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Um Simples Devaneio

Eu assisto as borboletas na vidraça,

Seu bater de asas repleto de graça.

Elas voam livremente, seguindo sem medo pelo meu jardim

E assim, sonho em algum dia ter essa mesma oportunidade,

Quando enfim,

Colocarão sobre minha cabeça uma coroa de alecrim


E minhas asas vão esvoaçar,

Tomarão conta deste lugar

Pelo qual não tenho nenhum apreço

E em que suplico, imploro, peço

Que alguém venha e se proponha a me salvar.


Voarei rumo ao horizonte

E de lá, não retornarei.

O caminho de volta para casa é incerto,

Penso em um dia voltar, mas até mesmo aquele laço que tanto prezo,

Já não me parece concreto.


Abro os olhos quando escuto um barulho.

Sigo presa ao chão e a esta prisão a que chamo de consciência,

Sendo ela minha única companhia neste esquema de existência falho,

Que me causa tanta impaciência.

Logo, continuo a devanear,

As borboletas observar

E assim, sonho com o dia em que tomarei o seu lugar.

29 de Junho de 2022 às 13:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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