gs_sam_naiti Megann .

As memórias que tenho dos dias naquela casa são horríveis, meus momentos finais são piores ainda, nunca mais a encontrei depois daquele dia, e minha alma sofre em remorso pelas coisas que fiz, nesse momento, sinto que nada pode me aliviar, espero que pelo menos ela tenha encontrado paz, e aquele garoto, como eu me arrependo...


Suspense/Mistério Todo o público.

#ritual #sobrenatural #tortura #misterio #378 #terror #horror #psicológico #universo-paralelo #suspense #mistério
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I have to go up

-Já está na hora, eles estão me esperando, eu esperei por isso por tanto tempo. Talvez estive esperando pela minha toda.

-Basta puxarmos isso, empurramos aquilo e pronto, o esconderijo está aberto, aposto que eles já estão com saudades.

Ao descer as antigas escadas, nada podia ser ouvido, somente o som dos passos, e também nada podia ser visto, só a escuridão, e assim foi até a escadaria enfim terminar.

-Olha só vocês, todos tão comportadinhos, dessa vez somos só eu e vocês três, eu sei que tiveram alguns que conseguiram resistir, mas eles se foram por um bom motivo.

Amarrados e apáticos, amordaçados e feridos, seu físico e psicológico estavam tão afetados, que era como se fossem menos que um ser humano, um corpo sem alma, um casulo vazio, a sua volta só se podia ver imundice, com insetos e ratos rastejando por todo lugar, além de marcas de sangue e tortura espalhadas por todo local, e em alguns cantos se notava algumas das ferramentas de trabalho do homem que ali habitava, além de uma especial peculiar de altar e um cobertor branco que estava sobre algo.

Lentamente o homem andou e riscou na parede mais um dia, aquele era o quinto.

-Sabem, esse é um número impressionante, é a primeira vez que chego tão longe, eu estou orgulhoso de vocês, acho que finalmente achei as pessoas certas.

Atônicos, os três olhavam para o chão, se tratavam de uma jovem garota no auge de sua juventude, um homem mais velho na casa dos 40 anos e um garoto, que parecia ter entre 12 e 15 anos, todos amarrados pelas mãos e pés em cadeiras de ferro, tão velhas que pareciam ter sido trazidas de outro tempo, todos estavam amordaçados e vendados, com exceção da jovem.

O homem seguiu caminhando para uma espécie de altar, aonde alguns objetos no excêntricos estavam, então se ajoelhou, e começou a rezar.

A jovem tentou dizer oque estava vendo, porém estando amordaçada, sua tentativa se mostrou inútil

-Tenho uma boa notícia pra vocês, hoje é o último dia de hospedaria dos senhores por aqui, depois dessa noite, nada será o mesmo.

-Acho que já está na hora de lhes dar alguns nomes.

O homem andou lentamente até a garota e segurando seu rosto disse:

-Você é tão linda com esse rostinho tão perfeito, porém ao mesmo tempo tão suja, às vezes o belo realmente está na podridão, enfim, lhe chamarei de Madalena, mas por favor se lembre de que eu não hesito em jogar pedras.

O homem se virou para o mais velho.

-Você será Abel.

E sussurrando em seu ouvido, ele disse:

-Eles não sabem, esse segredo vai ficar entre nós... Nós três...

Ele se virou para a última das vítimas.

-Bom, Lázaro, esse é o seu nome agora, fique tranquilo que em breve o significado lhe estará bem claro.

O homem pegou algumas de suas ferramentas usuais, tampou a boca de Abel assim como os olhos que já estavam tampados, a boca e ouvido de Madalena, e os ouvidos de Lázaro junto de seus olhos, além de tirar o pano de sua boca.

-Lázaro, se você gritar, provavelmente vai ser o último grito de todos aqui, por favor não tente.

Lázaro ja estava muitos dias ali, dias o suficiente para não testar a paciência dele. Olhou nos olhos de Madalena e lhe disse:

-Madalena, você vai ser os olhos, Lázaro será a fala, e Abel a audição e o tato.

O homem pegou uma jarra com algum tipo de inseto.

