Linha tênue Seguir história

taexcuse gabriela cravo

Onde Jeongguk e Jimin sabem que para continuar vivendo, precisam da presença de um ao outro.


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

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pura oxitocina.

Diante daquele vagão no qual separava ambos os corpos, existia uma linha tênue. A mesma que parecia dizer com poucas palavras que nem um dos dois tinha coragem para chegar perto o suficiente e dizer alguma palavra sequer.

O rapaz de fios acastanhados de um lado dos trilhos e outro, de aparência angelical e voz doce do outro. Entre ambos, existia uma linha tênue que conseguia aproximar a existência dos dois corpos, independente de suas divergências.

Porque Jeongguk era a euforia da manhã, os cantos dos pássaros migrantes e a correria da cidade urbana, enquanto Jimin era a calmaria da noite, o cri cri cri dos insetos no mato e o desejo de escutar Bossa nova pra dormir.

Entre eles, pairava essa linha tênue, que mostrava a dependência que tinham de um pelo o outro pois, todo o medo que tinham não era nada menos do que pura atração retraída. Jeongguk e Jimin possuíam suas divergências, mas ambos sabiam que precisavam das diferenças que os separavam.

Jeongguk precisava da calmaria, do som da praia ao anoitecer e das canções de violão. Enquanto isso, Jimin estava precisando da agitação da cidade grande, das conversas altas em bares e da animação das flores ao sentir o vento passar. Mas nada daquilo seria possível se ao menos um dos dois não trocassem uma palavra.

Todos os dias, na plataforma 12, às 7h15, Jimin se encontrava para pegar o trem para que pudesse chegar cedo em sua faculdade, assim como Jeongguk, que estudava no mesmo campus, porém em uma área educacional diferente. Ambos se viam todos os dias, trocavam olhares e poucos sorrisos. Até o dia em que começaram a perceber o quanto precisavam um do outro.

Jimin estava descendo as escadas a caminho da plataforma 12 quando aconteceu. Outro jovem possivelmente mais apressado, acabou por se esbarrar ruidosamente no Park, o que fez com que ele caísse e derrubasse seus livros e o seu bem mais precioso: seu fone de ouvido.

Com ele, Jimin conseguia fugir um pouco da gritaria que a plataforma 12 proporcionava para seus ouvidos, mas assim que não sentiu o acessório em ambos os ouvidos, pôde perceber um aperto doloroso dentro do seu coração. Odiava aquilo com todas as suas forças, pelo menos até aquele momento.

Ao começar a arrumar toda a bagunça que havia se instalado no chão, outra mão aparecera para ajudar Jimin, esta semelhante pegou a maioria dos livros — no total três —, o que deixou o outro, que possuía mãos pequenas, muito satisfeito e agradecido.

Contudo, assim que Jimin subiu com o seu olhar para a figura que havia lhe ajudado, pôde sentir com unhas e dentes uma corrente elétrica surreal passar por cada canto de suas fibras. Era Jeon Jeongguk.

Os livros eram apertados no peito do acastanhado para que os mesmos não caíssem enquanto seus orbes ganhavam um tamanho que indicava certa surpresa por parte do Jeon porque, ele sentia a mesma coisa. Cada sensação, cada puxadinha de frio no estômago e cada arrepio. Ele sentia exatamente a mesma coisa.

Ambos passaram a se encarar durante poucos minutos que pareciam durar uma eternidade, mas que diziam o quanto a linha tênue estava presente ali. Jeongguk estendeu sua mão livre, para que esta ficasse em frente ao Park que, como se entendesse o pedido do outro, também estendeu sua pequena mão livre. O tempo que se passou para aproximarem as mãos era terrivelmente denso, de uma alta expectativa e ansiedade.

Logo, quando Jimin tocou com o seu indicador com o semelhante de Jeongguk, pôde sentir um choque que separou ambas as mãos de ímpeto. A sensação de corrente elétrica havia chegado naquela região e os dois conseguiram sentí-la.

