O fã. Seguir história

ghyun GHyun .

Jongdae, um escritor em ascensão e fã de Edgar Allan Poe, se vê no meio de uma cena de crime em um dia qualquer que tinha tudo para ser mais um dia normal, exceto pelo corpo ao seu lado na cama.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#exo #serialkiller #suchen #Chenescritor #eravitoriana #suhodetetive #alanpoe
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O corpo na cama.

Jongdae acordou e aquele tinha tudo para ser mais um dia normal, isto é, se não fosse o corpo de um rapaz ao seu lado na cama e os policiais em seu quarto.

           — Kim Jongdae, você está preso por assassinato. — um dos policiais, especificamente seu irmão, anunciou sua prisão. Era visível o espanto e decepção em seu olhar.

           — Eu não...

           — Não é o que parece, Jongdae. Por favor, não piore a situação.

           Jongdae fechou os olhos, respirando fundo, e olhou para o corpo ao seu lado, ficando paralisado ao reconhecê-lo. Sem conseguir dizer nada, deixou-se ser levado pelos policiais e só depois de algumas horas conseguiu tentar se defender.

           — Eu já falei, irmão! Eu apenas o conheço! Eu não o matei!

           Minseok, sentado em uma cadeira que havia pegado depois de todo aquele tempo tentando fazer seu irmão falar, massageou a testa e respirou fundo.

           — Jongdae, você foi encontrado na cena do crime, é o único que estava lá com a vítima, além de ter sido no seu quarto, na sua casa! — levantou-se e aproximou-se da cela. — Eu sabia que um dia isso iria acontecer, estava premeditado nos seus escritos.

           — Eu escrever sobre crimes não quer dizer que eu iria cometer algum!

           Minseok deu as costas e distanciou-se, recusando em acreditar.

           — Nossos pais tinham razão sobre você. 

           — Não venha jogar culpa nas minhas escolhas!

           — Vou colocar culpa em quê então? Foi você quem escolheu esse caminho, Jongdae! Você vive ferrado! Nunca tem dinheiro! Com muito custo consegue viver naquela casa, e vive endividado! E sobra para quem pagar suas contas? Eu! Talvez seja até bom você passar uns dias aqui, quem sabe percebe a merda que escolheu para a sua vida! Nós bem que falamos para você se tornar um policial. Papai estava apto a te colocar na academia, mas você foi contra.

           — Eu nasci para ser escritor, Minseok!

           — E com isso você só se ferra! Pessoas te odeiam! Você tem inimizade com outros autores por causa das suas críticas! Tudo isso para quê? Dizer que está seguindo seu sonho de ser um escritor que nem aquele um que você admira? Não me é estranho você acabar aqui.

           — Você não conhece as obras dele! 

           — Não preciso ler para saber que ele também escrevia sobre crimes e acabou morrendo louco!

           — O que um policial poderia saber de literatura?

           — Sei que elas fazem as pessoas criarem um mundo irreal, mas este é o mundo real, Jongdae! E você está nele, mas não no melhor lugar que poderia estar. Pense melhor, você poderia estar deste lado da grade.

           — Mas eu não matei ninguém! Quantas vezes terei de dizer isto? Eu não matei ninguém!

           — Você só sai daqui quando derem ordem, Jongdae. Até lá, reflita.

           Jongdae avançou contra a grade, tentando agarrar o uniforme do irmão, mas apenas pôde assisti-lo sair pela porta do corredor. Andou de um lado ao outro da cela, passando as mãos pela cabeça, bagunçando o cabelo, e gritou revoltado com a situação.

           Os dias se passaram e Jongdae repetia que não era culpado, que apenas conhecia o rapaz porque se encontraram algumas vezes na rua e tudo que sabia sobre ele era que se chamava Lu Han e mudou-se da China para se tornar um advogado. Graças a sua insistência e a não solução do crime, um detetive foi chamado para ficar encarregado do caso.

