Eu não sou gay! Seguir história

belith__ BELITH

Idaí que sorria quando encontrava o moreno? Idaí que sempre iam embora juntos depois da rotina de treinos, na verdade, estava contente por ter alguém com quem conversar sobre o inferno que passavam ali. Dane-se tudo. — Eu não sou gay!


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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capítulo único

Estava farto dos comentários de Viktor, dos olhares desconfiados, das risadinhas e cochichos sempre que Otabek estava por perto. Era incrível essa capacidade que seu ídolo tinha de ser insuportável. Irritante. Desde que conheceu o porco — como Yurio o chamava — estava se sentindo a última cereja do bolo, quem se importa que usem alianças como um casalzinho gay de merda? Que enfiassem esse amorzinho deles num saco e queimassem. Qualquer coisa; odiava todo esse sentimento pegajoso.

— Yurio. — Viktor estava com o mesmo sorrisinho de sempre, queria provocar o loiro, afinal, seu comportamento perto do moreno não era normal, aliás, estava longe de ser o seu normal. Logo ele que sempre tratava todos com ignorância e desprezo, certamente tinha algo nesse rapaz, Otabek Altin.

— Hã? Por que não vai praticar já que decidiu voltar a patinar, Viktor?

— Tão arisco. Aposto que se fosse o Otabek-kun sua reação não seria essa.

— Cala a boca!

Era mesmo isso? Não. Claro, Otabek era diferente deles, respeitava seu espaço, suas conversas eram sempre agradáveis, além de achar irado andar de moto com ele, principalmente quando aumentava a velocidade nas vielas escuras, achava a coisa mais incrível, uma dose de adrenalina saudável. Ah. Otabek era alguém que não queria dividir. Afinal, era seu amigo. Que mal tem em tratar bem aqueles que são próximos? Idaí que sorria quando encontrava o moreno? Idaí que sempre iam embora juntos depois da rotina de treinos, na verdade, estava contente por ter alguém com quem conversar sobre o inferno que passavam ali. Mesmo assim, diferente dos demais, Otabek o ouvia e às vezes sorria, concordava. Era como se fosse o melhor amigo dos sonhos. Não conseguia compreender, tão pouco descrever a euforia que a voz do mesmo provocava em si. Quando dava por si, seus lábios já haviam desenhado um sorriso bobo.

— Oh! É o Otabek-kun. — Viktor disse baixo ao ver o rapaz entrar, sempre tão discreto, sério, certamente era outro tipo de pessoa, definitivamente, o tipo que agradava certo rapaz loiro de olhos verdes.

— Yo, Yuri. — O mesmo ignorou Viktor por completo, obvio, reconhecia quem era o patinador russo e o respeitava muito, mesmo assim, pouco ligava para isso, tinha um objetivo, teria uma feira hippie perto de onde treinavam e queria levar o loiro consigo. No entanto, o moreno não esperava que somente o timbre de sua voz e seu perfume fossem causar reações tão inesperadas. Por que seu coração estava batendo tão rápido?

— Eu não sou gay! —Gritou ao perceber que estava corado, sentindo o perfume amadeirado de Beka. Por quê? Por que estava tão contente e sentindo seu estômago estranho? Além disso, suas mãos suavam. Os dois não conversavam há menos de dois dias, não trocaram mensagens, também não sabia por que, perguntaria, mesmo assim. Por que se sentia assim? A caso a doença de Viktor havia lhe pegado? Seria gay? Impossível.

— Eh? — Otabek o encarou perdido. Fora a primeira vez que viu essa expressão no rosto do mesmo, ele estava ... ofendido? Irritado? Desacreditado? Não sabia. Queria perguntar, queria saber o que estava acontecendo consigo, mas não tinha coragem. Por que raios gritou isso? Quem disse que era gay? Ninguém! Que merda.

— Yurio~

— Cala boca, Viktor. Estou saindo. —Correu dali deixando um Otabek perdido e um Viktor fantasiando. Gay? Era gay? Aliás, por que pensou que era gay? O que significava isso? — Viktor, idiota. — Resmungou se fechando dentro do banheiro. Pela primeira vez o pensamento de abrir um buraco no chão e sumir para sempre, passou por sua cabeça. Estava envergonhado. Por que tinha de dizer que não era gay? Faz parecer que acusava Otabek de ser, quando não sabia de nada. Claro, o amigo era bastante popular com as garotas, era obvio. Otabek não era gay.

― Yuri, você está aqui? ―A voz rouca o fez estremecer.

