Cinco Palmas Seguir história

mayonessymoon Nay MSP

Era noite de Halloween. Hinata está sozinha em casa, mas coisas estranhas começam a acontecer. E em meio a isso algumas revelações são postas diante de seus olhos. O que acontece quando ela enxerga a verdade?


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#suspense #Naruto #Naruhina #UA #ContoDeHalloween
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Capitulo Único.

Um conto de Hallowen : Cinco Palmas



—Doçuras ou travessuras?!- ressoaram cinco crianças ,vestidas adequadamente para uma noite de Hallowen, na porta de sua casa.


     Ela sorriu e depositou em cada baldinho um punhado de doces variados . Observou alguns se retirarem agradecendo e correndo em direção à casa ao lado da sua.


—Tenha uma noite ASSUSTADOOOORA Tia!- disse um rapazinho, de aparentemente oito anos, e vestido com um lençol com dois buracos na área onde via-se seus olhos risonhos- obrigado!


—De nada! - Ela disse. E logo após o garotinho correu, erguendo os braços fazendo com que o cobertor levantasse, criando uma onda branca esvoaçante.


     Ela riu, colocando a mão em punho sobre a boca, enquanto observava do outro lado da rua algumas crianças tocando a campainha de seus vizinhos.


    Seus olhos perolados miraram o céu e então constatou, pelo tom fortemente acinzentado, que choveria. E como pra provar sua constatação um vento forte e uivoso fez as árvores balançarem freneticamente, assim como seus cabelos negros, que sob a luz do luar, ficavam numa tonalidade levemente azulada.


     Adentrou em sua casa, colocando o grande caldeirão de doces em cima do aparador de vidro ao lado da porta. Sob o leve ranger do assoalho de madeira escura, subiu pacientemente a escada, rumo ao segundo andar da casa.


     Enquanto seguia um extenso corredor até seu quarto, sua mente vagava em belíssimos olhos azuis. Pela primeira vez, seu marido não passaria o Halloween com ela, isso desde que se casaram, claro.


     Eles costumavam ficar acordados ate tarde vendo TV, enquanto de minutos em minutos, crianças batiam em sua porta atrás de mais doces para encher seus caldeirões.


     Mas naquela noite ela estava sozinha, o marido estava longe, a trabalho, e só deus sabia quando ele poderia voltar.


     Cruzou a porta do quarto e adentrou o banheiro da suíte. Tomaria um banho e se deitaria cedo. Não tinha muita graça ficar acordada ate tarde quando Naruto estava tão longe.


     Ouviu um barulho que sinalizava uma mensagem no seu celular, foi ate sua cama , pegou o celular e viu que chegara uma mensagem de Neji, seu primo:


Hinata , só estou passando pra avisar que Tenten e eu estaremos em breve na cidade, e passaremos ai pra lhe fazer companhia neste final de semana, espero que esteja bem, cuide-se!


     Leu a mensagem e prontamente respondeu agradecendo a preocupação do primo, assim como a visita dele com a noiva, a qual Neji namorava a tanto tempo que ela ate tinha desistido de pensar que haveria algum casamento, pensamento este que foi anulado quando ano passado ele finalmente pediu a mão dela.


     Despiu-se e adentrou no Box de chuveiro. Aquele tinha sido um dia cansativo, apesar de não trabalhar a alguns meses, sempre apareciam coisas para resolver dentro e fora de sua casa, principalmente quando envolviam assuntos relacionados a seu marido.


     Após relaxar sobre a água morna, vestiu seu roupão e colocou-se de frente ao espelho do banheiro. Passou a escova nos cabelos compridos e não pode deixar de reparar nas bolsas que tinha abaixo dos olhos. Estava bem cansada.


     Vestiu-se com uma camisola qualquer e deitou-se. Deixou o celular na cabeceira ao lado e fechou os olhos. Naruto disse que assim que pudesse lhe mandaria uma mensagem ou ligaria.


Suspirou pesadamente, sentindo o sono vir.


     Mas um barulho a fez abrir os olhos num rompante. Um som de algo como uma palma batendo na outra ecoou pela casa. Estirou o tronco sobre a cama pensando se realmente ouvira algo ou foi imaginação.


Na dúvida…


     Levantou-se e vestiu um roupão de seda que estava aos pés da cama de casal. Apertou o interruptor de energia do seu quarto, porém continuava no escuro. Abriu a porta e tentou ligar a luz do corredor. Sem sucesso também.


    A única luminosidade vinha da rua, que adentrava levemente em sua casa através de janelas semi cobertas por pesadas cortinas e também pelas frechas das portas.


     Fechou os braços ao redor do corpo e no instante que começou a andar pelo corredor assustou-se com o som estrondoso de um trovão cruzando o céu, fazendo a casa iluminar-se um pouco mais por breves segundos.


Pós a palma da mão esquerda sobre o coração e puxou o ar fortemente.


Que susto! . Pensou, sentido o coração acelerado.


