jeongukiss Mikaela Andrade

❝Dizem que o francês é a língua do amor e que pela sua melodia, é considerado o idioma dos românticos, com mais de 100 milhões de falantes nativos no mundo. Isso não tem sentido para mim, quem afirmou uma coisa dessas? Eu não sou de nenhum país que tenha o francês como língua nativa, porém, expresso o meu romantismo quando eu bem quero e de todas as formas que consigo. Sempre gostei de ser romântico e demonstrar os meus sinceros sentimentos de carinho e gratidão. Ainda mais para quem me é especial de verdade. Alguém especial como Jeon Jungkook.❞ |Versão Jikook|


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#france #jeon #park #oneshot #bts #jikook #jungkook #jimin
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Le langage de l'amour

Dizem que o francês é a língua do amor e que pela sua melodia, é considerado o idioma dos românticos, com mais de 100 milhões de falantes nativos no mundo. Isso não tem sentido para mim, quem afirmou uma coisa dessas? Eu não sou de nenhum país que tenha o francês como língua nativa, porém, expresso o meu romantismo quando eu bem quero e de todas as formas que consigo. Sempre gostei de ser romântico e demonstrar os meus sinceros sentimentos de carinho e gratidão. Ainda mais para quem me é especial de verdade.

Alguém especial como Jeon Jungkook.

O rapaz de fios lisos e amarronzados nasceu na Capital da França, mas possui traços asiáticos. E eu descobri mais tarde que ele não entendia a minha língua, muito menos qualquer outra que, a primeira vista, parecesse falar. A minha sorte, era estar ali naquele país para aprender a dele. Ou melhor, aprender a língua dos românticos.

A antecedência dele se esqueceu dos costumes da Coréia do Sul. Ele disse que sua família veio de lá, entretanto, por que resolveram abandonar o seu passado para abraçar uma nova nação? Por que Jungkook morava naquele lugar tão longe de onde sua família despediu-se dos antigos caminhos traçados? Eu vim do sul da Coréia para estudar um novo idioma por um ano e acabei me encantando por um rapaz asiático, que na verdade era francês.

A vida é engraçada às vezes.

Passou pela minha cabeça abandonar minhas origens para ficar na França também.

Abençoado foi o dia em que entrei numa lojinha de conveniências da cidade para comprar algo comestível, a fim de matar a minha fome e tive o prazer de ter visto o garoto mais beau que já encontrei na vida. O sorriso dele ganhou o meu coração no mesmo segundo em que fora dado e seus olhos puxados com olheiras embaixo deles se direcionaram para mim como se soubesse que eu estava o observando. Fiquei hipnotizado.

Era tão bonito que mal dava para acreditar que era real.

O rapaz que tinha pegado apenas um pacote de batatinhas fritas e uma latinha de energético seguiu para o caixa com pressa e eu não me contive em ir atrás dele. Havia me interessado por ele naquele instante e precisava saber quem era aquele ser tão belo.

Jungkook é um rapaz extrovertido, fofo, às vezes estressado quando nada sai como ele quer e tem um enorme talento para a dança. É um b-boy incrível e adora dançar nas ruas da famosa Paris com alguns de seus amigos. No meu tempo livre com ele, sempre me perco admirando-o enquanto dança. Ele é gracioso, parece flutuar lentamente no ar quando dá os seus saltos e cai no chão com precisão. Meu coração sempre se enchia de orgulho toda vez que os seus passos saíam com perfeição e me sentia cada vez mais encantado por ele.

"On se demande parfois si la vie a un sens et puis on rencontre des êtres qui donnent un sens à ele", saiu de seus lábios pequenos e finos, em um de nossos vários encontros.

Apaixonei-me por ele nesse momento.

Eu concordava com seu pensamento. Às vezes nos perguntamos se a vida tem um verdadeiro sentido, e então conhecemos pessoas que dão sentido a ela. Como havia acontecido comigo ao conhecê-lo um mês antes.

"Rien ne t'égale tous les autres à coté de toi sont minables", disse ele para mim, enquanto andávamos em uma das pontes mais românticas da cidade, A Ponte dos Cadeados, onde vários casais prendem cadeados com suas iniciais à ela e prometem amor eterno. E sim, fizemos isso.

Emocionei-me imediatamente, fui pego de surpresa quando ele disse que ninguém era igual a mim. Senti-me único para ele. Ele era único para mim também.

