Qual é o seu filme de horror favorito? Seguir história

satsukimari Mari Satsuki

Um brutal assassinato tira completamente a população da pequena e tranquila cidade Konohagakure de sua zona de conforto; tal acontecimento é o gatilho para a onda de terror que se inicia. Um assassino cruel e com motivações desconhecidas inicia uma massacre e de forma involuntária, um grupo de jovens colegiais está envolvido nisso. A cidade esconde muitos segredos, assim como cada um desses jovens que irão lutar para sobreviver e desmascarar o assassino. Adaptação do clássico de terror Scream e a série de TV com o mesmo nome.


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos). © Os personagens utilizados nessa história pertencem ao autor original da obra. Essa é uma história escrita de fã para fã sem fins lucrativos.

#scream #adaptação #terror #horror #Halloween #Naruto/Hinata #Naruto #fanfic
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capítulo 1


Já se passara das onze da noite, quando Naruto finalmente estacionou o carro na porta da casa de sua namorada.

– Não quer mesmo que eu entre? – Naruto choramingou. – Pode aparecer um louco.

– Eu não tenho medo de loucos, não se preocupe. – Shion deu um beijo demorado em Naruto e saiu do carro.

A garota decidiu fazer-se de difícil para o namorado ao perceber que ele havia olhado demais para sua ex namorada em uma festa. Os pais da garota também haviam saído para uma festa e ela estaria sozinha por algumas horas.

Naruto observou a namorada entrar e em seguida deu partida em seu carro.

Shion entrou em sua casa e foi direto ao quarto. Trocou o micro vestido que estava usando por uma peça de biquíni, ligou sua jacuzzi e foi até a cozinha preparar algo para beber.

Seu celular vibrou, era uma mensagem.

“Não acha covardia me dispensar?”

Ela riu maliciosa ao ver que o remetente era seu namorado.

“Quem manda ficar de olho na ex bem na minha cara? Ela já tem outro e nem liga mais pra você. Por isso você está sendo castigado”

Ela respondeu. Poucos minutos depois, veio uma resposta.

“Eu gostaria de poder rasgar esse biquíni que está usando”

Ela riu mais uma vez da resposta.

“Você está aqui seu cretino? Por que não aparece e faz isso?” Ela provocou. Alguns minutos depois, uma nova resposta.

“Por que você não me encontra?”

Shion estava se sentindo excitada com a ideia de que seu namorado tivesse invadido sua casa, ela começou a procurar por ele bastante animada. Após alguns minutos de procura sem sucesso, ela partiu para uma nova estratégia. Dirigiu-se até a jacuzzi e tirou a parte de cima de seu biquíni, expondo seus fartos seios. Poucos segundos depois, o celular vibrou novamente.

“Você está me matando”

Ela riu enquanto digitava sua resposta.

“Você começou com esse jogo, baby.”

Após enviar sua mensagem, o celular começou a vibrar, dessa vez era uma ligação.

– Olá Shion. – Uma voz distorcida, mas semelhante à de Naruto falou.

– Onde você está? – A garota perguntou enquanto olhava para os lados. – Não gosto de joguinhos, você sabe.

– Mas justamente agora que eu queria brincar um pouco com você. – A voz demonstrava um pouco de decepção.

– Podemos fazer um acordo. Se eu for recompensada isso pode funcionar. – A garota respondeu com um tom malicioso.

– E você será. – A voz respondeu. – Se ganhar o jogo, você vive, se não ganhar, você morre. – A voz que pronunciou a segunda frase era diferente, não pertencia a ninguém que Shion conhecia.

– Naruto, isso está perdendo a graça. Eu vou desligar. – Shion estava prestes a deligar quando ouviu a voz dizer.

– Se desligar esse telefone eu vou rasgar a sua garganta. – A gora estremeceu. – Pelo visto não desligou, ótimo. Vamos começar nosso jogo?

Shion nada respondeu, o medo já havia tomado conta, seus olhos estavam cheios de lágrimas.

– Eu não estou te ouvindo Shion, responda. – A voz era autoritária.

– S-sim. – Ela respondeu entre o choro.

– Excelente. O jogo é o seguinte, eu vou te fazer algumas perguntas sobre filmes de terror e você irá responder. – A voz fez uma pausa para iniciar. – A primeira pergunta é a seguinte: Qual era o nome do assassino de O silêncio dos inocentes? Essa é bem fácil.

– B-bufalo bill. – A garota respondeu, ainda apavorada.

– Correto, se continuar nesse ritmo você vai viver. Vamos para a segunda pergunta: Em psicose, qual era o nome da primeira vitima do Norman Bates?

Shion parou por alguns minutos, ela conhecia o filme, mas não conseguia se lembrar do nome, o desespero voltou a dominá-la.

– Parece que você não sabe, o tempo está acabando. – A voz dizia de forma animada, como se estivesse se divertindo com a situação.

