Noite do pijama Seguir história

belith__ BELITH

— Yuri...—O chamado ofegante de Otabek acabou por despertar o loiro de olhos verdes. Otabek estava se masturbando diante da visão de Yuri adormecido em sua cama. — O que está fazendo, B-Beka? —Questionou ao perceber o quão ofegante o moreno estava.


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capítulo único

— É verdade, faz tempo desde a última vez que fizemos uma noite do pijama, Yuri! —Dizia o patinador que era próximo do namorado de Victor.

— Sim, Pitchito-kun. Assim que acabarem as eliminatórias, devemos fazer. —Sorriu de maneira nostálgica. Diferente do chará, Plisetsky ouvia tudo com muita atenção e curiosidade, pois, essa tal noite do pijama, era novidade para si. A conversa prosseguiu sem nenhum questionamento do loiro, mesmo que fosse de algo desconhecido.

— Yuri, vamos? —De repente, Otabek surge entre os patinadores, assustando todos, exceto um loiro que, na verdade, estava estranhando sua demora.

— Sim. —Sorriu de canto pegando o capacete e saindo sem se despedir. Bom, em se tratando dele, isso era esperado. Os outros rapazes pararam a conversa para assistir a ida do loiro russo acompanhado do moreno silencioso. — Hey, Otabek. —Fez uma longa pausa, essa que atraiu os olhos castanhos do Cazaquistão— O que é festa do pijama?

— Noite do pijama, Yuri. —Disse sério. — Quer descobrir? —Questionou com um sorriso discreto.

— Quero! —Respondeu imprudentemente.

— Vamos para o meu apartamento. —Deu partida, ultrapassando 100km/h.

Noite do Pijama

**

Yuri não havia compreendido bem o convite de Otabek, mas tamanha era sua confiança no rapaz que não fez questão de lhe questionar sobre. Ambos haviam solidificado sua amizade e, hoje, Yuri podia dizer com autoridade que, Otabek Altin, era seu melhor amigo. Em sua cabeça, já não conseguia imaginar uma parte qualquer de seu dia sem a presença do moreno. Treinavam juntos, curtiam a folga juntos, até mesmo eventos ou férias na casa do avô, Altin sempre estava presente. Assim como Yuri que fora visitar o país do soldado, apaixonando-se pelo lugar e sua cultura, costumes. Nem em suas fantasias mais utópicas, Yuri imaginou ter alguém como Otabek em sua vida. Era imensamente agradecido por tê-lo consigo. É claro que, muitas das vezes reconhecia o quão egoísta era por arrastar Otabek consigo, mas estava preparado para receber um não do moreno. Ou pelo menos, gostaria de acreditar que estava, pois não conseguia imaginar Otabek sendo egoísta.

— O que vamos fazer hoje, Beka? —Questionou o loiro entrando no apartamento e indo direto para cozinha procurar algo doce para comer.

— Noite do pijama. —Respondeu como se fosse a coisa mais óbvia.

— O que, caralho, é essa merda de noite do pijama? —Irritou-se pegando um pedaço de bolo de limão.

— Se fosse para simplificar... diria que é uma noite em que fazemos o que gostamos, comemos e vamos dormir quando está quase amanhecendo. —Tirou a jaqueta jeans com detalhes de onça (presente de Yuri) e se jogou no sofá. — Parece interessante para você?

— “Fazemos o que gostamos”?

— Algo como jogar videogame, assistir algum filme, comer pizza ou doce e depois dormir.

— Lançamentos de ação? —Questionou com um sorrisinho de canto, pois ambos amavam filmes de ação, sobrenaturais, terror, policial.

— A múmia. —Respondeu o outro, esse era o novo lançamento que estavam de ver há uns dias, mas não tiveram tempo, até então.

— Eu pago a pizza e faço pipoca. Você pode tomar banho primeiro e deixar o filme no ponto. —Sorriu comendo o ultimo pedaço da fatia.

— Certo. —Concordou indo para o banheiro. Isso não era incomum, uma vez que Yuri estava sempre em seu apartamento, tendo até uma muda de peça íntima e roupa de treino, bolsa com coisas de higiene pessoal e coisas como, carregador de celular, fone, dinheiro. Yuri passava pouco tempo em sua casa, pois morava sozinho e como Otabek também, o loiro decidiu que seria companhia do moreno, pois seu apartamento era mais próximo do local onde treinavam. O banho do mesmo não fora muito longo, assim que saiu do banheiro, sorriu ao sentir o cheiro de pipoca com sazón, Yuri, na verdade, cozinhava bem. — Yuri, banheiro livre. —Disse alto para que o loiro o escutasse. Otabek usava, apenas, uma calça lilás de dormir, o loiro logo veio ao encontro do moreno e surpreendeu-se com a cena, as gotas de água que escorriam das madeixas negras descendo pelo pescoço esguio, peitoral e abdômen. Era sexy.