-Madalena, esse animal se alimenta da carne humana, claro que não exclusivamente, mas isso não vem ao caso, porém ele é digamos peculiar, ele adentra em alguma ferida que tenhamos no corpo e daí adentra em nossos músculos e carne e vai se alimentando, aumentando de tamanho e vai repetindo esse processo até satisfeito, depois disso acho que ele dorme ou algo do tipo, não me dei ao trabalho de pesquisar tudo. Ops, eu quase esqueci de uma coisa.

O homem puxou o cobertor branco que ali estava, e ali residia um homem extremamente ferido, com os olhos amostra, eram olhos de raiva, de rancor, extremamente expressivos, através deles era possível sentir tantos sentimentos negativos, que se sentiam olhando para uma pintura macabra. Todo o resto de seu rosto estava vendado, só havendo poucos espaços pata que lhe fosse possível respirar, seu corpo estava exposto, o homem só estava realizando roupa íntima, e amarrado a cadeira por diversas amarrações.

-Bom, esse é Cain, espero que tratem bem seu novo irmão.

O homem sacou uma faca e realizou um corte profundo no braço de Cain, e em seguida libertou o animal sobre o homem. O inseto seguiu de maneira desesperada em direção a ferida exposta, os que puderam ver tal ato, tiveram a impressão de que o animal não se alimentava a dias, e então ele começou a saciar sua insaciável fome.

Os olhos de Cain demonstravam dor, ele parecia tentar resistir, porém seu desespero era visível para Madelena, e os grunhidos de dor eram notórios para Abel. O homem arrastou Abel e sua cadeira até a frente de Cain, e então desamarrou suas mãos, ele continuava preso a cadeira, Abel aparentava estar extremamente debilitado, e talvez por estar sem ver ou por medo, não reagiu contra o homem, ele lhe deu uma pontuda, porém pequena faca de cozinha, Madalena tentava lhe orientar a atacar o homem, porém pouco pode ser ouvida, e a única resposta que teve, foi um sinal de silêncio do homem.

-Abel vou lhe dar uma missão, com essa faca você pode salvar a vida de nosso amigo ao tirar o inseto de sua pele ou matar ele com um golpe certeiro, é claro, Madalena e Lázaro lhe darão as instruções dentro do possível, é claro.

E sussurrando em seu ouvido ele disse:

-Sugiro que seja rápido, do contrário o irmãozinho não vai durar muito.

Todos ficaram atônicos, sem uma reação imediata.

Após alguns segundos de choque, Madalena viu que o inseto estava se movendo e subindo pelo braço de Cain, e mesmo amordaçada tentou gritar pra avisar os outros.

Lázaro então, tentou avisar, dizendo que o inseto provavelmente estava se mexendo, porém mesmo ouvindo aquelas palavras, Abel não se sentia encorajado a esfaquear cegamente uma pessoa.

O homem irritado com a demora de Abel, trouxe mais dois potes em sua mão.

-Vejo que Abel não se importa com o irmãozinho, mas acho que todo mundo tem algum amor próprio, Abel você não está vendo, porém nesse momento tem dois potes em minha mão, um com outro inseto, e um com um remédio que se ingerido, provavelmente mata o inseto a partir de agora você será mais um hospedeiro---

O homem fez um corte nas costas de Abel e jogou o outro inseto ali, Abel tentou gritar de dor, a expressão dele era de uma dor e desespero imensurável.

-Como eu ia dizendo, se conseguir matar o inseto de Cain, você salva ele, mas também se salva, do contrário, você vai depender da fome de nosso amiguinho não ser muita, mas eu duvido bastante disso.

Abel estava desesperado tentando se soltar, porém estava amarrado a uma cadeira muito pesada e nada pode fazer mesmo com a faca em mãos seu movimento era limitado porque parte de seus braços ainda estavam amarrados na cadeira, Cain já parecia ter se acostumado com a dor do inseto percorrendo seus nervos e músculos, como um paciente que já se acostumou a viver estando doente, Lázaro ficou sem reação, se sentindo impotente na situação, e Madalena não aguentava mais ter que olhar tudo aquilo e ameaçou fechar os olhos por um momento.

-Madalena, se você fechar os olhos ou desviar o olhar, eu juro que eu mesmo coloco esses dois insetos nos seus olhos.