– Marion Crane! – Ela gritou pelo telefone ao se lembrar.

– Muito bem, Shion. Agora a ultima pergunta, essa decidirá se você vive ou morre.

– Qual foi o propósito das outras afinal? – Ela entrou em pânico.

– Se você tivesse errado alguma delas, já estaria morta. – A forma fria como aquela voz falou fez com que a garota congelasse.

– Vamos lá: Quem era o assassino no final da triologia de Scream?

– Essa é fácil, o assassino era o irmão por parte de mãe que a Sidney não conhecia. Eu vi esse filme essa semana, não tem como eu estar errado. – Shion já respirava aliviada com o fim do jogo.

– Você tem razão Shion, ele é mesmo o assassino, mas não é essa a resposta. A resposta correta seria: Scream não é uma triologia, pois existe um quarto filme.

– O quê? Isso não é verdade! Não foi isso que você perguntou, Não pode distorcer a resultado final. – O pânico tomava conta da garota cada vez mais.

– Sinto muito Shion, o jogo acabou para você. – A ligação foi encerrada.

Shion estava em pânico, tudo que conseguia pensar naquele momento era se esconder do assassino que provavelmente estava próximo, mas no fundo ela ainda torcia para que tudo não passasse de uma brincadeira idiota de seu namorado. Ela olhou em volta da área externa de sua casa, como não havia notado nenhuma presença, correu em direção há porta dos fundos, mas foi interrompida.

Alguém vestindo uma capa preta e mascarado segurou Shion pela cintura e cortou sua garganta, em seguida, virou seu corpo e desferiu quatro facadas em seu abdome. Na tentativa de se defender, a garota agarrou o rosto do assassino que a empurrou com força, retirando sua máscara.

– Não pode ser! – A garota dizia entre os gemidos de dor. – Por que você...

Suas palavras logo logo foram interrompidas quando sentiu a faca penetrar-lhe o corpo mais duas vezes. Shion caiu dentro da enorme piscina em sua casa, onde sangrou até a morte.

**

O dia amanheceu ensolarado, mas o clima da pequena cidade de Konohagakure era o mais pesado possível. Naquela madrugada, os pais de Shion haviam chegado em casa e se depararam com o corpo estripado de sua filha caído na piscina, que já possuía toda uma coloração avermelhada. O caos que se formou na residência chamou muita atenção, e em poucas horas a notícia já havia transpassado as fronteiras.

Hinata ficou bastante surpresa ao chegar no colégio e encontrar tantos repórteres. O brutal assassinato havia repercutido nacionalmente em poucas horas.

– Bom dia pessoal, Hinata encontrou alguns de seus amigos na entrada da escola. – Que manhã, não é?

– Nem me fale. – Ino respondeu. – Quando eu fiquei sabendo o que aconteceu, eu entrei em choque. Algum vizinho conseguiu tirar uma foto do corpo na piscina e a imagem chegou até mim, é assustador.

– Apague isso, Ino. – Hinata a repreendeu. – Alguém morreu, respeite a família.

– Você está certa Hinata. Mas a escola não está tão em clima de luto, na verdade, tem muita gente bem sorridente por aqui. – Shikamaru falou.

– Como isso pode acontecer? Uma colega de classe morreu de forma horrível e as pessoas agem dessa forma. – Hinata estava incrédula com a atitude de algumas pessoas.

– Não seja ingênua Hinata, todo mundo sabe que a Shion era a garota mais odiada dessa escola. – Ino revirou os olhos. - Eu a odiava, o Shikamaru a odiava, até você a odiava, afinal, ela se fez de sua amiga e roubou seu namorado na primeira oportunidade. Eu não fico feliz que ela tenha morrido, ainda mais dessa forma, mas tem muita gente maluca por ai que tinha motivos de sobra pra dar um fim nela.

– Mas dessa forma chega a ser meio perturbador Ino. – Shikamaru falou. – Você não está errada em dizer que ela era bem odiada, mas o que fizeram com ela foi doentio.

– Eu só espero que isso não cause problemas para todo mundo. – Ino suspirou.

– Na verdade hoje vai ser um dia problemático. – Shikamaru suspirou. – Eu cheguei primeiro e vi a polícia entrando. Parece que eles vão falar com todos da nossa classe. Mas o que me preocupa mesmo é o Naruto. Ontem à noite eu liguei pra ele várias vezes e sempre ia pra caixa postal. Quando fiquei sabendo que tinha acontecido eu tentei ligar de novo, a mesma coisa. Hoje cedo passei na casa dele em não tinha ninguém lá. Um vizinho disse que ele e os pais haviam ido pra delegacia. Poucos minutos depois o meu pai me manda uma mensagem dizendo que o pai do Naruto pediu pra que ele representasse o Naruto.