— Está tudo pronto, a pizza chega em alguns minutos. Você pode receber enquanto tomo banho? —Sorriu enxugando as mãos no pano de prato de onça, esse que o próprio comprara para Otabek, uma vez que era ele quem cozinhava quando dormia na casa do amigo.

Hm. —Respondeu meio desatento, pois estava logando em sua conta da Netflix para colocar o filme escolhido. — Deixei uma camisa para vestir, uma parte do meu pijama. Deve caber. —Encarou o loiro, esse que corou de leve.

— Obrigado. —Disse baixo, logo correndo para dentro do banheiro. A verdade é que, mesmo sabendo que Otabek era seu precioso amigo, Yuri não conseguia controlar as reações de seu corpo quando se tratava do mesmo. Estava ereto. —Beka, seu idiota. —Sussurrou baixo cheirando a camisa lilás, o perfume amadeirado de Otabek era uma droga na qual já estava viciado e não queria se curar do vício. Mantendo a peça próxima do rosto, Yuri abriu o zíper do jeans surrado e se masturbou abafando gemidos entre os dentes. Não foi preciso muito para gozar. O banho também não fora longo, pois havia perdido um tempo no início. Quando saiu, tudo estava preparado.

A noite dos amigos foi divertida, filmes de ação, muita comida, algumas partidas de videogame e arrumaram a bagunça da sala juntos.

3h48min — quarto de Otabek

Yuri havia caído no sono bem rápido, afinal, não era acostumado a dormir tão tarde. Mesmo assim, parecia feliz enquanto dormia. Otabek acreditava que essa fora a primeira noite do pijama de Yuri e se tivesse sido divertido, isso era o suficiente para si. Havia se afeiçoado demais ao loiro, tanto que estava assustado por vezes não saber lidar com isso. Qual o limite que separa uma amizade de paixão? O limite que separa paixão de amor? Tais pensamentos o impediam de dormir. Já havia percebido que Yuri o influenciava demais, provocando reações inéditas que tentava controlar a todo custo. Por exemplo, quando o loiro estava conversando com algum outro patinador e não ficava nervoso, isso era suspeito, afinal, o loiro não era amigável só consigo? Tal dúvida o perturbava! O pior não era sentir isso, mas não saber controlar. Odiava-se por isso, odiava-se. Mas, Yuri era seu primeiro amigo. Alguém com quem podia conversar abertamente, alguém com quem podia ser ele mesmo, alguém em quem confiar e, embora discretamente, sorrir até mesmo depois de um dia intenso de treino que o fazia, quase, vomitar sangue. Yuri era seu conforto, mesmo sendo uma ideia romântica tola para um jovem moderno, Yuri era seu porto seguro. Embora o próprio não soubesse disso.

Tais pensamentos sobre o loiro fizeram seu corpo reagir, quando se deu conta, estava ereto. E não era para menos... Yuri estava em sua cama, em seu quarto, estavam juntos e deu ao patinador sua primeira noite do pijama.

— Yuri...—O chamado ofegante de Otabek acabou por despertar o loiro de olhos verdes. Otabek estava se masturbando diante da visão de Yuri adormecido.

— O que está fazendo, B-Beka? —Questionou ao perceber o quão ofegante o moreno estava. Yuri ficou em choque, pois, nunca imaginaria ver Otabek se masturbando. O moreno, por sua vez, ao ouvir a voz do loiro e a expressão envergonhada e/ou assustada, atingiu o ápice do prazer, gozando.

— Yuri! —Assustou-se ao perceber que sujara o queixo do pequeno, esse que ficou extremamente rubro com o acontecimento e sem fala. —D-Des... ai meu deus! —Pegou uma camisa que estava jogada na cômoda, ao lado da cama, e limpou o rosto do loiro. Estava em pânico, o que deveria fazer?

— Be... —Não conseguia, mesmo querendo dizer algo, também não fazia ideia do que fazer.— B-Beka, e-está tudo bem... digo, é o seu apartamento... seu quarto... sua cama, sim? Não... não é como se tivesse fazendo algo de errado, okay? Eu... eu que não deveria estar dormindo na sua cama. Não precisa se desculpar ou alguma coisa assim. —Não conseguia encarar o moreno.

— Nee, Yuri. —Chamou num tom calmo, porém sério, quando o encarou, ruborizou ainda mais.— Você não tem que se desculpar. Não é também como se eu devesse alguma explicação, mas, após cometer o erro de fazer você se desculpar, o mínimo que posso fazer, como homem, é lhe explicar o que foi isso. —Fez uma longa pausa e respirou fundo— Yuri, eu gosto de você.

— Qu—

— Por favor, me deixe terminar. —Pediu e o mesmo acatou— Talvez você só me veja como um amigo e, falando sinceramente, não há nenhum problema nisso! Sua amizade é importante para mim. Muito. Mesmo assim, eu... não pude evitar ou talvez nem soubesse como evitar e... quando percebi, já estava apaixonado por você. Mesmo que nunca tenha sentido isso por um homem. —Sorriu em sinal de nervosismo— De qualquer forma, eu... eu não quero que nossa amizade termine porque me masturbei com você na minha cama... com meu pijama... ou algo assim, mas... se decidir que não consegue ser meu amigo depois disso, eu... compreendo.