           Dez dias após o crime, enquanto Minseok conversava com Jongdae, o detetive chegou e se apresentou na prisão.

           — Sou o detetive Kim Junmyeon, estou encarregado de...

           Jongdae, ao ver o homem se aproximar de sua cela, aproximou-se das grades e esticou o braço para tocar seu rosto.

           — É lindo! Exatamente como...

           O detetive ficou surpreso e imobilizou seu braço contra a grade. Minseok, que presenciou a cena, apenas respirou fundo sem acreditar.

           — Como eu ia dizendo, estou encarregado do seu caso. — disse firme.

           — Poderia soltar? Está doendo. — sua voz saiu baixinha e demonstrando dor.

           Junmyeon o soltou e deu-lhe as costas, e ordenou à Minseok:

           — Leve-o para a minha sala.

           Minseok fez reverência enquanto o homem se retirava, e suspirou, olhando bravo ao irmão.

           — Você é louco.

           Jongdae o ignorou e fez gestos para que se apressasse em abrir sua cela para que pudesse sair. Quando pensou em se espreguiçar ao sair da cela, teve seus braços puxados para trás e presos com algema.

           — Não era para você me levar até a sala dele?

           — Isso não quer dizer que está livre, Jongdae. — deu um empurrão em suas costas. — Ande.

           Jongdae revirou os olhos e bufou antes de começar a andar. Ao entrarem na sala do detetive, este mandou que tirasse a algema dos pulsos do suspeito e mandou que ele se sentasse.

           — Estou sendo liberado?

           — Por que pergunta?

           — Porque, se eu estiver, aqui é mais perto da porta e posso sair mais rápido.

           — Mandei que se sentasse, senhor Kim Jongdae. — observou o escritor bufar enquanto ia se sentar. — De onde você conhecia a vítima?

           — Já falei várias vezes! Eu apenas o conhecia da rua, nos encontrávamos de vez em quando.

           — O que você sabe sobre ele?

           — Argh! Você já sabe a resposta, não irei responder novamente feito tolo!

           Junmyeon respirou fundo.

           — Não, não sei a resposta. Os policiais sabem, eu não. Tudo o que sei é que tenho uma vítima e você é o principal suspeito. Estou lhe dando uma chance de se defender, Jongdae.

           Jongdae ficou boquiaberto e olhou ao irmão, que mandou que o respondesse.

           — Ah... eu o conheci na rua, há alguns anos. Quando o conheci, ele tinha o sonho de estudar Direito e o incentivei. Algum tempo depois ele começou a estudar e se tornou advogado, e seu nome era Lu Han, só isso o que sei.

           Junmyeon respirou fundo e se ajeitou na cadeira, juntando as mãos.

           — "Um jovem rapaz do interior mudou-se para a Capital em busca de seu sonho de ser advogado. Com um futuro brilhante pela frente, ele iniciou os estudos, porém, algo terrível lhe aconteceu certa noite. No dia seguinte, os policiais o encontraram na casa de um homem — um escritor que sonhava ser reconhecido —, em seu quarto, em sua cama. E o escritor? Este se viu sendo acusado de algo que não tinha culpa e agora teria de provar que não era culpado de tal crime.". Isto te lembra algo, senhor Jongdae?

           O escritor levou algum tempo para conseguir respondê-lo. 

           — O meu conto... 

           — Agora vê a semelhança? Senhor Jongdae, lhe dei uma chance de se defender porque notei a semelhança do seu conto com o que houve.

           — Você é um fã?

           — Não.

           — E ainda assim leu.

           — Estava no jornal e eu não tinha mais nada para fazer.

           — Faz mais de um mês que foi impresso e você ainda se lembra dele.

           — Minha memória não é ruim, senhor Jongdae, e confesso-lhe que fiquei curioso para saber quem é o assassino. Quando sairá a continuação?

           — Não terá continuação, ele já acabou.

           — Como? Quem é o assassino?

           — Não tem, ele nunca foi descoberto.

