Agora que você me ama, eu me amo. Seguir história

belith__ BELITH

Não pude me conter e cai de joelhos aos prantos, sim, eu estava tão feliz por ter o visto jogando, completamente recuperado, sorrindo para mim. Meu coração iria saltar a qualquer momento, como o amo. — Me desculpe. Nunca mais vou me afastar de você, Takao. —Encostei nossas testas e o olhei nos olhos— Takao, você aceita se casar comigo? —Perguntei num sussurro.


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#romance #drama #homossexual #tsundere #OTPknb #kurobas #tiabelith #belithredfox #yaoidabelith #yaoi #lemon #Shin-chan #Takao Kazunari #Midorima Shintarou #Midotaka #Kuroko no basket #Kuroko no basuke #KNB
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História de um casal.

Midorima Shintarõ

Sexta-feira — 21h45mim

Meu nome é Midorima Shintarõ, tenho 23 anos, 195 cm de altura, cabelo e olhos verdes, pele clara. Minha profissão: fisioterapeuta. Casado com Kazunari Takao, chefe de cozinha, mas que eu fiz parar de trabalhar fora e agora trabalha como doceiro em casa, pegando encomendas de bolos de casamento, aniversário, essas coisas; pai de duas lindas meninas, Nanami e Sawako; moro em uma casa grande e bela que ganhei da minha mãe como presente de casamento. Hoje é dia 07 de julho, uma bela sexta-feira, estou no carro voltando do trabalho, extremamente cansado, mas ansioso para ver meu esposo e minhas filhas, não ha nada mais confortante do que tê-los em meus braços. Eu e Takao nos casamos há quatro anos, quando terminei minha faculdade de Fisioterapia nos EUA, velhos tempos, mas foi tudo tão intenso.....



------------------- Flash Back --------------------


Shutoku — Últimas semanas de aula

— Nee, Shin-chan, você já decidiu que curso vai fazer na faculdade? —Takao.

— Estou em dúvida entre Medicina e Direito, mas é provável que escolha alguma área da medicina. E você, Takao?

— Gastronomia, é claro! —Sorriu divertido.

— Isso não é curso de mulher?

— Que mal tem em cozinhar bem? Eu vou fazer o que gosto. —Fez bico.

— Francamente, você não tem jeito.

— Deixa disso, Shin-chan, a gente tem que fazer aquilo que gosta e que, de alguma forma, possamos usar com as pessoas que amamos.

— Discordo em gênero, número e grau. Mas não quero discutir com você agora. Vamos que temos treino ainda.

— Hai hai, Shin-chan.

Era uma tarde tranquila, se não fosse por Takao sempre no meu pé, onde quer que eu fosse lá estava aquele moreno de olhos azul metálico, sempre ao meu lado, não importava quantas vezes eu era ignorante, rígido, as coisas ruins que fazia com ele, Takao sempre voltava para mim sorrindo como se nada tivesse acontecido. Por mais que seja insuportável, infantil, chato, grudento, tenho que admitir, ele tem suas qualidades, como essa de estar sempre sorrindo, muitas vezes estou nervoso ou desgostoso com alguma coisa relacionada ao horóscopo, mas é só encontrar aquele sorriso que tudo melhora, parece uma droga, é alívio imediato, transmite paz, conforto, confesso que muitas vezes sorri em segredo após o encontrar, mas isso é algo que não vou admitir nem sobre ameaça, vai morrer comigo.

Sim... esses eram meus pensamentos tolos, como Takao sempre esteve ao meu lado, sempre mesmo, no real sentido dessa palavra, ele nunca reclamou sobre me carregar para cima e para baixo, não importava o que eu pedisse, fazia de bom grado, por isso, nunca me perguntei como seria não tê-lo por perto e esse foi meu pecado. Não ter valorizado aquele garoto, não ter admitido para mim mesmo que sem ele eu não saberia o que fazer. O que seria de mim sem aquele sorriso? Sem seus passes? Sem suas piadas nos momentos mais tensos? Sem seu cheiro? Eu não seria nada, essa é a resposta para todas as perguntas. Hoje eu sei disso... mas naquela época... eu fiz a maior burrada da minha vida.


Depois do treino

— Shin-chan, vamos sair hoje?

— Sair?

— Sim; a gente podia ir comer.

