Kryptonita rosa Seguir história

A
Amanda Oliveira


O que aconteceria se a Arlequina desse uma de Fujoshi louca e usasse a Kryptonita rosa no Superman para assistir ele e o Batman fazendo coisas impróprias para menores de dezoito anos?


Fanfiction Para maiores de 18 apenas. © Os personagens pertencem aos seus respectivos criadores. Todos os direitos reservados.

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A pegadinha da Arlequina.

Superman...

Gotham City, o território dele. Engraçado como a cidade consegue ser obscura mesmo com as luzes dos apartamentos, os faróis dos carros e a iluminação pública a enchendo de luz. Daqui do alto ela mal se sobressai, diferente de Metrópolis, onde as luzes podem ser vistas do espaço.

Mas apesar de tudo, essa cidade realmente combina com ele e com a sua cara relutantemente fechada. A cidade parece uma extensão dele, ou será que ele é uma extensão dela?

Porcaria! Não consigo parar de divagar sobre ele, mas estou aqui, sobrevoando a cidade dele por horas enquanto tento tomar coragem para ir falar com ele. Para um homem invulnerável, eu estou sendo bem covarde agora.

Quer dizer, não é como se eu não possuísse uma desculpa para ir falar com ele, eu tenho uma boa inclusive. Mas o que eu realmente quero, o que eu realmente desejo dele... eu sei que nunca terei.

A desculpa que inventei é... Quero dizer... Eu estou aqui para pedir a ajuda investigativa dele em um caso suspeito na Lux Corp. Tenho certeza de que está acontecendo uma movimentação estranha dentro daquela empresa, e se tratando Lex, eu não posso deixar nada suspeito passar.

Também quero aproveitar essa visita para tentar convencê-lo a entrar na Liga da Justiça. Estou insistindo nisso há um tempo e realmente o quero na sede da liga, assim poderei vê-lo mais vezes... E ele poderá nos ajudar com suas habilidades investigativas, claro!

E se eu possuísse um pouco de coragem, só um pouco mesmo, eu o chamaria para sair. Gostaria de leva-lo para voar comigo, mas sei que ganharia um soco no estômago ao invés de um sim.

Minha capa flamulava enlouquecidamente em minhas costas enquanto minha mente enlouquecia com todos esses pensamentos. Eu estava preste a tomar coragem para ir até a mansão dele quando um grito estridente quebrou meu fio de pensamento. Fique em alerta imediatamente.

Uma donzela em perigo! Sei que ele não irá gostar que eu me intrometa em sua jurisdição, mas não posso negar um pedido de ajuda desses. Isso não condiz com minha índole.

Estendi os punhos pra frente e voei a toda velocidade para o lugar de onde o som se originava. Era um beco escuro e encardido que ficava entre dois prédios de tijolos enegrecidos. O lugar fedia horrivelmente e a origem do odor se devia a duas grandes caçambas de lixo que ali ficavam.

Assim que entrei no beco eu encontrei a moça que aparentemente necessitava de ajuda. Estranhei o fato de ela usar uma capa longa com um capuz cobrindo seu rosto, mas relevei isso, afinal estávamos em Gotham City, talvez as mulheres daqui sentiam-se mais à vontade com esse tipo de roupa, não que isso vá impedir alguma coisa, não é mesmo?

— Não tema Senhorita, estou aqui para ajuda-la. — Parei a poucos metros dela com a minha pose de super-herói clássica, com os punhos apoiados na cintura e o peito estufado. Sei que é ridículo, mas as pessoas sentem-se mais tranquilas diante disso.

— Oh! Superman é você! — A moça encapuzada veio cambaleando até onde eu estava. Ela se atirou em meus braços com tudo.

Segurei-a com cuidado, pois ela parecia prestes a desabar, coitada! O que deve ter acontecido com ela aqui neste beco escuro e fedido? Devo usar minha visão de raios x para me assegurar de que ela não está ferida? Ou será que isso é invasivo demais para alguém tão abalada?

Eu estava tentando decidir o que fazer com ela, no entanto antes que eu tomasse alguma iniciativa, a postura da mulher acuada mudou. De repente ela não parecia mais mole em meus braços, não, ela parecia bem firme e estava até sensualizando ao rebolar lentamente contra o meu corpo.

— Err... a Senhorita está b-bem? — Droga! Eu não sei lidar com essas coisas. Será que ela está em choque? Esse comportamento se encaixa em algum tipo de estado psicológico abalado? Não sei mesmo, os humanos às vezes são uma caixinha de surpresas.

As mãos da mulher, que estavam espalmadas em meu peito começaram a descer lentamente, acariciando meu abdômen de uma forma que me deixava desconfortável. O toque dela realmente se tornou sexual de um segundo para o outro.

É sério isso? Eu estou sendo assediado em um beco escuro? É isso mesmo?

— Senhorita... por favor, pare com... — Não tive a chance de terminar de falar, já que as mãos dela desceram rápido demais, e por achar que ela iria tocar em uma região imprópria do meu corpo, eu acabei dando um passo rápido para trás, afastando nossos corpos.

Porém as mãos dela apenas entraram em sua capa, que envolvia o seu corpo magro e, em um piscar de olhos, ela puxou uma arma estranha do meio de suas vestes.

