Como sobreviver a uma criança Seguir história

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Taehyung e Jeongguk são um pouco desajeitados e inexperientes quando o assunto é criança; eles são pais de primeira viagem. Jaemin tem a árdua missão de ensinar aos pais tudo o que eles precisam saber sobre como sobreviver a uma criança.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Em progresso - Novo capítulo Todas as Quintas-feiras
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Talco e fraldas

O choro alto e agudo do neném deitado no berço era tudo o que Jeongguk conseguia escutar. O desespero do rapaz de cabelos negros era nítido em sua feição completamente aterrorizada; ele simplesmente não sabia o que deveria fazer para que o bebê parasse de chorar e se espernear. Em uma das mãos o jovem segurava com força uma fralda suja, temendo que ela caísse e acabasse por sujar todo o chão. Já na outra mão estava um vidro de talco, aberto e espalhando o pó branco pelo ar conforme Jeongguk mexia os braços, correndo de um lado para o outro e sem ter a mínima ideia do motivo daquele neném fofo e gordinho estar berrando de modo tão estridente.

– Você está com fome? – perguntou, parando em frente ao berço e esperando que a criança o respondesse. Ao contrário do que imaginava, o bebê chorou ainda mais alto enquanto se virava para lá e para cá no pequenino colchão. – Por que diabos você não pode simplesmente me dizer o que você quer?! Seria muito mais fácil pra nós dois! – exclamou, nervoso e assustado.

Jeongguk resmungou um xingamento quando o vidro de talco que segurava escapuliu de suas mãos e se espatifou no chão, sujando todo o tapete e infestando o quarto com aquele cheiro forte.

– Merda, merda, merda! – murmurou, indo até os cacos de vidro e ponderando se deveria juntá-los ou não. O neném ainda chorava, e parecia aumentar a voz conforme os segundos iam passando. – Olha só, meu amor, eu preciso pegar um pano pra tentar limpar essa sujeira – falou para o bebê, como se ele pudesse compreendê-lo e na esperança de que o choro parasse. –, porque o seu papai vai comer o meu fígado cru com arroz se ver toda essa bagunça!

E correu em direção à cozinha, procurando desesperadamente por qualquer coisa que pudesse ajudá-lo a limpar o monte de talco jogado no tapete do quarto do bebê.

Quando entrou novamente no cômodo, escorregando no piso um pouco sujo de talco e quase se estatelando no chão, limpou aquele monte de pó branco em menos de dez segundos, ainda ouvindo o choro sofrido do neném presente no berço.

– Espera só um pouquinho, tá bom? O papai só vai guardar esse pano lá na cozinha, eu prometo que volto em menos de um minutinho! – falou, agoniado pelo choro tão sentimental e doloroso do filho. Embora soubesse que ele apenas deveria estar com fome ou um pouco de cólica, seu coração doía por vê-lo daquele modo e não saber o que fazer.

Prestes a sair do quarto, sentiu algo estranho em seu pé. Olhou para baixo e quase gritou de ódio – e nojo – ao notar que havia pisado na bendita fralda suja que estava jogada no chão.

– Ah, merda, eu não tinha jogado isso fora?! – berrou para si mesmo.

A sola de seu pé agora estava completamente suja, repleta daquele troço esverdeado e fedido, o lindo presentinho que seu filho havia fabricado. Jeongguk simplesmente não conseguia compreender como um ser tão pequeno conseguia produzir uma bomba atômica daquelas, era algo que não entrava em sua cabeça de maneira alguma.

Voltou a correr em direção a cozinha – mas num pé só, já que o outro estava sujo – e, antes de jogar o pano sujo de talco na primeira lixeira que encontrou, usou-o para limpar a sola do pé. O choro do bebê não parava e a cabeça do rapaz já estava prestes a explodir, mas antes que pudesse retornar ao quarto de seu filho para tentar – inutilmente – acalmá-lo, as orbes negras focaram no que podia ser a sua salvação para toda aquela desesperadora situação.

Uma mamadeira.

“Jaemin provavelmente irá sentir fome antes que eu consiga chegar em casa, então, apenas esquente a mamadeira e dê a ele. Não se esqueça de assoprar e verificar se não está muito quente, okay? Tenha cuidado ao usar o micro-ondas, não coloque fogo na casa. Eu amo vocês dois, fiquem bem.
Tae.”

