Dia Mundial da Gentileza Seguir história

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Dentre as mil e uma oportunidades que tive pra me declarar pra você eu escolhi essa porque mesmo que a resposta fosse não ainda assim poderíamos comemorar o dia que te descreve.


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

#kim-jongin #do-kyungsoo #sookai #kaisoo #exo
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Porque nada descreve melhor Do KyungSoo

Por alguma razão meu coração palpita
Tudo o que quiser, eu vou fazer isso funcionar
Que sentimento misterioso é esse?

Não hesite mais, por favor, pegue o meu coração

   Hoje é dia mundial da gentileza, achei um crime não contar a vocês sobre a pessoa mais gentil desse mundo.

   E minha paixão secreta.

   Ok! Talvez não seja tão secreta, afinal, segundo ChanYeol, até o chão percebe meus sentimentos. Pelo que ele e seu namorado demoníaco, vulgo BaekHyun, dizem eu encaro ele como se fosse um bicho faminto vendo um pedaço de carne extremamente suculento, acho que é exagero dos dois, mas admito que de vez em quando eu me perdia olhando para ele, deveria ser uma expressão ridícula de ser vista.

   Sinceramente eu não sei como ele nunca percebeu minha paixão por si, quer dizer KyungSoo era extremamente gentil e inteligente, mas quando se tratava de sentimento ele era tão, mas tão burro! Sempre peço mil perdões para sei lá quem quando penso isso dele, mas não é possível! As garotas ficam de risinho para cima dele, se balançando toda (elas acham isso fofo?), dão chocolates e ele nunca percebe nada. Só quando alguma delas resolve escrever uma daquelas malditas cartas dizendo a frase que, graças a certo cosplay de coruja, eu aprendi a odiar “eu gosto de você”. Ah amor! Fala sério né? Achar alguém bonito não é gostar é apenas uma quedinha! O perigo não são as garotas e sim os garotos, Do descobriu ser gay a algum tempo atrás, pelo que ele disse foi por causa de uma paixonite.

   Ele falou que já desconfiava já que nunca se sentiu atraído por nenhuma garota e sempre prestava atenção demais no garoto misterioso, KyungSoo nunca me contou quem era dono de seus pensamentos, provavelmente é LuHan, ele e esse chinês são muito unidos, mas o garoto de cabelos rosados é completamente apaixonado por Oh Sehun (pode chama-lo de o porta eu o chamo assim pelo menos).

   Sehun é um de meus melhores amigos, minha longa lista contém quatro nomes, ChanYeol, Sehun, Taemin e adivinhem? Sim, o velho clichê de se apaixonar pelo melhor amigo. Do KyungSoo.

   Quando garotos se declaravam para Do (acredite, não eram poucos, todos se encantavam pelo garoto quieto de olhos enormes) ele tinha a reação que – pelo menos eu considero – é a reação mais fofa do mundo! Ficava todo coradinho e meio gago. Eu achava adorável.

   Soo era incrível. Sempre rejeitava a todos de um jeito que a pessoa nem sequer conseguiam ficar magoadas.

Já disse, ele é incrível.

   Acho que foi por isso que eu me apaixonei por ele. Muitas pessoas se “apaixonam” pelo seu dinheiro, aparência, educação, a maldita gentileza que derretia todos e a inteligência.

   Eu não.

   Eu gosto dele por admirar ele, por achar cada defeito um pedaço a mais de um ser perfeito, acho-o lindo em cada ato, mesmo que ele esteja “feio”, nunca acho isso, pra mim ele sempre é lindo, ele parece iluminar tudo a sua volta, sua inteligência, o modo como ele fala, me fascina, não consigo prestar atenção em mais nada quando ele começa a falar, tudo parece tão sem importância. Eu gosto dele simplesmente por gostar, mesmo que não façamos nada, todo momento com ele parece especial.

   Inesquecível.

   Não sei ao certo quanto comecei a gostar dele, creio que desde sempre. Nos conhecemos desde o berço, nossas mães são inseparáveis, quando eu nasci fui logo intitulado de futuro namoradinho do pequeno Do.

   Tínhamos dois anos de diferença mas parecia que era o contrário, ao menos para mim parecia. Eu sempre tive o poder do carisma, quanto a ele, sempre teve o dom da raiva. Não que ele puxasse briga ou fosse mal-educado com alguém, longe disso, e por isso a raiva. A cada um que gostavam dele três odiavam.

   Aprendam uma coisa.

Crianças podem ser muito cruéis.

   A aparência do meu pequeno Do nunca foi “normal”, ele sempre foi baixinho, muito branco, os olhos são enormes, principalmente levando em conta o padrão coreano, um cabelo preto que o deixava ainda mais branco. Crianças não sabem que os mais diferentes se destacam mais na adolescência, eles querem o que os pais dizem que é normal.

   D.O (BaekHyun o apelidou assim e pegou) era sempre deixado de lado, como eu nunca estava na sala dele não podia fazer companhia pra ele, foi assim que sua falta de segurança nasceu, mas Do sempre foi maturo, sabia lidar com a solidão da sala de aula, nunca abaixou a cabeça, apesar de ainda ficar muito chateado.

