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Vivendo sua vida sem muitas reviravoltas, com seu trabalho, seu filho querido e os melhores amigos, Yoongi não contava com um loiro de olhos verdes entrando em sua vida e tirando toda a poeira de seu coração. Por ser um homossexual nos anos 70, relacionar-se não era a coisa mais fácil do mundo, então, quando o rapaz chega em sua vida mostrando interesse, o rapaz não deixa a chance escapar. Mesmo com receio do que possa acontecer, ele apenas vive o momento. Até o último segundo.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Aguardando um bipe

Escrito por: @sunseokye

Notas Iniciais: Oi pessoal, tudo bem com vcs? Espero que sim! (Quase nunca sei o que dizer aqui)

Desde já quero agradecer a @jamaisVubtriz, beta responsável por minha história e a capista @vitoriasifrid77 também ♡ e vocês que embarcaram em mais uma aventura de 2min com a gente.

É isso, espero que vocês gostem ♡ e boa leitura!



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— Conseguiu vender aquela casa? — Namjoon perguntou, encarando o amigo com demasiada curiosidade, e o rapaz mais velho apenas sorria orgulhoso ao afirmar com a cabeça que sim. Havia conseguido.

O imóvel em questão era em um bairro menos movimentado e distante do centro de Daegu. O modelo ainda tinha um pouco da década passada; anos 60 e 70 em sua essência não eram tão distintos em suas paletas, mas os anos chegaram com ainda mais vida e intensidade, e o imóvel precisaria de uma repaginada caso quisessem algo mais moderno, mas a sua sorte fora ter vendido para um casal de idosos pouco exigente que buscava paz e sossego.

Nada que encontrariam próximos demais do centro.

— Eles ainda querem me pagar mais, você acredita?

O homem de covinhas adoráveis apenas riu, negando com a cabeça. Yoongi encarou a papelada, satisfeito e relaxado, seu salário daquele mês já estava garantido. E com um valor a mais.

Poderia folgar mais vezes no próximo mês e, quem sabe, passar mais tempo com seu filho, sem enfrentar os horários malucos do serviço.

Pensar em Jungkook o fez se preocupar um pouco, o menino não pôde ficar com a avó. Tinha tido que ficar com a mãe, que não era nada mais que um carrasco de pele e osso.

Felizmente era sexta-feira, então naquele horário ele já deveria estar na escola.

Jungkook era um menino especial e diferente, todos percebiam sua peculiaridade, e Yoongi gostava de pensar que o mundo seria chato demais se as diferenças não existissem.

Seu filho gostava de pintar, sempre gostou. E isso aflorou nele o desejo de mais, então um dia em que estava na casa da mãe resolveu se aventurar em suas maquiagens, pois, segundo ele, era tudo muito bonito.

E se pintou, traçou o brilho labial e uma sombra leve no tom roxo. Yoongi nunca vai se esquecer desse dia. Nunca iria esquecer de como seu bebê fora tratado apenas por gostar de pintar a pele, ou por querer tomar conta das bonecas na escolinha em vez de dirigir o carro.

Quando chegou à sua casa naquele dia, não tinha nenhuma maquiagem que cobria o semblante de seu coelhinho, e sim marcas da vida, marcas do preconceito que ele sentia tanto medo que seu filho sofresse fora de casa.

Lembrava-se de como a mulher procurou remédios e até mesmo a igreja para a criança, como o abraçou e o viu chorar. Viu seu filho chorar como nunca havia o visto chorar antes.

E aquilo machucou seu coração, marcou-o. Yoongi não sabia se se esqueceria desse momento algum dia.

Mais tarde, quando ele chegou com uma cartinha verde da escola, todo contente que seu amiguinho de sorriso bonito havia dado, aquilo preocupou Yoongi.

E se fosse uma pegadinha? Uma brincadeira de mal gosto para com seu bebê?

Foi assim que conheceu a família Kim, pois a carta estava muito bem feita para uma criança tão nova a fazer com tamanha perfeição.

Jungkook tinha apenas cinco anos na época, quem poderia ter feito?

Temeu o pior.

E não poderia estar mais enganado, felizmente. Perguntou então ao seu filho como o amiguinho entregou a carta, se alguém tinha visto e se esse amiguinho era mesmo bonzinho com ele.

Yoongi se lembrava, como se fosse algo recente, do que estava escrito no papel verde musgo com vários limões:

Para meu doce amiguinho, meu coelhinho mais bonito. Você é diferente de todos os outros, e isso é o que mais gosto em você, Bun.

Com amor, Tata.

Yoongi descobriria mais tarde que Bun era abreviação para Bunny. E Tata, abreviação de Taehyung. E que os pais do menino o haviam ajudado, até mesmo o número de telefone tinham deixado.

E fora aí que Yoongi conheceu Kim Namjoon e Kim Seokjin, que estavam numa situação bem difícil na época.

Como um casal gay assumido, as pessoas os olhavam torto ou não lhes davam o devido respeito. Só tinham a guarda de Taehyung porque a ex-esposa de Namjoon havia falecido e a criança não tinha com quem ficar, além do pai.