A surpresa foi tanta que nem reagi, não que eu precise reagir, afinal arma alguma me feriria neste mundo. Mas uma coisa eu tenho que dizer... Que cidade louca é essa? Estou sendo assediado e assaltado em um beco escuro? Só podia ser Gotham City mesmo!

A mulher disparou contra o meu rosto, não desviei, pois temi que o projetil seguisse a rota do disparo e acertasse uma das janelas do apartamento familiar atrás de mim. Entretanto, a arma não disparou uma bala, mas sim um gás cor de rosa com aspecto purpurinado.

Aquilo veio direto na minha cara e eu não tive medo de aspirar, afinal eu sou invulnerável a tudo mesmo.

Porém, assim que aquilo entrou em meu organismo, comecei a me sentir zonzo e quente. Minha pulsação foi às alturas, minha respiração ficou mais pesada e dificultosa, meu corpo reagiu estranhamente ficando excitado.

Cambaleie para trás até me apoiar na parede de tijolos escurecidos. A mulher começou a gargalhar como uma louca desvairada. A encarei procurando um significado para tudo aquilo.

Ele então baixou seu capuz, revelando um rosto pálido demais, na verdade era um rosto maquiado para ficar branco, como o de um palhaço. Seus lábios, esticados em um sorriso enorme, estavam cobertos por um batom vermelho vivo.

Droga... Eu a conheço! Ela é a parceira de crime do maior inimigo do Batman... Arlequina!

— Peguei você! — Ela gargalhou mais estridentemente enquanto batia palmas e dava pulinhos como uma criança que acabou de receber um enorme presente.

— O... q-que fez comigo? — Questionei ao sentir meu sangue ferver e uma necessidade pungente se apoderar de mim.

Eu preciso dele.

.

.

.

Batman...

Meus olhos não saiam de cima das enormes telas à minha frente, eu aguardava o sinal de algum crime, qualquer crime. Porém a noite estava calma, calma até demais para esta cidade quebrada.

Minha armadura incomodava sempre que eu ficava sentando diante do computador por muito tempo como agora, mas tira-la não era uma opção, isso só me atrasaria em uma emergência.

Um sinal de alerta piscou na tela mais à direita do meu campo de visão, mas não era um sinal de crime, e sim o sinal de que alguém estava invadindo o espaço aéreo da minha mansão.

Droga! Esqueci que o Escoteiro viria me visitar hoje.

Já sei exatamente o que ele quer. Ele irá insistir que devo entrar para a organização de heróis que ele criou, a bendita Liga da Justiça. Quando é que ele vai aprender que eu trabalho sozinho?

Já estava esperando o Alfred me contatar para avisar que possuíamos uma visita, quanto o sinal de arrombamento e invasão de minha mansão tocou.

Mas o quê? Que brincadeira idiota é essa?

Um instinto estranho tomou conta de mim, na verdade não era extinto, mas sim a minha eterna desconfiança com relação àquele alienígena. Meus olhos se voltaram para um compartimento do outro lado da caverna, onde eu guardava uma caixinha de chumbo, e dentro dela o meu anel de kryptonita. Ao lado do armário estava a minha armadura de aço e o meu arsenal para enfrentar o Escoteiro caso ele se descontrola-se, ou mudasse de ideia quanto a proteger a humanidade.

Me amaldiçoei mentalmente por não andar mais com o anel de kryptonita no cinto. Mas de uns tempos para cá o Escoteiro estava ganhando a minha confiança e até amizade, e eu não queria zombar dele andando pra cima e pra baixo com aquilo em meu bolso, por isso o deixei de lado.

E no fundo eu não queria ter de enfrenta-lo, não por medo, mas... algum sentimento estranho em mim não gostava da ideia de ter que mata-lo.

Levantei-me de minha cadeira e hesitei em ir buscar o anel, foi neste instante que o som de metal sendo retorcido fez meus dentes doerem e meus ouvidos protestarem.

A porta de aço que dava acesso à minha mansão foi dobrada que nem papel e escancarada. O Escoteiro então desceu a longa escadaria flutuando lentamente até o piso negro de minha Batcaverna.

— Clark... Que merda v... — Parei de falar imediatamente quando vi uma mulher descendo as escadas lodo atrás do Escoteiro. Ela trazia consigo uma enorme marreta de madeira apoiada em seu ombro, e para completar ela possuía um sorriso infantil, diria até psicótico em seus lábios.

— Oi morceguinho! Tudo bem? — Ela questionou com sua voz esganiçada e brincalhona.

— O que você faz aqui e com ele? — Estreitei os olhos para ela, Droga! Ela acaba de descobrir meu esconderijo. Porém ela não parece está fazendo grande causo disso, deve estar mais louca do que nunca.

— Meu pudinzinho está preso naquele asilo horroroso, então eu tenho que arranjar um jeito de me divertir enquanto ele não dá um jeito de fugir de lá para brincar. — Ela saltitou os últimos degraus da escadaria e sorriu para o Escoteiro com cumplicidade, O alienígena por sua vez respirava pesadamente e me olhava de um modo estranho... O há com ele?

Espera! Eles invadiram a mansão e até agora o Alfred não me contatou.

— O que vocês fizeram com o mordomo? — Questionei sentindo meu sangue gelar e o meu corpo amolecer.