— Dá um tempo, Takao! Você não tem outra pessoa para encher o saco não? Eu quero estudar, o vestibular está chegando, quero passar na faculdade, por que você não faz o mesmo?

— S-Shin-chan..

— Urusai! Não aguento mais! Toda hora na minha cola, vai viver! —Bufei.

Takao já estava me sufocando, não aguentava. O tempo todo me chamando, me querendo com ele, que saco! Por que não conversa com outras pessoas? Eu sei que é popular no colégio, já cansei de ver várias meninas se jogando nele, chamando para sair e ele rejeitava para vir me encher. O moreno ficou em silêncio por alguns breves minutos e logo...

— Você tem razão, desculpe. —Disse calmo sorrindo.

Aquela atitude foi... estranha. Essa é a primeira vez que Takao da um sorriso forçado como esse, eu exagerei? Deveria pedir desculpa? Mas só falei a verdade, bem, meia verdade, pois eu até gosto de comer com ele. Humf! Daqui a pouco ele volta correndo e me persegue, tenho certeza disso, não há com o que se preocupar.

Mas por alguma estranha razão, ele não voltou. Tomei meu banho no vestiário e ainda esperei alguns minutos, mas nada. Takao não apareceu. Caminhei lentamente até minha casa, uma parte de mim queria que ele voltasse, alimentava uma falsa esperança de que voltaria. Sim, ele voltaria e faria piadas desnecessárias. Arrastei-me pensando no que aquele idiota estaria fazendo para ainda não ter voltado. Por que ele ficou daquele jeito? Ele pareceu bem desapontado. Mas, eu... Bem, eu poderia ter sido um pouco mais educado, mas não adiantaria nada. Por isso houve aquela explosão. Cheguei em casa, comi e fiquei no quarto tentando estudar, mas adivinhe? Não conseguia me concentrar, olhava para tela do celular, esperando uma mensagem de Takao que não chegaria, sim, foi essa a conclusão que cheguei depois de duas horas, ele não falaria comigo. A culpa pesou, senti um enorme aperto no coração, era sexta-feira, estávamos nas últimas semanas de aula. Desisti de estudar, não conseguia parar de pensar nele. Por quê? Por que isso agora? Eu deveria estar feliz por não tê-lo no meu pé, certo? Liguei a televisão para me distrair um pouco e estava naquele canal em que passam clip’s de cantores do universo pop...

Tell them I was happy

Diz a eles que eu era feliz

And my heart is broken

E meu coração está quebrado

All my scars are open

Todas as minhas cicatrizes estão abertas

Tell them what I hoped would be

Diz-lhes o que eu esperava ser

Impossible, impossible

Impossível, impossível

Impossible, impossible

Impossível, impossível


Fiquei por alguns minutos paralisado com a letra, era profunda e o cantor é bom, nunca havia ouvido, mas por alguma razão senti uma forte dor no peito quando ouvi esse trecho, como um mal pressentimento. A primeira coisa que me veio à cabeça foi “Takao”. Logo meu celular tocou e eu tomei um grande susto.

----------- Ligação On -----------

Eu: Alô, capitão?

Õtsubo: Midorima? Você está ocupado?

Eu: Não, aconteceu alguma coisa?

Õtsubo: Sim...

Eu: Fale logo, por favor.

Õtsubo: Eu estou no hospital geral do centro...

Eu: O que está fazendo ai? Passando mal?

Õtsubo: Não, estou com Myiaji ele estava voltando de algum lugar com Takao e quando foram atravessar a faixa...hum... Takao foi atropelado por um ônibus.

Meu mundo parou nesse momento, o chão desabou, estava só! Isso foi a única coisa que consegui pensar, grossas lágrimas transbordaram de meus olhos. Takao foi atropelado? Ele está no hospital? Por quê? Por quê?

Eu: Atropelado?

Õtsubo: Sim, mas inacreditavelmente sobreviveu. Está no centro cirúrgico nesse momento.

Eu: Cirúrgico?

Õtsubo: Sim, Takao quebrou a bacia e as duas pernas, machucou os braços, fraturou algumas costelas por ter rolado. É tudo que sabemos até então.

Eu: Chego em meia hora, mantenha-me informado sobre tudo que acontecer, por favor.

Õtsubo: Tudo bem, estaremos te esperando.

