Um Caso Complicado Seguir história

valdieblack Valdie Black

Clara Oswald é babá de três crianças, ela se dá bem com todos na família exceto com o tio delas, o complicado Malcolm Tucker.


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Para maiores de 21 anos apenas (adultos). © The Thick of It e Doctor Who não me pertencem. Fanfic escrita sem fins lucrativos.

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Um Caso Complicado

As crianças Watson eram muito fáceis de se lidar. Jason, o mais velho, passava a maior parte do tempo trancado no quarto sem falar com ninguém. Sally era mais agitada porém conseguia se acalmar quando ligavam a TV e o mais novo, Kevin, ainda era um bebê de dez meses.


No começo Clara Oswald sentiu-se intimidada pela família pois raramente via os seus chefes, o senhor e a senhora Watson, eles estavam quase sempre ocupados trabalhando e quando tinham tempo de trocar uma palavra com ela soava como se estivessem fazendo aquilo por obrigação. Não fosse o fato de precisarem de uma babá para as crianças eles nem estariam conversando com aquela miserável do norte.


Porém, depois de um ano convivendo com eles, Clara percebeu que no fundo eram boas pessoas e ela se apegou tanto às crianças que agora parecia até que eram seus próprios filhos. Estava ansiosa organizando a festa de aniversário do Kevin. A senhora Watson lhe dera permissão para fazer o que quisesse e Clara levou ao pé da letra. Não iria economizar com aquela festa, o pequeno Kevin teria tudo que ela nunca teve quando era criança.


Os convidados seriam apenas pessoas da família e alguns vizinhos, nada extravagante nesse departamento. Kevin ainda não tinha um círculo social muito grande. Clara teve facilidade em encontrar todos os convidados menos um.


Ela já ouviu falar muito nele, Malcolm Tucker, era o irmão da senhora Watson. Sally adorava o tio, parecia que eram muito próximos, ironicamente ele nunca vinha visitar a irmã e sobrinhos (pelo menos não até onde Clara sabia). A senhora Watson disse que o irmão gostava de ficar sozinho para “fazer as coisas dele”, não conseguia manter laços com ninguém a não ser com o próprio trabalho.


Clara logo descobriu que o tal Malcolm tinha um cargo muito importante no governo e de vez em quando era citado no jornal. Pelas fotos que viu o homem tinha cara de poucos amigos e ela não estava ansiosa para falar com ele, mas tinha de fazê-lo pois enviou-lhe o convite da festa pelo correio e não teve confirmação se ele iria na festa ou não.


Ligou para o seu escritório diversas vezes, raramente era atendida e quando era a secretária dele dizia que Malcolm estava em reunião ou fora do país ou “lidando com uma crise”. Clara sempre deixava um recado, mas suspeitava que ele nunca recebia seus recados ou ignorava-os propositalmente.


As semanas foram passando e Clara entrou em desespero pois não sabia o que dizer quando Sally perguntava se o “tio Malcolm” ia estar na festa. Merecia uma resposta daquele homem, nem que fosse uns berros. Ela conseguiu o telefone da casa dele com a senhora Watson mas novamente ninguém atendia. Todos os seus esforços eram inúteis.


Enfim lembrou-se de que poderia lhe enviar um e-mail, não pensou nisso antes porque evitava tudo relacionado a computadores. Provavelmente ele não iria responde-la, como a senhora Watson lhe avisou, mas precisava tentar. Ter uma resposta do Malcolm era agora mais uma questão de honra do que outra coisa.


Sr. Tucker,


Não sei se o senhor recebeu meu convite ou os recados que dei à sua secretária, mas sua irmã organizou uma festa de aniversário para o seu sobrinho Kevin que vai ocorrer em exatamente três dias e ela gostaria de saber se o senhor estará presente. Sally também gostaria de saber.


Aguardo retorno.


Clara Oswald.


Ela tinha ciência do quão passivo-agressivo aquele e-mail soava, mas também sabia que ele nunca iria ler aquilo então clicou em “enviar” sem pensar duas vezes. Estava prestes a fechar seu laptop quando viu que Malcolm lhe respondeu quase que imediatamente.


Estarei presente. – MT.