— Eu o coloquei para dormir. — Arlequina respondeu brandindo o seu marreta de madeira no ar.

Meu estômago foi parar não chão, acho que empalideci e a parte visível do meu rosto transpareceu choque, pois Arlequina logo se corrigiu.

— Oh, não! Eu não coloquei o velhinho de Smoking para dormir pra sempre, o meu pudinzinho não gostaria de saber que tirei uma de suas maiores diversões, que é ameaçar as pessoas que você ama. Eu apenas... o coloque para dormir com um sonífero. — Ela apertou um botão no cabo de sua marreta e um gás saiu de sua extremidade.

Fiquei mais aliviado, porém não muito, afinal sempre devo ter um pé atrás com esses gases produzidos pelo coringa.

— B-Batman... me ajud... — O Superman deu um passo à frente, cambaleando e arfando de um modo estranho.

O analisei rapidamente, ele estava com o rosto muito vermelho, sua pele suava de uma forma que nunca vi antes, nem mesmo quando ele ergueu um prédio de trinta andares com as próprias mãos. Suas pupilas estavam dilatadas e pelo o que eu podia ver daqui, ele possuía uma ereção marcando seu uniforme.

O quê? Ele está excitado?

— O que está acontecendo aqui? O que você fez com ele? — Encarei a risonha que se distraia com alguns dos meus equipamentos sobre a mesinha destinada para os mesmos.

— Nada de mais, eu apenas usei um dos gases do meu pudinzinho e um pouquinho daquela pedra rosa. — Ela respondeu ao pegar um de meus lançadores de gancho para então analisa-lo com certo divertimento em suas mãos.

— Pedra rosa? kryptonita rosa? Porque fez isso? — Indaguei. Eu sabia qual era o efeito dessa pedra no Escoteiro, afinal eu o estudei muito.

— Eu Shippo você dois... seria divertido ver vocês se comendo brutalmente aí não chão. Ah! E sem cuspe também, eu gosto de coisas pesadas. — Ela voltou sua atenção para o que veio fazer aqui, largou o meu lançador de gancho e saltitou até o Escoteiro.

— Porém acho que a dose foi fraca demais, esse cara é realmente resistente... Quando ele correu para cá, eu pensei que ele fosse te pegar de jeito e te jogar em cima desses painéis, mas não, ele veio pedir ajuda e ainda está se controlando para não chegar perto de você. Fofo, não acha? — Ela deu um tapinha no bíceps dele.

— Deixe de brincadeiras Arlequina e me dê esse gás. — Estendi a mão em um pedindo sério, se eu colocasse uma amostra disso nos meus aparelhos, meu computador poderia analisar e encontrar algum antídoto.

— Não mesmo! Vai estragar a brincadeira! — Ela puxou uma arma de um de seus bolsos e lançou um sorriso safado para o Escoteiro, o mesmo tentou se afastar, mas tarde demais, ele levou uma baforada intensa de um gás rosado e brilhoso.

— Agora vamos ver o efeito de uma dose cavalar disso. — Ela se afastou, atirando a arma para um lado. Eu precisava pega-la, a arma poderia ter resquícios do que foi usando, porém eu teria de passar pelo alienígena, que agora me olhava como se eu fosse um belo pedaço de carne e ele um lobo faminto, ele até lambeu os lábios.

Merda!

O que eu faço primeiro? Pego a arma, ou a kryptonita? Tenho que manter a mente fria e pensar com cuidado. Se eu for pego poderei sair seriamente ferido, afinal ele não parece ser capaz de controlar a sua força no momento.

O alienígena avançou em minha direção com uma rapidez sobre-humana, mas por sorte ele estava afetado pela droga do coringa e por isso não usou sua real velocidade. Meus reflexos me ajudaram e consegui fugir de seu abraço por um tris.

— N-não... fuja, por favor, Bruce. — Ele pediu em meio à arfadas pesadas. Droga! Quer parar de falar meu nome na frente da namorada louca do coringa? Se ela ainda não foi capaz de juntar dois mais dois, com a mansão Wayne em cima das nossas cabeças, não a ajude!

Ele me seguiu, chegando perto de me tocar por duas vezes, mas meu treinamento físico me ajudou a esquivar, e os mostruários com equipamentos me proporcionaram um escudo, um escudo pouco eficaz, porém melhor do que nada.

Droga! Acho melhor incapacita-lo primeiro, depois poderei focar na criação de um antídoto, o problema é que a kryptonita está bem longe. Terei de atravessar toda a caverna e me atentar aos avanços dele.

Chequei o que possuía comigo em meu cinto e o que eu poderia usar enquanto me movimentava pela caverna com rapidez.

No meu cinto eu possuía apenas duas bombas de fumaça, algumas estrelas ninjas, granadas sônicas, granadas de luz, algumas minas explosivas, uma arma de choque, duas soqueiras, e uma arma de gancho para me balançar por aí.

As bombas de fumaça não seriam úteis neste caso, afinal ele pode enxergar através de uma parede de concreto, uma simples fumaça não o atrapalhará. Posso tentar as granadas de luz e de som, mas dificilmente ele ficará cego e desorientado como um humano.

As estrelas ninjas não farão nem cócegas nele. Acho melhor usar as minas, geralmente as uso para desobstruir o caminho e não para atacar meus inimigos, afinal elas podem ser fatais, mas acho que ele não se ferirá com a explosão delas.