O cômodo fora tomado pelo silêncio. Yuri não conseguia erguer o olhar, estava fora de si. Otabek apaixonado? Otabek. Apaixonado? Ele se masturbou pensando em si? Isso era mesmo real? Paixão, era isso o que sentiam um pelo outro? Era esse o motivo de sempre ficar irritado quando o mesmo estava com alguma mulher ou alguém que não fosse ele? Era esse o motivo de seus olhos sempre o estarem procurando? Era por isso que sua voz parecia tão melodiosa? Paixão? Estava apaixonado? Otabek acabara de se confessar...

— Quem... liga para isso, Otabek? —Lágrimas escorriam de seus olhos, pois tamanha era sua felicidade, seu coração parecia estar prestes a explodir— Enquanto você esperava a pizza e colocava o filme... eu me masturbei no banheiro cheirando essa camisa. —Segurou o tecido lilás, fazendo Otabek corar. — Eu já fiz isso várias vezes, até enquanto estávamos no telefone.

— Isso é verdade?

— Claro que é, seu idiota! —Ruborizou jogando o travesseiro no moreno.

— Então...?

— Eu que te pergunto isso! —Mas logo que disse, se arrependeu no ato quando fitou o sorriso de Otabek. O moreno o puxou para seu colo, deixando seus quadris próximos.

— Vamos fazer isso juntos, Yuri. —Sussurrou ao pé do ouvido— Quer namorar comigo?

— Só se você me beijar agora. —Abraçou o mesmo, puxando-o para um beijo que iniciava uma noite de amor... e pijama. Fora o seu primeiro beijo, o seu primeiro amigo, o seu primeiro amor... o seu primeiro e único tudo. Otabek era muito mais que qualquer um poderia ser. Um beijo carregado de desejo e sentimentos confusos, desespero e necessidade, um beijo que busca nos lábios do parceiro a certeza de que esse sentimento é mesmo cumplice e verdadeiro. Otabek sugava tudo, toda e qualquer dúvida, medo. Separaram-se por falta de ar. — Isso foi...

— Selvagem. —Sorriu o moreno mordiscando o queixo de Yuri que gemeu baixinho com a carícia, logo, a mão direita do mesmo tocou à ereção do menor que ruborizou e o abraçou forte, tentando esconder seu rosto. — É bom quando coloco assim? —Juntou ambos e iniciou uma dupla masturbação, fazendo Yuri gemer e arranhar suas costas com força. Otabek estava se deliciando com tais reações vindas do mesmo.

— Bekan... —Um gemido manhoso e indefeso escorreu com sedução pelos lábios róseos de Yuri, tal som fora o suficiente para levar Otabek a um orgasmo e, assim que urrou no ato, Yuri gozara. Estavam completamente conectados.

— Yuri... —Sussurrou ofegante beijando-o com paixão. Queria mais, muito mais, no entanto, Yuri já tremia em seu colo. Talvez, não fosse hora para isso. Separou seus lábios do pequeno e o encarou, estava adorável com aquela expressão chorosa. — Vamos parar por aqui?

— V-Você não quer continuar?

— Pelo contrário. Mas, sabe, Yuri... —Jogou o loiro na cama e o abraçou por trás, ajeitando suas roupas— nós temos todo tempo que quisermos para fazer isso, entende? —Beijou seu ombro— Muitas noites do pijama virão.

— Você é um idiota, Beka. Não diga coisas tão embaraçosas assim...

— Hai, Hai... —Abraçou-o ainda mais firme.

Ficou pensativo sobre os motivos que levaram Altin a parar. O problema seria por ser homem? Talvez uma mulher fosse mais atraente para sexo, mas... seus pensamentos confusos foram esmagados pelos braços fortes do moreno que o davam a certeza de que era consigo que queria estar. Sorriu tímido. Amava-o desde o momento que tornaram-se amigos.

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— Se você não queria continuar, por que tá com essa coisa cutucando minha bunda, Otabek?

— Ignora, logo vai passar.

— Tsc.

— Qual o problema, Yuri?

— Também fiquei duro.

**

No outro dia...

— Yurio, que cara horrível! Você está bem? —Victor observava com espanto as olheiras no rosto do rapaz.

— Nós fizemos uma noite do pijama. —Otabek disse baixo, atrás de Victor, assustando o russo.

— Otabek-kun! —Saltou.

— Desculpe.

— Espera um pouco. Você e Yurio?

— Sim. —Respondeu apático.

— S-Sozinhos?

— Sim.

— No... seu apartamento, por acaso?

— Sim.

— Oh!~

— Cala boca, velho maldito pervertido de merda! —Chutou o albino para longe.

Fim~

28 de Fevereiro de 2018 às 22:06 0 Denunciar Insira 10
Fim

Conheça o autor

BELITH Ariana|1996|Heterossexual|Fujoshi|Autora| Tradutora| Jojofag | "Escrever é arte"

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