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Min Yoongi trabalha numa loja de presentes. Durante o ano todo, atendia diversas pessoas que procuravam o presente perfeito, e ele não se importava. Entretanto, dezembro e fevereiro eram os dois meses em que ele surtava, e não era diferente nesse ano. Trabalhar no Dia dos Namorados era horrível, aguentar pessoas apaixonadas o tirava do sério, porém aturar Jimin era mil vezes pior — ou melhor.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo Único

Escrito por: @mindokyu/@mindokyu e minie_swag/ minie_swag


Notas iniciais: @minie_swag: Hi babies, admito que esse mês foi um mês bem produtivo, espero que gostem dessa bebê que parimos em apenas uns dias. 🥺💛
@mindokyu: Olá, meus queridos!! Primeira vez que escrevo uma parceria aqui, para o 2MP, e estou muito feliz de ter escrito essa fanfic com a maravilhosa Noh! Espero mesmo que vocês gostem e que essa história aqueça o coraçãozinho de vocês nessa época de dia dos namorados.
Obrigada, Noh, por me chamar para escrever com você! <3

OBS: Fanfic betada por @mimi2320ls / @bebeh1320alsey e capa por @tmessi / ThalieMessi


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Placas e mais placas como essas podiam ser vistas pela grande Nova Iorque, e se havia algo que Yoongi odiava era Dia dos Namorados. Não porque estava solteiro há anos, mas sim porque ele sempre tinha que trabalhar nessa época do ano, e este sempre dobrava.

Ele poderia agradecer, caso recebesse por comissão, mas obviamente ele não recebia, então podia reclamar o quanto achava necessário, enquanto caminhava até seu serviço. Lá ele esquecia seu ódio pela data e distribuía sorrisos e mais sorrisos para todos os clientes, inclusive aqueles que esqueciam que era Dia dos Namorados e deixavam tudo para última hora.

O que Yoongi mais odiava era que, além do seu trabalho dobrar — por causa dos clientes —, ainda precisava se preocupar com o pessoal que era contratado para aquele dia em especial, pois muitos deles não tinham nem noção do que estavam fazendo.

Quando entrou no estabelecimento, bem conhecido pelos itens baratos e internacionais — seus chefes, assim como si, eram coreanos —, Yoongi respirou fundo, retirando seu cachecol. Ainda estava no finalzinho do inverno, e ele preferia mil vezes ser o estranho de cachecol do que o resfriado.

— Bom dia — cumprimentou seus chefes, seus companheiros de serviço e os três rapazes que nunca havia visto na vida.

— Bom dia, Yoongi — a senhora Park o respondeu. — Que bom que chegou, esses são Mark, Jimin e Caleb, vão nos ajudar no dia de hoje.

— Prazer. — Deu de ombros, entrando no banheiro para vestir seu uniforme, obviamente sem achar que havia sido rude, eles entenderiam que todos precisavam estar prontos, pois logo o inferno começaria.

Ele não estava errado. Mesmo que não tenha demorado no banheiro, ele pôde ouvir o senhor Park avisar a um rapaz que a loja seria aberta em três minutos, e claro, Yoongi perdeu o momento em que falaram as promoções do dia.

Seus colegas de trabalho pareciam estar ocupados demais olhando os ursinhos espalhados nas prateleiras, então ele se aproximou da única pessoa que olhava fixamente para a porta. Um detalhe importante sobre Yoongi: ele nunca sabia como começar uma conversa.

— Jimin! — chamou, vendo o rapaz, alguns centímetros mais alto que si, dar um pulo e pisar em seu pé. — Porra! — berrou, soltando um “Desculpe” em seguida, descendo o olhar para os sapatos, constatando que Jimin era do seu tamanho e que provavelmente usava sapato de chumbo. Yoongi com certeza culpava o saltinho pela dor que sentiu.

— Desculpa, por Deus, me desculpe — Jimin implorou, parecia tão nervoso por ter pisado em seu pé que Yoongi, por um momento, sentiu pena.

— Eu desculpo se você me disser quais são as promoções de hoje — disse, sorrindo fraco e fazendo uma careta para demonstrar sua dor. Era drama, ele sabia, e pela feição desconfiada do loiro, Yoongi notou que ele também.

— Só porque não quero que você leve bronca dos seus chefes, está aqui, oh — Jimin disse, pegando o telefone e desbloqueando, abrindo seu bloco de notas, mas Yoongi conseguiu notar a tela de bloqueio com a foto de um gatinho branco e, na tela principal, uma foto um tanto que sexy do rapaz de feições fofas que estava ao seu lado.

— Hoje é só promoção de desconto? Nenhuma promoção compre e ganhe? Tá bom, obrigado — questionou quando o loiro assentiu. Ele precisava trabalhar, mas não tinha ideia do que fazer no momento, talvez esperar o caos começar fosse a melhor ideia.

— Tem que aproveitar essa época do ano e vender, então essas promoções de desconto fazem mais sucesso — complementou Jimin, ainda parado ao lado de Yoongi, que observava atentamente quando as portas — finalmente — se abriram. A loja era famosa na região, por isso algumas pessoas já estavam do lado de fora, aguardando ansiosamente.

O movimento logo cresceu, fazendo Yoongi mexer a bundinha e ajudar os clientes que estavam tirando dúvidas, algumas delas bem bestas, ele tinha que confessar.

— Mas os ursinhos de pelúcia são antialérgicos? — questionava a cliente, uma mulher loira, daquelas bem platinada, e nariz arrebitado. No mínimo, um nojo de pessoa, Yoongi pensou.

— Eles são da melhor qualidade, senhora. — Abriu um sorriso forçado, esperando que aquela resposta fosse o suficiente para a mulher parar de encher o saco.

Yoongi trabalhava na loja há pouco mais de um ano, então sabia exatamente onde ficava todos os objetos que vendiam ali, mas, às vezes, algumas perguntas o pegavam de calça curta.

— Eu perguntei se eles são antialérgicos! — Alterou o tom de voz, sendo tão grosseira quanto sua cara parecia.

— Sim, senhora, eles são. — A voz de Jimin pôde ser ouvida bem próximo de si. — Eles são testados e aprovados pelos órgãos governamentais. — Como Jimin sabia todas aquelas informações que estavam para lá do entendimento de Yoongi? O rapaz ficou olhando o menino, com o cenho franzido.

— Obrigada, talvez eu leve, não sei se gostei muito da qualidade — respondeu a mulher, saindo em seguida, sem nem mesmo agradecer a informação que recebera de Jimin.

— Maldita, com certeza ela não vai comprar — resmungou Yoongi, aproveitando que já estava ali e organizando alguns itens da prateleira que a loira bagunçou.

— Isso lá é jeito de falar com os clientes? — perguntou Jimin, olhando de soslaio para Yoongi.

— Ela nem mesmo ouviu!

— Mas poderia ter ouvido — rebateu Jimin, vendo o outro ficar com uma feição diferente, possivelmente puto. — Além do mais, por nada, tá?

— Hm?

— Não foi nada, quer dizer, você não disse obrigado, mas eu já estou falando mesmo assim — complementou, segurando o riso.

— E por que eu te agradeceria? — Jimin o encarava com um leve ar de superioridade, e Yoongi adorava uma rivalidade. Cruzou os braços em frente ao corpo, ajeitando a postura, não que isso fizesse ele ficar muito maior.

