Solitude Seguir história

larisxo #0 solangelo shipper

Vindo de uma família pobre de plebeus composta por sua mãe morta e seu irmão desaparecido há anos, Erick Darkmount não tinha ideia de que uma mera missão iria prometer o futuro da humanidade, e que tudo estava em suas mãos. Afinal, para ele, deuses eram apenas criaturas mitológicas que não poderiam ter um corpo sólido e muitos menos uma consciência. Com sua trajetória feita e seu destino traçado, Erick terá de vencer seus medos e traumas do passado e seguir para uma longa aventura que poderá levar a sua morte perpétua ou a salvação do mundo, juntamente de seus únicos amigos, Alex Willer e Melissa Vienna.


Fantasia Medieval Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Época-Medieval- #originais #fantasia #mitologias
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00. Prólogo: Uma lenda nasce.

“Enquanto o ódio domina o mundo, os rios deságuam para o sul em busca de novas águas, enfim livres do sangue sujo daqueles que matam sem misericórdia.”


×××


Mamãe, mamãe! – o pequeno garotinho de aproximadamente 5 anos passou rapidamente pelo corredor, tropeçando vez ou outra em seus cadarços desamarrados, carregando um belo sorriso nos lábios.

O corredor não era muito largo nem estreito, continha apenas algumas prateleiras preenchidas com porta-retratos da família, em grande parte fotos sorridentes que foram tiradas durantes os bons momentos que viveram até agora.

Chegando na sala, o menino tomou fôlego e caminhou até a mãe, que estava sentada na poltrona marrom, de frente para a lareira, por mais que o clima não mudasse muito no decorrer do ano, normalmente era sempre quente e seco. O fogo flamejante aquecia os cômodos da casa, fazendo com que a benção de Kyr estivesse presente. Assim, todos se sentiam seguros e protegidos.


Puxou a barra do vestido roxo da mais velha, chamando sua atenção. Seus belos cabelos escuros estavam presos em um rabo de cavalo enquanto tricotava alguma peça de frio, por mais que nunca passasse de menos de 15°C.

Olhos negros como o céu noturno fitaram o garoto a sua frente. Um sorriso materno automaticamente iluminou sua face.


— Sim, querido? – dirigiu-se para o filho, nunca o vira tão radiante antes.


Abandonando a poltrona, deixou o tricô com o rolo de lã de coloração amarelada de lado e ajoelhou-se para facilitar o acesso ao menor.


Bagunçou seus cabelos negros, macios e sedosos, recebendo uma risada gostosa e contagiante em troca.


— Mamãe! Pare! – o garoto continuava a rir, pegando na mão da mãe para impedi-la de bagunçar ainda mais seus fios escuros. A mais velha sorriu alegremente, apertando a mão do outro.


Eu estava apenas brincando, Erick. Vamos, me diga o por quê de estar me chamando, tenho trabalho a fazer. – apressou-se, afinal, tinha pedidos de roupas do reino vizinho - mais conhecido como Reino Selíni - e não gostaria de atrasá-los ainda mais.


Mamãe, hoje eu fiz um colega na escola! – seus olhos se iluminaram ainda mais, à medida que falava. — Nós conversamos durante alguns minutos no intervalo, e sabe o que ele me disse, mamãe? – questionou à mais velha, que apenas riu e murmurou um “hm?” como resposta. — Ele me disse que eu poderia ser um herói! Esse é o meu maior sonho, assim poderei ser como o Nathan quando crescer, não é? – pulou alegremente.


Claro que sim, meu pequeno. Você é e continuará sendo um orgulho para o Nath. Agora, por que não convida seu novo amigo para brincar enquanto a mãe termina aqui? – sugeriu, soltando sua mão da do filho e sorriu mais uma vez ao vê-lo concordar e sair correndo para a direção da porta. — Ah, Erick! – chamou antes que o mesmo pudesse chegar à maçaneta. — Volte antes das 18:00.


O menino concordou, dando um breve “tchau” com as mãos e fechando a porta logo em seguida.”


×××

Reino Kyr
xx/xx/2001


Uma lenda nasce, enquanto o mundo se distorce em imagens de destruição e a angústia do povo se torna cada vez maior. Era como uma doença que se espalhava discretamente, mas pegava na alma como o bote de uma cobra.


 A ira não começou exatamente nessa época. A sociedade se desequilibra quando a inveja se torna presente, o desejo se sobressai e, a partir daí, ninguém tem mais controle de suas ações.


Mortes, guerras, entre diversos fatos diferentes, mas com uma única semelhança. 


Foram todos causados pelo mesmo problema, levando a uma consequência pior do que o esperado.