Dois meses se seguiram com muitos encontros, não conseguia mais ver os meus dias sem ele. Queria apenas ir encontrá-lo depois de minhas aulas de culinária e de língua francesa e treinar com ele minha pronúncia. Não perdia também a oportunidade de provar seus lábios; os beijos dele eram os melhores que já havia sentido, incomparáveis.

"Les plus belles choses dans la vie ne peuvent pas être vu, ni touchés, mais se font sentir que par cœur". Ah, eu simplesmente amava quando ele dizia essas coisas piegas.

As mais belas coisas da vida não podem ser vistas ou tocadas, mas sim sentidas pelo coração — era o que eu queria dizer a ele também. Eu estava perdidamente apaixonado e parecia estar vivendo em um filme francês antigo e extremamente clichê.

"Je t'aime, Jimin", ele foi o primeiro a dizer... que me ama.

Respondi unindo os nossos lábios em um beijo caloroso, desesperado por seu gosto, tentando demostrar o meu amor por ele também. Cinco meses foram o bastante para ter certeza de que Jeon Jungkook era o amor da minha vida e não o deixaria por nada. Em seguida, fomos para o meu apartamento alugado, pequeno, bagunçado e desconfortável, mas nada disso importava. Nós iriamos nos amar de qualquer forma. Ali o tive inteiramente para mim.

"Moi j'ai besoin de ta tendresse. De tes baisers, de tes caresses", gemia rouco em meu ouvido.

Cada tremor em meu corpo, gemidos libertos de minha boca e apertos que dava em sua carne, era uma resposta positiva aos seus atos, enquanto o sentia se movimentando dentro de mim. Eu também precisava do amor dele. Dos seus beijos, dos seus carinhos. Eu precisava somente dele.

Exatamente seis meses após nos conhecermos, começamos a namorar oficialmente, a pedido dele, que aceitei sem hesitar. Eu não sabia como tudo continuaria a partir dali, já estava a um tempo estudando naquele país, e, tinha um prazo para voltar pra casa. Jeon ficou triste com a notícia e me pediu para não ir embora, mas relatei que não era escolha minha, teria de voltar a trabalhar para o restaurante da minha família, no qual seria meu futuramente e ficaria sob os meus cuidados. Ele disse então para esquecermos esse assunto, mas isso não durou por muito tempo.

"Jen-jang, Jungkook!", gritei com ele em coreano por impulso, e pela primeira vez, depois de um mês de namoro. Parei de andar e o encarei, fazendo-o ter a mesma reação. Eu não dava a mínima para quem passava por aquela calçada e nos olhava, só queria fazer com que o meu namorado parasse de lembrar-se tanto do fato de que morávamos em países diferentes.

Era estressante pensar nisso todos os dias. Droga, não era minha culpa, e, muito menos dele.

Suspirei, pedi desculpas por ter xingado e o abracei forte, falando para que esquecesse aquilo, e que de qualquer forma, eu continuaria sendo somente dele, não importaria a distância que houvesse entre nós.

Com três meses de namoro, ele me levou para conhecer sua família. Fiquei nervoso, afinal, não sabia como iriam me tratar. Mas, para minha surpresa, fui muito bem recebido pelos pais dele, o jantar fora incrível e ainda consegui conversar com todos sem nenhum problema, tendo uma ajudinha de Jungkook para entender uma palavra ou outra, mas nada demais. Após o jantar, acabei por conversar mais um pouco com os pais do meu namorado e descobri várias coisas sobre a vida dele; infância, escola, comportamento, relacionamentos. O senhor Jeon comentou também que seu filho nunca conseguiu aprender o idioma do país de onde a esposa e ele vieram. Tentaram ensiná-lo até, mas o Jeon mais novo sempre foi desinteressado em aprender a falar coreano. O francês para ele já bastava.

"Jal mug gut sum nida", agradeci aos Jeon's pelo jantar em coreano.

Inclinei-me diante deles em respeito, recebendo sorrisos em troca e me despedi cordialmente, antes de voltar para o apartamento onde eu residia temporariamente, acompanhado do meu amor que fez questão em me levar.

Tentei me despedir quando já estávamos na porta, mas ele foi rápido e grudou seus lábios aos meus, trancando a fechadura desajeitadamente, antes de começar a tirar minha roupa. O sexo no chão da sala foi indescritível, bruto, selvagem, matando o nosso desejo. Sem romantismo.