― N-Não estou. ―Respondeu sentando na privada e encolhendo as pernas, não tinha coragem de conversar com Otabek.

― Oh, entendo. Bom, é uma pena. Se vir Yuri por aí, diga que irei espera-lo do lado de fora.

― Para quê?

― Está tendo uma feira hippie num bairro aqui perto, então gostaria de leva-lo. Pode me fazer esse favor?

― P-Posso. ―Corou. Queria sair dali agora mesmo, arrebentar a porta e dizer que se arrependia, aliás, que nem mesmo ele sabia o motivo de ter gritado aquilo e que não acusara Otabek de ser gay.

Otabek saiu do banheiro um tanto quanto cabisbaixo. Na verdade, já havia pensado algo semelhante. Era gay? Não que tivesse algo contra, longe disso, mas fazia um tempo que se sentia diferente quando se tratava de Yuri. Mesmo sabendo ser um viciado maldito em sexo, saindo à noite e transando horrores em festas, sim, mesmo que ninguém desconfiasse por ser sério, na verdade, esse era seu diferencial com as mulheres, nunca teve dificuldade e encontrar parceiras e confessava, amava isso. Então, por quê? Por que começou a pensar em Yuri de outra forma? Por que se masturbou uma noite qualquer ao conversar com ele pelo telefone? Desconhecia-se e isso o estava assustando.

Depois de alguns longos minutos, que para Otabek pareceram segundos, já que estava perdido em seus pensamentos, Yuri aparece com os olhos um pouco vermelhos.

― Você está bem? ―Questionou lhe entregando o capacete.

― S-Sim. Desculpe a demora. ―Corou, mas o moreno não pôde ver por conta do capacete.

― Está tudo bem, ainda temos tempo. ―Sorriu de canto saindo rápido, o que fez Yuri lhe agarrar a cintura com força. O percurso fora feito em silêncio, Otabek não gostava de falar enquanto pilotava. Bem, não que Yuri estivesse confortável para conversar também. Quando chegaram, o loiro viu-se deslumbrado com a feira. Não conhecia nada do movimento/cultura hippie. Muitas pessoas com roupas coloridas, estampadas, rapazes de cabelo longo, deixou-se admirar tudo ali perto. Compraram alguns vinis, camisetas ―para Otabek―. O tempo passou bem rápido e quando se deram conta, passava das 20h00min. compraram um lanche e comeram num banco qualquer. Comentavam coisas aleatórias sobre a feira, até que Yuri começou a espirrar.

― Está frio, venha aqui. ― O moreno lhe puxou para perto e dividiu seu cachecol com o mesmo. Pouco a pouco, finos flocos de neve começavam a cair, esfriando a noite mais do que o necessário. ― Yuri, seu rosto está vermelho. Você está bem?

― D-De quem acha que é a culpa, idiota? ―Defendeu-se. Mas logo percebeu o tamanho da merda que havia dito. Estava ficando complicado para si. Mas, se fosse parar para pensar, Otabek não parecia nervoso, tão pouco indiferente. Poderia ser que, se perguntasse e explicasse como se sentia, o mesmo entendesse e, talvez, até lhe ajudasse.

― Yuri... ― O timbre preocupado parecia deixa-lo atraente. Mas logo repreendeu-se por tal pensamento. Como assim, atraente?

― Silêncio! ― Gritou numa tentativa de afastar seus pensamentos. ― Q-Quero dizer... eu nunca senti nada por homens, sabe? Nunca parei para reparar neles, então, por quê, Beka? Por que quando você está perto ―sua voz baixou gradativamente, o que, aos olhos do moreno, foi muito fofo ― fico tão estranho? Meu coração parece uma bomba relógio e meu estômago fica estranho, sei lá, parece ter umas coisas dentro, não sei. ―Ruborizou ao confessar isso, embora fosse como se houvesse tirado um grande peso das costas. ― D-Desculpe, deve ser estranho um cara dizer isso, não é? Mas... mas eu não sou gay! ―Irritou-se.

― Eu também não. ―Altin estava sério. ― Mas me sinto de maneira parecida.

― B-Beka, você não está entendendo... ―queria apenas um motivo para dizer que estava errado, nem mesmo se entendia, mas não queria fazer Otabek se sentir culpado e obrigado a dizer coisas parecidas. ― eu quero... você pra mim. Só para mim! ―Seus olhos começaram a encher de água, era seu fim. Estava assumindo gostar de homens para um cara que é hetero, além disso, seu único amigo. Mesmo assim, era uma merda sentir seu corpo estremecer sempre que Otabek estava por perto. Uma merda maior ainda ter Viktor e o porco nos seus ouvidos perguntando sobre o moreno como se fossem casados. Não queria perde-lo, é óbvio, mas não queria manter segredo disso, afinal, eram amigos.

