Um Amor Plus Size Seguir história

sra_capitu Luzia Tôrres

A questão não era escolher entre eles, não era escolher o melhor ou saber de quem gostava, a questão era que fazia tudo parte de uma aposta, Antonella não sabia disso, mas Jimin e Jungkook sabiam e isso tornava tudo mais confuso e irritante, afinal, se apaixonaram pelo brinquedo e agora eles era a marionete nas mãos dela, mesmo que a menina não fizesse ideia disso e quisesse mesmo era distância deles. — Era ‘pra ser divertido, porque agora eu me sinto um lixo? — A pergunta era retórica. — Também quero entender. — Respondeu ao inimigo levando em seguida a garrafa até a boca e engolindo o líquido alcoólico.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas. © Todos os direitos reservados

#bullying #jungkook #jimin #taehyung #v #Park-Jimin #Jeon-Jungkook #Kim-Taehyung #Kook #Plus-Size #Gordas #Gordinhas #Kookie #Chim-Chim #Plus--Size #Bullyng
5
5056 VISUALIZAÇÕES
Em progresso
tempo de leitura
AA Compartilhar

Os ventos não estão favoráveis

 Olá! Primeira longfic sendo postada, espero que gostem

Boa leitura!


[...]


Seu coração estava palpitando forte e no seu pescoço havia bastante suor escorrendo. Correr era horrível, e que ninguém a disse ser bom. Antonella estava atrasada para sua aula de biologia, acordou apressada e vestiu-se rápida, sua sorte foi ter tomado banho na noite anterior, e como ela dorme parada e não andando, seu corpo estava limpo, não havia necessidade de banhar novamente.

Sorriu ao ver o portão aberto, correu rápida para dentro e tentou acalmar o coração. Notou que as pessoas estavam andando devagar, sem pressa, ao contrário de como ela estava. Ao entrar na sala, se deparou com poucas pessoas, sentou perto de sua amiga e tentou estabilizar a respiração.

— Você veio correndo? — a voz calma de Alice questiona.

— Sim. — Abriu o caderno e virou-o, usou a capa como um abanador improvisado. Cada vez que o ar batia em seu pescoço e testa, Antonella sentia um alívio lhe consumir. Ela odeia suor.

— Você está quinze minutos antes do horário final — respondeu com um sorriso no rosto. Antonella pensa um pouco e lembra-se da mania que sua mãe tem de adiantar o relógio, uma forma de não se atrasar para o serviço quando estava de ressaca e precisava chegar cedo no trabalho.

— Talvez minha mãe tenha adiantado o relógio. Droga. — Vê sua amiga assentir.

Passaram-se dez minutos depois que Antonella havia chegado e então David, seu melhor amigo, aparece. Era engraçado vê-lo junto com Alice – os dois se namoram. Alice com seus cabelos cacheados e castanho escuro, uma pele escura por natureza. Morena da cabeça aos pés. David com sua pele branca e cabelo liso de cor loira, um óculos de armação negra e um sorriso encantador. Eram um casal bonito, muito bonito. Antonella muitas vezes, por não querer atrapalhar o romance de ambos, saia de perto e ia ler sozinha em algum local, não foi assim que seu amor surgiu pela leitura, mas foi passando bastante tempo lendo e aproveitando do que a leitura lhe fornecia, algumas leituras até indicadas por Alice, que a paixão por tal nasceu.

— Tenho um livro muito bom ‘pra te mostrar, é sobre um mundo alternativo. — Antonella assente para sua amiga, mas desvia a tenção para o professor que entrou na sala de aula com um dos sorrisos mais felizes do mundo — o que queria dizer que os alunos estavam enrascados. Biologia era a matéria favorita de Antonella, coisa que não se aplicava corretamente para seus colegas.

— Teste surpresa! — avisa sorridente. Como ele adorava ver a cara de dor e sofrimento dos alunos, era até uma obra de arte. — Formem duplas. — Quase imediatamente as bancas começam a serem movidas.

— Odeio duplas. — Antonella deixa escapar, mas não bastante alto para ser punida.

— Eu faço com você e o David faz com algum garoto da sala — Alice diz.

— Pode ser, David? — Antonella questiona ao loiro, ele assenti, afinal, Antonella é sua amiga e não a deixaria na mão.

— Hey! Marcos, pode ser nos dois? — questiona a um moreno alto no fim da sala.