   Os problemas maiores vieram quando ele tinha cerca de douze anos, e eu dez, os garotos começaram a querer bater nele. D.O continuava baixinho enquanto os outros cresciam, eu cresci, e defendia ele. Isso gerou raiva durante um longo tempo na minha pequena coruja.

   Ele tinha uma personalidade forte, independente.

   A raiva dele não durou muito, só o tempo suficiente pra ele aprender a lidar com a minha proteção, mas admito. O tempo que ele teve raiva de mim foi infernal, além de mal olhar na minha ele se grudou com o tal LuHan, que também sofria nas mãos dos outros garotos pelo seu forte sotaque.

   Acho que nunca chorei tanto como nessas semanas, entenda, são muitas emoções complicadas para uma criança de apenas 10 anos. Eu medo de perder KyungSoo, medo de baterem nele, medo de não conseguir defende-lo, raiva do tal LuHan por ter se “apossado” do meu melhor amigo, raiva de mim por não conseguir respeitar o espaço pessoal do Kyung, triste por ser ignorado. Imagine: somos vizinhos, minha sacada da direto na dele, só uma árvore – e a cerca baixa – nos separava, e a árvore – amo essa planta – servia de ponte para eu ir até o seu quarto. Eu ficava olhando pro seu quarto esperando que ele decidisse falar comigo, o que nunca acontecia, então eu tomava banho, engolia o que minha preparava – a comida da minha mãe é ótima, mas na época tudo parecia sem gosto, na verdade parecia um bolo de areia – e tentava dormir, passei várias noites em claro até Taemin aparecer.

   Ele era o aluno novo com cara de menina, as meninas suspiraram e os garotos – só pra variar – quiseram bater nele. Não sei até hoje como explicar, mas quando a gente se olhou parecia que nos conhecíamos a anos, que éramos irmãos, a amizade foi inevitável e a proteção dele também. Ninguém fazia nada contra mim.

   Eu também era diferente, minha pele morena é algo bem anormal, mas isso de alguma forma instigava as pessoas e as faziam gostar de mim, e de quem estivesse ao meu redor.

   Pouco tempo depois que eu comecei a falar com o Tae meu pequeno Do foi ficando mais... Calmo.

   Aos poucos voltou a me cumprimentar, ter conversas curtas comigo e finalmente voltou a “invadir” meu quarto através da nossa árvore-ponte. A primeira vez que ele invadiu meu quarto foi um tanto quanto tensa. Eu e Taemin estavam conversando animadamente quando ele entrou pela porta de vidro, foi um daqueles momentos em que ninguém sabe o que falar, KyungSoo encarava Taemin de um jeito que até hoje não entendo. Minha coruja logo começou a falar algo como “desculpe, não sabia que você tinha visita” e eu não sei exatamente porque (até hoje Taemin não me responde) o Tae levantou numa velocidade recorde dando qualquer desculpa pra voar pra fora da minha casa. O clima ainda ficou meio esquisito, mas logo começamos a conversar e voltamos a ser como éramos antes, na verdade até mais unidos.

   Agora estamos bem separados, fisicamente falando, eu ainda estou no segundo ano do colegial e ele acabou de entrar na universidade, desde então eu estou muito mais inseguro que o normal. Nunca tive grandes esperanças em relação a qualquer tipo de relacionamento entre eu e Kyung, mas ainda tinha medo que alguém me substituísse em sua vida, poderia suportar até mesmo ir em seu casamento um dia, mas perder sua amizade nunca.

   Hoje eu resolvi fazer uma surpresa pra ele já que era o dia que mais combinava com ele, como ele disse que estava sentindo a minha falta. Comprei dois chaveiros (ok, parecia muito algo de casal, mas eu não resisti) um deles – que ficaria comigo – tinha um fouet e no outro um dançarino – que ficaria com ele.

Eu sei.

   É totalmente brega, mas eu sou romântico, não consigo evitar, é mais forte do que eu, faz parte da minha personalidade.

   KyungSoo não teria aula hoje e eu? Bem eu faltaria a minha.

   Ah por favor! É fim de ano, eu estou bem de notas e quero tentar me declarar, ao menos para o meu pequeno Do ter ciência dos meus sentimentos. Não se pode desperdiçar uma chance dessas, não é mesmo?


Believe


   Verifiquei meus bolsos pela enésima vez garantindo que meu presente estava a salvo. Respirei fundo tocando a campainha do seu apartamento (seus pais haviam dado um apartamento para ele para que ele ficasse mais próximo do campus) ouvindo passos apressados dentro do apartamento e um “Já vai! ” abafado.

   Deus.

   Alguém me ajuda.

   Verifiquem meus batimentos.

   Nem iriamos sair de casa, mas KyungSoo estava esplendido, e cheiroso, muito, muito, cheiroso.

   Os cabelos estavam caidinhos em cima dos olhos exatamente como eu gosto, uma calça apertada preto vinil, que demarcava perfeitamente bem suas coxas e aquela bunda que só ele tinha (tudo bem que BaekHyun tinha quadris muito bonitos, mas não eram nada se comparado aos dele), uma regata branca largada com uns desenhos cinzas totalmente abstratos e uma pulseira prata simples (que eu dei a ele).