― Não faça essa cara, Yuri. ―Sussurrou baixo para que só o loiro pudesse ouvir ― Também não diga coisas que eu possa interpretar errado. ―Puxou o russo pela cintura, fazendo-o sentir o quão quente suas palavras lhe deixaram.

― O-Otabek?

― Escute com atenção, Yuri. Eu, até então, não sou gay. Mas, quando se trata de você, a história é diferente. Então, por favor, se não sabe o que está dizendo, fique quieto, pois se disser me querer só para si irei interpretar que está me dando liberdade para fazê-lo meu também. ―Seu olhar estava diferente, mais sério que o normal, suas mãos apertavam a cintura delgada de Yuri como nunca, estavam quentes. Por instantes, Yuri pensou em sair correndo, sim, estava envergonhado, quem era esse homem que o devorava com os olhos e o que fez com seu amigo Otabek? Não sabia, não sabia, mas... queria... conhecer esse lado dele. Num movimento discreto, Yuri pressionou seus lábios contra os do moreno, rápido, leve. Não conseguia juntar coragem o suficiente para dizer que também queria ser seu, claro que sim, adoraria ser monopolizado, não imaginou que o sentimento seria recíproco, então, implorando internamente que Otabek pudesse ler seus pensamentos, Yuri desejou que fosse feito seu. ― Yuri, esse é um caminho sem volta. ―Desfez o abraço e puxou o loiro pela mão, subiram na moto e sem dizer nada, acelerou a mesma, pouco ligando se fosse receber uma multa, não tinha tempo para se preocupar com isso, aliás, não tinha cabeça para se preocupar com isso. Yuri não compreendeu bem o que foi essa mudança de comportamento, mas não iria embora. Não demorou para que chegassem ao apartamento do moreno. Tudo em silêncio. Portaria. Elevador. Corredor. Porta do apartamento. Otabek abriu-a e deixou o pequeno loiro passar.

― E-Está escuro aqui, Otabek. ―Resmungou baixo subindo o ressalto depois de jogar seu tênis de lado. Quando virou para encarar o moreno, Otabek o pegou, jogando-o sobre seu ombro e caminhou rumo ao quarto. ― Hey, Otabek! O que está fazendo? Oe! Responda! ―Embora fosse inútil, não sabia descrever como se sentia, mas estava em pânico. O moreno abriu a porta do cômodo com um chute e jogou o loiro sobre sua cama. Acendeu as luzes e trancou a porta atrás de si. ―O-Otabek?

― Essa é sua última chance ―tirou a jaqueta e suas luvas, caminhando até a cama onde encarou Yuri de cima ― de voltar atrás com isso. Então, Yuri, o que vai fazer? Sair daqui e esquecer de tudo ― debruçou-se sobre o loiro, mantendo seus rostos próximos, o que era péssimo para o loiro abaixo de si, já que seu perfume lhe tirava a razão ― ou ficar e deixar fazê-lo meu? ― Era tarde demais para voltar atrás, pois, não conseguia pensar direito com o perfume dele, tão pouco com sua voz saindo rouca e gostosa desse jeito, muito menos... quando parecia tão selvagem? Do que seria capaz? Essas dúvidas moveram o corpo do loiro.

― Otabek... ―Sussurrou puxando a camiseta branca do mesmo, forçando-o a beijá-lo. Era um grande covarde, não tinha coragem de dizer que queria ser feito seu, mas queria e queria muito! Bem, não que Otabek se importasse, pois sabia que Yuri estava envergonhado e isso movia seu corpo, não conseguia colocar em palavras e, na verdade, isso chegava a ser fofo. ― Ah... ―Ofegou manhoso quando sentiu a boca do moreno em seu pescoço numa mordida atrevida que fez todo o mesmo se arrepiar. O maior rasgou sua camiseta preta e desceu seus beijos pelo pescoço esguio, clavícula, ombro, peitoral, enfim, chegando aos mamilos. ― O-Ota.. ah.. Beka... ― era a primeira vez que ouvira seu nome ser chamado tão manhoso, isso fez sua ereção crescer por baixo do jeans surrado. Otabek continuou sugando e mordiscando aquele local sensível, enquanto suas mãos desciam a calça de Yuri, o moreno parou ao apalpar a ereção do menor.

