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Min Yoongi é o Imperador mais poderoso e temido do mundo, recebendo um imenso respeito de seus rivais por derrubar o antigo Imperador somente com a sua determinação e habilidades com espada, além de ser o único na época a receber o amor dos seus súditos. Ele é o único a governar que foi bem aceito pelos demais, e o único a conquistar Park Jimin, o filho do ex-imperador tirano, que Min não teve coragem de apagar no dia da sua vitória. O escondendo em seu palácio e cuidando dele, ele não só conquistou a sua confiança, como o seu amor. O que o Imperador Min ainda não percebeu é que no dia em que ganhou a guerra, ele entregou o seu coração nas mãos do irresistível e doce garoto, e agora ele só queria se afogar nesse amor acalentador.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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As vezes o amor pode ser complicado.

Escrito por: @mygdxrk_angel / Fernanda1236


Notas iniciais:

Oiiie, gente, tudo bem com vocês?

Boa leitura <3


~~~~


O reinado de um imperador, geralmente, era marcado por guerras, já que todos sempre se apresentavam como ambiciosos e, muitas vezes, tiranos; sempre em busca de cada vez mais e mais. Contudo, um simples plebeu, Min Yoongi, que trabalhava no estábulo, conseguiu, apenas com a sua determinação, vencer o tão temido Imperador Park Suho III, que deixou muitos passarem fome, não se importando com a saúde ou a segurança do povo e que, no fim, gastou todo o dinheiro do império em armamentos, e todo o seu tempo em planos de batalha por mais territórios.

O povo estava em seu limite, mas não podiam fazer nada. Yoongi, com ódio, pegou a sua espada e, com sua grande habilidade, destruiu um por um dos soldados do grande exército, ou melhor, da grande piada que eram os guerreiros, que se mostraram desnutridos, cansados e, apesar da grande habilidade, derrotados, antes mesmo do Min chegar.

Nem em seus melhores sonhos Yoongi imaginava que estaria em seu trono revestido em ouro e que sua rigorosa liderança faria o país prosperar e a fome aos poucos diminuir, o que foi trazendo prosperidade e bem estar ao povo. Yoongi nunca quis seguir o mesmo caminho que os demais e, graças a esse pensamento, ele crescia e prosperava a cada dia mais.

Há dois anos, a fome, o sofrimento, o descaso e a desesperança caíam na sua frente pouco a pouco. Isso definiu o império de Park Suho III, mas ninguém ousava dizer isso em voz alta por medo de ter a cabeça decepada.

Depois de mais um dia cansativo no estábulo real, com as costas doloridas e o cansaço transbordando, Yoongi sentia que a qualquer momento poderia desmaiar. A fome revirava o seu estômago e ele podia sentir a boca seca, tudo o enlouquecendo a cada minuto. Seus longos cabelos loiros estavam ressecados, sua barba por fazer, e sua pele clara com o suor escorrendo, seu olhar estava baixo e seu corpo beirando ao esquelético, dando para notar até mesmo pelas roupas largas e gastas.

— Eu preciso aguentar! — Foi o que pensou antes de tudo escurecer e ele desmaiar.

(...)

Tudo estava escuro e silencioso. Sua cabeça estava girando e, mesmo com as pontadas de dor, lentamente ele se levantou, mas parou por um instante ao sentir uma mão doce e reconfortante em seu ombro, incentivando-o a voltar a deitar. Yoongi olhou para a pessoa, mas não conseguiu focar o seu olhar, tudo estava borrado, e ele apenas identificou longos cabelos pretos, pele clara e roupas simples. Sem opções, ele apenas acatou o pedido mudo e se deitou novamente, sentindo-se ser cuidado pelo desconhecido, que, ao finalizar, saiu silenciosamente, deixando para trás alguns pedaços de pão e uma jarra com água fresca.

"— Um sonho — o loiro pensou."

Sem pensar muito sobre, ele desesperadamente pegou o pão e levou-o à boca com gula, enquanto sentia as mãos tremerem. Mal notou quando já tinha devorado seis pães e bebido toda a jarra que lhe foi oferecida. Ele se lembraria de agradecer ao estranho depois, apesar de que... Por que um estranho havia o ajudado? Ou melhor, se ele tinha grandes quantidades de comida como essa, provavelmente era um nobre, porém... por que um nobre o ajudaria? Yoongi fez uma expressão confusa e desconfiada, mas logo mudou seus pensamentos, voltando ao trabalho.

O período noturno, baseado na situação atual da época, poderia ser classificado como assustador. Ainda bem que seu pai, antes de morrer, o ensinou tudo sobre combate e autodefesa, mas claro que, ainda assim, o estado de alerta sempre estaria presente. Bom, nunca se sabe o que poderia acontecer com ele, certo?

Os dias se passaram, e o Min notou que, toda manhã, havia uma jarra de água e alguns pães frescos para ele. Isso era o paraíso para Yoongi e, sem nem ao menos notar, aos poucos ele começou a se sentir melhor.

Surpreendentemente, após alguns dias, alguns homens surgiram no estábulo querendo falar com ele. Normalmente a realeza surgia em busca do seu cavalo, ou até mesmo para humilhar os servos, mas nunca para ir atrás de alguém em específico. Mesmo confuso, Yoongi foi.

— Posso ajudá-los, senhores? — Ele se curvou levemente.

— Você é Min Yoongi, filho do tão famoso Min Jun-ho?

Os dois homens com pele clara e traços fortes, seus cabelos eram escuros, e suas roupas mostram claramente que eles são muito ricos.

— Ahn… Sim?

