_isa_wayland Isabela Silva

Um romance visto de dois pontos de vista, onde um é visto pelo empresário mais importante e chefe máfia mais perigosa da Inglaterra. E o outro é visto por uma mulher que infelizmente cometeu o erro de entrar na vida de Castiel. Os dois terão que se aturar por um bom tempo e decidir como será o fim de cada um.


Erótico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#+16 #vida #Romance # #love #tudo #rico #+18 #chefe #mafia
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Acidente — 01

Durante anos da minha vida eu nunca me meti em um problema tão grande quanto esse. Moro há dois anos na Inglaterra e nunca senti tanto medo de estar aqui. Da última vez que fiz algo errado eu tive que pagar, afinal eu apenas tinha jogado acidentalmente a comida de uma pessoa no chão. Mas dessa vez...o erro era maior ainda.

Eu estava dirigindo meu carro tranquilamente quando fui surpreendida por um homem correndo em uma rua deserta. Ele estava todo de preto, a única coisa que brilhava era seu tênis de marca. Estava perdida nas ruas e não sabia como sair, quando estava virando na rua a esquerda, acidentalmente olhei para o outro lado e não vi o rapaz correndo. A única coisa que eu vi foi um vulto desaparecendo por debaixo do meu carro. É claro que parei o carro e fui prestar socorro.

Quando desci do carro vi que outra pessoa estava saindo de um beco escuro, o mesmo lugar

onde o homem que estava debaixo do meu carro havia saído. Com medo eu gritei: — Não se aproxima!

Minha tentativa foi falha e a pessoa continuou se aproximando, vindo em direção ao meu carro, quando a luz do único poste que tinha ali encontrou a pessoa que estava saindo do beco, vi um homem corpulento e de uma beleza indescritível. Seus olhos eram azuis e brilhavam apenas com a luz amarelada do poste, seus lábios eram grossos e tão rosados quanto uma maçã. Ele usava uma roupa social totalmente preta e a blusa parecia tão apertada que mal cabia os seus músculos ali.

Sorrindo de canto, o homem parou de caminhar e disse com uma voz fraca e intimidadora:

— Você não faz ideia de onde se meteu.

Era visível que aquele homem conhecia o corpo que meu carro acertou. Mas apesar de estar quase sendo dominada por aquele homem, eu me mantive seria e não disse uma palavra.

— Sabe que agora terá que ir a delegacia. Afinal, mesmo tendo assassinado o braço direito do chefe da máfia inglesa, você também mantou um cidadão inglês.

Minhas pernas tremeram quando ele disse Máfia inglesa, eu estava com medo do que poderia me acontecer nos dois casos. Porém, no meu coração eu queria acreditar que aquele belo homem podia estar mentindo. Mesmo tendo várias perguntas para fazer, várias coisas para falar, algo me impedia de abrir a boca e me defender.

O homem ainda estava parado na minha frente e aqueles olhos azuis ainda brilhavam na noite daquela quarta-feira, mas, apesar de tudo isso, eu estava com raiva. Qualquer um podia ter aparecido ali, mas justamente aquele cara resolveu aparecer e me intimidar na frente do cara morto.

— Para sua sorte...— o homem se aproximou um pouco mais e olhou em volta — ninguém viu nada além de mim e vale lembrar que o chefe da máfia já está sabendo do que aconteceu aqui.

— Como? — perguntei toda inocente.

— Eu sou o chefe!

Mais uma vez eu senti o medo crescer em mim, tudo que podia acontecer de pior comigo, já estava acontecendo. E isso já era demais para uma simples mulher. — Prazer, sou Castiel — ele estendeu a mão e ignorou o cara que estava debaixo da roda do meu carro. Mesmo tentando não demonstrar nenhum medo do que podia me acontecer, eu cumprimentei ele e não disse meu nome. — Não vai se apresentar? — questionou a voz intimidadora de Castiel.

— Harper...

Ele sorriu e mudou a direção do olhar, seus lindos olhos azuis se voltaram para seu velho amigo, aquele que eu acidentalmente matei. Castiel fez pressão com seu maxilar e se apoiou no carro. Por uns instantes pensei em dizer algo, mas minha fraqueza era maior do que o desejo de perguntar o que iria me acontecer. Talvez eu saísse viva daquele beco escuro, ou não...essa dúvida que me deixava preocupada e me impedia de sair correndo de longe daquele carro, do homem que eu matei e daquele assustador empresário lindo.

— Você vem comigo! — ele falou em um tom de dominância, simplesmente estava me obrigando a ir com ele. Apesar das circunstâncias, não podia ter dois crimes nas minhas costas em uma única noite. Castiel olhou para mim esperando que eu entrasse no carro e obedecesse a ordem dele. Acho que ele acredita que todos devem obediência e ele, a parte triste disso tudo é que ele está errado. Só uma coisa me faria entrar no carro e esta coisa é uma arma, para minha infelicidade, Castiel tinha uma.