Abel impulsionado pela dor, começou a realizar cortes aleatórios e de maneira cega em Cain, Madalena tentava gritar em desespero enquanto aquela violência lhe era exposta de maneiro grosseira, Lázaro tentava dar orientações, porém com pouco sucesso, e assim se seguiu por minutos. A carne de Cain já estava sendo exposta, em algumas partes já se notava a carne viva dele, e para Madalena já podia se ver o inseto arrancando os pedaços da carne enquanto ele percorria livremente pelo corpo, Abel parecia ficar mais descontrolado a cada momento, os cortes se tornavam mais profundos, porém ainda sim, cada corte só feria ainda mais Cain e o inseto permaneceia percorrendo livremente pelo corpo de ambos. Assim permaneceu, até que Abel sentiu uma dor profunda em seu olho esquerdo, e era ele, o inseto já havia percorrido seu corpo, e lentamente estava comendo todas partes de seu olho, a dor era imensurável, ele podia ouvir o barulho de seu olho se desfazendo, a dor de cada mordida, e então ele desesperadamente tentou com todas forças cortar o próprio olho, e com muita força conseguiu atirar a faca em seu rosto, assim matando o inseto, mas aumentando ainda mais sua dor, no corpo de Cain, o inseto já estava mastigando a pele que estava sob suas unhas, e aos poucos ia soltando cada parte delas, a dor de ambos era surreal, Abel já não conseguia mais pegar a faca de seu olho, seus braços se mantiam distantes por estarem amarrados, e Madalena vendo tudo aquilo já estava com uma expressão que nada transmitia, era como se ela nem estivesse mais viva.

-Olha só Abel, vejo que você cumpriu de) seu objetivo de alguma forma, claro que se mostrou ainda mais egoísta, mas de qualquer forma...

O homem tirou as mordaças da boca de Cain e jogou o comprimido guela abaixo dele, e Cain falando num tom de cansaço e ódio, disse:

-Eu vou matar você, eu juro.

-Abel, tenho a impressão de que ele não estava falando comigo.

Abel continuava sentido uma dor absurda e até alguns espasmos eram notáveis.

-Abel, infelizmente não se tem cura para cegueira e nem para um corte desses, lamento, seus amigos ainda tentaram te ajudar.

O inseto fugiu do corpo de Cain e correu em direção a Madalena, que estava entrando em pânico, ela tentava se contorcer e gritar mas sem nenhuma eficácia, e enquanto o inseto subia pelo seu corpo e já estava alcançando a altura do rosto, ela sentiu uma força enorme socando ela e o inseto, era o punho daquele homem, a força foi tanta que matou o inseto, porém, também desmaiou Madalena.

-O jogo era só entre eles, seu verme miserável, olha oque você me obrigou a fazer.

O homem estava enfurecido e continuou a pisar e xingar incessantemente o inseto no chão.

-Nao se preocupe eu já não preciso de vocês mesmo.

O homem pegou um outro jarro, dessa vez infestado por esses insetos, pegou alguns panos, ateou fogo neles, os jogou numa espécie de caixa metálica, e depois despejou os insetos lá, após isso, ele rapidamente fechou a caixa.

-Isso é oque acontece quando as coisas fogem do controle, tudo entra em chamas...

-Enfim, vamos continuar.

O homem desenhou um símbolo peculiar no chão que se assemelhava a um pentagrama, porém, haviam só quatro pontas e outros detalhes que o diferenciavam. Ele os colocou em cada ponta do desenho, e se colocou no centro, Abel mesmo com um ferimento grave, ainda permanecia vivo, fraco, porém vivo.

O homem começou se despiu, e começou a realizar uma espécie de dança peculiar, era como se seus ossos não restringissem mais seus movimentos, e enquanto ele fazia tais atos, ele proferia estranhas palavras, de um idioma desconhecido por todos naquela sala, a chama da caixa fez um rastro pelo chão e contornou aquele peculiar desenho, lentamente a chama o envolvia, e ia crescendo conforme o homem aumentava o tom de suas palavras, até que a chama o envolveu e o consumiu completamente, causando uma espécie de explosão que atirou todos para longe, o impacto ajudou alguns a se libertar e outros ficaram inconscientes, Madalena continuou imóvel.

Madalena nada podia ouvir, estava completamente inconsciente, atônica, distante de si mesma, e nos seus pensamentos, ela recordou de sua vida.