― É bom, Yuri? ―Questionou beijando seu queixo e tocando-o diretamente, sentindo o quão molhado estava. Nem parecia ser virgem. O loiro nada disse, apenas tampou o rosto com os braços, um grave erro, pois só fez o moreno sentir-se mais sedento. Qual seria sua expressão ao ser masturbado? Sentia-se bem com isso? ―Não se esconda. ―Segurou as mãos trêmulas de Yuri acima de sua cabeça, agora, podendo deliciar-se com a expressão única do rapaz, seu rosto extremamente corado, os olhos lacrimejantes e sua boca que tentava segurar alguns gemidos. ― Seja honesto comigo, Yuri. Meu toque te faz sentir bem? ―Desceu ao pescoço do mesmo enquanto sua mão lhe tocava num ritmo mais acelerado. O loiro contorcia todo seu corpo com sensualidade, seus gemidos foram abafados pelos lábios do moreno entre beijos necessitados. Era a primeira vez com um homem, para ambos, no entanto, a diferença é que Yuri ainda era virgem, nem mesmo beijar havia beijado, Otabek teria tudo de si, estava mesmo perdido.

― B-Beka... não... n...não... ―A voz chorosa só fez a mão de Otabek se movimentar mais intensamente e logo, o loiro se desfez num orgasmo intenso. Seu rosto estava rubro, olhos nublados, era como se estivesse perdido em seu próprio mundo. Otabek sorriu com a visão.

― Minha vez. ―Disse sério, abrindo as pernas do loiro e alisando a entrada que era lubrificada por seu próprio gozo, na verdade, já escorria pelos testículos, o moreno só direcionou o restante. ―Você precisa relaxar, okay? ―Sussurrou baixinho ao pé do ouvido inserindo o primeiro dígito. Yuri cravou seus caninos no ombro do mais forte que cerrou os dentes, doeu. Mas sentir o aperto do pequeno lhe confortava, aliás, lhe deixava impaciente, queria meter ali dentro e deixar-se consumir pela temperatura do mesmo. ―Dói? ―Questionou rouco, embora excitado, estava demasiado preocupado. No entanto, antes que Yuri pudesse responder, o invasor tocou-lhe o ponto de prazer, já que seus dedos eram longos, não foi tão difícil.

― Kayh! ―o gemido alto e manhoso de Yuri fez sua ereção pulsar dolorosamente.

― Y-Yuri? ―Corou com a reação, o pequeno loiro parecia um gatinho indefeso, céus, queria coloca-lo de quatro e meter, mas precisava ser paciente.

― É... bom... ―Respondeu num fio de voz, abrindo mais as pernas para que Otabek pudesse lhe tocar melhor, embora tivesse acabado de gozar, Yuri estava ereto novamente.

― Não diga dessa maneira... ―Tentava a todo custo manter a razão, mas estava difícil! Com cuidado, mas impaciência também, inseriu o segundo e logo após o terceiro dígito. Viu a expressão de dor no rosto do parceiro, mas não conseguia mais esperar. Para aliviar, tocou-lhe, novamente, porém propositalmente, aquele ponto sensível, levando, mais uma vez, o pequeno ao orgasmo. Espantou-se com isso, estava mesmo sendo bom para o pequeno.

― Beka... já... é suficiente... ―Sua voz estava embriagada, nem parecia o Yuri de sempre, o toque leve no rosto do maior pareceu espontâneo. ― Você também precisa... sentir prazer. ―Corou intensamente. Foi o fim. Esse era seu limite.