Hinata ficou estática. Não conseguia acreditar que Naruto estava envolvido em algo tão macabro.

– Não é possível que o Naruto esteja metido nisso. – Ino ficou incrédula. – Aquele cara não mata uma mosca.

– Eu também penso assim, mas fiquei preocupado. De qualquer forma ele é o namorado da vítima, eles estavam juntos na sua festa ontem a noite, então é provável que ele seja a última pessoa que viu a Shion viva, é natural essa abordagem diferente com ele. – Shikamaru explicou.

– Espero que ele esteja bem. Isso tudo é horrível. – Ino parecia preocupada com o amigo.

**

O clima da aula não foi muito diferente do habitual. As pessoas não se importavam muito com a morte de uma colega, o que causara grande alvoroço na verdade fora brutalidade do crime.

– Vocês viram a foto do corpo da Shion na piscina? As entranhas dela estavam flutuando. – Um grupo comentava em um canto.

– Eu nunca desejei mal para ninguém, mas convenhamos que aquela vadia mereceu morrer. – Outro grupo comentava pela escola.

– Quem poderia ter feito isso com a Shion? Ouvi dizer que o namorado dela está na delegacia desde cedo, será que foi ele? – Algumas pessoas murmuravam.

Ino, Hinata e Shikamaru estavam na biblioteca conversando enquanto aguardavam sua vez para falar com a polícia. Naquela manhã, as aulas da classe foram interrompidas para que os alunos pudessem depor.

– Cara, isso está muito irritante. Será que todo mundo vai ficar falando disso o resto do dia? – Shikamaru se queixava da forma que todos falavam sobre a morte de Shion.

– Considerando que esta cidade é minúscula e uma adolescente de 17 anos foi estripada, não espere que esse assunto morra do dia pra noite. – Ino comentou. – A Temari está vindo, será que ela confessou o homicídio? – Ino debochou.

– Bem que eu gostaria Yamanaka, mas confesso que meu sangue não é frio o suficiente para fazer aquilo tudo com a vadiazinha. – Temari entrou na brincadeira.

– Pessoal, alguém morreu, vocês deveriam ser mais respeitosos, independente de quem seja a vítima. – Hinata repreendeu os amigos novamente.

– Foi mal, Hinata, esqueci que você ainda está aqui. – Ino revirou os olhos. Hinata bufou.

– E então Temari. – Ino voltou sua atenção para a outra garota. – O que eles perguntaram para você?

– Quando eu conheci a Shion, qual a nossa relação como colegas de classe, o que eu pensava dela, se eu já havia observado algum comportamento estranho em torno dela, se conhecia alguém que tivesse motivação para mata-la, e algumas coisas pessoais.

– Pessoais como divulgar suas fotos pegando a garota do colégio de freiras? – Ino deu uma risada maliciosa.

– Isso não vem ao caso. – Temari deu de ombros. – Mas eu fui bem franca, disse que eu e boa parte do colégio odiava a Shion, contei muitas coisas horríveis que ela fez pra muita gente aqui, motivos pra mata-la quase todo mundo tinha, o problema é saber quem foi corajoso o suficiente pra fazer isso e fazer da forma que fez.

– A pessoa tem que ser bem maluca pra fazer isso. – Shikamaru falou. – O que me faz pensar em uma hipótese, esse crime pode ser alguma vingança, ou até mesmo o surgimento de um assassino em série na nossa cidade. – Shikamaru gesticulou de forma a parecer assustador. As garotas riram.

– Não pira, Nara. – Temari falou. O rapaz fez uma careta.

– Vocês são muito ingênuas, por acaso nunca viram filmes de terror? A primeira vítima do assassino sempre é a patricinha que todos odeiam, o que faz com que o assassino não receba muita credibilidade. Aos poucos ele vai marcando seus alvos, e eliminando um por um e sempre deixando pistas para que os sobreviventes entrem em um jogo de caça, onde o vencedor sobrevive.

– Você é mesmo muito pirado, sabia Shikamaru? Dê um tempo nesse seu blog sobre terror e assassinato e vá viver a vida real. – Ino debochou do amigo.

– Não antes de criar uma teoria conspiratória envolvendo a morte da Shion. E se ela foi só a primeira? E se o assassino pretende atacar de novo? E se os alvos já estiverem marcados? Se isso for verdade, é só uma questão de tempo para o banho de sangue começar.

– Você é bem louco. – Temari estava incrédula. – Eu me pergunto se você não é o assassino, talvez esteja planejando toda essa loucura pra ficar rico e famoso com uma teoria sobre um crime que você cometeu.

– Eu não mato nem a minha própria fome sozinho. – Shikamaru riu. – São grandes as chances de eu ter matado a Shion desse jeito.

A conversa do grupo foi interrompida quando um homem chamou por outro nome.