           — Hum... Uma pena. — encostou-se na cadeira e respirou fundo. — Senhor Jongdae, diferente do seu conto, aqui nós temos um assassino real e eu não creio que seja você.

           — Finalmente alguém que acredita em mim!

           Junmyeon pigarreou para chamar-lhe a atenção.

           — Eu não crer não quer dizer que você está inocentado totalmente. Por acaso já ouviu falar de Beladona?

           — Beladona? Não. O que é?

           — Beladona é uma planta, sua folha é venenosa e seu fruto mais ainda. Foi encontrado uma folha dessa planta dentro da boca de Lu Han. Vasculhei sua casa e não encontrei nenhum vestígio de que você tivesse a planta. Apenas queria confirmar se você a conhecia. — deu um pequeno sorriso ao ver a cara de desânimo do escritor.

           — Argh! Eu estou muito puto com essa situação! — levou um tapa do irmão na cabeça.

           — Tudo bem. — Junmyeon avisou ao policial ao ver que estava repreendendo por mal linguajar.

           — Alguém armou para mim? — perguntou passando a mão na cabeça onde havia levado o tapa.

           — Por que acha isso, senhor...

           — Pare de me chamar de senhor! E, se não fui eu quem cometeu o crime, quem pode ser? Por que colocaram o Lu Han na minha cama? Por que eu? Por que estão tentando me incriminar?

           — Com o tanto de inimigos que tem, não é de se espantar que isso aconteceria alguma hora. — Minseok comentou.

           — O senhor tem inimigos, Jongdae? 

           O escritor fez uma cara de desgosto e encolheu-se na cadeira.

           — Alguns.

           O detetive olhou para o policial.

           — Talvez metade da cidade. — Minseok respondeu.

           Junmyeon fez cara de espanto e respirou fundo.

           — Bem, agora sabemos que pelo menos metade da cidade pode ser o assassino.

           — Você acha que ele pode atacar novamente? — Jongdae questionou.

           — É provável, teremos de esperar para ver. Enquanto isto, Jongdae, você está livre, mas, se eu suspeitar de algo sobre você, irá voltar para cá. Entendeu?

           — Sim.

           — Ótimo. Já pode ir.

           Jongdae levantou-se da cadeira e fez menção de sair, porém, uma ideia lhe surgiu.

           — Ah... — disse ao chegar na porta e virou-se, vendo que tinha a atenção dos dois oficiais. — Sei que sou apenas um escritor, como muitos dizem... — deu a indireta ao irmão. —, mas talvez eu possa ajudar.

           — Com o que você poderia ajudar? — Minseok perguntou.

           — Não sei.

           — Se souber de algo, Jongdae, me avise. — Junmyeon pediu para não desanimar o escritor. — Pode ir.

           Assim que Jongdae saiu, Minseok fechou a porta e aproximou-se da mesa do detetive.

           — Realmente crê que ele não é culpado?

           Junmyeon mergulhou a caneta no tinteiro e suspirou, olhando ao policial.

           — Talvez eu possa estar enganado, mas ele não me parece um sujeito que seria capaz de cometer um crime, independente do que ele escreve. Você não se dá muito bem com seu irmão, não é, Kim Minseok?

           — Como sabia?

           — Verifiquei a ficha dos policiais e notei que você é irmão do suspeito. Por que não se dão bem?

           Foi a vez de Minseok respirar fundo antes de falar.

           — Sou cinco anos mais velho que ele. Tenho trinta e dois anos, e ele vinte e sete. Sempre quisemos que ele se tornasse algo melhor, meu pai, na época, estava apto de colocá-lo na academia para se tornar um policial, mas ele recusou. Eu já estava terminando e iria ajudá-lo com o que fosse necessário, mas ele já tinha enfiado na cabeça há muito tempo de que queria se tornar um escritor, que queria seguir os passos do autor favorito dele.

           — Edgar Allan Poe?

           — Sim.

           — Pelo pouco que li, seu irmão parece ser um bom escritor. E Poe, pelo único poema que li, também era.