A partir daí, as coisas começaram a mudar... Principalmente quando dois dias depois ele foi me buscar após minha aula de culinária no fim da tarde, como fazia quase todos os dias, e me viu conversando com um colega de sala na calçada, em frente à instituição. Brigamos mais tarde, pois ele alegou furiosamente que o rapaz estava perto demais de mim e me olhava diferente. Para mim aquilo só existia na cabeça dele, então o chamei de infantil em coreano, que o irritou mais ainda e terminamos aquela discussão com cada um indo para o seu lado.

Tudo piorou quando tive que fazer um trabalho com esse mesmo rapaz. Jeon não gostava nem um pouco de Adrien e brigamos mais uma vez depois de dizer para ele que cozinharíamos no meu apartamento. E esse nem era o maior problema. O grande problema de tudo seria o dia em que isso aconteceria, o mesmo dia em que meu namorado participaria de uma competição de b-boys e eu não poderia comparecer para torcer por ele. Isso o deixou muito triste, mas eu não tinha escolha. Fazer um prato criado por mim e meu colega de sala para o meu professor era tão importante quanto o evento dele. Sua expressão dizia outra coisa, enquanto sua boca pronunciava um quase inaudível "bien". Eu não consegui fazer outra coisa que não fosse me desculpar e beijá-lo por toda face entristecida. Ele insistiu em dizer que estava tudo bem e me beijou para tentar me convencer, mas eu sabia que não estava, era mentira dele. E no silêncio da madrugada, fiquei o observando deitado ao meu lado, em um sono profundo e tranquilo, depois de termos nos amado em minha cama.

Sussurrei um "Saranghae, Jungkook" em seu ouvido, como se ele pudesse realmente ouvir que o amo e não lembro ao certo quando fui dormir, mas ao acordar na manhã seguinte, não tinha mais os seus braços em volta do meu corpo.

Um dia antes de ter que recriar a receita feita por mim e meu parceiro de trabalho na sala de aula, o recebi em meu apartamento para que pudéssemos dá-la vida. Um Petit Gâteau simples, de morango, com uma pintada de canela, chantilly e pequeninos cubos de morangos por cima. O rum da receita tradicional, nós trocamos por licor e o sabor combinou perfeitamente. E para acompanhar, uma bola de sorvete de creme. A sobremesa estava impecável, ficamos bastante orgulhosos de nosso trabalho. Mas, o clima entre nós ficou estranho quando Adrien começou a soltar elogios para mim. Diferente de outros que já me dera, esses continham malícia e ele se atreveu a aproximar-se mais do que devia, tentando me beijar.

O loiro conseguiu o que queria depois de me prender contra parede. Tentei empurrá-lo, mas a minha força era insignificante contra a dele, então apelei para os chutes, pedindo para parar. Ele o fez quando notou mais uma pessoa ali, parada ao batente da porta da cozinha. Jungkook não demorou a tirar Adrien de cima de mim, dando-lhe repetidos socos no rosto, e o arrastou a força para fora do meu apartamento, gritando para não se aproximar de mim novamente. Só pude assistir a tudo, seguindo-o quando consegui processar a cena que havia acontecido e o encarei quando fechou a porta com força.

Jeon ficou em segundo lugar na competição de b-boys que participou. Nós não brigamos por causa do que aconteceu, o meu trabalho ganhou nota 9.2 na tarde seguinte e Adrien teve que esconder o olho esquerdo roxeado com muita maquiagem. Não nos falamos mais depois disso, o francês abusado realmente se afastou de mim. E eu estava bem com isso.

"Aimer, c'est essentiellement vouloir être aimé", falei para o meu namorado em um jantar a luz de velas, improvisado no quarto dele. Realmente, amar é essencialmente querer ser amado e eu me sentia assim, amado, pela pessoa que queria ter para o resto da vida ao meu lado. Tudo tinha acontecido tão rápido...

Faltando um mês para que eu retornasse à minha casa, em Busan, o medo que Jeon sentia de que isso nos afastasse completamente voltou a assolá-lo. Eu estava triste também, quase fiz a loucura de largar tudo para permanecer na França, mas não poderia fazer pouco caso do que meus pais fizeram por mim e por minha carreira como chefe de cozinha. Mais brigas marcaram nosso relacionamento, ele se afastou por três dias depois da última, voltou pedindo desculpas aos quatro ventos e implorou para que eu ficasse. Eu chorei em seus braços, e no fim, foram os mesmo que me envolveram quando nos despedimos no aeroporto.

