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Sou escrava do meu coração.

E não é poeticamente falando, não é da forma bonita.
É quando o peso em seu peito te arrasta para o fundo.

Se eu o amo? Claro que amo. Mas esse amor transformou-se em dependência. Pouco a pouco.

Os grilhões de beijos e carícias se fecharam em entorno dos meus tornozelos.

Mas o amor é livre.

É mesmo.

Mas eu não sou.


Ele sai voando por aí,
Me arrastando e esfolando por todo o caminho.


Chego em casa.

"Você o ama?", perguntam.

Cubro os roxos com as mãos e chuto os grilhões para trás.

"Claro.", sorrio.


E não poderia ser mais verdade.

7 de Junho de 2018 às 23:20 0 Denunciar Insira 0
Fim

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