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darklicious10 Darklicious10

Alura não era uma pessoa muito ligada a coisas fantasiosas como carma, em compensação era extremamente azarada. Para ela todo aquela confusão não passava de um mal entendido, estava apenas no lugar errado e na hora errada. Para ele, ela havia se tornado o seu mundo, tudo aquilo que ele almejava numa única mulher e agora estava em suas mãos fazê-la acreditar nele. O que era uma tarefa complicada, Alura Murray era uma mulher dura na queda. Mas, para o seu azar, Clark Kent era um homem persistente e apaixonado. Ele era seu inferno deliciosamente particular. (Clark Kent x Oc/Superman x Oc/Kal-El x Oc)


Erótico Para maiores de 18 apenas.

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I

    Alura não era uma garota muito inteligente, ao menos era o que sua mãe sempre afirmava quando a via, mas mesmo Alura tinha uma percepção muito boa, como, por exemplo: Ela sabia que hoje não era seu dia. As segundas-feiras nunca eram. E na cabeça dela tudo começou quando esquecera que havia arremessado seu despertador barato janela afora na manhã anterior e esquecera também de comprar um novo, se atrasando para seu trabalho, seguido de um chuveiro inesperadamente queimado, um secador maluco preso em seus cabelos revoltos e um inexplicável tombo enquanto vestia apressadamente suas calças, bem doloroso, diga-se de passagem. Mas ela só teve a certeza absoluta do péssimo dia que teria quando o ônibus qual esperava a vinte e cinco minutos seguiu direto por ela, ignorando seu sinal, sujando suas pernas de lama ao passar por uma maldita poça e pior; Ela estava com sua melhor calça, e a essa altura já estava longe demais de casa para desistir do seu já falido dia e voltar aos cobertores, então, suspirando em derrota, ela bateu as mãos nos bolsos procurando um dos seus refúgios quando seus piores dias apareciam repentinamente. Enrijeceu em seguida. Havia deixado seus fones de ouvido em cima da cabeceira da cama.


    Tinha ciência que seu dia só havia começado e quarenta minutos depois, suada, descabelada e suja frente ao seu trabalho, se surpreendeu ao ver seu patrão rabugento e pervertido lhe avaliar dos pés a cabeça na entrada do prédio esperando por ela com seu olhar repugnante. A morena não imaginava o que diabos se passava na cabeça do seu chefe sempre que ele a olhava mas sabia que coisa boa não era, afinal, nada de bom pode vir de alguém que tem cinco ex-esposas, todas depressivas e paranóicas.


Engoliu em seco.


    Não se considerava uma pessoa medrosa. De fato nunca passou por muitas situações arriscadas em sua vida para que provasse isso mas sabia que não o era; entretanto, ali estava James Clinford, o homem mais repugnante que conhecera na vida, com toda sua postura exalando arrogância frente a porta de entrada do prédio qual trabalha, fumando, e ao passar por ele sentiu sua respiração ficar presa na garganta.


— Parece que alguém não precisa mais de um emprego - desdenhou sorrindo, mostrando uma série de dentes tortos, amarelados e um tanto quanto afiados para um ser humano. A moça engoliu em seco pela segunda vez em menos de trinta segundos, desviando de um anel de fumaça que o homem soprou em seu rosto.


— Desculpe o atraso senhor Clinford, perdi o ônibus. Não irá se repetir - segurou a tosse ao falar, odiava tabaco.


— Não, pequena rata, não irá. A quero na minha sala em exatos trinta minutos - sorriu novamente deixando fumaça escapar entre as navalhas amareladas. Apagou o cigarro e fez uma reverência, inclinando sugestivamente em direção a si. Alura resetou - Primeiro as damas... - sussurrou debochado enquanto seus olhos passavam por seu corpo de baixo a cima, lentamente - Ou quase isso.


    Ela acompanhou o movimento lento que a língua de James fez ao passar pela fileira afiada de dentes enquanto olhava nada discreto para seus seios, imaginou se na terra haveria homem mais repulsivo. A bile rapidamente se alojou em sua garganta. Ao ver a oportunidade ela passou por ele tão rápida como uma bala ignorando o elevador qual ele entrara e a esperava com aparente ansiedade, dizia a si mesma repetitivamente o quanto preferiria um AVC ao ter de ficar num cubículo a sós com James, tinha certeza que isso lhe renderia mais pesadelos.


    Cinco lance de escadas depois uma ensopada Alura entra em seu pavilhão resmungando o quão a vida lhe era injusta atraindo atenções e cochichos dos seus colegas de trabalho, ainda mais suada do que quando chegou. Andou até sua pequena cabine ignorando os sussurros sobre si - de fato nunca se importou com fofocas -, jogando sua bolsa no chão, jogando a si mesma na sua desconfortável cadeira de rodinhas e ligando seu computador. Suspirou tentando fazer um coque com seus cabelos que estavam em estado catastrófico, perguntando a si mesma se o dia poderia ficar pior.