---------- Ligação Off ------------


Baka! Por que você não estava prestando atenção no sinal? No que diabos estava pensando? Você tem problema? Pelo amor de Kamisama, sobreviva! Não ouse me deixar Takao, eu revivo você para lhe matar. Onegai, onegai Takao... sobreviva, não me deixe sozinho, não... não me deixe viver sem seus sorrisos, por favor...

As lágrimas eram constantes, eu não conseguiria viver sem ele, e essa verdade era absoluta.

Cheguei ao hospital em menos de trinta minutos, meus olhos já estavam vermelhos, precisava de uma boa notícia, sim, pela primeira vez na vida fiz minhas orações e se fossem atendidas eu nunca mais acreditaria em horóscopo, em sorte, pois sem aquele idiota ao meu lado, não há sentido em nada disso. Eu preciso, aliás, necessito dele. Adentrei o hospital como um maluco, chegando à sala principal do mesmo, todos os membros do time estavam lá.

— Onde ele está? —Perguntei desesperado.

— Ainda na cirurgia. —Õtsubo.

— Me fala! O que vocês estavam fazendo? Como ele foi atropelado? Você não o avisou sobre o sinal? Responda! —Berrei com Myiaji.

— E-Ele estava meio abatido, não sei porquê, mas ficava falando coisas como “eu só queria te ver sorrir” ou algo parecido. Não sei, mas estava bem abatido, não sorria nem nada.

— Abatido?

— Sim, nem prestava atenção no que eu dizia também, ficava distraído.

— Onde está o material dele? —Perguntei.

— Aqui. —Õtsubo me entregou a bolsa de Takao.

Peguei a mesma e comecei a vasculhar. Assim que abro a mesma, havia um caderninho cheio de papéis para fora, assim que abro o mesmo, nas últimas páginas, pois essas estavam com fitinhas verdes, meus olhos encheram-se de água:

Sexta-feira — jantar para o Shin-chan...

Mousse de limão

· 1 lata de leite condensado

· 1 lata de creme de leite

· 1/2 copo americano de suco puro de limão (pode ser qualquer tipo de limão)

· Bis de limão (pois Shin-chan gosta com bis)


Ele estava preparando um jantar para mim hoje? Alguns flash’s me vieram como facadas: “a gente podia ir comer...”; “eu só queria te ver sorrir”; “ele estava meio abatido”. Idiota! Assim que continuei mexendo, encontrei um CD de música clássica, piano?! Músicas tocadas no piano são minhas favoritas. Ele estava preparando um jantar? “a gente tem que fazer aquilo que gosta e que, de alguma forma, possa usar com as pessoas que amamos...” Então era isso? As lágrimas se intensificaram, por que nunca me disse nada? Por que nunca disse que sentia alguma coisa por mim?

Não demorou muito e a mãe de Takao chegou, ela estava desesperada, seus olhos inchados. Eu senti a culpa pesar ainda mais, se eu não tivesse dito aquilo, se tivesse aceitado o convite, estaria comendo com ele, vendo-o sorrir para mim como sempre faz, ouvindo as músicas que gosto. Por quê? Droga!

— Shintarou? —Chamou a mãe dele.

— Olá. —Disse com voz trêmula, queria morrer.

— Vocês deveriam estar em casa. Eu já tinha preparado a mesa, o que houve? —Perguntou aos prantos.

Não tive coragem de dizer, estava me sentindo um completo idiota, poderia ser espancado até a morte, eu merecia. Ele estava apenas tentando me agradar e olha o que eu fiz, estraguei tudo. A mãe de Takao e eu chorávamos como duas crianças; nunca desejei tanto que Takao estivesse perto de mim. A gente nunca dá valor ao que tem, até perder. Mas eu não me permito perde-lo, não mesmo.

2 horas depois~

— Eu gostaria de falar com o responsável de Kazunari Takao. —Doutor.

— Sou eu. —Mãe de Takao.

— A senhora pode ficar tranquila, a cirurgia foi um sucesso, Takao vai conseguir andar, normalmente. Mas por enquanto vamos mantê-lo sedado para aliviar as dores. Assim que estiver bem, precisará fazer fisioterapia, para recuperar os movimentos aos poucos. Mas está fora de risco. —Sorriu.

.

.

.

.

.