           — Se Jongdae queria seguir os passos do Edgar, não precisava seguir também a falência.

           — Todo mundo precisa começar de algum lugar. 

           — Só espero que ele não tenha o mesmo fim.

           Junmyeon suspirou e fez sinal com a mão para que ele saísse.

           — Pode ir, Minseok, tenho trabalho a fazer.

           — Sim, senhor.


           Jongdae passou em casa para se arrumar antes de ir ao seu local de trabalho. Há alguns anos trabalhava em um jornal, onde publicava seus contos e críticas literárias, e ganhava admiradores — e também inimigos. Ao chegar no trabalho, deixou o paletó em sua cadeira, cumprimentou os colegas e foi até a sala de seu patrão, onde bateu três vezes de leve na porta.

           — Sentiu minha falta?

           — Se sentir a sua falta significa ter de aguentar outros escritores vindo aqui querendo te matar, não, não senti.

           — Poderia ter mentido, senhor.

           — Sabe que não gosto de mentiras. Seu irmão me contou que foi preso como suspeito do crime que ocorreu. Como se sentiu na pele de um de seus personagens?

           — Então você percebeu a semelhança?

           — Sou o seu patrão, Jongdae, conheço cada palavra que você escreve. Aliás, fique sabendo que aquele autor não gostou nem um pouco do que você escreveu sobre ele.

           Jongdae deu um risinho.

           — O que posso fazer? Apenas falei a verdade.

           Ouviram alguém bater na porta e Kyungsoo, o dono do jornal, mandou que o funcionário entrasse.

           — Senhor, Jongdae, desculpem atrapalhar, mas chegou outro trecho daquele autor que assina como "X". — entregou o manuscrito à Jongdae.

           — Obrigado, Yixing.

           — Com licença.

           Assim que Yixing saiu, Jongdae voltou-se ao patrão.

           — Bem, só vim avisar que estou de volta.

           — Pode ir.

           Jongdae fez reverência e retirou-se da sala. Foi até sua mesa e sentou-se na cadeira e colocou os pés na mesa, e começou a ler o trecho que lhe fora enviado para análise. Seus colegas pararam o que faziam para ver suas reações e esperavam ansiosos por sua crítica.

           — E, então? — Zitao, um dos escritores do jornal, assim como Yixing, perguntou ao ver o colega fechar os olhos e respirar fundo ao terminar de ler.

           — Teria sido melhor eu ver um cachorro vomitar e comer o próprio vômito.

           Os colegas fizeram cara de nojo.

           — Vamos publicar? — Yixing perguntou receoso.

           — Se o Kyungsoo quiser. — entregou o manuscrito para Yixing. — A minha crítica vocês já têm.

           Yixing olhou para Zitao.

           — Você pergunta?

           — O manuscrito foi entregue para você. — deu tapinhas em seu ombro, tentando animá-lo. — Boa sorte, Zhang!

           Desanimado, Yixing suspirou e foi ver com o patrão se deveriam publicar.

           — Então, já tem algo novo escrito? — Zitao questionou à Jongdae.

           — Eu estava preso, Tao. Não deixam escrever na prisão.

           — Eu quis dizer antes disso.

           — Não. Porém, tenho um personagem em mente que promete ser grandioso.

           — Sério? Qual o nome dele? O que ele vai ser?

           — Eu estava pensando em um detetive, mas ainda não tem nome.

           Yixing saiu da sala do patrão e suspirou ao fechar a porta, e sorriu aos colegas.

           — Ele quer que publique junto com a sua crítica.

           — Sério? — Jongdae perguntou animado. — Por quê?

           Yixing aproximou-se e entregou o manuscrito para Zitao.

           — Sua vez, ele quer para amanhã. — virou-se para Jongdae. — Ele disse que estava prestes a ter a mesma reação que você ao ler. Você não tem ideia de quem possa ser esse autor?

           — Não.