Que quase perdera a guarda, por amar.

Seokjin não havia conseguido um emprego fixo ainda, fazendo bicos na área de limpeza em um restaurante próximo ao trabalho do seu companheiro, mesmo com diploma na área gastronômica. Seu sonho era poder abrir um restaurante e servir comida sem preconceitos.

Seu amigo, Namjoon, também não escondia o que era, apesar do patrão dar ressalvas. Sobre como Seokjin deveria se portar dentro da empresa, com os funcionários ou clientes, e até mesmo tentava dar pitacos em relação a vida pessoal do rapaz.

Como se, por gostar de pessoas do mesmo sexo, fosse se embolar no primeiro que visse, como algum tipo de vírus.

Esse era o medo de Yoongi. E ninguém poderia julgá-lo por isso, sendo mais pai solteiro do que um que divide a guarda, tinha medo de perder o filho pela justiça.

Ou então do olhar acusatório das pessoas e palavras amargas de corações ainda mais petrificados que machucavam tanto.

Tendo sido criado na igreja, ele sabia bem que não importava o lugar, as pessoas eram ruins da mesma forma.

E também perdeu a conta de quantas vezes pediu a Deus para que seus lábios queimassem se beijasse um homem. Para tirar aquele desejo de dentro dele sempre que via seu amigo Hoseok cantando no coral, com seu sorriso brilhante e fios inconfundivelmente vermelhos.

Lembrava também de como sofreu sua primeira desilusão amorosa, pois Hoseok gostava de homens também e o fizera acreditar que era pra valer.

Mas não era. E a amizade não foi mais a mesma depois disso.

Yoongi sempre fora um homem muito apessoado, mesmo alguns traços mais suaves, ele continuava sendo a paixão de muitas meninas.

Então, quando surgia algum boato, ele logo dava um jeito de aparecer namorando para acabar com eles. E quando se casou, acreditou mesmo que poderia estar apaixonado por sua ex-mulher.

Hayon cursava direito e era tão linda como rosas no auge da primavera, e no começo ela realmente parecia doce. Tudo não passava de fachada.

E para piorar, ela sabia.

Sabia que Yoongi sentia atração por homens, mesmo tendo casado com ela. E foi esse o trunfo para fazê-lo se calar perante sua traição; como filha do advogado de maior renome da metade do país, seria a coisa mais fácil do mundo prejudicar Yoongi que cresceu sem ajuda de ninguém.

Mas fizeram um acordo: ele teria a guarda do menino, pois sabia que a moça nunca havia desejado ser mãe, e sua ex-esposa poderia ficar com o filho de quinze em quinze dias.

E mesmo que a mulher não amasse o filho dos dois, ele o faria. Sempre.

Para que seu pequeno e doce Jungkook soubesse o quanto era amado. Infinitamente.

— Terra chamando Yoongi. — Namjoon sobrevoava os dedos pelo rosto do mais velho, despertando-o de seu transe. — Vai vir almoçar com a gente?

O mais novo apontou para a porta, vendo o rapaz em seu terno preto com calças boca de sino negar. Ajeitou a luminária redonda e a cadeira estofada de madeira com rodinhas, sentando segundos depois.

— O senhor Park disse que precisava falar comigo e, como não tenho mais trabalho por hoje, vou aproveitar para buscar Jungkook na escola. Fazer uma surpresa. Posso levar Taehyung também? Eles podem ficar brincando lá em casa, e você o busca no domingo.

Namjoon deu um sorriso tão grande que Yoongi não conseguiu segurar a risada.

— Só pensa em sexo, Joon.

— Eu nem disse nada!

— Mas pensou — falou folheando o contrato mais uma vez, garantindo que a casa estaria de acordo com o que os novos proprietários pediram.

— Não é minha culpa se você não quer mais saber de namorar. Eu amo meu filho, hyung, mas uma criança em casa quando se quer apenas amaciar o clima torna as coisas bem difíceis.

Yoongi acenou, avistando, além da porta e de todo o fluxo de pessoas que trabalhavam em escritórios montados num salão amplo da imobiliária, um rapaz com certeza mais jovem, com uma calça justa cinza de cós alto, um blusão branco aberto até o meio do tórax e um colar dourado como seus fios. Um paletó também cinza e um óculos Ray Ban de lentes rosa. Ele estava apoiado na mesa com as mãos no bolso, encarando-o, com os olhos verdes e intensos, como se fosse uma fatia deliciosa de bolo de morango. Yoongi sentiu a boca seca.

— É o filho do Sr. Park.

— Sabe o que ele faz aqui?

Com muito custo, o mais velho conseguiu desviar o olhar, ajeitando a gravata, que parecia apertar mais a cada segundo no pescoço.

— Acho que ele é o motivo da sua conversa com o chefe.

Nessa hora, Yoongi não conseguiu fingir interesse no que dizia o contrato, levantando o olhar para o amigo.

— Como?

Namjoon sorriu.

