Apenas Não Seja Ciumento Seguir história

rk Raíssa Kreppel

E lá estava nosso pequeno Donghae deitado entre os cobertores fofinhos, quentinhos, e mais todos os “inhos” imagináveis. O pijama de ovelhinhas completamente amarrotado bem como o cabelo, que, até então, parecia um ninho de passarinhos. — Ei, dorminhoco — chamou Hyukjae. [EUNHAE][pseudo-FLUFFY][pseuda-COMÉDIA]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#yaoi #fanfic #fluffy #comédia #superjunior #suju #donghae #hyukjae #eunhae #eunhyuk #super-junior #série-apenas #apenas-não-seja-ciumento #donghae-eunhyuk #donghae-hyukjae
Conto
0
4940 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo Único

E lá estava nosso pequeno Donghae deitado entre os cobertores fofinhos, quentinhos, e mais todos os “inhos” imagináveis. O pijama de ovelhinhas completamente amarrotado bem como o cabelo, que, até então, parecia um ninho de passarinhos.

Seria mentira dizer que Hyukjae não tirara inúmeras fotos para colocar como plano de fundo no celular — possivelmente passaria horas olhando para as imagens do amado. Um suspiro caloroso abandonou o mais velho, que decidira acabar com a “festinha” do outro.

— Ei, dorminhoco — chamou, beijando a bochecha macia do mais novo. — Hae — a destra acariciava a barriga exposta pelo pijama, arrancando um suspiro de deleite e um acalentar nos braços do namorado. — Acorda, amor — sorriu ao ouvir a lamentação do menor.

Só mais um pouquinho — pediu ao esconder o rosto no pescoço do maior, entrelaçando os dedos de ambos.

— É sábado, Hae — falou.

— E?

— E ‘tá o maior solzão lá fora — beijou a testa do pequeno. — Um ótimo dia ‘pra andar de patins — revelou o objetivo, fazendo Donghae se levantar em um salto da cama.

Há um mês que ele não tocava — na “querida assassina de canelas” como batizara carinhosamente — nos patins, pois Hyukjae ficara com medo que se machucasse mais gravemente e, então, para evitar qualquer receio que seu namorado barra bebê não se ferisse, ele pedira carinhosamente para que Donghae ficasse sem utilizá-lo.

— Ah! — Soltou um grito de alegria, indo até ao banheiro com os braços levantados.

Idiota — resmungou, rindo da felicidade exagerada do menor. — Quer ir ao parque perto da nossa casa ou no centro?

— Centro — gritou.

— Certo, certo — andou até o guarda-roupa para pegar um moletom confortável e uma bermuda mais solta, vestindo-se à medida que esperava o castanho escovar os dentes. — Vou arrumar as coisas enquanto você se veste, ok?

— Ok — gritou, jogando um pouco da água gelada no rosto.




O castanho tentava se equilibrar sobre as rodinhas enquanto sentia as mãos firmes do moreno em sua cintura, tentando deixa-lo seguro.

— Hyukkie, assim eu não vou andar — afirmou ao se soltar do aperto do namorado. — Não vou cair e me machucar como da última vez — pôs um bico nos lábios, arrancando um suspiro frustrado de Hyukjae.

— Eu sei, eu só... — soltou o ar pela boca.

— ‘Tá preocupado — completou, afastando-se devagar. — Vai ficar tudo bem. Pode andar, se quiser, eu vou continuar aqui.

— Tudo bem — concordou emburrado, porém se aproximou do menor para beijá-lo antes de prosseguir com a caminhada. — Já, já eu ‘tô de volta — murmurinhou.

— Vai lá.




Donghae esperava sentadinho em um banco de pedra, movendo os pés — livres do aperto e do calor causado pelas botas acolchoadas — de um lado para o outro enquanto possuía um ar emburrado, com as bochechas infladas e um bico no lábio inferior. Resolvera descansar depois de tanto tempo patinando e com aquele solzão queimando até os neurônios.

Há alguns instantes — aproximadamente quarenta minutos — ele mandara uma mensagem para o moreno bonitão que chamava de namorado, esperando que Hyukjae resolvesse dar o “ar da graça” para que fossem embora, mas pelo visto não era o que ia acontecer.

Os orbes castanhos vagavam por toda a imensidão verde que detinha pelo parque, procurava incansavelmente pelo maior. Queria descansar, poxa, ou, quem sabe, antes de voltarem para casa dar uma voltinha com os ded...

Quem é aquele ‘vaco’? — semicerrou os olhos ao avistar Hyukjae conversando intimamente com um moleque.

Notou como aparentemente o moreno nem lembrava de si ou sequer pensava que demorara tanto para retornar até onde estava. Inflou mais as bochechas, ficando irritado por entender que Hyukjae não estava nem aí.

O castanho sentiu uma pressão atingir o coraçãozinho, deixando-o cego de raiva. Não estava com ciúmes! Só ficou chateado por ser esquecido durante horas, uma vez que nem as mensagens que mandara, surtiram efeito. Soltou o ar que prendia devagar — e apenas percebeu que o prendia quando sentiu uma tontura.

Fitou o chão enquanto refletia se valia a pena fazer algum showzinho e, em sua única conclusão, ele percebeu que não. Donghae balançou a cabeça em negação, tomando os patins em mãos, andando para o lado oposto do parque — e consequentemente de Hyukjae.