— Por eu ter te ajudado — Jimin imitou o gesto do mais velho, tentando parecer intimidador, um sorriso sapeca nos lábios.

— Aliás, como você sabia todas essas informações? Jurei que tinha vindo apenas ajudar por conta da data comemorativa — perguntou realmente curioso, cansado de manter a pose e toda a ladainha, pois tinha muito trabalho a fazer; a loja estava cada vez mais cheia.

E sem nem esperar resposta, Yoongi começou a andar pela loja, arrumando o que tinha que ser arrumado, forçando um sorriso para os clientes que lhe ofereciam um sorriso.

— Bom, porque é claro que eu sei. — Apenas quando ouviu a voz de Jimin atrás de si, percebeu que o outro o seguia, fazendo exatamente a mesma coisa que si, com uma diferença de que os sorrisos pareciam mil vezes mais verdadeiros que os seus. — Por que eu não saberia?

— Porque você chegou hoje, só achei estranho.

Ao ouvir isso, Jimin entendeu na hora que Yoongi não sabia quem ele era.

— Então, você não sabe…

Não conseguiu nem terminar de falar, porque, ao olhar para trás, Yoongi já tinha sumido.

.x.

Dizer que o dia de Min Yoongi estava corrido seria uma mentira, o dia estava caótico! E nunca é demais reforçar que este é um dos motivos que faz com que esse dia seja detestável na agenda de Yoongi. Ele corria de um lado para o outro, arrumando ursinhos de pelúcia, preparando chocolates e, a pior parte, escrevendo bilhetes amorosos para os clientes darem de presente para os amores de suas vidas. Ugh, patético.

— Pode escrever assim: “Amor da minha vida”... — recitou a cliente, que olhava fixamente para Yoongi, esperando que ele escrevesse as palavras no pequeno cartão. Ela havia comprado a maior caixa de chocolate que estava à venda na loja para dar para a namorada que chegaria logo mais de viagem.

— Pode continuar, senhora, estou ouvindo — comentou, segurando a caneta e esperando para que a moça continuasse. E ela o fez:

— “Você é meu xuxuzinho, meu docinho de coco”... — Ao ouvir a frase mais brega da vida, Yoongi quase não conseguiu segurar o riso, disfarçando e virando o rosto rapidamente. Foi então que percebeu estar sendo vigiado pelo menino novo, Jimin. Desde que resolveu perguntar para ele sobre as promoções do dia, percebeu que o menino não sumiu mais de sua vista. — “Você é o amor da minha vida para todo o sempre” — finalizou a menina, trazendo a atenção de Yoongi de volta à realidade.

— Mais alguma coisa para acrescentar? — A carta já estava brega o suficiente, mas quanto mais palavras, mais caro o bilhete ficava. Yoongi só estava fazendo seu trabalho.

— Pode finalizar com: “Com amor, Agatha”. — E assim Yoongi o fez, a caligrafia cuidadosa e bela.

— Pronto, está aqui. — Entregou a grande caixa de chocolate, junto com o bilhete cheio de corações como foi pedido pela cliente. — Espero que tenha um ótimo dia.

— Obrigada! — respondeu animada. — Com certeza ela vai amar!

— Tenho certeza que sim.

— Espero que seu dia seja especial também, com alguém especial! — disse educada, despedindo-se em seguida, sem que o rapaz pudesse responder.

Na verdade, Yoongi nem saberia o que responder, por isso não se importou de apenas dar um sorriso sem graça para não deixar a cliente se sentindo mal, mas a única coisa que rondava sua cabeça e seu coração era que não, ele não teria um dia especial, muito menos com alguém especial.

Ele estava trabalhando, em uma loja abarrotada de gente, tendo que escrever bilhetes melosos e ridículos. Então, não, Yoongi definitivamente não teria um bom dia.

— Que mal educado, nem respondeu a moça. — Claro que Yoongi levou o maior susto da vida com Jimin chegando, novamente, atrás de si. Primeiro pisara no pé do menino, depois dois sustos seguidos.

— Caralho, Jimin! — gritou, virando-se para trás. — Não faz mais isso, cara! Você me assustou de novo!

— Não foi a intenção! — Levantou as mãos, em rendição, os olhinhos arregalados em um falso — Yoongi sabia — pedido de desculpas. — Eu pensei que você tinha me visto aqui.

— Eu tinha te visto, sim. Mas não sabia que viria falar comigo, muito menos me xingando de mal educado — Yoongi respondeu, olhando para o relógio, e então, notando que a hora do almoço se aproximava e em poucos minutos, Yoongi teria um momento de paz. Bom, pelo menos era isso que ele pensava.

— Eu só disse que você não respondeu a cliente — repetiu Jimin. Ele havia gostado do jeitinho afiado do rapaz, sabia que Yoongi era mais velho que si, pois seus pais haviam lhe dito, mas achou que seria como os outros, dando-lhe sorrisos apenas por ser filho dos chefes.

— Ei, você está aqui para ajudar ou para me inspecionar? — Yoongi bradou, estava ficando realmente irritado com Jimin, mas tentou culpar a fome.

— Para ajudar, claro! — Jimin respondeu como se fosse óbvio. Por morar longe dos pais e trabalhar demais, ele sentia falta de um diálogo, e como Yoongi não o tratava diferente, ele continuava tentando manter um assunto com o rapaz, porém estava quase desistindo.

— Então, cale a boca e ajude! — bradou Yoongi. Estava exausto e ainda nem tinha chegado na metade do dia.

— Eu estou ajudando, não está vendo? — Apontou para as prateleiras que antes se encontravam uma bagunça. — Não venha me dizer que não estou ajudando.

— Então só cale a boca, mais fácil. — Yoongi sabia que estava sendo bem desrespeitoso com o menino que mal conhecia, mas o humor dele não era dos melhores.

— Você está emburrado assim porque é Dia dos Namorados ou…

— Não te interessa.

.x.

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Era possível ouvir Mark, o outro ajudante, falando no megafone. Yoongi tinha acabado de almoçar e estava tirando os minutos que faltavam de sua pausa no fundo da loja. Ele adorava aquele cantinho reservado, dava pra ver o céu azul e sentir o frio cortando sua pele.

Claro que estava todo agasalhado, mas sair do fervo da loja e respirar um ar puro era tudo o que Yoongi precisava. O silêncio daquele lugar isolado o permitia ter também um acalento no coração jovem. Uma pena que durou pouco.

— Oh, aí está você! — Era Jimin, de novo! Yoongi rolou os olhos, aproveitando que estava de costas para a entrada, sentado no sofá confortável que tinha ali, e que tal ato não poderia ser visto pelo outro.

— Sim, aqui estou eu — respondeu, porque mesmo achando Jimin um chato, ele não deixaria de responder ao rapaz.

— Ainda de mau humor? — perguntou o loiro que, deliberadamente, sentou-se ao seu lado.

— Um pouco. — Deu de ombros, talvez se continuasse respondendo curtamente, o loirinho fosse embora.

— Melhora depois de comer, né? Comida resolve quase tudo. — Riu Jimin, aconchegando-se ainda mais no sofá.

Yoongi estava, literalmente, muito enganado, Jimin não parecia se importar com suas respostas curtas, ou com seu pouco interesse em continuar aquela conversa, ele apenas continuava tentando manter um assunto entre os dois. Então, respirou fundo e sentou-se, dando mais espaço para que Jimin se ajeitasse e também ficasse confortável.

