donnefarskedar Donnefar Skedar

Uma cidade pequena e tranquila, não faz mal a nenhuma família. Um lugar onde se pode construir os próprios sonhos lidando apenas com o que é comum às cidades pacatas, isso não é anormal. Pois, toda cidade, seja ela pacata ou não, tem as suas lendas, sejam urbanas ou culturais. Mas quando uma cidade passa a repetir situações estranhas, todo lado agradável se perde e o lado obscuro passa a mudar tudo. Saulo e Angélica não foram à viagem em família de réveillon, para Punta Del Leste, o casal optou por aproveitar o momento sem os filhos, na nova residência na pacata Santa Arquenia. Tudo estava indo bem para aquele final de ano, mas quando as últimas horas se iniciam, as coisas saíram completamente de controle, fazendo o casal embarcar em uma misteriosa gincana com participantes que não eram convidados do réveillon.


Suspense/Mistério Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#drama #romance #mistério #378
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PRÓLOGO

As chamas iluminavam toda a rua, o barulho lembrava uma fogueira feita de troncos de árvores nova, as faíscas, que subiam alto para cair como cinzas, lembravam uma chuva que não molhava. Ela olhava tudo com total admiração. Não se importava com a quentura do fogo em seu corpo, ou o calor forte que começou a sentir em seu rosto. O prazer maior de ver aquele fogo consumindo tudo a deixou, imóvel e hipnotizada.

Seu casaco feito de tricô parecia grudar junto à camisa de algodão que vestia por baixo, a calça jeans já parecia fazer parte da pele, o tênis parecia derreter enquanto estava lá, parada, intacta como se o fogo a ordenasse tal façanha. Uma voz grosa e ignorante a chamou, mas tudo parecia irreal, ela não sentia que a voz distante falava com ela. Quando novamente a voz lhe chamou, um homem bem maior do que ela segurou em seu braço e a puxou para seu corpo. O movimento violento a fez acordar de um sonho real, o calor do fogo doeu pela primeira vez em minutos o observava.

— Você está louca? Temos que sair daqui antes que exploda — disse o homem, enquanto apertava a cabeça dela em seu peito para cobrir o rosto do intenso calor.

— Eu... Só queria...

— Não seja tola, vamos embora, o carro está logo ali.

Ele apontou para o carro que reluzia o fogo atrás deles, a porta do carro já estava aberta e o motor ligado, mas o barulho do fogo impedia qualquer identificação de outros barulhos. Ela entrou e se sentou no banco de trás, enquanto ele fechava a porta com violência. Ela não estremeceu e continuou olhando para o fogo que foi ficando para trás assim que o automóvel começou a ganhar velocidade. Depois de alguns segundos quando somente o clarão entre as árvores a fazia lembrar-se do fogo, ela desmaiou, apagando qualquer sentimento pelo forte calor.

Ele olhou pelo retrovisor e ficou feliz ao ver que ela conseguiu, pelo menos, se deitar no banco antes de desmaiar, naquele momento ele só precisava tirá-los dali, antes que os bombeiros chegassem ou alguém os visse correndo daquele jeito. Quando contornou a rua para finalmente se ver livre do local, olhou mais uma vez para chamas a ponto de ver um corpo em chamas se mover para cair alguns centímetros à frente. Ele suspirou aliviado por ter terminado tudo. Olhando para o outro lado da cidade, as luzes acesas e alguns fogos de artifícios sendo lançados ao céu, mostravam que o início do novo ano ia ser complicado para todos naquela cidade.

26 de Setembro de 2022 às 15:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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