— Precisamos falar com você, mas digamos que… em um lugar mais particular. — Ele olhou ao redor, antes de voltar o seu olhar ao Min.

— Desculpe, senhor, porém eu não entendo a razão disso…

— Não se preocupe, logo entenderá — disse o outro homem.

E Yoongi assentiu, mesmo confuso e não entendendo o porquê ele ter simplesmente assentido e seguido-os, botando a própria vida à sorte daquela forma.

(...)

Um mês depois, Yoongi não acreditava no que estava fazendo depois de dias e mais dias trabalhando, treinando e tendo uma alimentação maravilhosa, que, francamente, ele não tinha há muito tempo. Kim Taehyung e Jeon Jungkook, os homens que conversou naquele dia, decidiram que ele estava pronto para a guerra. Talvez isso fosse suicida? Sim. Talvez ele se arrependesse? Sim; contudo, o Min já estava decidido. Ele preferia morrer na luta, do que continuar vivendo a vida horrível que vivia.

Yoongi rapidamente afastou os pensamentos sobre o passado. Ele não permitiria que isso o afetasse mais. Pensando desta forma, ele foi até o seu quarto. Seu marido estava de costas, e ele só conseguia ver as costas nuas do outro e seus cabelos brilhosos. Yoongi adorava admirá-lo, principalmente deitado na cama dos dois após uma noite de amor.

Yoongi se deitou, mas novamente foi bombardeado pelo passado, mas, desta vez, em sonhos.

Sangue, dor e angústia.

Os soldados caíam facilmente, Yoongi não teve muito esforço para derrotá-los. Ele entrou por uma passagem secreta, saindo no salão principal, onde se encontrava o Imperador em seu trono de ouro; vários soldados foram na sua direção, prontos para matá-lo. Ele lutou bravamente, usou toda a sua força, mas foi difícil — ele não esperava menos dos guerreiros que protegiam o Imperador.

Derrubou um a um.

Quando só restou ele, Yoongi notou que o Imperador não estava mais ali. Ele correu por uma escadaria imensa, que sabia que levava aos quartos, e, ao passar por uma porta trancada, ele soube que o Imperador estaria ali.

Tentou derrubar a porta, sem sucesso, decidindo usar uma técnica antiga com objetos e conseguindo, por fim, abrir a porta.

Ao entrar, o Imperador estava com uma serva, que tremia; sua expressão era de ira e, em mãos, uma espada, Yoongi não temeu nem por um segundo, erguendo a cabeça e ficando em posição de ataque.

O que se seguiu foram o som de espadas e o grito da serva, que correu para chamar os guardas. Sabendo disso, Yoongi teve que se apressar; ele tentou dar o golpe final, ao mesmo tempo que o Imperador acertou a face dele. O corte se iniciou na testa, seguiu para o olho e se estendeu até o início da bochecha. Sangue escorreu em abundância do seu rosto.

Ele fechou um dos olhos, mas, com o outro, ele percebeu o homem olhando diretamente para a espada enfiada no seu peito e, logo em seguida, olhando para o Min como se não acreditasse naquilo. Pouco depois, ele caiu de joelhos, para depois cair duro no chão.

No momento, o Min ficou em choque, não acreditou que ele havia sido o responsável por aquilo.

Ele tinha matado o Imperador!

Antes que ele pudesse comemorar, notou uma movimentação estranha atrás da cama. Assim como uma bela cabeleira, ao qual ele não havia notado a presença até o momento. Claramente alguém se escondia.

— Seja lá quem você for, saia imediatamente! — Empunhou novamente a sua espada, agora ensanguentada e pingando, na direção da cama. E como supôs, um garoto que parecia ter a sua idade surgiu com as mãos erguidas.

— P-por favor, n-não me mate — disse e, em seguida, ele se ajoelhou. — Eu te imploro.

— Quem é você? Vamos, diga o seu nome! — ordenou.

— J-Jimin, senhor, Park Jimin. — Seu olhar foi diretamente para as pupilas, que pareciam brilhar.

Yoongi se preparou para decepar a cabeça do mais jovem, afinal, ele era um Park e merecia aquilo. Contudo, ao olhar a expressão do mais jovem, o Min só conseguia pensar no quão belo ele era. Seus fios longos e escuros pareciam brilhar a cada movimento, seus olhos castanho-escuros que, apesar de inchados, pareciam carregar a verdade, a inocência; suas bochechas fartas e rosadas, seus lábios cheios e róseos.

Por um momento, ele abaixou a espada e admirou o mais jovem.

— Olha, eu sei que matou o Imperador — disse, capturando a atenção do Min, fazendo-o olhá-lo. — Eu nunca quis isso, ok? Pode ficar, eu apenas quero sair daqui vivo. — Jimin dizia a verdade. Yoongi sentiu.

— Não deveria estar triste pela morte do seu pai?

— Como posso ficar triste com a morte de alguém que nunca se importou? Este homem... — Olhou-o com desprezo. — Ele não é o meu pai, é apenas um verme que se casou com a minha mãe, conquistou tudo isso e, logo em seguida, deixou-a morrer sozinha pela doença, impedindo todos que pudessem ajudá-la, impedindo até mesmo o próprio filho de vê-la! Eu não sinto nada além de desprezo por este homem — cuspiu as palavras. — E não quero nada que seja relacionado a ele, quero apenas o bem do povo, e aqui dentro eu não posso fazer isso da forma que eu quero.

— Mas isso não faz sentido. Quero dizer, pense comigo, aqui dentro você pode mandar em tudo! Você é filho dele — Yoongi disse, confuso.

