NaruHina - Inverno Quente Seguir história

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Naruto esperava a namorada do lado de fora do clã Hyuuga sob os ventos frios do inverno de Konoha. Sua respiração condensava assim que era expirada e antes que percebesse, o calor se fez presente dentro de si quando a jovem passou pelos portões do distrito e o olhou com todo carinho que sentia. Aquilo só serviu para que ele reafirmasse a decisão que tinha em mente. Estava na hora do clã Uzumaki aumentar e já sabia quem seria a nova integrante da família.


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Romance #Naruto #NaruHina #UN #Universo Natural
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Capítulo Único - Inverno Quente

Fanfic / Fanfiction NaruHina - Inverno Quente - Capítulo 1 - Capítulo Único - Inverno Quente

~ arte da capa foi pega no Deviant da autora, a Aretarai (Arai14).
~ imagem do cap pega no google, créditos ao artista original.

~ Capa editada pela Ana Paula Pereira (Nyah).

~ sem betagem.


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Naruto não conseguia entender como Hinata gostava do frio. Kami-sama, ele tremia tanto enquanto esperava a namorada atravessar os portões do seu clã que jurava ser humanamente impossível! Estava absurdamente frio e mesmo com seu cachecol vermelho – confeccionado pela própria Hyuuga – sentia-se encolher cada vez mais, chegava até a se preparar psicologicamente para retirar uma das mãos enluvadas dos bolsos quando ela viesse até ele a fim de entrelaçarem suas mãos.

A jovem surgiu pelos portões acompanhada de dois Hyuugas, os quais se despediram com uma mesura cordial para lhes darem privacidade, ainda que ficassem à espreita. Ela, como futura herdeira do clã, vivia cercada por parentes responsáveis por sua guarda – como se ela própria não pudesse se proteger – e apenas os tolerava para agradar momentaneamente o pai, antes que fizesse seu pronunciamento oficial de renúncia ao título e ganhasse seus discursos repreensivos.

Nunca fora do seu feitio liderar, tampouco tinha o desejo. Aquilo, na verdade, se encaixava muito mais na personalidade forte e prática da irmã, e no fundo, Hinata acreditava que todos estavam decepcionados por Hanabi não ter nascido primeiro, afinal, pouparia o clã inteiro – incluindo a si mesma – do futuro escândalo. Ainda assim, mesmo que odiasse passar por situações humilhantes, como aquela hipoteticamente futura, não desistira de seu sonho. Queria viver com Naruto e construir uma bela família, jamais se esqueceria das lições que aprendeu como kunoichi – aliás, seria sempre grata à Kurenai-sensei – mas pensava em conservar seu aprendizado apenas para defender os futuros filhos de quaisquer perigos. Ela seria uma esposa tão digna quanto Naruto, o futuro Hokage, merecia.

Ele, no entanto, não tinha o mesmo pensamento. Hinata, aos seus olhos, era tão digna que nem conseguia mensurar. Aliás, ele não conseguia pensar em muitas coisas além das qualidades que a namorada tinha, como ser extremamente carinhosa, competente, pacífica, perfeccionista e também muito bonita. Ele a observou em seus trajes próprios para o inverno e constatou mais uma vez como as vestes roxas realçavam sua beleza incólume. Hinata era tão bela que parecia ter sido esculpida por algum grande artista, como Sai. Sim, ela seria uma ótima modelo para ele, embora Naruto soubesse que isso nunca aconteceria, já que a Hyuuga era tão tímida que preferiria apenas tomar chá com os mais íntimos, como fariam naquele momento.

Ela se aproximou devagar e lhe ofereceu um sorriso gentil, estendendo a mão esquerda para ele, Naruto ignorou completamente seu gesto e a puxou para um abraço saudoso sorrindo largamente.

- Hina-chan! – gritou esfuziante.

- Naruto-kun! – ela ciciou envergonhada, enterrando o rosto em seu tórax.

O Uzumaki sorriu ainda mais ao ouvir o som doce da sua voz, o chamando daquela forma tão amável e serena. Estava com saudades dela porque havia feito um treinamento no país do Raio ficando fora da Vila por três semanas, e já sentia o coração despedaçar pela distância. Queria ter Hinata sempre próxima a si, como daquela forma, podendo sentir o odor característico de jasmim em seu cabelo.

- Senti saudade, Hime – ele sussurrou em seu ouvido.

Hinata ainda imprensava seu rosto nele quando sorriu. Às vezes, tinha medo de acordar e perceber que aquilo era um sonho, que Naruto ainda não a notava e que eles não estavam juntos, completando um ano de namoro, por isso, o apertou fortemente contra si, extirpando qualquer pensamento duvidoso de que aquela não era sua realidade. Que ele não era o seuNaruto-kun.