— Jimin — Yoongi chamou, interrompendo a fala do loiro sobre alguma série que queria começar assistir. — Por que você cismou comigo? — perguntou por fim. — Digo, tem mais algumas pessoas trabalhando, e você só fala comigo.

— Porque eu gostei da sua personalidade, mesmo que eu ache que vai acabar assustando um cliente quando você fecha a cara ou com suas respostas curtas. Você parece legal — respondeu. Não havia mentido, mas também não disse a verdade absoluta, tinha um certo medo de Yoongi mudar com ele e começar a bajulá-lo.

— Entendi — disse, meio suspeito, quem gostava de grosserias? Jimin era louco? Certamente.

— Podemos recomeçar, você sabe meu nome, e eu sei o seu, então... Qual sua idade? Faz faculdade? É formado? — perguntou, ficando com as pernas sobre o sofá, virando de frente para Yoongi.

— Tenho 25 anos, e sou formado em Música, trabalho aqui há um ano e escrevo músicas para alguns cantores por aí. Sua vez.

— Hum… Será que já ouvi algo seu? — Jimin pareceu realmente interessado em saber disso, e Yoongi quase se sentiu mal, vendia para artistas pequenos, possivelmente Jimin não havia escutado. — Enfim, eu tenho 24 anos, sou formado em Administração e trabalho num escritório em Nova Jersey, onde moro atualmente, mas estou de férias.

— E está trabalhando numa loja há duas horas de distância de onde você mora e trabalha? — questionou curioso. — Por quê?

— Porque eu vim visitar parentes e, como eles estavam trabalhando hoje, pensei que não tinha nada 'pra fazer, então poderia achar um lugar para trabalhar também. Seria melhor do que ver o catálogo todo romântico da Netflix.

— Duas épocas do ano que eu odeio, e elas vêm em seguida, Natal e Dia dos Namorados, os filmes que passam são sempre os mesmos e as plataformas de streaming só lançam filmes nessa temática. Tudo bem, eu entendo, mas e os filmes para os solteiros? E para aqueles que não tem família para passar o Natal?

— Nossa, sim, eu concordo, às vezes eu não consigo vir para o Natal e sou obrigado a ficar vendo filmes e ficando triste, é terrível.

— Sua família é de Nova Iorque? — Yoongi, curioso, quis saber. — Minha família é de Daegu, na Coreia do Sul, mas eu vim estudar nos Estados Unidos. Meus pais adoraram essa ideia, porque... enfim, não vem ao caso.

— Planta a sementinha e me deixa curioso, que feio — resmungou. — Meus pais são de Busan, Coreia também, vivemos em Nova Iorque desde que papai foi transferido para cá, tem uns dez anos. Mesmo depois que ele saiu da empresa, eu já estava na faculdade e eles decidiram continuar aqui — explicou, notando que a atenção do mais velho estava toda em si. — Me diz, Yoongi, por que tanto mal humor no Dia dos Namorados?

— Porque pessoas apaixonadas são nojentas — disse, fazendo uma careta que fez Jimin gargalhar. — Xuxuzinho, amorzinho, meu Deus, esses apelidos me dão ânsia.

— Eu concordo por parte, mas chamar de amor é fofo — respondeu, tentando parar de rir.

— Ei, para de rir — bradou. — É fofo, mas ugh.

— Então, se você trabalha aqui há muito tempo, você passa a data sozinho? Tipo, você não sai? Não tem um encontro no Dia dos Namorados, como uma pessoa comum faz?

— Não, normalmente saímos tarde nesse dia, então eu apenas vou pra casa e vejo algum filme de terror para fugir dos filmes mamão com açúcar, e depois... durmo? Sei lá, não costumo sair muito para conhecer pessoas.

“Pessoas”, Jimin notou. Ele estava acostumado a usar a mesma palavra para não falar conhecer homens.

— Eu costumo estar no serviço, então raramente tenho um encontro nessas datas, porém devo admitir que conseguir um é muito fácil, basta ir em barzinhos que você vai encontrar muitas mulheres procurando alguém para passar a noite. Sei disso, porque minhas amigas sempre fazem isso, e por isso eu prefiro ir para casa depois do serviço, também.

— Você nem pode me julgar por ir para casa se você também vai, Jimin — Yoongi resmungou, fazendo Jimin rir baixinho; era verdade. — Eu só acho que romance não é muito para mim, primeiro que eu tenho muita preguiça de sair e conhecer gente nova.

— Eu uso o Tinder quando quero sair com alguém, é a melhor forma de você também não ter dúvidas se a pessoa que tem interesse tem o mesmo interesse que você. Quero dizer, se damos match, significa que nós dois nos interessamos um pelo outro, e não tem essa dúvida cruel.

Estranhamente Yoongi entendia o que Jimin estava falando; não sabia se era no mesmo sentido que estava pensando, mas entendia o “não ter certeza”. Ser gay era complicado, ele nunca sabia se o cara do bar era hétero ou não, e o Tinder era uma boa ferramenta.

— Eu te entendo, mas você é bonito, Jimin, deve chamar atenção de muitas mulheres assim que chega em algum lugar — disse sincero, não achava que o mais novo tinha problemas para ficar com alguém. Yoongi notou Jimin se levantando e achou que ele havia ficado ofendido com o elogio, e porra, o mais velho se culpou por não ter pensado nisso antes de falar.

— Ah, isso é, mas eu não estou interessado em mulheres, Yoongi — respondeu, espreguiçando-se e guardando o celular no bolso. — Acho que deu minha hora, bom descanso.

Jimin não esperou que Yoongi digerisse a informação. Sempre que contava para alguém que gostava de homens, procurava sair de perto, porque nem sempre as reações eram as melhores. E talvez, parando para analisar, Yoongi meio que ficasse incomodado, afinal ficou no pé do garoto a manhã toda.

— Aish, Park Jimin, você não deveria ser tão "entrão" — resmungou para si mesmo enquanto se dirigia até o balcão. Iria substituir seus pais para que eles fossem almoçar, talvez ali ele se comportasse sem deixar ninguém desconfortável, principalmente porque Caleb também estava indo almoçar, ele não teria tempo de perturbar Yoongi.

Ele estava errado, pois Yoongi apenas ficou surpreso com a informação, mas nem um pouco incomodado, por isso, quando retornou à parte da frente da loja e viu Jimin no balcão atendendo um rapaz, Yoongi aproximou-se sorrateiramente, parando ao lado do loiro no balcão.

— Ela vai adorar, senhor, não se preocupe. — Ouviu o loiro dizer com um sorriso no rosto, então, assim que o cliente saiu, Yoongi debruçou-se no balcão.

— E como seus pais reagiram? — questionou de forma aleatória, como se perguntasse se a pessoa queria água, e quase riu da cara de confuso de Jimin. — Sobre você ser da comunidade, sabe? — sussurrou, fazendo o loiro dar um sorriso de lado.

— Normal? Surpresos com certeza, mas viver aqui por um tempo os fez abrir os olhos um pouco mais para as diferenças, e acho que isso os fez de certa forma... não surtarem? Mas eu contei quando já estava com a aprovação da faculdade em mãos e com a vaga no dormitório público, só faltava arrumar um emprego, para pagar o que a bolsa não cobria, mas eu aceitava até dançar no trânsito.

— Você é dançarino? — Yoongi perguntou curioso, fazendo Jimin rir.

— De tudo o que eu falei, você só prestou atenção nisso? — Riu. — Não sou dançarino, infelizmente, mas sempre gostei muito.

