Confession Seguir história

kixnara Chris Nara

Todoroki Shoto sempre foi solitário, mas nunca se importou muito com isso, até Midoriya Izuku aparecer em sua vida. Subitamente, Todoroki não consegue controlar ou entender todos os sentimentos que o dominam quando olha para Midoriya, e a descoberta desses é doce e dolorosa.


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#lgbt #yaoi #TodoDeku #Deku/Todoroki #MHA #BNHA
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Capitulo Único

No início da primavera do meu segundo ano cheguei um pouco mais cedo que o normal. Era o ano da troca de turmas, então fui até o local onde estava a lista com os nomes, procurei pelo meu e me dirigi para a sala correspondente. Com certeza seria apenas mais um ano cansativo, entediante... e solitário.

Me sentei perto da janela e observei meus novos colegas de turma entrarem pouco a pouco. Reconheci alguns rostos da minha turma anterior, mas dentre os rostos desconhecidos, apenas um me chamou a atenção, talvez pela forma calorosa que ele sorria, ou por como seu cabelo esverdeado estava todo bagunçado. Ele estava cercado de pessoas, uma garota de cabelos castanhos falava animadamente com ele, enquanto um garoto de cabelos escuros e óculos dizia para irem se sentar logo. O observei caminhar até sua mesa, junto com a garota de cabelos castanhos e cara redonda. Será que eles eram namorados? A atmosfera entre os dois parecia ser bem intima.

Franzi o cenho ao me dar conta que estava encarando demais. Afinal, o que eu tinha a ver com isso?

O professor Aizawa entrou na sala e pediu para que todos se sentassem. Não demorou muito para ele começar a aula, apenas fiz algumas anotações mentais de tópicos importantes para estudar em casa. O garoto de cabelo esverdeado estava meio inclinado sob a mesa, parecendo muito concentrado, murmurando coisas para ele mesmo.

— Preciso de duas pessoas para me ajudarem a fazer relatório depois do final do período – o professor Aizawa falou, enquanto apagava o quadro negro.

Todos da turma permaneceram em silencio, aparentemente ninguém queria o serviço.

— Bem, então vou escolher aleatoriamente – a turma reclamou em uníssono enquanto Aizawa-sensei pegava a lista de chamada – Midoriya Izuku e Todoroki Shoto, parabéns, vocês foram os privilegiados – ele disse, apontando para mim e o esverdeado, ou melhor dizendo, Midoriya.

— Sensei – o chamei, levantando a mão – eu tenho atividades do clube de beisebol.

— Tenho certeza que pode faltar, apenas explique ao seu capitão que eu lhe dei uma tarefa e não poderá ir hoje.

O Inasa com certeza vai gritar até estourar os meus tímpanos.

*

Após fugir das reclamações do Inasa em relação a minha ausência do dia, caminhei até a sala, o Midoriya provavelmente já deveria estar lá.

— Desculpe o atraso – falei ao entrar na sala e vê-lo –, fugir do capitão foi mais difícil do que eu pensava.

— Todoroki-kun, você chegou! – ele disse sorrindo, ao se virar pra mim – O sensei disse que tinha uma reunião, então ele já foi.

— Ah, tudo bem então. – respondi, puxando uma cadeira para ficar de frente pra ele na mesa – Vamos começar.

Fiquei em silencio enquanto preenchíamos os papeis deixados pelo professor Aizawa. Percebi que o Midoriya tinha uma estranha mania de ficar murmurando. Olhei discretamente para cima, notando que ele tinha algumas sardas nas bochechas, eram meio...fofas? Abaixei imediatamente o olhar assim que ele ameaçou olhar para cima.

— Então, você gosta de gatos? – ele perguntou, me deixando confuso pelo assunto repentino, mas logo entendi quando vi que ele estava olhando o chaveiro do meu estojo, onde havia vários pingentes de gatos.

— Sim, eu amo gatos! – disse, mais empolgado do que pretendia. Abaixei o olhar, um pouco envergonhado.

— Eu também! As pessoas acham que eles são animais frios, mas eu discordo, eles só são mais reservados. – Eu odiava quando as pessoas tratavam gatos como animais puramente egoístas, então saber que ele não pensava assim, de alguma maneira, me deixou feliz.