- Como foram seus dias? – o loiro questionou ao se afastarem, afagando sua bochecha corada pela ação do tempo.

Hinata olhou nos olhos azuis que tanto amava e sorriu serena antes de responde-lo.

- Chatos. Você não estava aqui para me alegrar – respondeu, fazendo com que sua respiração condensasse no ar.

E todo o frio que Naruto sentia foi deixado de lado por um sentimento quente que brotava no peito. A menina – ou melhor, mulher – tinha o poder de fazê-lo sentir-se um completo idiota – mais do que o normal – em sua presença, além de fazê-lo sentir-se único e “indigno” por ser o centro da devoção de um ser tão puro como ela.

Questionava-se como poderia ter sido tão cego e não ter enxergado os sentimentos dela para consigo. A forma como Hinata o olhava denunciava todo aquele amor que a fazia viver e lutar por ele, mal podia acreditar na kunoichi incrível que conheceu no campo de batalha da Quarta Grande Guerra, da coragem que ela mostrara para protegê-lo.

Tudo que Naruto mais queria na infância era ter reconhecimento, ser desejado e bem quisto, apenas nunca percebeu que procurava atenção nas pessoas erradas. Ela sempre estivera ali para ele, e Naruto queria estar ali, sempre, para ela também. Essa era a base de um relacionamento, certo? Ero-sennin havia comentado isso uma vez, e na época – como o pivete que era – não havia entendido a dimensão daquelas palavras jogadas ao vento, mas agora, um homem – aliás, um homem apaixonado – via como aquele saber era incrível, afinal, sintetizava vários pensamentos e desejos que tinha pela companheira.

Era por conta da saudade que sentira e pela reciprocidade de seus sentimentos que estava disposto a pedi-la em casamento e arcar com todos os Hyuugas “reclamões”, incluindo o sogro.

Hinata ainda o fitava apaixonadamente e quando percebeu a inclinação sutil que ele direcionava a si, cerrou os olhos perolados e esperou pelo toque gentil em seus lábios. As primeiras vezes em que se beijavam a deixavam tão nervosa que desmaiava, mas com o tempo – e muita prática – ganhou experiência e soube controlar melhor suas emoções, aproveitando todos os toques suaves do namorado.

O beijo foi um leve roçar dos lábios. Ela continuava pressionando sua boca na dele, porém, ao constatar que o Uzumaki não o aprofundaria, ela mesmo o fez, ainda que ressabiada. Levou os braços ao pescoço dele e o prendeu a si, sentindo-o segurar em sua cintura com o mesmo intuito. Não era um beijo fervoroso como já havia visto pela Vila sem querer – os lados ruins de se treinar com o Byakugan ativo – mas tinha certeza que aquele beijo era tão – ou mais – significativo quanto todos aqueles anteriormente vistos.

Ela se separou dele com a mesma candura que havia começado, passando a língua levemente pelos lábios a fim de umedecê-los. Naruto sorriu alegre e olhou adiante, verificando que nenhum de seus guardas os observavam descaradamente, então logo voltou a olhá-la e lhe disse o que viera a viagem toda de retorno pensando.

- Hina-chan, você aceita se casar comigo?

A Hyuuga guinchou surpresa, levando a mão ao peito como se pudesse segurar o coração que batia descompassado. Não esperava por aquele proposta súbita. E quando teve a consciência da magnitude do pedido, sentiu as bochechas avermelharem e a visão turvar. Oh, ela reconhecia aquela sensação.

- Naruto-kun! – conseguiu dizer antes que suas pernas vacilassem e ela caísse no gramado enevoado.

O loiro se precipitou, já imaginando que ela poderia reagir de tal forma, e agarrou-lhe a cintura.

- Cuidado, dattebayo! – disse alegre, dando um beijo rápido em sua bochecha ao passo que a firmava no chão.

A morena ainda demorou alguns segundos para se recuperar, se apoiou no namorado e olhou ao redor, já identificando os guardas caminhando em sua direção, gesticulou para que eles fossem embora e em seguida os Hyuugas sumiram, depois se virou para o jovem ansioso ao seu lado – que ainda a segurava – e sentiu as lágrimas rolarem.

- S-sim! – praticamente gritou enquanto o puxou para um abraço apertado.