Não houve lágrimas como imaginei que haveria, nem muitas palavras trocadas, sabíamos que aquilo uma hora ou outra aconteceria e um "au revoir" foi dito por ambos, antes de trocarmos um último beijo. Um adeus não era o que eu queria, e rezava para que não fosse permanente.

De volta à minha casa, retornei também para o meu trabalho na ampla cozinha do restaurante de minha família, com a temática inspirada na antiga França e pratos dos mais variados tipos, que eram feitos por nossa equipe e que me lembravam daquele país onde deixei o meu amor. Todos os funcionários, e até mesmo os meus pais, perceberam a minha quietude no ambiente onde antes eu somente sorria. Eu não tinha motivos para isso, Busan não seria interessante se Jungkook não estivesse ali. E eu sentia a sua falta. Falta dos seus beijos, dos seus abraçados, de ouvir sua voz, de sentir o seu perfume, de discutir por besteira, de treinar meu francês com ele e de sentir seu corpo próximo ao meu. Queria o meu coreano francês de volta.

Tudo era triste sem ele, mas... O vento o trouxe de volta para mim, eu acredito.

"Excusez-moi", ele chegou dizendo para a recepcionista. Ainda não havia me visto, mas eu o vi de longe, segurando um enorme buquê com rosas vermelhas. Os olhares de quase todos eram voltados para ele, um rapaz que se misturaria perfeitamente entre nós, mas ao falar o francês fluentemente, chamava atenção como se fosse alguém de outro mundo.

Enquanto perguntava se era mesmo aquele local onde eu trabalhava, me aproximei devagar, e quase senti minhas pernas vacilarem ao ter seu olhar voltado para mim. Seu lindo sorriso fez o meu coração se aquecer, mas ainda estava confuso com o fato dele estar ali. Não era possível. O galante rapaz veio até mim, ajoelhando-se no chão em minha frente e estendeu o buquê na altura de meu peito, fazendo-me sorrir por causa da cena clichê, porém extremamente linda.

Foram quase quatro meses longe dele e várias perguntas embaralhavam-se em minha mente sobre o porquê dele estar na Coréia, lutando também contra minha vontade urgente de tomar os seus lábios invejáveis em um beijo. Foi a melhor surpresa que já me fizeram na vida.

"L'amour c'est comme un élastique tendu par deux personnes, quand l'un part l'autre a mal", ele começou. Eu entendia completamente o que ele queria dizer com; o amor é como duas pessoas segurando um elástico, quando um vai embora o outro sofre. Sofri muito sem ele e ele confessou que sentiu o mesmo. "Je t'aime, Jimin-ssi, et je ne peux pas dire combien de temps on vas rester ensemble car le nombre infini n'existe pas." Ao ouvi-lo falar que ele não poderia dizer quanto tempo ficaríamos juntos, pois o número infinito não existia, senti meus olhos lacrimejarem pela emoção.

Jeon causava essas reações em mim sem muito esforço, deixando-me mais apaixonado por ele do que já era.

Olhares alheios de aprovação, assim como de rejeição eram direcionados a nós, contudo, logo resolvi isso o levando para a cozinha, onde poderíamos conversar sem sermos algum tipo de atração no meio do salão do restaurante.

Segurando minhas rosas, o observei enquanto explicava sua estada na Coréia. A viagem estava sendo bancada pelo Red Bull BC One, uma grande competição de b-boys, na qual iria disputar com os melhores do mundo no evento que aconteceria em Busan. E disse que a primeira coisa que fez quando colocou os pés no país, foi procurar pelo restaurante com o nome que citei em muitos dos nossos encontros e lá estava ele, na minha frente, lindo como sempre e agora loiro. Cansado de esperar, acabei logo com o espaço entre nós, unindo nossos lábios no beijo que eu tanto almejava. Meus pais sabiam sobre ele e alguns dos meus colegas também, então não era preciso explicar muito sobre o rapaz quem eu estava beijando.

E eu não o soltei tão cedo.

Aquele dia em questão marcava um novo momento na nossa história, estávamos juntos mais uma vez e isso era tudo que importava. O resto, daríamos um jeito. Ele iria continuar dançando e eu cozinhando. E seja na França ou Coréia do Sul, o nosso amor seria o mesmo e saberíamos nos comunicar com a linguagem dos românticos.

23 de Maio de 2022 às 16:19 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Mikaela Andrade 『๑•́ i luv kpop, shippes and animes ⊱ 24y ్ఠ✿' just a fan of many things — ♡╹❥ fic writer & designer ❧ ✿

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