Uma canção de amor, uma história de espião Seguir história

yukilopez2301 Val�ria Oliveira

Um acidente de carro acontece e Hinata Hyuuga fica órfã de mãe. Um ano depois seu pai se casa com outra mulher, que assim como sua filha, torna sua vida um inferno. Aos quinze anos Hinata é vítima de bullying em uma festa e não suportando mais tantas humilhações, decide ir embora. Entre indas e vindas reencontra seu primo Neji na Europa, onde descobre que ele é espião de uma organização secreta. Hinata se junta à essa organização e retorna cinco anos depois como cantora, mantendo sua identidade em segredo. Com o seu retorno, descobre muitas verdades, inclusive sobre o acidente que matou sua mãe.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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O pior aniversário


Bem, depois de muito pensar, resolvi publicar esta história aqui também. Espero que gostem.



Hinata tinha apenas três anos quando sua mãe morrera em um acidente de carro. Na época, contaram que ela estava no carro com um homem desconhecido, e más línguas espalharam por Konoha, a cidade onde moravam, que os dois eram amantes. 

Como desgraça é pouca, um ano depois do acidente, Hiashi Hyuuga se casara com outra mulher, uma não muito bonita por sinal. Tinha cabelos loiros pálidos e olhos de um estranho tom vermelho, que tinha uma filha muito parecida com ela. Chamava-se Shion, e tinha a idade de Hinata. A mulher, chamada Nami, nem chegara direito na casa e já tinha concebido um ódio mortal à Hinata e à sua irmã Hanabi, que ainda não tinha nem um aninho completo. Inventava todo tipo de história ao marido, dizendo que Hinata, principalmente, era um mau exemplo para Hanabi e Shion, que ela só fazia coisas erradas, e outras mentiras. A menina vivia a se desculpar e a se desesperar; mas a bruxa tanto falou, tanto fez, tanto disse, que Hiashi decidiu ignorar por completo a existência da filha mais velha, desprezando-a por completo e não se importando com o que acontecia com ela.

Mesmo depois de ter conseguido esse feito, a madrasta não descansou e passou a falar mal da menina e da mãe para todos, inventando mentiras e outras barbaridades. O povo então passou a olhar a pobre menina com maus olhos, como se ela fosse o fruto de um crime. Hinata cresceu ouvindo a madrasta e o povo falando mal de sua mãe e dela, sendo maltratada e humilhada, não tendo ninguém a quem recorrer, tendo apenas a irmã do seu lado, que assim como ela, não acreditava que a mãe tinha sido uma mulher qualquer.

Os Hyuuga eram uma família rica e próspera, dona de uma empresa de carros de luxo, a Hyuuga Motors. Mesmo morando em uma mansão grande e luxuosa, Hinata não tinha direito nem a um quarto decente. Dormia em um quartinho de empregada, que ficava nos fundos da cozinha, pois a filha da madrasta tomara o seu por ele ser “melhor” do que qualquer um. Além disso, Hinata era obrigada a manter limpo o quarto da meia-irmã, e se desobedecesse, a madrasta a fazia passar fome. Tanto ela como a filha nunca disseram nem fizeram nada à Hanabi por que Hiashi gostava muito dela.

Essa situação perdurou até os quinze anos de Hinata, quando tudo começou a desandar para ela.

Hinata era uma moça linda, doce, boa, tímida e gentil. Mesmo com pouca idade, já era quase uma mulher: seus longos cabelos negros azulados batiam na cintura fina e delicada, os seios eram meio grandes, as coxas eram grossas e torneadas, os lábios eram pequenos e vermelhos, seus olhos eram perolados como os do pai e da irmã, e a pele era alva e macia. Diferente de Shion, que parecia um cabo de vassoura mesmo com os cabelos bem tratados, e sua personalidade era fria, dissimulada e invejosa assim como a mãe.

Tanto na escola como em casa a magrela se achava no direito de maltratar e humilhar a Hyuuga, que nunca lhe fizera nada de mau. Falava mal dela para todos os alunos, pondo nela os defeitos que a própria Shion tinha. A menina só tinha duas únicas amigas, as únicas que não se importavam com os comentários maldosos: Sakura Haruno e Temari no Sabaku.