— Eu acho que deveria ter seguido sua ideia e contar quando já tivesse de malas prontas, seria até que uma boa. Eu podia ter dito: “Mãe, pai, eu sou bi. Valeu, falou, 'tô indo para Nova Iorque”.

— Olha, seria bem interessante se você fizesse dessa forma — disse o mais novo, mas, antes que pudesse falar mais alguma coisa, uma cliente se aproximou, fazendo Yoongi se afastar e ir arrumar algumas prateleiras.

Raramente ele procurava saber mais da vida de algumas pessoas, mas precisava admitir que conversar de verdade com Jimin era agradável, talvez Yoongi só tivesse desde o início evitando o mais novo porque era de manhã cedo e seu humor não era um dos melhores. Na realidade, se ele parasse para pensar, quem acordava de bom humor era uma pessoa louca ou que trabalhava por gostar, e não por ter conta para pagar.

Alguns minutos depois, quando Caleb retornou, Jimin assumiu o microfone para que Mark pudesse almoçar, e Yoongi notou que conversar com o rapaz não era igual a conversar com Jimin. Caleb não parecia fazer questão de conversar, e Yoongi, muito menos, mas Jimin sim, ele gostava de conversar e, enquanto implicavam um com o outro, a hora passava mais rápido. Por isso, Yoongi teve uma brilhante ideia.

Não fazia muito tempo que Jimin tinha posse do microfone, gritando as promoções do Dia dos Namorados para quem quer que passasse, mas a expressão do menino estava um tanto quanto cansada. Yoongi percebeu e, saindo de perto de Caleb, foi até a cozinha e pegou um copo d’água, indo até a porta da loja, onde Jimin estava.

— E a promoção dessa hora é um urso de pelúcia mais caixa de bombom por dez dólares. — A voz fina do garoto falhou de tanto que a forçara. Tossiu um pouco, voltando a falar das promoções do dia, até que viu Yoongi se aproximando.

— Tá difícil, aí? — perguntou Yoongi, dando um gole na água.

Jimin baixou o microfone, olhando fixamente para a água que Yoongi bebia. Lambeu os lábios, morrendo de sede.

— S-sim, está! São muitas promoções para falar. — Por mais que falasse diretamente com Yoongi, Jimin não tirava os olhos do copo que o mais velho tinha em mãos.

— Você quer? — questionou Yoongi, balançando o copo lentamente na frente de Jimin, o sorriso malicioso crescendo nos lábios.

— Eu quero, me dá um gole? — Jimin quase implorou, aproximando-se ainda mais do menino.

— Se quer, vai buscar! — E, de uma vez só, engoliu todo o restante da água que tinha no copo, deixando Jimin de queixo caído e desolado.

— Seu filho duma… — Jimin estava furioso e, a cada riso sagaz que saía dos lábios de Yoongi, a raiva crescia.

— Você deveria ver a sua cara! Eu tinha que ter filmado isso, puta que pariu. — Yoongi jurou que ia perder o ar de tanto rir. — Você é engraçado demais.

— Eu não achei porra de graça nenhuma, Yoongi. Estou aqui trabalhando e pensei que você…

— Continua sendo engraçado, e eu gosto — cortou Yoongi, nem mesmo esperando o menino retomar o pensamento para ir embora.

Jimin ficou muito surpreso com a audácia de Yoongi, que realmente o deixou sem água e não retornou mais. Sua sorte foi que seu pai pareceu sentir pena de si e o levou água, e isso fez com que a raiva do Park ficasse muito maior.

Quando Mark retornou, Caleb voltou para seu posto, e Jimin, para o seu, ou seja, dentro da loja, ajudando com os clientes e aproveitando para observar Yoongi. Ele reparou que Yoongi não era tão sério, o outro apenas era na dele, parecia acanhado, mas quando pegava certa intimidade, se soltava mais.

Talvez sua vingança viria mais rápido que Yoongi pudesse esperar, o Park só precisava fazer com que seus pais achassem que era uma ideia magnífica o que tinha em mente e, com um pouquinho de charme, ele conseguiu planejar sua pequena vingança, mas pensou que seria melhor quando o movimento reduzisse.

Por isso, Jimin apenas esperou que o dia passasse e foi atendendo os clientes, aproveitando durante o intervalo que possuía para escrever pequenos recadinhos. Ele fez todos os papeizinhos até o horário do café da tarde, pois era nesse momento que o movimento da loja dava uma parada, e eles não precisavam andar de um lado para o outro.

Yoongi estava mais uma vez atendendo um cliente — dessa vez, um senhor de idade, querendo dar um presente para a mulher que era casado há mais de 40 anos —, quando sentiu um tapa em seu ombro. Ignorou, de começo, prestando atenção no que o velhinho falava para não perder nenhum detalhe do presente que teria que embrulhar.

— Yoongi-ah — gritou Jimin ao seu lado. Não fazia nem meia hora que ele tinha zoado com Jimin, e lá estava o menino enchendo o saco de novo.

— Não está vendo que eu estou ocupado? — Sem nem mesmo tirar os olhos do cliente e o sorriso do rosto, cutucou Jimin no quadril, implorando para que não o atrapalhasse apenas com tal ato.

— Eu preciso muito de sua ajuda! — bradou mais uma vez, fazendo um pequeno bico com os lábios.

Yoongi fechou os olhos, furioso, e respirou fundo. O que quer que fosse que Jimin quisesse, não poderia esperar ele terminar de fazer o trabalho?

— Pode ir lá, meu jovem — disse o velho, simpático. — Eu já terminei o pedido, é apenas isso que eu te disse. — Yoongi não lembrava uma porra que o velho tinha falado, tudo por culpa do menino loiro que não parava de cutucar seu ombro. Respirou fundo mais uma vez.

— Eu volto em um instante, senhor. Termino de embrulhar seu presente em alguns minutos. — Fez uma reverência ao senhor e estava pronto para seguir Jimin, que falou:

— Ali, senhor, naquele balcão, faça seu pedido com o rapaz de cabelos longos e diga que Jimin lhe mandou, que você vai ganhar um desconto de 5% — Jimin disse, fazendo sinal para Caleb, que pegou no ar, e Yoongi encarou a situação confuso.

A verdade era que Jimin atrapalhou a venda e ainda deu desconto — que lhes era permitido quando pudesse ocorrer algo que desagradasse o cliente — apenas para tirar Yoongi dali? Decidido a não falar nada naquele momento, porque seus chefes estavam por perto, ele decidiu seguir o mais novo, que andava rápido por entre as prateleiras repleta de miscelâneas, não fazendo a menor questão de esperar por Yoongi, que tentava alcançar seus passos, este que percebeu, então, que o outro estava indo em direção à entrada da loja.

— Senhoras e senhores — disse Jimin no microfone. — Espero que todos estejam aproveitando muito esse Dia dos Namorados. — Nem mesmo segundos depois de Jimin ter terminado de falar a frase, a atenção de todos já estava voltada para os dois meninos. O que caralhos ele estava fazendo ali?

— Jimin… o quê…

— Mas, para ficar ainda melhor, nosso melhor funcionário, Min Yoongi, irá ajudá-los a se inspirar! — Ao ouvir seu nome, Yoongi surtou internamente. Como assim, ajudá-los?

— Quer porra é essa? — sussurrou para Jimin, chegando bem próximo do ouvido do outro, segurando-o pelo braço.

