Love is love Seguir história

lady_giovanni Lady Giovanni

Afrodite estava se aprontando para mais um treino diário, quando foi surpreendido pela visita repentina de seu vizinho. O que tanto ele tinha para lhe dizer?


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Todos os direitos reservados.

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Love is love is nothing without you

Após trocar a terra de algumas roseiras, levei o carrinho com a terra velha e as ferramentas até uma peça que construí nos fundos do jardim para terminar meu serviço ali. Ainda tinha de tomar outro banho e seguir para a arena e treinar um pouco. Inclusive, combinei de encontrar o Giovanni lá. Pelo tempo que levei aqui, garanto que estava a ponto de “cuspir marimbondos”, pois odiava esperar.


Deixei tudo organizado, colocando o carrinho de pé sobre a parede para secar mais rápido e deixei o chapéu junto das luvas, seguindo para meu quarto. Estava tão calor naquele dia, que achava que iria tomar mais uns quatro banhos até chegar a hora de dormir. Para nossa sorte, a temperatura caía um pouco a noite e como nossos templos eram feitos pedra, ajudava e muito no isolamento térmico.


Estava no banho, quando ouvi a voz de meu vizinho pelo cosmo e achei aquilo um tanto estranho. Camus costumava ser reservado e para ter de me procurar ao invés de seu melhor amigo, achei que só podia ser coisa séria.


Camus, me aguarde no salão de peixes. Já estou descendo. — respondi pelo cosmo e me apressei para me vestir.


Assim que desci as escadas, o vi olhando para minha armadura que estava montada junto a um espaço ornado com alguns pequenos pilares e rosas. Me aproximei devagar, notando que ele parecia distraído e toquei em seu ombro, vendo-o olhar para mim com seu olhos amendoados.


— Ah, pardon. Estava distraído olhando para sua armadura.


Soltei um sorriso e afastei a mão, olhando para ela.


— Tudo bem. Eu pedi para o Mu dar uma polida. Estava começando a ficar pesada também.

— Oui, oui.


Voltei a olhar para ele e vi que parecia ansioso com algo. Logo, me dei conta do porquê ele estar ali.


— Aconteceu alguma coisa? — perguntei ao quebrar o silêncio que se fez presente e novamente ele me olhou.

— Ah, eu… eu precisava de sua ajuda. Eu… na verdade eu non deveria vir, mas…


Ao vê-lo atrapalhado com as palavras, cruzei os braços e franzi o cenho. O que será que aconteceu com ele? Nunca o tinha visto daquele jeito.


— Minha ajuda? —

— Oui. Por favor. É rapido… eu prometo.


Ouvi seu pedido e assenti, conduzindo-o até minha sala de estar pessoal e estendi a mão para o sofá.


— Sente-se.

— Merci. — agradeceu e se sentou.

— Aceita alguma coisa pra beber ou comer?

— Non. Já tomei café, obrigado.


Assenti e sentei na poltrona ao lado, apoiando meus braços sobre a perna.


— Bom… então me diga como eu posso ajudá-lo?


Camus olhou para mim e só fez despertar ainda mais minha curiosidade através daqueles olhos tão enigmáticos. Eu não fazia idéia do que ele queria e estava a um passo de insistir para que fosse breve logo.


— Ah, Afrodit… estou um pouco sem jeito de estar aqui pra falar algo tão delicado.


Bom, se antes eu tava curioso, agora estava a ponto de morrer. Só desejava que ele abrisse a boca pra falar e acabar com os mil pensamentos que passaram a me atormentar, conforme os segundos passavam.


— Tudo bem, Camus. Eu sei que não sou tão próximo de você, como Milo, mas se veio até aqui, deve ter tido uma boa razão para isso. — sorri amistoso.


Desembucha... logo! — pensei e forcei o sorriso.


— Você está certo. Milo non conseguiria entender e bom. Você sabe como ele é.


Fofoqueiro? Ah, se sei.


— Entendo… então…? — gesticulei e ele abaixou a cabeça.


O que terá acontecido agora? Ahhhh! Fala logo, que estou me remoendo aqui! — pensei, imaginando meu outro eu se descabelando. Isso só podia ser uma brincadeira de mau gosto. Todos sabiam sobre minha fraqueza. Eu era curioso demais.


— Afrodit… eu… — olhou para mim.

— Você… — olhei para ele de volta.


Ele novamente baixou o olhar e colocou uma mecha ruiva para trás da orelha. Eu já estava contando até dez.


Calma... Paciência é uma virtude. Apressado come cru. Quem espera, alcança...


— Eu estou apaixonado. — disse, interrompendo aquela tortura.