Apesar de tudo o que passava, as humilhações, o desprezo do pai, os maus tratos da madrasta e de Shion, Hinata tinha um grande sonho: ser uma cantora muito famosa e de sucesso. Cantava tanto em japonês, sua língua, como em inglês e espanhol, a língua em que mais se especializou. Suas amigas a apoiavam no seu sonho, mesmo tendo sonhos diferentes. Sakura queria ser médica e Temari dona de uma boate para dançar pole dance e dança do ventre,ter a melhor boate de toda a Konoha.

Na manhã de seu aniversário, Hinata acordou logo depois de ter sonhado que estava em um palco amplo e cheio de efeitos especiais cantando para mais de 100.000 pessoas, que gritavam seu nome. Quando deu por si, viu sua irmã Hanabi sentada ao seu lado na cama simples, sorrindo.

— Ohayo Nee-sama – cumprimentou a jovem morena.

— Ohayo Hanabi – disse ela em resposta, bocejando – Não era para você estar se vestindo para ir à escola mocinha?

— Estava esperando você acordar para te dar seu presente de aniversário – disse isso e pegou um embrulho cor de rosa a seus pés, entregando-o à irmã – Feliz aniversário Nee-sama.

— Ah, obrigada Hanabi – Hinata a abraçou, feliz, pois imaginava que ninguém ia se lembrar do seu aniversário.

— De nada Nee-sama, você merece. Mesmo que o papai e a Nami-sama nunca se lembrarem do seu dia, eu sempre vou lembrar.

— Você é a única que se lembra irmãzinha – disse a Hyuuga mais velha acariciando seu rosto – Não tenho festa de aniversário desde que a mamãe morreu.

— O papai não devia te desprezar tanto Nee-sama, você nunca fez nada de errado.

— Tente dizer isso à ele – retrucou, se levantando e indo guardar o presente no guarda-roupa – A Nami-sama faz de tudo para me prejudicar, e sempre consegue. Estou acostumada com isso, com todo esse desprezo.

— Você, suas amigas e eu podíamos fazer uma pequena comemoração ao seu aniversário, o que acha? - sugeriu a menina, mas Hinata cortou logo.

— É melhor não, sabe que Nami-sama não suporta minhas amigas. Agora vá se vestir, está na hora da escola.

— Está bem – e dando um último abraço na irmã, Hanabi foi para o seu quarto no andar de cima.

Depois de tomar banho e vestir seu uniforme de escola, Hinata foi para a cozinha tomar café, quando topou com seu pai. Ele havia acabado de comer, e ignorando a presença da filha, como de costume, saiu. Hinata sofria com tanto desprezo, mas nada podia fazer para remediar isso.

Na cozinha as empregadas fizeram um café especial para Hinata por ser seu aniversário. Meia hora depois a madrasta apareceu e viu o que ela estava comendo: bolo, salada de frutas e sorvete de morango. Hanabi espiou pela porta.

— Por acaso você tem algum privilégio acima de nós, menina? - perguntou azeda – Comendo coisas melhores que mim e minha filha, que só comemos waffles e torradas? - cruzou os braços enraivecida. Uma empregada tentou explicar:

— M-mas senhora... nós só fizemos um café diferente para Hinata-sama por ser...

— Não interessa. Minha filha, meu marido e eu temos mais direitos à melhores refeições que essa daí – dizendo isso, despejou a taça de sorvete na cabeça de Hinata, que gritou como se estivesse agonizando. A empregada ficou chocada, Hanabi ficou revoltada. A bruxa ainda estilhaçou a taça no chão e falou:

— Isso é para que você aprenda que você não é nada além de uma porcazinha malcriada. E depois de chegar da escola, lave e passe as roupas de Shion. E limpe isso! - apontou para os cacos da taça e saiu. Hanabi foi ajudar a irmã a se limpar na pia enquanto a empregada pegava os cacos e jogava no lixo. Hinata tremia de raiva e a custo segurava os soluços.

— Aquela bruxa! - disse Hanabi enraivecida – Quem ela pensa que é pra te agredir desse jeito? E por causa de uma bobagem!