— Não vai entrar?!

— Se eu não entrar, vai fazer o que?! — meu questionamento tolo fez Castiel bufar de raiva.

— Esqueceu que eu sou chefe da máfia? Ou prefere que eu mate você e sua família? Porque posso fazer isso tranquilamente.

Minha força de ficar e minha voz se juntaram e cederam de uma vez, o medo constante de perder tudo e não poder fazer nada, me fizeram obedece-lo. Morrendo de raiva entrei no carro e me rendi à ordem do cara mais perigoso que eu havia conhecido. Sentada no banco da frente, ao lado do motorista, coloquei o cinto e as lágrimas começaram a jorrar dos meus olhos. Eu não consegui controlar, era tudo muito confuso e assustador. Vendo que eu estava chorando descontroladamente, Castiel me encarou com a sua testa franzida e me obrigou a parar de chorar apenas com os olhos.

— Por que não me mata logo?

Ele não disse nada, apenas se virou novamente e colocando o cinto ele começou a dirigir. Parecia que ele era um cara de poucas palavras e sem nenhum sentimento.

O caminho inteiro eu segurei minhas inquietas lágrimas, pequenas gotas que me faziam sentir dois sentimentos extremamente raivosos, a tristeza e a raiva. Mal sabia o que podia me acontecer, mas tinha certeza que não era coisa boa. O caminho era longo, achava que estávamos indo para outra cidade, mas não, apenas estávamos saindo do centro e indo para a mansão do empresário renomado da Inglaterra. Ao chegar na grande casa, passamos por um caminho de belas árvores e Castiel estaciona o meu carro logo em frente a porta de sua casa, ele foi o primeiro a sair e ao dar a volta no carro, ele para na minha porta e abre devagar. Seus olhos percorreram meu corpo inteiro, pude sentir seu olhar quente sobre minha pele, novamente me neguei a ir com ele, me fazendo de tola, olhei para o outro lado e o ignorei na porta. Achava que ele ia dizer algo, que iria gritar ou me intimidar mais uma vez, mas ao contrário disto, Castiel ficou sobre mim e tirou por contra própria meu cinto de segurança. Senti sua respiração quente próximo ao meu rosto e sua mão quente quase encostando na minha pele. Ao tirar totalmente o cinto, Castiel ficou parado mais uma vez diante de mim e com uma voz baixa ele resolveu falar:

— Vamos, temos que entrar.

Parecia não ser ele, ao me virar e ver que aquela voz era realmente dele, saí devagar do carro não por admirar a gentileza do homem, mas sim pelo medo que me cercava, afinal, querendo ou não Castiel ainda estava com a arma no seu quadril.

Saindo do carro, cruzei meus braços e escutei a porta se fechando e a enorme porta de entrada da mansão se abrindo. De lá veio um senhor, parecia ter uns 52 anos, suas roupas eram brilhantes no sentido de estar limpa e seu cabelo, o pouco que lhe restava, estava penteado para trás com gel para segura-lo.

Castiel continuou atrás de mim e velho que estava na porta se afastou fazendo passagem para que pudéssemos entrar na mansão. — Olá senhor, boa noite. — Castiel respondeu com um tapinha nas costas e continuou subindo os poucos degraus.

Ao entrar totalmente na casa, vi que cada detalhe que a compunha custava milhões, eram móveis caros e totalmente novos, pareciam ser importados. Castiel se dirigiu até a minha frente e se inclinando um pouco ficou na minha direção. Ele era um homem alto, quase tão alto quando um jogador de basquete e sua estrutura corporal poderia ser comparada da mesma forma.

— Precisa de um banho...— disse Castiel ao me encarar por uns minutos.

— Não tenho roupa para trocar — minha raiva estava quase para sair totalmente de mim e eu fazia de tudo para não olhar nos lindos olhos azuis dele.

— Acredite ou não, você não é a única mulher que eu mantenho na minha casa, muitas estiveram na minha mão e tive que comprar roupas para elas.

— Não precisa nada que venha de você — novamente a raiva falava mais alto em e mim e meus questionamentos saiam sem permissão.

— Se é assim que deseja, posso te levar para a delegacia e te entregar. Ou te jogo no meio dos membros da máfia e eles irão decidir o que irão fazer com a assassina do Jon, aquele cara que você matou. O meu braço direito!

Olhando para o chão, ignorei olhar para ele e me rendi novamente aquele tipo de tratamento.

— Tem algum pijama?

Castiel de endireitou e virou de costas. Voltando a olhar para frente, vi que uma mulher estava conversando com ele, era uma mulher alta e relativamente nova, talvez um pouco mais velha que eu. Ele se virou novamente para mim e eu mudei mais uma vez a direção do meu olhar.