— Vou fazer com a Flávia. — David assente e olha mais uma vez para a sala. — Jimin ‘tá livre — avisa, porém a expressão de David e Antonella são ruins, ambos olham para o final da sala e veem o garoto Jimin de cabeça baixa e dormindo sobre a banca. Negam, pois de jeito nenhuma seria ele.

Seu amigo não podia fazer o teste com Jimin, eles se odiavam por natureza, quase como lobos e vampiros. Era impossível. Dessa forma, tentou livrá-lo disso.

— Faz com a Alice mesmo, eu falo ‘pra fazer sozinha. — Antonella se levantou a fim de evitar algum argumento cotra vindo de David e foi diretamente para a banca do professor. — Senhor Tomás — chama calma e com voz aveludada. Quando ganha sua atenção ela pergunta: — Posso fazer o teste sozinha?

— Negativo — responde imediatamente, a voz grossa e estrondosa saindo alta pela sala, apesar de quem ligar para a conversa deles dois. — Eu até poderia deixar, porém as folhas estão apenas para duplas, escolha alguém para começarmos logo, está bem? — Apenas com Antonella que o professor Tomás era, certas vezes, gentil, pois como uma boa aluna, ele apreciava a vontade dela de ser médica.

— Professor, não tenho com quem formar dupla — insiste. Péssima escolha.

— E Alice? — Olhou para onde a morena estava e viu David ao seu lado, então entendeu. Porém seus olhos bateram em Jimin e automaticamente ele soltou a frase. — Jimin! — gritou e acordou o ruivo. — Faça dupla com Antonella.

Os olhos da garota se arregalaram, virou-se para encarar Jimin levantando a cabeça sem entender bem a situação e voltou-se para o professor rápida. Ela desejava apenas não estar na sala de aula para poder mandar seu professor ir ao inferno. Como ele é capaz de fazer algo assim? Por acaso ele não sabe de todos os abusos que Jimin e sua turma lhe faziam?

— Professor, não — pede urgente. — Quanto vale o teste? — Ficaria sem fazer se fosse preciso, dependia apenas da nota que ele valia.

— Sete pontos. — Seu queixo cai. Como assim um teste de sete pontos? Aquilo seria impossível de recuperar com um simulado. Suspirou apreensiva.

— É o teste do bimestre? — Ele assente.

Num movimento lento, ela olha para trás novamente e enxerga Jimin torcer a cara em desgosto. O ruivo não estava acreditando que teria de aturar Antonella do seu lado. O Park olha para a janela ao seu lado, constatando que a visão de lá é mais bonita do que a sua companheira de teste. Não bastava o dia estar horrível, ele pioraria com aquele mal.

— Vá para seu lugar, Antonella — o professor mandou. — Pessoal, serão trinta questões e o teste vale sete pontos. Boa sorte. — Sorri.

Os passos de Antonella podiam ser facilmente comparados com o de quem se entrega ao carrasco, ao ser que vai lhe tirar a vida, e realmente não era tão distante assim a comparação. Caminhou até a banca que Jimin estava e puxou uma mesinha e uma cadeira para seu lado, instantaneamente o garoto se afastou, indo para bem perto da parede. Antonella sentou-se e ficou um pouco distante dele, olhando para o lado oposto donde o rapaz estava.

O professor passou e entregou a prova de ambos, duas folhas unidas, cuja apenas uma pessoa responderia. A garota colocou a prova sobre a mesa do seu parceiro e falou:

— Escreva seu nome. — Mesmo falando, não o olhava, preferia olhar para o pé de uma cadeira do que para o rosto do ruivo.

Jimin pegou uma caneta azul e escreveu seu nome, devolveu a folha a ela e então foi esquecido. Durante os trinta minutos seguidos ele não ouviu nada vindo dela. Antonella estava respondendo sozinha, o que não era nada estranho, pois se deixasse as respostas por conta de Park Jimin, com toda certeza eles tiraram uma nota muito baixa.

Com as trintas questões respondidas, e com o trato de que quem terminar já poderia sair da sala, Antonella se levantou em silêncio, seguiu para onde o professor estava, entregou o teste e foi até sua própria banca. Abriu sua bolsa e tirou um livro de dentro. Jimin observou as ações da moça e franziu o cenho ao vê-la sair da sala, logo ignorou e agradeceu internamente por ela ter se mantido calada durante aquele tempo.