— Sim, eu concordo. Quando você conquista eles, se tornam animais muito dóceis e confiáveis.

— Você tem um? – perguntou, enquanto pegava mais um dos papeis e o preenchia.

— Não, tive um quando era mais novo, mas descobrimos que o meu pai é alérgico, então tive que dar ele para uma prima.

— Deve ter sido difícil pra você. – ele disse com um tom triste.

— Hm...estou bem agora – não sabia muito bem o que dizer.

— Você é surpreendentemente bem receptivo, Todoroki-kun. – falou, agora sorrindo.

— O que quer dizer?

— Eu sempre achei que você não gostava de conversar, já que sempre o via sozinho.

— Eu... Eu só não sou muito bom em fazer amigos. – respondi, completamente corado.

— Me desculpe, não tinha intenção de te envergonhar. – ele disse, coçando a nuca, embaraçado – Eu meio que falo demais, acabo soltando tudo que vem na cabeça.

— Não estou envergonhado. – respondi, olhando para o outro lado.

Ele ficou em silencio, e eu fiz o mesmo, apenas continuamos a preencher os papéis.

— Finalmente terminamos! – ele disse, parecendo aliviado. Notei que ele tinha algumas cicatrizes na mão direita quando ele esticou os braços, se espreguiçando. — Vamos?

— Vamos.

Após deixarmos os papéis na sala dos professores, seguimos para a saída da escola.

— É uma pena que você não pôde ir para casa com sua namorada hoje. – O quê?! Por que eu falei isso?!

— Hum? – Midoriya me lançou um olhar confuso – Que namorada?

— Sua namorada. A garota de cabelos castanhos. – disse, fingindo dar de ombros.

— Uraraka-san?! – ele disse, rindo. – De onde tirou essa historia dela ser minha namorada?

— Ela não é? Vocês parecem ser próximos, então eu pensei...

— Ela é minha melhor amiga, – explicou, ainda rindo – e ela está namorando a Tsuyu-chan.

— Hum. – Por que eu estava me sentindo aliviado? – Minha estação fica para aquele lado, estou indo – me despedi.

— A minha também! – informou, com um sorriso aberto. Céus, ele não se cansava de sorrir? – Vamos juntos.

Quando chegamos na estação, o trem estava quase partindo. Corremos e entramos, estava lotado, Midoriya estava com as costas apoiada na porta e eu estava de pé na frente dele. Eu não tinha reparado antes, mas ele era bem mais baixo que eu. Bom, nem tanto, mas era uma diferença considerável.

Ao parar na estação seguinte, mais pessoas entraram, deixando o lugar ainda mais apertado. Uma senhora acabou me empurrando ao tentar passar para o outro lado, me fazendo pressionar Midoriya contra a porta, a cabeça dele estava encaixada no meu pescoço. Eu não sabia que era possível esquecer como respirar até aquele momento.

— M-Me desculpe. – eu disse pra ele – Você está bem?

— Sim. – respondeu, com a voz arrastada. Por um segundo eu podia jurar que tinha sentido ele cheirar meu pescoço.

Inconscientemente, acabei abaixando a cabeça, roçando meu nariz nos fios de cabelo verdes. Doce. Ele tinha o cheiro doce, mas nem um pouco enjoativo.

Quando chegamos na estação dele, antes de descer, ele se virou sorrindo para mim e disse:

— Te vejo amanhã.

Naquele dia, eu descobri que uma única frase podia fazer o coração bater forte.

*

Eu não sabia muito bem como tudo tinha acabado daquele jeito, mas após a minha primeira conversa com o Midoriya passei a viver rodeado pelos amigos dele e, principalmente, por ele.

Sem me dar conta ele tinha me arrastado para dentro da vida dele. Íamos juntos para casa todos os dias, havia virado um hábito; ele sempre me esperava sair das atividades do clube e quando eu saia mais cedo, o esperava sair das atividades do comitê, em ambos os casos ele sempre me recebia com um sorriso no rosto e eu sentia uma estranha inquietação no peito toda vez que o via sorrir daquele jeito para mim.

— Todoroki-kun, você está livre hoje? – ele perguntou em mais uma das vezes que eu o esperei sair do comitê. Sem entender muito bem o motivo, aquilo tinha me deixado ansioso.

— Sim, por que?