– Hyuuga Hinata. – Ela se levantou e foi em direção à sala onde os alunos estavam sendo interrogados. No caminho, Hinata encontrou Sakura, que estava saindo do interrogatório, as duas trocaram olhares tensos, mas nenhuma palavra.

**

– Muito bem senhorita Hyuuga, nós seremos rápidos. Isso não é um procedimento oficial, é apenas uma forma de coletar informações para a nossa investigação. Caso encontremos indícios que nos levem de volta a sua pessoa, sua presença será solicitada na delegacia através de um mandato, no qual você poderá ser representada por um advogado. Está ciente disso? – Um policial perguntou.

– Sim. – Hinata respondeu.

– Muito bem. Você e a vítima se conheciam há muito tempo?

– Desde o jardim da infância.

– Vocês eram próximas?

– Já fomos amigas, mas eu acabei me afastando.

– O que aconteceu para que se afastasse?

– A Shion não era uma pessoa muito legal com os outros, e eu nunca concordei com as suas atitudes. Assim como eu, outras pessoas que também eram próximos a ela e se afastaram.

– Isso também tem relação com seu antigo relacionamento? – A pergunta pegou Hinata de surpresa.

– Não entendo a relação das coisas. – Ela respondeu.

– Parece que a última pessoa a ver Shion viva foi o namorado, Uzumaki Naruto. Você sabia disso?

– É uma suposição, eles eram um casal.

– Você também sabia que ele foi à última pessoa a falar com a garota?

– Por que eu deveria saber disso?

– Dê uma olhada nessas mensagens. – O policial entregou uma folha para Hinata. – Os dois começaram a trocar mensagens por volta de 23:30, onde ela mencionou castiga-lo por olhar para você em uma festa. Onde esteve na noite de ontem?

– Em uma festa de aniversário, da minha amiga Ino.

– Você encontrou Naruto e Shion na festa?

– Eu os vi, mas não falei com nenhum dos dois.

– Nem mesmo com Naruto, a sós?

– Eu não falo com Naruto desde que terminamos nosso relacionamento.

– Então por que Shion estaria o punindo por ter trocado olhares com você?

– Em nenhum momento nessas mensagens é mencionado que nós trocamos olhares, somente que ele estava me olhando, e mesmo assim eu não percebi nada disso. Os dois estavam com seus amigos e eu estava com meu namorado e meus amigos.

– Você teve algum desentendimento com Shion alguma vez?

– Não.

– Você já teve algum desentendimento com Naruto por causa da Shion?

– Também não, antes que pergunte algo do tipo, os dois ficaram juntos após o nosso término.

O estômago de Hinata se revirou ao pensar que seu relacionamento passado estaria se tornando alvo de uma investigação criminal.

– Você acha que Uzumaki Naruto poderia fazer algo contra Shion?

– Tenho certeza que ele não faria isso, Naruto nunca demonstrou nenhum sinal de agressividade e sempre foi amigo de todos.

– São essas pessoas que costumam esconder os mais frios assassinos.

– Agora nós estamos discutindo a inocência ou culpa do Naruto? Não me leve a mal, mas acho que esse não é o objetivo desse interrogatório.

– Você tem razão, me perdoe. – O policial deu uma risada seca da atitude da garota. – Parece que nós terminamos, mas investigação continua, caso necessário nós entraremos em contato novamente. Está dispensada.

Hinata deu um suspiro de alívio ao sair da sala de interrogatório, mas ainda estava bastante tensa, algo lhe dizia que aquilo tudo estava muito longe de terminar.

**

Kushina e Minato estavam juntos na sala do delegado, o casal que era inseparável, estava mais unido do que nunca na tentativa de proteger o filho.

– Céus. – Kushina dizia aos prantos. – Não posso acreditar que algo tenha acontecido com aquela garota, mas também não posso aceitar o fato de que meu filho esteja sendo visto como um culpado.

– Fique calma Kushina. – Minato consolava a esposa. – Shikaku é um excelente advogado e vai ajudar nosso filho, além do mais ele não está sendo visto nem mesmo com suspeito, ele namorava a garota e foi o último a vê-la, querendo ou não isso faria parte da investigação. Por ele ser próximo da vítima, o depoimento dele tem muito mais peso.

– Tentem se acalmar. – O delegado Jiraya falou. – Minato tem razão Kushina, isso é apenas um de nossos procedimentos em investigação de homicídio, o filho de vocês vai ser liberado logo. – Ele sorriu para os pais assustados. – Se me dão licença, eu estou indo acompanhar o interrogatório que começa agora. – Jiraya se retirou da sala, acompanhado do policial Kakashi.

– Você não acha que está sendo muito consolador com esses dois? O garoto é mesmo um suspeito. – Kakashi perguntou.

– Eu não posso dizer isso para esses dois, são pessoas muito queridas para mim, até o garoto é, e ele ainda não é um suspeito oficial até ouvirmos o depoimento dele. – Jiraya defendeu Naruto.