Clara piscou os olhos, sem acreditar. Depois do choque veio a raiva. Ela se esforçou tanto para encontrá-lo e ele nem se deu ao trabalho de escrever uma resposta maior que uma linha?! Quase respondeu o e-mail dele com sua indignação, mas pensou melhor e resolveu esquecer aquele assunto. Malcolm provavelmente era mesmo muito ocupado e ela deveria era lhe agradecer por ele ter reservado alguns segundos do seu precioso tempo para responder a babá dos seus sobrinhos.


- Canalha. – ela disse para a tela do laptop. Não importava quem era aquele Malcolm Tucker, ele iria pagar pela forma como a tratou.


********


As crianças brincavam no jardim enquanto os adultos conversavam na parte de dentro da casa. A senhora Watson segurou Kevin nos braços por alguns minutos antes de passá-lo de volta para Clara. Ela não se importou, gostava muito de Kevin e o aniversariante estava bastante animado naquele dia.


A campainha tocou e Clara já sabia que devia ser, o último convidado que faltava. Portanto sentou Kevin dentro do seu cercadinho e foi atender a porta tentando reprimir ainda mais sua raiva acumulada. Quando finalmente viu Malcolm Tucker ela ficou sem ar e quase caiu para trás tamanha sua surpresa. Isto porque o desgraçado teve a ousadia de vestir um smoking que era obviamente de grife e que combinava escandalosamente bem com seus olhos brilhantes e cabelos grisalhos bem penteados. Carregava um presente em mãos.


- Você deve ser a Clara Oswald. Minha secretária me falou de você.


Ela sentiu os pelos da nuca se arrepiarem quando ele falou o seu nome com um sotaque escocês. A senhora Watson tinha aquele mesmo sotaque, mas por algum motivo soava diferente quando o Malcolm falava. Clara queria lhe dar uma resposta grosseira, mas não conseguiu pronunciar nenhuma palavra. Sua mente foi inundada por várias emoções muito distintas.


- Tio Malcolm! – Sally gritou, acordando Clara do seu torpor.


Sally veio correndo até o tio que a ergueu do chão com um braço só e deu-lhe beijos na bochecha.


- Como vai minha garota favorita? – ele perguntou, fazendo-a rir.


- Senti sua falta, tio Malcolm.


- O tio Malcolm sentiu sua falta também, mas ele anda muito ocupado ultimamente.


- Entre, Sr. Tucker. – disse Clara. Estava um pouco aérea, como se tivesse bebido. Tinha uma imaginado um Malcolm totalmente diferente.


- Não vou me demorar. Só vim dar meu presente e dizer um “olá” pra minha irmã.


- O senhor vai para outra festa?


Aquilo explicaria os trajes desnecessariamente formais dele. Afinal, era uma festa de aniversário de um bebê não a entrega do Oscar.


- Ah, não. Só uma bagunça que preciso resolver. Eu deveria estar em Downing Street agora mas não quis quebrar minha promessa com a moça gentil que me escreveu de forma tão delicada.


O sarcasmo na voz dele foi o suficiente para fazê-la sentir raiva de novo, mas as crianças estavam presentes então não podia se exaltar.


- Entendo. Bem, Sr. Tucker, você é um homem difícil de se encontrar mas fico contente por tudo ter dado certo. Sua irmã estava muito preocupada.


- Hum... sim, ela parece preocupada.


A senhora Watson conversava animada com seus amigos e não pareceu ter percebido que o irmão chegou.


- Tia Clara foi nossa melhor babá. – Sally comentou. – Ela bonita e não grita com a gente como as outras gritavam.


- Ah, mesmo? – Malcolm perguntou.


- É, ela é mandona mas é legal.


- Eu reparei que ela é muito mandona, sim. Se não fosse pela tia Clara eu não estaria aqui hoje.


- Você devia se casar com ela, tio. Assim iria ficar com a gente o tempo todo.


- Sally, por que não vai chamar o seu irmão? – Clara interrompeu a conversa. – Ele vai querer ver o tio Malcolm também.


- Jason é um chato. – a garota reclamou, mas quando Malcolm a colocou de volta no chão ela saiu correndo em busca do irmão.


- Não precisava se vestir tão formal, Sr. Tucker. Não é esse tipo de festa.


- Não? Recebi tantos recados que pensei que era a porra do Met Gala e não uma droga de festa de um ano que o Kevin nem vai se lembrar.


