Poison Seguir história

yuu Yura B.

" - Eu te amo, Riki... - declarou Iason, uma última vez antes de adormecer encarcerando o moreno em seus braços. Para Riki, aquelas palavras eram um veneno. Um veneno perigoso, do qual sempre tentara fugir. Mas dessa vez, dessa vez... não poderia mais escapar de sua sina. Esse fluído, esta sensação, este veneno já corria por suas veias, o intoxicando." Fanfic de Ai no Kusabi -> Universo A.B.O (onde mesmo os homens engravidam.) -> BoyxBoy. Se não gosta, ou se ofende com tipo de material exposto, sugiro que pare por aqui. {Capa feita por mim} {Fanfic também postada no Spirit e no Wattpad}


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#Ai no Kusabi Fanfic #Iason Mink #Yaoi #Ai no Kusabi
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One-shot

E outra vez, Riki se pegava pensando no que haveria de ter acontecido se Iason houvesse chegado mais tarde. Ou melhor, se ele ao menos tivesse permitido um sequestro real, que eles se escondessem em algum canto. As coisas haviam ocorrido rápido demais

Se lembrava vagamente de conseguir ver a cabeça de Guy explodindo, de sentir braços lhe rodeando; braços estes, tão conhecidos por si - lembrava-se dos toques, das carícias ousadas e até brutas algumas vezes. Também se recordava de ser carregado e — olhe, que novidade —, acordar algemado, com as mãos para cima, de maneira a deixar seu tronco exposto. Já nem lhe importava, após o ocorrido, Iason nunca mais havia lhe tocado — e ele agradecia mentalmente por isso —, algumas vezes, lhe castigava com toques um tanto ousados, em locais que ele preferia não recordar, mas não havia, realmente, lhe tocado no sentido menos literal da palavra.

Sabia que isto se devia ao fato de agora, estar mais ocupado no trabalho do que nunca, e realmente agradeceu.

Adormeceu com tais pensamentos martelando sua cabeça.

***

— Iason, ele é um mestiço. Você deve se livrar dele!

— Não me diga o que eu devo ou não fazer, Raol. Aliás, independente de ser um mestiço, Riki é um gama, sabe o quão raros são? — indagou o referido Blondie, tentando evitar uma possível discussão, causando enorme alvoroço entre os outros membros de sua elite.

— Isto é verdade Iason? — indagou Reol, a irmã de Raol e única mulher a participar da elite de Tanagura.

— Sim, Reol. Se estiver duvidando, pergunte para Katze.

— Longe de mim duvidar de você. Porém... — Reol hesitou. Pensava se realmente deveria falar. Se deveria propor o que estava em sua mente. Com um suspiro, tornou a falar: — Ômegas e Gamas são as únicas classes capazes de engravidar, isto é fato. E Gamas são muito raros, mais do que Ômegas.

— Reol, disto nós já sabemos, onde você deseja chegar? — indagou Raol, estreitando o olhar enquanto tentava seguir o raciocínio de sua irmã.

— Raol, Gamas são raros, mas são uma classe poderosa. Riki é um gama, Iason é um alfa. — concluiu, deixando sua explicação no ar fazendo com que os presentes arregalassem o olhar.

— Não está sugerindo isso, está? — Kurtz, outro Blondie, que até então estava quieto observando, resolveu se pronunciar, ganhando assim um leve aceno de cabeça por parte de Reol. — Bem... mas você esquece um detalhe importante.

— Qual? — Desta vez, Raol demonstrou um interesse, e todos a mesa olharam para Kurtz esperando sua resposta. Esta, porém, chegou por parte de outra pessoa.

— Gamas só engravidam em determinadas situações, mas se for para ser mais específico, eles só o fazem quando querem — declarou Iason, recebendo um "Exatamente!" por parte de Kurtz. — E eu duvido muito que Riki deseje ter um filho, principalmente comigo.

— Iason, para que o mestiço continue aqui, ele deve engravidar de você! — Reol já estava perdendo a paciência.

— Não estou entendendo porque é tão crucial que aquele mestiço engravide. — comentou Kurtz, e Iason se pôs a explicar.

