Internato para (não) héteros Seguir história

channe C. H.

Às vezes não é preciso descobrir um raio na testa para ter que se deslocar até as montanhas com o intuito de estudar. Talvez lá não houvesse magia, e o vilão do qual Park é filho não parecesse ter sido um paciente que fez uma rinoplastia que deu errado. O que ocorre com Chanyeol não é muito fora do comum, só está indo para um internato apenas para garotos. Não é o estar lá que preocupa o jovem, mas sim o que pode acontecer. Bom, pelo menos, no fim das contas, ele pode agradecer por ser Hetero. [ CHANBAEK | COMÉDIA | COLEGIAL | POSTADA NO SPIRIT ]


Fanfiction Para maiores de 18 apenas. © channe

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Estou em Hogwarts?

Chanyeol parecia não compreender o porquê de tanta correria no negócio da família. O jovem na véspera de se tornar um adulto parecia não perder a essência de um pré-adolescente nunca. Os problemas na cabeça de Chanyeol não eram causados por culpa dos hormônios, glóbulos ou células, o grande curinga poderia se chamar "progenitores", sim, o rapaz não os considerava os melhores pais do mundo por motivos bem específicos como: falta de amor, atenção e afeto.

A grande sacada era sempre em pró do negócio da família: compra de empresas com ações baixas e as devolver para o mundo cinquenta vezes mais ricas. Mas o que isso tinha a ver com seu atual relacionamento com os pais? A resposta era simples, uma viagem à China teve que o fazer escolher entre ir ou morar em um internato no alto das montanhas coreanas.

— Eu já falei, não irei para esse internato de jeito algum! — O garoto de fios castanhos se escorava no sofá de couro do escritório de seu pai.

— Quantas vezes vou precisar repetir a mesma frase, Chanyeol? — O homem de cabelos grisalhos encarava seu filho, se encostando na cadeira giratória e arrumando seus óculos enquanto soprava um suspiro longo. — Você vai pro internato e ponto final, sem desculpinhas!

— E por quê a Yoora não vai também? — Park perguntava cruzando seus braços.

— A Yoora é você agora? — O mais novo sentiu seus olhos arderem com a resposta do pai.

— Eu odeio você!

Chanyeol saiu do local batendo a porta com força, a raiva era tanta que não se deu o trabalho de se despedir de nenhum funcionário da enorme empresa do seu pai, apenas seguiu de passos firmes até o elevador que fornecia a paisagem de toda Seul.

Após apertar o botão do andar que desejava, deixou com que as lágrimas finalmente destilassem dos olhos. Nunca havia entendido o seu pai, na verdade, Chanyeol não fazia mais nenhuma questão de continuar tentando compreendê-lo.

— Chanyeol? — A voz de seu amigo qual lhe acompanhou até o edifício o chamou — O que aconteceu? Por que você ‘tá chorando? — Park encara Jonghyun, puxando este pelo pulso até a porta giratória que dava para o lado de fora do local.

— Só vamos sair logo daqui, por favor. — O amigo apenas concordou com a cabeça, seguindo os passos do castanho.

— O que você acha de irmos na Matthe Latte hoje? — Chanyeol perguntava para Jonghyun assim que ambos já estavam fora do arranha céu.

— Pode ser. — O loiro responde rapidamente, pegando seu celular do bolso esquerdo da calça jeans, abrindo um enorme sorriso ao ler a mensagem que havia acabado de receber. — Cara… Sabe aquela garota que você tentou pegar na formatura do ano passado? — Park apenas concordava com a cabeça, revirando os olhos ao se lembrar do fora épico. — Ela ‘tá me convidando pra sair.

— Sério? — Chanyeol começou a rir tentando esquecer o que havia conversado com seu pai. — Vê se não vai deixar essa oportunidade escapar pelos seus dedos, a Nana é maravilhosa.

— Não sei não cara… Você gosta dela e eu sou seu amigo, não vou conseguir ficar com ela sabendo o que você sente. — Jonghyun chutou uma pequena pedra que havia no caminho dele.

— Jonghyun, irei embora amanhã… — Park encarou os diversos grupinhos de alunos que passavam por ali, detestava ir ao centro, principalmente quando precisava ir se encontrar com sua ascendência. — Não me importo mais.