– Honestamente, o fato de ele ter sido a ultima pessoa a ver e falar com a vítima diz muito.

– Mas não diz tudo. – Jiraya falou enquanto adentrou na sala de interrogatório. Naruto estava bastante sério e abatido, Shikaku estava o acompanhando.

– Como se sente garoto? – Jiraya perguntou.

– Como eu deveria me sentir? – Naruto deu de ombros.

– Só estamos fazendo nosso trabalho, vamos todos cooperar para que isso acabe logo. – Jiraya sorriu para Naruto que desviou o olhar.

– Muito bem. – Kakashi iniciou o interrogatório. – Há quanto tempo você e a vítima estavam juntos?

– Há quase um ano.

– Vocês já tiveram desentendimentos?

– Todo casal tem desentendimentos, Shion era possessiva, sempre estava brigando comigo sem motivos.

– Alguma vez isso já te irritou?

– Quando a conheci ela já era assim, me acostumei rápido, sempre ignorava.

– Ontem vocês estavam na noite anterior?

– Nós fomos ao aniversário da Yamanaka Ino.

– Você teve algum contato com Hyuuga Hinata nessa festa?

– Não. – Naruto não entendeu o motivo da pergunta.

– Hyuuga Hinata possuía algum problema com Shion?

– Também não, as duas já foram amigas, mas se afastaram.

– As duas se afastaram porque você terminou com Hinata para ficar com Shion?

– Isso não aconteceu desta forma. – Naruto se exaltou e foi acalmado por Shikaku.

– Eu não estou entendo por que tais detalhes da vida do meu cliente possam ter relação com o que aconteceu. – Shikaku tomou a palavra para si.

Kakashi abriu a pasta em sua mão e entregou uma folha para Naruto e Shikaku. Nela, haviam cópias das mensagens trocadas por Shion e Naruto na noite anterior.

– Eu não enviei essas mensagens. – Naruto encarava a folha, incrédulo.

– Mas foram enviadas do seu número, como isso pode ser explicado?

– Quando eu cheguei em casa, por volta da 23:20, eu procurei meu celular por todos os cantos, mas não o encontrei. Pedi para que meus pais ligassem para ele na tentativa de ouvi-lo chamando, mas todas as ligações caiam direto na caixa postal. Eu pensei que ele tivesse sido roubado, ou que a Shion tivesse o pego para me punir.

– Punir por qual motivo?

– Ontem nessa festa eu vi mesmo a Hinata, ela estava bonita e me chamou atenção, eu também não sabia que ela estava namorando e fiquei surpreso, eu acabei olhando demais e isso irritou a Shion.

– E você não falou em nenhum momento com Hinata durante a festa?

– Eu e a Hinata nunca mais conversamos, desde o nosso término.

– Meu cliente não responderá mais esse tipo de pergunta, detetive. Eu acredito que isso não tenha relevância com a investigação. – Shikaku voltou a tomar a palavra para si.

– Tudo bem, só tem mais uma coisa para dizer. – Kakashi se voltou para Naruto. – Como você disse que seu celular possivelmente foi furtado, então é provável que você não faça ideia da ultima ligação que Shion recebeu.

– Não faço.

– Foi uma ligação de 15 minutos, iniciada as 23:30, horário que você disse estar em casa procurando seu celular. A chamada foi feita pelo seu número.

– Isso explica todo esse alvoroço pra cima de mim. – Naruto riu nervoso. – Olha, eu não faço ideia de onde está meu celular, quem roubou e quem possa ter matado a Shion, mas podem ter certeza que eu não fiz isso, eu nunca tocaria num fio de cabelo dela. Ela era minha namorada, eu amava ela e não consigo acreditar que alguém possa ter feito o que fez com ela. – Naruto estava exaltado, as lágrimas surgiam em seus olhos.

– Contenha-se Uzumaki. – Kakashi o advertiu. –Entramos em contato com a sua operadora para que disponibilizem a gravação da ligação. É um procedimento demorado e mais complicado, mas logo teremos todos os dados necessários. Agora também iremos rastrear seu telefone celular, já que ele não se encontra mais com você. Nossa conversa terminou, por hora. Está dispensado.

Naruto e Shikaku saíram da sala de interrogatório e foram recepcionados pelos pais de Naruto que o esperavam, o garoto foi recebido por abraços.

– Eu aconselho vocês irem para casa e descansarem por agora. A polícia deve chamar vocês dois em breve para comprovar o álibi do Naruto. Pelo que ele falou no depoimento, vocês estavam juntos em casa na hora que o crime aconteceu.

– Nós iremos cooperar com tudo que for necessário. – Minato falou convicto.

– Ótimo, vou acompanhando tudo e qualquer novidade eu informo a vocês. – Shikaku tocou o ombro de Minato e sorriu. – Tudo vai acabar bem.

