Maresias Seguir história

satsukimari Mari Satsuki

"Apesar de minha pouca experiência, consegui compreender uma coisa quando senti os lábios de Temari sobre os meus: eu nunca, em toda a minha vida havia beijado uma mulher como ela." Shikamaru é um rapaz que vive de maneira monótona sua vida de artista, e sua fuga para os momentos de estresse sempre foi o surf. Em um dia que considerava ser tão comum e chato como os outros, um par de olhos esmeralda cruza seu caminho, e esses olhos carregavam consigo a maior reviravolta na vida do rapaz. Oneshot inspirada na música "Musa do Verão - Felipe Dylon" para o desafio brega do grupo/fanpege Fanfics Naruto Shippers


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#songfic #Fanfic #Cachecoldobrega #DesafiodobregaFNS #FNS #Romance #Shikamaru/Temari #Naruto
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Confesso que, acreditava que aquele seria apenas mais um monótono dia de trabalho. Eu iria para a barraca na praia, debaixo do calor infernal escondido pela brisa do mar, mas banhado em filtro solar, porque minha mãe nunca foi o tipo que deu brechas para o azar, desde a minha primeira insolação aos dez anos. E eu ficaria lá, vendendo apetrechos e entregando as últimas encomendas de pranchas.

Eu fazia o acabamento, a parte refinada. Nunca fui apaixonado por esse tipo de trabalho, mas o fato é que meu pai é um grande aproveitador e me obrigou a ser o artista que faria o acabamento final nas pranchas que produzia. Eu nunca reclamei e nem pretendo fazê-lo, já que o velho sempre fora bastante honesto e pagava um valor justo pelo meu trabalho.

Apesar de não parecer, ganhamos muito dinheiro com isso, pois nosso trabalho é bem valorizado pela qualidade das pranchas de surf que produzimos e pela exclusividade da sua arte – normalmente os clientes encomendam e eu desenho para eles da forma que desejam, e assim eu entro com meu refinado trabalho artístico.

Nos últimos dias meu pai andou comendo essas comidas de procedência duvidosa vendidas na praia por falta de tempo para almoçar em casa; isso é bem comum nessa época, pois é verão e as encomendas de pranchas surgem do nada para o meu desgosto, que preciso trabalhar dia e noite. Acontece que na última semana, o velho teve uma indigestão tão forte que precisou parar no hospital para ser medicado, e de quebra ganhou uma de atestado para se recuperar. Como foi sempre muito teimoso e nunca quis contratar alguém para ajuda-lo na produção das pranchas, por acreditar que ninguém jamais faria um trabalho tão incrível quando o dele, mesmo recebendo o devido treinamento, acabou sendo obrigado a paralisar sua produção e não pode receber novas encomendas até estar totalmente recuperado, já que minha mãe furiosa o proibiu de ter qualquer contato com o trabalho enquanto o repouso recomendado pelo médico não acabasse. Mas o velho era tão mercenário que me obrigou a abrir a loja todos os dias caso algum surfista necessitasse de qualquer apetrecho, o que não aconteceu com a frequência que ele esperava.

E lá estava eu, mais uma vez naquela droga de loja, sozinho, esperando algum cliente, que só aparecia a cada quatro horas, e na maioria das vezes acabava não comprando nada. Suspirei cansado de ficar ali e quase chutei o rádio quando o liguei na tentativa de afastar um pouco o tédio com uma boa música e aquele sertanejo universitário começou a tocar. Céus, por que diabos um homem velho como meu pai escuta esse tipo de música? Apesar de não querer me esforçar tanto, fui obrigado a ir até minha bolsa em busca do meu bom e velho pen drive para ouvir algo que gostava de verdade. A primeira música que tocou quando o posicionei na pequena caixa de som foi “glamour tropical” do Natiruts. Suspirei aliviado com a notável melhora da qualidade musical. Puxei uma cadeira de praia escondida no interior da loja e a estendi na entrada da praia e ali fiquei por algum tempo observando o mar.

Apesar de achar aquele trabalho um pouco chato, gostava de estar ali simplesmente por poder observar a beleza local. Maresias sem dúvida é um dos lugares mais bonitos de São Sebastião e eu estava muito satisfeito em viver ali, cercado por esse mar maravilhoso e toda essa calmaria. Nunca fui o tipo sonhador, e viver o resto da minha vida ali com um bom emprego e um salário razoável, uma boa esposa que não precisava ser muito bonita, mas também não muito feia e talvez uns dois filhos, era tudo que eu precisava para ter uma vida feliz.

Mal sabia eu que, o amor não é algo tão simples, e que a vida adora complicar as coisas para típicos preguiçosos que buscam uma vida monótona demais, como eu.