O gancho é a melhor opção agora, basta usa-lo para me balançar para o outro lado da caverna e então pegar a o anel.

Enquanto minha mente trabalhava, meu corpo esquivava e o Escoteiro avançava com vontade.

Ele quase me pegou de novo, entretanto eu pulei fazendo um rolamento para frente no chão e me abriguei atrás da Batmoto.

— Bruce... eu só quero te beijar e te tocar e te fazer meu a noite t... — Joguei uma das minas explosivas em seu peito antes que ele seguisse com essas besteiras, e então me protegi atrás do veículo.

A mina explodiu, criando uma fraca onda de pressão, nada muito forte, mas os vidros dos mostruários balançaram perigosamente, ameaçando se quebrar. Arlequina deu um gritinho, mas ela estava longe demais para se ferir com estilhaços.

Eu só espero que isso o atordoe momentaneamente.

Puxei do meu cinto a arma de gancho e mirei no teto, procurando o melhor ponto para me dependurar, porém quando eu estava prestes a atirar, a Batmoto zuniu de minhas costas, voando na direção do meu Batmóvel.

A moto caiu em cheio em cima do veículo, amaçando ambos como se fossem feitos de massinha de modelar e não de aço reforçado. Não ouve explosão, no entanto lá se foram uns bons milhões de dólares e eu nem posso cobrar dele, o salário de fotografo não serve nem para pagar um apartamento de bom tamanho naquela metrópole onde ele vive.

— Te achei... — Ele sorriu de um modo sonhador ao ver-me agachando onde antes estava minha moto. Não pensei duas vezes e lancei o gancho.

Assim que me certifiquei de que estava tudo bem firme, apertei o botão para me içar.

Meu corpo foi puxando com força e velocidade para frente, mas ao mesmo tempo algo me puxou para trás, fazendo meu corpo levar um solavanco brusco. A arma de gancho soltou-se dos meus dedos e seguiu seu caminho até o teto, já o meu corpo despencou no chão com tudo.

— Te peguei! — Ele sorriu com a ponta de minha capa em suas mãos... Droga! Por sorte minha capa não ficava presa ao redor do meu pescoço, caso contrário eu teria sido enforcado.

— Isso! Isso! Isso! — Arlequina comemorava dando pulinhos.

Tão rápido quanto pude, eu soltei os ganchos da capa, me libertando com facilidade do alienígena. Tanto Arlequina, quanto o ele suspiraram de modo desapontado.

Desatei a correr o mais rápido possível, ignorando meu treinamento e instinto que insistiam que eu deveria avançar ao poucos, me protegendo atrás de algum objeto, porém eu já percebi que ele não está me atacando com o intuito de ferir ou incapacitar. Então me abrigar não é necessário, fora que quanto mais eu demorar para pegar a kryptonita, mais ele ficará afetado pela droga.

Avancei todo o resto do caminho com rapidez, agora eu estava quase chegando até o compartimento onde a caixinha de chumbo ficava. Meus dedos estavam quase tocando o armário, entretanto antes que eu conseguisse abri-lo, dois raios vermelhos, passaram por sobre o meu ombro, atingindo o metal do armário, que rapidamente mudou de cor para um vermelho escarlate.

Travei diante do calor que aquilo irradiava, minha mão estava coberta por uma luva resistente que me ajudava a escalar e me protegia nos momentos de luta corpo a corpo, mas com certeza ela não aguentaria tantos graus.

— Não faça essas coisas Bruce... você me entristece por ter algo assim aqui. — Ele sussurrou atrás de mim com um tom censual e quente, dessa vez não foi possível fugir, fui pego em um abraço apertado por trás.

— Finalmente você está em meus braços. — Ele apertou mais seus braços ao meu redor, por sorte não foi o suficiente para quebrar nada do meu corpo.

Tateei os bolsos de meu cinto rapidamente, procurando a primeira coisa que alcançasse, enquanto isso ele tentava virar meu rosto para trás, para poder me beijar. Arlequina comemorava com gritinhos estridentes.

Peguei algo em meu cinto, era uma granada de luz. Fechei meus olhos com força e apertei o botão, largando-a no chão logo em seguida. A granada explodiu e mesmo com as pálpebras fechadas eu pude ver o clarão que inundou aquele lugar naturalmente escuro.

Arlequina gritou e o alienígena me soltou para esfregar os olhos.

Ignorando totalmente o calor perigoso que emanava da porta de metal à minha frente, eu a toquei, e ainda de olhos fechados, eu a abrir, queimando assim a minha mão direita.

A luz da bomba aos poucos enfraquecia, e eu sabia que logo ele estaria recuperado e pronto para me agarrar de novo e dessa vez eu não teria escapatória.

A caixinha com o anel estava ali, a peguei e a abrir sem pensar duas vezes.

Assim que a luz verde dela emergiu de dentro da pequena caixa, o corpo forte e musculoso logo atrás de mim amoleceu e despencou no chão.

Com um gemido triste e até dolorido ele se retorceu no chão tentando levantar-se.

— Não vale! Você estragou a brincadeira! — Arlequina bufou inflando as bochechas. Lancei a ela um dos meus olhares mais frios enquanto retirava a luva queimada, que se grudava em meus dedos machucados.