Ninguém conseguia dizer uma só palavra, eu estava tão feliz por saber que a vida havia me dado uma segunda chance. E só conseguia agradecer, mas agora havia tomado minha decisão: medicina, esse seria o curso. Para usar com quem amo.

— Você tinha razão, Takao. Sussurrei para mim mesmo.

Depois de um tempo pudemos entrar no quarto de Takao, onde ele dormia calmamente. Estava aliviado por ele estar bem, saber que ainda iriamos nos encontrar. Depois que todos saíram fiquei mais um pouco, queria olhar esse rosto mais uma vez, antes de sair.

— Eu te amo. —Sussurrei segurando sua mão deixando minhas lágrimas escorrerem.

Ali fiquei, chorei por longos minutos, mas era um choro de alegria por conseguir dizer a palavras que escondi por tanto tempo. É uma pena ele não estar acordado para ouvi-las, mas eu voltaria. Sim, voltaria e quando esse dia chegasse, estaria formado.

Os dias passavam e Takao se recuperava aos poucos, fiz o vestibular e consegui vaga em três universidades, uma delas nos EUA e foi nessa que ingressei, o ensino era integral, então conseguiria concluir em dois anos e meio. Antes de ir visitei Takao por uma última vez. Escolhi fazer Fisioterapia. Assim o fiz, viajei, consegui uma república próxima à faculdade e me dediquei por completo aos estudos.








2 anos e 6 meses depois

Soube que Takao está recuperado e trabalha em uma confeitaria, ele fez o curso de culinária, de doceiro e trabalha no ramo. Sua mãe sempre me manda mensagens, mas o mesmo não entrou em contato comigo. Assim que sai do metrô, caminhando rumo à minha casa, passei perto de uma quadra de basquete. Senti saudade da época em que jogava com Takao, dos passes que recebia, das cestas que conseguia marcar, bons tempos. Tomado por esse sentimento me aproximei da quadra para poder dar uma olhada nos jogadores, pois é sempre nostálgico ouvir o quicar da bola, não jogo uma partida desde que iniciei a faculdade. Quando chego à quadra, sinto meu coração parar.

— Takao... —Disse deixando minha mala cair..

— Shin-chan. —O mesmo me encara e depois me presenteia com o mais belo sorriso que já vi.

Não pude me conter e cai de joelhos aos prantos, sim, eu estava tão feliz por ter o visto jogando, completamente recuperado, sorrindo para mim. Meu coração iria saltar a qualquer momento, como o amo. Sim, amo demais. E agora, agora eu não o deixaria escapar. Fui tirado dos devaneios pelas mãos de Takao que estavam em meu rosto, o mesmo estava ajoelhado a minha frente, sorrindo, mas seus olhos também estavam molhados, o puxei com todas as minhas forças, envolvendo-o nos braços, apertando o máximo que podia. Ah, como é nostálgico, o cheiro adocicado ainda é o mesmo, o cabelo macio, sim, é ele, meu Takao.

— Eu te amo. —Sussurrei.

— Shin-chan...

— Me perdoe, eu fui um idiota.

— Shin-chan, senti sua falta.

— Me desculpe. Nunca mais vou me afastar de você, Takao. —Encostei nossas testas e o olhei nos olhos— Takao, você aceita se casar comigo? —Perguntei num sussurro.

— Shin-chan.. te amo. —Me deu um selinho chorando.

Depois desse dia fomos juntos para casa. Eu nunca mais o abandonaria, nossos pais foram muito compreensivos e permitiam nossa união, nos casamos no civil e fizemos uma pequena comemoração para a família e alguns amigos. Minha mãe nos deu a casa de presente, era grande e muito bonita, dois andares, com piscina, garagem dupla. Com um ano de casado, decidimos ter filhos e conseguimos através da Barriga solidária, uma amiga minha do hospital disse que adoraria ajudar, Takao havia feito o bolo de aniversário de 15 anos da irmã dela e ambas simpatizaram com meu marido. Então fizemos a inseminação com a mistura do nosso material genético, tudo correu bem, conseguimos de primeira e tivemos nossas duas princesas, Nanami, olhos azuis como os de Takao e cabelos verdes como os meus e Sawako, olhos verdes como os meus e cabelos negros como os de Takao, as duas infelizmente, com miopia, mas Takao disse que seria a marca delas. Eu proibi Takao de trabalhar fora para cuidar das nossas filhas, mas ele só aceitou se pudesse trabalhar em casa, então fizemos uma cozinha industrial para ele, onde fazia seus bolos, salgados, entre ouras coisas, pegava encomendas de festas etc; nossas filhas cresceram e veio a necessidade dos óculos e as duas acabaram com o mesmo modelo que eu, ideia de Kazunari.