— As pessoas estão comentando que eu fiz de Riki, um mestiço, meu pet outra vez, e Júpiter está perdendo a confiança em mim — Interrompeu a explicação para soltar um suspiro, de quem estava cheio de tudo aquilo, para logo continuar: — Se Riki, que é um gama, tiver um filho meu, eu recuperarei a confiaça de Júpiter, e o fato de ele ser mestiço poderá cair em esquecimento.

— Exato. Agora não importa como, mas aquele mestiço deve, e vai, engravidar ou nós não poderemos lhe apoiar em sua decisão Iason. — Reol deu sua palavra final, fazendo todos os outros concordarem e Iason a olhar com sua típica cara de vegetal (N/A: não resisti ♡).

***

O loiro abria a porta lentamente, enquanto se perguntava mentalmente, o que deveria fazer. Nunca havia sido realmente carinhoso com Riki, por óbvio, deixava claro o fato de que lhe amava.

Aliás, mais do que amar, o Mink venerava seu mestiço. A pele — atualmente de um branco desbotado pela falta de sol —, os cabelos negros, o cheiro, o corpo! A teimosia, a resistência, até mesmo a selvageria, tudo aquilo que as pessoas não lhe mostravam, por respeito — ou medo, chame como quiser — atraía Iason. Não que Iason fosse um maldito masoquista, lhe doía ouvir o menor lhe dizer que sentia nojo quando ambos 'faziam amor' — nas palavras do próprio Iason —, a mesma teimosia; resistência que tanto lhe atraía também lhe enfurecia. E a ideia de perdê-lo — algo que só passou a cogitar após o infeliz episódio com Daryl — lhe assustava.

Saindo de seus devaneios, o Blondie saiu da porta, dirigindo-se para a cama do seu amado mestiço. Iason se sentou ao seu lado enquanto observava as feições do outro. Seu rosto, assim como um Ômega parecia delicado, mas Riki não era um ômega, era um gama. Ele possuía um corpo levemente curvilíneo, mas nunca poderia se passar por mulher, ele possuía algumas feições delicadas, mas não era afeminado. Ele era um mestiço, ele era um Gama, ele era Riki, e ele era — ou seria — seu! Por toda a eternidade...

Tirando suas luvas, o mais velho acaríciou toda a extensão de seu corpo, dando uma atenção especial aos seus mamilos, beliscando-os e mordiscando-os por cima de sua roupa — ou seja lá o que aquele pedaço de pano negro deveria ser — enquanto sentia o mestiço se contorcer abaixo de si, suas mãos pararam em na cintura do menor e seus lábios foram ao pescoço do mesmo, deixando um forte chupão, fazendo com que finalmente Riki saísse de seus sonhos.

— Iason... o quê...? — Sua visão estava turva por conta do recém despertar, mas seu olhar deixava claro que ele desejava uma explicação. Explicação esta, que não veio. O que Riki recebeu no lugar foi nada mais que um olhar intenso do outro. E enquanto eles estava assim, olho no olho, Iason se preocupava em livrar-se de qualquer coisa que o impedisse de sentir o calor do corpo do outro.

Foi questão de segundos, as mãos do loiro fizeram uma leve carícia na cintura do moreno, subindo para seus braços, seu rosto foi direto para seus ombros e finalmente, cravou seus dentes no menor, podendo sentir as barreiras de sua pele sendo rompidas. O grito estridente de Riki reverberou por todo o local, e lágrimas começaram a cair de seus olhos como cascatas quando percebera que havia sido marcado.

— Você... você não fez isso. Você não tinha o direito de fazer isso! — exclamou, enquanto se contorcia em uma tentativa inútil de se soltar de suas correntes para estancar o sangramento em seu ombro.

— Shhh, do que está reclamando? — o Blondie perguntou, enquanto forçava o rosto do outro para que olhasse para si.

— Eu? Nada, só de ter minha alma ligada à sua pelo resto da minha maldita vida! Céus, era por esse motivo que eu nunca fui além com o Guy, eu sabia que ele ia me marcar quando tivesse a chance. — reclamou, tentou se afastar do maior que se aproximava de si, forçando-o a abrir suas pernas — as quais ele insistia em tentar manter fechadas —, não obtendo sucesso no ato.

