.você é tão doce que me deixa chapado Seguir história

basquiart ailüj

A primeira experiência de Song Minho usando LSD fora com um cara maluco e totalmente avesso às leis de convívio social que gosta de transar em lugares públicos e mal iluminados, um cara que prefere as luzes neon ao invés da luz do Sol, um cara que fotografa com os olhos e diz eu te amo de um jeito esquisito. [ namsong!centric | lsd!au ]


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos). © Todos os direitos reservados

#yaoi #drogas #lemon #fluffy #angst #winner #namsong
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.v o c ê me deixa chapado


Eles corriam por entre os pedaços de carne ambulantes sentindo-se superiores àqueles que chamavam de normais. Os rostos suados e os cabelos desgrenhados eram só um indício de todos os fantasmas que carregavam consigo; os vestígios de sombras e vultos de algo que não conseguiam nomear e muito menos alcançar. Eles corriam pelas ruas neon esperando que as luzes da cidade preenchesse o buraco enorme que consumia boa parte de suas noites e dias.


Os ombros chocavam-se contra os braços cansados dos zumbis que voltavam pras suas casas depois de um dia cansativo. O dia dos robôs terminava, enquanto o deles estava apenas começando. Quem precisa de Sol quando se tem as placas luminosas anunciando bebidas baratas? A vida é curta, a dor é grande então que se foda! O mais novo falava. Berrava. Xingava. Anunciava. Cortava o ar poluído com o seu vocabulário sujo e fascinante.


Os dois garotos moviam-se pelas calçadas imundas e sabiam onde dava cada beco escuro, cada lata de lixo, cada desejo escondido. Aquele era o mundo deles, o lugar onde reinavam absolutos e onde ninguém poderia ir a não ser eles mesmos.


Eles rastejavam flamejantes pelas vielas despistando os carrascos de sua diversão. Você não sabia que eles estavam sendo perseguidos? Não é comum ver dois jovens coreanos completamente dopados de LSD saltitando por Seul como se não houvesse amanhã.


O problema é que talvez realmente não houvesse amanhã.


A vida é curta, a dor é grande, então porque não? O moralismo social não deveria ser um obstáculo, até porque a moral nunca foi um conceito muito bem digerido e aceito por Nam Taehyun. Ele não gosta disso. Ele acha que isso é uma tática pra eles o dominarem e ninguém domina Nam Taehyun, não mesmo. Ele é selvagem demais, intenso demais, colorido demais, alucinante demais. E inicialmente foi isso que atraiu Minho até o mais novo.


Como alguém poderia não notar Namtae? Ele é como um camaleão, às vezes muda de cor e brilha fartando os olhos de quem tem a chance de o ver; mas às vezes ele só faz o suficiente pra se camuflar e sumir.


Minho o conheceu num desses dias em que Taehyun reluzia como o próprio Sol enquanto o mais velho se sentia pequeno como cada ser humano deveria se sentir. Ele vagava por aí sem entender o porquê das coisas e exausto de não sentir nada, um dia comum em sua vida até deparar-se com o garoto esquisito com tendências melodramáticas.


Inicialmente Minho ficou espantado e maravilhado. Era possível tanta peculiaridade e magnetismo caber dentro de alguém? E logo ele constatou que sim, pois em pouco tempo já estava com o garoto de cabelo engraçado sentado em seu colo acariciando a sua ereção.


Minho é do tipo que não entende muito bem as coisas, apesar de se esforçar, por isso ele só segue o fluxo natural.


Ele não entendia porque sua vida era uma droga, também não entendia porque sempre fazia o mesmo caminho pra casa quando ele odiava o trajeto. Ele não entendia porque ainda morava com pessoas que não o queriam e não sabia por que insistia em tentar. Minho continuava sem saber a taboada do nove e sem entender porque não conseguia entrar na faculdade. Eram muitas questões sem respostas e muitas interrogações pintadas no papel.


Então Minho conheceu Taehyun e alguns mistérios foram se resolvendo.