— Quer ir comigo na locadora? Quero pegar uns filmes, a gente pode aproveitar e ir em uma confeitaria que acabou de abrir. – ele disse, claramente animado – Eu sei que você não gosta de doces, mas lá com certeza deve ter outras coisas.

— Tenho a leve suspeita que seu real interesse são os doces. – Com o tempo que tínhamos passado juntos, descobri que Midoriya era um grande fã de doces.

— O quê? Claro que não! – fingiu.

Eu ri, ele era um péssimo ator.

— Faz tempo que eu não te vejo rir assim. – ele disse, sorrindo.

— Vamos logo, nós vamos perder o metrô. – respondi, mudando de assunto. Senti meu rosto esquentar.

Por que ele sempre me causava aquelas reações?

Quando chegamos na locadora, Midoriya logo começou com os murmúrios enquanto tentava escolher os que ele levaria; o mesmo aconteceu quando fomos para a confeitaria. Aquela mania que para muitos era estranha tinha se tornado algo fofo pra mim. Fiquei observando ele olhar os doces na vitrine com brilho nos olhos e escolher mais da metade dos que estavam disponíveis ali.

Naquele dia, eu descobri que não odiava doces tanto assim.

*

Cada dia que passava minha mente ficava ainda mais bagunçada. Quando foi que ele se tornou tão frequente em meus pensamentos? Nós estávamos sempre juntos, então, aquilo era normal, não era? Que sentimentos eram aqueles? Por que só com ele? Eu falava com todo mundo, não sentia nada daquilo pelo Iida, Kaminari, Kirishima... Nenhum dos outros garotos que eu comecei a conversar depois dele. Por que só o Midoriya me abalava daquele jeito?

— Todoroki! – Inasa me gritou, quando errei a bola mais uma vez – O que aconteceu com você? Concentre-se na bola!

Respirei fundo. Estávamos treinando para o amistoso que teria daqui a duas semanas contra outra escola da região, mas eu não conseguia me concentrar em mais nada que não fosse verde.

— STRIKE TRÊS – o técnico, que estava como árbitro do jogo, gritou – ESTÁ FORA.

O capitão me lançou um olhar fulminante enquanto eu saia do campo.

— Está dispensado por hoje. – ele disse quando passei por ele – Não sei o que aconteceu, mas espero que resolva isso antes do jogo.

Depois de sair do vestiário, fui até a sala para pegar minha bolsa, mas antes de chegar lá, uma coisa me chamou atenção no corredor.

Midoriya estava com um garoto loiro de cabelos espetados. Ele tinha uma expressão irritada, mas Midoriya estava rindo. O garoto loiro não parecia bravo de verdade, eles pareciam estar se divertindo com alguma coisa.

— Ah! Kacchan, minha mãe disse que vai fazer a comida apimentada que você tanto gosta na próxima vez que for na minha casa. – Eles eram íntimos assim? O tal Kacchan frequentava a casa do Midoriya com frequência? Senti uma dor estranha e aguda no meu peito, o que era aquilo?

Não o esperei, fui para casa sozinho, não estava me sentindo bem e precisava entender o que estava acontecendo comigo.

Naquele dia, descobri que às vezes a gente chora mesmo sem entender o motivo.

*

Passou-se alguns dias desde que eu comecei a evitar o Midoriya. Na manhã seguinte do dia que eu o vi com o loiro, ele me procurou, perguntou se havia acontecido alguma coisa e por que eu fui para casa sem ele. Eu disse que não tinha acontecido nada e voltei a evita-lo.

E por mais que eu evitasse contato, não conseguia evitar observa-lo, mas ele estava diferente. Via ele sorrir para as outras pessoas, mas não era o sorriso caloroso de sempre, quando nossos olhares se encontraram. Ele parecia triste. Me odiei profundamente por provavelmente ser quem o deixou assim, mas eu tinha que entender o que estava acontecendo comigo, toda vez que eu lembrava dele com o tal Kacchan meu peito doía muito, não sabia o motivo de estar tão incomodado com algo tão idiota, mas não conseguia evitar.

Mais uma vez eu estava distraído no treino. Inasa estava furioso, gritou comigo praticamente o jogo inteiro, até o treinador me chamou atenção, perguntando o que diabos tinha acontecido pro melhor rebatedor do time não estar mais conseguindo rebater uma mísera bola.

