Crying in the Club Seguir história

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Jeongguk já não aguentava mais ver seu hyung numa profunda melancolia por causa de um término de relacionamento.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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PUT YOUR ARMS AROUND ME

– you think that you'll die without him

you know that's a lie that you tell yourself

O vento gelado que invadia o quarto pela pequena fresta da janela fazia com que o corpo jogado na cama se encolhesse cada vez mais por entre os edredons grossos e fofinhos. Os pés descalços se encontravam morbidamente frios e ansiavam por um par quentinho de meias; os dedinhos se retesavam involuntariamente e roçavam contra os forros dos lençóis, procurando – e falhando miseravelmente – por uma pequena chama de calor que fosse.

Taehyung gostaria de pensar que toda aquela sensação ruim presente em seu corpo era apenas resultado daquele frio descomunal que surgira de uma hora para outra e resolvera se instalar ali pela cidade, sem indícios de que iria embora, mas o rapaz sabia que não era bem assim.

O nariz vermelho e o choro – agora – contido eram reflexos da discussão que tivera com Jimin há pouco dias; discussão essa que durara horas e acarretara em gritos irritados por parte do Kim e berros incrédulos soando pelo apartamento agora tão vazio e sem graça.

Jimin foi embora como um raio; rápido, fugaz e doloroso. Não hesitou em dar as costas e abandonar tudo aquilo que construíram juntos durante tanto tempo, sequer dando importância ao fato de que o antigo parceiro também tinha o direito de opinar naquela decisão; ele não se importou absolutamente com nada.

A briga tivera fim durante a madrugada, e com ela o fim do relacionamento que perdurara durante cinco anos também chegou. Jimin não tivera papas na língua ao dizer que já estava cansado de carregar aquele namoro nas costas, que pensara muito e que, pensando no bem de ambos, chegara à conclusão de que a melhor escolha seria acabar com tudo.

Taehyung relutou; esperneou e se permitiu derramar algumas lágrimas, pois seus sentimentos naquele momento estavam tão bagunçados quanto seu guarda-roupas. Já não era tão apaixonado por Jimin quando antes – pois a chama do começo do namoro fora se apagando com o tempo, levando junto aquele lindo sentimento que jurara ser eterno –, mas nunca chegou a cogitar o término.

Jimin era como o verão. Era quente e carinhoso, tinha os melhores abraços e reluzia felicidade para onde quer que fosse.

Com sua ida, tudo o que restou foi o frio.

O tempo nublado do lado de fora era o suficiente para fazer o Kim acreditar em seus dolorosos pensamentos: seria complicado se acostumar a viver sem a cálida presença de Jimin em sua vida, mas precisava se acostumar, de um jeito ou de outro, porque aquele brilho determinado presente nas orbes escuras do moreno quando terminou de juntar suas coisas e caminhou até a porta do apartamento em passos confiantes significava, do modo mais fulminante possível, que ele não iria mais voltar.

Suspirou fundo e fechou os olhos, sequer notando que havia mais alguém no quarto.

Jeongguk, encostado ao batente da porta com uma expressão machucada e olhos preocupados, observava o hyung com cautela. Não era surpresa para mais ninguém seus verdadeiros sentimentos para com o rapaz de madeixas vermelhas, e vê-lo acabado daquele modo destroçava seu coração aos pouquinhos. Suas mãos pinicavam e o peito flamejava em descontamento por se sentir tão impotente naquele momento.

Tome uma atitude, dizia a si mesmo.

Taehyung já não chorava mais, mas o Jeon prometera a si mesmo que, independentemente da relação que mantivesse com o outro – namoro ou amizade –, daria o seu melhor para sempre ver um sorriso lindo naquele rosto; não estava cumprindo sua promessa, entretanto.

Amava aquele rapaz e era complicado não saber como agir, ou o que fazer para ajudá-lo. Sentia-se um merda, um grande idiota. Era enorme a vontade de ir atrás de Park Jimin – céus, apenas o nome daquele ser já lhe causava um nojo enorme! – e dar-lhe uns bons socos até que seu rostinho bonito ficasse deformado, mas Jeongguk sabia que aquela atitude não ajudaria em nada na atual situação de Tae.

Ficar ali, dando apoio ao outro, era a decisão certa a ser tomada.