Jimin fingiu normalidade e continuou falando:

— Min Yoongi, por favor, passo esse microfone para você, agora é sua vez… — Só então, Jimin voltou seus olhos para Yoongi, o sorriso mais tenebroso nos lábios.

Agora era a hora da revanche.

— Agora é a sua vez de declamar poemas de amor. — Aplausos e mais aplausos podiam ser ouvidos, os clientes entusiasmados com todo o clima de romance no ar. E Yoongi? Ele só queria morrer. Ou melhor, ele queria matar Park Jimin e seu belo rosto.

Com o olhar furioso, pegou o microfone da mão de Jimin, que, por sua vez, não tirava o sorriso cínico dos lábios.

— Boa sorte — sussurrou Jimin, trombando de leve com Yoongi, deixando todo o “palco” e o microfone para o mais velho.

Uma pilha de papéis pequenos podia ser vista no banquinho perto da entrada, provavelmente ali estavam os tais poemas. Yoongi, com a vergonha que não lhe cabia na cara, andou até eles, ajeitou a postura e leu:

“Que pincel eu tenho que usar, para pintar um clima entre nós?”

As risadas que ecoram pela loja não sairiam tão cedo de sua mente. Poemas? Aquilo estava mais para cantadas baratas! Os clientes batiam palma e riam, achando a cena hilária. Yoongi tentou mais uma vez, retirando mais um papelzinho da pilha.

“Não precisa olhar no relógio para saber que já passou da hora da gente se pegar.”

Incrédulo. Era assim que Yoongi estava. Todos pareciam se divertir, principalmente Jimin, que chorava de rir, logo atrás dos clientes que se aglomeravam para ver o que estava acontecendo.

Tentou mais uma vez. Pegou um papel, notando que tinham mais coisas escritas, talvez este fosse realmente um poema.

“Andei quilômetros até encontrar

Nesse sol escaldante, ando sem parar

Uma única coisa realmente me preocupa

Finge que sou um sorvete e me…”

Não! Min Yoongi não passaria por isso. Aquele maldito, lazarento de uma figa!

As gargalhadas eram tão altas que certamente Jimin não ouviu o grito de ódio que Yoongi bradou, largando o microfone em meio a aplausos e risos de diversão, indo em direção ao mais novo.

— Você me paga! — gritou, percebendo que Jimin já corria para o fundo da loja, fugindo de si.

— Você quem começou! — Por mais curtas que fossem as perninhas de Jimin, ele corria. Entrou na sala dos funcionários, fechando a porta antes que Yoongi pudesse o alcançar. Encostou o corpo nela, apenas esperando pelo pior.

O barulho que mais temia veio logo em seguida. Yoongi desferiu socos na coitada da porta, gritando pelo menino loiro amedrontado:

— Abre essa porta agora, Jimin!

— N-não vou abrir! — gritou de volta, jogando todo seu peso para que a porta não abrisse.

— Eu juro que não vou te bater. — A voz abafada de Yoongi o deixava com menos credibilidade ainda, fazendo Jimin rolar os olhos.

— Aham, tá bom, acredito em você — disse cínico. Sabia que o mais velho estava puto da vida. — Eu só revidei o que você me fez mais cedo.

— Eu só não te dei água! O que você fez foi bem pior — falou Yoongi, voltando a bater na porta com ainda mais força. No susto, Jimin cambaleou para trás, no mesmo instante que Yoongi esmurrava a porta.

Park Jimin pensou que estava morrendo, sim, ele pensou. O baque foi tão grande que seu corpo foi arremessado para trás, não tendo tempo nem de perceber o que estava acontecendo. Apenas quando abriu os olhos, notou estar no chão, com Yoongi em cima de si. A respiração do menino mais velho batia contra seu rosto, provocando um arrepio involuntário. Jimin estava imóvel, os olhos fixos nos lábios de Yoongi.

Min Yoongi não estava diferente, não, senhores. Segurava o peso do corpo com as palmas das mãos, uma em cada lado de Jimin. A respiração saindo entrecortada, o coração batendo rápido... Aquilo ali não estava nos planos, não era para ele estar deitado em cima de Jimin, não.

O clima ficou um tanto mais tenso quando, do nada, Jimin lambeu os lábios lentamente, sem desgrudar o olhar de onde estava, fixo. Yoongi reprimiu a vontade de gritar e ficou apenas olhando o movimento tortuoso da língua rosadinha de Jimin.

Ele queria beijá-lo. Ele queria que aquela língua estivesse dentro de sua boca naquele exato momento.

Sem realmente raciocinar, começou a descer o rosto, ficando ainda mais perto. Ao sentir a pontinha de seu nariz encostar na pontinha do nariz de Jimin, algo dentro de si despertou, fazendo-o ir para trás, levantando rapidamente.

O que porra estava pensando? O que caralhos estava fazendo?

Sentia as bochechas ardendo em chamas, desviando o olhar de Jimin, que ainda estava deitado no chão.

Por que diabos ele foi lamber o lábio de forma tão sexy?

— Você pode, pelo menos, me ajudar a levantar? — Ouviu a voz de Jimin o chamar. Yoongi não queria olhar, não queria encarar o menino, pois com certeza saberia que esses pequenos segundos o deixaram todo desconcertado. — Além de burro, é lerdo? — brincou Jimin, a voz deixando transparecer um riso.

— Eu não sou burro, nem lerdo — respondeu, ainda de costas para o outro. A cena era um tanto cômica. Yoongi provavelmente estaria rindo, se não fosse consigo.

— Então me ajude a levantar, já que a culpa disso tudo aqui foi sua.

Não tendo muita escolha, virou para ajudar Jimin a levantar, estendendo a mão para que o outro usasse de apoio.

Assim que ficou de pé, Jimin cruzou os braços na frente do corpo, um sorriso estranho — segundo Yoongi — nos lábios, olhos semicerrados.

— A culpa foi sua de estarmos no chão — repetiu, como se o mais velho não tivesse ouvido claramente antes.

— Óbvio que não foi — retrucou Yoongi, imitando a pose do outro, cruzando os braços na frente do peito. O rosto ainda ardia em vergonha, mas ele iria encará-lo. — A culpa foi sua que me fez ler aqueles poemas… que nem são poemas, porra nenhuma!

— A culpa foi sua! — bradou Jimin, batendo o dedo indicador no peito de Yoongi. — Inteirinha sua! Você que começou não me dando um maldito gole de água.

— Você é insuportável, sabia?

— Eu? Insuportável? A única pessoa insuportável aqui é você, Yoongi!

Yoongi bufou com desdém, não acreditando na briga ridícula que estavam tendo.

— Nem sei por que eu estou perdendo meu tempo falando com você — disse sério, pronto para sair pela porta e deixar o menino e todo o sentimento em seu peito para trás. Até que ouviu as próximas palavras de Jimin:

— Porque você não consegue ficar sem falar comigo — bradou Jimin, sabendo que assim chamaria a atenção do mais velho.

— Disse, quem? — retrucou Yoongi, virando o corpo em direção ao do outro novamente.

— Eu, claro. — A cara de pau de Jimin nem tremia.

— Vai se foder.

— Eu duvido que você consiga ficar uma hora sem falar comigo.

— O quê?

— Isso mesmo que você ouviu. — Sorriu, sabendo que essa estava no papo. — Eu duvido que você consiga ficar uma hora sem falar comigo.