— Isso você quem vai me dizer no domingo, esteja ciente que vou levar uma garrafa de vinho e meu Jinnie. — falou a última parte mais baixo, ainda que não quisesse por estar próximo demais da porta. Não gostaria de ser chamado atenção, seu chefe era um falso simpatizante da causa.

Um ativista conservador.

Namjoon não queria fazer coisas despudoradas, ele não precisava ouvir aquelas merdas.

O Kim só queria amar, e, apesar de Yoongi não ter a coragem do amigo, sentia-se mal de vê-lo ter que falar mais baixo ou fingir que não se importava com certos comentários dentro do trabalho.

E também o admirava, eram poucos os que conseguiam segurar a barra como ele o fazia.


[ . . . ]


Yoongi bateu na porta do escritório de seu chefe, e não demorou para ouvir a resposta lá de dentro, entrando em seguida.

Sempre se surpreendia com o gabinete do chefe; era bem grande, cabendo duas prateleiras com livros, revistas e prêmios. Que iam do teto ao chão.

O móvel central havia sido construído numa madeira laranja viva, com pés palitos, a cadeira marrom logo atrás contrastava com o piso claro — o escritório do chefe era o único lugar do pequeno prédio, tirando a recepção, com piso —, e a mesa com uma pequena bola redonda representava o mundo, acabada em prata, com a luminária que parecia um globo de discoteca.

As paredes amarelas tinham alguns espelhos e retratos, em sua grande maioria sobre a empresa; um ou outro destacavam a família do chefe. Além disso, havia também sofás com estofados tão laranjas quanto a mesa, que tinha alguns acabamentos em amarelo.

E sentado no sofá, de pernas cruzadas e braços abertos, estava ele.

O filho do senhor Park, com um olhar tão doce que Yoongi pensou ter visto demais minutos antes de dentro do seu escritório.

— O senhor gostaria de falar comigo?

— Por favor, Yoongi, sem formalidades. Você é meu melhor vendedor. Deixa disso, rapaz — o senhor de meia-idade disse, bem-humorado, sorrindo a ponto de deixar os olhos em pequenas fendas.

Yoongi não conseguia, era difícil demais tratar alguém tão bem quando essa pessoa destratava de seu amigo por algo que ele também era.

O rapaz ainda em pé, sabia que toda aquela cordialidade era apenas por que ele era um covarde.

Não gostava de pensar assim, mas era como se sentia.

Apesar de tudo, manteve o sorriso nos lábios e se sentou quando o outro o indicou a cadeira também amarelo-limão em frente à mesa laranja.

Yoongi sempre se questionava como os pezinhos tão finos da mesa aguentavam tanta coisa.

— Já conhece meu filho? — O homem chamou o rapaz que parecia pouco paciente, apesar de manter o olhar doce, que ele não tinha visto outrora.

— Min Yoongi, este é meu filho, Park Jimin.

Apresentou os dois, que se deram as mãos por alguns segundos, mas fora como uma eternidade. Como se, de repente, o mundo começasse a girar devagar. A mão dele era quente, e a sua, um pouco maior, apesar do aperto firme. Yoongi se sentiu… estranho? Não sabia explicar, mas seu estômago retorceu, por conta de algo que fez seus dedos suarem e suas narinas dilatarem.

Jimin, esse era o nome do rapaz de cabelo loiro e olhos esmeraldas que tinha o mesmo sorriso doce.

Apesar de algo em seu olhar indicar que aquilo não passava de um doce engano.

Jimin com certeza não era o que seu pai pensava de si, não completamente.

— Queria saber se pode ensiná-lo. Meu filho pretende cursar Administração e…

— Design de Interiores, pai.

Era a primeira vez que escutou a voz do rapaz, e seu coração errou uma batida na mesma hora. Era mais doce que a sua, mas firme e suavemente aguda. Por alguma razão ainda desconhecida, isso o deixou completamente encantado com o filho de seu chefe.

—… E eu queria saber se pode levá-lo para ver algumas casas, até mesmo junto dos clientes, para ele ver como é na prática. Ganhará por fora.

O homem pegou uma caneta do porta-objetos na mesa, puxando o cheque e assinalando quanto ganharia a mais em cada comissão por imóvel vendido durante o período que ensinasse o filho do Park.

E era uma proposta impossível de se recusar. Logo se viu afirmando que aceitaria.

— Meu filho é novo na cidade, ele mora próximo dos Kims. Não se preocupe, eu já expliquei a situação para ele.

Yoongi quis rir, pois o que tinha para ser explicado afinal? Jimin, por outro lado, suspirou, como se não gostasse de como o pai falara sobre o casal gay de que morava perto.

Mas o moreno não tinha como saber, acabara de conhecer o moço.

— Segunda você atenderá o senhor Cletus junto de sua esposa, não é? — Yoongi confirmou com um aceno. — Excelente, será apenas à tarde. Vocês podem se encontrar mais cedo para conversar melhor e conhecer a casa.

