capitaosorriso Não Estamos só originais

Um guia espiritual e um guerreiro, ambos da mesma família, ambos Guieiros. Mas, digamos que sua família tem uma história bem diferente.


Aventura Todo o público.
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A terra do sol nascente

Não sei se conhecem a história de Obadias Matias Guieiro, ou a de Acácio Eustáquio Guieiro. Mas esses homens já contaram a sua história, porém, não, a de seu sobrenome, até porque a desconhecem. Não por isso ela é menos interessante, Acácio morava na França, mas os Guieiros não vieram de lá, vieram de Portugal, e é lá que nossa história começa.


No ano de 1540, no dia 21 de março, nasceram gemidos bem foras da curva, (siameses). Unidos pelo braço esquerdo com direto. Na noite em que eles nasceram, tiveram que separar os dois, e graças a isso os dois haveriam de passar a vida inteira sem um dos braços. O que nasceu sem o braço esquerdo, era o primogênito, sendo batizado de Álvaro. O que nasceu sem o braço direito era o caçula, sendo batizado de Milo. Os irmãos nasceram em uma igreja, e pouco antes de separarem os meninos, o sacerdote encarregado pela igreja entrou no quarto do parto com um vaso de azeite. Pediu que alguém segurasse os meninos, passou azeite no seu dedão, e depois na cabeça dos dois. Feito isso, passou azeite em toda mão direita, e segurou no encontro dos braços dos meninos, e disse: _ A união que esses dois tem vai muito além dos braços, muito além do que se pode ver, vai muito além até, do que a nossa limitada mente é capaz de imaginar. Eu irei fazer milagres através da vida deles, eu serei o seu Senhor, e o seu pai, e eles serão meus servos, e meus filhos. Eu irei honrá-los, e eles me amaram acima de todas as coisas. Quer saber como eu sei disso? Porque eu já conhecia eles antes do ventre de sua mãe, eles viveram para mim, e o farão pelo mesmo motivo que eu morri por eles, amor. Eu os guiarei, e eles irão guiar a outros, por isso vão se chamar Guieiros, assim diz o Senhor. Então assim foi feito, logo que seu pai saiu da igreja com eles, os registros como Milo e Álvaro Guieiro.


O pai deles era um marinheiro, e frequentemente ia até Nagasaki no Japão, vender mercadorias. Quando Álvaro tinha 10 anos, seu pai o levou até a sua primeira viagem marítima. Ele estava muito empolgado com a viagem, diferente do seu irmão Milo, que preferiu ficar em casa. A viagem foi longa, mas estava tudo bem, até que um vento forte vindo de outra direção, mudou a trajetória do barco. O que eles não sabiam, é que isso traria eles perto demais dos domínios de Wang Zhi, um temido pirata japonês. Quando os piratas os avistaram, roubaram, mataram, e destruíram tudo que encontraram pela frente. Com exceção apenas de Álvaro, já que era uma criança. Não pouparam a vida de Álvaro por misericórdia, mas por receio. O prenderam nas ilhas Goto, domínio de Wang Zhi, um território próximo a Nagasaki. No dia seguinte, pretendiam matar Álvaro, mas, chegando a hora 00:00, Drake Zhi, filho de Wang, foi visitar a cela do Álvaro. E aproximando se das barras falou: _ Você não é comum, tem algo de diferente em você, mas eu não sei dizer o que é. Álvaro: _ Não tem segredo algum. Drake: _ É o que pretendo descobrir, vamos começar com seu nome. Álvaro: _ Eu me chamo Álvaro Guieiro. Drake: _ Você falou o primeiro e segundo nome, tô dizendo você é diferente, por falar nisso, e o seu cabelo? Álvaro: _ Como assim? Drake: _ Seu cabelo é vermelho, nunca vi nada parecido. Álvaro: _ Você é um japonês negro, nunca vi nada parecido, mas eu nunca tinha visto um japonês até hoje, então. Drake: _ kkkkk, todo mundo repara, mas ninguém tem coragem de dizer, meu pai fazia comércio com os portugueses a algum tempo, e uma vez ele viu na embarcação deles uma escrava tão linda, mais tão linda, que ele não aceitou que ela fosse escrava, ele comprou ela e a libertou, e também a conquistou, pouco tempo depois a mataram, sabe como é né, ser diferente é dose. Álvaro: _ Eu sei como é. Drake: _ Está falando do seu braço? Álvaro: _ Não, estava falando do meu cabelo. Drake: _ kkkk. Álvaro: _ Pera aí, você fala o meu idioma. Drake: _ kkkk, agora que você percebeu, kkkk, meu pai faz negócio com portugueses desde antes de eu nascer, e claro que ele me ensinou a falar sua língua. Álvaro: _ Gostei de você, qual seu nome? Drake: _ Como diria você, Drake Zhi, mas aquela coisa de ser diferente, não estava falando da sua aparência, tem uma coisa diferente em você, no seu olhar, falar, você sabe o que é? Álvaro: _ Na minha igreja dizem que a presença do espírito santo, faz o homem parecer com Jesus. Drake: _ Tá aí, faz sentido, bom eu vou te deixar dormir. Álvaro: _ Como eu vou dormir, nem sei se vou ver o pôr do sol de amanhã. Drake: _ Durma tranquilo Guieiro, para te matarem vão ter que passar por cima do meu cadáver. Os dois criaram um respeito mútuo naquela noite, até porque tinham a mesma idade.