Em seus sonhos ela se viu de novo na infância, a jovem Madalena lembrou de como sempre se sentiu excluída, vivendo à margem da sociedade, e isso só se intensificou com o passar do tempo. Suas memórias misturadas com estranhas sensações do sono e da violência, alcançaram a sua juventude, e então ela lembrou do momento derradeiro de mudança, após algumas desavenças e brigas, fora expulsa de casa, no sentido mais literal da palavra, e nas ruas teve que procurar uma forma de sobreviver como podia, acabou eventualmente se envolvendo com coisas que não deveria, porém conseguiu sobreviver e assim foram por alguns anos, até que em uma noite solitária de trabalho qualquer, um homem se aproximou, ofereceu um bom dinheiro, ela sentiu o perigo, o arder daquele dinheiro, porém era oportunidade muito boa pra se deixar passar. Nas primeiras vezes tudo correu bem, não parecia ter nada de estranho, porém em um dos encontros, ele à pediu para ir até sua casa.

E nesse momento, em seus sonhos, ela se viu lá novamente, chegou em um táxi contratado por esse mesmo homem, ao entrar, ela o viu esperando ela, tudo parecia normal, ele a chamou para o andar de cima, e enquanto ela subia as escadas, sentia um arder, o cheiro das chamas, e olhando ao seu redor, viu que estava em volta em chamas, a casa estava visivelmente caindo aos pedaços, ela não entendeu muito bem, o homem permanecia no topo da escada, com a mão esticada a chamando, ela subia lentamente, até que ouviu uma voz a chamar vindo do andar inferior, mesmo assim ela continuou subindo, a voz ficava cada vez mais alta, a chama mais quente, e assim foi em cada passo, e quando estava prestes a chegar nos últimos degraus, sentiu um puxão muito forte, e então abriu seus olhos, por fim acordou, e viu Lázaro a acordando de maneira enérgica e eufórica, era possível ver o desespero em seus olhos se dissipando, e sendo tomados pelo alívio em vê-la acordar.

Lázaro rapidamente, tirou sua mordaça e tudo que a prendia. Com a casa em chamas, ela perguntou oque estava acontecendo, e Lázaro disse:

-Ele realizou uma espécie de ritual com todos nós, e no final a chama do próprio ritual o consumiu, e ele simplesmente sumiu de nossa vista, e a chama acabou se espalhando pela casa.

Antes que qualquer explicação mais elaborada ou perguntas pudessem ser feitas, Madalena viu duas figuras atrás de lázaro lutando de maneira violenta.

-LÁZARO, ATRÁS DE VOCÊ

Lázaro rapidamente olhou para trás e viu Cain e Abel brigando, tinha os recém libertado, jamais imaginava que eles realmente lutariam, achava que eles entenderiam que tudo foi obra daquele homem.

-Mas por que estão fazendo isso?

Ambos o retrucaram:

-Lázaro, fique fora disso, isso é entre nós dois.

-Cala a boca, posso sentir o medo, olhe suas pernas, você está tremendo.

Cain correu em direção a Abel, e a luta continuou intensamente, parecia que eles realmente estavam tentando se matar.

Madelena tentou recobrar a consciência de ambos

-A casa está desmoronando, é melhor sairmos daqui logo, parem com essa be---

-Você jamais entenderia, seu "Abelzinho" e eu já nos conhecemos de longa data, e temos algumas coisas pra resolver.

-Cain, você definitivamente nunca aprende.

Cain correu em direção a Abel e a luta se intensificou, Abel ja estava cego de um olho e Cain extremamente ferido, mesmo assim, eles continuavam a lutar e falar palavras que remetiam a um passado que Lázaro e Madalena desconheciam completamente.

-Lázaro, temos que fazer alguma coisa, não podemos deixar eles assim.

Lázaro impulsionado pelas palavras de Madalena, pegou a faca que torturou Abel e estava jogada no chão, foi em direção aos dois tentando acalmá-lo e quando ele já estava quase que no meio deles com os braços estendidos, Cain o empurrou com um chute, e pegando a faca do próprio Lázaro o ameaçou:

-Lázaro, não tenho nada contra você, mas também não tenho nada à favor, se você se meter mais uma vez, te garanto que vai levar mais que um chute.

-Calma Cain, as coisas não precisam chegar a esse ponto, eu, você, Lázaro e Abel, todos podemos sair vivos dessa.

-Não dessa vez...

