sabrina-estevam Sabrina Estevam

Porque será que as pessoas estão desaparecendo no museu? O que de fato está acontecendo que ninguém notou? Nesse pequeno conto de terror vamos descobrir o que anda aterrorizando, os sobreviventes que restaram.


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#horror #conto #suspense #terror #
Conto
1
2.2mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

1

É começo de uma noite quente de sexta-feira, e no Museu de arte moderna da pequena cidade de West Place está acontecendo uma exposição de um novo artista, que com poucos meses conseguiu muito sucesso com suas obras de arte.

Mesmo suas obras serem bizarras e perturbadoras, ele conseguiu muitos admiradores, que comentavam que sua arte tinha uma espécie de magnetismo sobre eles. Seu sucesso foi algo meio que meteórico. Ele é Luc Marchal! Um artista plástico, de 37 anos, bem alto! De pele branca e pálida, magro e com um estilo bem desleixado de se vestir, até mesmo na exposição de suas obras.

É como nesses eventos não pode faltar, colunistas e críticos de arte, mas uma em especial chama a atenção do artista. Era Alma Becker uma senhora, de pele negra e cabelos vermelhos, muito elegante e conceituada crítica de arte. Que no passado depreciou muito sua arte chegando a falar que "… era insignificante, medíocre e pouco original… ". Luc que já não tinha muito apoio, depois dessa declaração de Alma em uma renomada revista de arte acabou sendo apagado do mundo da arte.

Agora Luc via em sua frente uma ótima oportunidade de se gabar pelo seu sucesso.

— Olha só quem eu vejo! Se não é, a grande e renomada crítica de arte Alma Becker. Veio prestigiar meu sucesso?!

Alma se virou para ver quem era a pessoa dona de tanto talento.

— Boa noite! Então você é o mais novo queridinho do mundo da arte?! Devo te dar meus parabéns! Sua arte e bem difusa e complexa, nunca vi nada assim.

— Engraçado que dá última vez que você viu uma das minhas obras, não foi bem isso que você falou — disse Luc em tom irônico.

— Desculpa, mas eu não me lembro de ter escrito nenhum artigo sobre você ou sobre suas obras.

— Ã! Eu imagino como deve ser difícil lembrar de todos os artistas que você já estragou a carreira, ainda mais quando eles são acusados de plágio — falou ele com um riso sínico.

Alma se sentiu um pouco desconcertada, mas não deixou de responder à altura.

— É impressionante o que uma crítica pode fazer. Porque é notável a sua evolução.

Nesse momento o curador do museu Gilbert Carpentier chegou para falar com Luc sobre uma ótima notícia.

Gilbert que foi o maior incentivador da volta de Luc para o mundo da arte, pois foi um de seus professores no tempo de faculdade, por ele ser um senhor com muito conhecimento, via o potencial que Luc tinha.

— Luc acabei de encontrar um comprador para uma de suas obras!

Gilbert levou Luc até o local onde estava o comprador, más ele não o encontrou.

— Não saia daqui! Eu vou encontrá-lo e trarei para falar com você.

Ele ficou ali esperando. E contemplando àquele momento de conquista. Foi quando ele ouviu um barulho que vinha de fora do prédio. Ele foi até a janela mais próxima, e viu estar chovendo.

— Nossa! O tempo mudou muito rápido!

Luc se virou para ver de quem era essa voz, e viu uma mulher muito bonita, e elegante de cabelos castanhos, e boca carnuda.

— E pelo visto só vai piorar!— e assim que ele acabou de falar, as luzes do bairro se apagaram. As pessoas na exposição começaram a ficar nervosas. Foi então que se ouviu uma voz.

— Calma gente! Daqui a pouco os geradores iram ligar as luzes — e assim que Gilbert terminou de falar as luzes voltaram, mais apenas no museu, o resto do bairro ainda estava engolindo pela escuridão. Foi então que o sistema de segurança do museu trancou todas as saídas com grades de ferro.