O mais novo logo de cara gostou do garoto tímido e atrapalhado. Ele era um pouco lerdo, mas Taehyun achava que isso só o tornava mais fofo o que ele acabou por achar engraçado, visto que detestava gente sonsa.


Mas não é como se Minho fosse burro, apesar de todas as pessoas afirmarem isso. Ele é inteligente o Nam sabe disso, só que ele é esperto para coisas que as pessoas normais não entendem e nunca entenderão.


Taehyun percebeu essa singularidade do mais velho na primeira conversa que tiveram e, talvez, isso tenha despertado o lado protetor do garoto rebelde e irresponsável. Ele queria proteger e cuidar de Minho, mas acima de tudo queria provar para o próprio que nada de errado havia consigo.


E desde aquele momento um contrato silencioso fora estabelecido entre os dois: Taehyun mostraria ao Minho que ele era capaz de fazer qualquer coisa, enquanto Minho, bom, Minho ensinava Taehyun a ver o mundo com os seus olhos. Parecia uma troca justa para os dois jovens, porém ambos não contavam com os truques do destino.


Eles voavam por toda Seul rindo e gargalhando do jeito tosco das pessoas. Eles comiam e bebiam sem pagar e tiravam fotos um do outro sem usar câmeras. As luzes da cidade eram o teto sob suas cabeças e os dedos entrelaçados formavam um abrigo confortável e reconfortante que necessitavam. O mundo pertencia a eles, Minho e Taehyun eram os reis na terra do etéreo.


Minho falava sobre como Taehyun explodia em cores e sons e sobre como ele se sentia em outra dimensão na presença do outro. Ele falava sobre se sentir pleno e leve e atribuía a isso o nome da tal de felicidade.


“Você agora é o meu lar, Taehyunie.” ele disse numa noite fria qualquer debaixo de uma chuva torrencial. Taehyun sentiu gotas quentes rolarem bochecha a baixo, mas preferiu acreditar que era a chuva.


“Eu vou tirar uma foto sua pra lembrar disso pra sempre.” o garoto derretido que fingia ser durão disse. Ele nem tentava mais esconder o sorriso e o olhar, era evidente e inevitável o que o mais velho causava em seu coração. Talvez até fosse sem volta e Namtae gosta de crer que de fato seja uma via de mão única.


E Minho endireitou sua postura e abriu o seu melhor sorriso fazendo com que o mais novo se sentisse nas nuvens, flutuando, como se tivesse acabado de tomar o melhor doce da sua vida. Ele entortou os lábios e mostrou todos aqueles dentes e espichou os olhos formando riscos. Taehyun piscou duas vezes bem lentamente a fim de focar no rosto do garoto.


“Pronto. Já tirei sua foto. Você ficou lindo.”


Nam Taehyun sabe que foi naquele momento que Minho conseguiu roubar toda a sua atenção eternamente. Ele sabe disso. E ele sabe disso porque ele tirou uma foto do mais velho e sempre que ele se sentia triste e sufocado ele a procurava e olhava para ela até sentir o seu peito inchar e transbordar.


E talvez as pessoas achem que Song Minho não saiba quando foi arrematado pelo mais novo, mas ele sabe. Nas contas dele foi quando os dois tomaram o primeiro doce juntos.


Num primeiro momento o mais velho recusava-se alegando ser algo imoral e veementemente errado. Mas ele não contava com a persuasão e sagacidade do mais novo. Taehyun era um legítimo questionador e violador de regras, obviamente ele saberia contornar e influenciar Minho facilmente.


Foi num banheiro de uma boate aleatória que Taehyun colou as costas de seu hyung na parede para então grudar seu corpo no dele. Ele aproximou seu rosto como um felino até atacar os lábios de Minho vorazmente. O garoto tinha pressa e sede do outro, ele tinha vício e abstinência e todo e qualquer sinônimo que possa ser encaixado aqui.