— Tem alguma preferência de cor? — parecia um tipo de deboche aquele fala de Castiel, mas ignorei com o mesmo tipo de tratamento — Quero um preto, parece combinar com essa jovem.

Castiel estendeu a mão na minha direção, na intenção de que eu a segurasse. Mas ao ver que isso nunca iria acontecer, ele puxou me braço e me levou até a escada. Subimos a longa escada que ficava no centro da sala e Castiel me levou para um quarto, era um cômodo bem grande, realmente era uma mansão. O quarto tinha uma grande cama de casal, possuía um banheiro enorme e um closet bem grande, mesmo estando vazio, ele ainda era encantador. O chão e as paredes tinham uma cor neutra, quase um nude, mas não de um jeito que pudesse deixar alguém louco da cabeça.

De braços cruzados eu fiquei parada em frente a cama, meu medo é que aquele violento homem pudesse me fazer mal. Ele ainda estava quieto e eu não sentia ele perto de mim, o que era um bom sinal.

— Aqui está seu quarto. Na verdade você ficará no meu quarto, porém ainda irei tomar meu banho e você também. Antes de dormir, você se mudará para meu quarto.

— Não vou dormir com você — disse a ele sem olhar em seus olhos.

— Não se preocupe, não estou querendo nada com você.

Ao escutar isso, senti a porta atrás de mim se fechar e o som da chave girando fez um grande eco no quarto. Dando uma volta no quarto, percebi que estava sozinha e não existia uma maneira de fugir daquele lugar enorme, bonito, mas totalmente assustador.

Fiquei um tempo sentada na cama até que a porta foi destrancada e aberta. Olhei imediatamente para ela e vi que era o Castiel, nas mãos enormes dele tinha uma toalha e roupas, como de costume ele estava de cara fechada. Caminhando na minha direção, Castiel entrou as roupas e a toalha.

— Aqui está, quando estiver pronta, bata na porta e abriram para você. Estou te esperando na sala de jantar.

Sem ter uma resposta, Castiel saiu do quarto e trancou novamente a porta. Visto que estava sozinha novamente, peguei as roupas e a toalha e segui até o banheiro, trancando a porta fiquei uns minutos ali desejando estar louca ou em um pesadelo passageiro. Percebi que não era exatamente assim e que eu estava realmente na vida real trancafiada em uma mansão cheia de armadilhas. Tomei meu banho e tentei demorar bastante tempo, quando me dei conta que haviam se passados minutos, sai do banheiro, coloquei um pijama bem bonito e bati na porta. No mesmo instante a porta se abriu e lá estava o velho que eu havia visto mais cedo. Em seu rosto tinha um sorriso singelo e sua voz era doce, — Irei acompanhá-la até a cozinha —, fechando a porta do quarto, o velho mordomo me guiou até a cozinha para escolher o que iria comer. Chegando lá encontrei um enorme cômodo, cheio de objetos e móveis maravilhosos, assim como o restante da casa. Olhei para as comidas e tudo era muito lindo e totalmente tentador. Quando iria dizer algo, escuto uma voz grossa atrás de mim, um voz comum.

— Vamos jantar? — era o Castiel. Ainda de braços cruzados, me neguei a virar de costas e olhar para ele, preferi ficar quieta e ignora o fato de que ele havia feito uma pergunta — Gosta de lagosta?

Novamente não disse nada, continuei quieta e imóvel diante dele. — Monte um prato para ela. Coloque um pouco de tudo. — sua voz de autoridade máxima fez eco na cozinha, mas o ordem foi interrompida por mim.

— Não! Não posso comer...

— Resolveu falar, que novidade! — o jeito que ele falou tinha um tom de deboche e ao se virar mim ele perguntou novamente — Gosta de lagosta? Ou acha que vou te matar com veneno na comida?

— Se me obrigada a comer isso, com certeza vai me matar.

Olhando nos olhos dele, percebi a leve mudança de expressão, no fundo era visível que ele queria saber o motivo, talvez uma preocupação passageira.

— Tenho alergia a lagosta...

Ele se virou para a comida e ficou um tempo olhando aquilo, ao perceber que precisa fazer algo, sua voz grave saiu novamente, — Gosta de pizza? Pode comer? — ele estava com o celular na mão e estava digitando enquanto falava.

— Posso sim.

— Ótimo, Joseph, compre pizza. — disse para o velho mordomo.

A mulher que estava na cozinha se dirigiu ao Castiel e cochichou algo em seu ouvido. Apesar de sentir que era algo sobre mim, resolvi não ligar e seguiu para a sala de jantar.

2 de Março de 2022 às 18:41 0 Denunciar Insira Seguir história
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