— Está atrasada! - uma voz estridente gritou perto de si quase a desequilibrando de sua cadeira. Olhou alarmada na direção da voz aguda, se frustrando em seguida.


— Bom dia pra você também, Ross -- rosnou mau humorada. Seus olhos rolaram enquanto dizia, voltando sua atenção ao seu computador.


Ross ignorou seu estado de espírito, Alura estava sempre de mau humor.


— Bom dia? Não há nada bom hoje! A repartição está um caos porque...


— Já sei, já sei, o diabo está aqui pra nos foder com seu tridente -- A cortou impaciente relembrando o curto porém rápido e desagradável encontro com Clinford a instantes atrás.


    James aparecia uma vez por semana na MídiaNews para "ficar de olho nos funcionários". Era um homem baixo, tinha seus trinta e seis anos e algumas funcionárias juravam que de boca fechada ele era até atraente, Alura não sabia se estavam zombando da sua cara ou recebiam a mais para espalhar esse disparate. Sendo herdeiro de uma fortuna vinda de gerações, James quase nunca trabalhava, e jurava de pé junto que ele ao menos sabia do que o império dos seus antepassados se tratava, sua "secretaria particular" quem estava sempre frente aos negócios. Apesar de tudo ser a favor para nunca se verem eles estavam sempre se esbarrando, e depois disso sabia que seu dia estava definitivamente perdido.


A expressão zangada de Ross mudou adquirindo um semblante divertido.


— E como a senhorita sabe disso? Andou seguindo o garanhão? --- As sobrancelhas de Ross subiram e desceram rapidamente, travessa, enquanto soltava uma gargalhada.


— Repreende essa maldição, maluca! Não, urgh! - passou as mãos nos braços para espantar o repentino arrepio que subiu por eles. Só de imaginar tendo qualquer tipo de afeição pelo homem sentia a bile novamente lhe subir a garganta - Tive o azar de chegar bem na pausa do cigarro dele.


— Oh, porra - Ross praguejou - Ele a viu chegando atrasada? Sabe que o James tem uma obsessão por você, não deveria dar motivos a ele!


— Saco, Ross, eu sei! Infelizmente eu não tenho controle sobre meu azar - massageou as têmporas de olhos fechados - O pior de tudo é que ele quer me ver na sala dele daqui a meia hora, aquele bastardo. Reze para que eu não perca esse emprego.


— Ai miga, desculpa - Ross aproximou a abraçando de lado - Tenho certeza que um dia vai dar o fora desse lugar, você é boa demais pra isso aqui.


Alura rolou os olhos entediada. Ross sempre depositava uma confiança em sua pessoa que nem ela própria tinha, sabia que não era tão inteligente quanto ela a fazia parecer, na verdade se achava um verdadeiro fracasso. Mas aceitou o elogio, afinal dificilmente venceria uma discussão com Rosaly Mary Campbell.


— Valeu, Ross - respirou fundo.


— Ah, amiga - desfez o abraço.


— Sim?


— Está atrasada pra audiência com o diabo - Alura arregalou os olhos, levantando de supetão já saindo em disparada da sua apertada sala - E lembre-se! - Ross gritou a ela - Pense sempre com positividade!


— Vá se foder, Rosaly! -- Ross riu vendo sua amiga desaparecer dentro do elevador, balançando a cabeça em negação. Não sabia responder com exatidão como sua amizade com a carrancuda e a azarada Alura começara, mas sentia um enorme apreço por ela pois sabia que dentro daquela carcaça mau humorada e desleixada havia uma grande e poderosa mulher, só precisava de um empurrãozinho.


(•••)


    Às três e meia da tarde seu expediente acabou e Alura não poderia estar mais exausta. Bateu a cabeça nos teclados a sua frente descansando a testa ali, suspirando cansada. A pequena conversa com seu patrão repugnante não fora nada agradável. Odiava admitir mas precisava desse emprego mais do que tudo, o salário era bom, o horário melhor ainda e fora o único lugar que a aceitara sem nenhuma referências e infelizmente James sabia disso, estava sempre a sua espreita. Era a segunda ameaça de despejo daquele mês e estavam apenas no dia quinze. Não tinha culpa dos atrasos, de fato sua vida era uma bagunça mas não era necessariamente por sua culpa, ela era apenas azarada... e solitária. Muito solitária. Não via isso como um problema afinal estava na cidade a apenas dois anos e era ciente que trabalhava e estudava o suficiente para não ter tempo a dedicar a amigos e festas, mas Ross estava sempre tentando a arrastar da sua casa.


— Vamos? - Ela levantou a cabeça devagar como se o peso do mundo estivesse sobre ela, olhando uma animada e impecável Ross a esperando com um mega sorriso no rosto ao seu lado. Se perguntava se alguma coisa poderia abalar o ânimo aquela mulher.