O alvoroço que já era grande, ficou maior ainda, foi quando Gilbert se pronunciou mais uma vez.

— Gente! Esse e o protocolo, sempre que os geradores são acionados, o sistema de segurança se ativa para impedir roubos. Mas eu mandarei um de nossos funcionários, ir até o segundo andar para desativar o sistema.

Gilbert foi até o chefe de segurança Ewaldo Allais, para resolver o problema.

— Eu espero que não demore muito — disse a mulher que estava do lado de Luc.

— Eu creio que seja algo rápido! Se é protocolo, deve ser algo simples. A propósito meu nome e Luc Marchal, prazer!

— Desculpa pela minha falta de educação rsrsrs! O meu nome é Dany Compere. Sou muito sua fã, meu marido te acha um gênio, pena eu não estar encontrando-o, ele ia adorar te conhecer.

Foi quando uma das amigas de Dany chegou.

— Você viu a Suzane? Não estou achando em lugar nenhum.

— Jura! Que estranho!?—Disse Luc.— nossa você é a terceira pessoa que fala sobre alguém que sumiu no evento!

Alguns minutos se passaram e nada do sistema de segurança ser desativado. Foi então que Luc foi até Gilbert para saber o que estava acontecendo.

— O que ouve? As pessoas já estão começando a ficar nervosas.

— Eu também não sei o que houve, o segurança que foi resolver o problema, até agora não voltou e não responde no rádio.

Então os dois foram até Ewaldo, para ver o que podia ser feito.

Ewaldo resolveu ir à sala da segurança, no segundo andar para ver o que estava acontecendo. Luc se ofereceu para acompanhá-lo. Os dois começaram a subir as escadas e o ambiente estava estranho, era uma sensação de algo ruim e incômodo, e eles notaram, pois se entre olharam. O corredor era extenso com várias salas e escritórios. No final havia uma porta aberta, em que viram um certo movimento, ele se encaminharam até a sala.

E o que viram foi algo chocante. Haviam cerca de sete pessoas que pareciam flutuar no ar, com os olhos completamente negros e com marcas semelhantes a mordidas ao redor da boca entre aberta. A sala parecia um vácuo profundo como se fosse outra dimensão.

Ewaldo deu um passo para trás e puxou Luc, e fechou a porta. Os dois voltaram correndo para o evento, chegaram até Gilbert ambos completamente aterrorizados e ofegantes.

— Temos que retirar todos imediatamente! — falou Ewaldo desesperado.

— Mais não foi para isso que vocês foram lá?! Desativar o sistema de segurança para podermos sair.

— Não Gilbert você não entendeu! Tem algo lá em cima que está capturando as pessoas — explicou Luc.

— Como assim? É um terrorista ou algo parecido!

— Não! Eu não sei o que é, as pessoas estão em uma espécie de transe… E estão flutuando no ar...

Gilbert olhou para Luc, meio confuso.

— O que você andou tomando?! Você não veio ao evento drogado não! Né Luc?

— Não senhor Gilbert! O que ele está falando é verdade!

— Está bem! Então me levem até lá em cima!— falou Gilbert duvidando fielmente.

— O senhor está maluco? Claro que não! Eu não vou voltar lá em cima — disse Ewaldo.

— É, mais para abrir as portas nós temos que ir até à sala de segurança, desativar o sistema.- falou Gilbert com um ar de deboche.

— Será que não tem outra maneira? — perguntou Luc.

Enquanto Luc e Gilbert conversavam, Ewaldo pensava em uma maneira de tentar abrir as portas.

Ele foi até um pequeno cômodo que havia perto do banheiro e achou uma chave de fenda, e foi até a porta principal tentar abri-la.

Os visitantes vendo aquela cena começaram a ficar mais nervosos. Gilbert vendo o alvoroço foi até lá para tentar acalmar os ânimos.

— Ewaldo pare! Deixa que eu vou resolver isso!

Gilbert chamou outro segurança para ir com ele até o segundo andar, Luc tentou impedi-lo, mas foi em vão. É em apenas alguns minutos se ouviu um grito e um barulho de passos fortes. Era Gilbert completamente desesperado. Falando que algo capturou o segurança e o arrastou para uma sala.

