juanpablo Juan Diskay

Iria casar. Fui conduzida a fazer um exame de rotina. Não sabia que seria tão detalhado e tão profundo.


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APENAS UM EXAME

Em raro momento de descanso, sentei um pouco para aliviar meus doloridos pés após uma maratona de dez ou mais horas desde a preparação até a cerimônia do meu casamento. Ainda fiquei cerca de duas horas em pé, recebendo os padrinhos, parentes e convidados apoiada apenas em uma sandália com salto agulha. O sangue fervente dos tios e primos tornava o ambiente ainda mais exaustivo. Sou abrandada por natureza apesar de ter nascido na Argentina, minha mãe ser italiana e meu pai espanhol. Mudamos para França quando eu tinha doze anos. Assim misturei quatro nações na minha alma, incorporada com o legado das misturas étnicas dos meus pais. A minha moderação veio mais em frequentar escola e colégio de freiras até o término do meu ensino médio. Vim para o “mundo” praticamente com dezoito anos. Mas isto não importa agora. Precisava dar a atenção necessária para os presentes, pois a maioria viajou horas para esta consagração, como se eu importasse com isso. Ouvia-se “Nossa! Como está linda!”, “Maravilhosa”, “Meu Deus! Está divina!” e blá, blá, blá misturada com outras tantas baboseiras. Uma torre de Babel. E tudo foi preparado pela minha linda e vigorosa mãe. Quarenta e cinco anos de pura energia e beleza. Morena de olhos claros, ainda chama muito a atenção dos irrefreáveis homens. Meu pai só faltava morrer de ciúmes. Mas a vida íntima deles ainda era intensa. Ontem mesmo ouvi os murmúrios corroborando uma noite inacabável e deliciosa. De origem adriática, me protege como um bibelô, estando hoje preocupada e triste pois agora estarei à mercê apenas no cuidado e caprichos do meu marido, que é um belo holandês tímido e discreto. O ambiente estava como uma torcida celebrando um título inédito. Nunca havia visto tanta agitação.

Mas no meu íntimo ainda saboreava uma consulta médica que fizera a dois dias atrás, quando minha querida mãe insistiu que deveria ir ao ginecologista para ver se minha saúde sexual estava boa. Só uma rotina feminina. Ali estava sentada na antessala cheia, nervosa e acanhada como sempre, tentando aquecer minha gélida e úmida mão nas mãos da minha mãe que sempre me acompanhava nestes momentos. A previsão que seria atendida apenas dali a duas horas, mas mesmo assim mama mia perseverava na espera. Até um cochilo me dominou. Finalmente meu nome ressoou dos lábios da atendente. Entrei..., não, entramos e logo minha mãe foi abortada da presença do meu exame. Isto depois de falar quinze minutos sob a atenção paciente do médico, que por sinal, onde é que acharam aquele homem? Era inevitável deixar de olhá-lo. Tinha uma beleza escandinava e hipnótica, um ser perfeito e educado. Acho que minha mãe queria mesmo era jogar um charminho para cima dele, vislumbrada com os atrativos e a descarada sedução.

