A Filha de Kratos Seguir história

anavitriasantos Ana Vitória Santos

Em uma Grécia totalmente arrasada, onde os principais Deuses não existem mais, surge a vontade de se reerguer por parte de Apolo. Kratos simulou seu suicídio, mas sabiam que ele estava vivo em algum lugar; e quiseram se vingar e perseguir todos descendentes de Kratos. Melissani e sua irmã precisam detê-los. Por isso vão atrás dele.


Fantasia Todo o público.

#mitologia #deuse #game
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Nos Vemos no Tártaro

Ela estava deitada, o observando trocar de roupa, pondo sua armadura cor de bronze e vermelho com detalhes de ouro. Ela via correntes enroladas em seus antebraços, se perguntava o porquê daquilo. Ele tinha um físico tão invencível, tão imponente, tão grande. Sua postura tão ereta e forte. Sua expressão amarga era a de um homem cruel, ameaçador, que já sofreu muitas dores, e ela tinha certeza disso. Ela se perguntava sobre o motivo daquele... Ser ter a pele tão pálida, já que ela sempre ouvia que os Deuses possuíam a pele bronzeada e bem tratada, mas aquele era diferente, suas cicatrizes o tornavam mais dramático, a mancha vermelha por todo o seu corpo o tornava misterioso... Aquele poderoso ser a encantava. Dóris, de certa forma, o amava ou amava o quê ele lhe proporcionava. Sabia que seu sentimento não era recíproco, mas não se sentia tão mal por isso, e possuía um certo interesse por se tratar do Deus da Guerra. Depois de mais uma noite juntos, ela já imaginava que não se veriam mais, afinal ele era um Deus importante. Mas mesmo assim, se sentia desconfortável com o desinteresse do Deus.

-Onde nos veremos de novo?

Ele não a respondeu, e isso a deixou irritada.

-O senhor pode me responder?

-Talvez no Tártaro. - Ele respondeu com uma ponta de sarcasmo. Estava terminando de calçar suas botas e pegar suas armas.

Dóris se arrependeu de fazer a pergunta, era insignificante para um Deus.

-Claro... - Respondeu revirando os olhos.

-Adeus.

-Adeus, senhor.

Dóris levantou-se com um sorriso no rosto, teve uma ótima noite, mas estava faminta. Seus cabelos, grandes, estavam bagunçados. Depois de trocar suas vestes, percebera que o sol já havia aparecido. Elas vestia um quiton.

Sentiu-se mal por ter traído seu marido, Zetes, mas sabia que ele estava fazendo o mesmo depois de quase 1 mês a serviço do exército de Esparta. Ela nasceu em Esparta e adorava o lugar, para ela, Esparta era “selvagem”, com histórico de guerras, com seu exército forte, e isso tudo lhe atraía, lhe emocionava. Era uma mulher imaginativa.

Dóris era uma mulher encantadora, um dos motivos pelo o qual o Deus da guerra havia se atraído. Era recém-casada com Zetes, ela não o amava, mas o homem lhe passava segurança e, quem sabe, ela poderia gostar dele um dia. Era uma mulher, aos olhos de muitos, delicada e mimada, mas tinha uma paixão estranha pela luta. Sua infância se resumiu á isso, em sua escola sempre praticou todos os tipos de esportes, tinha um físico saudável e invejável. Nunca chegara a pegar em uma faca sequer, e nem queria, mas ainda assim tinha interesse artificial pela guerra, achava bonito o modo como exércitos conseguiam dominar nações com a sua força bruta e estratégia em guerra. Ela não tinha interesse em lutar, ela tinha o interesse na luta.

Dóris não concordava com seu destino: ser uma boa e obediente mulher, servir apenas para dar prazer e herdeiros ao seu marido. Era muito vaidosa para ser “do lar”, mas conformava-se com a ideia de que não comandava seu destino, e esperava que um dia sua vida lhe fizesse sentido.

Ela se sentia entediada e sozinha, queria conversar com sua criada, mas, para ela, a mulher nem sabia falar seu idioma, era uma estrangeira. Ela começou a se perguntar se todas as vezes que seu marido fosse servir ao exército sua vida seria assim, solitária.

Enquanto isso, no conturbado Monte Olimpo, lá estava Atena, em seu palácio, pensativa, andando em círculos, seu grande vestido azul ondulava com o movimento da Deusa. Com sua postura imponente e sua sabedoria, sabia que deveria agir rápido, pois Kratos já se formara um Deus e estava com uma grande força: a esperança. Mas pelo que ela sabe, Kratos não tem noção de sua força, ou não consegue liberá-la. O porquê, ela ainda não sabe. Atena a queria de volta, só assim conseguiria o poder em suas mãos, mas, como uma sábia, ela deveria agir cautelosamente e ter paciência. Pensara nisso há tanto tempo, para o Olimpo se destruir seria só uma questão de paciência.