– Eu sei disso, obrigado Shikaku. – Minato retribuiu o sorriso. – Vamos para casa pessoal.

**

O Horário de aula havia se encerrado, o grupo de amigos caminhavam juntos em direção a suas casas.

– Hoje vai rolar um memorial aqui no colégio em homenagem a Shion, os professores disseram que vai valer nota. – Ino comentava.

– Se não for assim, ninguém viria. Eu não virei independente disso. – Temari falou.

– Eu também não virei. Essa situação me deixa realmente mal. – Hinata falou.

– Minhas notas não estão boas, então não tenho muitas opções. – Ino bufou.

– Eu virei para o caso de termos um novo assassinato. – Shikamaru riu de deboche.

– Vocês deveriam ser mais solidários, Shion também tinha uma família que está sofrendo. – Hinata voltou a repreender os amigos.

– É melhor parar com essas piadas porque a Hinata não está gostando Shikamaru. – Ino debochou. – Que horas você vem?

– As 19:00, quando as homenagens irão começar.

– As 18:40 passo em sua casa, vejo você mais tarde. – Ino acenou paras os amigos e seguiu outra direção.

**

Após chegar do colégio, Hinata ligou a TV de sua casa e acabou adormecendo. Algumas horas mais tarde, foi surpreendida por sua irmã.

– Hinata, tá na hora de acordar. – Ela acabou se assustando. – Me desculpe. – Hanabi riu da reação da irmã.

– Que horas são? – Hinata perguntou sonolenta.

– Já são quase 19:00, eu estou indo para o memorial, você não vem?

– Não, essa história já me deixou bem enjoada hoje, prefiro ficar em casa.

– Que coisa horrível né? Quem seria louco pra fazer aquilo com uma pessoa? Eu recebi a foto do corpo e fiquei enjoada. – Hanabi fez uma cara de nojo.

– Espero que você não esteja repassando essas coisas, independente de quem era, essa pessoa ainda tem uma família que vai se lembrar pra sempre dessa cena horrenda. – Hinata repreendeu a irmã caçula.

– Relaxa, eu não repasso essas coisas ruins. – Ela deu um toque no ombro da irmã para tranquiliza-la.

– Onde está o papai? – Hinata perguntou.

– Ele saiu com o Neji pra resolver algumas coisas, disse que voltaria bem tarde.

– Ainda bem que o Neji não está aqui. Seria estranho ficar sozinha com ele em casa. – Hinata falou.

– Não fale assim do Neji, ele é um cara legal. – Hanabi tentou defender o primo.

– Ele parece bem estranho pra mim. Não tem amigos, não fala com ninguém, vivemos na mesma casa há tanto tempo e mal trocamos palavras.

– É apenas o jeito dele, não seja tão má. – Hanabi se aproximou a irmã e deu-lhe um beijo na bochecha. – Estou indo. Não devo demorar muito. – Hanabi acenou para irmã e saiu.

Hinata decidiu tomar um banho e botar uma roupa mais confortável, para então prepara algo para comer, pelas janelas de sua casa, era possível ver o número gigantesco de pessoas que caminhavam em direção ao memorial dedicado a Shion.

– Odiada em vida, idolatrada em morte, é bem a cara da Shion. – Hinata deu uma risada da ironia e voltou ao fogão.

Após preparar uma tigela de lamen, sentou-se na mesa para apreciar sua refeição, quando seu celular tocou, era um número desconhecido.

– Alô. – Ela atendeu.

– Olá Hinata, como vai? – Uma voz masculina desconhecida falou.

– Quem é? – Hinata perguntou, estava desconfiada.

– Essa é uma pergunta interessante, quem sou eu? Será que consegue adivinhar?

– Se você não falar eu vou desligar, não estou com clima para brincadeiras.

– Eu não faria isso se fosse você, a última pessoa que ameaçou desligar na minha cara está sendo homenageada no colégio nesse exato momento. – A voz havia mudado de tom, era muito mais ameaçadora.

Hinata sentiu seu corpo tremer e gelar por completo, não conseguia pronunciar uma palavra sequer. Aquilo poderia ser um trote? O verdadeiro assassino estaria mesmo falando com ela?

– O que você quer? – Ela perguntou, sua voz era tremula.

– Relaxe Hinata, eu só quero conversar com você. – A voz era mais calma. – Com está o lamen que acabou de preparar? Parece bem gostoso.

Hinata entrou em pânico ao pensar que estaria sendo observada. Rapidamente trancou todas as portas e janelas de sua casa, além de fechar as cortinas.

– Isso tudo é medo? – A voz deu uma risada. – Bem esperto da sua parte trancar as portas e janelas, mas será que você me trancou para fora ou para dentro?

Hinata rapidamente destrancou a porta da frente e saiu em direção a algum lugar movimentado.