— Você venceu hoje morceguinho, mas vai ter próxima. — Ela ameaçou antes de sair correndo de volta às escadarias que levavam à mansão. Cogitei a possibilidade de correr atrás dela, mas no momento o foco era ajudar o Escoteiro, que seguia no chão se lamuriando de dor. Estranho! Essa pequena quantidade de kryptonita não deveria deixa-lo tão mal. Acho que ele está fragilizado pela droga do coringa e pela Kryptonita rosa. Tenho que trabalhar nisso agora.

Larguei a caixa com o anel de kryptonita verde aberta ao lado dele e a passos lentos fui até a arma que Arlequina deixou para trás.

Depois disso foi apenas questões de minutos enquanto o potente processador do meu computados analisava os químicos utilizados na produção daquele gás. Com o apertar de alguns botões eu ordenei ao computador que criasse combinações de possíveis antídotos e os tentaste antes que eu desse ao alienígena.

Minha mão estava péssima, mas nada que eu não pudesse lidar. Minha maior preocupação era Alfred e também o... Escoteiro idiota.

Procurei nas câmeras de segurança da mansão por Alfred, ele dormia largado em uma poltrona na sala, havia uma bandeja com uma xícara de café quebrada no chão aos seus pés. No geral ele parecia estar fisicamente bem, porém mais tarde eu faria exames em seu sangue, só por garantia. Não quero que ele fique rindo feito louco por aí.

O computador acabou sintetizando três antídotos em menos de quinze minutos, mas após teste somente um foi aprovado. Ordenei ao computador que o produzisse e logo o processo se iniciou.

Às vezes é bom seu um filho da mãe cheio da grana, você tem brinquedos que fazer coisas complicadas rapidamente.

— Bruce... Ugh... por favor... isso dói! — Os lamentos e gemidos do Escoteiro não deixavam de inundar a caverna durante todo esse tempo, mas fiz questão de ignora-lo. Isso é um lembrete para ele não mexer comigo nunca mais.

Não muito tempo depois eu possuía em minhas mãos uma seringa com um líquido azul claro. Acho que por ele ter sido exposto por tanto tempo à kryptonita verde, a pele dele não irá possuir resistência alguma a uma injeção, certo?

— Batman... por favor, Bruce... — Ele implorou rouco quando surgi em seu campo de visão com a seringa em mãos.

— Você vai ficar bem... Clark. — Prometi ao espetar a agulha em seu braço. Como o esperado, a mesma entrou fácil e logo o líquido já estava em seu organismo.

Pequei a caixinha de chumbo, fechei e me afastei, mas me mantive pronto para abri-la novamente a qualquer momento.

Aos poucos o corpo dele foi voltando ao normal, ele já não arfava, nem tinha o rosto avermelhando e sua ereção desapareceu.

— Melhor? — Questionei quanto o vi se sentar no chão e esfregar as têmporas como se estivesse com dor de cabeça.

— Já estive melhor... Obrigado por me ajudar, essa sua gente é louca! — Ele riu do seu jeito bobão de sempre, que por acaso me irritava muito.

— Ótimo! Você já pode ir embora. Eu tenho mais o que fazer. — Usei meu tom de voz mais ríspido e dei às costas para ele.

— Espera Bruce... — Ele se levantou rapidamente e correu até mim, mas parou a dois passos de distância. Não sei se era por medo da caixa em minhas mãos, ou por medo da minha reação.

— O quê? — Questionei sério.

— Eu... eu... bem eu... — Ele se atrapalhou todo tentando achar palavras em sua boca, seu rosto corou. Qual o problema dele? O antídoto ainda não fez efeito completamente?

— Se vai ficar enrolando, esquece! — Voltei a dar as costas e me afastar.

— Não! Espera! — Ele avançou e dessa vez segurou no meu ombro, virando-me para si novamente. Porém assim que nossos olhos se encontraram, ele baixo os seus corando fortemente. Seus olhos acabaram repousando sobre as minhas mãos.

— Você se feriu! — Ele exclamou em pânico ao puxar minha mão dolorida para olhar o ferimento.

— Não é nada, pelo menos não é nada comparado com o que poderia ter acontecido aqui esta noite. — Estreitei os olhos para ele.

— Sim, verdade, mas... — A expressão dele ficou tristonha e até... decepcionada.

— Você estava querendo chegar a esse ponto? Estava querendo me violentar, alienígena? — Rosnei a pergunta e puxei minha mão ferida das suas.

— NÃO! Não, por céus! Não me entenda mal... eu estou feliz que tenha me parado, eu jamais me perdoaria se chegasse ao ponto de te ferir de tal forma, mas... — A expressão dele ficou lívida e séria ao mesmo tempo.

— Mas? — Questionei entre dentes contendo um resmungo irritado.

— Mas eu gostaria que você ficasse sabendo dos meus sentimentos por você de uma forma mais agradável. — Ele por fim confessou o que queria, seus olhos azuis ergueram-se e queimaram os meus.

Perdi a voz, perdi a capacidade de raciocínio, perdi tudo enquanto minha mente processava tal coisa. E olha que eu era preparado para muitas coisas e jamais era pego desprevenido.

