Mother Seguir história

cammis Cammis Silva

Você acredita em bicho papão? E se ele morar dentro do seu armário?


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#horror #sobrenatural #suspense #terror #naruto #kushina #minato #Família-Uzumaki
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Guarda-Roupa




“Ás vezes o mundo dos vivos se mistura com o mundo dos mortos.”

Os Outros




O clima mantinha-se frio naquela noite na pacata cidade de Konoha. As ruas estavam desertas, somente os postes de iluminação e o vento traziam alguma vida ao lugar. Os rumores de desaparecimentos nos arredores haviam deixado os moradores amedrontados e em estado de alerta.

Perfil das vítimas? Mulheres.

Até o momento a polícia local não havia encontrado pistas que levassem á uma explicação por tais sumiços. Não sabiam se era um psicopata ou serial killer, até mesmo a hipótese de um maníaco sexual fora levantada, porém, nada comprovado.

Por este motivo, um toque de recolher havia sido estabelecido na cidade. Ninguém devia sair após as nove da noite, era o conselho do delegado Hatake.

Eram dez da noite e nenhuma pessoa era vista nas ruas, comércio fechado e casas trancadas.

O esquema não era diferente na residência Uzumaki. Janelas e portas trancadas. Sistema de alarme? Sempre ligado.

Após o jantar - delicioso - preparado por sua esposa Kushina, Minato colocava seu pequenino na cama. Já havia passado o horário do menino dormir, entretanto ele enrolava até não poder mais e Minato sabia o motivo.

- Papai eu 'tô com medo. - o loirinho se encolhia na cama fazendo biquinho na tentativa de persuadir o pai.

Com sua calma corriqueira, o maior acariciou os fios dourados de seu menininho. - Não precisa ter medo Naru, tudo é apenas fruto da sua imaginação.

- Não é! Eu juro papai, tem um monstro no meu armário! - protestava o menor enquanto seu pai lhe cobria com um manto grosso - com estampa do lanterna verde - para aplacar o frio daquela noite.

O loiro mais velho se levantou caminhando pelo quarto infantil em direção ao armário branco – que ficava embutido á parede – cheio de adesivos de super-heróis, logo abrindo as duas portas lhes dando a visão de calças e casacos infantis - pertencentes à Naruto -.

- Viu? Não há nada meu filho, você apenas não se acostumou a dormir sozinho, logo esse medo vai passar tudo bem? - fechou as portas do guarda-roupa e caminhou até o filho - que mantinha um semblante desconfiado no ármario - deixando um beijo suave em sua testa. - Durma bem, meu anjo.

Kushina que havia chego no cômodo naquele momento entregou o bichinho de pelúcia favorito de seu filho – uma raposa chamada Sr. Kurama – e lhe beijou as bochechas rechonchudas.

- Não há com o que se assustar amor, mas se ficar com muito medo pode vir dormir com a mamãe e o papai, está bem? - sorriu docemente do jeito que Naruto amava e sentia-se protegido.

- Eu te amo mamãe.

- Também te amo meu príncipe. - a ruiva então acendeu a luz do abajur - com o formato do Sistema Solar - e foi para porta do quarto do menino onde seu marido estava observando a interação de mãe e filho.

- Por que ele só se acalma com você? - questionou o loiro um pouco indignado e enciumado.

- Porque eu sou a mãe dele. - piscou para o companheiro com um sorriso sapeca. Ambos riram antes de lançar um último olhar para o garotinho adormecido com a raposa laranja em seus braços. As luzes foram apagadas e a porta do local fechada por Minato.


[...]


A chuva caía fortemente do lado de fora e os relâmpagos constantes completavam a paisagem obscura. O relógio marcava três da madrugada quando um estrondo alto causado por um trovão acordou Minato repentinamente. O loiro sentou na cama com certa afobação enquanto sua respiração pesada e acelerada repercutia pelo quarto misturando-se ao som da chuva e ventos. Limpando o suor frio de sua testa, olhou para o lado encontrando sua esposa perdida em seu mundo de sonhos. Sorriu de canto, Kushina tinha o sono pesado, o homem de olhos azuis já estava acostumado com isso.

Inclinou-se na direção dela e deixou um beijo casto em seus lábios – os lábios que amava desde seus quinzes anos – e levantou da cama retirando-se do quarto do casal. A casa estava completamente escura, apenas os relâmpagos que entravam pelas janelas iluminavam vez ou outra o local.