— Eu não sei governar todo um país, muito menos vários! Contudo, diferente dele, eu tenho noção disso, e deixo isso para quem sabe. Sei que posso ajudar de outras formas, e é isso o que eu vou fazer!

Encantado com a forma verdadeira que o Park disse aquilo, Yoongi decidiu tomar uma decisão que mudou completamente a sua vida.

— Tudo bem, então não irei te matar. — A tensão e desespero sumiu dos ombros e face do mais novo. — Mas terá que se esconder no castelo. Ninguém pode saber que um Park, principalmente o filho mais novo do Park, está vivo. Dirá para os demais outro sobrenome e deixarei que me ajude no restabelecimento da paz e harmonia. Eu quero apenas o melhor para o meu povo — o Min afirmou com convicção, e o Park observou-o por um momento, desconfiado.

— Não vai me matar? — questionou, e apenas foi retribuído com um sorriso de lado.

Talvez ele fosse se arrepender no futuro por ter mantido um herdeiro vivo, mas nada iria impedi-lo de seguir a sua intuição.

(...)

— Aonde vamos, senhor? Terá algum evento importante?

— Não, apenas me siga. — O Min se virou e foi na direção do salão principal, onde Taehyung e Jungkook o aguardavam.

— Quem é esse, Imperador? — Taehyung proferiu com orgulho o pronome de tratamento.

— Este é Jimin, ele será o meu conselheiro. — Jimin arregalou os olhos com a fala do mais velho, porém logo se recompôs ao ouvir a voz de Jungkook.

— Ah, compreendo — respondeu Jungkook. — É um prazer conhecê-lo, Jimin. — Curvou-se levemente.

— O prazer é todo meu. — Jimin se curvou, mantendo a voz controlada, assim como foi-lhe ensinado.

Enquanto Jungkook estava alheio à presença de Jimin, Taehyung observou o novo conselheiro com cautela e tentou focar-se em todos os detalhes do garoto. No fim, o mais novo sentiu algo diferente em Jimin; sentia como se já tivesse o visto antes. Era um sentimento estranho e que o confundiu, fazendo-o se perguntar:

"— Confiança ou desconfiança? O que ele merecia receber."

(...)

Yoongi precisou contar tudo a Taehyung, sentia que podia confiar nele. Então, no quarto do mais velho, em uma conversa particular, os dois discutiram sobre o assunto, já que Taehyung não acreditou em nada no argumento de Jimin.

— Ele está mentindo! — gritou Taehyung.

Os dois estavam no quarto de Yoongi, discutindo sobre as consequências de manter Park Jimin vivo e dentro do palácio.

— Você lutou e chegou tão longe. Não pode jogar isso fora por uma besteira como essa! Como pode confiar nele?

— Eu nunca disse que confio nele! Eu apenas quero dar…

"Uma chance ao Jimin",quis completar.

— Viu? Nem mesmo você sabe! Olha, precisamos manter cautela, não dá para confiar nele. Ele é o filho do antigo Imperador! E se ele quiser tomar o trono, o que te faz pensar que ele não vai colocar uma espada no seu coração na primeira oportunidade? Isso claramente é uma emboscada, e você está caindo nela!

— Eu não sei, ok? Eu só sinto que é o certo a se fazer.

Taehyung suspirou, colocou as duas mãos sobre seu hanbok, e olhou para o céu como se pedisse ajuda.

— Tudo bem, vou te ajudar, mas me prometa que não vai baixar a sua guarda.

— Eu prometo. — Yoongi sorriu.

(...)

Yoongi escondeu Jimin em um quarto ao lado do seu. Ele conversou com Taehyung, que, apesar de ainda estar desconfiado, aceitou ajudá-los.

Por mais surpreendente que fosse, em apenas alguns dias depois dessa situação, Yoongi já admirava Jimin. O jeito como ele falava com carinho do povo, de se expressar e sorrir, a forma como ele era inteligente e resolvia as coisas com muita facilidade... Ele era uma combinação incrível, um homem com uma impressionante habilidade de deixar Yoongi caidinho por ele.

O garoto era doce e gentil com todos do palácio, todos o respeitavam e admiravam por sua beleza única, com os cabelos escuros, alinhados e brilhantes, que alcançam sua cintura, seu rosto claro, com traços delicados e bem desenhados, seus olhos bem marcados, seu nariz pequeno e lábios cheios e róseos. Isso sem falar em seu corpo cheio de curvas, vestido com seu hanbok claro. Tanto o jeito de se portar, sendo elogiado pelos cantos pela cortesia, gentileza e cuidado. Em pouco tempo, Jimin foi apelidado de conselheiro de ouro.

Yoongi se admirava a cada dia mais com Jimin, seu carisma, as manhãs no seu quarto, em que passavam na companhia um do outro… Tudo com ele parecia tão… certo.

— Jimin-ssi? — chamou Yoongi.

— Sim, Sua majestade Imperial? — O mais novo se atentou ao mais velho.

— Aish, já disse para não me chamar assim — lembrou-o.

— Eu sei, mas prefiro manter o respeito. — Fez um bico nos lábios e inflou as bochechas.

— Nesse caso, me chame de hyung. — Yoongi não resistiu e apertou aquelas bochechas gordinhas e rosadas enquanto sorria.

— Eu não sei se devo… — Jimin desviou o olhar.

— Isso é uma ordem, Jimin-ssi — diz Yoongi.

— Como quiser, Im… — parou para se corrigir. — Yoongi-hyung. — O mais velho sorriu.