— Quando fui atingido por aquele gás, eu poderia ter atacado qualquer homem na rua, porém meu coração clamava por você. — Ele colocou a mão sobre o enorme peito malhado e seu tom de voz saiu completamente apaixonado.

— Merda! Meu computador deve ter errado algum calculo. Tenho que fazer mais um antídoto pra você. — Só pode ser isso, não tem outra explicação.

— Não, Bruce, o computador não errou, eu já sentia isso por você muito antes do gás. — Ele voltou a segurar minha mão ferida nas suas, mas dessa vez levou aos lábios para soprar o lugar. O ar frio que saiu de seus lábios me proporcionou um alivio imediato.

O encarei intensamente sem crer no que acontecia. Aquilo tudo era muito idiota e o olhar de cão abandonado dele só piorava as coisas.

— Mas e a Lois? — Protestei.

— Ela é só uma amiga e uma grande colega de trabalho. — Ele falou seriamente enquanto alisava cuidadosamente a pele queimada de minha mão.

— Não confio em você. — Puxei minha mão das dele e dei um passo atrás.

— Ai... isso machuca, mas tudo bem, afinal você não confia em ninguém, não é mesmo? — O sorriso bobo dele me levou ao nível máximo de irritação, eu odeio esse lado Escoteiro bonzinho dele!

— Dê o fora da minha caverna seu alienígena maldito! — Rosnei para ele com vontade.

A expressão dele amuou completamente, até seus ombros largos perderam a compostura, agora ele parecia uma criança preste a chorar. Droga, ele me irrita muito com esse complexo de carinha bonzinho... como pode?

— Tudo bem então... espero que possamos continuar trabalhando juntos quando alguma coisa vier ameaçar destruir o mundo. — Ele suspirou antes de sair arrastando os pés pela caverna, ele nem se deu o trabalho de flutuar.

A pose de homem acabado, derrotado e humilhado dele era de dar pena, cada passo parecia uma lamentação. Meu coração duro que nem pedra deu uma leve amolecida.

Droga! Não posso lidar com isso como Batman, mas como Bruce Wayne talvez. Quem sabe se formos só dois homens comuns e não um Alienígena poderoso e um justiceiro negro isso possa dar certo.

— Espera... — Resmunguei ao retirar a máscara.

Ele virou-se com uma expressão cheia de esperança e por um momento quis destruir essa cara idiota dele, mas foquei na minha paciência.

— Quer resolver isso no meu quarto, Clark? — Convidei com seriedade.

A expressão dele me faria rir se eu não fosse alguém tão cheio de rancor e pesar. Os olhos dele se iluminaram com brilho inocente, seu rosto corou e seu queixo despencou.

Cinco minutos depois estávamos no meu quarto, agarrados um no outro de forma desejosa e agressiva. Os lábios colados enquanto as línguas disputavam por dominância. Minha máscara já havia sido retirada completamente e agora jazia no chão da caverna, onde iniciamos esse beijo voraz.

Eu não gostava do fato de estar sendo carregado, mas não tinha como reclamar da praticidade que era flutuar por aí.

Quando dei por mim já estávamos na cama, com ele em cima de mim. Mas nem ferrando!

— Você vai ser o Passivo. — Tentei inverter as posições empurrando ele de cima de mim, porém ele não se moveu um milímetro sequer.

— Quero ser o Ativo. — Foi tudo o que ele respondeu antes de atacar meu pescoço com chupões. Droga! Isso vai deixar marcas, seu maldito!

— De jeito nenhum você será o Ativo, você vai me matar! — Afastei meu pescoço de seus lábios persistentes.

— Bruce, eu sei me controlar, tecnicamente tudo neste mundo é frágil como papelão pra mim. Se eu consigo viver sem amassar as coisas, eu posso fazer isso sem te ferir. — Ele garantiu com um sorriso idiota retorcendo seus lábios, no entanto seu olhar era quente e libidinoso.

— Não confio em você nenhum pouco. — Afastei-me dele na cama e fui me sentar na beirada. Isso foi uma péssima ideia, eu não deveria ter me deixado levar pelo olhar de cão abandonado dele.

— Confie em mim, por favor, eu te amo e não faria nada para te ferir. Eu me segurei ao máximo com aquela droga. — Ele moveu-se na cama até ajoelhar-se atrás de mim. Seus lábios voltaram novamente para meu pescoço, depositando um beijo atrás da minha orelha. Um arrepio passou pela minha coluna causando um espasmo quente.

— Maldito... Tá bem, mas só com algumas condições. Você usará o anel de kryptonita e prometerá numa mais dizer que me ama de novo, isso irrita! — Resmunguei de cenho franzido, não gosto de ouvir essas melosidades desnecessárias.

— Mas... — Ele pareceu decepcionado com isso, mas o interrompi.

— É isso ou nada. — Fui firme.

— Tá bem, tá bem, mas podemos ao menos deixar o anel a uma distância que não me faça ficar desmontado no chão? — Ele pediu com as mãos erguidas em rendição.

Concordei com o pedido dele, afinal era um pedido razoável levando em consideração que ele ficou sem força alguma quando usei o anel cinco minutos atrás.

Após deixarmos a caixinha de chumbo com o anel de kryptonita aberta sobre uma cômoda que ficava do outro lado do quarto espaçoso, nós voltamos para o ponto onde paramos. Ele por cima de mim naquela cama espaçosa e confortável.