-Parece preocupada, minha irmã. - A voz sarcástica de uma mulher a tirou de seus pensamentos.

Atena virou-se e viu uma mulher, parecida com ela, mas com uma aparência inocente. Ela possuía longos cabelos negros como a noite, e a pele pálida e brilhante como a lua.

-Olá, Ártemis. Há um bom tempo que não a vejo por aqui. – Atena falou com indiferença.

-Prefiro a paz da caça à bagunça que está aqui. – Ártemis falou olhando ao redor. Ela não queria, mas sentia certa saudade daquele lugar. E, afinal, sabia o quê estava por vir.

-Entendo. – Atena já se retirava quando Ártemis entrou em seu caminho.

-É a sua preciosa esperança, não é? – Atena se sentiu ultrajada.

-O quê? A esperança está com a pessoa certa agora. Saia do meu caminho!

Ártemis deu uma risada nojenta aos ouvidos de Atena.

-Acha mesmo que vai me enganar? Talvez enganou todo o Olimpo pois estão cegos por causa dos males da caixa. Enganou nosso meio irmão... Ele confia em você! Ele acha que é única sincera por aqui. - Ártemis, se sentia ofendida e magoada com todos no Olimpo, ela aparentava ser uma moça que não se interessava com deveres de Deusa, que era uma moça simples e inocente, mas no fundo ela queria, ela precisava que todos soubessem que ela não era boba, estava longe de ser isto. Atena a olhava com divertimento, sabia que isto irritava a irmã.

-Do quê está falando?

-Do seu plano. Sei que planeja ter a esperança e governar o Olimpo.

Atena riu com desprezo pela irmã.

-Entendo. Muito inteligente sua teoria, minha querida irmã, mas isto não tem como acontecer. Fala isto, pois tem inveja de mim, sempre soube que você se sente a coitada do Olimpo, sempre soube que... – Ela foi interrompida com um tapa em sua face, que a fez ficar com as bochechas levemente avermelhadas.

Atena a analisou, mas Ártemis começou.

-E você, sempre soube que é a preferida de Zeus. Eu sempre soube que você é mimada. Sei que muitas coisas cruéis irão acontecer, sei que Kratos é a cria de Zeus da profecia. E pelo visto, você também sabe. Como pode ser tão fria?

Atena riu com sarcasmo.

-E o quê isso tem a ver com você? O assunto é entre mim e Kratos. A qualquer momento vai acontecer, ele vai destruir Zeus e seu governo idiota. Faz parte da profecia, isso tem que acontecer. O quê você pode fazer contra mim? Ou, melhor, o quê pode fazer contra mim e Kratos? É a minha palavra contra a sua. – Atena deu um sorriso vitorioso.

-Sabe que Kratos não vai aceitar isso.

-Quer está viva para ver? Kratos é extremamente vingativo, se souber de algo que você fez contra a honra dele, pode se considerar uma Deusa morta.

-Eu não fiz nada contra ele. – Ártemis não entendera o comentário da irmã.

-Kratos é meu fantoche, Ártemis. Posso inventar uma história que ele faz do jeito que eu quero.

Ártemis a olhou com nojo.

-Não precisará, irmã. Eu não ponho mais meus pés no Olimpo, não quero ver a sujeira que isto vai se tornar.

Ártemis saiu do caminho de Atena, que andou rapidamente até a saída. Mas antes ela virou-se, seu vestido fez ondulações.

-Seja feliz com suas caçadoras, Ártemis.

Dessa vez andou e não olhou para trás. Sabia que sua querida irmã não atrapalharia seus planos, para ela, Ártemis não passava de uma fanática por animais e castidade, sabia que ela tinha suas mágoas, mas não poderia fazer nada contra seu plano. Porém, Ártemis tinha seu próprio plano. 

27 de Fevereiro de 2018 às 18:04 2 Denunciar Insira 0
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Izzy Treet Izzy Treet
Gostei da proposta. Pelo visto vc leu os livros. Eu particularmente odeio a Atena nos livros, se manter a personalidade dela assim, vou amar. Estarei acompanhando. Só uma observação: acho que não existia escolas naquela época.
27 de Fevereiro de 2018 às 14:26

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