Precisava respirar.




Já era noite quando Donghae chegou em casa — claro que horas mais cedo recebera inúmeras mensagens do companheiro e, por fim, um último aviso que o esperava em casa para que pudessem conversar.

E, obviamente, Hyukjae ficou confuso com as faltas de respostas por parte de Donghae, uma vez que não imaginava o que acontecera para o outro agir tão distante — e ele só foi conversar com um amigo que não via há anos, detalhe: ele estava muito bem casado e obrigado, dando até algumas ideias para que o moreno pedisse a mão do namorado.

O castanho notou o moreno sentado no sofá, degustando algum vinho ‘caro’ à medida que aguardava por notícias suas e fitava algum ponto específico da sala parcamente escura. Um suspiro abandonou as narinas do mais novo, atraindo a atenção do outro que logo ficou de pé.

Neném — Hyukjae caminhou até o namorado, prendendo-o num abraço aconchegante (ao menos para o moreno era) e o enchendo de beijos na bochecha. — Estava preocupado.

— Uhum — concordou porcamente, livrando-se dos braços do mais velho. Aos poucos o maior pôs uma careta no rosto, indagando sobre o que havia feito para que o outro se comportasse daquela forma. — Vou tomar banho.

— Donghae.

— Agora não, Hyukjae — sussurrou, largando os patins no início do pequeno corredor.

— Mas...

— Agora não — parou, fitando a porta que o levava até o quarto, murmurando devagar o que falou anteriormente.

Hyukjae respirou fundo, concordando com a cabeça — mesmo que Donghae não visse — enquanto caminhava de volta para o sofá e a taça de vinho. Um olhar triste pairou sobre as costas largas do mais novo, sendo levado a balançar a cabeça mais uma vez, porém para acalmar os pensamentos confusos e medonhos que lhe invadiam.

Tomou o celular em mãos, enviando uma mensagem para o pseudo-melhor-amigo.

Hyukjae: Advinha quem ‘tava morto de preocupação com o namorado e praticamente tomou um banho de água fria quando ele chegou em casa.
Yesung: Eu sei que vai parecer meio óbvio, mas você. Que merda você fez agora, Hyukjae?
Hyukjae: Vai parecer meio inacreditável, mas nada.
Yesung: Hm, se não fosse nada, ele não agiria assim. ‘Cê sabe. Eu sei. Todo mundo sabe.
Hyukjae: ‘Mermão’, eu fui ao parque e depois conversei com o Kyuhyun.
Ah, que droga...
Yesung: Não queria dizer, mas acho que é ciúmes (emoji assustado), spoiler warning.
Hyukjae: Se você não me avisasse, rapaz, eu não sabia o que seria da minha vida. Obrigado pela parte que me toca, Yesung.
Yesung: ‘Tô aqui ‘pra isso. Sempre que precisar. Porém, nesse exato momento, você precisa se resolver com o “neném da mamãe” e não receber uma chuva de sarcasmo. Vai pela sombra.

— Imbecil — falou, largando um sorriso no rosto, depositando a taça e o celular na mesinha de centro. Aspirou fundo antes de levantar e caminhar até o banheiro (ao mesmo tempo que retirava as roupas do corpo), notando um Donghae completamente largado e perdido em pensamentos em baixo do chuveiro.

Sutilmente ele abriu o box, pondo-se atrás do namorado à medida que passava os braços pela cintura do pequeno, dando-lhe um pequeno susto.

Me larga — mandou, tentando se livrar do abraço que recebia. — Hyukjae, eu ‘tô avisando.

— Eu te amo, Hae — sussurrou contra o ouvido do castanho, observando a nuca ficar arrepiada.

— Que legal, isso é bem importante e muito bom de saber.

— Neném, — começou, beijando atrás da orelha de Donghae — o que eu fiz ‘pra você agir assim?

— Nada — tentou novamente se retirar do abraço.

— Se não fosse nada, você não estaria assim — constatou ao entrelaçar os dedos de ambos. — Me diz, amor.

Que tal me largar durante horas no parque, que, supostamente, erámos ‘pra passar o dia juntos ou quando você retornou com a porra de um ami... — foi interrompido ao ser virado bruscamente e sentia os lábios de Hyukjae nos seus. — E nem teve a consi... — tentou retomar a fala quando se separaram do beijo, mas outra vez foi calado pela boca do namorado.

Desculpe — murmurinhou de olhos fechados, unindo as testas e, vez ou outra, o nariz passeando pela face do outro.




Donghae ressonava tranquilamente enquanto apoiava as costas contra o peito de Hyukjae, as pernas estavam emboladas e os dedos entrelaçados, porém, completamente envoltos de uma manta quentinha, deixando-os absortos numa áurea de amor. Por vezes o mais velho deixava um beijinho no topo da cabeça do mais novo, fazendo-o se aconchegar mais em seus braços.

Te amo, ciumento — disse ao encostar na cabeceira da cama, assistindo o filme que passava num canal de desenhos.

Não sou — respondeu sonolento, arrancando um riso do moreno.

— Meu neném ciumento.

Hyukkie... — exprimiu manhoso.

25 de Junho de 2018 às 18:44 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Raíssa Kreppel Ficwriter floppada. Ativista do só sei que nada sei. #SuperJunior.

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~