As línguas voltaram à sua batalha por dominância, enquanto as mãos dele buscavam uma forma de me tirar de dentro da minha armadura sem estraga-la, não perdendo a oportunidade de apalpar tudo que alcançavam. E eu que pensava que ele era a droga de um Escoteiro certinho... O maldito tem pegada!

A testa dele franziu de preocupação quando meu peito cheio de cicatrizes foi revelado. Seus dedos deslizaram por algumas marcas com pesar.

— O que foi? Perdeu o tesão com isso? Acha que estou arruinado? — A perguntas saíram firmes de meus lábios, mas meu interior se contraiu com um sentimento ruim.

— Não é isso... eu só não gosto de pensar no risco constante que você se coloca. Olha para essas marcas, é um milagre ainda estar vivo. Porque não se aposenta? — O olhar preocupado dele queimou minha face.

— E ficar em casa enquanto você tem toda a diversão? Nem ferrando! — Bufei ao ajuda-lo retirar o resto de minha pesada armadura.

Foi a vez dele de se despir, mantive toda e qualquer expressão traidora longe de meu rosto enquanto ele retirava a parte de cima do próprio uniforme. O dele parecia mais fácil de se retirar do que o meu, afinal ele não precisava de uma placa a prova de balas no peito, ele era a maldita placa.

Ele livrou-se da parte de baixo do uniforme com um suspiro de alívio quando o membro robusto soltou para fora. Novamente tive de me controlar para não revelar qualquer reação a ele, mas acho que meu coração me traiu ao acelerar, pois ele sorriu de canto antes de enfiar o rosto entre minhas pernas.

Eu estava prestes a reclamar quando senti uma lambida por todo o meu comprimento, após isso toda e qualquer resistência se foi. Apenas aproveitei a felação, deixando meu corpo tenso relaxar após tanto tempo de tensão.

A língua dele desceu ousadamente para um local onde eu não queria a boca dele, coloquei um pé em um de seus ombros e o afastei.

— Aí não. — O alertei com um olhar irritado.

— Mas... — O interrompi antes que ele falasse asneiras e me estiquei na cama até minha mão alcançar a mesinha de cabeceira.

— Tem lubrificante ali, você não precisa fazer nada nojento. — Resmunguei.

— Não acho nojento... — Ele suspirou chateado, mas pegou o pote e o abriu, melando os dedos de sua destra. Ele então me olhou como se pedisse permissão para continuar.

Voltei a deitar na cama e desviei o rosto para um lado.

Ele voltou a me chupar enquanto seus dedos se aventuravam por entre minhas nádegas, lambuzando tudo que tocava.

Cobri meu rosto quente com um dos braços quando um dos dedos dele entrou.

— Tudo bem? — Ele questionou com a boca lambuzada.

— Cala a boca! — Rosnei para ele.

O Escoteiro riu fraquinho antes de voltar a sua atenção para minha glande, ele se demorou nas malditas preliminares, sendo minucioso tanto no agrado em meu membro, quanto na dilatação do meu traseiro. E eu não podia reclamar, afinal estava indo às alturas com isso, sua língua fazia coisas inimagináveis com minha intimidade.

Logo minha mão não queimada desceu e se agarrou aos cabelos negros, empurrando a cabeça dele para baixo com força, chegando assim ao meu ápice.

— Cof... cof... poxa! Avisa, eu quase afoguei aqui! — Ele reclamou, mas engoliu tudo.

— Como se você pudesse morrer assim. — Bufei e ele riu ao retirar os dedos do meu interior.

A expressão dele mudou então, se tornando quente e necessitada.

— Seja um bom Escoteiro e use proteção. — Estiquei o braço para pegar na gaveta aberta da mesinha de cabeceira um pacote de alumino para entregar a ele.

— Você está achando que eu tenho alguma doença? — Ele ergueu uma sobrancelha indagativa pra mim enquanto seus lábios se abriam em um sorriso malandro.

— Você é um alienígena, vai saber se não possui uma doença nunca antes vista na medicina humana... Fora que seus fluidos podem ser ácidos para os humanos. — Abri o pacote e puxei a caminha melada para fora.

— Eu não sou o Alien do filme o oitavo passageiro! — Ele riu em deboche.

— Você ainda pode ser um desses alienígenas que querem incubar ovos em hospedeiros. — Estreitei os olhos para ele. Nunca se sabe, afinal ninguém conseguiu estudar a fisiologia dele ainda. E ele é o último da espécie, faz sentido querer se reproduzir as custa de uma espécie mais fraca e abundante.

— E você acha mesmo que essa coisa frágil de látex te salvaria de algo assim? — Ele brincou enquanto desenrolava o material sobre o membro pulsante.

— Tem razão, vamos parar por aqui. — Fiz menção de me levantar da cama, mas ele me impediu com um empurrão leve.

— Bruce! Deixa de ser implicante e curte o momento. Sei lá quando vamos chegar tão longe assim de novo. Do jeito que você é... É bem capaz que me expulse da cama assim que acabarmos. — A expressão dele ficou séria, mas dava pra ver um pingo do medo de ser rejeitado lá no fundo de seus olhos enormes.