   Entrei no apartamento deixando meus sapatos na porta, meu estomago dava voltas, eu suava frio e sentia que poderia cair duro ou vomitar a qualquer momento.

   KyungSoo fez um jantar maravilhoso, comemos no clima ameno que sempre nos cercava, mas tinha algo errado, e KyungSoo percebeu.

   Terminamos de lavar a louça (sempre fazíamos isso juntos) e nos largamos no sofá assistindo um filme qualquer que passava na TV.

   - Jongin... Tá tudo bem com você? – Soo perguntou tão calmo que por um instante duvidei que ele realmente se importasse.

   Respirei fundo me ajeitando no sofá, de modo que ficasse frente a frente com aqueles grandes olhos questionadores. Puxei o embrulho do meu bolso vendo o olhar preocupado se transformar em um confuso, desviei o olhar me focando no pacote levemente amassado.

   - Hoje é o dia mundial da gentileza... – comecei baixo, quase num fio de voz – Eu queria te dar um presenta.... Você é a pessoa mais gentil que eu conheço. Mas antes eu queria te dizer uma coisa. – Olhei brevemente para seu rosto voltando a olhar para baixo logo em seguida – Hyung eu.... Eu ‘to apaixonado.

   - Pelo Taemin? – Seu tom de voz ficou seco como nunca antes.

   Voltei a encará-lo, porque eu estaria apaixonado pelo Tae?

   - O que? Não! Não mesmo! Taemin é quase meu irmão! Hyung, eu nunca sentiria isso por ele. Eu ‘to apaixonado por você. – Falei o mais sério que pude, mas sua reação não foi exatamente como eu esperava.

   Ele ficou bravo, muito bravo. Saiu pisando fundo e se trancou no quarto, o segui batendo na porta.

   - Some daqui Jongin! – Gritou notavelmente irritado.

   - Hyung, porque ficou bravo? – Perguntei calmo tentando não deixar o desespero me tomar.

   Para minha surpresa a porta foi aberta e um tapa foi desferido em meu rosto, a ardência tomou conta do local e a confusão se apossou de minha mente.

   - Nunca pensei que pudesse fazer algo tão babaca Kim. Pensei que você nunca brincaria com algo assim. Sai da minha casa. – Falou com raiva entrando de novo no quarto.

   Mas eu conhecia KyungSoo, conhecia bem demais e mesmo que não pudesse ter visto seus olhos tinha certeza que ele estava a ponto de chorar, segurei seu pulso.

   Eu estava magoado, ele achou que eu havia brincado com um sentimento tão puro que venho cultivando a 16 anos.

   - Me solta Jongin. – Pediu sem me olhar.

   Não respondi, puxei o pulso que segurava abraçando o corpo alguns bons centímetros menores que o meu. O abracei carinhosamente, mesmo que ele tentasse se soltar, aspirei o delicioso cheiro de seus cabelos fazendo um carinho leve com o nariz.

   - Eu nunca brincaria com algo assim. Você sabe, me conhece melhor que ninguém. Eu realmente estou completamente apaixonado por você, sempre estive. Não quero que me dê uma chance, só quero que tenha ciência do que sinto por você, que pare de andar quase pelado na minha frente, porque fica difícil me controlar, quero que pare de agir como se sentisse ciúmes do Taemin, isso me dá esperanças. – Suspirei cessando o carinho sussurrando – Só quero que seja sincero comigo.

   Senti suas mãos apertarem meus olhos, Kyung se afastou levemente de mim me olhando nos olhos.

   - Posso pedir uma coisa também? – Perguntou num sussurro, assenti – Deixa de ser tão burro e me beija logo, to esperando por isso a mais tempo que você.

   - Hyungo você?...

   - Eu o que? Sou apaixonado por você? Não, não mesmo. Paixão é diferente do que sinto. Eu amo você, você é minha criança protetora, o único dançarino que eu posso assistir por horas e nunca vou ficar cansado.

   - Então – comecei meio perdido, com um sorriso rasgando minha pele – tudo bem se eu te pedir em namoro?

   - Seria um pouco vergonhoso se você não me pedisse – respondeu brincalhão grudando seus lábios nos meus, a boca mais doce que poderia existir.

Sorri em meio ao beijo apertando com força moderada sua cintura puxando-o pra mais perto, sentindo ele passar os braços em volta de meu pescoço.

   Nos beijamos até não aguentar mais, findando o ato com vários selinhos breves, nos mantendo perto, com as testas coladas.

   - Ainda quero meu presente. – Sussurrou de forma divertida.

   Mordi meu lábio inferior, grudando os nossos corpos um pouco mais, aspirando fundo para sentir nosso perfume único.

   O puxei pela mão de volta a sala, entregando o primeiro de muitos presentes do dia mundial da gentileza.

   Afinal por gentileza nunca esqueceríamos de comprar presentes para nosso aniversário de namoro.

3 de Julho de 2018 às 20:50 0 Denunciar Insira 1
Fim

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