— Perfeito. — As palavras saíram sem a permissão do Min. Ao ouvir o que ele falou, Jimin sentiu as suas bochechas começarem a corar.

— Bem, acho que podemos ir ao jardim, não acha?

— Claro, hyung. — Jimin sorriu.

Os dois se levantaram e seguiram para o jardim, onde existiam árvores grandes e cheias de pequenas flores, uma grama de tamanho médio, um lindo caminho de pedras, alguns poucos bancos de pedra e, para completar a bela visão, um céu azul lindo com nuvens que mais pareciam algodões flutuando pelo céu. As aves estavam voando em sincronia, o som dos pássaros cantando e do vento batendo nas árvores também podiam ser ouvidos.

Nada poderia ser melhor.

Os dois sentaram em um dos bancos e decidiram compartilhar curiosidades sobre eles mesmos. Eles estavam rindo das cenas bobas que Yoongi falava, sobre as travessuras que ele fazia, pois, apesar de ter sofrido muito, nada o impedia de sorrir.

— Uma vez, eu escondi os sapatos do meu pai só para que ele não fosse trabalhar e resolvesse ficar comigo… Grande ilusão, é uma pena que ele não conseguisse fazer isso. Ou ele trabalhava, ou ficava comigo e acabaríamos passando fome. Bem, tirando isso, um dia, ele brincou comigo com meus carrinhos de madeira, e eu lembro de ter sido o melhor dia da minha vida! E o… hum, seu pai?

— Ele não foi o melhor pai, assim como não foi um bom Imperador. Acho que a única coisa boa que ele fez para mim foi quando eu tinha três anos e ele me defendeu de um garoto que zombou do meu peso… Enfim, tirando isso, quando eu tinha dois anos, meu pai sempre dizia que o amor é querer algo inalcançável, algo difícil de conseguir. Você acredita nisso? Tipo, eu tinha dois anos! E isso me perseguiu até os quinze, onde ele preferiu focar mais em me ensinar a lutar do que "gastar tempo" falando sobre o amor.

— Nossa… Deve ter sido difícil.

— Você não faz ideia… — O olhar de Jimin perdeu o foco por alguns minutos, assim como sua expressão ficou vazia. Contudo, isso durou apenas alguns minutos, até ele finalmente sorrir na direção de Yoongi e continuar a falar como se nada tivesse acontecido. — E você, Yoongi-hyung? Me conta mais sobre você! — comentou animado.

— Eu tive uma vida completamente diferente da sua. Trabalhei desde cedo no estábulo real; se fechar os meus olhos, ainda consigo me lembrar da dor de fazer tanto esforço embaixo do sol quente. Mas nada supera a fome... Algumas vezes, sentia que iria morrer… Era terrível, muitas vezes eu não sabia se iria voltar para casa com vida… — Yoongi parou por um momento, não era a hora de falar sobre isso.

O local ficou em silêncio, os dois ficaram olhando um para o outro com uma combinação de emoções diferentes. De um lado, Yoongi estava envolvido nas lembranças do passado; do outro, Jimin se perguntava como o Imperador conseguiu ser tão cruel ao ponto de deixar o povo nesse estado. O mais novo sempre soube que o seu pai era cruel e nunca havia se importado com o seu povo, mas, ainda sim, buscava sempre conquistar cada vez mais e mais povos.

— Bom. — Yoongi pigarreou. — Acho que é melhor mudar de assunto. O que anda fazendo pelo palácio?

— Atualmente tenho treinado muito com a espada, lido alguns livros e conversado com alguns representantes de estado… Eles relatam sobre os altos picos de pessoas passando fome e o número de mortos como consequência. O valor é preocupante e, ao mesmo tempo, assustador. — Yoongi não se surpreendeu.

— Quantos?

— Milhares, e aumenta mais a cada dia… — A face do mais novo estava chocada, mas Yoongi ficou impassível diante dessa situação.

— Vamos aumentar o fornecimento de comida dos mais pobres e diminuir a quantidade vinda ao palácio e aos nobres. Isso, sem dúvidas, trará muitas críticas por parte deles, mas não dá para agradar a todos. — Jimin concordou; no fundo, ele estava feliz com a sábia decisão de Yoongi.

O mais velho sabia que os nobres não o aceitavam, mas, obviamente, eles não diriam nada, já que ele facilmente tiraria todos os inúmeros benefícios que eles tinham. Para eles, era tudo uma questão de autopreservação.

— Que tal irmos à biblioteca? Lá podemos nos envolver mais na história e discutir em um lugar mais reservado sobre os assuntos mais sérios.

(...)

Algumas semanas depois, o fornecimento de arroz foi aumentado para os pobres, o que diminuiu a fome consideravelmente. Os pobres estavam contentes com a atitude do novo Imperador; já os nobres não gostaram nem um pouco disso, mas não falaram nada sobre, afinal, o medo de perder o que tinham era maior.

O Imperador e seu conselheiro passaram, nessas semanas, boa parte do tempo juntos, eles mantinham uma relação completamente amigável e, muitos diziam, estranhamente bem próxima. Os dois iam à biblioteca estudar juntos; ao jardim, conversar sobre coisas simples, como, por exemplo, como havia sido o dia deles; e até mesmo ao quarto do Imperador! Coisa que nem Taehyung e Jungkook faziam, então, a partir daí, um boato se formou no palácio: o Imperador estava dormindo com o seu conselheiro.

Claro que eram apenas fofocas de empregados desocupados e que, provavelmente, logo seriam demitidos por tal, mas, ainda assim, Jimin e Yoongi se mantiveram firmes e não se abalaram pelos comentários, o que fortaleceu cada vez mais o vínculo que eles passaram a ter.