O Min acenou. Visto que a conversa havia sido dada por encerrada, curvou-se em respeito brevemente, levantando-se para sair logo depois.

— Senhor Min? — O citado ouviu chamarem-lhe de dentro da sala.

Certo, ele sabia que o rapaz era mais novo. Mas não a ponto de chamá-lo de modo tão cortês. Yoongi o encarou.

— Me passe seu beep, por favor, para mantermos contato.

Ah, claro. Para o que mais aquele homem o chamaria?


[ . . . ]


Yoongi tinha um Peugeot verde de lanternas sobressalentes e traseira robusta, seu filho gostava de chamá-lo de tanajura jurássica. Ele era fascinado por dinossauros e, por o carro ser verde, contendo ainda uma traseira bem espaçosa, deu-lhe esse apelido. Que, na verdade, era bem engraçado.

Já fora do serviço, Yoongi não vestia mais o paletó, tendo arregaçado um pouco as mangas e tirado sua gravata. Sentia-se mais confortável pelo calor da cidade.

As férias de verão estavam próximas. E, com sorte, poderia tirar um tempo do trabalho e, quem sabe, viajar com o filho.

Na rádio, tocava Can't Get it out of My Head, era lenta e tranquila. Relaxante.

And I can't get it out of my head,

No, I can't get it out of my head.

Yoongi cantou, focado em girar o volante e olhar no retrovisor para ter certeza de que não vinha nenhum carro para atrapalhá-lo naquela curva.

Aquela parte da música o fez pensar no rapaz, que dava voltas e voltas em sua cabeça. E ele simplesmente não entendia o motivo de suas reações, nem por que, a cada parada com o carro, encarava o beep ou inconscientemente esperava que ele tocasse com alguma mensagem do filho de seu chefe.

Bem. Ele não conseguia tirar isso da sua cabeça.

Nem mesmo quando seu filho o avistou do outro lado do parquinho escolar, esperando ser liberado para sair e sorrindo ainda mais quando descobriu que o amiguinho passaria o fim de semana consigo.

Até que, numa parada obrigatória, o beep tocou. E o coração de Yoongi disparou.

Mas não era quem pensava que fosse, e sim Seokjin, avisando que domingo seria aniversário de Taehyung, então Namjoon e ele iriam preparar uma surpresa para o menino, e que era para Yoongi estar lá com eles no horário dito, em vez de Namjoon ir buscar Taehyung em sua casa.

Depois de tamanha quebra de expectativa, pois o que Yoongi esperava mesmo era alguma mensagem do filho de seu chefe — ele não havia pedido seu bipe à toa, certo? —, ele apenas deixou para lá. Focou nos meninos e tentou desconcentrar a mente do rapaz.

Dos olhos verdes como as paredes do seu escritório ou de sua tanajura jurássica.

— E como foi o dia de vocês hoje, crianças? — perguntou, esperando a vez deles no drive-thru.

— Foi chata, hoje foi aula de matemática. Não gosto de aula de matemática.

Seu filho respondeu, já Taehyung estava quietinho segurando seu jipe amarelo, apertando o carrinho de polícia rodoviária contra o peito. Nas sextas-feiras, as crianças podiam levar brinquedos para a escola.

— Por quê? — indagou o mais velho, imaginando que fosse algo relacionado ao amigo de seu filho. Ele não vinha tendo os melhores dias na escola há um tempo.

— A professora não trata o Tae bem, então não gosto de Matemática nem dela, aquela bruxa — explicou, descontente.

Seu pai teve que segurar a vontade de rir. Jungkook era muito protetor, apesar de ser apenas alguns meses mais novo.

— Então o Bun ficou de castigo por minha culpa, tio —Taehyung disse, sentindo-se culpado.

Yoongi o encarou pelo espelho de seu Peugeot com um sorriso doce nos lábios, mostrando para a criança que estava tudo bem e que sabia que não era sua culpa, assim como Jungkook reforçou, até que chegasse a vez de eles pedirem o lanche e irem para casa.


[ . . . ]


Em casa, Yoongi colocava as roupas para lavar. As crianças já estavam de banho tomado, assistindo alguma fita cassete de algum desenho que Jungkook adorava.

Mas algo na calça boca de sino, que ele não saberia dizer se era do seu filho ou de Taehyung, chamou sua atenção.

O jeans estava sujo demais.

Jungkook era sempre quem dizia a verdade. Talvez por ser mais novo alguns meses e ser mais ingênuo.

Então, mais tarde naquela noite, enquanto Taehyung falava ao telefone enroscando os dedinhos no fio ao responder uma pergunta e outra feita pelos pais, Yoongi chamou seu filho e mostrou o rasgo.

— Foram os meninos mais velhos.

O Min sentiu o coração palpitar. Como assim? Apesar de inocente, o mais novo era muito observador, então, antes que os lábios de Yoongi movessem e sua voz projetasse outra pergunta, ele mesmo respondeu de antemão.

— Eles bateram no Tae, porque o Tae não deixou que batessem em mim.

— E por que eles queriam bater em você, meu filho?