— Preciso de um café extra forte - comentou tempos depois quando já estavam saindo do prédio, parando a tagalerice de Ross qual ela não prestou atenção em nenhuma palavra. Amava a amiga mas não tinha paciência para os seus falatórios.


— Nããão, você precisa de uma dose dupla de tequila. Por isso nós vamos ao Havanna! - Alura soltou um muxoxo estressada, não estava no clima para bares e festas - Ora, não faça essa cara. Eu e você merecemos isso. Quem sabe a gente não conhece algum Deus grego?


— É segunda-feira, Ross! - exasperou-se - E eu definitivamente não estou atrás de um deus, dirás grego.


— Você está precisando de sexo, amiga. Vamos lá, beber vai te deixar mais solta!


— Não, eu estou precisando de dinheiro na minha conta e uma comida que não seja macarrão instantâneo no meu armário, por isso vou ao mercado e recomendo que a senhorita vá pra casa.


— Urgh! - Ross bateu os saltos no chão com birra - Porque eu sou sua amiga mesmo, hein? Tá, tá bom senhorita eu-não-transo-a-um-milênio, mas final de semana você não me escapa!


— Que seja. Preciso ir, vou naquele mercadinho no centro.


— Quer carona?


— Não, tô precisando andar um pouco. Até amanhã!


    Ia se virando para seguir seu caminho quando uma cabeleira loira tampou sua visão a esmagando entre os braços, dando dois beijos em suas bochechas e se afastando com um sorriso ofuscante em seguida.


— Até amanhã, Lua! -- Ross desejou animada, seguindo até uma BMW vermelha.


    Alura balançou a cabeça negativamente, se virou e seguiu seu caminho. Custava a acreditar que a charmosa e sempre animada Rosaly, entre tantos, fez amizade justo com ela que era seu completo oposto. Não entendia como uma mulher altruísta e bonita como ela poderia querer estar sempre perto de si, uma pessoa mau humorada, azarada e desleixada que colecionava cards de Yu-Gi-Oh e acompanhava pela TV os feitos extraordinários do Batman, o sentinela de Gotham City como se fosse a sua série favorita. Apesar da sua personalidade naturalmente fria ela estimava por sua amizade como nunca estimou por nenhuma outra antes. Nunca fora uma pessoa popular, não por rejeição já que as meninas da sua escola sempre querem andar com ela e os garotos estão sempre a paquerando mas porque nunca gostou de holofotes. Na verdade era uma pessoa tediante, admitia.


    Gostava da sua rotina de trabalho, faculdade, casa, mercado e vez ou outra um sábado de farra com Ross. Culpava seus pais malucos por isso. Sua mãe nunca foi um exemplo de simpatia e seu pai vivia no mundo da lua, ele é pessoa adorável mas era daqueles homens que acreditavam firmemente em aliens, teorias de conspirações e signos. Alura não sabia como seus pais chegaram a ficar juntos já que eram o oposto um do outro desde sempre e viviam brigando, assim como não sabia como chegou aos 22 anos sem nenhuma passagem pela polícia ou uso de drogas ilícitas, mas ali estava ela: Longe de casa praticamente expulsa por sua mãe, trabalhando num emprego fajuto, morando num apartamento cheio de morfo e comendo besteiras por preguiça de fazer uma comida descente, mas estava viva e independente e pra ela era isso o que importava.


    Duas esquinas a sua frente ela avistou o minúsculo mercado qual sempre fizera compras desde que se mudou para Metrópolis. Era o único lugar qual gostava de ir mesmo que fosse a quilômetros da sua casa, se sentia confortável entre as prateleiras empoeiradas do lugar, o dono era um velho rabugento da Noruega mas estranhamente ela gostava dele, talvez se identificasse. Pensava em qual gororoba inventaria pro seu jantar quando um mau estar lhe subiu a espinha e repentinamente seu corpo travou, um gosto amargo se alojou em sua boca e uma leve ardência começara entre seus seios, em cima da sua marca de nascença. Um pressentimento ruim lhe invadiu e teve que se apoiar numa parede pela tontura que a assolou, nunca havia sentido tamanha sensação em sua vida, uma mistura de adrenalina com medo. Alura sentiu suas pernas fraquejarem.


    As vezes a sua mãe tinha razão. Se ela fosse uma pessoa mais inteligente, teria voltado pra casa naquele instante.



8 de Maio de 2018 às 15:30 1 Denunciar Insira 1
Continua…

Conheça o autor

Darklicious10 Mãe. Geminiana. 19 Anos. Escritora. Fumante. Sonserina. Brasileira. ... Atualmente estou escrevendo uma Clark Kent/Superman x Oc que se chama You Rock My World, postada somente no Nyah! Fanfiction (por enquanto).

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Paloma Carla de Lima Paloma Carla de Lima
simplesmente prefeito esperando continuação
18 de Junho de 2018 às 03:30
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