Suspirou fundo e caminhou em direção à cama em que o hyung se encontrava, deitando-se ao seu lado e puxando o corpo cansado até que a cabeça de fios ruivos encostasse brevemente sobre seu peito. Sorriu pequeno ao que sentiu as mãos de dedos longos agarrando sua camisa com força, num pedido silencioso para que o Jeon não saísse dali.

Levou a mão até os cabelos macios do hyung e começou uma leve massagem, sentindo o outro amolecer sob seus toques carinhosos.

– Pensei que já tivesse ido embora, Jeonggukie.

Mas Jeongguk não pretendia sair dali. Pelo menos, não desacompanhado do amigo.

Sentindo peso da paixão cair como um bloco em sua cabeça e decidindo que toda aquela situação teria que acabar, o mais novo mordeu o lábio com certa violência antes de sentar-se na cama e dizer:

– Se arrume, hyung. Nós vamos sair.

[...]

Taehyung se movia com leveza na pista de dança; o corpo deslizava pelo ar conforme as batidas da música ecoavam pela boate propositalmente mal iluminada e os cabelos lisos se bagunçavam num lindo emaranhado de fios ao que a cabeça balançava para lá e para cá, sempre seguindo o ritmo. O rapaz de cabelos vermelhos sorria para o nada enquanto mantinha os olhos fechados, aproveitando ao máximo toda aquela sensação de liberdade que levava embora todas as preocupações que seu corpo – e mente – carregava.

Era uma cena peculiarmente bonita de se observar. Aquele rapaz não estava fazendo nada demais se comparado às moças embriagadas que rebolavam em cima dos balcões e acabavam mostrando muito mais do que só a calcinha; Tae – ao contrário de todas aquelas pessoas que pareciam estar ali apenas para chamar atenção e exibir seus corpos – exalava um charme próprio, irradiava uma pura e inocente felicidade somente por estar dançando e girando ao som da música, como um pássaro livre.

Atraía olhares interessados tanto de homens quanto de mulheres; ignorava-os, porém. Um único objetivo rodeava sua mente e deixava-a nublada: se esqueça do amanhã. Não se preocuparia com nada e nem ninguém além de si mesmo, pois pela primeira vez em tanto tempo deixaria que o destino decidisse como sua noite terminaria e não faria nada para se conter.

Ao abrir os olhos e direcioná-los até o bar, foi inevitável não alargar ainda mais o sorriso ao encontrar a faceta risonha do melhor amigo que segurava um copo – anteriormente cheio de alguma bebida alcoólica extremamente forte – agora vazio. Chamou-o com a mão e, apesar de receber um aceno negativo em resposta, não desistiu de tirar o dongsaeng daquela cadeira e arrastá-lo até a pista de dança para que pudesse lhe acompanhar em alguns passos.

Caminhou até o mais novo com certa lentidão e dificuldade devido ao número de pessoas que se encontrava ali, sempre pedindo desculpas quando esbarrava em um ou empurrava outro – embora ninguém escutasse ou prestasse atenção, já que todos estavam mais preocupados com a bebida ou com a música.

Jeongguk não conseguiu segurar a risada quando o hyung se aproximou de braços abertos e expressão decepcionada, como se perguntasse o que diabos o moreno ainda fazia ali, sentado no bar, enquanto deveria estar se divertindo.

– Você me convenceu a vir numa balada pra passar o tempo todo sentado? – o mais velho perguntou, bagunçando um pouco mais as madeixas ruivas e puxando uma cadeira para se acomodar ao lado do amigo. – Eu nem teria vindo se soubesse que você ia me trocar por um copo de vodka!

O dongsaeng sorriu. – Você não parecia precisar de companhia enquanto arrasava sozinho na pista de dança. Achei melhor ficar aqui, de olhos bem abertos nesses urubus que não param de te encarar. – deu de ombros.

– Não preciso da companhia de nenhum deles hoje. – o ruivo respondeu, desviando o olhar para a pista de dança lotada. – Só preciso que meu melhor amigo dance algumas músicas comigo.

– Não acho que seja uma boa ideia, hyung. – o outro riu, colocando o copo de vidro no balcão.

Taehyung esticou o braço, chamando a atenção do bartender, e quando este se aproximou, pediu uma qualquer coisa forte. O moreno ao seu lado sentiu uma pequena chama de preocupação acender em seu peito – porque já tinha perdido as contas de quantos copos o hyung já ingerira naquela noite –, entretanto, achou melhor não se pronunciar.