Não era ruim, pelo contrário, Jimin sentiu-se bem com aquele toque, era confortável para si, enquanto para Jeongguk, parecia quente e agitado. Ele gostou muito de ter aquela sensação.

A partir daquele momento, ambos sabiam que necessitavam um do outro, como nunca antes porque, precisavam sentir aquela corrente elétrica boa novamente.

E, assim como todos os dias, Jimin estava na plataforma 12, às 7h15, escutando Bossa nova em seu par de fones de ouvido para que fugisse da agitação das pessoas. Mas, ele sabia que a única euforia que conseguia parecer aceitar, era a de Jeon Jeongguk, porque era boa, viciante e ele precisava de mais.

Depois do ocorrido com os livros, não haviam trocado palavras porque afinal, mesmo conhecendo tão bem um ao outro, ainda estavam distantes o bastante.

Naquele dia, ao entrar no vagão, Jimin conseguiu perceber que o mesmo estava mais vazio do que o costume, afinal, muitas instituições educacionais haviam emendado o feriado. Então, naquele dia, se permitiu ao escolher o próprio lugar.

Em uma manhã normal, aquilo não seria possível porque o vagão estaria cheio demais para tal feito.

O Park escolheu o assento ao lado da janela, seu lugar predileto. Ao perceber que as portas do vagão se fechavam para que o mesmo começasse a andar, notou que algum corpo havia sentado ao seu lado.

Céus, Jimin nem ao menos olhou para ver quem era e já estava sentindo o frio na barriga pairar, assim como a sensação viciante da corrente elétrica que sentira a semanas atrás. Tirou seus fones e olhou para o lado, se surpreendendo pouco ao notar de quem se tratava.

— Jeon Jeongguk… — proferiu em um sussurro baixo, chamando a atenção do outro ao seu lado que dividiu o olhar entre Jimin e suas mãos grandes.

— Você sabe o que é isso? — Jeongguk questionou, como se Jimin entendesse sobre o que ele estava falando. — Essa sensação quando te toco, você sabe do que se trata? — Perguntou novamente, recebendo um balançar de cabeça negativo vindo do menor.

— Não sei, mas parece ser muito bom. — Jimin tentou esclarecer, abrindo levemente sua mãozinha, sentindo uma energia incrivelmente grande ao notar ambas as mãos com uma grande proximidade. — Eu posso…? — O loiro questionou, olhando para os orbes escuros e para os dedos longos do Jeon, que afirmou com sua cabeça.

Jeongguk queria sentir aquilo de novo, assim como Jimin.

Então, não demorou para que o menor entrelaçasse os dedos gordinhos na mão do maior.

A presença da dopamina parecia ser dominante em ambos os corpos, trazendo um vício enorme naquele toque que era compartilhado pelos dois, apenas com as mãos entrelaçadas.

Jeongguk e Jimin sentiam a oxitocina trabalhar nos dois cérebros como nunca antes, fazendo com que o desejo do toque fosse maior a cada instante. Eles sabiam que precisavam daquela sensação durante mais tempo, precisavam sentir tudo aquilo por muito mais tempo.

Enquanto a respiração se tornava mais pesada para Jimin, o coração de Jeongguk parecia querer passar pela garganta de tão forte que batia e, ele estava adorando sentir aquilo.

Como se a dopamina fizesse mais presença no corpo do acastanhado, não ligou quando ergueu a mão que estava livre e acariciou a bochecha do outro, aumentando mais daquela sensação tão boa e viciante.

Eles não sabiam de onde ela vinha, mas tinham certeza de que iriam descobrir juntos o quanto precisavam daquilo por mais vezes.

28 de Junho de 2018 às 15:37 0 Denunciar Insira 0
Fim

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gabriela cravo  [smoking cigarettes on balconies] Escrevo para me livrar do stress acumulado. [jikook] Nas escrita, encontro um lugar pelo qual vale a pena lutar.

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