— Hyung, para! — Jimin gritou, rindo, enquanto caía com o corpo na cama do Imperador. Seu corpo foi dominado pelo do homem mais velho.

— O que todos pensariam ao ver o conselheiro real nessa posição? — Yoongi disse enquanto ria e continuava a fazer cócegas no mais novo.

Os dois estavam envolvidos em uma bolha, onde os olhos do mais novo estavam fechados, enquanto se contorcia e tentava fugir, sendo impedido pelas mãos de Yoongi, que percorriam o corpo do mais novo.

Porém, após alguns minutos, o mais velho subitamente parou. Os olhos se fixaram um ao outro e o clima mudou; tudo parecia girar ao redor deles e os dois foram se aproximando aos poucos. Seus lábios se conectaram e fogos de artifício se acenderam dentro dos dois, que continuaram naquele selinho inocente, contudo, com vários significados.

Mas, ao abrir os olhos e o encanto se perder, graças ao som do bater na porta, os dois se levantaram rapidamente e ajeitaram os fios rebeldes e as roupas amassadas, ainda sem acreditar no que havia acontecido.

— Pode entrar — informou o Imperador.

— Com licença, Vossa majestade Imperial, mas o senhor Kim Taehyung pediu para chamá-lo. — Uma mulher apareceu, aparentemente alheia a tudo o que aconteceu anteriormente.

Ela observou Yoongi com um sorriso no rosto, e era compreensível, considerando que ele era extremamente belo, com fios loiros e compridos, pele clara, aparentemente sedosa e bonita, apesar da imensa cicatriz que ele adquiriu, olhos afiados e lábios levemente vermelhos, uma combinação perfeita. Além do fato de sua faixa mais o seu hanbok preto com detalhes de ouro serem a cereja do bolo, Yoongi ficou conhecido por ser determinado, extremamente cuidadoso e carinhoso com os seus súditos, ajudando-os nas dificuldades relacionadas à alimentação e cuidados com a água.

Ele definitivamente conquistou o amor de todos. Ninguém podia acreditar nisso, por isso Imperadores queriam vir conhecê-lo, afinal, quem não se interessaria em descobrir o grande "segredo" para Min Yoongi conseguir este feito? Contudo, o Min decidiu não os aceitar ali, já que eles poderiam tentar algo — coisa que foi muito apoiada por Jimin.

— Obrigado por avisar. Estou indo. — Yoongi saiu com a cabeça cheia.

"— Mas o que aconteceu aqui? Por que o meu coração está tão acelerado e por que a minha mente está tão confusa? — pensou Yoongi, enquanto ia ao encontro do Kim."

— Desculpe a indelicadeza, senhor Park Jimin, mas acredito que o seu pai não gostaria disso e…

— Meu "pai", como você diz, está a sete palmos abaixo da terra, não me importa o que ele gostaria ou não. — A mulher mais velha engoliu em seco, logo assentindo e abaixando a sua cabeça em sinal de respeito. Jimin estava quase saindo, quando parou e prosseguiu: — Outra coisa, guarde os seus achismos para si mesma, eles não importam para mim. E não diga a ninguém sobre mim, ou já sabe como lidaremos com isso, certo? Meu nome é Kim Jimin, lembre-se disso.

— C-Claro, senhor Kim. Me desculpe a inconveniência, não irá se repetir novamente. — Ela se curvou exageradamente.

— Espero mesmo, ou eu mesmo garantirei a eliminação dos meus problemas. — Jimin fixou o seu olhar frio nas írises assustadas da mulher, dando um sorriso sádico na sua direção, antes de se virar e seguir o seu caminho.

A mulher, ainda chocada com tudo, ficou alguns minutos ali, pensando no que realmente deveria fazer. Ela era muito leal ao antigo Imperador, contudo, gostava do Imperador Min, por isso, e apenas por esse motivo, ela nunca fez nada contra ele, mas será que Jimin compartilhava da mesma opinião? Ela não sabia e não ia se arriscar quanto a isso.

(...)

Jimin respirou fundo, ainda pensando no que havia acontecido entre ele e Yoongi. Os lábios finos e macios como nenhum outro, o peso do corpo dele sobre… Jimin suspirou.

— Foco, Jimin, isso não pode acontecer! Eu tenho que fazer o meu trabalho, e me apaixonar pelo Imperador não é ele!

(...)

O Imperador e seu conselheiro se evitaram por um tempo. Durante todo o dia que se passou, eles tentaram evitar contato, contudo, com tantos problemas para resolver, é claro que, em algum momento, eles teriam que se ver para conversar. Por isso, não foi surpresa para Yoongi quando Jimin apareceu no seu quarto para entregar alguns papéis.

— Boa noite, hyung, eu preciso conversar sobre os mantimentos que foram permitidos, alguns nobres fizeram reclamações em cartas formais sobre isso e… — Jimin entrou sem nem ao menos olhar no rosto do mais velho, ele estava com medo de corar, caso fizesse isso.

— Claro, Jiminie, deixa tudo em cima da mesa que depois eu dou uma lida. — Yoongi tentava buscar Jimin com o olhar, mas o mais novo fugia dos seus orbes.

— C-Claro, com licença. — O mais novo se virou para sair daquele cômodo, mas foi impedido pela mão quentinha de Yoongi que tocou o seu braço delicadamente.