Sabia que o melhor amigo precisava se distrair, deixar de lado tudo o que lhe afligia; precisava se sentir livre.

Era a primeira vez em dias que via o outro sorrir daquela forma. Taehyung passara a última semana enfurnado no próprio apartamento, se recusando a receber visitas de outras pessoas que não fossem o Jeon e se alimentando daqueles malditos congelados guardados em seu congelador e macarrão instantâneo; toda essa má alimentação, obviamente, acabou resultando numa baita intoxicação alimentar.

E toda aquela complicada situação se resumia a um nome: Park Jimin. O rapaz baixinho terminara o relacionamento de cinco anos que mantinha com Taehyung assim, de uma hora para outra, dizendo que aquela decisão seria a melhor para os dois. Além de se mudar de vez do coração do Kim, decidira mudar-se também do apartamento do rapaz de madeixas vermelhas, esvaziando não só sua parte do guarda-roupas, mas também o coração do agora ex-namorado.

Taehyung não reagira bem ao término. Sorria para Jeongguk e dizia que estava tudo bem, mas o amigo sabia que a realidade era outra. Podia ver nos olhos do hyung o quão mal ele se encontrava no meio de todo aquele furacão de sentimentos, sem saber como reagir a um baque daqueles.

Depois de muito insistir, Jeon conseguira tirá-lo de casa. O dongsaeng detestava música alta e lugares lotados de pessoas, mas não pensara duas vezes antes de arrastar o Kim até a boate mais próxima. Taehyung precisava descontrair, ver gente nova, dançar até os ossos doerem e beber até não conseguir mais lembrar do próprio nome.

E era exatamente isso o que ele estava fazendo.

– E por que não seria? – perguntou o hyung. – E nem me venha com essa história de “eu não sei dançar” ou eu acabo com a sua raça! – brandou, entornando na boca o líquido fluorescente anteriormente presente no copo.

Jeongguk sorriu. – Uma coisa é dançar contigo quando estamos no seu apartamento, Tae, outra bem diferente é tentar dançar no meio de toda essa gente embriagada.

– Suas habilidades no Just Dance devem ser exibidas ao mundo, oras! – Taehyung exclamou, sorridente. Levaria o dongsaeng até a pista de dança custe o que custasse; desejava poder se divertir com o amigo como há tempos não fazia, a companhia do Jeon era essencial para que aquela noite se tornasse incrível.

– Pode voltar a dançar, hyung. Eu estarei aqui, admirando seu showzinho na pista de dança enquanto espanto esses fanfarrões que ficam de olho no seu traseiro o tempo todo.

O ruivo riu. – Seu ciúme é admirável, Gukkie.

Jeongguk deu de ombros, sem confirmar – mas também sem negar – que aquilo era realmente um ciúme sem fundamento algum. Não seria capaz de admitir o tremendo desconforto que sentia quando via todas aquelas pessoas comendo Taehyung com o olhar enquanto ele dançava como se não houvesse amanhã.

Esse era o efeito que seu hyung causava nas pessoas, afinal.

– Obrigado, Jeonggukie. – o ruivo murmurou, sorrindo pequeno em direção ao outro. – Mas e aí – Taehyung chamou a atenção do mais novo. –, vamos dançar ou não vamos?

Jeongguk sequer teve tempo de responder. A mão do mais velho segurou seu pulso e o puxou com certa brutalidade até a pista de dança, fazendo uns passos esquisitinhos no caminho até lá. O Jeon riu pequeno, decidindo que, se era para a felicidade do amigo, não pouparia esforços para colocar um sorriso enorme naquele lindo rosto.

Era bom vê-lo daquele jeito, livre como um pássaro. Tae se mexia como se só houvessem os dois ali, sem nem se importar com o que as pessoas poderiam pensar. Segurando o copo cheio numa mão – Jeongguk nem percebera quando foi que ele pedira outra dose daquela bebida estranha, aliás – e levantando a outra para cima, o ruivo sorria e soltava breves risadas quando via o dongsaeng encarar feio as pessoas que passavam por ali e acabavam esbarrando seus corpos suados nele.