[…]

Biblioteca, ah, como era bom poder ter acesso a ela sempre. Antonella é uma boa menina, portanto, ser ajudante de bibliotecária era algo que abria muitas oportunidades. Com a chave em seu bolso foi até o local e entrou, o cheiro de livros era mais intenso naquele ano, visto que novos haviam chegado. Ali, sentada em uma das cadeiras e escorada em uma das mesas, ela lia seu livro. Jogos Vorazes, era bom, não uma maravilha, mas era bom. Passou mais de uma hora lendo, perdeu-se naquela história, naquelas linhas, frases, palavras e letras. Se assustou quando percebeu que estava na hora da terceira aula.

Andando de volta pelos corredores, percebeu que no final de um deles havia um grupo de garotos, suspirou, preparou os pensamentos e encheu-os de boas coisas. Com os passos firmes e decididos, passou pelo grupo. Porém, antes que pudesse ver, já estava jogada ao chão e de joelhos, mas é claro que não foi por cair, foi por tropeçar em algo, ou alguém, especificamente.

Quase instantaneamente ouviu risadas altas e bem escandalosas, sentiu sua temperatura subir e um calor enorme atingi-la no rosto. Levantou-se e viu… viu diversos olhares sobre si, malditos olhares! Alguns de pena, alguns de curiosidade e os piores: de riso, entre eles o olhar mais caçoador ali, o de Jeon Jungkook. Antonella negou com a cabeça e prendeu os lábios. Segurou forte seu livro e foi para sua própria sala.

Entrou e esbarrou justo com quem menos queria. Jimin.

— Você não olha por onde anda? — Aquela voz bruta não chegou a sua mente, ela estava mais concentrada em segurar o choro. Mas tudo parou quando olhou para dentro da sala e viu que ela estava vazia, sem mais nada, nenhuma pessoa e nenhum livro ou material escolar, até sua bolsa não estava mais ali.

— Onde estão? — perguntou olhando o vazio da sala. A resposta que obteve não foi agradável. Uma risada para dentro e um desdenho notório foram proferidos de Jimin para ela.

— Tenta descobrir. — Com a bolsa preta em suas costas, ele saiu, mas foi para o lado oposto a saída do bloco dos terceiros anos, na verdade, ele foi até a sala vizinha.

Antonella tinha a tarefa de saber onde o restante da sala havia ido, entretanto, notou que sua bolsa não estava mais lá. Pegou imediatamente o celular em seu bolso e ligou a cobrar para Alice – estava sem crédito, o que fazer? No segundo toque a ligação foi encerrada, e esperou que ela retornasse, em vez disso recebeu uma mensagem.

Morena:

Sala de vídeo.

Ela se colocou a andar até lá, prestando atenção nos corredores como sempre. A escola que Antonella estuda é grande, possui dois andares, o primeiro ficava a sala dos primeiros anos junto com diretoria, secretaria, biblioteca e banheiros, no segundo andar ficava todas as salas do segundos e terceiros anos, como também alguns banheiros.

Era uma grande escola e mesmo sendo grande assim, era pública e a melhor da cidade.

Bateu à porta e percebeu que estava aberta, então empurrou e entrou. Foi até onde estavam seus amigos e sentou-se no lugar que eles haviam lhe reservado. A aula seria de história, mas teria apenas um filme envolvendo a época do nazismo – tinha sido uma promessa do professor de levar um filme para que assistissem.

Em determinada cena, um barulho de porta e uma luz desnecessária invadem o local. Muitos olhares se voltam para a entrada, menos o de Antonella, ela não é do tipo que perde atenção rápido. Então, uma conversa breve entre o recém-chegado e o professor inicia. Jimin é o atrasado, como sempre. Mas é deixado assistir o restante do filme.

A sala de vídeo possuí um declínio apropriado para melhor visão de filmes e apresentações. As grandes apresentações são feitas na quadra.

Enquanto Jimin sobe para sentar-se em algum lugar, repara nos olhos de Antonella, eles estão com lágrimas e ela tapa a boca e o nariz, obviamente para esconder seus lábios sendo mordidos. O ruivo volta-se para o telão e vê uma cena triste, quando um judeu é morto brutalmente. Então volta a olhar para Antonella, que fecha os olhos e derruba algumas lágrimas, mas logo as limpa. Jimin bufa achando aquilo ridículo, então sobe o declínio e se senta na última fileira.