— Sempre tão frio… — O loiro murmurou, sabia que seu amigo tinha essa mania de parecer sempre bem, mas no fundo Chanyeol estava despedaçado.

— O que você disse? — O maior se pronunciou, encarando de canto o amigo.

— Nada não…

Park Chanyeol resolveu não insistir no assunto, sabia que seu amigo estava decepcionado com o modo que andou tratando as coisas após saber que iria para um internato no meio do nada de Seul. Isso era só um dos motivos para o garoto odiar seus pais.

(...)

— Vamos logo, Chanyeol, não temos o dia todo para lhe esperar! — Park apenas observa sua mãe sumir em meio ao quarto na maior cara de tédio. Não era nenhuma novidade escutar aquilo dela, pois nunca havia demonstrado querer passar algum tempo com seu próprio filho.

Após terminar de revisar seus pertences, Chanyeol se direcionava para fora da residência onde havia passado boa parte da sua vida, óbvio que sentiria saudades do local, principalmente da Sra.Hyomin, a empregada da casa que Park denominava como ‘’mãe’’. Com nenhuma boa vontade, Chanyeol deixa suas coisas ao lado do porta malas, onde o Sr. Lee, motorista particular da família, esperava por si.

— Cadê o meu pai e a minha mãe? — Se direcionava para o homem que abria o porta malas calmamente.

— Bom dia para você também, Chanyeol. — O garoto sorriu com o jeito simpático do motorista. — Sua mãe está lhe esperando dentro do carro… Já seu pai decidiu ir sozinho, parecia bem estressado.

— Nenhuma novidade… Obrigada Sr. Lee! — Ambos fazem uma pequena referência.

Chanyeol sentou do lado esquerdo do carro, o clima ali não o animava como queria. A senhora ao lado parecia nem notar sua presença, seu olhar sempre tomado para frente. O Park mais novo bufou em desanimo e apanhou os fones para a longa viagem que faria para seu novo lar.

— Não torne isso mais difícil, por favor. — A matriarca dava as primeiras palavras. — Não estamos o abandonando, é uma viagem importante para nós, Chanyeol.

— As viagens sempre são, mãe. Não se preocupe, eu aprendi a me cuidar sozinho. Viver com vocês me fez criar essa habilidade. — Colocou o fone direito e desbloqueou seu aparelho quando sentiu um leve toque em sua perna.

— O que é isso?

— Um folheto da Stony School. Sei que não vai adiantar muito, talvez até nada, mas pelo menos você sabe para onde vai.

— Eu ouvi falar sobre esse instituto nos documentários sobre educação Corena.

— Então sabe que é a melhor escolha para sua formação, Chanyeol. — A mais velha tentava a todo custo convencer o seu filho mais novo a aceitar a ideia.

— Eu não irei discutir sobre isso mais. Espero que realmente saibam o que estão fazendo, porque a decisão aqui vai influenciar bastante no conceito que tenho sobre pais. — A mãe de Chanyeol direcionou o olhar para o maior ali ao lado. Mesmo de lentes escuras era possível ver seus olhos arregalados com as palavras do filho, porém escolheu não dizer nada, pois tudo estava com pontos finais.

(...)

A vista daquela viagem pelo menos estava valendo a pena, assim pensou Chanyeol. O verde das árvores parecia não ter fim. As elevações no solo trazia uma diferença grande na paisagem já que algumas folhas pareciam emergir mais que outras, isso era bonito. Um sorriso singelo esboçou os lábios do Park e o deixou com uma expressão mais serena, talvez aquilo tivesse o tranquilizado.

Um enorme rochedo a frente parecia tomar conta de todo o céu, e aquilo atiçou o castanho. O pequeno folheto ao lado tinha impresso um grande logo de uma instituição com rochedos altos atrás, e assimilou com a visão que tinha agora. Estava quase chegando.

(...)

— Estamos perto, Sr. Lee? — Chanyeol questionava ainda incerto sobre aonde estavam. Nunca havia passeado por ali, nem mesmo de carro.

— Creio que mais do que você imagina. — E após ao fim da frase de efeito do motorista dos Park, eis que em meio a tanta montanha um grande casarão foi revelado. Aquilo era tão grande que fez Chanyeol pensar se não teria um quarto próprio.

— É mais bonito do que no folheto. — As palavras escaparam dos lábios.