— Para de besteira, idiota! — disse Yoongi, tirando um sarro da cara de Jimin. De onde ele tinha tirado essa ideia maluca?

— Se você conseguir, eu não te encho mais o saco, de verdade — propôs o mais novo, encarando Yoongi da maneira mais sonsa possível.

— E se eu perder? — Mesmo sabendo que ia se arrepender, Yoongi perguntou.

O sorriso que estava no rosto de Jimin era o mais ardiloso de todos.

— Se você perder, você sai comigo para tomar um café, depois do expediente — Jimin respondeu encarando o mais velho, gravando suas reações. Primeiro ele ficou surpreso, depois deu um sorriso de lado e, por último, ele negou com a cabeça.

— Se queria sair comigo, garoto, era só pedir, não precisava me desafiar — Yoongi respondeu e se aproximou do mais novo, ficando próximo demais da conta.

— Eu gosto de desafios — foi a única coisa que Jimin conseguiu responder, encarando os olhos do Min, que apenas riu e estendeu a mão.

— Eu poderia dizer que faço questão de perder, mas eu amo desafios, então fechado.

Com um aperto de mão e um sorriso nos lábios, eles se afastaram para que pudessem retornar às atividades da loja, mesmo que agora em menor quantidade de clientes.

Yoongi sabia que naquele horário era mais tranquilo — inclusive, seus chefes haviam saído para fazer sabe sei lá o que —, e ele quase, quase se arrependeu amargamente do desafio, porque agora, parando para analisar, ele não tinha nada para fazer e nem com quem conversar.

Caleb e Mark conversavam próximos a porta, enquanto ele suspirava pelos cantos, tentando não ceder à vontade de ir falar com Jimin, que estava mexendo no computador do balcão. Na verdade, Yoongi até se questionou por que o mais novo tinha a confiança dos seus chefes de ficar no caixa da loja quando eles não estavam, e até se sentiu meio mal, porque ele trabalhava lá há mais tempo, e Jimin era apenas alguém que chegou para trabalhar naquele dia.

Alguns minutos depois, em que estava cansado de pensar e andar de um lado para outro, Yoongi aproximou-se de Jimin, que parou de digitar, mas quando o mais velho encostou os dois braços no balcão, ele voltou a digitar, ignorando a presença do Min. Por pouco tempo, já que o moreno acabou quase se deitando no balcão, suspirando profundamente.

— Que foi? — Jimin inquiriu, olhando a hora, quando Yoongi negou com a cabeça e riu. — Você veio aqui apenas para sentir meu cheirinho? Sentiu tanta falta assim? Só tem meia hora, Yoongi.

O mencionado apenas levantou o dedo do meio, como resposta, mas em seguida se endireitou, pegando um papel e uma caneta, escrevendo: "O que você 'tá fazendo?” E virando para o mais novo, que gargalhou.

— Você acabou de perder, Yoongi — Jimin disse rindo. — Sinceramente você falou comigo da mesma forma, é a mesma coisa de mandar mensagem.

— Nada a ver, Jimin — bradou, ele discordava do mais novo, mas quando notou que agora havia falado usando a boca, deu um tapa na própria testa. — Cala a boca.

— Eu não falei nada, você quem disse — Jimin respondeu, sorrindo fraco. — Eu estou atualizando o estoque, essas planilhas estão todas bagunçadas

— O senhor Park e sua esposa odeiam mexer no computador, eles dizem que o filho deles nos fins de semana, quando não pode vir, acessa não sei o que e resolve.

— É, tem um aplicativo que permite que, apenas por um número, você acesse o computador de outra pessoa com permissão, claro. Basta você ter esse número e você consegue mexer em tudo, então é só acessar os dados de venda e dados de compra, colocá-los na planilha, deixando em vermelho o que 'tá acabando, em verde, o que tá sobrando, e em azul, o que está há muito tempo sem vender. São pequenos detalhes que ajudam muito na hora de administrar o dinheiro e as compras.

— Você parece gostar dessas coisas aí — Yoongi comentou apontando para o computador onde Jimin possuía seis mil abas abertas.

— Eu gosto de verdade, mas entendo bem quem não gosta. Administrar é algo maravilhoso e distrai a mente, mas, ao mesmo tempo, pode ser estressante.

— Você é organizado em tudo? — perguntou. — Porque você me pareceu meio louquinho.

— Na realidade, não — disse, rindo, e arrastou o notebook mais para perto de onde Yoongi estava, para que pudessem conversar melhor. — Eu só sou organizado assim com o que trabalho, porque minha vida pessoal é totalmente desorganizada.

— Entendo... E por que você 'tá fazendo isso? Tipo, eles pediram? — Yoongi quis saber, tentando sanar suas curiosidades, mas, antes que Jimin pudesse responder, entraram clientes, e Yoongi olhou para as horas e constatou que eram 18h. Horário das compras de última hora — literalmente.

Jimin até agradeceu por isso, porque ele tinha um encontro com Yoongi, e o mais velho não podia fingir que não, porém talvez ele se negasse a sair com ele se soubesse que o Park era o filho dos seus chefes. Mas Jimin nem teve tanto tempo assim para pensar, porque logo começaram a lhe chamar no balcão também, e ele estava responsável por essa parte até que seus pais retornassem.

Até as 20h, eles não tiveram tempo nem de beber água — as pessoas não paravam de chegar, e muitas delas, com pressa, talvez porque possuíam reserva em um restaurante ou porque apenas tinham marcado um horário com seus parceiros e não queriam furar no Dia dos Namorados. Era entendível, e Jimin pensava que talvez Mark e Caleb estivessem na mesma situação, doidos para irem embora e ficarem com suas namoradas — o mais novo havia os escutado falar um pouco mais cedo que tinham reservas, e Caleb até mesmo pretendia pedir a namorada em casamento naquele dia.

Quando o último cliente saiu da loja, Jimin — literalmente — jogou-se no sofazinho que possuía no canto do estabelecimento. Ele deveria admitir, preferia um dia inteiro no escritório do que aquelas últimas três horas em que ficaram ali sem parar um momento sequer. Entretanto, o trabalho não havia acabado, e Jimin notou isso quando Yoongi passou por si com um balde e vassoura em mãos.

Ele sabia que poderia apenas continuar ali e deixar o restante, porque seu papel de ajudar seus pais havia terminado, porém se ele iria sair com Yoongi, não queria o mais velho tão cansado assim. Por isso, levantou-se e caminhou até o mais velho, pegando a vassoura de sua mão.

— Só passa o pano, deixa o Caleb e o Mark organizarem as prateleiras — Jimin disse quando Yoongi o encarou confuso, mas ele não contestou, odiava varrer.

Os próximos vinte minutos passaram bem rápido, Caleb e Mark foram embora após receberem o pagamento do dia, deixando apenas Jimin e Yoongi com os chefes.

— Jimin — sua mãe lhe chamou. — Você vem? — a mais velha questionou, olhando para ele, que esperava Yoongi, este que estava conversando com seu pai.

— Vou não, eu convenci o baixinho marrento a sair comigo — disse rindo, dando de ombros quando sua mãe gargalhou, porém eles se fizeram de sério quando viram Yoongi se aproximar. — Vamos? — perguntou quando Yoongi cumprimentou sua mãe, sorrindo fraco quando ele assentiu.

— Jiminie, se não for dormir em casa, me liga — a mais velha disse quando Jimin e Yoongi já estavam vestindo o casaco para irem embora. Jimin apenas respondeu que ligaria sim, arrastando Yoongi para bem longe, antes que seus pais se juntassem e o fizessem passar vergonha.