O que dizer? Eu tenho a vida perfeita. Com o homem que amo, minhas filhas, família e amigos. Tudo como que sempre sonhei.

--------------------- Flash Bach Off ----------------------












Cheguei em casa, estacionei o carro. Assim que me aproximei da porta achei estranho o fato da casa estar toda apagada, Takao não disse que iria sair ou algo parecido, até porque hoje é meu ultimo dia de trabalho, peguei as férias que estavam me devendo, já que cobri outro médico, então pensei que Takao estaria em casa. Isso é estranho. Sem falar que estou exausto. Peguei as chaves e abri a porta.

— Tadaima! —Disse ascendendo as lâmpadas.

— Otanjōbiomedetō. —Gritaram os presentes na casa.

Minha pasta acabou caindo das minhas mãos, junto com chave. Estava estático, 07 de julho, meu aniversário e eu esqueci por completo. Estive tão entregue ao trabalho que esqueci o meu aniversário. Quantas noites têm que não durmo com meu marido? Talvez uma semana, tenho pegado os turnos da noite e manhã, venho em casa para cochilar e não converso muito com ninguém, não tive tempo para minha família.

— Okairi, querido. —Takao.

— Okairi, Otosan. Minhas filhas.

— Eu... amo vocês. —Disse pegando as duas no colo e beijando Takao.

— Não se esquece da gente, Midorimacchi. —Kise.

— Viemos matar a saudade. —Aomine.

— Eu queria comer o bolo do Takao. —Murasakibara.

— Apenas por consideração. —Akashi.

— Parabéns, Midorima-kun. —Kuroko.

— Muito obrigado, todos vocês, eu não tenho palavras para agradecer. —Disse deixando algumas lágrimas escaparem.

— Aposto que esqueceu não foi, amor? —Takao.

— Sim eu me esqueci. —Sorri.

— Okãsan, vamos mostrar o bolo pro Otosan. —Nanami.

— Hai hai, querida, vamos mostrar nosso bolo ao papai. —Sorriu Takao pegando-a do meu colo.

Quando chegamos à copa da casa tinha um bolo enorme com desenhos de bola de basquete, era perfeito, tinha o número 6 no bolo, minha camisa do Shutoku, velhos tempos. Uma faixa, balões. Minha sogra, minha mãe, todos lá, até alguns amigos do trabalho. Depois dos parabéns e da comilança, admito: Takao é o melhor em se tratando de bolo, doces, salgados e tortas, comi muito.

— Hora dos presentes! —Minha mãe.

— Não precisava disso. —Disse sentando.

— Claro que precisava, Shin-chan! —Takao protestou.

— Otosan, eu espelo que goste do plesente. —Sawako.

— Querida, é claro que eu vou gostar.

Ela me deu um conjunto de casaco de panda. Imagino que seja para mim e Takao, a verdade é que eu gostei. Ficaria bonitinho.

— Otosan, eu.. eu complei isso, espelo que goste também. —Nanami.

— Deixa o papai ver o que minha princesa comprou. —Peguei o presente.

Era uma camisa social preta muito bonita. Eu não tinha nenhuma, aposto que é obra do Takao, ele sabia que eu queria uma, mas não tinha tempo para comprar. Takao me deu um cinto, Murasakibara um relógio, Kise uma caixa cheia de brinquedos sexuais, Aomine um par de tênis para basquete, Akashi uma pasta para o serviço, era de couro preta, muito bonita, Kuroko me deu um kit com três gravatas, eu gostei. Mais outras coisas. Foi uma noite agradável com meus amigos e familiares.

— Bem acho que já está na nossa hora. —Kise.

— É verdade, precisamos deixar o casal se divertir. —Sogra.

— Nani? —Perguntei.

— Não se preocupe Shintarou, as meninas vão ficar na minha casa. —Sogra.

— Por quê? —Perguntei.

— Porque você precisa dar atenção ao seu marido, certo? —Me olhou com olhar acusador.

— Hai.