A sós no consultório, respondia as perguntas intrínsecas à minha saúde no geral, ainda sonífera com semblante daquele ser humano. Já fiz outros exames ginecológicos, mas nunca havia ficado tão desconfortável diante de um médico. Quase desmaiei quando me pediu para tirar toda a roupa, vestindo apenas um fino avental. Sentar naquela cadeira foi como um animal para o abate. E fui abatida mesmo. Os toques suaves nos meus seios, pressão no meu abdômen, estetoscópio correndo em determinadas partes, procurando algo de errado, até o momento inexistente. Eu ofegava de nervosismo. A voz cativante me confortava enquanto deslizava suas mãos no meu adjudicado corpo. Queria sair correndo daquele lugar. Mas muito mais que a ansiedade, estava inacreditavelmente excitada. Não viajava em momentos íntimos com aquele homem, sabendo que isto é ilegal. Foi quando ele apoiou minhas pernas no suporte que realmente fiquei à deriva. Podia fazer o que quisesse comigo. Estava pronta para ser consumida. Os toques suaves no meu púbis eram como uma massagem pélvica. Continuava examinar finamente minhas intimidades. Quando tocou no meu clitóris, quase gozei. Cheguei a gemer de prazer. “Hum, hum!” foi a minha resposta para saber se estava tudo bem comigo. Um elogio me anulou de vez. Não sabia que minha vagina era tão bonita e que combinava com a minha beleza. Que tipo de médico diz estas coisas à sua paciente? O olhei quando colocava o pato de abertura para examinar internamente. Não estava aguentando. Minhas origens latinas afloraram naquele momento. Pouco me importava se estava fazendo o procedimento de forma sensata ou inconveniente. Eu queria transar. Me perguntou se havia tido alguma atividade sexual nas últimas vinte e quatro horas. O “não” como resposta o fez estranhar pois observara uma excessiva umidade interna, com fluídos semelhantes a sêmen. Será que eu deveria gritar que estava profundamente excitada? Lubrificou a mão e introduziu o dedo médio no meu ânus. Meus gestos informaram o desconforto sexual. A sensação era que fazia movimentos de acúmen. Iniciou desconfortável, mas depois melhorou. E como melhorou. Tirou o pato atrevido e levantou indo até sua mesa. Retornou e continuou tocando nos pequenos lábios, no clitóris, no períneo e no ânus. Não tinha mais como fugir. Não entendia porque eu queria que alguém entrasse na sala e acabasse com tudo. Na verdade, era mesmo o medo que alguém interrompesse. Senti sua língua vibrante limpando o excesso do meu líquido seminal. Chupou meu clitóris e lambia minha carne quente e molhada. Mordiscou meu períneo. Levantou e afastou a cadeira. Desabotoou a calça. Estava como eu. Era grande e avermelhado. O ar me faltava. Não queria gritar. Aproximou e me beijou. Embarcou entre minhas pernas, e logo senti ser invadida. Estava todo dentro de mim. Sua virilha tocava nas costas das minhas coxas. Estava mesmo me penetrando. Tapou minha boca e somente sentia a cadeira balançando enquanto usava seu pênis para um exame de colposcopia. Fiquei em transe. Quase um desmaio. Não acreditava no que estava acontecendo. Vou processá-lo pela ousadia. Mas antes termina de me foder. Ficaria horas ali naquela posição. Não aguentei segurar. Gozei. Gozei deliciosamente. Como nunca antes. Estava encharcada. Mais algum tempo ali me enchendo de músculo rígido, entre gemidos e ofegação, tirou da minha desejosa vagina e encostou no meu traseiro. Quis impedi-lo. Mas queria saber como seria. Optei pela segunda alternativa. Doeu quando a cabeça entrou. Me beijava, me acariciava e me confortava. Me dizia coisas deliciosas. De como era uma mulher linda. De como não conseguiu resistir. De como eu era gostosa. Que era a mulher mais linda que havia visto. Que me amava. Me ludibriou. Já estava tudo dentro. Estava gostoso demais. Fiquei exausta com tantas emoções. Não demorou e senti-o enchendo meu traseiro com o seu creme do amor. Não consegui segurar. Defequei ali mesmo. Me tirou carinhosamente da cadeira. Me levou até o banheiro. Não sei quanto tempo fiquei. Mas acho foi o suficiente para ele limpar tudo. Me vesti e quando retornei, pensando em pular no seu pescoço e dar um beijo de agradecimento, a enfermeira já estava com ele terminando a assepsia. Pedi milhões de desculpas. Fui apartada pela bela enfermeira dizendo ser normal. Será que ele fazia isto com todas as pacientes? Safado. Ele pediu para que retornasse no dia seguinte para pegar o resultado dos exames. Minha mãe reconheceu minha transformação. Inventei uma desculpa qualquer. Nem lembro. Ansiei retornar no dia seguinte. Recebi um envelope com dois diagnósticos. Um era uma receita de alguns remédios e vitaminas. Outro dizendo eu ser a primeira paciente que ele quis, que os elogios eram verdadeiros e se lembraria de mim para sempre. Solicitei a enfermeira se podia falar com ele. Me informou ser impossível. Teve um problema grave de ordem familiar. Viajara ontem mesmo para o seu país de origem. No Norte, eu acho. Não sabia se ele retornaria. Aquele foi o último dia dele ali. Eu fui a última paciente que atendeu. Deixou uma tatuagem profunda no meu coração.

Me excitei com estas lembranças. Queria fazer amor, muito amor nesta noite. Meu marido com certeza não me daria tanto prazer como aquele dia. E era para ser apenas um exame de rotina. Aquele filho da mãe gostoso.

25 de Janeiro de 2022 às 19:37 0 Denunciar Insira Seguir história
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Juan Diskay Imagino os segredos e desejos mais íntimos de um ser e alimento-os com histórias picantes.

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