— Jiminie, fica… Eu sei que está com vergonha pelo que aconteceu mais cedo, mas… Somos adultos, podemos lidar com isso. — Jimin não se moveu, e Yoongi virou o mais novo na sua direção, mas, ainda assim, o mais novo abaixava o rosto, evitando o olhar dele. — Jiminie — chamou docemente. — Olha para mim!

— Não posso, eu não consigo… Só de pensar em olhar para você, hyung, eu me sinto corar e tenho o sentimento que o meu rosto vai explodir de tanta vergonha. — Ele cobriu as bochechas gordinhas.

— Ah, Jiminie… Que fofo!

— Não fala isso. — Jimin finalmente olhou na direção do mais velho. O olhar de Yoongi era divertido, mas com um fundo de insegurança que Jimin só notou por causa da proximidade que adquiriram no tempo que passaram juntos.

— Você é muito lindo… Eu parei para pensar em tudo o que aconteceu entre nós desde que você chegou aqui, e a verdade é que… estou gostando de você, Jiminie.

Jimin arregalou os olhos e sua boca se abriu, ele estava chocado. Não esperava por isso, tudo se parecia com um sonho.

— Eu também sinto isso… Sinto que gosto de você.

Os dois estavam sorrindo um para o outro, os olhares tinham um brilho único e os corações estavam batendo em sincronia. Eles foram se aproximando aos poucos, de forma inconsciente, e, quando notaram, os lábios já se tocavam e estavam se movendo lentamente, mas de forma intensa. As mãos de Jimin foram para o rosto do mais velho, na altura da mandíbula; enquanto as mãos de Yoongi estavam nos ombros do mais novo, acariciando-os.

As línguas se envolvendo, as mãos percorrendo cada parte com pele que encontrassem. Os movimentos começaram a ficar mais rápidos e fogosos, e, em pouco tempo, os dois já estavam sem uma parte do hanbok. As pelves começaram a se chocar de forma inconsciente, fazendo com que eles sentissem perfeitamente o quanto desejavam um ao outro.

As respirações estavam alteradas, os sons dos beijos eram altos e o som dos gemidinhos baixos de Jimin e Yoongi podiam ser ouvidos por todo o quarto. Jimin estava no colo de Yoongi, que puxou levemente seus longos cabelos, fazendo o mais novo soltar um suspiro satisfeito. O conselheiro começou a rebolar sem vergonha nenhuma, enquanto olhava, de forma sedutora, para os olhos desejosos do Imperador. Jimin segurou na nuca de Yoongi e beijou-o, sem parar com os movimentos no colo dele. Os dois estavam duros e pingando de desejo.

— Jiminie… Você é tão lindo, é o ser mais belo que eu já vi. — Yoongi acariciou o rosto do mais novo carinhosamente, e Jimin deitou a sua cabeça na mão dele, aproveitando o carinho recebido.

— Você só diz isso porque não consegue se olhar agora, hyung.

Os dois continuaram inundando o quarto com todo aquele desejo, até Jimin pegar um óleo que encontrou pelo quarto e começar a se preparar.

—A-Ahn… Meu Deus, como eu senti falta disso… — Jimin soltou um gemido agudo ao sentir seu dedo deslizar com faciliadade, logo colocou o segundo e fez movimentos de tesoura. Jimin encarou o mais velho com extremo desejo enquanto enfiava o terceiro dedo dentro dele.

— Hyung, isso é tão, mas tão bom...

— Espera chegar a vez do meu pau, bebê — Yoongi sussurrou, com a sua voz rouca, próximo ao ouvido de Jimin, que suspirou alto com a fala.

— P-pronto, hyung, p-por favor… Vem logo! — suplicou com os olhos marejados e sem vergonha nenhuma.

— Não precisa nem pedir, Jiminie.

Yoongi mudou as posições, fazendo Jimin se deitar com seus cabelos já bagunçados e colocando-se em cima dele. Yoongi se posicionou e lentamente foi entrando no mais novo.

— Ai, céus! Como isso é bom…

— E-eu sei, anjo… — Yoongi gemeu um pouco mais alto do que esperava, mas ele não podia se importar menos.

Ele esperou até o mais novo dizer que ele podia se movimentar, fazendo isso lentamente e só aumentando a velocidade quando Jimin soltou um choramingo baixo sobre a lentidão estar fazendo doer seu pênis. Yoongi aumentou a velocidade e gemeu junto ao mais novo, logo Jimin estava gozando na sua barriga, e Yoongi, dentro do mais novo, ficando alguns minutos em cima dele enquanto regulava a respiração.

— Pelos céus, Jiminie! Isso foi… incrível. — Os dois sorriram com a fala.

— Eu não poderia usar uma palavra melhor para descrever o que acabou de acontecer. — Jimin ergueu a sua mão e acariciou os longos fios loiros do mais velho.

(...)

Os raios de Sol invadiam o quarto, Jimin e Yoongi estavam nus e enrolados pelos finos lençóis brancos do quarto. Jimin sentiu a claridade batendo no seu rosto e, aos poucos, ele foi abrindo lentamente os olhos, tentando se acostumar com a luz do Sol. Ao observar ao redor, ele notou que ainda estava no quarto do Imperador. Levantando o lençol, ele percebeu estar nu e deu uma risada, que foi interrompida ao sentir dois braços envolverem a sua cintura.

— Bom dia, hyung. — Jimin passou a acariciar os longos fios loiros do mais velho.

— Bom dia, Jiminie.

Yoongi olhou nos olhos do outro, e eles ficaram assim, hipnotizados, até que o mais novo decidiu falar:

— Hyung… O que nós vamos fazer?