— Otosan, cuida da Okãsan, tá bom? —Nanami.

— Mas é claro que eu vou cuidar.

— Okãsan... eu não quero ir. —Chorava Sawako.

— Minha florzinha, amanhã você vai voltar, é só uma noite na casa da bãchan. Você não estava com saudade? —Takao a consolava.

— Estava...

— Então, meu amor, amanhã nós vamos fazer o almoço todos juntos, eu, você, Nanami-chan e Shin-chan. Tudo bem?

— Tudo bem! —Sorriu igual ao Takao, tão linda.

— Essa é minha princesa. Agora vão e se comportem. —Beijou as duas.

Despedimo-nos das pequenas e nossos amigos. Eu e Takao arrumamos tudo, estava cansado, mas não o deixaria fazer tudo sozinho. Assim que terminamos, estava secando minhas mãos, quando sinto Takao colar seu corpo ao meu por trás, deslizando as mãos por meu peito.

— Senti saudade, Shin-chan. —Beijou minhas costas.

— Eu também. —Virei.

— Vamos tomar um banho juntos? Perguntou me dando um selinho.

— Claro. O peguei no colo.

Colocamos a banheira par encher, enquanto Takao estava sentado na pia, o segurava pela cintura enquanto tirávamos nossas roupas sem pressa, trocando beijos ternos e carícias.

— Ahh... Shin-chan.. Gemeu quando o mordi no pescoço.

— Eu te amo tanto... —Chupei o local que mordi.

— E-Eu também te amo. — Segurou meus cabelos puxando de leve.

— Me desculpe por ter trabalhado feito um louco e não ter lhe dado a atenção que merece. —O encarei culpado.

— Não precisa se desculpar, o importante é que você está aqui agora, comigo. —Disse me envolvendo com os braços pelo pescoço. Deslizei a mão pelas coxas fartas de Takao chegando as nádegas e apertando-as, como se estivesse abrindo.

— Own, Shin-chan. —Gemeu manhoso.

— Tão sexy. —O beijei.

— Nee Shin-chan.. —Chamou manhoso com aquele brilho no olhar.

— Hum?

— Me fode? —Mordeu minha orelha e roçou nossos sexos.

— Com prazer. —O puxei pegando-o no colo.

Desliguei a água da banheira e tranquei o mesmo. Coloquei Takao na cama e fiquei por cima o beijando calorosamente, como senti falta desses beijos repletos de luxúria, preciso dar um tempo mesmo no trabalho e aproveitar minha família. Ambos estávamos apenas de cueca. Desci meus beijos até os mamilos de Takao e chupei cheio de gana.

— Shin-chan...

Continuei o chupando e fui descendo por sua barriga, deixando uma trilha de saliva, chegando ao membro rijo. Tirei a box e abocanhei sem cerimônia, estava louco para sentir o sabor dele, o engolia por completo, Takao arqueava as costas pedindo por mais, segurava em meu cabelo afundando minha cabeça contra seu membro, não demorou muito e gozou.

— Minha vez! —Sorriu sedutor me empurrando.

— Oe, Takao.

— Shin-chan, eu quero chupar você. —Disse sedutor.

— Não fala assim... —Rosnei apertando suas coxas.

Takao tirou minha cueca com os dentes e passou a língua na glande me fazendo arfar, ele sabe exatamente como eu gosto, iniciou a sucção na cabeça, fazendo sua saliva escorrer pelo membro, depois lambeu toda sua extensão para logo coloca-lo na boca por inteiro, devorando-o ferozmente.

— T-Takao, hunr...—Estava entregue ao prazer.

— Goza para mim, Shin-chan?! —Pediu me encarando enquanto me masturbava e chupava a cabeça.

— N-Não faz isso Takao...

— Onegai.. Goza para mim... —Sussurrou fazendo movimentos circulares com a língua na glande enquanto masturbava o resto com as duas mãos, foi o fim.

— Takao! —Urrei gozando.

— Tão gostoso. —Limpou todos os vestígios do meu orgasmo, era tão sexy fazendo isso.O puxei para um beijo e logo o joguei na cama, ficando por cima.— Me fode logo, Shintarõ.. —Disse passando a mão em meu membro novamente ereto.

— Você me deixa louco.