Taehyung estava absolutamente deslumbrante naquela noite. Os olhos cobertos pela leve maquiagem, os lábios vermelhos e convidativos, os cabelos bagunçados, a pele suada... Aquela era a verdadeira visão do paraíso. As coxas apertadas naquele jeans escuro testavam a pouca sanidade mental que restava em Jeongguk, fazendo o rapaz arfar em nervosismo sempre que o hyung se mexia de um jeito mais… Ousado.

– Você está bem animadinho pra quem disse que não queria dançar! – Taehyung berrou, já que o volume da música era alto.

O Jeon sorriu. – Espero que saiba que só estou aqui por sua causa.

– Eu deveria me sentir culpado? – perguntou o outro, soltando uma gargalhada quando o dongsaeng agarrou sua mão livre e fez seu corpo girar na pista de dança. E de repente o Kim fechou o sorriso, encarando o mais novo com aquele olhar carinhoso e agradecido que fazia o coração do moreno derreter. Aproximou-se um pouco de Jeongguk e segurou uma de suas mãos, apertando-a com força desmedida. – Obrigado, Gukkie.

– Por que está me agradecendo? – Jeongguk indagou, ligeiramente confuso. Seu coração palpitou mais forte ao sentir os dedos de Taehyung aplicando um leve afago aos seus, um gesto delicado e amoroso.

– Por tudo. – o ruivo suspirou, diminuindo a dança, mas sem parar de se mexer. – Não sei o que eu faria se não tivesse você ao meu lado, cuidando de mim como se fosse meu hyung e sempre pensando no meu melhor. – deu de ombros, parecendo um pouco envergonhado pelas próprias palavras, mas não ousou desviar o olhar das feições infantis do amigo à sua frente.

Jeongguk sorriu bonito e puxou o amigo para um abraço, sem parecer se lembrar de que ainda estavam numa pista de dança.

– Não agradeça, hyung. Eu te amo e faria qualquer coisa pra te ver bem.

Taehyung não foi capaz de responder naquele momento. Quebrou o abraço e encarou o amigo, perdendo-se no brilho dos olhos intimidadores de Jeongguk e sorrindo abertamente para o rapaz. Nunca seria capaz de descrever o modo como aquele garoto lhe fazia bem, as palavras pareciam simplesmente sumir de sua mente quando o assunto era seu dongsaeng tão cuidado e amado.

– As coisas seriam mais fáceis se eu tivesse me apaixonado por você, não é?

– Seriam sim. – o moreno respondeu, sincero. Havia um leve pingo de constrangimento em sua voz, mas ele sabia que não havia motivos para isso. Taehyung tinha consciência de seus sentimentos e se culpava por não poder correspondê-los, mas não era como se a amizade dos dois tivesse sofrido uma brusca mudança após a verdade aparecer. Jeongguk amava o hyung e daria de tudo para ter uma chance, mas nunca faria nada que pudesse prejudicar a relação maravilhosa que tinham.

Deixara, durante tantos anos, o tempo agir sozinho. E ali, naquele momento, vendo Taehyung tão perto de si e fazendo reluzir toda e qualquer boa energia presente em seu coração, Jeongguk decidiu que talvez devesse se arriscar.

Esperou que viesse um sinal do destino, algo que indiretamente o dissesse que não estaria agindo de maneira errada se decidisse ouvir seu coração e seguir seus sentimentos pela primeira vez em tanto tempo. Quase não conseguiu acreditar quando o sinal veio, e em forma de empurrão.

Algum indivíduo bêbado empurrou Taehyung com força para cima do corpo paralisado de Jeongguk, que não teve outra reação a não ser segurar firmemente o hyung contra si. O Kim, embora assustado pelo brusco movimento, não ousou se mexer, e o Jeon encarou aquilo como um segundo sinal.

Beije-o logo, imbecil.

E foi isso o que fez. Tomou os lábios de Taehyung para si num gesto rápido e impensado, praguejando mentalmente ao sentir o ruivo endurecer os músculos e soltar um murmúrio surpreso. Temendo encarar a realidade que cairia em seus ombros após aquele beijo, no exato momento em que o Jeon pensou em se afastar, o Kim puxou-o mais para perto.

Assustado, contente, anestesiado. Jeongguk não sabia qual palavra o descrevia melhor naquele momento, só sabia que desejava que aquele beijo durasse para sempre. As mãos de Taehyung agarraram-lhe os ombros e as suas se firmaram na cintura do mais velho, impedindo que aquele enlace fosse desfeito.