— Eu não sei.

Taehyung apareceu depois disso, dizendo que já tinha desligado e colocado o amarelão no gancho. Amarelão era um telefone fixo de pontas redondas que tinha um disco no meio. O nome era um apelido.

Os meninos gostavam de apelidar as coisas, Yoongi imaginava que era coisa de criança e sempre dava risada quando chegavam com um apelido novo.

Imaginando que o dia havia sido estressante, ele permitiu que os dois dormissem na sala e assistissem o que quisessem das fitas.

As guloseimas, antes guardadas, foram reservadas em potes do desenho favorito dos meninos, desde caramelos em cubos a guarda chuvas de chocolate.

Bem, uma vez na semana não machucaria ninguém, não é?

Horas mais tarde, quando o relógio marcava duas da manhã em sua parede, Yoongi se arrependeu amargamente de ter deixado eles comerem tanto doce.

— Venham, venham dormir, já está tarde.

Ele já tinha tentado contar histórias para os garotos elétricos, também tentara leite quente e algum outro filme que os fizessem ficar paradinhos e dormissem. Tentou um pouco mais, sem sucesso.

Aquela noite seria longa, muito longa.


[ . . . ]


Quando menos percebeu, o fim de semana passou-se como uma flecha. Era de manhã quando Jungkook o ajudou a embrulhar o presente do amiguinho, que ainda dormia.

Yoongi sempre se pegava rindo; seu filho não sabia guardar segredo e a cada instante queria ir no quarto perguntar algo para o menino dorminhoco, mas seu pai lhe lembrava que era surpresa. E ele perguntava o que tinha a ver. Foi quando o mais velho riu, riu de verdade e quase se arrependeu.

Taehyung quase acordara.

— Vai tomar banho, vamos sair com os tios hoje. Quando você terminar, o Taehyung vai. Vou acordar ele, tá bom?

Uma música baixa no rádio de pilha tocava sobre o hack verde-escuro na sala enquanto Jungkook saltava até o banheiro. Ele nunca gostou muito de músicas infantis. Apesar do pouco entendimento, as músicas que Jungkook gostava sempre tinham um significado maior por trás.

Isso nunca deixava de surpreender seu pai.

Fora uma luta, mas Yoongi conseguira acordar o menino dorminhoco com cabelos cor de mel. Deu-lhe café da manhã e, enquanto Jungkook vestia a roupa posta em cima da cama, Taehyung se banhava.

— Onde vamos, tio?

— Sair com seus pais. O dia está bonito, não está?

O mais novo concordou cantarolando. Em poucos minutos, estavam todos prontos para sair.

Com sua Kodak Instamatic 155X no pulso, trancou a porta e saiu com os meninos. Morava a poucas ruas do outro casal, então não se importou de ir andando com os meninos.

— Querem tirar uma foto?

Os mais jovens se empolgaram.

Jungkook parecia alguém pronto para uma discoteca. Vestia uma calça lisa de coz alta, num blusão infantil escuro e florido. O cabelo estava lambido, num topete que o deixava fofo. Já Taehyung parecia pronto para gritar "faça amor, não faça guerra". Usava um blusão branco com um botão aberto e um colete florido, porém mais colorido que seu filho. E nos cabelos esvoaçantes e enrolados, passava-se uma fitinha, sem tirar o ar angelical adorável do menino.

Yoongi se abaixou com um sorriso quando fizeram a pose característica de alguma banda da época e registrou o momento.

Notou uma terceira pessoa na foto, correndo numa regata branca e short vermelho. Tinha um par de tênis simples, e o olhar era cansado, apesar de feliz. Yoongi sentiu a garganta secar ao perceber que Jimin continuava bonito até mesmo acabado depois de uma corrida.

Ele se sentia como um papel próximo que queimou. De repente o dia que começou fresco parecia mais acalorado.

E ele se viu sem palavras, tamanha a beleza do rapaz.

— Yoongi?

Então o Min piscou várias vezes, notando que o outro desligara o walkman e tirou o fone da orelha, mantendo o sorriso e acenando para as crianças.

Jungkook parecia deslumbrado, a criança estava boquiaberta como o pai.

— Que foi, Koo? — Tae perguntou, baixinho.

— Os olhos do amigo do papai são verdes! A gente ama verde, Taetae.

— Amam, é? — A voz doce tocou de novo o ouvido de Yoongi e, antes que seu filho falasse algo mais, ele respondeu no lugar da criança.

— Jimin! Que coincidência! Correndo? — perguntou, sem jeito. Estava envergonhado pela exposição gratuita; Jimin não precisava saber que ele gostava tanto assim da cor.

— Estou, eu ia fazer mais uma volta e entrar. Não tenho mais nada para fazer.

— Ah, sim… — Coçou a nuca meio sem jeito, olhando para os lados enquanto seu filho puxava a sua calça.

— Chama ele, papai — disse baixinho.

— Jimin deve ter seus compromissos, não vamos importuná-lo mais.

Porém, o rapaz não se importou, sorrindo mais para o menino, que o convidou sem pensar muito.