Peguei o lubrificante na gaveta do criado e passei em sua entrada, pois não havia o preparado e como bem o conheço, não aguentaria esperar por preparo. Passei um pouco em meu membro também. Rocei meu pênis em sua entrada, fazendo-o rebolar.

— Shin-chan... anda logo...

— Você quer ser fodido? —Perguntei o encaixando em meu colo.

— Sim, eu quero, eu quero ser fodido por você, Shin-chan, me fode. —Pedia suplicante roçando em meu pau.

— Você venceu. —O penetrei de uma só vez.

— AH! Gritou deixando algumas lágrimas escorrerem.

— Eu amo você . —Disse o beijando.

Nosso beijo era afoito, cheio de desespero, não sei quando foi a última vez que fizemos, eu também estava no limite, o desejava cada vez mais, eu o amo, amo sua voz rouca enquanto transamos, amo quando geme meu nome, quando me pede para ser fodido, eu amo tudo. Nossas línguas dançavam numa coreografia bem ensaiada, enquanto as mãos de Takao exploravam minhas costas, arranhando de leve. Aos poucos pude sentir que ele já estava mais relaxado e iniciei s movimentos, que logo estavam sendo violentos.

— Mais fundo, mais fundo, Shin-chan.. mais.. —Pedia abrindo as pernas.

— Takao...

— Mais, me fode mais, m-mais..

— Huumm....

—Ah, ah! S-Shin-chan...

— Geme meu nome, Takao... mais alto.

— Shintarõ! Me foda! Shintarõ, mais...

Continuei o estocando sempre no ponto mágico, nossos corpos chocavam-se brutalmente, nos movimentos de vai e vem, Takao gritava meu nome, agarrado ao meu corpo. Não demorou muito e chegamos ao clímax juntos.

— Shin-chan, eu te amo. —Disse ofegante em cima de mim.

— Eu também te amo, Takao. Muito. —Beijei-o.

— Vamos tomar um banho?

— Vamos.

Peguei-o no colo e fomos até o banheiro, ficamos agarrados na banheira sem dizer nenhuma palavra, apenas abraçados, curtindo a presença um do outro, senti falta disso, mas ao mesmo tempo, posso dizer que sou o homem mais feliz do mundo por tê-lo ao meu lado. Quando terminamos o banho, fomos ao quarto e ficamos deitados de conchinha.

— Nee, Shin-chan...

— Hum.. —Respondi fazendo cafuné em seu cabelo.

— A gente podia transar na cozinha, né?

— Que ideia é essa?

— Eu sempre quis fazer na cozinha.

— Hum, fantasiando comigo é? —Mordi sua orelha.

— Sempre, porque te amo muito.

— Então a gente vai fazer na cozinha amanhã. —O beijei.

Eu não me importo com nada mais, desde que tenha Takao ao meu lado, minhas filhas, minha família. Eu sei como é desesperador pensar que a pessoa que você ama nunca mais estará ao seu lado e não quero sentir isso nunc mais. Agradeço a Kamisama todos os dias por ter salvado Takao e me dado à chance de ser feliz.

— Shin-chan, me aperta mais? —Pediu manhoso.

— Assim? O apertei bem forte.

— Uhum.. .e não solta.

— Jamais vou te soltar, Takao. —Sussurrei em seu ouvido.

E adormecemos ali, naquele abraço apertado, onde eu segurava em meus braços a pessoa que me fez sorrir, a pessoa que conforta minhas dores, me ajuda com tudo, me dá amor, carinho, atenção e os mais belos sorrisos do mundo.

Fim! (?)


-------------------------------------------Notas da autora: Hey, Baby's s2 tudo bem com vocês? espero que sim! Essa era uma one, mas com um tempo eu decide que teria outro capítulo. É um EXTRA sensacional, com um lemon fodidamente sensacional! Vale  a pena dar um olhadinha =3 se tu leu, gostou! Deixa um comentário e uma avaliação? O site é novo, muitas pessoas querendo se comunicar e não tendo como. Eu vou usar esse canal e também as comunidades para estar falando com a galera. Tudo bem? Então, se gostou, me conta. Eu vou responder <3333 beijokas. Se liguem no EXTRA. Beijokassssssssssss o/ ---------------------------------------------
2 de Março de 2018 às 21:54 0 Denunciar Insira 2
Leia o próximo capítulo EXTRA: Café-da-manhã especial

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