I can't Fly Seguir história

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Seria possível ter tanto azar? Era verdade que já fazia anos que Otabek não conhecia ninguém interessante de verdade, e não esperava que isso aconteceria numa ida ao supermercado. Os olhares trocados foram o suficiente para instigá-lo, mas aquele loiro não era um ômega comum. O cazaque não acreditava ser o tipo certo de Alfa para ele. Ainda assim, enquanto estavam juntos, sentia que podiam ir além. Sentia que poderiam alcançar os céus. Otayuri | ABO


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Born without wings

Otabek encontrava-se concentrado, parado entre o corredor “limpeza geral” e o “higiene e beleza”. Pensava em qual corredor teria o tal “absorvente grande noturno de algodão e com abas” que havia na pequena lista, entregue pelo seu irmão. Chegou a cogitar a ideia de sair correndo.


Sinceramente, quando ele se ofereceu para fazer as tais compras para Jean enquanto o mesmo ia até o caixa eletrônico, após saírem da academia, não esperava ter que passar por isso. O ciclo menstrual de sua cunhada não era algo em sua lista de coisas pra se fazer antes de morrer. Suspirou, com os olhos afogados nas imensas prateleiras de produtos que parecia não ter fim. Também parecia não ter o produto que ele queria. Encontrou um absorvente para cio de ômega, seria isso? Não. Já estava cansado, e xingou-se mentalmente por ter se metido nisso.


Divagando em pensamentos, o moreno avistou um carrinho, parado, abandonado em frente as embalagens de amaciantes para roupas. Um carrinho que jamais chamaria a atenção de Altin, isso porque dentro dele havia três embalagens de fraldas e dois engradados de cerveja. Otabek pensava que pessoas com filhos nas fraldas não deveriam ingerir álcool, mas quem era ele pra julgar? O tal carrinho lhe chamou a atenção por conter uma embalagem do bendito absorvente da lista de Isabella, e como ele estava ali, abandonado, não faria mal o pegá-lo não é? Ou ele poderia esperar o dono do carrinho - se é que ele tinha dono - voltar e perguntar onde ele havia o pego, de fato, era uma boa opção. Aproximou-se mais do carrinho, no intuito de verificar se aquele absorvente era o mesmo de que precisava, pegou a embalagem em mãos e se pôs a ler o rótulo.


— Alta absorção, interessante.


Após alguns segundos encarando a embalagem almofadada, um pigarro o tirou de seus devaneios.


— Posso ajudar? — A voz grossa não parecia muito amigável. Otabek virou-se para encarar o homem que estava com os braços cruzados à sua frente. Provavelmente o dono do carrinho. Otabek passou os olhos rapidamente pelo corpo do outro. Um ômega, não era difícil de deduzir.


O corpo do loiro tinha curvas que invejariam qualquer um. O moreno sentiu um calor passar pelo seus ombros, e uma súbita vontade de saber como seria marcar aquelas coxas com seus dentes. Segurava um urso de pelúcia grande, e teve que fazer um pouco de esforço para caber dentro do carrinho. Então ele era casado com uma beta, e tinha um filho? Otabek franziu o cenho ao se ver pensando essas coisas, e resolveu responder a pergunta do homem.


— Ah, perdão. Eu queria saber onde você achou esse aqui, eu não encontro em lugar nenhum.


— Higiene para betas, no corredor ao lado.


Otabek concordou, acenando de forma tímida. Afastou-se em silêncio, indo até o bandito corredor. Se perguntou como não tinha visto as pequenas embalagens em tons pastéis nas prateleiras. Após encontrar o tal absorvente, pegou mais algumas coisas que Jean pedira, sem dificuldade, e foi para a fila.


Chegando lá, encontrou o rapaz loiro passando suas compras. Tinha algumas pessoas atrás dele, e ele parecia desesperado.


—Moça, não era para estar dando recusado.


—Desculpa senhor, quer que tente de novo?


—Espera aí por favor.


Otabek apenas observou a cena quando o rapaz se afastou, pegando o celular e ligando de forma trêmula para alguém.


—Ah cara, vai à merda! — Um homem gritou na fila, recebendo um dedo do meio bem esticado do loiro, o que fez Otabek soltar um risinho.


O loiro não voltava, o que fez Otabek se preocupar. Ele precisava se encontrar com Jean logo se não o canadense iria surtar. As pessoas já saiam e trocavam de fila, enquanto outras xingavam e praguejavam. A mulher ameaçou tirar as coisas do caixa, quando Otabek passou na frente de todo mundo, estendendo o cartão.