No fim, quando a falta de ar falou mais alto e as bocas inchadas se separaram, o Kim sorriu e disse:

– Espero que seu apartamento fique mais perto daqui do que o meu.

[...]

Nem em um milhão de anos Jeongguk poderia imaginar que uma noite divertida ao lado de seu hyung acabaria daquele modo, com Tae prendendo as coxas ao redor da cintura do mais novo e as mãos de dedos longos enfiadas no couro cabelo alheio, puxando-os com certa brutalidade. O moreno subia as escadas do duplex com certa lerdeza, temendo pisar em falso e acabar derrubando o outro no chão. O Kim, entretanto, parecia não compartilhar dos mesmos pensamentos que o dongsaeng, já que seu corpo tremelicava em ansiedade.

– Não sei se conseguirei chegar ao quarto se continuar se mexendo desse modo, hyung.

Taehyung riu, mas não respondeu. Parecia muito focado em aplicar leves selinhos e mordidinhas no pescoço até então imaculado do outro, sorrindo satisfeito ao notar as marquinhas vermelhas que começavam a aparecer.

Sentiu o corpo colidir contra a cama macia do mais novo e permitiu-se suspirar fundo, anestesiado com aquele turbilhão de pensamentos e sensações. Resfolegou baixinho ao que o nariz de Jeongguk passeava pela pele arrepiada de seu pescoço, tocando-o de modo incoerente e impactante. Não estava bêbado – sequer sentia-se tonto –, mas sua cabeça nunca estivera tão fora de ordem antes.

Escorregou as mãos até a nuca do dongsaeng, passando as unhas curtas pelo local e recebendo um severo resmungo do Jeon, que prendeu a pele de seu ombro com certa força e riu perverso ao notar a mancha vermelha que se alastrou pelo local.

Tirou a própria camisa e então despiu o torso do mais velho, jogando ambas as peças de roupa no chão antes de agarrar a cintura alheia com certa brutalidade. A sensação dos dedos em contato com a pele quente lhe causava uma profunda ansiedade para abusar daquele corpo que domirara seus sonhos e pensamentos durante tantos anos. Prendeu o mamilo do hyung com os dentes e sentiu a satisfação dominar seu corpo ao escutar um muxoxo sofrido escapando da boca alheia.

– Jeongguk-ah… – a voz rouca ecoou pelo quarto escuro, as janelas cobertas pelas cortinas impossibilitavam que a luz do luar fizesse moradia no cômodo e impediam que o Jeon conseguisse enxergar com clareza as feições de prazer que o mais velho carregava no rosto. – Não provoque tanto o seu hyung, huh?

Num movimento inesperado, Taehyung virou-se na cama e deixou Jeongguk por baixo. Arrancou com rapidez e certo desespero as calças do mais novo, levando junto a cueca que usava. Salivou e sorriu sem vergonha ao que o membro duro entrou em sua visão, para só então segurá-lo pela base e, de uma só vez, enfiá-lo na boca sem dó nem piedade.

A felação era calma e suave a princípio, mas já era o suficiente para fazer Jeongguk se contorcer na cama e não conseguir mais segurar os gemidos que escapavam da sua boca. Sentia tremores no pé do estômago e nunca, nem em um milhão de anos, teria palavras que pudessem descrever o quão boa era aquela sensação. Mexeu o quadril e segurou os fios ruivos, forçando-os para baixo conforme suas pernas tensionavam e seus dedinhos do pé contorciam-se.

– Taehyungie! – berrou ao sentir os movimentos se intensificarem e a língua pecaminosa do hyung passear pela extensão do membro em serpenteadas certeiras, brincando com as veias saltadas e fazendo a mente do mais novo nublar-se cada vez mais.

Sentiu que não duraria ali por muito mais tempo e Taehyung também notou, interrompendo os próprios movimentos com certa brusquidão e livrando o pênis do dongsaeng do aperto que sua boca causava. Terminou de se despir num só segundo e no outro já estava na cama, em posse das mãos determinadas de Jeongguk que lhe apertavam as coxas e nádegas sem dó.

Puxando o rosto alheio para mais um beijo, o mais velho permitiu-se descansar a cabeça no travesseiro conforme o corpo do amigo voltava a ficar por cima.