— Riki, abra essas pernas. Do que você tem tanto medo afinal? Alguma vez eu já lhe machuquei, realmente, enquanto fazíamos? — perguntou, lambendo o ferimento que ele mesmo havia causado, somente para sentir um pouco mais do sabor do outro.

O menor sabia que não haveria escapatória. Iason sempre conseguia o que queria, e já havia sido marcado, não tinha mais significado fugir, ou adiar o que cedo ou tarde aconteceria. Seus olhos se fecharam fortemente enquanto abria as pernas dando livre acesso a sua entrada. Estava envergonhado, envergonhado ainda era pouco aliás, pensava se não acabaria por sofrer uma combustão graças a temperatura de seu corpo e a quantidade de oxigênio que puxava para o mesmo (N/A: Eita, aula de ciência, és tu?). Sentiu um dos dedos do loiro contornando seus lábios, em um pedido mudo para serem tomados.

Compreendendo este pedido e a explicação implícita, o mestiço abriu a boca, acomodando os digítos em sua cavidade, chupando-os e lambendo-os ainda sem abrir os olhos, pois saberia que daria de cara com o rosto convencido de Iason.

Os dedos do referido loiro escaparam de seus lábios e se dirigiram a sua entrada, cuidadosamente Iason penetrava os dois primeiros, e sem esperar qualquer sinal, ou avisar, começou movê-los dentro do mesmo de forma lenta e receosa, fazendo movimentos de tesoura. Ia vagarosamente aumentando ritmo das ministrações até o ponto em que seu par já subia alguns centímetros na cama. Um terceiro dedo foi adicionado ao ato, e o mesmo ritual foi feito.

— Ahn! Ughn, I-Iason... — gemeu Riki, ao sentir os dedos daquele a quem chamava atingir sua próstata repetidas vezes. Vergonhosamente, sentia seu nirvana chegando somente ao ser violado pelos dedos do maior.

Talvez porque eles estivessem se ligando aos poucos, as coisas estavam se tornando mais intensas.

Antes que pudesse chegar ao seu clímax, no entanto, sentira os dedos do Blondie cortando sua circulação, impedindo-o de se liberar. O moreno choramingou de leve, era a primeira vez que o maior não lhe permitia gozar — pois seus castigos eram justamente chegar ao ápice tantas vezes que perdia seus sentidos — com um gemido doloroso no final. Após alguns segundos, a pressão feita em seu colchão desapareceu, assim, Riki se permitiu relaxar ao pensar que, talvez, o Mink desistisse da ideia de lhe possuir.

Grande engano, a movimentação em sua cama e voltou, em um determinado momento sentiu suas mãos serem soltas; suspirou em alívio. Em outro momento, se sentiu ser puxado e colocado em uma posição — ao seu ver — um tanto humilhante. Estava de quatro abaixo de Iason, seus cabelos eram puxados, forçando sua cabeça a ficar levantada. Ao fazer isso, o Blondie forçou o rosto de Riki para que se virasse para si, e o beijou.

Nada mais que um singelo selo nos lábios, ao qual fez questão de aprofundar. Suas línguas dançavam em um ritmo único, quase como se estivessem criando seu próprio estilo. Iason esperava que, talvez com esse beijo — que tanto se assemelhava ao sensual tango — pudesse transmitir ao mestiço tudo que sentia por ele, desde a primeira vez em que provou do doce e viciante sabor de seu corpo.

Riki sentia. Sentia a alma do maior cada vez mais mesclada com a sua; corriam pelo seu corpo sensações que ele lutou muito tempo para reprimir; para acorrentar no fundo de seu coração. Sua respiração estava pesada; arfante, não estava em seu estado mais racional.

— Você sente Riki? Você é capaz de sentir? Esses são meus sentimentos por você, mas isso não chega nem perto da intensidade deles — declarou ao seu pé do ouvido, percebendo os braços do referido tremularem, em sinal de que já não aguentariam mais lhe suportar. — Sabe, mudei de ideia. Prefiro olhar para você enquanto fazemos, olhar para esse seu rosto libidinoso enquanto você é tomado por mim, isso não soa mal, estou certo?