Clara percebeu que sem as crianças presentes o Sr. Tucker ficava mais ácido, mas ela não se intimidou.


- Eu não teria mandado tantos recados se você tivesse respondido o primeiro.


- Quem porra precisa confirmar presença numa festa de um bebê? Ele não é o filho da Lady Diana com a porra do Príncipe Charles, é? Você acha minha agenda é tão vazia a ponto de saber o que caralhos eu vou estar fazendo daqui há dois meses? Eu nem sei onde porra eu vou dormir hoje à noite, se na minha casa ou no trabalho.


- Você podia ter me dito tudo isso desde o começo.


- Eu não te devo porra de explicação nenhuma. Quem é você? Eu nem te conheço. Devia estar com raiva da minha irmã por não ter avisado sobre mim.


Ela avisou, mas Clara não ouviu. De repente a babá se sentiu mal. Malcolm tinha razão, afinal. Ele não lhe devia resposta alguma e foi uma grosseria enorme da sua parte exigir aquilo dele.


- Desculpe. – ela pediu com sinceridade.


Malcolm suspirou e passou a mão pelo rosto, parecia que estava tendo uma enxaqueca daquelas.


- Eu entendo, certo? Não sou um troglodita. Você ama o Kevin e queria que tudo estivesse perfeito. Deus sabe que ninguém mais nessa merda de família se importa.


Clara não soube mais o que dizer. O celular de Malcolm tocou e ele o atendeu mais do que depressa.


- Tucker. – disse. – Sim, eu sei, já estou no caminho.... mas que porra, Jamie, de novo isso?! De quem foi a porra da brilhante ideia? Ah, é claro... sim, eu sabia que ele ia fazer isso. Aquele puto... diga a ele pra enfiar essa porra de artigo no mesmo lugar de onde sai as outras merdas que ele faz. Preste atenção, Jamie, ninguém vai dizer nada ao ministro até eu chegar aí... eu vou chegar quando eu chegar, certo? Estou ocupado agora com gente mais interessante.


Ele terminou a ligação sem se despedir.


- Dia difícil? – Clara perguntou.


- Só o de sempre.


Malcolm olhou em volta, procurando os sobrinhos. Clara percebeu que ele estava ansioso para ir embora e se pegou desejando que ele não fosse.


- Não estava criticando sua escolha de vestimenta, aliás. Achei... que ficou bem em você.


Ele a olhou de uma forma tal que Clara sentiu os tornozelos fraquejarem.


- Estava guardando para o meu funeral.


- Um traje muito caro pra ser enterrado.


- Não vou deixar esses abutres ficarem com meu Armani. – disse, indicando a família com a cabeça.


- Então você não tem esposa?


Clara percebeu tarde demais como aquela pergunta soou, mas Malcolm não foi irônico à respeito. Ele adotou um ar sombrio quando respondeu.


- Eu tinha, mas ela decidiu que merecia coisa melhor.


A babá assentiu e não fez mais perguntas. Devia ser muito difícil conviver com aquele homem, e no entanto tudo que ela queria fazer era passar mais tempo com ele.


- Você também merece coisa melhor. – disse, sem se referir apenas ao casamento fracassado dele.


Malcolm ergueu as sobrancelhas, surpreso. Talvez ninguém nunca tenha lhe dito algo tão gentil assim.


- Quem é você, Clara Oswald?


Clara não pôde responder pois os sobrinhos de Malcolm chegaram interrompendo a conversa dos dois. Malcolm chegou a ver o bebê Kevin em seu cercadinho e deu-lhe o seu presente (um chocalho) antes de ir embora. A irmã não chegou a notar a presença dele e ele também não se deu ao trabalho de chamar sua atenção.


A babá levou-o de volta para a porta de entrada lamentando o fato de que ele não iria ficar por mais tempo, quando Malcolm a pegou de surpresa mais uma vez.


- Escute, Clara, eu não sou uma porra de um pervertido. – disse. – Não saio por aí paquerando as babás dos meus sobrinhos, ainda por cima uma que é duas décadas mais jovem que eu.


- Três décadas.


- Duas. Não sou tão velho assim.


- Não achei que você estava paquerando comigo. – “Eu estava paquerando com você”, pensou.


- Mas você... com todo respeito... você um tesão da porra.


Clara sorriu, lisonjeada, apesar do linguajar dele.