E então Abel pulou em Cain, fazendo com que a faca em sua mão caísse.

-Saiam logo daqui, eu resolvo as coisas com ele. Abel parecia estar tentando imobilizar Cain, mas sem muito sucesso, os dois continuavam se atracando.

-Madalena, eu vou embora, se quiser ficar com os dois, é com você, não quero morrer por causa de uma briga que eu nem sobre oque se trata.

-Mas Lázaro, eles vão se matar.

Lázaro virou se costas e foi em direção a escadaria que dava pra fora daquela sala de tortura.

E quando estava nos primeiros degraus, ele ouviu passos apressados e alguém gritando:

-Não, espera, eu vou com você.

E os dois seguiram escadaria acima.

-Finalmente a sós meu irmãozinho.

-As coisas poderiam ser diferentes... Você sabe disso.

Enquanto subiram as escadas, Lázaro e Madalena ouviram gritos de dor e raiva, barulhos altos de pancadas contra o solo e a parede, além de outros barulhos que eles não conseguiram reconhecer, e após um tempo, os barulhos cessaram, porém quando estavam nos últimos degraus, ouviram um grito muito alto, porém fraco, como de alguém em seus últimos momentos, e depois ouviram outro grito desses, Madalena olhou pra trás, como que querendo voltar atrás, Lázaro somente a olhou e fez um sinal negativo com a cabeça, com um semblante de reprovação e tristeza, e assim eles continuaram, subindo, sem olhar mais pra trás, só ouvindo as chamas e seus próprios passos.

Ao final da escadaria, passaram pela porta final, que já estava aos pedaços, e então finalmente saíram daquela prisão, e puderam ver a luz do dia, mas ao se aproximar viram que aquela não era a luz do dia, e sim o brilhar de uma casa em chamas durante a noite. Ambos ficaram atônicos em como o fogo se espalhou rápido, Lázaro tinha recém fugido, parecia surreal a casa já estar naquele estado, mesmo sendo de madeira, aquilo foi rápido demais, porém não havia tempo para reflexões, precisavam procurar a saída o mais rápido possível, e por isso saíram rapidamente daquele cômodo que aparentava ser um quarto.

O quarto deu pra um corredor que também era composto inteiramente de madeira, eles estavam no final do corredor, estranhamente não haviam chamas iluminando esse corredor, só conseguiam ver as luzes por algumas brechas de portas e entradas de outros cômodos, o corredor aparentava não ser longo, porém o medo do inesperado os fez ansiar, e no anseio, no medo, na aflição, eles ouviram um barulho estranho como que o de algo caindo no chão, e em seguida, gritos histéricos que não sabiam identificar se eram de raiva ou de dor, mas era claro a direção que eles vieram, e foi do fim do lado oposto do corredor, sentiram um arrepio profundo em sua espinha, porém não tinham alternativas, então, cuidadosa e por consequência lentamente eles seguiram caminhando, até um estrondo mais forte ter sido ouvido, e ir aumentando gradativamente, parecendo vir de cima deles, e conforme o barulho aumentava e eles andavam gradativamente, um estrondo mais alto vindo de suas costas foi ouvido, e então, eles olharam para trás, e nada aconteceu, resolveram seguir caminhando, dessa vez mais rápido, então ouviram um barulho ainda mais alto, olharam para trás, e a parte superior havia se despedaçado, podiam ver os escombros ali, inclusive em chamas, porém, um buraco parecia ter sido aberto no chão, oque quer que tenha caído, acabou indo parar naquela câmara de tortura, o corredor permanecia imune às chamas, porém ouviram passos violentos e velozes vindo da escada, acharam se tratar daquele homem, correram em direção a saída, até que ouviram o barulho da porta sendo empurrada, e lá estava ele, tinha parte do corpo pegando fogo, Madalena logo percebeu que realmente se tratava do mesmo homem do porão, ele veio correndo com uma velocidade surreal pra quem se recuperava de uma queda e de um impacto forte, e a chama em seu corpo se espalhava pelo corredor conforme ele corria, rapidamente eles correram desesperados para a saída, no limite alcançaram a porta, conseguiram sair, a porta foi fechada e por alguns momentos Lázaro sentiu um alívio.

24 de Maio de 2022 às 22:08 0 Denunciar Insira Seguir história
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