Agridoce Seguir história

playoshi ヨシ、yoshi

Essa não é, exatamente, aquelas típicas histórias onde o bad boy corrompe o bom moço, mostrando-lhe o prazer e os pecados da carne. É pouco mais complexa que isso. Da mesma forma que não é uma história de amor, mas que fala de amor. [CHANBAEK, LONGFIC]


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Prólogo

Agridoce:

Em sentido figurado, agridoce pode significar uma coisa que é agradável e desagradável ao mesmo tempo, algo que é uma mistura de prazer e amargura.


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Essa não é, exatamente, aquelas típicas histórias onde o bad boy corrompe o bom moço, mostrando-lhe o prazer e os pecados da carne. É pouco mais complexa que isso. Da mesma forma que não é uma história de amor, mas que fala de amor.

Baekhyun durante toda sua vida só conheceu o doce, o amor. Levava pureza e seu bom coração o seguia, independente do lugar.

Chanyeol era amargurado. Tinha cara de poucos amigos e vivia tentando passar despercebido; sempre com um capuz preto cobrindo seus olhos e um cigarro queimando entre os dentes.

Era noite. Baekhyun precisava comprar aquele maço pro seu pai e um pouco de soju para sua mãe, e por grande sorte tinha uma conveniência bem perto de sua casa. Ele colocou um casaco branco e saiu apressado, querendo voltar logo para não perder nenhuma parte de sua série. Seus cabelos loiros ficavam mais bagunçados a medida que corria contra o vento forte. Ia chover.

Quando chegou, viu que estava só. Apenas o homem do caixa ali, caindo de sono, debruçado. Ele bocejava, balançava a cabeça de um lado pro outro, tentando manter-se acordado — ou quase.

O garoto segurou uma garrafa em cada mão e procurou por uma marca específica que seu responsável usava há décadas. Desajeitado, levou tudo pro caixa. O homem deu tapas em seu próprio rosto, passando os produtos e colocou tudo numa única sacola.

— Identidade, por favor. — Pediu educadamente. Baekhyun olhou de soslaio para fora. Estava chovendo. Botou suas mãos nos bolsos e gelou. Como podia ter esquecido sua identidade?! — Por favor, moço.

— E-Eu moro aqui p-perto. — Estava nervoso. — Tem como eu ir ali em casa rapidinho e buscar meu documento? Juro que não vai demorar nada!

— Moço, já vamos fechar.

Começou a suar frio.

— Amanhã eu te mostro, pode ser?

— Moço, su-

Paf! Um RG caiu no balcão junto a mais um maço de cigarros, esses que eram finos e escuros.

— Ele tá comigo. — De fato, nenhum dos dois se conheciam. Byun mesmo nunca nem havia escutado um tom de voz grave e gostoso como aquele. — Eu pago.
Rapidamente, os olhinhos do loiro encontraram os de seu semelhante, que mantinha-se cabisbaixo, buscando algumas cédulas em sua carteira. Deixou as notas ao lado dos produtos e perguntou:

— O que foi, pequeno? Meu tamanho te assusta?

Baek desviou o olhar e murmurou “idiota”, sentindo um certo rubor em suas bochechas. Eles saíram do estabelecimento e o mais alto disse, entregando a sacola para seu semelhante:

— Se é de menor e quer beber e fumar, ao menos arranje uma identidade falsa.

Ele revirou os olhos.

— Eu não sou de menor, idiota, apenas esqueci.

Então o homem sorriu. O loiro ficou encantado com o ato, mesmo que, no fundo, sentisse que tinha algo de errado ali.

— Bem, seja mais responsável da próxima vez então.

O menor bufou.

— Olha — tirou um cigarro do maço e colocou entre os dentes. Puxou um isqueiro do bolso da calça jeans e acendeu o mesmo. O ar tóxico entrava em seus pulmões e saia pela boca enquanto mantinha a cabeça erguida, observando o céu estrelado e chuvoso debaixo do teto da conveniência. —, eu te salvei dessa vez e ainda paguei por isso. — Baekhyun estava em sua frente. — Para compensar, eu quero que beba comigo esta noite.

— Eu não bebo, é pra minha mãe. — Respondeu sem hesitar. Ele pareceu não crer muito naquilo, daí falou:

— Então fume comigo.

— Eu não fumo, é pro meu pai. — Byun hesitou ao tocar no braço dele. Eles se olharam, notando a diferença de altura. — Me desculpe, mas, qual é seu nome?

— Park Chanyeol. — Respondeu simplista. — Compra alguma coisa que você gosta pra gente beber junto.

— Você não prefere deixar isso pra amanhã? Eu tenho hora pra chegar em casa.

Chanyeol concordou. Disse para que eles se encontrassem um pouco mais cedo.

— Seu nome, pequeno?

— Me chame de Baek.

— Até mais ver, pequeno! — Jogou o cigarro no lixo.

Pequeno”. Baekhyun murmurou para si mesmo, vendo o maior subir em sua moto e pôr o capacete. Logo rodou as chaves, ligou o motor e se foi.

Apesar da chuva, Byun foi pra casa correndo.

— Eu já ia te buscar, amor. — Disse sua mãe, o recebendo com um beijo na testa. — Se molhou muito? Me dá aqui a sacola. Vá tomar um banho, sim?

Ele concordou com a cabeça, deixou a sacola com a mãe e subiu as escadas, indo até seu quarto. Trancou a porta assim que entrou e tirou suas roupas molhadas, jogando tudo num cesto azul. Encheu a banheira branca.

Byun saiu correndo pela chuva com a sacola debaixo do casaco. Molhou-se um pouco, mas nem se importava. Deixou os produtos sobre a mesa e correu para seu quarto. Entrou no banheiro, onde tomou um banho quente e vestiu suas roupas confortáveis. Com o abajur ligado e deitado na cama, Baekhyun se pegou pensando no fumante.

— Por que ele fez aquilo?

Nos dias de hoje, gentileza é algo inovador.

— Baek — sua mãe o chamou, abrindo a porta. Ele olhou para ela, sorrindo de lado. — Como foi que conseguiu comprar as coisas sem o seu documento?

O garoto hesitou um pouco ao responder.

— E-Eu fiz um acordo com o dono e ele me disse que eu podia mostrar amanhã cedo.

— Tudo bem, então. — Ela sorriu, fingindo acreditar. Seunghee era esperta e conhecia bem o filho. Sabia certamente que estava mentindo e o fato de deitar com o abajur ligado, observando o teto e falando consigo mesmo só podia significar uma coisa: um desconhecido bacana. Ele ficou da mesma forma quando conheceu Yixing, um de seus melhores amigos. Hoje ele está na China, mas voltará em breve. — Durma bem, ok? Mamãe ama você.

Ela saiu. Baek suspirou aliviado. Seunghee não gostaria de saber que seu caçula estava envolvido com fumantes de sua mesma idade. Tinha em mente que eles corromperiam o garoto.

Ela não estava errada.

27 de Junho de 2018 às 23:41 0 Denunciar Insira 1
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