— Vamos ficar juntos, é claro. Independente de qualquer coisa… — diz, e Jimin dá um sorriso, sendo seguido por Yoongi.

Os dois mantiveram um silêncio agradável, apenas ouvindo as respirações um do outro, enquanto Jimin acariciava os fios de Yoongi, que retribuiu, dando leves afagos no rosto do mais novo. Tudo estava muito bom, mas o conselheiro se lembrou de algo e decidiu perguntar:

— Hyung, por que você me nomeou o seu conselheiro? Quero dizer, eu era um estranho que, do nada, surgiu na sua vida e, bem… um "inimigo". Então, eu te pergunto: por quê? O que te fez pensar que eu seria a escolha certa? — Jimin questionou em um surto de coragem. A verdade era que o mais novo estava com isso na cabeça já fazia um tempo, mas ele nunca teve coragem de, realmente, perguntar... até agora.

Yoongi parou o carinho que estava fazendo e encarou o mais novo, chocado. Não esperava receber essa pergunta, não neste momento pelo menos.

— Ahn… Bem… Eu… — gaguejou o mais velho. — Eu só… Eu apenas senti que…

Yoongi foi interrompido, mas, antes que ele pudesse agradecer a todos os deuses existentes na face da terra por esse feito, Jeon Jungkook apareceu na sua frente com uma feição não muito boa e falou:

— Precisamos conversar. — O olhar afiado e cheio de raiva, misturado com incredulidade, lançado para ele e Jimin já era claro o suficiente para que ele entendesse o óbvio:

"— Jeon Jungkook descobriu tudo! E, talvez, mas só talvez, ele não fique muito zangado e entenda? — Yoongi pensou, aflito."

Mesmo tendo pensamentos levemente positivos, ele sabia que o olhar assustador de Jungkook só podia demonstrar que essa conversa, além de longa, seria complicada e muito inclinada para a discussão séria.

— Não sabe bater, não? — reclamou o mais velho.

— Desculpe por isso, Vossa Majestade Imperial, mas, por favor, quando puder, venha me ver, porque precisamos conversar — Jungkook disse e saiu do local.

Yoongi olha para Jimin, que estava assustado com a aparição repentina do mais novo.

— Vai dar tudo certo — Yoongi confortou o conselheiro. — Vista-se que logo eu volto e vamos à biblioteca juntos, tudo bem? — Jimin sorriu e assentiu, obedecendo ao Imperador.

(...)

O Imperador seguiu o caminho de Jungkook, que foi até a sala do trono. Ao passar pela porta, que tinham dois guardas — que, logo que o viram, se curvaram —, ele foi bombardeado com as palavras do mais novo.

— Pode me explicar o que deu na sua cabeça? Em que mundo você está vivendo? Em que momento da sua vida, você pensou "Nossa, manter Park Jimin vivo e dentro do palácio, como meu conselheiro e sem nenhuma proteção para mim, é uma ideia brilhante!"?

— Ahn, é, você está bravo comigo, pelo que posso ver, mas, em minha defesa, eu… — Yoongi começou.

— Olha, quem sou eu para julgar as atitudes do Imperador, só que… Pelos céus, Yoongi! O que deu em você? Você, você, você. Aish, eu nem sei mais o que te dizer! E o que eu vi ali dentro… Pelos céus, você perdeu completamente o juízo!

— Eu fiz o que achei certo naquele momento, e não se preocupe, eu nunca, nunca mesmo deixaria nada acontecer com esse império! Batalhei muito por isso, nós batalhamos muito, e sei que te devo muito por tudo o que fez por mim, contudo, eu não podia, não conseguiria matar ele. Não sei o que ele tem, mas é um feitiço que me encanta, me… Eu sinto que posso confiar nele, que posso colocar fé no seu caráter. Só lhe dê uma chance, por favor? — Yoongi disse, e Jungkook bufou com a frase dita.

Todavia, o mais novo pensou por alguns minutos e, após tudo o que aconteceu e baseando-se no potencial do Min, ele decidiu confiar nele e lhe dar um voto de confiança. Afinal, Min Yoongi merecia; nunca lhe deu um motivo sequer para desconfiar dele ou de qualquer coisa relacionada ao que fazia com o povo.

Jungkook bufou e decidiu que confiaria no mais velho, mas se manteria atento às atitudes de Jimin.

— Tudo bem, não gosto da ideia, mas vou acreditar nas suas palavras, tenho fé em você. Não esqueça de tomar cuidado, me ouviu?! — Jungkook colocou uma das mãos sobre o ombro de Yoongi como um gesto de apoio e, logo em seguida, deu um leve sorriso, o qual, se não estivesse tão próximo o mais novo, Yoongi nem teria notado.

Os dois foram interrompidos por dois soldados, que traziam Jimin e outro homem com violência pelo braço, arrastando-os e largando-os brutalmente de joelhos na frente do Imperador.

— Soltem-me agora! — gritou Jimin com raiva. Seu hanbok estava amassado e a sua expressão era de pura fúria.

— O que estão fazendo com o conselheiro Kim? Como ousam fazer tamanho desrespeito? — gritou o Imperador.

— Vossa majestade, este homem estava planejando um golpe! Ele estava junto com este homem. — O soldado apontou para uma outra pessoa, que Yoongi não tinha notado até o momento.

Era um homem velho com traços da idade, cabelos escuros e claramente roupas de alguém da realeza. Yoongi sentia que o conhecia, mas, na situação atual, não se atentou muito a isso, logo se focando no soldado.