A separação ocorreu, e isso pareceu acalmar o ódio do povo. Apenas pareceu.


Famílias tiveram que tomar decisões precoces, abandonando àqueles que desejavam ficar no mundo humano, onde a violência prevalecia.


Amigos tiveram que dizer adeus uns aos outros, pensando que tudo iria ficar bem, enquanto estava indo de ruim para horrível.


Aquilo já não era mais uma sociedade, ninguém confiava em ninguém, não havia união.


Uma nova dimensão fora criada, os que ficaram esqueceram-se de seus antepassados que decidiram ir, e não tinha como voltar atrás. O arrependimento se tornava cada vez mais forte.


Entretanto, mesmo assim, os deuses insistiam em dizer que tudo ficaria bem, que um dia iria melhorar e poderiam voltar a paz que iluminava os dias de todos.


Ninguém se entendia. Não conseguiam se encontrar ali, pareciam estranhos para si mesmos e para os outros.

Simplesmente não pertenciam àquele lugar.


Então, claro, tudo começou novamente. Nem os deuses foram capazes de ajudar, eles também estavam perdidos.


Kyr e Selíni se separaram, e o mundo entrou em desequilíbrio mais uma vez, o caos dominou a população mais rápido do que praga.


Decidiram que seria uma boa ideia dividir o mundo em dois: Reino Kyr, para aqueles que queriam seguir ao deus do Fogo, era caloroso e emanava calma e serenidade, todos o amavam, ao amanhecer, rezavam para que Kyr os abençoasse, ajoelhando-se na direção do Sol, o seu símbolo; E Reino Selíni, para aqueles que queriam seguir à deusa das Neves, fria e séria como a noite, ao anoitecer, seus seguidores rezavam para que tivessem uma boa noite e que o mal não os pegasse, imploravam para a Lua, o seu símbolo, que fizesse com que tudo ficasse bem.


Laços foram cortados e barreiras foram construídas. Agora, queridos leitores, é que a história realmente começa.


Em uma pequena cabana no norte do Reino Kyr, onde uma mãe viúva cuidava de dois irmãos que teriam seus destinos cruzados, mas não do modo como esperavam.


×××

Reino Selíni.
xx/xx/2001

Os pássaros tinham um canto belo naquela manhã de inverno. Flocos de neve caíam do céu repleto de névoa. O inverno havia chegado com tudo no Reino Selíni, mas isso não era novidade para os moradores. Lá, era normal um clima ameno e fresco.


Crianças saíam de suas casas para brincarem alegremente na neve enquanto seus pais montavam uma bela árvore de Natal.


No castelo onde morava a Família Real não parecia diferente. A princesa Samantha e o príncipe Luka brincavam alegremente no jardim, com roupas quentes e aconchegantes cobrindo seus corpos, os cabelos brancos balançando juntamente ao vento. Entretanto, a irmã mais nova não estava presente.


Melissa Vienna.


A garota era a única diferente entre os irmãos. Nunca soube o motivo, porém seus olhos eram escuros como a noite ao invés de azuis como o céu matutino, num tom de azul claro eletrizante. Por isso que ela sentia-se excluída e nunca conversava com ninguém.


Aquilo era culpa do medo. Melissa tinha medo de ser julgada; julgada por não ser igual a eles.


A criança era sinônimo de insegurança.


Aos 7 anos, a princesa fugiu do Reino, decidida de que começaria uma nova vida como uma cidadã no Reino vizinho, onde todos diziam ser “perigoso" e “impiedoso” com aqueles que entravam ilegalmente. De qualquer modo, era uma garota ingênua, não tinha noção de seus atos, e se não fosse por um garoto de cabelos negros e olhos vermelhos de, aproximadamente, 11 anos, Melissa estaria desnutrida ou morrido de hipotermia.


Afinal, heróis não precisam de capas, mas muitos cometem erros. E o garoto que ajudou a pequena garotinha a sobreviver cometeu um dos maiores pecados que os deuses poderiam permitir.


Nathan Darkmount dera início a uma nova guerra, aquela que até os mais poderosos tinham receio de que começasse, porém, uma hora ou outra, teria de ocorrer.




Contudo, ninguém imaginava que seria tão cedo.

8 de Julho de 2018 às 16:50 0 Denunciar Insira 0
Continua… Novo capítulo A cada 15 dias.

Conheça o autor

#0 solangelo shipper oi oi para você que decidiu tomar um pouco do seu tempo para dar uma olhada em meu perfil, eu sou a lari, prazer :3 ~ficwriter e capista nas horas vagas~

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