— Apaixonado? — olhei surpreso e vi seu rosto tomar a mesma cor de seus cabelos. — Ah, não precisa ficar assim. Isso acontece. — lá estava eu novamente forçando sorriso. Como se eu fosse um grande expert no assunto… definitivamente ele deveria ter falado com Milo sobre isso. Zeus! Que idéia!

— É… — passou uma mão na outra, olhando para elas e toquei em seu ombro. Imediatamente ele olhou para mim.

— Camus… eu não quero te desanimar, mas… tem certeza que eu sou a melhor pessoa pra falar disso com você?


Ele engoliu seco e assentiu.


— É. Eu… preciso saber o que fazer… entende? — olhou pra mim sem jeito.


Entendo. Entendo bem, Camus… mas sou tão inexperiente quanto você, pelo jeito.


— Camus, não me leve a mal, mas… por que acha que eu possa ajudar você com isso, em específico? Eu...

— Porque foi indicação do seu amigo. — interrompeu e eu fiquei sem reação.


Máscara da morte, seu grande filho de uma… como pode me meter numa situação dessas… uh! Eu juro que quando o pegar eu...


— Afrodit… Afrodit! — chamou e despertei de minha ira.

— Oui? Digo… sim? — sorri sem graça.

— Eu acho melhor eu ir… vejo que está desconfortável. Pardon por isso… — disse e se levantou e o empurrei de volta.

— Não! Agora que você está aqui e já falou sobre o que lhe aflige, vou me esforçar para ajudá-lo. — bati no peito confiante.

— É mesmo? Eu non tenho como…

— Então! Como ela é? — interrompi de nervoso. Eu não fazia mais idéia do que tava fazendo.

— Ah… é. — abaixou a cabeça. — Non é uma mulher.


Agora eu estava corado. Camus é gay? Pode isso, produção? Eu não fazia idéia. Sempre pensei que fosse hetero pela pose. — pensei e senti meus dedos suando.


— Ah, certo. Ele. Entendi… faz de conta que eu não disse…

— Afrodit. — soltou um pigarro e eu comecei a rir de nervoso.


Cara, como pode ele ser gay a todo esse tempo e eu não perceber nada? É meu vizinho. Agora, entendo o porquê dele não se abrir com Milo. — pensei e suspirei, controlando a risada com duplo sentido de meu pensamento. — Calma. Goosfraba. Respira fundo, homem!


— Então. Como ele é? — perguntei sério.


Vi um brilho no seu olhar como nunca havia notado antes e sorriu. Não. Pera. É muita coisa pra um dia só… Camus sorrir? Não. Isso ai deve ser um prenúncio para um novo ataque. Só pode. Ainda bem que Mu deu um trato em peixes.


— Ele é… é… — baixou o olhar por um instante e piscou os olhos. — Perfeito. Non tem palavra melhor para defini-lo do que essa.


Fiquei boquiaberto olhando para ele, admirando-o por se permitir amar e até senti uma ponta de inveja. Queria amar assim e ser amado do mesmo jeito que Camus amava seu amado. Zeus… quanta redundância. Afrodite, se acalme.


— E você sabe se ele sente o mesmo? — perguntei e o vi ficar sério. Pareceu até ficar triste por um momento.

— Non. Non tenho certeza, na verdade… mas acho que non.


Suspirei e toquei em sua mão, o que fez com que ele me olhasse. Novamente lá estava aquele mesmo brilho.


— Se ele não amar você, com toda certeza é um idiota e não merece um décimo do brilho dos seus olhos, do seu sorriso, do seu… — interrompi ao me dar conta do que estava fazendo e corei. Afastei a mão, levantando do sofá e cocei a nuca algumas vezes.


Você é doido, Afrodite? Vai cantar o homem que veio abrir o coração ao dizer que está apaixonado por outro? Doido! O que ele vai pensar e…


— Dit…


Me virei, vendo-o em minha frente e engoli seco.


— Desculpe… eu não deveria…


Ele sorriu e pisquei os olhos diante de sua reação.


— Non precisa. Você já me ajudou. — disse e deu um passo em minha direção.

— Eu? Mas com…


Senti seus lábios sobre os meus e meu coração disparou. Fechei os olhos por um instante e logo após, ouvi o barulho de seus passos ecoando pelo corredor, conforme se afastava dali. Levei a mão até a boca e acabei sorrindo.


Então, era esse seu plano, Camus de aquário… Você é mesmo surpreendente, você é… perfeito. Pensei. O que eu ainda estou fazendo aqui??Mexa-se, Afrodite! Mexa-se!


— Camus! Espere! Camus! Volteee!!

13 de Abril de 2018 às 20:12 0 Denunciar Insira 1
Fim

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