Chanyeol evitava a todo custo trocar olhares com sua mãe. Aquele sentimento de que talvez fossem sentir falta um do outro era ambíguo, nunca quis tanto abraça-la. No entanto, deixou seu orgulho vencer novamente.

— Espero que me ligue. ­— Park apenas assentiu e soltou-se do cinto para depois de quase duas horas de viagem, tocar seus pés no asfalto limpo daquela área. Não parecia nada que muitos carros saiam de lá. — Lembre-se do cartão que te dei, use sempre que precisar, certo? — Mais uma vez assentiu e agora tomou partido abrindo a porta.

O motorista já estava descendo as malas e Chanyeol pareceu preocupado sobre carregar as peças de metal até o quarto. Pensou em requisitar a ajuda do Sr. Lee, mas aquilo já era abuso demais. Olhou para o carro e sua mãe tateava o telefone um pouco irritada.

— Estou perdendo a hora. Lee, pode andar logo com isso?

— Eu só irei pedir ajuda de alguém para carregar essas malas Sra. Park. Chanyeol não dá conta de levar toda essa bagagem.

— Então ande! — A mulher era sempre pavio curto, e isso irritava boa parte de quem estava ao redor.

(...)

Alguns minutos depois, o motorista voltou com um rapaz loiro e bem afeiçoado. Suas mãos se encontravam nos bolsos e ele tentava sorrir.

— Luhan irá te ajudar, Chan. Ele foi o único que se ofereceu para isso. É incrível como essa geração é preguiçosa. — O senhor riu soprado e cumprimentou Chanyeol tomando seu caminho de volta ao carro, desejando boa sorte ao garoto.

— Nossa, são muitas malas. Os alunos costumam trazer poucas, e comprar roupas durante o ano já que aqui até a meia faz parte do uniforme. — Park não fazia ideia de como funcionava ali, e mais uma vez bufou irritado com a ignorância dos pais.

— Eu não sabia, sinto muito por te fazer carregar isso aqui tudo. — O grandão riu e sugeriu um aperto de mão enquanto se apresentava. — Me chamo Park Chanyeol.

— Ah, eu sou o Luhan. Espero que goste da escola. É seu último ano, certo? — Chanyeol assentiu em resposta e o rapaz loiro pareceu feliz ditando a possibilidade de estudarem na mesma turma.

(...)

— Já sabe o número do quarto? — O mais novo amigo pareceu ter ficado bem a vontade logo. — Está na ficha que você pegou agora na secretaria, aí tem o número do dormitório, e se não me engano deve ser no mesmo corredor do meu!

Chanyeol pareceu animado ao ouvir aquilo, afinal, Luhan parecia um bom companheiro e deixou uma boa impressão.

— Isso é bom, pois eu não faço ideia se conheço alguém daqui. Uma possibilidade zero praticamente. — Luhan tornou-se a rir e voltaram a caminhar até a porta de entrada do quarto.

(...)

Com suas seis malas enfileiradas no meio do quarto, Chanyeol parou para reparar um pouco no local. Havia duas camas lado a lado divididas apenas por um criado mudo. Um muxoxo se fez nos lábios do Park com a ficha caindo de que teria um colega de dormitório. Além das camas, havia uma janela imensa acima das camas, trazendo uma vista ampla de um jardim deserto. O chão era de taco e as paredes carregavam um tom perolado, tudo ali tinha harmonia e deixava o lugar bastante confortável. Atrás de si tinham dois roupeiros grandes, supôs ele que um pertencia a si, então logo se apressou e começou a levar as malas até o canto perto, mas uma porta nos fundos do lugar chamou sua atenção.

O barulho de água caindo fez Chanyeol se assustar um pouco, mas logo tratou de se recompor e agir normal.

As malas aos poucos iam se esvaziando, e o barulho de chuveiro não parava. Chanyeol após algum tempo notou que havia realmente alguém tomando banho depois de ouvir alguns resmungos vindos de lá. Voltou a manusear seus pertences quando a água parou de cair e a maçaneta da porta tornou-se a girar revelando a silhueta de um garoto médio, cabelos pretos molhados e o detalhe mais importante, ele estava nu.

Chanyeol arregalou os olhos e os desviou para outro canto do quarto enquanto o desconhecido procurava uma toalha para se cobrir.