           Jongdae passou as próximas horas do dia trabalhando e recebendo cobrança do patrão. Ao sair do Jornal no início da noite, passou perto do parque que era caminho de sua casa e percebeu um homem parado perto do banco alguns metros de distância, e suspirou, lembrando que não ia lá desde que havia sido preso. Aproximou-se do banco e sentou-se junto ao homem que lhe sorriu minimamente.

           — Faz tempo que não aparece. Conseguiram pegar o assassino?

           Jongdae respirou fundo e olhou para o chão a sua frente.

           — Sim. Eu só queria saber, por que ele? Por que o colocaram na minha cama? Por que eu? Sehun, acredita que ele usou o meu conto "O corpo na cama" para fazer isso? A vítima que era advogado, o suspeito que era escritor, o meu quarto como lugar do crime, só o modo de matar que diferencia um pouco.

           — Claro que sei. — sorriu-lhe, como se fosse óbvio. — E, então?

           — Ainda estão procurando o assassino.

           — Como você saiu?

           — Apareceu um detetive para pegar o caso e ele me soltou, mas ainda sou suspeito.

           — Pobre Lu Han, era um bom homem.

           — Sim. Eu só queria saber porque ele? Por que o colocaram na minha cama? Por que eu? Sehun, acredita que ele usou o meu conto "O corpo na cama" para fazer isso? A vítima que era advogado, o suspeito que era escritor, o meu quarto como lugar do crime, só o modo de matar que diferencia um pouco.

           — Como ele morreu, Chen?

           — Bem, não sei ao certo porque não me falaram, mas o detetive disse que encontrou uma folha de Beladona na boca do Lu Han.

           — Ah, entendo. No seu conto foi por veneno também, certo?

           — Sim, mas foi misturado na bebida que ele tomou no bar.

           — No seu conto, se o assassino fosse encontrado, quem seria?

           — Ah... nunca pensei nisso. 

           — Tem medo de que não encontrem quem fez isso com o Lu, não é?

          — Sim, mas o detetive disse que no mundo real o assassino é desvendado.

           Sehun deu um riso nasalado e levantou-se.

           — Foi bom conversar com você, Chen.

           — Você vem amanhã?

           — Depende de você. — deu-lhe as costas e distanciou-se. — Até logo.

           Jongdae o observou se distanciar e respirou fundo, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. Ao abrir os olhos para ver as estrelas, assustou-se ao ver o rosto do detetive lhe observando.

           — O-o que...

           — Estava indo para casa e te vi aqui.

           — Você me assustou!

           Junmyeon deu um riso, contornou o banco e sentou-se.

           — O que estava fazendo?

           — Nada.

           — Hum... Sabe que é perigoso ficar sozinho por aí enquanto tem um assassino a solta? — observou o escritor olhar para o lado, ignorando-o. — Tem uma coisa que eu gostaria de lhe perguntar, mas não quis fazê-lo perto de seu irmão. — segurou o riso ao vê-lo encarar-lhe assustado. — É, eu sei que Minseok é seu irmão.

           — O que quer saber?

           — Ah... Na hora que me apresentei, você disse que eu era exatamente como algo, mas imobilizei seu braço antes que pudesse dizer. O que você ia falar?

           — Não me lembro. — mas se lembrava, sim. Ia dizer que ele era o que imaginava para o seu novo personagem.

           — Ah, tudo bem.

           Jongdae levantou-se e avisou que estava indo embora, e fez reverência antes de se distanciar rapidamente. Alguns metros depois, percebeu que estava sendo seguido pelo detetive.

           — Por que está me seguindo?

           — Não estou, Jongdae.

           O escritor fez uma cara de raiva.

           — Não é o que parece. 

           — Não posso ir para a minha casa?

           — Quais eram as chances de morarmos perto?

           — Pequenas, eu acho. A cidade está crescendo agora, alguns lugares estão ficando caros demais, então preferi me mudar para este lado, é mais barato. 

           — Achei que policiais ganhassem bem.