~

Ao final do treino, fui como sempre até meu armário, mas naquele dia havia algo novo, havia alguém me esperando lá.

— Eu quero falar com você. – o garoto loiro falou, parecendo bravo.

O acompanhei em silêncio até os fundos do colégio, ele não estava com cara de quem queria ter uma conversa amigável.

— Mas que merda você pensa que está fazendo? – perguntou, claramente furioso.

— Do que você está falando? – perguntei de volta, confuso.

— Você sabe muito bem do que eu estou falando! Por que caralhos está ignorando o maldito nerd de merda? – Okay, ele com certeza tinha um vocabulário bem sujo, mas eu continuava sem entender sobre o que ele estava falando.

— De quem você está falando?

Ele revirou os olhos, impaciente.

— Estou falando do Deku! Quem mais poderia ser, porra?

E então eu entendi. Reconheci o apelido porque a Uraraka também usava e quando a questionei sobre ela disse que tinha escutado um amigo do Midoriya chama-lo assim. Então era ele?! A dor no meu peito voltou a latejar.

— Por sua culpa eu agora tenho que ficar ouvindo as reclamações do Deku todos os dias, sem falar daquela cara de zumbi pra todo lado. – continuou, ainda gritando – Se está bravo com ele apenas diga, porra.

— Não estou bravo com ele! – suspirei, me dando por vencido. Eu não aguentava mais guardar tudo aquilo – Estou bravo comigo. Não consigo me entender, não consigo ficar perto dele sem sentir um turbilhão de emoções, eu o vi com você, vocês pareciam tão íntimos e próximos, eu não sei porque isso me machucou tanto, eu... Eu... Eu só não sei o que fazer.

Ele me olhava surpreso e logo sua expressão mudou para um sorriso malicioso.

— Agora eu entendi tudo – ele disse, rindo – Está apaixonado pelo nerd.

— Como é? Eu não...

— Escuta aqui, maldito meio-a-meio – disse, se aproximando e apontando o dedo para mim –, se quer continuar negando o óbvio pra si mesmo, tanto faz, mas resolva logo essa merda com o Deku. Eu não aguento mais ouvir ele choramingar.

— Mas o que quer que eu faça?

— Sei lá, porra! Se tem algo pra falar apenas vá e fale, para de fugir igual um maldito covarde.

Eu não sabia o que falar. Eu estava... Apaixonado? Pelo Midoriya? Eu estava o fazendo sofrer? Então era realmente por minha causa que ele estava daquele jeito?

Naquele dia, descobri que era um idiota.

*

Passei todo o fim de semana trancado no quarto, pensando na conversa com o Bakugo, acabei descobrindo o nome dele através do Kirishima. Senti meu rosto esquentar ao lembrar da palavra que ele usou para definir tudo aquilo que eu estava sentindo.

“Apaixonado”

Olhei a foto do contado dele no meu celular. Sentia falta de conversar com ele, de ouvir a risada dele, de vê-lo sorrir.

Para piorar tudo, amanhã era o dia do jogo e minha cabeça ainda estava uma completa bagunça. Eu tinha que dar um jeito de me acalmar, não podia prejudicar o time por causa das minhas besteiras.

No dia seguinte fui mais cedo para o colégio, ainda estava meio sonolento, não tinha dormido direito.

As aulas da manhã passaram rápido, logo chegaria a hora do jogo, nossa turma estava animada, todos tinham combinado de ir torcer por nós. Me perguntei se Midoriya também iria, o que eu achava pouco provável, ele ainda deveria estar magoado comigo.

~

Estávamos quase no fim da partida, o time visitante estava vencendo por pouco, era a minha vez de rebater, eu estava completamente nervoso, sentia como se o peso do mundo estivesse sob as minhas costas.

Respirei fundo varias vezes, tentando me acalmar, mas foi só quando eu ouvi uma voz, a voz que eu reconhecia em qualquer lugar mesmo em um milhão de anos, que tudo ficou claro.

— TODOROKI-KUN – ele gritou, agarrado à grade de proteção do campo – NÃO PERCA! DÊ O SEU MELHOR!

Meu peito foi completamente inundado pela sensação calorosa daquela voz. Só então eu percebi o quanto eu sentia falta dela, o quanto ela era importante pra mim.