- Obrigada. Você também não é nada mal.


- Acha mesmo?


- Acho.


Malcolm passou a mão pelos cabelos, estava pensando no que dizer.


- Escute... – ele tirou o celular dos bolsos. - ... desculpe não ter respondido seus recados, acho mais fácil conversar com as pessoas por aqui.


Clara entendeu a deixa. Ela apanhou o celular dele e salvou o seu número. Não sabia se aquilo era o certo a se fazer, uma vez que ele era o irmão da sua chefe, mas ela gostou daquele escocês chato e queria vê-lo outra vez.


Malcolm pegou o celular de volta e agradeceu pelo convite. Foi só quando Clara o viu entrar em seu carro que ela percebeu que iria demorar muito tempo até encontrá-lo outra vez.


********


A imagem do Malcolm Tucker de smoking não saiu da sua cabeça durante um mês inteiro. Ele provavelmente já tinha se esquecido dela, tinha coisas mais importantes para se preocupar, mas Clara não pensava em outra coisa exceto naquele idiota de boca suja. Normalmente ela não gostava de homens mais velhos, mas tinha alguma coisa nele...


Ela deitou-se sob as cobertas e desligou as luzes quando seu celular tocou.


- Alô?


- Sou eu. – respondeu uma voz com sotaque escocês inconfundível.


- Por que demorou tanto?!


- Estive ocupado. O que você está fazendo agora?


- Eu ia dormir, já é meia-noite.


- É? Não tinha notado.


- Mas eu não estou cansada, se você quiser conversar... – Clara mordeu os lábios, estava tão carente dele que aceitaria qualquer coisa.


- Eu gostaria de vê-la.


- Eu também, mas parece que é difícil alinhar nossos cronogramas...


- Clara, eu estou aqui do lado de fora.


- O quê?!


Ela levantou-se da cama e olhou pela janela do quarto, o carro de Malcolm estava mesmo parado do lado de fora do seu prédio.


- Como você descobriu onde eu morava?


- Você trabalha pra minha irmã, Clara, não precisa ser nenhuma porra de Sherlock Holmes pra descobrir onde você mora.


- Ah, não, a sua irmã...?


- Não faz ideia de que algo aconteceu entre nós. Bem... nada aconteceu mesmo, não é?


- Não. Nada aconteceu.


Malcolm ficou em silêncio. Clara sabia que se ela quisesse que ele fosse embora tudo que tinha de fazer era pedir.


- Você quer subir? – ela perguntou.


- Sim, por favor.


Ela abriu o portão para que ele pudesse entrar no prédio. Assim que fez isso, Clara rapidamente tirou seu pijama e vestiu algo um pouco mais sexy e um pouco menos confortável. Ouvi-o bater na porta e quase correu até ele de tão ansiosa que estava.


Malcolm não usava smoking dessa vez. Seu paletó estava aberto e a gravata desfeita, os cabelos bagunçados e a barba por fazer indicavam que aquele tinha sido um mês pesado.


- Ah, merda! Você parece a Audrey Hepburn se ela trabalhasse pra Playboy. Eu devo estar parecendo George Clooney depois de um acidente de carro. Nem pensei nisso.


Malcolm começou a dar um nó em sua gravata, tentando se fazer mais apresentável. Clara segurou suas mãos.


- Tudo bem, Malcolm, eu só queria vê-lo de novo.


- Não estou tão mal quanto pareço, Clara, eu não teria vindo aqui se... não estivesse disposto.


- Entre.


Ela puxou-o para dentro da sua casa. Malcolm fechou a porta atrás de si.


- Você gostou da minha camisola?


Clara pôs as mãos dele sobre o tecido.


- Você devia ter usado isso na festa.


- Me beije.


Malcolm fez o que ela mandou, unindo os lábios deles num beijo apaixonado. Clara gemeu sentindo o gosto da boca dele e o cheiro da sua pele. Parecia impossível que o mesmo homem que ela queria matar semanas atrás era aquele que mais desejava naquele momento. Seu corpo inteiro tinha esquentado e a região abaixo do seu ventre pulsava tanto que doía. Ela já esperou tempo demais.


- Venha. – Clara falou, interrompendo o beijo.


Ela segurou a mão dele e o levou até o quarto. Malcolm não parecia se incomodar em receber tantas ordens, talvez achasse bom ter outra pessoa no comando pra variar ou estava muito cansado para discutir.