           — Não é tanta coisa assim.

           — Ainda assim é mais do que eu ganho. — suspirou. — Eu deveria ter me tornado um policial, assim a minha família não ia me odiar.

           — Eu não acho que eles te odeiam.

           — Minha família é o Minseok, senhor, e você viu como ele é.

           — Ah... desculpe. — desculpou-se ao perceber que ele não tinha mais os pais. — Mas ele te ajuda, não é?

           — Sou um fardo para ele. Meus pais queriam que eu entrasse para a academia e seguisse os passos do meu irmão e do meu pai, mas recusei e me tornei escritor... e agora sou suspeito de um assassinato.

           — Poderia ser pior. — percebeu a curiosidade do escritor. — Você poderia ser o assassino.

           Jongdae ficou em silêncio e continuou o acompanhando até chegar em sua casa, despediu-se rapidamente e entrou. Acendeu manualmente as lâmpadas a gás da sala e largou o paletó no cabideiro perto da porta e tirou alguns livros do sofá para poder se sentar. Ao relaxar e estar quase dormindo, ouviu duas batidas em sua porta e foi verificar quem era, imaginando que poderia ser o detetive.

           Ao abrir a porta, não viu ninguém ali e a rua estava deserta. Estranhou e pensou que poderia ser sua imaginação, já que estava cansado, e entrou. Logo em que fechou a porta, percebeu um papel dobrado que aparentemente havia sido jogado por debaixo da porta. Pegou-o e o desdobrou, vendo uma sequência de letras sem sentido.

"SRU PXLWR WHPSR YRFH PH PHQRVSUHCRX. DJRUD H D PLQKD YHC GH WH IDCHU VRIUHU."

           Voltou ao sofá com o bilhete em mãos e tentou entendê-lo. Pensou que poderia ser em outro idioma, mas não parecia com nenhum dos que já tinha visto. Depois de vários minutos analisando o escrito, desistiu e o largou de lado.

19 de Junho de 2018 às 15:08 6 Denunciar Insira 6
Leia o próximo capítulo Aproximação.

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Lieblos 89 Lieblos 89
Enfim vou começar a ler essa fic. Logo de primeira já posso dizer que adorei sua escrita. Já tinha lido outra história sua, mas os temas são muito diferentes. O primeiro capítulo já prometeu bastante, hein. Então até o próximo.
18 de Novembro de 2018 às 18:01

  • GHyun . GHyun .
    Aaaaah ♥ Opa! Fico feliz que tenha gostado da escrita! Phosgraphein é bem diferente mesmo. Estarei torcendo para que goste dos próximos capítulos e dá histórias ♥ Até~~ 18 de Novembro de 2018 às 18:41
𝒇𝓪𝓫'𝓼 ✯ 𝒇𝓪𝓫'𝓼 ✯
Woah~ olha, adoro o Poe e essa narrativa foi tão cativante que não sei se tô exagerando mas me lembrou um pouco a ele. Obrigado por postar essa fic aqui. Vou passar a acompanhar essa história porque já fiquei muito intrigada, um abraço escritora n.n9
20 de Junho de 2018 às 19:32

  • GHyun . GHyun .
    Socorro! Sério? Fico feliz que tenha gostado e que irá acompanhar ♥ Abraço~! 20 de Junho de 2018 às 21:43
Rita Gomez Rita Gomez
Devo confessar que comecei a ler este capítulo sem muitas expectativas, mas olha, estou surpresa. Aguardo ansiosa pelo próximo capítulo! ;)
19 de Junho de 2018 às 11:22

  • GHyun . GHyun .
    haha Olha, essa história já está postada em outra plataforma e posso dizer que lá os leitores tiveram o mesmo pensamento que o seu ;) Não irá se arrepender! E os capítulo sairão rapidinhos aqui, toda terça e quinta, e na última semana terá maior frequência de atualização. Fico feliz que tenha gostado deste capítulo <3 19 de Junho de 2018 às 12:15
~

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