O filme se segue quando chega no fim Antonella se encontra chocada, não esperava que O Menino do Pijama Listrado fosse tão emocionante, ficou durante um tempo parada, e lembrou do livro de onde aquele filme havia saído que infelizmente ainda não havia lido. Enxugou o restante das lágrimas e observou os alunos saírem da sala até ela criar coragem e se levantar, levando consigo seus materiais.

— Você não vem? — Alice questiona ao vê-la parar no fim do refeitório. — Não vai para casa? — Eles não teriam mais aulas durante aquele dia, duas aulas vagas de artes.

— Na verdade, planejo ficar na biblioteca. Minha mãe está em casa. — Explica o motivo. Estar na presença de sua mãe era um tanto infernal, como diria Antonella. Suportar tudo que ouvia dela exigia um grande esforço, coisa que na garota já não tinha sobrando naquele dia. Dessa forma, Alice assentiu e se despediu da amiga, assim como David.

Antonella assistiu seus amigos saírem daquela área e partiu para a biblioteca. Logo viu a senhora Flora, bibliotecária da escola, lhe sorrir, durante a tarde ela sempre estava lá. Devolveu o sorriso para ela e sentou-se em uma das cadeiras. Haviam poucas pessoas ali, e isso era bom, menos pessoas para fazerem barulhos com suas batucadas de canetas.

Respirou fundo e relaxou na cadeira. Mas relaxou por pouco tempo.

— Antonella, estou louca para tomar um café, poderia ficar aqui na bancada enquanto não volto? — Flora sofria de um vício enorme por café, mas no meio de tantos livros não ter tal vício era quase impossível.

— Sim, senhora Flora — disse fechando o livro e se levantando.

O ambiente voltou a ficar calmo depois que a bibliotecária saiu, mas batidas na porta fizeram Antonella se pôr de pé do banco em que estava sentada. Foi até a porta e abriu-a, viu o professor de física, Martin, e todos os alunos de sua sala.

— Pedi autorização na secretaria — o homem baixinho diz a ela.

Era algo muito, muito comum na escola, os professores darem aula na biblioteca. Era um ambiente bom e agradável. Para poder ir, era preciso pedir uma autorização da secretária da escola. Antonella assente e se voltou para as cinco pessoas que estavam lendo. Juntou as mãos produzindo um som abafado e falou:

— Ah, pessoal, infelizmente vocês terão de sair, o professor Martin pediu o espaço. — Ouve alguns resmungos, mas logo a sala estava pronta para os alunos do terceiro E. — Fiquem à vontade — disse. Virou-se para sair, chegou a alguns metros de distância da porta e ouviu uma voz familiar.

— Segurem-se pessoal, ela está passando e causando terremotos — Jungkook proferiu enquanto fingia cair.

— A única coisa que causa terremotos aqui, Jungkook, é sua idiotice, de tão vasta e pesada — devolve de uma vez sem se dar conta da fala, e, quando nota, sai com passos largos – no tamanho permitido pelas suas pernas pequenas – para fora da escola, e continuaria a andar caso não tivesse ido de encontro com outra pessoa, que também vinha a toda velocidade, fazendo assim ambos caírem no chão.

O clima na biblioteca estava tenso, eram raras as vezes que Jungkook levava alguma resposta de suas brincadeiras, portanto, não deixaria que Antonella, a gorda que zoava há tempos, lhe deixasse “desonrado” em frente a sua sala, onde reinava. Antes mesmo de ouvir as risadas dos seus colegas, botou-se a andar, quase como quem corre atrás da garota.

Chegando fora da escola, Jungkook parou durante alguns instantes quando viu algo inesperado. Começou a andar devagar e em direção aonde estava Antonella e… Jimin.

A situação que Antonella se encontrava era diferente, estranha e perigosa. Se viu cercada por duas pessoas que não eram cordiais a si. Queria correr, mas daria de medrosa e desde que o ano começara ela decidiu não pagar mais desse papel. Queria apenas ser deixada em paz, mas sabia que não seria assim, então, num pensamento conclusivo, teve certeza que os ventos não lhe estavam favoráveis.




Notas:

Ahh! Obrigada a você que leu até aqui! Espero que tenham gostado e continuem lendo a história, beijos e até o próximo.

8 de Maio de 2018 às 13:56 0 Denunciar Insira 0
Leia o próximo capítulo Tão insignificante

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 2 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!