— Eu não sei mais o que eu faço Hanabi – chorou a morena enquanto secava os sedosos cabelos – Não sei por quanto tempo vou aguentar mais tanta humilhação.

— Um dia nós vamos embora daqui Nee-sama – disse a outra em tom definitivo – O Neji prometeu que viria nos buscar, lembra?

Neji, o primo delas, morava na Europa desde os doze anos com um parente por parte de sua falecida mãe depois da morte de seu pai, que fora irmão gêmeo de Hiashi e também um homem muito rico. Seu tio lhe arranjara uma bolsa de estudos para fora do país, porém o menino prometera voltar para buscar as primas, pois não aguentava as humilhações que Nami e Shion impunham à Hinata. Contudo, isso já tinha cinco anos.

— Nem sabemos quando o Neji vai voltar, Hanabi. Talvez até lá eu já esteja longe.

Nem andar no carro da família Hinata podia, já que a madrasta proibiu também. Por esse motivo Hinata ia à pé para a escola, a Konoha High School, a melhor da cidade. Ficava à três quarteirões da mansão, mas a menina já estava acostumada a ir de pé. Por onde passava via as pessoas cochichando sobre ela, e ela não se importava, afinal, eram apenas fofocas.

Encontrou com suas amigas no pátio da escola, estas lhe desejando um feliz aniversário assim que a viram. A moça agradeceu e ganhou delas um cartão, uma caixa de bombons e um par de brincos com formato de gatinhos. Estavam conversando animadamente quando Shion se aproximou com suas comparsas, Karin e Ino Yamanaka. Os sorrisos nos rostos delas desapareceram ao vê-las ali.

— Olha só quem está aqui – disse a magrela com sua voz enjoada – E nos trouxeram presentes, que gentileza.

Antes que elas pudessem impedir, Karin e Ino tomaram os bombons e os brincos e os entregaram à chefe.

— Ei, isso é nosso! - reclamou Temari. Os alunos ao redor viam tudo e cochichavam.

— Correção: era de vocês – falou Ino com deboche. Shion olhou para as coisas em suas mãos e fazendo uma careta de nojo jogou-os no chão.

— Ai, que coisa cafona. Chocolate que não é nem importado e brincos toscos de aço. Vocês pobres hein, francamente.

— Nos deixe em paz Shion, não estamos fazendo nada contra você – disse Hinata séria. A outra chegou perto pé ante pé, um olhar ameaçador que não intimidou a Hyuuga.

— Você não é ninguém pra me dizer o que fazer Hyuuga – falou com desprezo – Ninguém. Uma nada. Uma vergonha para nossa família. Nem o seu pai olha nessa sua cara lambida – empurrou-lhe o rosto com o indicador – Você nunca vai ser ninguém. Nunca. Vai ser igualzinha à vadia da sua mãe, uma...

Hinata deu-lhe um tapa na cara antes que terminasse. Nunca sentiu tanta raiva na vida.

— Não se atreva a ofender minha mãe com essa boca imunda – rosnou. Shion olhou espantada para ela, a mão no rosto.

— Vai se arrepender por isso Hyuuga, eu te garanto! - e saiu correndo com as comparsas atrás. O sinal tocou naquele instante enquanto Sakura e Temari recolhiam os bombons e os brincos.

— Sei que me exaltei, mas eu não aguento ninguém falando mal da minha mãe – disse Hinata cruzando os braços contra o corpo.

— Deixa pra lá amiga, ela bem que mereceu – disse Sakura – Anda, temos que ir pra aula.

Hinata costumava ser calma, doce, e odiar violência, mas quando alguém ofendia sua irmã e principalmente sua falecida mãe perdia as estribeiras. Na sala de aula era uma das mais inteligentes do primeiro ano do Ensino Médio. Sempre tirava dez em tudo, e era elogiada pelos professores por ser tão esforçada.