Pagou a conta do rapaz, não havia ficado muito caro. O loiro poderia ressarci-lo depois. Ele poderia ter apenas trocado de fila, pensou. Mas não poderia ver aquela situação sem fazer nada. Segurando suas sacolas em uma mão, e com a outra empurrando um pequeno carrinho com as compras do loiro, saiu pela porta do supermercado.


Não foi difícil encontrar o loiro. O cheiro de ômega em desespero era forte. E os instintos protetores de alfa do moreno entraram em parafuso, clamando para que ele o acalmasse.

Otabek aproximou-se, ele falava ao telefone. Estava escorado em um Doblò com cadeiras infantis. Otabek entendia de carros, aquele era comum entre famílias com mais de dois filhos. O cazaque não pôde esconder o desapontamento. Afinal era um Alfa, e estava a poucos minutos, desejando prensar o loiro em uma prateleira do supermercado e marcá-lo. E agora, como um balde de água fria que caía sobre si, ele descobria que o ômega de seus sonhos já tinha um parceiro. Isso não explicava o absorvente. Ele já tinha filha nessa idade?


—Claro que você não sabe Victor! Você não sabe de nada! Argh! —Desligou o celular, suspirando de forma ríspida. A visão do cenho franzido, lábios apertados pela raiva e a cabeça jogada para trás era suficiente para perder o ritmo da respiração.


Altin permaneceu parado, sem ao menos notar que encarava o loiro de maneira desejosa, até mesmo obscena.


— E você? Perdeu alguma coisa? — Yuri perguntou, não gostando nem um pouco da forma que era observado. Um olhar que o fazia sentir calafrios. Aquele moreno misterioso conseguia fazer suas pernas ameaçarem tremer, e até mesmo algum instinto piscar em suas entranhas. O loiro perguntava para si mesmo se seria um beta ou alfa - Se fosse alfa provavelmente usava muito inibidores - Sua boca entreaberta falhava em respirar. A voz grave do moreno foi o único som que ele escutou, reprimindo um arfar.


— Eu não. Você, sim. — Otabek empurrou o carrinho com as compras do menor, que arregalou os olhos. Arrumou os cabelos por trás da orelha e encarou o rosto do maior. Puxou o carrinho, vendo que todas as suas compras realmente estava ali.


Percebendo o que o moreno havia feito por si, as maçãs do rosto de Yuri esquentaram, um calor que percorria até seu colo, em conjunto com a vergonha.


— Obrigado… — Hesitou, respirou e continuou. — Como eu poderia te pagar?


— Não agradeça. — O moreno sorriu. — Você poderia começar me dizendo seu nome.


— Meu nome é Yuri… — Os dois sorriram, um encarando as orbes brilhosas do outro. — Mas sério, como posso fazer para pagar?


O carro de Jean apareceu, buzinando. Otabek acenou, e voltou sua atenção para o loiro.


— Aqui, pegue meu cartão. — Buscou o papel em seu bolso, entregando para o menor. Yuri leu, então o nome dele é Otabek Altin e ele é corretor de imóveis. Isso pode ser útil no futuro, pensou.


— Ok, senhor Altin. Nos falaremos então. — Sorriu. Um amigo corretor seria útil para seus planos futuros, Victor era um homem espaçoso.— Obrigado mais uma vez.


Otabek riu do senhor que havia sido usado em tom de brincadeira. Apertou a mão do mais novo, e partiu para o carro de seu irmão.


Antes de entrar, virou-se e viu a cena de Yuri empinando-se para colocar as coisas dentro do carro, uma visão que não pretendia esquecer e que poderia usar em seus devaneios tardios.


— Quem é esse, Otabek? — Jean perguntou sem disfarçar a expressão maliciosa.- Belo traseiro.


— Ah, é Yuri. — Jean riu da descrição vaga dada pelo irmão, e verificou as compras. — Bella sabe que você fica apreciando traseiros alheios pelo supermercado? — Riram alto.


Partiram, e a mente de Otabek não conseguiu parar de pensar no corpo do loiro, a vida era realmente injusta. Quando ele finalmente encontrara alguém de seu agrado, a pessoa estava indisponível.

29 de Abril de 2018 às 13:11 0 Denunciar Insira 3
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