O pânico tomou conta naquele local, algumas pessoas tentaram quebrar as grades das janelas e da porta, mas a tentativa foi em vão. Então de repente a luz caiu mais uma vez, se ouviram gritos. E a luz começou a voltar gradualmente, foi quando viram duas pessoas que estavam perto da escadaria, serem puxadas por algo invisível. Todos começaram a gritar enlouquecidamente. Tentavam ligar para pedir ajuda, mas estranhamente nenhum celular funcionava.

E todos tentavam entender o que estava acontecendo. Foi quando Ewaldo se pronunciou.

— Gente! Fiquem quietos. Tem algo lá em cima que está pegando pessoas. Não sei se ainda estão vivos. Mais seja lá o que for é muito poderoso. Temos que ficar juntos.

Foi quando Alma teve uma ideia. E foi até Gilbert.

— Esse prédio não tem uma saída externa? Sei lá pelo porão?!

— Sim, sim! Nós só teremos que chegar até o outro lado do prédio.

Gilbert subiu em uma cadeira e comunicou a ideia a todos. Algumas pessoas ficaram relutantes, pois teriam que passar pela frente das escadas.

— E alguém tem uma ideia melhor? Ou vão querer ficar aqui até quê 'isso' leve um por um.— gritou Dany completamente apavorada.

— Tá! Mais se vamos atravessar o saguão, temos que levar algo para nos proteger— uma das pessoas ali comentou.

— Isso! Peguem qualquer coisa que sirva como arma — completou Ewaldo.

As pessoas se espalharam pela sala procurando algo que servisse para sua defesa. Que se resumiu em algumas vassouras e ferramentas.

— Então gente. Temos que ficarmos juntos e andar o mais rápido possível, até chegarmos a entrada do porão — falou Alma dando as últimas recomendações.

E assim seguiu aquele pequeno grupo de cerca de 10 pessoas. Embora quisessem correr o medo meio que os congelava. Eles passaram em frente a escadaria e aparentemente tudo estava normal, mesmo o local tendo pouca iluminação e uma atmosfera aterrorizante, eles continuaram a até a próxima ala que se tratava sobre a história da evolução, por sorte o prédio não era muito grande e faltavam poucos metros para chegar até a entrada para o porão. Foi quando Dany viu pelo reflexo do vidro de proteção algo se movendo.

— Eu acho que tem algo aqui! — disse ela com a voz trêmula

— Vamos andar mais rápido, agora falta pouco — falou Gilbert aumentando o passo.

Foi quando uma das pessoas começou a gritar.

— Socorro! Tem algo me puxando.

Ele foi deslizando lentamente para a sala anterior, em um rápido reflexo, Luc segurou a mão dele e agarrou em um dos bancos chumbado da sala. Logo Ewaldo, Alma e mais um visitante se uniram a Luc para tentar ajudar o homem, e enquanto lutavam para segura-lo. Alma olhou para um dos vidros, e viu algo que jamais imaginária. Era uma criatura que parecia ter restos de outros seres, em uma fusão mal feita, chegava a ser algo abstrato, como em um dos quadros de Luc. Foi quando a criatura soltou o homem, e com o impacto todos caíram.

— Anda vamos sair logo daqui! — falou Ewaldo.

E enquanto eles corriam para se juntar ao resto do grupo, o homem que eles acabaram de salvar foi puxado novamente, mas dessa vez com o dobro da velocidade, ele gritava angustiadamente por socorro. Mais agora nada mais podiam fazer a não ser correr.

E finalmente chegaram na porta do porão, e enquanto Gilbert procurava a chave outro visitante foi levado subitamente. A agonia e o desespero para abrir a porta era enorme.

— Anda abre a porta! Vai logo! Nós vamos morrer! — gritavam todos em uma histeria coletiva.

