Até a última flor Seguir história

rumiha YHJ haru

Foi inusitado. Acordar tossindo pétalas de cerejeiras, Chanyeol não esperava isso, não de si mesmo, era inevitável seu fim, então ele pretendia aproveitar um pouco de seu fim.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#fanfic #chanbaek #exo #baekhyun #chanyeol
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Primeira Pétala

Hanahaki uma doença (literária, ela não existe no mundo real, apenas no ficcional) da qual atinge pessoas com amor não correspondido, a doença sufoca a pessoa até a morte e é constituída de três estágios:

1) Ao tossir saem pétalas da flor favorita da pessoa pela qual está apaixonado.

2) Flores inteiras começam a sair da boca.

3) O estágio final, onde um buquê nasce, e é neste estágio na qual a pessoa pode morrer sufocada.

Existem três fins para esta doença, as mais óbvias: morrer sufocado ou ser correspondido, por fim remover as flores do pulmão e do coração cirurgicamente, mas está há riscos, como perder a memória da pessoa amada, assim como a possibilidade de nunca mais amar.

Park Chanyeol se assustou quando viu a primeira pétala cair quando começou a tossir ao acordar. Ele não poderia estar acreditando que estava sendo vítima do mal do século. Qualquer pessoa esperaria isto de qualquer outra pessoa menos de Park Chanyeol, ninguém esperaria que ele sofreria de amor não correspondido, até porque se tinha uma pessoa que todos gostavam é Chanyeol, menos a pessoa que seu coração resolveu gostar.

Até mesmo sua mãe se assustou quando encontrou o filho na cama segurando uma pétala.

Chan... — o garoto fitou a mãe, e viu nos olhos da mulher lágrimas surgirem. — Querido...

— Agora não, preciso ir para aula mãe... — Chanyeol se levantou ainda atordoado, sem acreditar no que havia acontecido e passou pela mãe. Foi direto para o banheiro, se olhou no espelho e lavou seu rosto.

— Espera Chan... — ela tentou conversar com o garoto mais ele já tinha passado por ela correndo e levando o celular.

— Não pode ser possível... Ainda mais por ele, ele nunca vai me corresponder e por ele eu posso morrer. Não quero remover cirurgicamente, é a primeira vez pela qual me apaixono. — algumas lágrimas escorreram por sua face. Como ele estava frustrado, totalmente irritado. — Quão frustrante isso pode ser... talvez seja minha punição por ter partido o coração de tantas pessoas... — riu ironicamente.

Assim que saiu do banheiro sua mãe e irmã estavam paradas em frente à porta.

— Chanyeollie, se quiser, podemos... — começou a irmã, ele entendeu o que ela queria dizer, queria que ele fosse para o hospital remover.

Noona, vamos ser bem sinceros, a cirurgia é muito cara... — disse o garoto olhando para as duas mulheres da sua vida. — E ainda não é o fim, posso tentar ser correspondido e enquanto tento ser correspondido posso colocar meu nome na lista de espera para a cirurgia gratuitamente.

— Você sabe que poucos conseguem esta proeza de remover... — começou a mãe de Chanyeol já com lágrimas. — De graça, temos economias podemos resolver isso logo, sem correr riscos de te perder...

— Chanyeollie, quantas vezes eu te disse para não se apaixonar primeiro? —Yoora o trouxe para um abraço. — Mas podemos usar as economias para isso, sei que ainda temos algumas dividas por minha causa...

— Está tudo bem, não é o fim ainda... Vou para a aula e hoje eu trabalho. — avisou saindo do abraço confortável da irmã. — Foi escolha certa você remover as flores noona... foi sua escolha, e eu estou escolhendo tentar ser correspondido.

Chanyeol caminhava pelo mesmo caminho de sempre, mas desta vez passou a prestar atenção extra por todo caminho como se fosse à última vez que passaria por ali. A música melancólica que tocava em seu fone de ouvido apenas ajudou para que sua desolação se tornasse mais notável, tanto que nem mesmo notou seus dois de seus melhores amigos chegando ao seu lado.

— E ai? Como foi seu fim de semana Yeol? — perguntou o mais novo, chamado Kim Jongin, também conhecido como Kai ou Nini para os íntimos.

— Parece abatido, creio que não está muito bem. — falou o outro, Kim Jongdae, ou Chen ou Dae...

Você soube? A menina do 3-A morreu ontem. — disse uma garota rindo — Ela achava mesmo que ia ser correspondida por ele? Que um milagre ia acontecer... Ela devia ter removido. Sério mesmo que ela pensava que...

Xiu... — Chanyeol viu que a outra menina apontou para si. A garota que elas falavam era alguma que ele havia recusado, que tragédia. Era sua punição.

— Não se sinta mal Chanyeol. Você não é obrigado a corresponder ninguém. — Jongdae pensou que o amigo estava triste, porque a garota havia falecido por ele não a corresponder. — É o mal do século, tem outras soluções... aqueles que escolhem permanecer no risco são poucos, mas todos sabemos que as chances de ser correspondido é 0,01%.

— Espero que se uma vez eu me apaixonar, eu seja correspondido de imediato, pois eu não suportaria sofrer por amor. — pronunciou Jongin.

O Park riu de desgosto.

— Se eu pudesse eu viveria sem me apaixonar... — falou sem vontade. — E viveria sem ninguém se apaixonar por mim também.

— Quando se é correspondido não tem problema nenhum, na verdade é muito bom estar apaixonado. — comentou Chen.

— Você diz isso porque é um dos sortudos que teve seu amor correspondido de imediato. — retrucou Kai.

— Onde está Sehun? — Chanyeol interrompeu a discussão dos dois. — Ou o Lu?

— O Sehun deve estar pelo colégio e o Lu deve estar na atividade do clube de futebol.

Chanyeol viu na entrada do colégio ele, Baekhyun, estava sorrindo para Kyungsoo e Minseok, enquanto era abraçado por Junmyeon. Quando seus olhares se encontraram viu o lindo sorriso do outro sumir e dar lugar a uma carranca. E no peito de Chanyeol ele sentiu dor monstruosa, notou que iria ter uma crise de tosses, com isso apenas saiu correndo para um local afastado, escutou os amigos o chamando, contudo ignorou.

Baekhyun achou totalmente estranho o Park não o provocar, não falar com ele ou desafiar para algo estúpido, que ele sempre acabava aceitando por odiar perder.

— Qual foi a do Park? — questionou um dos seus melhores amigos Kyungsoo.

— Sei lá, vai ver está com diarreia. — respondeu desinteressado, enquanto procurava com o olhar uma pessoa.

O Park tossiu encostado no muro dentro do colégio, em um local que costumava ficar para almoçar com os amigos.

— Merda. — viu as pétalas de flor de cerejeira caindo no chão. — Nem mesmo posso olhá-lo sem sofrer, que droga é vê-lo sorrir... — socou a parede frustrado.

Desde que a primeira pétala havia caído, Chanyeol tinha certeza de sua morte, mas queria aproveitar cada momento e se possível ser correspondido na mesma intensidade. A cirurgia para si não era uma opção.

9 de Julho de 2018 às 03:33 0 Denunciar Insira 0
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