Sentava-se atrás de Sakura na sala, e ao lado de um dos meninos mais populares da escola, Naruto Uzumaki. Assim como Hiashi, o pai do jovem loiro de olhos azuis era dono de uma grande empresa de carros de luxo, a Uzumaki Company, maior até que a Hyuuga Motors. Era um rapaz educado e cavalheiro, e os dois eram bons amigos, apesar dela nutrir sentimentos por ele.

— Tudo bem, Hinata? - perguntou ele à menina quando ela se sentou.

— Hai, arigatou – disse ela corando.

— Eu soube que hoje é o seu aniversário, então te trouxe isso – e tirou uma caixinha da mochila, entregado-a à menina, que corou mais.

— N-não p-precisava... s-sério... - falou trêmula e sem jeito.

— Que é isso, você merece. Espero que goste, ele é um pouco simples – Naruto falou simplesmente. Hinata abriu a caixinha e seus olhos perolados se iluminaram ao ver o conteúdo da caixinha. Tinha um colar de ouro com um pingente de ametista em forma oval.

— A-arigatou, Naruto-kun – agradeceu ela timidamente.

— De nada, hoje é seu dia – falou sorrindo. Hinata pôs a jóia no pescoço e viu Temari lhe lançar um sorriso de aprovação, ela sabia que a amiga gostava do loiro. A única que ficou doente de inveja obviamente foi Shion.

O dia passou tranquilamente na escola, mas foi só chegar em casa que Hinata teve seu castigo. A primeira coisa que fez ao chegar foi guardar seu material escolar em seu quartinho, porém, ao sair dele, encontrou a madrasta.

— Posso saber por que motivo bateu na Shion? - perguntou ela seriamente.

— Ela ofendeu a mim e a minha mãe – respondeu Hinata engolindo em seco.

— Como se sua mãe tivesse sido uma santa – e puxou o cabelo dela com força – Você não é ninguém para agredir minha filha moleca imunda!

— Pára, solta o meu cabelo! - gritava ela tentando se desgarrar.

— Quer que eu solte? Eu solto – e levou-a pelos cabelos até o quarto de Shion, vazio naquele momento, e a jogou bruscamente no chão. - Você vai limpar todo este quarto, tudo o que tiver dentro dele, e só vai comer quando tiver terminado tudo! Quem sabe assim você aprende a respeitar quem é melhor que uma porcariazinha igual você – e saiu batendo a porta. Hinata se levantou chorando, massageando o lado do cabelo que a bruxa havia puxado.

Enquanto limpava o quarto, Hinata pensava na vida miserável que levava. Jamais imaginou que sofreria tanto desde a morte da mãe, a qual não tinha culpa, mas de algum modo seu pai a culpava mesmo sem lhe falar. Parecia que não havia hora certa para a madrasta e a meia-irmã a humilhar e maltratar; nada faziam à Hanabi por que seu pai não admitiria que sua filha mais nova querida sofresse qualquer agressão.

A pobre menina terminou a limpeza após duas horas cansativas, já que o quarto era muito grande e tinha muitas coisas, até banheira de hidromassagem. Desceu, tomou um banho, vestiu uma roupa simples e foi enfim jantar. Teve a decepção quando chegou à cozinha e encontrou à mesa um prato com duas fatias de pão e um pedaço de queijo. Engoliu seu jantar miserável e ia voltar para seu quarto quando Shion irrompeu pela porta da cozinha e não resistiu à uma zombaria:

— Espero que tenha apreciado bem o seu “jantar”. Fique feliz por não passar fome, por que é isso que você merece – e se dirigiu à escadaria. Hinata segurou as lágrimas de raiva e foi se deitar.

Antes de mais nada, foi olhar o presente que sua irmã lhe dera. Ao abri-lo, não conteve as lágrimas. Era um retrato de sua mãe, com Hinata quando tinha três anos e Hanabi ainda bebê no colo dela, as três rindo felizes. Beijou o retrato e o pôs em cima da mesinha do abajur. Em seguida, tirou o colar do pescoço, o pôs dentro de uma caixinha junto com os brincos de gatinhos e deitou-se.

Pelo menos uma alegria. Sua irmã, suas melhores amigas e o menino de quem era a fim lembraram de seu aniversário.



22 de Junho de 2018 às 16:20 0 Denunciar Insira 0
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