Após duas horas, sentado na beirada da areia, sem sinal de vida de nenhum cliente, decidi fazer algo que provavelmente levaria a minha morte se fosse descoberto por meu pai. Fechei a loja, troquei de roupa e apanhei minha velha – porém muito bem conservada – prancha de surf. Parece muito clichê que um fabricante de pranchas também surfe, mas isso é verídico. Quando meu pai decidiu que eu trabalharia com ele, além de me ensinar toda a magia da fabricação do equipamento, ele também me ensinou a surfar, pois segundo ele, conhecer e compreender o esporte é algo muito importante e que gera muita influência na fabricação das pranchas, visto que só quem admira, vive e conhece a verdadeira dedicação que se deve ter em nosso trabalho.

Preferi não questionar suas teorias bizarras e me deixei ser ensinado a surfar, mesmo não tendo tanto interesse no esporte. Hoje sou muito grato por isso. Descobri entre as ondas minha grande diversão e uma escapatória para grande parte dos meus problemas diários; não que fossem muitos, mas essa a vida adulta pode ser bem problemática quando as boletas misteriosamente começam a vir em seu nome.

Corri em direção ao mar com minha prancha de estimação entre os braços, e ao sentir a água gelada se chocar com meus pés, comecei a me sentir abraçado pelo mar. Me deitei e remei até encontrar a profundidade certa e ali me equilibrei sobre a prancha, e deixei que as ondas me levassem. Porque o surf era isso, deixar-se ser levado pelas ondas, enquanto conseguia manter o equilíbrio. A sensação? Indescritível, não posso negar. Aquele era o único momento em que me divertia tento que pensar rápido, a cada onda que surgia. Para quem estava na areia apenas observando, o tempo que passava dentro do mar, se aventurando entre as ondas parecia curto, mas para quem estava ali, dançando entre uma onda e outra, sempre parecia ser uma eternidade, e eu nunca me cansaria daquilo.

Quando finalmente me permitir ser derrotado, o mesmo mar que me abraçou acabou me devolvendo para a areia. Nadei um pouco até conseguir tocar o chão e caminhei lentamente até a praia. Deixei minha prancha sobre a areia e ali mesmo me joguei. Meus cabelos um pouco longos se encontravam pesados, então os soltei para que secassem mais rápido. Remexi em minhas coisas e apanhei um cigarro.

Eu que sempre vivi uma vida tão monótona e que considerava satisfatória, jamais imaginei que as coisas mudariam de forma assustadora bem ali naquela praia.

O som de algumas vozes ecoou próximo de onde estava. Não tinha curiosidade em saber, mas parece que meu corpo se voltou para a direção de onde vinham de maneira involuntária. Três pessoas caminhavam pela areia na mesma direção de onde estava. Um rapaz moreno e alto, acompanhado de outro rapaz ruivo e um pouco menor e atrás uma garota loira um pouco mais alto que o ruivo.

Em outras ocasiões, aquilo jamais chamaria minha atenção. Mas aquela figura feminina roubou minha atenção de uma maneira quase hipnotizante. Sua presença era marcante demais, e aquele par de olhos esmeralda pareciam refletir o brilho que vinha do mar, transformando o jogo de cores que se formavam ali, algo maravilhoso de se ver. Os fios loiros um pouco rebeldes estavam presos em um rabo de cavalo. Ela ria de algo que um dos rapazes em sua frente dizia, e aquela risada fora o som mais maravilhoso que já ouvi em minha vida. Eu estava tão hipnotizado e mal havia notado isso.

E então eu despertei. Ela deu alguns passos mais largos e se aproximou dos rapazes, abraçando o moreno de uma forma bem íntima e no mesmo instante foi retribuída. Nesse momento, me senti desconfortável ao notar que estava encarando demais. Eu poderia estar sendo desrespeitoso com eles, assim como também poderia criar uma situação hostil para mim. Desviei o olhar rapidamente, mas já era tarde demais. Ela me flagrou a encarando, e abriu um sorriso ladino enquanto me olhava, mas não consegui ver qual foi sua reação a seguir, pois meu olhar já se encontrava direcionado para o mar novamente, enquanto apreciava meu cigarro.

– Eu vou entrar. – Uma das vozes anunciou. – Logo em seguida, vi a figura ruiva caminhar em direção ao mar com uma prancha na mão.

– Tão apressado. – Ouvi a voz feminina dizer, seguida por um estalar de sua língua no céu da boca. – Eu também vou. Kankuro, fique um pouco e cuide das nossas coisas. Eu não vou demorar.