– E agora, o que você vai fazer? Vai me matar no meio da rua? – Ela tentava ao máximo demonstrar segurança, mas o pânico estava presente até em sua voz.

– Eu nunca disse que iria te matar, eu falei que só queria conversar com você. Não precisa ter medo, mas agora eu quero que faça algo.

– O que é?

– Vá para o memorial e encontre seus amigos, na hora certa eu entrarei em contato outra vez. Adeus. – Antes que Hinata pudesse responder, a ligação foi encerrada.

Ela não sabia se aquilo era uma brincadeira de mau gosto ou se realmente o assassino de Shion havia ligado para ela, mas ela estava com um mau pressentimento com aquela situação, então achou melhor ir até o memorial

**

– Pobre Shion. Confesso que nunca gostei dela, mas nem por isso desejava que algo tão terrível pudesse acontecer. – Ino depositava uma flor sobre o amontoado que se aglomerava no jardim da escola.

Foi feito um mural de fotos de Shion, onde os colegas de classe depositavam mensagens póstumas a garota. O local foi enfeitado por rosas vermelhas e velas.

– Você parece bem sentimental agora, para quem estava fazendo piadas mais cedo. – Zombou Shikamaru.

– Eu não posso evitar, meu senso de humor é bastante ácido, e a ficha ainda não havia caído. – Ino confessou.

– Quando será o funeral? – Shikamaru perguntou.

– Ouvi dizer que a família fará uma cerimônia privada. Não querem pessoas de fora no funeral, nem os amigos.

– Agora eu entendo por que ela era do jeito que é, que pais horríveis. – Shikamaru fez uma careta.

Os dois se afastavam da multidão que se formava no jardim da escola, ao longe, avistaram Hinata, que caminhava apressadamente em suas direções.

– O que faz aqui? Mudou de ideia em relação ao memorial? – Ino perguntou, mas ficou surpresa ao ver a expressão de pânico no rosto de Hinata.

– Pessoal, eu recebi uma ligação anônima, a pessoa que ligou dizia ser o assassino. – Sua voz era tremula.

– O assassino ligou pra você? – Shikamaru ergueu uma de suas sobrancelhas, sua expressão era de dúvida. – Fácil assim?

– Eu também pensei que era um trote no começo, mas o cara sabia exatamente o que eu estava fazendo. Foi ele que disse para eu vir pra cá.

– Agora você está obedecendo assassinos que te ligam? Muito esperta. – Ino revirou os olhos.

Hinata estava prestes a se justificar, mas não o fez ao perceber que seu celular voltara a tocar, novamente era uma ligação anônima.

– Alô. – Ela atendeu, sua voz estava trêmula.

– Muito obediente Hinata, estou gostando de ver. Agora eu tenho um trabalho para você e seus dois amiguinhos que não estão acreditando em mim. Por favor, coloque o celular no viva voz. – A mesma voz masculina falava calmamente.

– Ele tem um trabalho pra nós três, pediu para colocar no viva voz. – Hinata falou enquanto afastava o celular do ouvido e o colocava próximo aos seus amigos.

– Ino, Shikamaru e Hinata, percebo que vocês não tem convicção o suficiente no que eu faço, então estou dando a vocês uma pequena prova do que eu posso fazer. Aproveitem a movimentação do memorial e deem um passeio pela escola, não se esqueçam de olhar o armário do zelador. Quando encontrarem minha surpresa, eu volto a ligar. – A ligação foi encerrada. Os três começaram a se entreolhar confusos e um pouco assustados.

– Eu não sei. – Hinata falou. – Só vim até aqui porque estava com um mau pressentimento.

– Vocês querem ir até lá olhar? – Shikamaru perguntou. – Se formos e isso for só um trote, isso acaba e seguimos nossas vidas.

– Mas e se não for um trote? – Ino falou receosa.

– Então a gente vai entrar numa encrenca das grandes. – Shikamaru suspirou.

– Eu não quero ir. – Hinata falou. – Mas é como o Shikamaru disse, se esse cara for mesmo assassino vamos ter problemas se não formos.

– Eu não acredito em nada disso. – Ino mudou seu tom de voz, ela falava convicta. – Mas é melhor irmos até lá e descobrir isso logo. – Os outros dois concordaram e se dirigiram ao local indicado.

Observavam calmamente a movimentação do local e notaram que não havia ninguém mais nas dependências do colégio. Ao chegarem ao local indicado, se entreolharam, incertos.

– Então, quem vai primeiro? – Shikamaru perguntou. A expressão das garotas era de medo.

– Eu vou. – Hinata encorajou-se. Quando estava prestes a abrir a porta, Shikamaru a impediu.

– Eu não faria isso se fosse você. – Ele retirou um lenço de seu bolso e entregou para Hinata. – Pelas circunstâncias, todo cuidado é pouco.