O dongsaeng arrastava suas garras pelo peitoral do seu hyung enquanto remexia o quadril de forma maliciosa. Taehyun ria maldoso por cima da boca de Minho enquanto arrancava suspiros e gemidos contidos dele. Ele era mau, ardiloso, calculista, traiçoeiro. Ele fazia o mais velho perder a cabeça, o sentido, a razão, os princípios. Ele gostava de levar Minho até o limite só para vê-lo explodir em fogo puro com as pupilas dilatadas de desejo.


Nam Taehyun sugava a excitação de Minho do jeito mais pervertido que possa existir na face da Terra, fazendo o mais velho se perguntar se aquilo não deveria ser ilegal de tão prazeroso que era. Só que tudo que tem a ver com o mais novo é pervertido e ilegal e isso fez Minho revirar os olhos e morder o próprio lábio em sinal de luxúria. Ele gostava disso, gostava da ideia de ter um garoto tão singular e imoral como Taehyun o chupando enquanto o encarava profundamente.


A relação deles não tinha um rótulo, nem ao menos eles tinham. Como tudo o que envolve Taehyun, as coisas simplesmente aconteceram entre eles e ninguém nunca ousou debater sobre isso. Às vezes o mais novo sumia por semanas, meses e deixava Minho triste e solitário se questionando se havia feito algo errado. Então, como um cometa que passa de tanto em tanto tempo, o Nam retornava mais explosivo que nunca roubando todos os beijos e gemidos sufocados de Minho.


A trepada no banheiro foi só mais uma das voltas repentinas de Nam Taehyun que sempre acabavam em sexo louco e instintivo, muito provavelmente feito em algum lugar pouco convencional. E não que isso incomode Minho, muito pelo contrário. Ele aprendera a se acostumar e até gostar do jeito nebuloso que o mais novo lidava com as coisas.


“Taehyunie... Eu to quase...” essa curta frase foi o suficiente pra fazer com que Taehyun aumentasse a velocidade e oferecesse todo o calor e aperto que sua boca pudesse dar ao pau de Minho.


O garoto mais velho enredou os dedos no cabelo recém tingido de preto do outro, o puxando contra seu quadril, num ato desesperado por mais contato. Pode-se dizer que Minho fodia avidamente a boca do outro enquanto o mais novo deleitava-se com a fúria dele, pois era esse Minho que Taehyun amava ver. Esse Minho insano e de atos secos, era esse que Taehyun submetia-se, mesmo que silenciosamente e que ninguém jamais fosse saber.


Ele estocou algumas vezes mais e em meio ao barulho típico das boates e tendo a visão de um Nam Taehyun, que o espreitava como um predador, Song Minho gozou pintando o céu da boca do outro em tom de branco.


Logo que o mais velho se esvaiu e desfrutava do próprio prazer, Namtae ergueu o corpo até ficar próximo de Minho e o beijou ferozmente como havia feito antes de começarem tudo aquilo. Taehyun o beijou com um LSD sobre a língua e o gosto do Song na garganta. Nada poderia ser melhor para o mais novo no momento.


Minho não lembra muito bem o que aconteceu no resto daquela noite, pelo menos não com exatidão.


Ele recorda-se de muitas luzes e cores e sons e cheiros e muitos, mas muitos beijos e Nams Taehyuns. Às vezes ele acha que se lembra de alguns bichinhos estranhos, às vezes ele acha que se lembra de discos voadores. Mas em todas essas lembranças Taehyun estava lá, pulando, correndo, dizendo coisas sem sentido, gargalhando e puxando Minho pela mão alegando que deveriam fugir da polícia. E Minho sabe que não tinha polícia nenhuma, era só um pretexto pro mais novo segurar sua mão.


A primeira experiência de Song Minho usando LSD fora com um cara maluco e totalmente avesso às leis de convívio social que gosta de transar em lugares públicos e mal iluminados, um cara que prefere as luzes neon ao invés da luz do Sol, um cara que fotografa com os olhos e diz eu te amo de um jeito esquisito.


“A melhor droga que eu já usei foi você Minho.” 


estou vivendo num doce nada
27 de Fevereiro de 2018 às 15:22 0 Denunciar Insira 1
Fim

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