— E com base em que afirma isso, soldado Kim? — Yoongi engoliu em seco e, apesar de ter soado firme, ainda sentiu a voz querer falhar, assim como as mãos tremerem levemente.

— Eu achei uma passagem secreta pelo palácio e, dentro dela, encontrei isso aqui. — Namjoon pegou um pergaminho desgastado e, claramente, forjado para parecer antigo, e o entregou ao Imperador. Na folha, havia escrito:

"O legado de um Park é eterno. Não se esqueça disso, meu filho."

E embaixo, a resposta feita com uma letra que ele conhecia muito bem:

"Eu não esquecerei, papai! Prometo governar e seguir o seu legado."

Yoongi engoliu em seco ao ler aquilo. Não... Aquilo não podia ser real, certo?

— E também descobrimos que este homem se chama Park Jimin, herdeiro do falecido Imperador Park Suho III. A serva o entregou — disse o soldado.

Yoongi suspirou, segurando as lágrimas que queriam cair.

— Vossa majestade Imperial, isso tudo é mentira! Esse homem forjou tudo! Eu estava nas passagens secretas, quando o encontrei. Ele quer tomar o lugar de vossa majestade, ele é o próximo na linha de sucessão. Você sabe disso, ele… — Jimin foi interrompido, pois a serva apareceu.

— É verdade, Vossa majestade Imperial, este é Park Jimin, e este é Park Shin, o primo do jovem herdeiro.

— Peguem a minha espada. — Yoongi só disse isso, o que assustou a todos. A última vez que Yoongi havia usado uma espada foi no dia da exterminação na castelo.

A sala ficou em silêncio, até Jungkook falar:

— Sua majestade Imperial, eu acho que é melhor...

— Silêncio, não ouse falar mais nada! — Jungkook se assustou, pois, apesar de o Imperador ter esse poder, ele nunca havia usado isso com ele antes.

— Sim, Vossa Majestade Imperial… — Jungkook abaixou a cabeça em respeito.

Um dos soldados saiu e rapidamente voltou com a espada do mais velho. O possível ajudante de Jimin sorriu como se debochasse da situação.

— Saiam todos, não quero ninguém aqui dentro, e quem se opuser vai morrer igual a eles.

Seu olhar frio e triste foi notado por todos e ninguém foi contra. Jungkook olhou uma última vez para trás antes de sair, com o som da porta se fechando sendo o único a ser ouvido, até Jimin, finalmente, falar.:

— Sei o que está pensando, hyung…

— Eu confiei em você. Como eu sou estúpido!

— Espera, hyung! Acredita mesmo nisso? — Yoongi estava com a espada na altura do pescoço de Jimin.

O mais novo se aproximou da espada e encarou o Min, firme.

— Acredita mesmo nisso tudo? Realmente acha que eu faria isso contigo depois de tudo o que aconteceu? Porque, se pensa mesmo isso, é melhor terminar isso logo… — Jimin aproximou o pescoço da lâmina afiada, enquanto olhava nos olhos belos do Min.

Yoongi estava indeciso, ele tentou pensar em tudo que os dois passaram, mas sua mente estava uma bagunça de emoções e sentimentos diferentes.

— E aí, Min? O que você vai decidir?

Yoongi ergueu a sua espada e, por fim, fez o que acreditou ser o certo: realizou a decapitação.

(...)

Há seis anos, tudo isso aconteceu. Lembrando-se de tudo isso, ele sentiu alegria por cuidar bem do seu povo e sempre se esforçar pelo mesmo, mas, ao relembrar do seu amor, ele sentiu alegria, tristeza e, ao mesmo tempo, um sentimento estranho e confuso.

O homem deitado em sua cama era belo, seus longos cabelos escuros estavam batendo nas costas e dava para ver as curvas bem desenhadas de seu corpo. Ele dormia de maneira angelical, mas, aos poucos, foi acordando, espreguiçando-se, e logo olhou para ele, não evitando sorrir na sua direção.

— Bom dia, amor.

— Bom dia, meu Jiminie. — Yoongi sorria, pois, ao ver os dois ali, naquela cama, ele teve a mais absoluta certeza de que havia tomado a decisão certa. Eliminar Park Shin e a serva foi a melhor decisão da sua vida, já que o homem queria tomar o trono dele e a serva estava o ajudando, porém, no fim, tudo foi esclarecido.

E relembrando do passado, ele pensou na pergunta do mais novo. Claro que Yoongi nunca diria que foi porque sentiu que Jimin era alguém de caráter e merecedor de sua confiança desde o momento em que o viu pela primeira vez. Os olhos que, apesar de parecerem inocentes, tinham um toque rebelde e ardiloso, algo único, que Yoongi notou em poucos. Ele admirou Jimin pela forma exclusiva dele; habilidoso e estrategista, ele deveria ter desconfiado dele desde o início, mas ele era e sempre seria o amor do Imperador.

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Notas finais:

Mto obgda pela betagem: jupteryoon/ jupteryoon , YinLua/ YinLua e minie_swag/ minie_swag.
E mtoo obrigada pela capinha linda: @YOONIERIS / yoonieris .

Espero que tenham gostado! Pfvr favoritem e deixem seus comentarios p eu saber oq vcs acharam da fic. Até a próxima! ;)

15 de Janeiro de 2022 às 19:57 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

2Min Pjct Projeto de fanfics do shipp Yoonmin (Yoongi & Jimin) do grupo sul coreano BTS. Nos encontre também no Wattpad (https://www.wattpad.com/user/2MinPjct), Spirit (https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suji05), ao3 (https://archiveofourown.org/users/2minpjct) e twitter.

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