— Você…. — Yoongi começou quando os dois já estavam afastados da loja. — Você vai me explicar ou…?

— Eles são meus pais e ficam preocupados se eu não avisar onde estou — Jimin disse, evitando o olhar do mais velho.

— Ah, faz todo sentido do mundo, isso, agora — Yoongi sussurrou, entendendo por que Jimin parecia conhecer todos os pedaços da loja e saber mexer tanto nas coisas. — Então, temos um problema, Jimin.

— Por que meus pais são seus chefes? — Jimin quis saber, bem curioso e quase desapontado, pois queria muito sair com Yoongi.

— Não, isso eu não ligo — disse dando de ombros. — É só que não tem nenhuma cafeteria aberta agora.

— Sorvete? — Jimin questionou, encarando Yoongi, e o mais velho negou com a cabeça.

— Só me segue, Jimin — Yoongi falou, pegando na mão do mais novo, puxando-o para o caminho que tanto conhecia.

Nunca pensou que poderia ser tão cara de pau assim. Nunca, ao acordar naquele dia, pensou que voltaria para casa com Park Jimin, filho de seus chefes. Mas, ao olhar para o loirinho parado atrás de si enquanto destrancou a porta, pensou não ser uma ideia tão ruim assim.

Por algum milagre divino — com certeza os astros estavam do seu lado —, seu pequeno apartamento estava organizado e limpo. Yoongi não era um dos maiores amantes da organização, mas aparentemente a limpeza que havia feito dois dias atrás serviu para algo e durou mais de vinte e quatro horas.

— Então é aqui que você mora… — contemplou Jimin, como se aquele pensamento tivesse ficado em sua cabeça durante todo o trajeto. Não podia negar que ficou surpreso quando notou que Yoongi estava o levando para sua casa, não havia pensando na possibilidade até notar que estavam entrando em um prédio.

— Sim, lar doce lar. — Trancou a porta atrás de si, assim que os dois adentraram o local. — Fique à vontade.

Ambos tiraram os sapatos, deixando-os no pequeno hall de entrada. Jimin olhava cada parte do pequeno cômodo. O apartamento tinha uma sala pequena, porém aconchegante, um sofá e uma televisão. Alguns dvds e jogos podiam ser vistos ali perto. Algumas portas podiam ser vistas no corredor, um quarto e um banheiro. A cozinha também era pequena, mas, para Yoongi que quase não cozinhava, estava de ótimo tamanho.

— Qual é sua ideia para hoje? — perguntou Jimin, fazendo exatamente como o outro dissera, jogando-se no sofá como se fosse de sua casa. Yoongi quase não conseguiu segurar o sorriso ao ver a cena.

— Como assim? — Claro que Yoongi sabia muito bem o que queria fazer com Jimin, mas decidiu bancar o desentendido.

— Se me trouxe até sua casa, foi por um motivo. — Inconscientemente ou não, Jimin mordeu os lábios, olhando fixamente para Yoongi.

Lentamente, o mais velho sentou-se ao lado de Jimin, no pequeno sofá de dois lugares.

— Eu perdi a aposta, não foi? — Jimin concordou com a cabeça, ainda sem quebrar o contato visual. — Então, eu te trouxe aqui para nosso encontro.

— O encontro que era para ser em uma cafeteria em pleno Dia dos Namorados? — questionou Jimin, aproximando-se ainda mais de Yoongi. As pernas de ambos se tocaram, e Jimin sentiu-se arrepiar.

— Exatamente. Mas, vamos improvisar, já que não temos uma cafeteria em pleno Dia dos Namorados — completou Yoongi, olhando para as pernas grudadas, logo em seguida subindo para o rosto do mais novo. Ele queria tanto beijar Jimin.

— Então, me surpreenda — sussurrou Jimin, perto demais. Os narizes chegaram a se tocar de tão perto que Jimin avançou, afastando-se logo em seguida.

O coração de Yoongi batia rápido demais para ser saudável.

— Com todo o prazer.

As luzes amareladas da cozinha deixavam o ambiente ainda mais cálido. Yoongi olhava cada canto de seu armário para tentar achar algo que prestasse para cozinhar, mas desistiu quando percebeu só ter comida instantânea.

— Acho que a parte do me surpreenda não está funcionando — zombou Jimin, que estava de pé ao lado do mais velho. Yoongi fechou a porta do armário, tentando a todo custo não morrer de vergonha pela situação. Começou a duvidar se levar o menino para sua casa tinha sido uma boa ideia.

— Eu jurava que tinha ingredientes o suficiente para fazer um bulgogi — disse em devaneio, mais para si do que para o menino parado na sua frente.

— Estou achando adorável!

— Huh? — Yoongi estava confuso. Como assim adorável? Ele estava se saindo pior que os meninos virgens em seus primeiros encontros.

— Adorável — repetiu Jimin, virando o corpo do menino para si, rodeando os braços no pescoço do outro. — Você perde uma aposta, provando estar caidinho por mim…

— Não estou caidinho coisa nenhuma! — cortou a fala de Jimin, fazendo o menino rir e, por consequência do movimento, encostar os lábios nos seus brevemente. Com certeza o coração de Yoongi iria explodir.

— Fale mais vezes e, quem sabe, não consegue se convencer, sim? — Sentiu os braços de Yoongi abraçando sua cintura, sabendo, assim, estar fazendo a coisa certa. — Eu tenho uma ideia melhor para nosso encontro.

— Que ideia? — perguntou Yoongi, não conseguindo desgrudar os olhos dos lábios mais lindos que já vira.

— Você me beija, e eu peço um delivery para janta, que tal?

— Essa é uma ótima ideia.

Foi só o que Jimin precisava ouvir para avançar sobre os lábios de Yoongi. O beijo começou lento, apenas testando as águas, estudando a reação de ambos. Yoongi abraçou Jimin pela cintura, enquanto o mais novo enroscou os braços em seu pescoço, só então aprofundando o beijo, pedindo passagem com sua língua, e logo pedindo dominância.

Yoongi soltou um riso leve, percebendo que, até enquanto se beijavam, eles implicavam um com o outro. Não demorou muito para Jimin findar o beijo, dando uma mordidinha no lábio inferior do mais velho.

O moreno estava sem ar, o beijo foi muito mais do que esperou que seria. O olhar carregado de Jimin o deixava até tonto. Ele queria mais de Park Jimin.

— Agora que cumpriu com sua parte do trato, pode deixar que eu pago a nossa janta — falou Jimin, sacando o celular do bolso, discando o número de seu restaurante favorito. E assim que atenderam, virou-se para Yoongi, perguntando o que o mais velho iria querer.

— Sendo comida boa, pode ser qualquer coisa — respondeu Yoongi, jogando-se no sofá.

Jimin terminou de fazer o pedido, decidindo manter-se no básico topokki e alguns mandus. Talvez fosse comida demais, mas estava apostando no apetite dos dois depois de um longo dia de trabalho. Yoongi apenas concordou com a escolha, ele adorava esses pratos e nunca se cansaria de comê-los.