Hyung… – Jeongguk murmurara, ainda de olhos fechados e coração batendo forte, quase sem conseguir acreditar que aquilo estava de fato acontecendo. Recebeu um resmungo vindo do outro e então quebrou o beijo, olhando para o rosto vermelho do ruivo. – Eu não tenho camisinhas.

Taehyung pareceu pensar por um segundo, mas então deu de ombros e falou:

– Eu confio em você e sei que confia em mim também.

– Certo, e… – mordeu o lábio inferior do mais velho, dando um leve sorriso apreensivo logo em seguida. – Também não tenho lubrificante.

Taehyung permitiu-se rir da própria má sorte. – Teremos que fazer da maneira convencional então, hm?

E Jeongguk não o contrariou. Embora tivesse a plena noção de que o ruivo há muito não era virgem, preparou-o com todo o cuidado e calma do mundo. Seu corpo estava prestes a entrar em combustão, mas queria ter a certeza de que não machucaria, de modo algum, seu tão amado hyung. Vira seu o outro sem roupa inúmeras vezes, pois amigos íntimos como eram, não sentiam-se envergonhados em trocar de roupa na frente um do outro; aquela situação, entretanto, era completamente diferente.

– Tão lindo. – murmurou para si mesmo, recebendo um sorriso arfante do mais velho em troca.

Jeongguk acariciou o rosto bonito com uma das mãos enquanto a outra continuava lá embaixo, focada em foder seu hyung e prepará-lo para o que estava por vir. A língua do mais velho caminhou devagar pelo pescoço do moreno, causando calafrios profundos no rapaz e fazendo com que seu pênis pulsasse em pura ansiedade. O pensamento de que já deveria estar repleto de marcas roxas lhe agradou; gostaria de poder apreciar aquelas marcas na manhã seguinte, como uma prova de que nada daquilo fora um sonho.

Tirou os dedos de dentro do hyung e impulsionou o quadril; ambos gemeram com a sensação do pênis gotejante de Jeongguk encaixando-se por entre as nádegas do mais velho. A penetração aconteceu aos poucos, provocando muxoxos ofegantes e gemidos chorosos conforme o Jeon avançava, sentindo o membro cada vez mais apertado e comprimido.

– Anda logo com isso... – Taehyung murmurou, forçando o próprio quadril contra o pênis do mais novo.

O moreno conseguiu rir em meio ao tesão. – Não seja tão apressado, Tae.

Como se ele próprio não estivesse prestes a enlouquecer.

Taehyung era estreito demais; Jeongguk sentiu isso com clareza quando se arremeteu pela primeira vez. Deslizou para fora com uma calma que não possuía e então voltou com brutalidade, arrancando tanto um gemido seu quanto do mais velho, este que mordeu o lábio inferior com força e enfiou as unhas nos lençóis finos da cama.

Deus! – o Jeon berrou, sequer se importando com o quão errado aquilo poderia soar num momento pecaminoso como aquele. Segurou o corpo do hyung com força, tentando mantê-lo no lugar enquanto os movimentos aumentavam de intensidade.

A língua foi parar no pescoço do mais velho e as mãos se encaminharam até os mamilos, apertando a área sensível e ganhando gemidos altos em troca. Taehyung, em algum momento, sentiu a próstata ser acertada com força, e foi naquele instante que o resto de sua sanidade – que já estava bem no final – foi embora, deixando apenas o prazer ensandecido e a vontade maluca de gozar.

Jeongguk arremetia-se com força contra o mais velho, sequer se importando nas dores que ele poderia vir a sentir no dia seguinte. Cuidaria dele com todo o carinho e amor do mundo, mas naquele momento, escutando os gemidos roucos que escapavam da garganta do hyung. Sentia sua mente nublada e seu corpo já cansado pelos movimentos fortes e repetitivos, mas não diminuiria aquele ritmo nem se estivesse sob a mira de uma arma.

Demorara muito tempo para conseguir sentir Taehyung daquele jeito, os corpos colados e as bocas se enfrentando numa batalha que não teria um vencedor. Sentir as mãos do hyung lhe apertando e arranhando suas costas só lhe provocava mais vontade de continuar, mais vontade de tê-lo só para si.

E então surpreendeu-se novamente quando Taehyung, num movimento inesperado, jogou Jeongguk para o lado e sentou-se em suas coxas, sem perder muito tempo ao encaixar o membro alheio em sua entrada violada. Sentou-se com tudo, sentindo suas pernas tremerem e o corpo vacilar; tudo à sua volta girava e o ar que respirava não poderia ser mais quente. Pensou, durante alguns segundos, que talvez pudesse estar no inferno.