- Sua casa é... adorável. – ele elogiou.


Clara achou graça.


- O quê?


- Nunca imaginei você usando a palavra “adorável”.


Malcolm envolveu-a nos braços e sussurrou em seu ouvido:


- O que você me imaginou fazendo?


Ele começo a beijar o seu pescoço fazendo-a suspirar, sentiu as mãos dele deslizarem até suas nádegas.


- Eu imaginei você transando comigo no banco de trás daquele seu carro... enquanto a festa acontecia. Isso não é horrível?


- Se for horrível então sou culpado do mesmo crime.


- Você não tinha tempo pra mim.


- Estou aqui agora.


Clara desvencilhou-se dele e deitou na cama de pernas abertas e encarando-o, num pedido mudo para que se juntasse a ela. Malcolm tirou o paletó e a gravata parecendo aliviado por se livrar daquilo. Ele jogou as roupas no chão junto com os sapatos e deitou-se na cama também, ficando entre as pernas dela.


Logo ela sentiu as mãos dele pelo seu corpo novamente, deslizando por debaixo da sua camisola e percorrendo suas pernas até as coxas ao mesmo tempo que beijava toda extensão do seu pescoço e tórax. Clara gemia alto, completamente entregue àquele homem estúpido que lhe deu tanta raiva no passado.


Ela desceu as alças da camisola expondo seus seios nus que Malcolm prontamente começou a beijar e chupar, passando do esquerdo para o direito. Clara ficou muito excitada e impaciente. Ela o empurrou e desabotoou sua camisa, beijando seu peito e descendo até o ventre.


- Espere. – ele disse, sem fôlego, quando Clara fez menção de que ia abrir o seu cinto.


Malcolm tirou algo de dentro dos bolsos que ela descobriu ser um preservativo.


- Deite-se. – pediu, com um tom de voz mais gentil do que o de costume.


Clara voltou a deitar-se embaixo dele e o observou enquanto ele a despia completamente. Ela mordia tanto os lábios que eles já estavam inchados. Talvez fosse o fato de que não fazia sexo há algum tempo, mas nunca desejou tanto um homem assim.


Malcolm tirou as calças revelando sua ereção. Clara esperou até que ele pudesse penetrá-la e quando isso aconteceu tentou não fazer muito barulho mas foi praticamente impossível. Seu corpo ardia como se estivesse em chamas enquanto Malcolm entrava e saía de dentro dela.


Clara deixou que ele se divertisse por um tempo, depois pegou-o de surpresa quando se levantou e o jogou na cama. Trocando de posições com ele.


- Clara!


- Puta que pariu, Malcolm, isso é muito bom... – ela disse entre gemidos.


Movimentava a pélvis, subindo e descendo em cima do pênis dele. Malcolm a segurou pela cintura com muita força. Clara sabia que estava fazendo muito barulho e provavelmente tinha acordado os vizinhos mas não se importou. Era como ela tinha imaginado e muito mais.


Clara sentiu todos os seus músculos tencionarem quando o orgasmo chegou e permaneceu assim até Malcolm gozar dentro dela.


- Venha cá. – ele chamou.


Ela deitou-se por cima dele e recebeu seus beijos no rosto.


- Você tem que ir embora agora? – ela perguntou.


- Só se você quiser que eu vá.


Clara sabia que estava sendo grudenta pois mal tinha um relacionamento com ele, mas por algum motivo sentia que Malcolm Tucker era posse sua e tinha ciúmes do trabalho dele.


- Não quero que vá.


Clara agarrou-se a ele como se tivesse medo que saísse correndo em plena madrugada, mas Malcolm não foi embora.


********


Na manhã seguinte ela não sabia o que dizer. Deitada na cama, observando-o se vestir, tudo parecia mais complicado sob a luz do dia.


- Obrigada por ter vindo me visitar. – ela arriscou.


- Eu que agradeço. – ele respondeu com um sorrisinho irônico.


- Quando vou vê-lo de novo? Digo... a não ser que você não queira me ver de novo. Pra mim tanto faz.


Clara evitou o olhar do outro.


- Sei... “tanto faz”... escute, Clara, minha vida é muito difícil. Eu gosto muito de você, mas se você acha que não consegue aguentar então é melhor terminarmos por aqui antes que alguém saia machucado.