Ao contrário do que Yoongi pensava, a conversa fluiu bem fácil e, quando o silêncio se fazia presente era confortável — mesmo que soubesse que Jimin ficava em silêncio para o observar —, eles optaram por colocarem uma série que Jimin estava enrolando há tempos, e Yoongi já havia aberto a sinopse algumas vezes e desistido; longa demais para um curioso. Entretanto, a reação fofa do mais novo, ao falar sobre o que ele já tinha ouvido falar, fez com que Yoongi realmente colocasse a série, e até que era interessante.

O mais velho estava surpreso, porque, apesar de se sentir bem com o menino desde que falara com ele mais cedo na loja, ainda tinha uma dificuldade natural em se comunicar com pessoas novas, mas Jimin estranhamente o deixava confortável, pegando em sua mão e acariciando seus dedos enquanto ouviam a história da Macarena. E claro, Jimin soltava comentários ocasionalmente, esperando ou não pela resposta do mais velho, mas não cobrava, mesmo que Yoongi se esforçasse para responder com um resmungo.

A comida chegou rápido e o jantar correu sem qualquer problema. Jimin perguntou sobre a vida de Yoongi, que fez o mesmo, tirando todas as dúvidas sobre “como era ser filho dos donos da lojinha”. Jimin não se cansava de rir com Yoongi, o riso vinha fácil, ele não conseguia se controlar. Como o esperado por Jimin, a comida acabou num piscar de olhos, ambos mortos de fome e cansados do dia intenso que tiveram.

O sofá foi o escolhido para o descanso pós-jantar. Os dois abraçados, com Jimin apoiado no ombro de Yoongi enquanto voltavam a assistir a série, era diferente de antes, quando o loiro estava buscando os dedos de Yoongi para acariciar, pois, dessa vez, os dedos de Yoongi faziam um carinho leve no cabelo do mais novo, os fios dourados de tom perfeito enrolavam com facilidade em seus dedos.

Yoongi não queria admitir para si mesmo, mas estava caidinho por Jimin, e tudo o que ele lhe proporcionou naquele dia. E como se lesse seus pensamentos, Jimin endireitou-se um pouco melhor no sofá.

— Eu adorei o dia de hoje — comentou Jimin, do nada, como se o pensamento lhe fugisse a mente e escapasse à boca. — Eu não esperava terminar o Dia dos Namorados assim.

— Comigo? — questionou Yoongi, ajeitando-se melhor no sofá, podendo assim visualizar o rosto angelical do menino. — Ou na minha casa?

— Os dois. — Riu com leveza, esticando o pescoço para beijar os lábios vermelhinhos de Yoongi.

— E isso é bom? Digo, terminar o Dia dos Namorados comigo… — Outro beijo pegou o mais velho desprevenido, no meio da frase. — Na minha casa.

— Isso é ótimo.

Jimin virou-se no sofá, passando sua perna esquerda por cima das de Yoongi, sentando-se no colo do mais velho. As mãos ágeis seguiram as investidas, segurando firme a cintura fininha de Jimin, puxando-o ainda mais para si. Um arrepio passou pelo corpo todo de Yoongi ao sentir os lábios de Jimin em seu pescoço; jogou a cabeça para o lado oposto, deixando com que ele saboreasse toda sua pele. Suas mãos foram para debaixo da camiseta larga de Jimin, arranhando levemente a pele sensível de sua cintura. Não demorou muito até que os lábios estivessem colados, explorando cada canto, num enrosco de línguas intenso.

Yoongi estava amando cada segundo do beijo, cada segundo do amasso fogoso que estava tendo com Park Jimin, e as vozes de fundo na sala com a televisão ligada eram apenas detalhes. Obviamente os dois iriam voltar o episódio perdido, porque Yoongi e Jimin pararam em algum momento quando ouviram que uma personagem que havia morrido no primeiro episódio havia deixado algo para a personagem principal da série, e que aquilo seria outro foco, o que deixava a série bem interessante, porém não mais que os beijos que trocavam naquele sofá.

O mais velho aproveitou quando uma almofada caiu no chão para poder — finalmente — desligar a televisão, pois ele estava focando ainda mais nos beijos que eles trocavam e nas mãos rápidas do mais novo que tocavam a sua cintura para acabar ficando distraído com a série. Era incrivelmente fácil estar ali, sob o corpo de Jimin, sentindo os toques do loiro em seu corpo.

Não era uma má ideia terminar o que começaram naquele sofá, porém o estofado era duro e nada confortável. E antes que Jimin fizesse menção de retirar sua blusa, Yoongi o impediu, sorrindo fraco e deixando um selar nos lábios do mais novo ao notar sua feição confusa; queria o tranquilizar. Buscou a mão do mais novo, puxando-o para irem ao seu quarto.

.x.

Yoongi não conseguia pregar os olhos, mas, mesmo com o sono sendo arrancado de si como band aid, o sorriso mais sincero que dera em meses não saía de seus lábios.

Sentia os pequenos dedos de Jimin acariciando sua barriga; na verdade, sentia todo o corpo do mais novo colado ao seu, nu. Park Jimin parecia um coala, agarrado em suas costas, pele com pele. A respiração leve batia em seu pescoço e o arrepiava, deixando vívido cada segundo que passou na cama com Jimin, tudo o que tinham acabado de fazer rodando em sua mente como um filme, daqueles que você assiste mil vezes e não enjoa.

— Espero que seu Dia dos Namorados tenha sido bom — disse Jimin com a voz sonolenta. Os dedos não pararam o carinho que fazia em Yoongi nem por um segundo.

— Foi melhor do que eu esperava, na verdade — confessou Yoongi, soltando um leve riso em seguida. Se tinha algo que ele não imaginava, era que levaria Jimin para a cama.

— Por minha causa? — perguntou Jimin. Yoongi sabia que o menino ficaria se achando por um bom tempo se respondesse o que realmente passava em sua cabeça.

As brigas de brincadeira não cessavam nem mesmo na hora do sexo, esse era o jeitinho especial dos dois, pelo jeito.

— Hm, talvez… Não sei muito bem — respondeu Yoongi, virando-se de frente para Jimin bem a tempo de ver um bico se formando nos lábios do outro.

— Ah, tá bom que acredito — rebateu Jimin, enfiando o rosto no pescoço de Yoongi, jogando seu peso para cima do corpo do outro. — Eu sei que foi por minha causa.

Min Yoongi lidaria depois com as consequências de admitir estar encantado pelo menino, por hora, ele teria que deixar o coração falar por si.

— É claro que é por sua causa, bobo. — Abraçou forte a cintura tão manuseada por si naquela noite, retribuindo todo o carinho que Jimin lhe dava.

— E você topa repetir? — Jimin levantou o rosto, os corpos ainda colados, olhando profundamente para Yoongi.

— Com certeza — Yoongi respondeu rindo, ele possivelmente não estava em seu estado normal, se bateria depois, porém naquele momento ele só se permitiu sorrir fraco e deixar um selar demorado nos lábios do mais novo.

E, talvez, esse seja apenas o primeiro Dia dos Namorados que Park Jimin e Min Yoongi passariam juntos.

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Notas finais: @minie_swag: me contem o que acharam, foi divertido para vocês? Eu adorei parir essa história com a Mari, espero que tenham gostado também.

Até a próxima!

XoXo

13 de Janeiro de 2022 às 20:06 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

2Min Pjct Projeto de fanfics do shipp Yoonmin (Yoongi & Jimin) do grupo sul coreano BTS. Nos encontre também no Wattpad (https://www.wattpad.com/user/2MinPjct), Spirit (https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suji05), ao3 (https://archiveofourown.org/users/2minpjct) e twitter.

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