The killer twin Seguir história

marymaii Maria Vilaça

Após a descoberta do DNA do assassino que atacou tão descuidadosamente naquela noite chuvosa, as investigações que tanto já apontavam para o jovem Phantomhive, se tornam ainda mais sombrias. Um segredo que nem mesmo os jovens gêmeos daquela casa sabiam vem à tona e a face de uma mulher louca finalmente é revelada.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Os gêmeos

                                                            Há 14 anos

O choro alto e estridente ocupava toda a sala de cirurgia. Um parto lindo, acompanhado, perfeito. Crianças perfeitas mesmo em gravidez de risco.

Rapidamente a equipe médica examinou ambos os bebês confirmando o visto. Eram perfeitamente saudáveis. Perfeitamente lindos. Ciel e...Emma.

Um belo casal de gêmeos de pulmões fortes que berravam e berravam em sintonia.

Enquanto Vincent estremecia em excitação por ser pai ao lado da esposa que chorava em alívio, os bebês foram enrolados em mantos azuis e entregues aos pais felizardos.

Seriam a família perfeita...assim a médica e enfermeiros ali presentes torciam e julgavam a ser.

Mal sabiam que as lágrimas que Rachel passava serem de alegria, eram de extremo perigo a um daqueles lindos bebês.


                                                            Dias atuais

Ciel já estava naquela sala tinha horas. Passava e repassava seu testemunho ao detetive ali.

-Já disse! Não fui eu! Eu não a matei!

Sebastian já perdia a pouca paciência que tinha com crianças como Ciel. Não que o jovem de 14 anos fosse detestável, mas negar algo que o homem tinha certeza ter ocorrido, isso já era demais.

-Achamos seu estojo na cena do crime Phantomhive. Não tem como negar que esteve na cena do crime.

-O estojo não era meu! Já disse um milhão de vezes!

Na terça-feira passada um homicídio havia ocorrido. Uma jovem mulher de apenas 20 anos tinha sido cruelmente jogada no rio que cortava a cidade. Com a chuva e a correnteza forte que tomou as águas, a jovem foi arrastada e sufocada por quilômetro até uma pequena queda que havia já onde desaguava para um laguinho que dava para o tratamento de água da cidade. Já fraca ela foi sugada pelos tubos que tomavam a água suja e presa em um deles, morreu após alguns minutos em afogamento. Na cena do crime...apenas um estojo escolar sobre a pequena ponte que atravessava de margem à margem o fluxo d’água. Esse que possuía colado uma pequena e desgastada etiqueta com o nome da escola e série em que Ciel e sua irmã Emma estudavam.

Após interrogar pais e alunos de toda a série, apenas Ciel possuía um álibi tão desconfiável que as suspeitas foram direto ao garoto de apenas 14 anos.

-Não adianta negar Phantomhive, uma hora ou outra essa sua história de inocência vai ter furos o bastante para o mandarmos direto para o reformatório. E de lá, direto para a prisão.

-Desde quando deixou de acreditar na minha palavra Sebastian?...

O encarou com aqueles olhos extremamente azuis que quebrava todas as bases do detetive.

-Não acredito na palavra de um assassino.

As palavras saíram tão firmes, tão livres de incertezas que acabou por machucar ambos. O que as pronunciou e o que as ouviu com enorme pesar.

-Provarei que sou inocente e então terá que lamber meus pés para se desculpar.

-Que garotinho petulante você é Phantomhive. Pois saiba de uma coisa. Sua irmã, Emma, está na outra sala com a minha parceira destruindo sua história de “eu fiquei trancado do lado de fora no jardim traseiro. Por isso as roupas molhadas e com cheiro de terra.”

-Não ousem chegar perto dela ouviu?! Vocês vão a assustar! Não podem fazer isso!

Gritou em um tom assustadoramente protetor em que até Sebastian se viu um pouco impressionado. Era estranho ver um tipo de relacionamento tão próximo entre irmão. Mesmo que gêmeos. Eles eram tão ligados e sincronizados em seus pensamentos quanto seria uma única pessoa.

A diferença era que Emma era extremamente maleável a qualquer ameaça.

Na outra sala Grell, a parceira de Sebastian, conversava mais calmamente com a garota.

-Escute Emma, você tem que entender. Não estamos fazendo isso por mal. Apenas queremos proteger você e o resto da sua família.

-Mas o Ciel é a minha família!

A garota extremamente igual ao irmão dizia em choro desesperado. Possuíam a mesma altura, os mesmos olhos, boca e nariz. O mesmo tom de cabelo, pele. A diferença era que Emma possuía um corpo mais femininos e algumas curvas como pequenos seios e uma cintura mais acentuada. Além da voz apenas um pouco mais fina que a do irmão.

-Não podem fazer isso com o meu irmão! Ele estava certo! Vocês são maus!

-Ele disse isso para você querida? Também disse que você deveria contar que ele esteve toda a noite em casa? Que ele ficou trancado para fora de casa?

-Ele...ele não...ficou...

Afirmou ainda em choro.

-Nós brincamos no jardim e então começou a chover. Eu corri pra dentro e ele continuou lá pra pegar a bola de futebol e depois entrou também. Eu fui tomar um banho quente depois disso...

Fungava entre o choro e o início de uma gripe. Os poucos minutos que tomou chuva afetaram sua saúde frágil.

-Ele não ficou? Mas ele disse para o Sebastian que ficou.

Arqueou uma de suas sobrancelhas enquanto seus olhos num verde esmeralda e reflexos amarelos focavam na pequenina.

-Ele...ele ficou.

-Mas você acabou de dizer que não.

-É porque quando eu entrei, fechei a porta com força e ela trava as vezes...a mamãe me contou que quando chegou em casa...achou o Ciel preso do lado de fora e deixou ele entrar.

Vacilava nas palavra algumas vezes e seus olhinhos azuis não tinham mais foco. Apenas via as lágrimas antes delas rolarem grossas por seu rostinho de porcelana.

-Mas você disse que vocês brincaram no jardim as seis e seus pais só chegaram em casa por volta das nove e meia. Demorou tanto assim no banho? Por que disse que ele entrou se agora está dizendo que ele ficou preso?

-Eu...eeer...eu demorei no banho porque...porque tive que lavar o cabelo! E...eu não achei...não achei que ele tinha ficado preso...só depois fiquei sabendo...-Tremia ao falar. Estava tão nervosa que os nós de seus dedos ficavam brancos pela força e apertava a barra de seu casaco azul.

-Entendo, mas olhe. Seu cabelo é tão curtinho. Não demoraria mais de uma hora pra lavar ele mesmo que fizesse isso bem lentamente. O meu que é assim tão grande, eu não levo mais de duas horas. E eu sei que no jardim traseiro da sua casa, tem uma varandinha em frente a porta. Seu irmão não iria ter tomado chuva por tanto tempo. Não estaria tão molhado como as roupas sugeriram né? A não ser que ficasse todo esse tempo debaixo da chuva não é? Ele ficaria? Mesmo tendo um telhado pra se esconder debaixo? Ou onde ele foi não tinha telhados?

-Meu irmão não saiu de casa...

-Tem certeza?

-Ciel é inocente! Parem com isso! Nós deixem ir embora!

A menina finalmente explodiu ali com Grell. A detetive logo viu o quão difícil seria conseguir informações de alguém tão fiel quanto Emma. Não pareciam irmãos e sim uma alma única alma em corpos diferentes. Desde o primeiro minuto de investigação, um protegeu cegamente ao outro. 

26 de Abril de 2018 às 17:27 0 Denunciar Insira 1
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