– É por isso que eu amo você, puta merda. – Jeongguk murmurou ao terminar de ler o bilhete próximo à mamadeira azul e com estampa de ursinhos fofinhos. Amassou o pequeno papel e jogou-o na lixeira, para só então pegar a bendita e possivelmente milagrosa mamadeira do neném que quase se esgoelava de tanto chorar no andar de cima. – Ainda tá morna. – falou para si mesmo, ponderando se a colocava no micro-ondas ou não. – Ah, vamos logo com isso!

A mamadeira pode ir no micro-ondas ou não?, era a pergunta da vez. Decidiu, então, colocar o leite num outro recipiente, podendo assim esquentá-lo sem maiores preocupações – como, por exemplo, colocar fogo no micro-ondas.

Quarenta e cincos segundos depois e voilá! Jorrou o leite dentro da mamadeira novamente e tapou-a com todo o cuidado, temendo que o bico acabasse saindo e se derramasse pelo corpinho miúdo de Jaemin. Correu até o quarto novamente, apressado, e assim que chegou ao berço do filho, depositou a mamadeira numa mesinha próxima e pegou o bebê no colo, aconchegando-o ao máximo em seus braços.

– Tá tudo bem, meu amor, o papai sabe o que você quer. – murmurou próximo ao rostinho pequenino. Secou as pequenas e finas lágrimas que escorriam até as bochechas gordinhas e avermelhadas da criança, logo em seguida sentando-se na poltrona de cor azul escura e ajeitando o neném em seu colo. – Shh, shh. – sussurrava para o pequeno menininho, esticando a mão que não segurava o corpinho pequeno e agarrando a mamadeira com rapidez.

Prestes a dar o que seu filho tanto ansiava, sua mão parou na metade quando se lembrou de algo escrito no bilhete que Taehyung havia escrito.

Assoprar e verificar a temperatura, sua besta quadrada!

Quase se bateu ao notar que por muito pouco não havia jogado o leite quente na garganta de Jaemin, e em seguida olhou para o teto e agradeceu aos céus por ter um esposo que o conhecesse tão bem a ponto de saber que sua memória era péssima e que acabava fazendo inúmeras merdas quando estava nervoso ou agitado – e se havia uma pessoa que conseguia deixá-lo daquele modo sem esforço algum, essa pessoa era o pequeno e aparentemente inofensivo Jaemin. Bastava o bebê ameaçar começar a chorar e lá estava o rapaz se descabelando e correndo atrás de alguma solução para acalmar o filho.

Jaemin o tinha nas palmas das mãos – essas tão miudinhas e gordinhas, completamente adoráveis.

Assoprou o leite na mamadeira e fez mil e uma técnicas para esfriá-lo mais rápido. O bebê – que agora chorava bem baixinho e encarava a mamadeira azul como se ela fosse o grande amor da sua vida – parecia tão ansioso para se alimentar que até se esperneava, estendia os bracinhos e se remexia todo no colo do pai. Jeongguk só colocou a mamadeira na boca do filho quando teve a absoluta certeza de que o leite não estava quente, que não poderia queimar ou machucar Jaemin. Os olhos do adulto se arregalaram e ele se assustou quando o neném começou a tomar o líquido como se sua vida dependesse daquilo. Sentiu-se um péssimo pai por ter demorado tanto para adivinhar o que seu filho queria, acabando por deixá-lo com fome por tanto tempo.

O bebê, parecendo adivinhar os pensamentos do pai, afastou a boquinha do bico da mamadeira e deu um sorriso banguela e completamente adorável na direção do pai, como se dissesse que não estava bravo por toda aquela demora. Jeongguk sorriu pequeno e tornou a colocar a mamadeira na boca do filho, assistindo-o terminar de engolir o leite com rapidez.

Assim que Jaemin terminou de se alimentar, o pai jogou a mamadeira num pequeno sofá perto do berço, em seguida levantando-se da poltrona com a criança no colo. Imitou o gesto que vira Taehyung fazendo inúmeras vezes, posicionando a barriga estufadinha do neném contra a sua própria, e em seguida dando leves tapinhas nas costas do filho. Não tinha certeza se sabia por qual motivo aquele processo tinha que ser repetido todas as vezes após Jaemin se alimentar, mas Tae dissera que era essencial fazê-lo, então o faria.

O neném arrotou alguns instantes depois e, como um estalo na mente, Jeongguk se recordou de algo que lera na internet alguns meses antes de Jaemin se tornar o terceiro morador daquela casa.

