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Mandy Filha do caos, adepta ao drama.

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~