Deus, que voz maravilhosa era aquela, eu queria que a língua que estivesse tocando o céu de sua boca fosse a minha, e obviamente me senti um completo pervertido por pensar algo assim sobre uma completa desconhecida. Não que eu fosse o tipo que parecia um assexuado, longe disso. Durante meus vinte anos de vida, minhas experiências com mulheres foram poucas. Tive uma namorada por cerca de um ano, até chegarmos há conclusão que nossas mentes não funcionavam na sincronia necessária para um relacionamento dar certo. Desde então, vez ou outra que saia com meus amigos conhecia uma garota que achava interessante e acabávamos ficando, em raras situações, eu tinha um pouco de sorte e conseguia algo mais. Mas não passava disso, pois nunca fui um cara incrível que consegue conquistar uma mulher com beijos ou com uma boa foda. E confesso que, sempre acreditei que não fosse tão habilidoso na cama. Sinto que nunca fui muito criativo e inusitado, e as mulheres sempre pareciam esperar algo mais de mim, o que não acontecia.

E mais uma vez me senti culpado por voltar a encarar a loira. Desta vez foi inevitável, visto que ela estava em minha frente, fazendo aquilo que eu mais amava. Se ouvir sua voz e admirar seu rosto foi algo que me hipnotizou em pouco mais de vinte segundos, vê-la ali surfar foi o ápice para sentir todo o meu estômago se contrair de uma forma estranhamente prazerosa. Mesmo se eu quisesse – e de qualquer forma eu não queria – era impossível desviar o olhar.

Ela se portava como a dona do mar enquanto se movia entre as ondas, que pareciam respeitá-la e dar toda a passagem para que ela pudesse adentrar ali. Ela sabia melhor do que ninguém o que estava fazendo, e era plena de como conseguia domar aquelas ondas violentas que já haviam devorado o ruivo que deixava o mar com uma cara emburrada. Ri discretamente de sua expressão carrancuda e voltei minha atenção para loira que ainda permanecia equilibrada em sua prancha.

– Tem fogo, amigo? – Uma voz masculina me despertou de meus pensamentos, e eu acabei tendo um breve choque. – O rapaz moreno estava parado de pé ao meu lado, me analisando com um sorriso até simpático.

– Claro. – Respondi um pouco constrangido e estendi o isqueiro para ele, que acendeu seu cigarro e me devolveu agradecido. Apanhei meu celular e tentei disfarçar um pouco por medo de ter sido flagrado apreciando a loira.

– Ela é incrível, não é? – Meus medos se confirmaram quando ele iniciou o assunto. – Temari é extremamente habilidosa com uma prancha, essa mulher nasceu para surfar. É uma pena que ela não quis se profissionalizar.

– Ela é muito boa mesmo, nunca vi uma garota que surfasse tão bem. – Respondi tentando esconder o fato de que não observava apenas suas habilidades no surfe.

– Eu não sei e fico feliz ou triste com isso. – O rapaz soltou uma risada. – Já ouviu aquela história, que a criatura supera o criador? Pois é exatamente o que aconteceu aqui.

– Eu não entendi o que você quis dizer. – Realmente não havia entendido totalmente, e apesar de querer evitar um pouco o contato verbal com o rapaz, aquela afirmação me deixou animadamente intrigado, o que me obrigou questioná-lo.

– Eu aprendi a surfar muito novo, e gostei tanto disso que decidi ensinar para os meus irmãos mais novos. O Gaara até que gostou, mas não leva muito jeito. – Ele gargalhou do ruivo que fez uma careta ao notar que era o assunto. – Mas a Temari foi bem diferente. Ela parece ter nascido para o surf. Hoje ela consegue ser muito melhor do que eu, que a ensinei tudo que sabe.

– Então vocês são irmãos? – Ele já havia deixado isso implícito ali, mas não fazia mal algum confirmar.

– Claro que somos! – Ele respondeu aquilo com uma incredulidade, como se aquilo fosse à coisa mais óbvia do mundo. Será que ele acredita que são parecidos? – Olha só para a gente, se não fosse pela cor dos cabelos poderíamos ser chamados de gêmeos.

– Sim, você está certo, eu que não estava prestando atenção nisso. – Precisei me controlar muito para não rir. Definitivamente os três não possuíam muitas características físicas que entregassem o fato de que eram irmãos, mas também não é educado dizer isso para pessoas que você acabou de conhecer. – Você é o mais velho?

– Sim, a Temari é a do meio e o Gaara e nosso caçulinha com vinte anos. – Ele apontou para o ruivo que se encontrava deitado na areia. Ele acenou ao ouvir o nome.

– O assunto está divertido? – Senti todo o meu corpo se arrepiar ao ouvir aquele som delicioso. – Vocês já estão se enturmando rápido, não é mesmo? – A loira, que descobri se chamar Temari se encontrava diante de meus olhos, e ela sorria de um jeito tão sensual que foi impossível controlar meus pensamentos masculinos obscuros. – Muito prazer, aliás, eu sou Temari.

– Shikamaru. – Abri um pequeno sorriso para tentar parecer gentil, mas o meu maior medo naquele momento era que todo o meu nervosismo fosse notado por ela. – O prazer é meu.