Jimin sorriu para Yoongi, fazendo o coração do moreno errar uma batida. Ele era lindo demais, mexia muito com o Min para seu próprio bem.

— Por que vocês não vão na frente e me esperam no quintal?

As crianças acenaram, correndo o mais rápido que conseguiam, e então de novo o mais velho se viu sem jeito.

— Bem, é aniversário do amigo do meu filho, e os Kims vão fazer uma festa surpresa — explicou. — Ele é filho do rapaz que você viu conversando comigo no trabalho.

O loiro assentiu em concordância, olhando para as próprias roupas.

— Eu sei onde é, vou apenas tomar um banho. Sei que não vai poder me esperar, então encontro você lá?

Passou a língua pelos lábios, jogando algumas mechas loiras rebeldes para trás. Yoongi acenou várias vezes, tentando manter a visão apenas em seus olhos,

Jimin sorriu, entrando em sua casa. A fachada era bonita e simples, com as janelas na frente e uma minivaranda escondida sob telhados. O verde bebê a deixava charmosa, e o amarelo ovo acentuava a beleza da casa.

Mais relaxado, o Min deu um pequeno sorriso e continuou sua caminhada.


[ . . . ]


Yoongi comia um dos canudinhos recheados quando Namjoon se aproximou com um sorriso ladino em seus lábios. O mais velho estreitou os olhos, projetando os lábios.

— Não vai me zoar, vai?

— Você tá com cara de paisagem aí, toda hora olhando para a porta dos fundos. Cara, ele aceitou o convite, vai vir.

Estava tão óbvio? Não cedeu às palavras do amigo, no entanto, fingindo que não sabia do que ele falava enquanto uma música infantil agitada fazia seu filho e o amiguinho balançarem o esqueleto.

— Certo. Quando ele chegar, eu vou estar com sua câmera e registrar a baba caindo — comentou, risonho, afastando-se para impedir que o filho roubasse mais um docinho da mesa crente de que ninguém estava vendo o pequeno furto.

Yoongi gostava desses momentos em família, amava ver seu filho se divertindo dessa forma com o amigo.

Jungkook, na maior parte do tempo, era quieto e centrado, fazendo perguntas descabidas para uma mente tão jovem. Lembrava-se, como se fosse algo recente, de um dia no mercado, perguntando se tinha achado o homem de blusa listrada, bonito. E então, do que quase fez o filho receber um esporro: "por que não o chama para sair?".

Teria sido nada demais, se o homem não tivesse escutado e quase o fizesse ser expulso do mercado.

Jungkook ficou ainda mais quieto depois desse dia, então vê-lo sujando o dedo com o chantilly do bolo enorme no centro da mesa e sujar Taehyung, que estava próximo, o fez sorrir.

Correndo até suas pernas e girando até encontrar outro lugar para se esconder.

— Você parece um ótimo pai.

Yoongi arregalou os olhos, pôs a mão no peito e por pouco não caiu sentado. De onde Jimin tinha surgido se ele quase não havia tirado os olhos da porta vermelha escandalosa do amigo?

E por que ele continuava irresistivelmente lindo numa festa infantil?

Yoongi não estava tão diferente, em tese, apesar de a calça ser cós baixa. As cores da roupa estavam combinando. Os dois vestiam blusas vermelhas e calças jeans, e os óculos que encontrara no rosto de Jimin na primeira vez que se viram estavam lá novamente.

— A-ah, obrigado, tento dar meu melhor.

— Posso ver.

E então, o silêncio. Um pouco constrangido, Yoongi se forçou a emendar em algum outro assunto. Qualquer coisa serviria.

— Quer algo?

— Não, estou bem.

— Ah, vamos! Está numa festa de criança e não vai aceitar nem um docinho?

— Certo. Qual você me recomendaria?

Yoongi apontou para as balas de coco; era o que mais gostava na verdade. Jimin o encarou como se questionasse se já podia pegar algo da mesa, e o Min sorriu como o cúmplice perfeito para o crime.

Jimin esqueceu seu olhar nos lábios do outro homem sem nem perceber.

O problema era que Yoongi era tão lindo. Os fios longos que ondulavam em ondas suaves em seu pescoço o fizeram suspirar, o sorriso que deixava o rosto redondo com as bochechas sobressalentes o fazia querer sorrir. O olhar gatuno era tão doce, assim como seus lábios pareciam ser.

E então, Jimin piscou, voltando a realidade e notando como Yoongi parecia se esforçar para não esboçar nenhuma reação.

— O-oh, desculpe-me — apressou-se em dizer. Era a primeira vez que Yoongi via a faceta de preocupação no rapaz mais jovem.

Ele sorriu, deu seu melhor sorriso e permitiu-se degustar daquela sensação que residia em seu peito desde que vira o loiro pela primeira vez.

— Pelo quê? Não o vi fazer nada demais — respondeu sem encará-lo, pegando a bala e entregando-a na sua mão. Pôde ouvi-lo suspirar.