Graças a isso, Drake convenceu os piratas a não matarem Álvaro, mas havia um problema, Wang Zhi estava em Tóquio resolvendo um assunto, os piratas teriam que ir até lá também, e não sabiam o que fazer com o Álvaro. Drake então sugeriu que levassem Álvaro junto, os piratas foram contra. Então Drake ordenou que levassem o Álvaro junto.


Ao chegarem lá, os piratas levaram Álvaro ao lugar que eles ficariam até voltarem para as ilhas Goto, a casa de um homem de índole muito duvidosa. E Drake, havia deixado seus bichinhos de estimação com esse homem. Entretanto, esses bichinhos eram tão incomuns quanto o dono. E Drake gostava tanto deles, que a primeira coisa que fez ao chegar lá foi revê-los, entrou em uma grande sala, que tinha gaiolas nas paredes, no chão, e até no teto, lotadas de corvos. Quando ele entrou, rapidamente seus amiguinhos ficaram animados, imagine centenas de vozes dizendo, Drake, Drake, Drake. Ele ordenou que eles dessem um abraço nele, e os corvos sem perda de tempo abriram as gaiolas, e subiram em Drake, mas não deram nele nem um único arranhão. Drake vive com aqueles corvos nele para cima e para baixo, mas como não queria assustar o Álvaro, levou até ele só um, o seu favorito, que se chamava Ryu, e tinha o bico pintado de vermelho.


Drake então levou Ryu na ponta de seu dedo indicador até Álvaro, o colocou no ombro de seu amigo, e ordenou que Ryu o cumprimentasse, "oi Álvaro", ele disse. Drake então disse para Álvaro: _ Esse belo pássaro e seus irmãos são o mais próximo que eu tenho de amizade, pelo menos até agora, seremos como irmãos, e ninguém vai te machucar, eu prometo. "Tudo bem, Zhi, eu acredito em você". Disse Álvaro, que começava a gostar da ideia. Porém, quando Drake e os piratas foram embora, e Álvaro ficou preso na casa, o homem que o vigiava caiu em um sono profundo, e a porta da casa se abriu.


Álvaro, pois se de pé, e sabendo que isso era obra de Deus o perguntou: "pai, devo eu fugir? Drake disse que eu ficaria seguro, deveria abandoná-lo?" Depois Álvaro bicou o copo do adormecido pirata, e sentindo o gosto deixou o copo cair no chão, o líquido que estava no copo congelou, formando a palavra 2 Coríntios 6:14. E Álvaro conhecendo a palavra, sabia que lá estava escrito: não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? Álvaro percebeu que se ficasse com eles seria corrompido, com essa motivação fugiu.


Alguns dias depois, Álvaro estava morando na rua, quando viu um menino roubar um homem. Como o rapaz tinha a mão leve, o homem não percebeu. Então Álvaro brigou com o menino, pelo saquinho de arroz que ele havia roubado, mesmo não vencendo a luta, recuperou o saco de arroz do homem. Mas o menino correu atrás dele, mesmo assim Álvaro conseguiu chegar no homem a tempo. O homem o agradeceu, mas Álvaro não entendeu, pois falavam idiomas diferentes. Ainda assim o homem percebeu que Álvaro estava com fome, e isso só deixou ele ainda mais admirado com a atitude do rapaz. Esse homem não era um homem comum, seu nome era Haruto Hiroshi, e ele era um samurai estéreo que trabalhava para o imperador. Ele já estava atrás de um discípulo para ser seu sucessor, quando Álvaro apareceu.


24 de Março de 2022 às 21:22 0 Denunciar Insira Seguir história
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Homens e mulheres de grande fé, passando por momentos de aflição, raiva e alegria sempre pra honra e glória de Deus. Leia mais sobre Por ventura.