– Você está certo, obrigado Shikamaru. – Hinata pegou o lenço e enrolou na maçaneta da porta, girando-a, percebeu que a mesma não estava trancada, o que era estranho.

Por alguns segundos ela relutou em abrir a porta, mas logo tomou coragem, ao faze-lo, não conseguiam ver nada devido a escuridão.

– Será que tem luz ai dentro? – Ino perguntou.

– Não vamos arriscar entrar, melhor usarmos a lanterna do celular. – Shikamaru sugeriu, pegando seu celular e ativando sua lanterna.

Ao direcionar a luz para o fundo da sala, os três entraram em pânico.

– Ai meu Deus! – Ino caiu em prantos. Hinata cobriu sua boca com a mão para conter o grito, seus olhos derramavam muitas lágrimas.

– Parece que esse maluco é realmente o assassino. – Shikamaru estava com a voz trêmula.

Ao abrirem a porta e iluminarem o local, os três viram um corpo completamente dilacerado no fundo da sala. Uma garota ruiva estava completamente coberta de sangue, seu abdome estava totalmente rasgado, era possível ver alguns de seus órgãos internos caídos em seu próprio corpo.

– E-essa é a Karin, ou eu estou errada? – Ino mal conseguia falar diante do pânico. – Ela era um das amigas da Shion, namorada do Uchiha Sasuke.

– Cara, que merda. Eu sem quem é essa garota. – Shikamaru falou. – O corpo está destruído e tem muito sangue, mas o óculos e o cabelo são fáceis de reconhecer, sem dúvida é ela.

– Pessoal, não tem sangue no chão ou em lugar nenhum, ela não parece ter sido morta agora. – A teoria de Hinata era perturbadora, mas ainda assim fazia bastante sentido.

– Não tem cheiro de podre ainda, mas dá pra ver que você está certa. – Shikamaru falou. – Talvez essa garota tenha sido assassinada e carregada até aqui, só pra gente encontra-la.

– Isso não pode ser verdade. – Ino estava desesperada. – Alguém me fala que isso é um pesadelo, por favor.

– Relaxa Ino. – Shikamaru tentava acalmar a amiga. – Esse cara sabe o que fez, ele mandou a gente pra cá não foi de maneira aleatória, ele sempre soube o que estava fazendo. – Shikamaru analisava a área onde o corpo havia sido encontrado, ao olhar atrás da porta, encontrou um bilhete.

– Pessoal, olha isso. – Ele arrancou o bilhete da porta e o leu em voz alta.

“Este é a apenas o segundo, ainda restam quatro até o grand finale” Shikamaru encarava suas amigas perplexo com tudo que havia acontecido.

– Isso significa que mais seis pessoas ainda vão morrer? Ai meu Deus! – Ino estava aos prantos em pânico.

– Eu não entendo, por que envolver a gente nisso? O que nós fizemos? – Hinata chorava desesperadamente, ela já estava desnorteada.

– Meninas fiquem calmas, eu vou ligar pra polícia e contar tudo, isso vai acabar logo. – Shikamaru decidiu tomar uma atitude contra aquilo tudo, mas foi interrompido quando o celular de Hinata voltou a tocar.

– É ele. – Ino entrou em pânico novamente. – Só pode ser.

– Eu não vou atender. – Hinata mostrou o celular para os amigos que chamava em um número desconhecido.

– É melhor atender Hinata, depois disso, não podemos dar chances para o azar. – Shikamaru falou receoso, mas sabia que aquilo era o melhor.

Hinata atendeu o telefone e o colocou imediatamente no viva voz. Antes que dissesse algo, Ino gritou.

– Assassino desgraçado, por que fez isso? – A garota apavorada era acalmada por Shikamaru.

– Ora ora, parece que vocês encontraram o meu presente. – A voz deu uma gargalhada do outro lado da linha. – Gosto disso, o medo em vocês é como o meu alimento. Mas isso ainda não acabou. Recomponham-se e saiam daí como se nada estivesse acontecido. Se chamarem a polícia, vão se arrepender amargamente.

Os três nada disseram, apenas obedeceram a ordem dada pela voz misteriosa e saíram do colégio.

– Excelente, agora tenho outra coisa para vocês, dessa vez vai ser algo mais trabalhoso. Estou enviando uma foto interessante para a Hinata e algumas orientações. Estejam no lugar combinado em uma hora, ou outra tragédia vai acontecer. – A ligação novamente foi encerrada. Logo em seguida, o celular de Hinata sinalizou que uma mensagem havia chegado.

Com as mãos trêmulas, ela abriu a mensagem, e ao ver seu conteúdo, entrou em desespero, deixando seu celular cair. Shikamaru rapidamente o recuperou, vendo o que havia deixado Hinata daquela forma.

– Puta merda. – Ele falou. Ino também estava em choque.

1 de Março de 2018 às 23:54 0 Denunciar Insira 3
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