— Já conheceu os pais de Taehyung?

— Seokjin e Namjoon são muito legais, eles que me ajudaram na vizinhança desde que cheguei na verdade. Quero me desculpar também, pelo comentário do meu pai.

— Não tem por que você fazer isso, mas obrigado.

Passaram o restante da festa assim, às vezes brincando quando as duas crianças apareciam, ou conversando com Seokjin e Namjoon.

Não apareceu muita gente, apenas alguns colegas de classe e poucos pais, que queriam fingir progressismo ou ativismo.

Por seu filho e apenas por ele, os Kims poderiam aguentar por mais uma tarde todo o cinismo.


[ . . . ]


Yoongi e Jimin conversaram desde o começo até o fim, e ainda ficaram para ajudar os rapazes.

Fora combinado que Jungkook dormiria lá. Então, na hora de ir embora, seria apenas ele e Jimin.

Enquanto caminhavam, sentiam o calor um do outro na noite fria, os ombros esbarravam-se e os dedos quase tocavam um ao outro.

Num abraço desajeitado, despediram-se. Yoongi sentiu quando Jimin escorregou sutilmente os braços por seu corpo, sem querer que o momento acabasse. E Jimin sentiu o coração do mais velho desengonçado contra o seu, que parecia também querer acompanhar a música.

Uma dança caótica.

Já na manhã seguinte, quando Yoongi chegou à casa que iriam conferir e receberiam o primeiro cliente, Jimin já estava lá.

— Acha que eles vão gostar da casa?

— Acho que não tem motivo para não gostarem. São um casal sem filhos e buscam uma vizinhança mais jovem, sem muito barulho.

— É o local perfeito.

— Sim, inclusive tem uma discoteca a poucos quarteirões.

— Eles não parecem gostar disso….

— Mas você gosta?

— Gosto.

— Então você não se importaria se eu convidasse você para ir em uma comigo, certo?

— Não mesmo — respondeu o mais velho, sem encará-lo.

Yoongi nunca, em hipótese alguma, flertou com um recém-conhecido. Nem com um cara, além de Hoseok. Mas ele era seu amigo de anos.

Não que o moreno não tivesse olhado para rapazes ao longo dos anos, mesmo casado, e não tivesse sentido algum tipo de interesse. Lógico, estando casado, isso o impedia de tentar algo, mas, mesmo depois, quando divorciado, não era fácil ter um relacionamento.

Era perigoso. Yoongi poderia levar um soco, entrar numa briga ou coisa pior.

Yoongi era pai, não podia se meter numa briga, muito menos queria.

Então, qualquer desejo ou interesse era soterrado por ser perigoso tentar tal aproximação.

E com Jimin, era diferente. Ele não sabia se estava vendo demais, mas existia algo ali que o imobiliário gostaria de descobrir. Muito. E torcia para não estar errado, Yoongi não era burro.

Sabia que sentia algo pelo rapaz e gostaria de descobrir o que exatamente.


[ . . . ]


— Jimin, você viu aqui em cima? Tem um quarto para crianças — Yoongi disse na manhã seguinte, descendo as escadas à procura de Jimin.

— Eles disseram que pensam em ter filhos. Enquanto não possuem, podem transformar o quarto num escritório. E tem mais um reserva, então, caso tenham um dia, podem usar ali como o escritório.

— Bem, pensando por…. O que está fazendo? — perguntou quando adentrou a cozinha, olhando o vinho sendo aberto e uma taça em cima da mesa de madeira.

— Bebendo vinho — respondeu depois de pôr o líquido no copo de cristal, sorvendo o conteúdo.

— Amo vinho, e você?

— Gosto também.

— Quer um pouco?

Yoongi olhou para seu relógio no pulso, calculando quanto tempo faltava para os possíveis compradores chegarem.

— E por que não?

Jimin sorriu com a resposta, Yoongi achava que serviria outro copo para si, porém o loiro, na verdade, tomou mais um longo gole e lhe entregou a mesma taça, girando o copo ao atravessar a cozinha e deixar em sua mão a mesma ponta em que havia bebido. Yoongi pareceu perder o fôlego mais uma vez.

Jimin tinha um olhar profundo. Era como se o verde fosse uma imensa floresta; a calmaria existia, assim como a ventania também, fazendo-o enrolar-se numa camada prazerosa de surpresas. Era inexplicável, e Yoongi se via sendo chamado pelo rapaz de fios loiros, mesmo não tendo tido uma conversa profunda sobre a vida e tendo conhecido o rapaz em tão pouco tempo.

Uma conexão parecia quebrar dimensões entre os dois, fazendo impossível ignorar o que os arrebatava.

Pois Jimin também se sentia sendo chamado pelo rapaz, mas ainda não sabia ou não tinha certeza de como chegar a ele e convidá-lo para sair.

Poderia ser coisa de sua cabeça, como já acontecera antes, e não gostaria de tornar o local de trabalho um desprazer para o melhor funcionário de seu pai.

Fora que Yoongi era uma gracinha.