— Cala a boca e anda logo com isso. — Resmunguei ao recostar a cabeça contra os travesseiros e erguer as pernas contra o peito de modo vergonhoso, tudo isso com uma expressão enfezada em minha cara.

Ele se aproximou prontamente, se colocando entre minhas pernas. Ainda não acredito que serei o passivo. Ele vai ficar me devendo uma... talvez depois eu use o anel de kryptonita para socar a cara dele com gosto.

Chiei pelos dentes quando a penetração causou uma ardência incomoda lá embaixo. Ele parou imediatamente.

— Tudo bem? Está doendo? — A voz dele era de alguém em pânico total, isso não era excitante.

— Cala a boca e continua... se for insuportável para mim você ficará sabendo. — Voltei a cobrir meu rosto com os antebraços.

Ele esperou um segundo, mas logo tornou a se empurrar para dentro. Ardeu, realmente ardeu, mas não era nada comparado às muitas outras dores que já passei por essa carreira de justiceiro negro.

Ele se afundou até a base e então parou totalmente, eu não sentia nem mesmo sua respiração sobre meu peito.

— Você está bem? — Ele questionou com o rosto mais vermelho que um sinal de pare.

— Já mandei calar essa maldita boca! Mexa-se logo! — A irritação borbulhava dentro de mim, odiava tê-lo me tratando como se fosse vidro... Talvez nas mãos deles eu realmente fosse frágil como cristal, mas ele tinha que aprender o quão forte e resistente eu sou.

— T-tem certeza? — Ele questionou com um tom receoso.

Com irritação destapei meu rosto e enlacei meus dedos atrás da nuca dele, o puxando para um novo beijo, onde eu comandei tudo. Não é porque estou sendo passivo que serei submisso em tudo na cama.

Ele levou isso com um sinal verde para continuar, então seu quadril moveu-se.

Estranhas sensações invadiram meu corpo, algumas dolorosas, mas no geral o prazer predominava e quando a mão dele envolveu meu membro e imitou os movimentos de sua cintura, aí eu fui ao paraíso e voltei.

Precisei desgrudar nossos lábios para respirar, caso contrário sufocaria, mas ele não parecia necessitado por ar, então voltou a marcar meu pescoço com chupões. Arranhei suas costas para marca-lo também, e graças a Kryptonita do outro lado do quarto, eu consegui fazer vergões surgir em sua pele imaculada.

Ele gemeu e arfou ao mesmo tempo com isso, acho que não estava acostumado a sentir a pela sendo ferida desse jeito. Isso me dava certa satisfação.

— B-Bruce... — Ele arfou ao aumentar a velocidade.

— O que é? — Resmunguei de cara amarrada.

— Eu gosto de você... — Ele se confessou ao ir mais fundo.

— Já disse para não dizer essas idiotices. — O encarei com irritação.

— Por favor... não me manda embora... não diga que essa será a nossa única vez... me dê uma chance... por favor. — Ele falava pausadamente entre uma e outra estocada, a essa altura eu já estava prestes a gozar e ele parecia estar chegando perto também.

Olhei na imensidão azul de seus olhos brilhosos, seus pedidos estavam carregados de sentimentos, eu podia sentir isso.

O meu lado negro e solitário que temia amar alguém, que temia perder tudo de novo gritava para que eu destruísse o coração dele agora. Esse meu lado queria que eu mandasse ele embora e dissesse coisas horríveis para que esses sentimentos dele por mim morressem de uma vez.

Porém meu outro lado, meu lado que clamava por uma luz nessa escuridão, o lado que implorava para que eu o aceitasse ao meu lado também gritava. Esse meu lado não tinha medo de perdê-lo, pois sabia que era mais fácil ele perder a mim do que o contrário.

— Droga... — Gemi quando meu corpo convulsionou de prazer ao gozar.

— Bruce? — Ele chamou com delicadeza.

— Não... arf... arf... conte a ninguém. Isso será... nosso segredo pelo tempo que durar. — Cedi e nesse momento um enorme sorriso surgiu nos lábios dele.

Foi a vez dele de estremecer após uma última estocada funda, seu corpo relaxou sobre o meu, mas seus lábios não perderam tempo em voltar aos meus com fome. O beijo a seguir foi terno e romântico demais para o meu gosto, mas cedi.

Me deixei experimentar um pouco do calor que emanava dele para não morrer congelado dentro da escuridão que sempre me cercava.

Talvez no fim isso não dê certo, afinal ele é o sol e eu a lua, mas eu vou tentar, pois talvez... no fim eu precise mais dele do que ele imagina.

.

.

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Arlequina...

Quanto tempo será que eles vão levar para perceber que eu estou dentro do closet assistindo tudo?


Fim.


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Notas finais.

Gostou? Espero que sim!

Encontrou um erro? Não hesite em me avisar, eu o corrigirei imediatamente. Estou sem tempo para revisar com atenção, mas não quero de forma alguma disponibilizar um trabalho mal feito, então se quiser ajudar, eu não me chatearei pelas correções.

Essa fanfic também está disponível no Nyah e no Wattpad, se ver em outro lugar é plágio, me avise, por favor.

11 de Março de 2018 às 02:49 1 Denunciar Insira 10
Fim

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Li Li Li Li
Arlequina melhor personagem que tornou nosso shipper real ❤
6 de Abril de 2018 às 18:27
~

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