Mas o inferno não poderia ser tão prazeroso assim, huh?

Jeongguk segurou a cintura do hyung e se impulsionou para cima ao mesmo tempo em que o outro descia. Gemeram novamente, em conjunto, e deixaram que seus instintos tomassem conta de seus corpos por completo. Deleitando-se com os sons que escapavam da boca alheia, sorriu ao sentir a cabeça de fios ruivos encostar-se em seu ombro e ali permanecer, deixando que o ar quente batesse diretamente contra seu pescoço e lhe provocasse arrepios.

Mas que merda, Jeongguk! – Taehyung berrou. Sua próstata fora atingida novamente, e agora com ainda mais força. Não sentia-se capaz de controlar os próprios gemidos, muito menos os movimentos que seu quadril fazia conforme o mais novo arremetia-se contra sua bunda.

Ele fazia caras e bocas bonitas, abrindo e fechando os olhos conforme a sensação do orgasmo se aproximava. Uma das mãos do Jeon abandonou o quadril alheio e agarrou a ereção lambuzada de pré-gozo, masturbando-a num ritmo firme e vigoroso. Taehyung ondulava o corpo contra o do mais novo, contribuindo com as investidas e apertando o enlace ao redor do pescoço do Jeon com força desmedida.

– Tae… – a voz de Jeongguk soou como um aviso. Os cabelos grudados na testa e os olhos fechados com força lhe deixavam ainda mais bonito, os dentes branquinhos mordiscaram o lóbulo alheio e a voz soava trêmula contra o ouvido do hyung. – Eu vo-u gozar!

Taehyung não foi forte o suficiente pra resistir àquela última estocada somada à frase que Jeongguk soltara ao pé de seu ouvido. Gozou maravilhosamente bem sobre a mão e barriga do Jeon, sentindo seu corpo tremelicar e um furacão de sensações entorpecentes invadir seu corpo. Sua cabeça latejou e os pulmões arderam como se pegassem fogo, contando com o braço ao redor de si para se manter – quase – firme.

Jeongguk gemeu rouco com o aperto ao redor de seu pênis e ergueu as pernas, fazendo o aperto entre os corpos se intensificar ainda mais. A respiração ficou presa no meio do caminho e os olhos se arregalaram, e só então o moreno tivera seu orgasmo dentro do Kim. Após alguns segundos naquela mesma posição, permitiu-se relaxar os músculos e derrubar o corpo até então inerte do mais velho ao seu lado na cama.

Taehyung aninhou-se nos braços do mais novo, sentindo um selar cansado ser depositado em sua testa suada. Riu pequeno, desacreditado de tudo aquilo havia mesmo acontecido, mas sem um pingo de arrependimento rodeando sua cabeça. Tinha consciência dos sentimentos do mais novo em relação a si e, depois daquele acontecimento, sentia que não demoraria muito para seu coração ter um novo dono.

– Espero que não se arrependa amanhã. – a voz rouca do moreno soou baixinha, e por muito pouco o Kim não conseguiu escutá-la.

Jeongguk, apesar de satisfeito e tremendamente feliz, ainda estava temeroso. Não sabia como as coisas seriam dali em diante, e torcia para que, pelo menos uma vez na vida, o destino cooperasse consigo e fizesse com que as coisas começassem a dar certo.

Tae permitiu-se sorrir. – Não tenho motivos para me arrepender. – murmurou de volta, crente que, apesar da voz baixa, o outro conseguia ouvi-lo perfeitamente. – Foi especial porque foi com você.

Toda e qualquer dúvida que poderia ter em relação ao futuro daquela amizade havia ido para o espaço. Sorriu bobo, apertando os braços ao redor do corpo suado do hyung e dando-lhe um beijo rápido na bochecha corada. Fechou os olhos e deixou que o sono lhe tomasse por completo, sabendo que, quando acordasse, não estaria mais sozinho.

26 de Junho de 2018 às 16:08 0 Denunciar Insira 6
Fim

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min + 18, aries | vottom, only bts & ski, top!jeongguk, slytherin, dead leaves. gosto de achar que sou uma boa ficwriter/capista. | [pt br/eng] |

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