A bola veio e eu a arremessei.

— HOME RUN – o árbitro bradou.

Enquanto eu corria pelas bases tudo ia ficando cada vez mais claro. Como eu tinha demorado tanto tempo pra perceber algo que era tão óbvio? Eu fiz uma confusão enorme por algo que estava debaixo do meu nariz o tempo todo.

Vencemos a partida, todos do time correram para um abraço, mas meus olhos buscavam um par de olhos verdes. Não o encontrei, ele não estava mais na arquibancada, precisava acha-lo.

Sai imediatamente do campo, olhando por todos os cantos, eu tinha que encontrá-lo antes que ele fosse embora.

— Ele está na sala – ouvi alguém gritar. Não precisei nem olhar para trás para saber que era o Bakugou, não tinha mais ninguém com uma voz tão agressiva.

Corri, corri como nunca corri em toda a minha vida, nem em jogos importantes.

Precisava contar pra ele, precisava dizer tudo o que estava sentindo, não importava se ele iria me rejeitar, não importava se ele já gostava de outra pessoa, nada disso importava mais. Eu só precisava que ele soubesse como eu me sentia, eu só precisava parar de fugir.

Quando cheguei na porta da sala parecia que meu coração ia saltar do peito, minhas mãos estavam suando, mas eu já havia chegado até ali, não ia desistir.

Abri a porta de uma vez, e lá estava ele, escorado em uma das mesas, olhando pela janela. Ele se virou assim que ouviu a porta ser aberta, o olhar surpreso ao me ver.

— Midoriya – eu falei, ao caminhar até ele – preciso falar com você.

— Todoroki-kun...

— Só me escuta – o interrompi – Não precisa falar nada, só me escuta.

Ele assentiu com a cabeça.

— Eu...Eu sempre vivi sozinho, e pra falar a verdade, nunca me importei de fato com isso. Já havia me acostumado, eu já havia planejado mais um ano solitário, e assim seria até me graduar, mas ai você apareceu e bagunçou tudo. – fiz uma pausa, tentando fazer meu coração se acalmar, meu rosto estava completamente corado – A primeira vez que eu vi você sorrir, e eu senti meu coração bater mais forte – continuei –, eu não sabia que nome dar para aquilo. A primeira vez que saímos juntos e eu senti uma vontade insana de ficar cada vez mais perto de você, eu ainda não sabia que nome dar para aquilo. Quando o meu desejo de saber mais e mais sobre você aumentava cada dia mais, eu ainda não sabia que nome dar para aquilo. Quando eu senti dor por te ver com outra pessoa, eu também não sabia que nome dar para aquilo.

— Todo...

— Mas agora eu sei! Provavelmente eu já sabia há muito tempo, mas tentei fugir. Mas foi tudo por água baixo quando eu ouvi você gritar meu nome. – falei, me aproximando mais dele e parando para olhar bem nos olhos dele – Midoriya, eu estou apaixonado por você.

Nem acreditava que finalmente tinha dito, meu peito parecia que ia explodir a qualquer momento.

Ele se aproximou de mim e acertou um soco no meu ombro. O olhei confuso.

— Isso foi por ter me evitado. – explicou.

Se aproximou ainda mais de mim, ficando na ponta dos pés e me dando um beijo na bochecha. Senti o lugar queimar.

— Isso foi por ter vencido o jogo. – disse, sorrindo – E isso... – pausou, enquanto passava os braços pelo meu pescoço, me fazendo esquecer novamente como respirar. Ele olhou nos meus olhos, e foi lentamente se aproximando, até que nossos lábios se encontraram. Senti todo o meu corpo ferver e minha boca derreter sob os lábios quentes e macios dele. Passei meus braços por sua cintura, o puxando para mais perto, ele entrelaçou os dedos nos meus cabelos e separou nossos lábios, nossos narizes ainda se tocavam – ...foi porquê eu também estou apaixonado por você. – disse, com a respiração ofegante.

Eu não disse nada, eu estava tão feliz que nem sabia o que dizer, só o puxei para mais um beijo, queria poder parar o tempo para que aquele momento nunca acabasse.

Naquele dia, eu descobri que era possível morrer de felicidade e continuar vivo.

24 de Fevereiro de 2018 às 18:20 0 Denunciar Insira 12
Fim

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