Naruto a acalentava da melhor forma que conseguia. Apesar de não ter sido rechaçado, não gostava de vê-la chorando, mesmo que de felicidade. Hinata, aos seus olhos, nunca deveria chorar, por isso acariciou o cabelo sedoso dela e lhe disse as palavras mais bonitas e sinceras que conseguiu, sentindo-a tremer levemente contra si.

- Hina-chan, não chore, assim vou pensar que você não me quer mais – brincou, mas suas palavras a fizeram se calar e se afastar abruptamente.

Hinata o olhou chocada. Suas orbes peroladas estavam arregaladas e vermelhas, além de fungar pelo nariz.

- N-Nunca! Na-Naruto-kun, eu a-amo v-você! – afirmou, ainda que gaguejasse pelo recente choro.

Precisava reafirmar seus sentimentos. Mesmo que soubesse que o namorado havia feito uma brincadeira, achava que seu amor não deveria ser interpretado assim, mesmo que numa “gracinha” dele. Ela o amava com todo seu coração. Sempre quis poder lhe dizer isso na infância e adolescência, e quando finalmente conseguiu assumir seu sentimento, nunca mais o escondeu de ninguém, principalmente dele. Queria que Naruto soubesse e se sentisse para sempre amado por ela.

O jovem coçou a cabelo com a mão direita, sorrindo largamente para a namorada – agora, noiva. Às vezes se esquecia de que Hinata era muito séria e que levava tudo ao pé da letra quando ouvia algo, então fez questão de acalmar seu coração sôfrego.

- É claro! Nós vamos nos casar porque nos amamos, dattebayo!

Hinata sorriu, sentindo o coração refrear-se, olhou para os pés envergonhada e sentiu as bochechas corando com a perspectiva de ser a nova senhora Uzumaki.

Naruto a olhou analítico, percebendo seu comportamento acanhado, mesmo namorando um ano consigo e aprendendo a ser mais comunicativa, o processo para que ela perdesse velhos hábitos era complicado, então ele passou a lê-la para facilitar suas interações, e por isso conseguia ver como naquele momento ela demonstrava preocupação ao enrugar minimamente o cenho pensando na perspectiva do casamento.

- Não se preocupe, Hime – ele se aproximou e tomou sua cabeça pelas mãos, fazendo-a olhá-lo nos olhos – Eu vou falar com seu pai e, se precisar, irei lutar por você, literalmente.

- Naruto-kun... – Hinata sentia a visão embaçar novamente pelas lágrimas acumuladas, mas fez o possível para retesá-las.

O loiro beijou o canto de seus olhos, enxugando as gotinhas cintilantes prestes a caírem e depois deu um selinho rápido em sua boca, deixando-a úmida e salgada.

- Eu queria que meus pais estivessem aqui para apresenta-la a eles, mas sei que mesmo não estando, eles te adorariam, Hinata. Você é perfeita, é a mulher da minha vida e eu sinto muito por ter demorado tanto a fazer esse pedido...

O rosto da jovem se retorcia em expressões contrastante. Queria chorar, rir, abraça-lo, chorar de novo, rir mais um pouco e fundir seus corpos num abraço apertado. E foi exatamente o que fez, ele esperou paciente por todas as suas reações e depois depositou um beijo demorado no topo de sua cabeça.

- Me desculpe por fazê-la esperar tanto...

Era verdade que havia esperado muito por aquele pedido, mas Naruto não precisava se desculpar por nada, ele era perfeito para ela e tinha certeza que seriam muito felizes juntos. Hinata levou suas mãos ao rosto do amado e o direcionou a si para que ele a olhasse e visse como era sincera.

- Eu nunca estive tão feliz em minha vida – a respiração quente dela lhe fazia cócegas no nariz.

Dessa vez, foram os olhos azuis dele que se inundaram. Naruto também nunca estivera tão feliz como naquele momento, então concordou com um aceno rápido e a beijou nos lábios brevemente para oficializar o pedido. Após se separaram, ele entrelaçou suas mãos enluvadas e olhou adiante do clã Hyuuga.

- Vamos, Hina-chan, temos que tomar chá com o seu pai agora.

Aquele era o primeiro passo juntos que davam para a vida à dois que construiriam. E nenhum dos dois poderia estar mais completo.

28 de Fevereiro de 2018 às 21:04 0 Denunciar Insira 4
Fim

Conheça o autor

Vany-chan 734 Fada do Fluffy e maluca dos angst. Luto pelo fim dos leitores fantasmas, por SasuSaku e por ShiIta, meus OTPs! "KakaSaku - Uma Chance para Nós" não será repostada aqui até ter sido devidamente betada, assim como "O Caminho que Trilhamos".

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