- Sei que você é um homem complicado desde o começo, não entrei nessa esperando um relacionamento estável... o que eu gostaria de saber é... que tipo de relacionamento é esse?


Malcolm suspirou e sentou-se na cama.


- Eu não sei. – admitiu. – Geralmente as mulheres correm de mim quando descobrem que eu sou um monstro. Nunca pensei que fosse encontrar uma doida que realmente goste de mim.


- Então talvez seja melhor não estragar. Somos um caso apenas, nada sério.


Ele a encarou. Seu olhar era tão intenso que Clara prendeu a respiração.


- Não gosto de como isso soa. – disse Malcolm. – Parece que estamos juntos só pelo sexo.


- E não estamos?


Malcolm abriu a boca para responder, mas acabou desistindo. Ele levantou-se deu as costas para Clara.


- Desculpe, Malc. – ela falou, mais delicada. – Mas você não vai querer uma namorada, não é? Tendo que me dar explicações, me ouvir reclamar da vida, me apresentar aos seus amigos... você não vai querer isso. Além do mais sua irmã nos mataria se descobrisse sobre nós.


Ele continuou em silêncio. Tinha as mãos na cintura e ainda estava de costas.


- Talvez você tenha razão. Devíamos terminar agora, já fomos longe demais.


Clara desejou que ele fosse embora agora. Sentiu uma vontade horrível de chorar e não queria fazer aquilo na frente dele.


- Não. – disse Malcolm. – Bem... sim, nós devíamos terminar mas eu não quero. Você me faz sentir... não sei o que é... mas é bom.


Ela sorriu, sentia a mesma coisa. Malcolm virou-se.


- E não estou falando de sexo! – acrescentou.


- Eu sei.


- Você pode ser minha namorada, por que não? Fazemos escondido, enquanto ainda estamos nos conhecendo. Eu quero lhe dar satisfações e ouvir as merdas dos seus problemas.


- Nós... vamos ser monogâmicos?


- Porra, mas é claro! Eu não quero você montada em nenhum vagabundo por aí e eu com certeza não tenho tempo pra lidar com outra mulher.


- Você é tão romântico.


Malcolm se aproximou dela e lhe deu um beijo demorado.


- Sou mesmo, amor.


Clara riu da situação em que se encontrava. Dias atrás ela o detestava e agora ele era seu namorado. Malcolm Tucker, quem poderia adivinhar?


12 de Maio de 2018 às 07:14 2 Denunciar Insira 1
Fim

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Andre Tornado Andre Tornado
Oi Valdie! Olha que surpresa - um exclusivo para esta plataforma! Então vamos lá a comentar esta pérola. Primeiro, notei o teu esforço de tradução do vernáculo muito próprio do Malcolm Tucker, mas ficou perfeito, porque eu consegui retraduzir (!) na minha cabeça e estava a ouvi-lo falar em inglês com aquele sotaque fechado e bruto dos escoceses mais espirituosos e rebeldes. Perfeito, volto a dizer. Depois a aproximação entre a Clara e o Tucker foi inusitada, sem lamechices e completamente maravilhosa. Muito animalesco, muito cru, mas incrivelmente... romântico. Um contrato sem condições! E que melhor maneira de se começar quando duas pessoas se entendem perfeitamente assim. Também adorei a análise dele da festa - realmente, o homem tem toda a razão. É só a festa do primeiro aniversário de um pirralho! mas foi vestido com um Armani só para provocar. Gosto desse homem! História magnífica, um belo presente para este sábado! Parabéns! Beijo!
12 de Maio de 2018 às 05:41

  • Valdie Black Valdie Black
    Oi! Sim, não existe a categoria de The Thick of It nos outros sites, mas tudo bem porque é mesmo uma série adulta demais. Haha sim, não apenas isso mas os xingamentos dele são geralmente bem elaborados, o que é muito difícil de fazer porque não tenho a mente brilhante de Armando Iannucci e sua equipe de roteiristas mas tentei. Malcolm realmente não é delicado e um romance não podia ser, Clara não se importa com esse jeito dele. Na verdade, ela até gosta. E tem como não gostar? É um babaca adorável, esse Malcolm. Obrigada pelo comentário! =*** 12 de Maio de 2018 às 10:12
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