Minato foi até sua cozinha onde acendeu a luz, tendo a visão do ambiente vazio. Serviu-se de um copo de água para se acalmar. Detestava tempestades, tinha essa fobia desde criança depois que seus pais morreram em um acidente de avião causado por uma tempestade como essa.

Quando se virou para por o copo na pia, o mesmo caiu de suas mãos com o susto que levou ao se deparar com a figura pequena lhe encarando na entrada da cozinha.

- Que susto filho! - o homem exclamou revezando o olhar entre Naruto – vestindo seu pijama de sapinhos – e os cacos de vidro espalhados pelo chão, consequência do copo quebrado.

- Estou com medo papai. Tem alguma coisa no meu armário. - o loirinho disse assustado. - Quero a mamãe. - exigiu coçando os olhos de sono.

Minato suspirou dando a volta pelos cacos de vidro e pegando o filho no colo. - Tudo bem campeão, você pode dormir com a gente ok? - beijou a bochecha do menino que escondeu o rosto no pescoço do mais velho. - Amanhã eu dou um jeito nisso. - resmungou sobre o copo quebrado, apagando a luz da cozinha e caminhando até o quarto do casal. Quando pôs o pé no corredor que dava acesso ao seu quarto - no fim do mesmo corredor ficava o quarto do filho - Minato ouviu barulhos vindos do quarto pertencente á criança. O pequeno estremeceu em seus braços.

- Papai é ele. - sua voz saiu chorosa e mais um trovão terrivelmente alto soou pelo local, assustando os dois. O homem foi em passos rápidos para o cômodo que compartilhava com a esposa e deixou o filho na cama - que logo se agarrou a matriarca - foi até seu armário e retirou um taco de beisebol de lá. Kushina que estranhou a movimentação em seu colchão abriu os olhos ainda sonolentos e olhou para o marido armado com o objeto.

- Minato, que isso?

- Vou olhar o quarto do Naruto. Escutei algo lá, fique aqui com ele. - o tom sério do companheiro foi o que realmente despertou a mulher ruiva que agarrou ainda mais o filho que lhe abraçava como se sua vida depende-se disso.

- Tenha cuidado querido.

- Vai ficar tudo bem. - tentou tranquilizar a esposa, mesmo que ele não estivesse tão calmo assim. Deixou o quarto e seguiu novamente no corredor escuro. Era nessas horas que banqueiro detestava ter comprado uma casa tão grande, aquilo era realmente medonho à noite.

Outro estrondo veio do quarto do filho, e o mais velho se chutava mentalmente por não ter acreditado no menino. E se fosse um ladrão esperando para atacar? Estava escondido em sua casa esse tempo todo?

Eram muitos questionamentos que rodeavam a cabeça do homem de pele bronzeada. Abriu lentamente a porta do quarto infantil e observou o ambiente. Estava tudo em seu devido lugar - exceto pela cama desarrumada de Naruto e sua pelúcia largada em cima dela - com apenas a luz do abajur iluminando o local, como havia deixado.

As portas do guarda-roupa do menino começaram a se mexer e Minato constatou que os estrondos anteriores viam de lá.

Havia algo ali dentro.

O loiro engoliu em seco. Tentando segurar o taco com mais firmeza, o homem abriu as portas do armário encontrando as peças de roupas do garoto penduradas nos cabides, empurrou-as para o lado e se deparou com a figura de Naruto amordaçado com uma blusa e as mãos amarradas por outra peça de roupa.

Em choque, o loiro deixou o bastão cair de sua mão e seu corpo ficou trêmulo.

Como Naruto estava no armário se havia deixado ele no quarto com Kushina?

O garotinho estava tremendo e seus olhos estavam vermelhos pelas lágrimas que banhavam seu rostinho angelical. Apressadamente, Minato retirou a mordaça do menino.

- Papai ele quer a mamãe! - disparou para o desespero do homem que ouviu um grito da esposa vindo do quarto do casal.


6 de Março de 2018 às 22:47 2 Denunciar Insira 4
Fim

Conheça o autor

Cammis Silva Escritora (amadora); Leitora, apaixonada por fantasia e terror; Musica move meu mundo.

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Crazy Clara Crazy Clara
Mulher, para de fazer isso comigo.
9 de Março de 2018 às 13:28

  • Cammis Silva Cammis Silva
    Não consigo parar, é mas forte que eu. 9 de Março de 2018 às 19:46
~