– Estou com sede. – Sua atenção que estava voltada para mim se desviou, e aquilo me deixou um pouco decepcionado. Eu realmente não possuía nada de atrativo para uma mulher como ela, no fim das contas. – Vou comprar algo para beber. Vocês também querem?

– Eu quero cerveja. – Kankuro respondeu; Gaara também murmurou algo que eu não fui capaz de ouvir.

– E você? – Levei alguns segundos para notar que ela falava comigo, e mais uma vez me vi desconcertado, porém foi algo tão estupidamente óbvio que ela não conteve o riso.

– Eu não quero nada, mas obrigado assim mesmo. – Precisava parar de bancar o idiota. Joguei o resto do cigarro que fumava entre minhas coisas para descartar devidamente depois. Busquei por meu isqueiro e acendi outro, e após a primeira tragada, senti meus nervos se calmarem.

Precisava relaxar, pois era ridículo demais estar tão nervoso daquela forma na frente de uma mulher. Tudo bem que, Temari era completamente diferente de todas as mulheres que já cruzaram meu caminho, mas todo aquele nervosismo era desnecessário, afinal, uma mulher tão maravilhosa como aquela jamais veria algo de interessante em um cara tão comum e entediante como eu.

Poucos minutos depois, ela retornou com algumas latas em sua mão. Distribuiu-as entre seus irmãos e em seguida se voltou para mim. Sentou-se ao meu lado, e eu traguei mais uma vez o cigarro tentando não surtar, mas Temari parecia se divertir com o meu nervosismo, e estava disposta a me fazer chegar em meu limite.

Pegou o cigarro que carregava entre os dedos e colocou nos lábios, e sem avisar, se aproximou de meu rosto e encostou seu cigarro apagado no meu, e permaneceu em uma distância perigosa por alguns segundos.

– Desculpe se te assustei. – Ela abriu um sorriso divertido. – Acontece que eu tenho o hábito de fazer isso com meus irmãos, estou tão acostumada que apenas fiz sem pensar com você.

– Tudo bem. – Traguei o cigarro mais uma vez, e aquilo já não parecia funcionar mais. – Eu não ligo.

– Aqui. – Ela estendeu uma lata de cerveja para mim. – Sei que você falou que não queria, mas não acho que seria educado da minha parte.

– Obrigado. – Abri um pequeno sorriso antes de colocar o cigarro entre meus lábios novamente para abrir a lata.

– Você mora aqui? – Ela perguntou serena, enquanto expelia a fumaça. – Falo aqui nessa região de Maresias.

– Sim, moro aqui perto. Meu pai tem uma oficina de pranchas aqui e nós dois trabalhamos juntos.

– Então você é o cara das pranchas? – Ela perguntou animada. – Puta merda isso é incrível! Um amigo nosso passou as férias aqui e voltou para casa com pranchas incríveis. Ele disse que comprou de um tal de Shikaku.

– É o meu pai. – Beberiquei a cerveja que estava com uma excelente temperatura. – Ele faz as pranchas e eu só finalizo com a arte que o cliente desejar.

– Então você vai fazer uma arte para mim? – Temari abriu um sorriso e mordeu o lábio inferior. Precisei engolir seco e apelar mais uma vez para o cigarro na tentativa de acalmar meus nervos.

– Bem, essa semana não estaremos recebendo encomendas porque o meu pai está de atestado médico, mas assim que voltarmos eu faço sim, com muito prazer.

– Mal posso esperar por isso. – Ela continuava a me encarar penetrantemente com aquele par de esmeraldas. E eu continuava a me surpreender mais e mis com meu autocontrole.

Temari se levantou e abriu o macacão de surfe que usava, e aquilo foi ápice para mim. Apesar não ser o tipo de cara que fica secando garotas de biquíni pela praia, foi impossível não ficar estático enquanto ela se despia, exibindo um corpo escultural, coberto por um biquíni preto tão pequeno que mal parecia ter sido confeccionado para uma mulher adulta.

– Agora que já surfei, vou aproveitar o mar apenas como uma banhista mesmo. Se importa se eu deixar meu macacão aqui? – Ela perguntou de uma forma tão inocente que lembrava uma criança.

– Claro que não. – Respondi quase em um sussurro. – Fique a vontade. – Ela abriu um sorriso largo e deixou suas coisas ao meu lado, correu em direção ao mar e mergulhou. Da distância que estávamos um do outro, eu poderia dizer que Temari era uma sereia como as dos contos em que elas são criaturas lindas e sedutoras que hipnotizam os homens para leva-los para o fundo do mar, e eu sentia que estava cada vez mais submerso no mar de Temari.

27 de Fevereiro de 2018 às 21:41 0 Denunciar Insira 2
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