    Ao chegar perto da escada ouviu novamente o som de uma palma estalando na outra, fazendo um Clap, e ali onde estava era bem mais nítido e forte. E o susto veio novamente, acompanhado de um medo que começava a emergir lentamente no seu corpo e mente.


    Não sabia o porquê, mas quando deu por si, já havia descido as escadas. Virou à esquerda, deparando-se com a sala ampla de visitas. Correu os olhos ali, mesmo no breu, não parecia haver nada diferente. Os dois sofás creme estavam de frente um pro outro, a poltrona numa das extremidades estava coberta com uma manta de crochê que ela estava terminando. A lareira estava a frente, mas não estava acessa. Era verão naquela época. Tudo ainda estava quente e brilhante.


    O uivo frenético do vento sobre as árvores fora da casa ajudava a criar um ambiente mais sombrio do que estava.


     Suspirou pesadamente, colocando em mente que o barulho devia ser por causa do agito que estava ali fora, virou-se a fim de subir a escada, porém no mesmo instante o som único de palmas se fez presente mais uma vez, mais forte ainda do que da última.


    Seu corpo gelou, porque ali ela percebera que não era um barulho ocasionado pela ventania do lado de fora , estava ali dentro , mais precisamente, na sua cozinha.


E com um estalo, sua mente lhe trouxe uma memória.


     Logo quando casaram, Naruto e ela costumavam ter algumas brincadeiras. Dentre elas, uma chamada Cinco Palmas. A brincadeira consistia em ter uma pessoa vendada e o resto escondia-se pelo local. A pessoa vendada dava os comandos, como “bata as palmas” e quem estivesse escondido tinha que bater. O objetivo é que ao final de até cinco palmas a pessoa vendada encontre onde a outra está escondida. E quando a pessoa vendada encontra seu objetivo, ela sentencia com um “Encontrei você!”


    Hoje em dia não brincava mais disso com Naruto, eles costumavam fazer isso quando a casa não era tão grande ao ponto de algum deles descer as escadas rolando, além do tempo mais irrestrito que tinham um com o outro.


    Sentiu suas mão começarem a suar, poderia Naruto estar ali tentando jogar com ela pra lhe fazer uma surpresa? Seria uma outra pessoa? Ou só coisa de sua cabeça?


    Passou as mãos pelo rosto não acreditando no que faria, sentia medo, entretanto, mais do que isso, queria saber o que estava acontecendo ali.


   Outro trovão rasgou o céu, e por um momento pode ate sentir o chão tremer com o impacto. O que fez seu coração quase saltar pela boca.


   Com a breve iluminação que adentrou na casa, ela impulsionou a si mesma a caminhar, cruzando a sala de visitas e parou de frente ao corredor. Notando que ali estava mais escuro que nunca.


Tentou ligar a luz e suspirou pesadamente ao notar que ainda não tinha voltado.


   Alguns estalos das árvores lá fora preenchiam seus ouvidos e com uma lufada de ar , parou, ali no início do corredor e sua voz fez-se presente, fraca e mais amedrontada do que previa:


—Tem alguém ai? - ouviu sua voz atingir as paredes fazendo um eco breve e oco. - Naruto? Amor?!!


   Sem o menor sinal de respostas, suas pernas a levaram através daquele corredor frio. Passou o roupão mais à frente do corpo tentando de alguma forma aquecer-se mais. Ouvia a própria respiração, o que não ajudava muito, pois via-se completamente só e assustada.


   Dez passos a frente ela parou rente à porta de correr da cozinha, sentia o coração martelando contra o peito, como se a qualquer hora fosse explodir.


    Passou ambas as mãos suadas no roupão e num fôlego só abriu rapidamente a porta da cozinha.


    Ao constatar que não havia nada de anormal no local ela adentrou alguns passos. Seus olhos passaram por todo aquele cômodo, lá só haviam armários , eletrodomésticos e uma bancada com três cadeiras altas. Além da porta de vidro que dava vista para o fundo da casa e a do quartinho de mantimentos.


Passou a mão esquerda na testa limpando um suor que começara a surgir ali.


—Quanta bobagem…- Exclamou enquanto sentia o coração acalmar aos poucos.


Clap


     Seus olhos abriram como nuca visto antes, e mirou a porta à cinco metros de si. Ela apoiou-se na bancada, quase derrubando uma cadeira. O som, novamente, fez-se presente. E estava ali, mais perto do que nunca. E era real.


Pensou em Naruto.


Poderia ser ele…?


    Ao olhar para seu lado, um armário de vidro deixava transparecer vários frascos de remédios e alguns comprimidos.


     Os olhos já um pouco marejados focaram nas embalagens e no que aquilo representava, diversos frascos de Rivotril, calmantes e remédios para ansiedade e contra alucinações tomaram conta de sua vista.


    Levou a mão à boca ao mesmo tempo que um insight a atingia. E num rompante relembrou-se de algumas coisas.