— Meu Deus, eu não fazia ideia que ia chegar gente hoje.

— Você perdeu sua toalha? Não devia andar pelado assim para cima e para baixo.

— Eu sempre fiz isso, não posso fazer muita coisa se você brotou aqui do nada. Isso é tão estranho... — Park vendo que aquela situação não o favorecia, tomou a direção da porta e tratou de não olhar para trás. Como alguém mostra o corpo sem pudor algum dessa forma? ‘Tá que o garoto disse que tinha esse velho costume, mas ele está em um colégio.

Chanyeol após bufar mais que o costume, decidiu conhecer a escola sozinho e não esperou Luhan como haviam combinado.

(...)

A saudade de casa só aumentava. Mesmo com todos os problemas ali, Chanyeol sentiu falta de ligar para Jonghyun e chama-lo para fazer alguma coisa no intuito de distrair sua cabeça. Era certo que logo depois de sair com a Nana o amigo não enviaria nem ao menos uma mensagem de corrente pelo aplicativo de mensagens.

Perdido em devaneios, o castanho agora se encontrava em meio a quadra de esportes da escola mas ali estava diferente de outros cantos do internato gigante. Dois garotos conversavam baixo, mas era nítido que um deles estava mostrando o lugar para o pequeno que o acompanhava. Chanyeol hesitou contato de primeira, mas decidiu respirar fundo e seguiu em frente, precisava de ajuda para voltar ao quarto.

— Olá... Desculpem, eu sou novo aqui e não faço ideia aonde ficam os dormitórios, e o mais engraçado é que eu vim de lá. — O garoto mais moreno riu alto. Já o mais baixo permaneceu sério apenas observando a situação.

— Ah, tudo bem. Depois que eu mostrar o ginásio ao Kyungsoo, voltarei para lá. Me chamo Jongin, beleza?

— Sim, sim. Ah, me chamo Chanyeol e ele deve ser Kyungsoo, certo? — O rapaz assentiu e apenas acenou. Ele parecia tímido ou algo do tipo, mas como haviam acabado de se conhecer, resolveu não puxar tanto assunto.

— Então aqui ocorrem os jogos?

— Grande parte sim. Sempre que estamos escalados para jogar nosso internato sedia os jogos. — Parecia até legal vendo por esse ponto.

— Espero que aqui eu possa tentar algo. — Jongin sorriu e começou a caminhar sendo acompanhado pelos outros dois.

— Você joga algo?

— Vôlei.

— Ah, que bom. Você pode fazer teste para a equipe na semana que vem, Chanyeol, sua altura é boa. Você deve ser ótimo no saque. — Ambos riram mas logo saíram dali e voltaram ao tão corredor desejado pelo maior ali no meio.

Jongin puxou assunto todo o tempo. Chanyeol comentou sobre sua chegada ali e sobre Luhan, rapaz que era amigo do moreno. Uma enorme coincidência, pensou. Vez ou outra Kyungsoo comentava sobre algo, mas foi de primeira verem que ele não era muito de falar. Mesmo com os pensamentos presos em casa, Chanyeol tentou relaxar ali e ao menos se adaptar. Afinal, era só um ano.

— Fica quase ao lado. Eu não vim por este caminho então não fazia ideia.

— Acontece sempre. Mas, agora você está entregue. Nos vemos por aí, Chanyeol. — O dois se despediram.

Assim o jovem adentrou o quarto, logo se preparou para dormir um pouco mais devido ao cansaço da viagem, mas um som abafado vindo do banheiro chamou outra vez sua atenção.

Park com sua curiosidade aguçada, caminhou até mais próximo do roupeiro para ter certeza do que ouvia.

— Quem está chorando?

(...)

26 de Junho de 2018 às 19:43 4 Denunciar Insira 4
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YARICHIN CLUB YARICHIN CLUB
CHEGUEI KKKK
26 de Junho de 2018 às 15:37

  • C. H. C. H.
    OI AMOR DA MINHA LIFE 26 de Junho de 2018 às 15:39
ariel . ariel .
lindíssima escreveu tudo
26 de Junho de 2018 às 15:33

  • C. H. C. H.
    LINDÍSSIMA COMENTOU TUDO 26 de Junho de 2018 às 15:39
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