– Enquanto mama, o bebê engole ar junto com o leite. – falou para o nada, orgulhoso de si mesmo por ter se lembrado daquilo. – O acúmulo de ar no estômago pode provocar dor e choro, e é por isso que você precisa arrotar depois de tomar leite. – disse para o neném, encarando as orbes escuras e brilhantes que o fitavam atentas, como se o pequeno tentasse compreender tudo o que o pai proferia.

Um barulho no outro andar acabou por despertar Jeongguk de seus devaneios. Assim que ouviu a voz cansada do marido chamando seu nome, colocou Jaemin em seu berço e deu ao neném o primeiro brinquedinho que achou – sem nem notar que era justamente o chocalho dos infernos, como ele mesmo apelidara. O barulho do brinquedo era tão ensurdecedor que chegava a lhe dar dores de cabeça.

Antes que pudesse ir para a sala, Taehyung apareceu na porta do quarto, encostando-se no batente da mesma. O castanho parecia exausto – havia ficado mais de três horas em pé na fila do banco para conseguir pagar todas as contas do mês de uma só vez –, mas o sorriso bonito estava presente nos lábios rosadinhos e cheinhos. Caminhou até o marido e alargou o sorriso ao sentir os braços fortes de Jeongguk enlaçarem sua cintura e o puxarem para mais perto. Os lábios se encontraram afoitos, como se não se vissem há dias – embora só tenham ficado algumas poucas horas distanciados um do outro.

Quando o ar em seus pulmões já não existia mais, Taehyung apoiou a cabeça no ombro do mais novo e encarou o neném no berço. Queria, mais do que tudo, pegá-lo no colo e mimá-lo o máximo que pudesse, mas estava suado e fedendo, então achou que seria melhor tomar um belo e longo banho antes de fazer qualquer coisa com Jaemin.

– Ele te deu problemas? – Taehyung perguntou, baixinho. Sabia que seu marido, apesar de amar o filho com todo o coração, não levava muito jeito com crianças, ainda mais se fossem bebês. Aquela fora a primeira vez que deixara Jaemin sozinho com o pai por tantas horas, então queria saber detalhe por detalhe do que havia acontecido quando estivera fora.

– Problema algum. – Jeongguk respondeu. Não faria mal omitir uma coisa ou outra, faria? – Nós nos viramos muito bem sozinhos, se quer saber. Aposto que ele nem sentiu a sua falta. – deu de ombros, uma expressão falsamente convencida tomando-lhe o rosto.

– Ah, claro. – Tae riu fraco, fingindo concordar. – Quero aproveitar que ele ainda não está dormindo pra brincar um pouquinho e apertar essas bochechas gorduchas que eu tanto amo! – o mais velho exclamou e fingiu que ia avançar em direção ao filho, fazendo com que o neném desse uma gargalhada gostosa e se contorcesse todo no berço. – Vou tomar um banho, tá bem? Cuide dele por mais alguns minutos.

Jeongguk fez uma cara maliciosa, dando um sorriso repleto de segundas intenções para o outro. – Tem certeza que não quer companhia? A água do mundo tá acabando, amor, a gente tem que economizar.

– Não acredito que me casei com um tarado. – o mais velho brincou, rindo alto. O moreno o acompanhou nas risadas, virando-se para encarar Jaemin, que ainda brincava com o chocalho como se ele fosse a coisa mais interessante do mundo inteiro. – Ahn, hm, amor?

– Hm? – Jeongguk resmungou, respondendo o chamado do outro enquanto pensava em uma forma de jogar fora o maldito chocalho que o filho tanto adorava.

– Essa mancha no tapete é talco? E aquilo ali jogado no chão… Por acaso é uma fralda suja? Jeongguk!

28 de Junho de 2018 às 12:15 3 Denunciar Insira 9
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B�rbara Mikaelly B�rbara Mikaelly
To amando essa fanfic. Tae papai fofinho e minha queda. Que neném gotoso iti malia💖 JK é um papai muito atrapalhado mas bastante amoroso
10 de Outubro de 2018 às 18:16
Taegguk a Taegguk a
Essa história é tão adorável, eu já tinha a lido e estou muito feliz que irá ser reposta aqui :') Taekook papais é o meu fraco, por favor cuide bem do meu coração com ela ajskdkdk Sua escrita é incrível ♥️
28 de Junho de 2018 às 07:34

  • min + min +
    Ela será repostada sim e agora eu me sinto bem mais inspirada a continuar escrevendo novos capítulos! Haha, não se preocupe, cuidarei bem do seu coração <3 Obrigada pelo apoio, anjo! 1 de Julho de 2018 às 09:49
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