    Aqueles remédios eram seus, isso porque , a menos de sete meses atrás, ela perdera seu marido.


Naruto tinha falecido depois de um atropelamento.


    Sentiu as pernas bambas, ao mesmo tempo que sua mente dava um nó, o chão parecia afundar-se para enterrá-la dentro dele. Sua visão estava embaçada, o coração pulava no peito, trazendo um incomodo sentimento de perda.


    Ela tinha vários lapsos de memória, por vezes pegava-se alucinando que Naruto ainda estava vivo. Estava ficando louca, então passou a frequentar terapeutas e tomar medicações fortíssimas para se manter de pé e principalmente sã.


    Tentou se recompor. Esgueirou-se ate o armário abrindo-o e pegando um remédio para ansiedade e outro para as alucinações. Não lembrava se já havia tomado algum naquele dia, mas a pressão no seu peito e a mente girando eram demasiadamente fortes para aguentar em sua total lucidez.


    Tomou os remédios junto com um copo de água. Fechou os olhos por um momento, esperando que eles fizessem efeito de imediato.


     Abriu os olhos, e ao olhar para frente deparou-se com a porta que dava para o quartinho de mantimentos. E lembrou-se que desceu ate ali por causa dos estranhos e conhecidos sons.


Seu corpo contraiu-se pelo medo.


     Encarou a porta enquanto passava as mãos nos braços a fim de se aquecer, parecia que cada vez que chegava mais perto dali, mais frio sentia.


     Assim como sentia tantas outras coisas, como a angústia no peito, mas dessa vez pela saudade que a arrebatou ao lembra-se do marido falecido.


Uma lágrima escorreu pelo canto esquerdo do rosto. E por um instante ela pensou algo:


E se realmente for ele… For Naruto ali…


     Tomada por um misto de loucura e coragem ela deu alguns passos a frente, parando exatamente de frente a porta do cômodo que minutos antes ecoou o som que fazia sua mente dar voltas.


      Sua mão voltara a suar, e junto a isso sentia um leve formigamento no céu da boca.

Ergueu lentamente a mão direita, e percebeu como tremia. Estava à beira de um colapso.


     O som de um trovão rasgando impiedosamente o céu a fez recuar um passo pra trás com o susto. Levou as mãos ao peito segurando o choro preso na garganta.


     Deveria subir e tentar dormir. Ou então simplesmente ficar sentindo suas dores, físicas e emocionais, na cama, enquanto espera o sono vir.

Olhou para a maçaneta da porta.


Sentiu que, apesar do medo, era aquilo que devia fazer.


     Então novamente ergueu a mão, e lentamente foi girando a maçaneta, enquanto um barulho desagradável da porta rangendo fazia seu corpo dar pequenos espasmos.


     O local estava ainda mais escuro do que imaginava, adentrou alguns poucos passos, deixando a porta semiaberta atrás de si, o que trazia um pouco de claridade vinda da porta da cozinha.


      Os galhos de árvores eram ouvidos ricocheteando as janelas, parecendo um mal agouro, ou ate mesmo um aviso.


Sua respiração pesada e alta era a única coisa que ouvia ali, ate que….


      Num piscar de olhos a porta que antes estava semiaberta fechou estrondosamente. E ela viu-se no escuro daquele quarto. Viu-se perdida e com tanto medo que a única coisa que foi capaz de fazer foi virar-se em direção à porta.


      Mas não foi muito além disso, suas pernas parecias feitas de gelatina e seus braços sem força. Estava ali, estagnada no lugar. Sua respiração ficou mais rápida, seus olhos ardiam. A boca com um formigamento incomodo, além de seca.


Suas mãos fecharam-se em punhos ao lado do corpo, estavam ensopadas de suor.


     Sentiu um ar gélido correr por toda sua espinha, o que fez os pelos dos braços eriçarem e sua mente ficar alerta.


Fechou os olhos fortemente, enquanto continha as lágrimas.


Foi então que ela ouviu...


Clap


     O que julgava ser o último bater de palmas. E o som estava ali, bem na sua frente. Ela sentiu ate o ar, causado pelo estalo de mãos, contra o seu rosto.


     Sua respiração travou, aquilo parecia ser uma brincadeira de mal gosto, mas ela estava ali e sentia que algo estava também.


E seu corpo gelou ao ouvir uma voz conhecida, que deu fim ao jogo:


— Agora EU encontrei você


E no mesmo instante ela abriu os olhos.

25 de Fevereiro de 2018 às 20:46 2 Denunciar Insira 1
Fim

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Alice Alamo Alice Alamo
Olá! Notei que sua história é uma fanfic e, portanto, está na categoria errada do site. Fanfics devem ser postadas na categoria Fanfiction e os gêneros como romance, poesia, lgbt, etc, devem ser postados nas tags ;) Para alterar, basta ir em Editar configurações da história, ok?
3 de Março de 2018 às 18:40

  • Nay MSP Nay MSP
    obrigadaaa!!! 21 de Março de 2018 às 17:14
~

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