― Yuri... ―Ofegou retirando seus dedos e desfivelando o cinto de couro, Yuri observava com curiosidade e excitação, perguntando-se como deveria ser o corpo dele, nunca o vira sem roupa e... quando o moreno desceu o jeans, junto da box vermelha, Yuri engoliu seco. Era enorme. Em todos os aspectos, enorme! Aquilo... entraria em si? Estava apreensivo, mas ... Otabek parecia até dolorido, as veias estavam tão saltadas. O moreno aproveitou para tirar sua camiseta branca, permitindo ao pequeno uma visão privilegiada de seu corpo, era definido, um corpo de homem. Yuri corou. Otabek se aproximou e pincelou seu falo pela entrada escorregadia do loiro, era interessante como só encarava a entrada limpa e rosada do menor, Yuri estava envergonhado, mas curioso para ver aquilo entrar. Com certa pressa, pois tamanha era sua excitação, Otabek forçou a cabeça para dentro, Yuri mordeu a mão, doía. Sentia que ia explodir. Mas o moreno estava decidido, pouco ligando, com os polegares, abriu a entrada de Yuri à força e colocou-se todo dentro. As lágrimas de outro lhe cortavam o coração, mas quando empurrou o que faltava, acertou seu ponto de prazer, o que fez Yuri contrair-se de tal maneira que foi impossível. ― Haaaãnn... ―Gozou. Yuri o encarou com olhos lacrimejantes, céus, queria beijá-lo, queria tantas e tantas coisas que não sabia o que fazer. Sentir aquele interior apertá-lo o deixou ereto novamente. ―Yuri... é bom? ―Retirou-se lentamente para logo entrar com um pouco mais de violência. ―Ah... ―ofegou voltando seu rosto para o teto, estava sentindo mesmo a sanidade ir embora. Mais uma vez, retirou-se lento e voltou com força, acertando algo macio que fazia Yuri gritar de prazer, era seu fim. Com rapidez, puxou o loiro pelo quadril, enterrando-se dentro dele, movia-se para frente e para trás, forçando seu falo lá dentro, sentindo Yuri o espremer sempre que acertava aquele lugar, o movimento se repetiu mais e mais, porém, mais intenso.

Quem estivesse passando ouviria, nitidamente, os gritos de prazer vindos de dentro do quarto, onde Otabek e Yuri transavam como animais, já não existia vergonha, medo, insegurança, dúvida, estavam certos de que amavam-se, pouco importava qualquer cosia, opção sexual uma ova que iria atrapalhar. Gay? Quem ligava? Só queriam se afogar nesse sentimento cumplice.

~2horas depois

― Aqui, água. ― O moreno ofereceu.

― Obrigado. ―Respondeu levantando-se da cama, ficando sentado, para beber, estava mesmo com sede. Otabek tinha tirado o lençol, pois o mesmo estava ensopado e o cheiro era bem forte.

― Seu corpo está bem? ―Questionou sentando-se ao lado do loiro que corou com a pergunta.

― M-Meu quadril está dolorido, mas amanhã deve estar melhor, eu acho.

― Sim. Se quiser, tenho analgésico.

― Não precisa! ―Respondeu alto. ―Eu estou... bem.

― Okay. ―Riu deitando-se.

― Qual a graça?

― Você é mesmo fofo, Yuri. ―Riu novamente, agora, beijando a panturrilha do loiro.

― C-Calado! Eu não sou fofo. ― Ruborizou ― E... também... não sou gay, só para ficar claro: eu só faço essas coisas com você.

― Oh... ― Otabek se aproximou e segurou seu queixo ― isso é ótimo, me certificarei de que continue assim. Aliás, fique tranquilo... ―mordeu o lóbulo da orelha do mesmo ― também só farei isso com você.

~fim.

~fim?

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No outro dia ― treino

―Oh! Yurio, seu quadril está muito mais solto hoje, incrível! ―Viktor comentou alegre ao perceber como sua coreografia estava melhor com o balanço do quadril.

― Calado! ―O loiro ruborizou com o comentário.

― Eh? Mas eu estou te... ― o mais velho parou sua fala para observar melhor o loiro e percebeu uma marca de mordida em seu ombro, na verdade, bem próximo da gola da camisa, o que foi mais que suficiente para fazê-lo entender o que tinha acontecido, afinal, Viktor já conhecia essa história. ― Hum, para quem não era gay...

― Eu não sou gay! ―Berrou corando e chamando a atenção de um moreno que se alongava do outro lado. Otabek apenas sorriu de canto.

Não que ligasse, qual o problema em se assumir gay? Nenhum. Mas isso seria algo que ensinaria ao loiro... da maneira mais proveitosa possível.

~fim.

28 de Fevereiro de 2018 às 21:57 2 Denunciar Insira 5
Fim

Conheça o autor

BELITH Ariana|1996|Heterossexual|Fujoshi|Autora| Tradutora| Jojofag | "Escrever é arte"

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Takkano Takkano
Huaaaaaaaaa, a gente sabe, Yurio... você é muito gay!! E dos bons!! *w*
28 de Fevereiro de 2018 às 16:16

  • BELITH BELITH
    Você está em todos os sites em, senhora! Cadê minha ushiten? // Sim, é super gay, não adianta tentar enganar. Quando tem um do Otabek-kun no meio, tu és beeem gay. ashauhsauhsaus, obrigada por comentar. Vou segui-la também o/ bjokas 28 de Fevereiro de 2018 às 16:25
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