Gilbert finalmente conseguiu abrir a porta e todos entraram. Ele ligou as luzes do porão e teu para ver um cômodo bem grande e funcionava como um depósito.

Então Alma falou o que viu.

— Eu vi o que está nos caçando!

— Como você viu? — questionou Luc.

— Pelo reflexo do vidro. Eu não sei bem o quê é, mais e horrendo, me deu a impressão de já ter visto em algum lugar — terminou ela já aos prantos.

— Calma nós já estamos saindo. E logo essa noite terrível vai terminar… — disse Gilbert tentando, tranquiliza-la.

Agora eles só teriam que atravessar o porão para sair do prédio. Então começaram a trajetória para sair dali, mas aquela sensação que Luc e Ewaldo sentiram no segundo andar voltou, mas dessa vez todos a sentiram.

— Vocês estão sentindo isso? — indagou Ewaldo.

Todos se entre olharam, e um barulho veio do meio de uma pilha de coisas. Uma das pessoas começou a levitar e depois mais duas. E começou a aparecer pequenas feridas em volta da boca, a expressão em seus rostos era de completo terror. Pareciam querer pedir por ajuda mais não conseguiamse mover. E todos agora podiam ver a criatura.

Que não se dava para definir o que era ou certo, mas pelos buracos em sua pele dava para ver pequenos chamas dentro do seu corpo como se acabasse de sair do inferno, e com o dedo indicador aquele ser horrível fez um círculo em volta da boca das pessoas com o sangue escorria das feridas, e uma pequena luz esfumaçada saiu de cada uma delas que flutuava ao redor da criatura, absorvida por aquele ser.

As pessoas que restaram não conseguiam sair do lugar que estavam, como se algo as prendesse no chão, e a única coisa que conseguiam fazer era gritar por socorro.

O ser se voltou para eles e estendeu a mão que dela brotou uma adaga de punho e lâmina feito de um material parecido com ossos.

Luc e Gilbert se levantaram, Luc pegou a adaga e Gilbert deu alguns passos para trás.

Alma, Dany e Ewaldo olhavam para tudo isso sem intender nada.

— Vocês estão envolvidos nisso?! Por quê? — falou Dany quase sem voz.

— Fama, dinheiro, poder… são tantos motivos rsrsrs — respondeu Luc.

— SEU DESGRAÇADO! Eu juro que isso não vai ficar assim? — gritou Ewaldo desesperado.

— Você acredita que não vão dar por nossa falta?! E os corpos, isso tudo vai ser descoberto. — disse Alma.

— Eu duvido muito, e mesmo que sintam a falta de alguém, os corpos ficarão aqui no limbo. Ou vocês acreditaram que ainda estávamos na pequena e pacata cidade de West Place — disse Gilbert com um riso sádico.

— Mais depois das dúvidas respondidas, lamento, mas tenho que degolar vocês… infelizmente é parte da burocracia do pacto. Rsrsrs! — disse Luc.

— Como você pode ser tão horrível, imundo e egoísta? Matar pessoas inocentes, para o bem próprio — completou Alma.

— Rsrs. Egoísta eu?! Falou a pessoa que destruiu a minha vida, e a minha carreira. Que me fez morar na rua rsrsrs! E só para vocês ficarem sabendo, não tem nenhum inocente aqui, as minhas obras só atraem o que se semelha a elas, porque ver dor e sofrimento mesmo em uma pintura e achar belo não, a nada de normal nisso rsrsrs! Até porque cada obra de arte aqui trouxe vocês para mais perto, do final do pacto. E eu vou ser bem sincero, terei todo prazer do mundo em degolar você e me banhar no seu sangue… —disse Luc enlouquecido.

Dava pare se ouvir os gritos de socorro, por quilômetros. Se houvesse alguém para escutá-los, até que os gritos se cessaram.


12 de Julho de 2022 às 04:19 0 Denunciar Insira Seguir história
3
Fim

Conheça o autor

Sabrina Estevam Um conto de cada vez, assim eu vou me moldando na literatura , é no tipo de escritora que eu quero ser.

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~