Deu um riso contido enquanto virava o homem — para si, ainda um garoto — posicionado abaixo de si para que o olhasse. Sorriu ao ter a visão deste com as bochechas rosadas em uma expressão de pura vergonha pelas falas do mais velho — Iason não era de muitas palavras, principalmente na hora do sexo, isto era fato. O Blondie pegou cada uma das mãos do mestiço, beijando-as e em seguida, entrelaçando seus dedos, colocando as mão presas contra o colchão, acima da cabeça de Riki.

Depois de um gentil selo nos lábios do outro, Iason se posicionou na entrada do outro, entrando vagarosamente e passando por todas as resistências que o corpo de Riki insistia em apresentar para si. Arfou. Não dando tempo para que o moreno se acostumasse, começou a se mover, em um ritmo fraco, mas duro, arrancando pequenos choramingos da parte do gama. Os choramingos, aos poucos, iam se transformando em sons de puro prazer.

Não o 'prazer' que Iason lhe obrigava a sentir. Era um prazer verdadeiramente bom, algo que lhe fazia se sentir bem não só no sentido carnal do ato, mas sua alma também delirava junto ao ato ao qual estava submetido.

"Será que era isso que Iason sentia todas as vezes que dizia que 'fazíamos amor'?" perguntava-se mentalmente. Se aquilo era o que o Blondie chamava de 'fazer amor', mesmo após tudo que lhe ocorreu, não se importaria em repetir a dose.

O referido homem, ao perceber que o gama já não apresentava tanta tensão e — ora, veja só —, parecia estar apreciando verdadeiramente seus toques, aumentou gradativamente o ritmo das investidas fazendo com que o moreno revirasse os olhos, alucinado com o prazer que recebia.

Com um gemido mais alto da parte do menor, o loiro teve a confirmação de que achara sua próstata. Tomando cuidado para acertar sempre seu 'ponto G', o mais velho soltou as mãos do garoto, dirigindo-as as suas costas, puxando-o para que ele se sentasse em seu colo — sem se desconectar, ou parar de investir no mesmo. Parou seus movimentos.

— Amo-te Riki. Lembre-se disso... eu te amo, e você me pertence, assim como eu lhe pertenço — declarou ao pé do ouvido do mesmo, mordendo o lóbulo de sua orelha e, em seguida, indo para seu pescoço, inalando o inebriante e doce odor do mais novo. Este, por sua vez, se arrepiou, simultâneamente, seu coração começou a bombear seu sangue ainda mais rápido por todo seu corpo. Mas as palavras de Iason agiram como um veneno — viciante — para sua cabeça, deixando-o entorpecido.

— Iahn-son... dê-me mais. Mais desse veneno... me faça sentir seu amor, até o canto mais denso dos meus ossos! — Nunca se imaginara pronunciando tais palavras, aliás, rezava para que o loiro não desse uma de sádico e tentasse lhe obrigar a repetir. Não o faria, nem mesmo se perdesse sua língua, já tinha ferido seu orgulho o suficiente só gemendo e se contorcendo de prazer.

 — Não será preciso que repita — Agarrou a cintura do menor, beijando-o, elevando-o e o soltando, fazendo com que o mesmo descesse por toda a extensão de seu falo, fazendo assim com que o ele cavalgasse em seu colo. — Mova-se. Eu irei lhe ajudar.

As mãos de Riki cravaram nas costas — até o momento — sem marcas do Blondie. Movia-se lentamente, com as mãos de Iason em seus quadris lhe auxíliando em seus movimentos de sobe e desce. As unhas do moreno arranhavam toda as costas do loiro a medida em que ia tomando velocidade. O maior então passou suas mãos para as nádegas do outro, fincando seus dedos no local.

Riki movia-se alucinado, em algum momento ele voltou a achar seu ponto especial, tentando sempre atingir o local, e a destra do loiro saiu de sua nádega indo direto para o membro do mesmo, masturbando-o.

Minutos depois, os dois chegaram ao clímax com gemidos roucos e rosnados nada contidos.

— Eu te amo, Riki... — declarou Iason, uma última vez antes de adormecer encarcerando o moreno em seus braços.

Para Riki, aquelas palavras eram um veneno. Um veneno perigoso, do qual sempre tentara fugir. Mas dessa vez, dessa vez... não poderia mais escapar de sua sina. Esse fluído, esta sensação, este veneno já corria por suas veias, o intoxicando.

1 de Março de 2018 às 01:46 0 Denunciar Insira 0
Fim

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