Então, decidido a manter o bom clima estabelecido no local, Jimin decidiu aproveitar o ritmo que as coisas estavam tomando e ter certeza do que parecia estar acontecendo ali entre os dois.

— Gosta de trabalhar como corretor?

— Gosto, apesar de ser um emprego de comissão. Me sinto numa nova viagem toda vez que preciso mostrar uma casa diferente, para novos clientes.

— É o que você sempre quis?

— Na verdade, não, eu nunca soube o que eu realmente gostaria de fazer. Mas então vi anúncios de que procuravam alguém na área e me candidatei, mesmo sem experiência. Aprendi rápido e estou onde estou há uns bons dez anos!

Jimin o encarou, surpreendido. Era bastante tempo; a imobiliária de seu pai tinha vinte, então isso significava que Yoongi estava metade do tempo lá.

— Mas e você? Não me olhe com essa cara.

— Ah, eu? Não me acha com cara de mimadinho ou coisa do tipo por ser filho do chefe? Está fazendo essa pergunta só para ser agradável, senhor Min? — o loiro falou, brincalhão, arrancando risadas sinceras do rapaz.

Negando prontamente, o moreno se recompôs.

— Para falar a verdade, nem mesmo passou essa possibilidade em minha cabeça.

— Mesmo?

Yoongi anuiu, concentrando em arrumar o arranjo da mesa que parecia meio torto, dando mais uma olhada na cozinha e reparando nas cortinas laranja vibrantes que pareciam quase lâmpadas na luz do sol.

— Certo. Eu só estou na cidade porque meu pai não quer que eu faça curso de design, ele acha que minha irmã tem que ficar com a parte mais decorativa do negócio, por isso ele falou com você para me ajudar.

— Até o momento, você não pareceu precisar da minha ajuda, Jimin.

— E eu não preciso — disse, com um sorriso tão doce que Yoongi nem mesmo conseguiu se sentir ofendido. — Já ouviu falar da casa que ninguém conseguia vender há quinze anos, e foi vendida há dois?

— Lembro, rolou boatos de que seu pai ficaria com ela e tudo mais, estava tendo muitos gastos para ninguém comprar.

— Eu quem fiz a venda. Depois de dar uma repaginada no imóvel e o deixar parecendo uma discoteca luxuosa, um casal recém-milionário a comprou. Foi fácil.

— Qual o problema então?

— Meu pai não concorda, ele não gosta da forma que eu converso com os clientes e diz que tenho um olhar "muito feminino".

Fez aspas, com uma cara de nojo junto da voz que parecia tão enjoada quanto.

— Ele gosta do jeito que você conversa, de como você é límpido e profissional, não tratando os clientes como amigos.

— Então, é por isso que ele colocou você pra ficar comigo.

— Exato.

Não da forma que eu gostaria que ficasse, Jimin pensou encarando o rapaz moreno.

— Bem, hoje fica por sua conta. Não concordo com a visão do seu pai, vamos ver como você se sai.

Ergueu a taça num brinde. Jimin sorriu com a resposta do outro, erguendo a garrafa, já que a única taça em uso estava na mão do mais velho.


[ . . . ]


— E por fim, temos essa sala. Tenho certeza que vocês se lembram dela — Jimin brincou, pois tinham dado uma volta na casa e ele preferira deixar o cômodo por último.

— Creio que a sala seja um dos lugares da casa onde a maioria das pessoas mais passam tempo, e vocês podem ver como ela é espaçosa e tem boa iluminação.

Apontou para a janela.

— Não estou mentindo, cheguei mais cedo com meu colega de trabalho e o sol realmente faz seu trabalho enquanto sobe. A sala fica um espetáculo nessas cores vibrantes.

Sorriu, mostrando alguns móveis, inclusive o sofá, que era confortável, espaçoso, sem tornar a sala pequena ou deixar desconexo.

Yoongi se viu pasmo. Por que o pai do rapaz queria que ele desse aulas para o filho? Jimin era até mais solto do que ele para falar com os clientes, só precisando de sua ajuda quando esquecia o nome de algo ou se enrolava por algum motivo.

Fora isso, estava indo perfeitamente bem.

Ao final do tour, conseguiram vender a casa. Os compradores ficaram satisfeitos com o imóvel e iriam à agência para resolver a parte burocrática.

Assim que Jimin fechou a porta, Yoongi o parabenizou.

— Isso merece uma comemoração, não acha?

— Outra taça de vinho?

Tinha que ser agora. Jimin não podia perder aquela oportunidade, Yoongi parecia alguém tão legal... Por isso, respirou fundo e soltou:

— Que tal um encontro? Eu e você. Sábado à noite.

Yoongi o encarou. De certa forma, o nervosismo se dissipou. A tensão sumiu por alguns segundos até sentir suas mãos suadas ao dizer:

— Sim, eu aceito sair com você, Jimin.

~~~~



Notas Finais: E então? O que acharam até aqui? animados para o próximo?

19 de Novembro de 2022 às 00:30 0 Denunciar Insira Seguir história
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