a_merlin Aurora Merlin

A floresta sempre foi densa, escura e amedrontadora, mas também sempre existiu aqueles que tinham coragem o suficiente para adentrar a escuridão e enfrentar as criaturas assustadoras que lá habitavam, mas eram poucos que retornavam com a cabeça de um monstro de baixo do braço. Então, por que uma garota iria para a floresta durante a noite? Para irritar seus pais? Sentir a adrenalina correr em suas veias? Ou para deixar que as criaturas fizessem o que não tem coragem o suficiente para fazer? Uma coisa é certa, sair viva não é uma opção.


Horror Horror teen Para maiores de 18 apenas.

#contosdefadas #chapeuzinhovermelho #lobomal
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The Lord Wolf

♪Let's play in the woods, while your wolf doesn't come♪





Lá estava ela, seguindo aquela ideia estúpida de enfrentar seus medos e atravessar a zona de perigo, colocou sua capa para se proteger do frio, embora não adiantasse já que suas pernas permaneciam expostas por conta de seu vestido pouco acima dos joelhos, se assegurou de colocas as botas mais grossas pois não queria ter imprevistos com cobras e outros peçonhentos e antes de sair de sua casa pegou algo para fazer sua própria segurança e pois-se a andar em direção a imensidão negra.


Embora ameaçadora, era impossível negar a beleza do lugar, com suas cores exuberantes e animais exóticos, exóticos até de mais para o gosto da garota. Ignorando o medo e se encantando com a beleza do lugar ela caminhou de forma despreocupada em meio as folhas secas e arbustos úmidos, se sentia poderosa por andar em meio ao caos sem ter problema algum com isso, ignorando totalmente também sua burrice.


Mais poucos metros floresta a dentro, a garota começou a sentir como se estivesse sendo observada, tentou ignorar e continuar andando, a final faltava pouco para chegar ao coração da mata, mas ao escutar passos seguidos dos seus o desespero se alastrou pelo seu corpo, sua respiração ficou descompensada e seu corpo não lhe obedecia mais, correndo de forma desastrada tropeçando em galhos.


— Eu posso ouvir você.... - a voz grossa e aveludada soou como um eco em sua volta. - Não adianta tentar se esconder de mim.... - ela tentava encontrar de onde vinha a voz mas sem sucesso algum. - Seu medo me excita! - a voz passou a ser mais próxima. - Não seja tola, você já perdeu.


Um rosnado forte ecoou contra seu ouvido, ela tentou correr, mas mãos fortes e gigantes agarraram seus braços a jogando na direção oposta, fazendo suas costas se chocarem com força contra o tronco de uma árvore arrancando um gemido fraco de dor.


— Ora, ora, ora, o que faz na floresta a essa hora garotinha? Não sabe que pode ser perigoso? - ela olhou para o ser humanoide a sua frente e se encolheu. - Você me parece tão frágil, não devia andar sozinha por ai.


Ela sentiu o pavor ao ter o vislumbre do ser que a encurralava, ele tinha dois metros, no mínimo, suas orelhas não eram na lateral da cabeça e sim no topo dela, com forma triangular e pontudas que eram parcialmente cobertas por seus cabelos desgranhados, seu tronco nu seguindo por uma calça rasgada, se é que poderia chamar aquele trapo de calça, seus pés descalços com unhas sujas e as mais diversificadas cicatrizes em seu corpo, seus olhos em tons de outono com um brilho assassino, seus sorriso maldoso com suas presas prontas para a dilacerar por completo. A beleza andava lado a lado com o perigo.


— Espero que tenha tido tempo o suficiente para me analisar. - a voz aveludada a trouxe de para fora de seus pensamentos. - Você deve ser uma garotinha muito ingênua para ter a ideia de andar sozinha no território do lobo. - ela tentou responder, mas a mão em seu pescoço não deixou. - Você é tão pequena... Tenho certeza que sua burrice e somente um dano por sua pouca idade.


Ela tentou se mexer, em vão, a criatura não parecia fazer esforço algum para mantê-la parada no lugar.


— Quer pegar sua adaga para se defender garotinha? - ela o olhou surpresa.


— Que adaga? - deu graças aos céus por sua voz não ter saído trêmula.


— Essa que está escondida em sua bota. - ele falou chegando mais perto. - Sinto o cheiro de aço recém polido. Vamos lá garotinha, se defenda.


— Eu não... - a garota não conseguiu terminar sua fala.


— Ora querida, não seja tímida. - falou zombeteiro. - Eu ajudo você.


O lobo então esticou seu braço ao longo da perna da jovem adentrando seus longos dedos na bota alcançando o cabo frio da adaga, e assim que ele a teve em suas mãos analisou-a com cuidado ficando atento a cada detalhe esculpido no aço com enfeites de madeira. Ele sorriu para a humana amedrontada em sua frente puxou sua mão com delicadeza colocando a lâmina sobre ela, a fez apertar os dedos em volta do cabo da arma.


— Vamos querida se defenda.


Ele a encorajou a usar a lâmina contra si, sempre dizendo cada uma das palavras com um sorriso no rosto. Ela mesmo com medo e hesitante, respirou fundo e apertou a adaga com força e o atacou, ele riu de sua tentativa, como um pai ri de ações bobas de seu filho pequeno, a incentivou a tentar novamente, de novo e de novo, até se cansar da brincadeira e desarmá-la tão facilmente como arrancar uma folha de um livro.


— Você é fraca, não tem treinamento, não tem coragem. - falou pressionando o corpo da jovem contra a árvore. - Então por que vir a floresta a essa hora? Quer morrer? - ele perguntou e ela negou. - Você quer morrer. Não há outra explicação.


— Por favor... Me deixe ir... - ela pediu com a voz embargada.


— Mas se eu deixar você ir, outra criatura da noite pode te encontrar. - ele falou aproximando seu focinho dos fios claros da garota. - Eu não quero que você acabe morrendo pelas mãos de um deles. Não quando eu tive a oportunidade de fazê-lo.


— Por favor, por favor. - ela suplicava.


— Eu não vou matar você garotinha. - ela deixou-se tranquilizar naquele momento. - Sua sorte, é que eu tive uma boa refeição mais cedo. - ela acenou com a cabeça. - Mais eu vou te dar o direito de escolher entre viver ou...


— Viver! - ela disse apressada interrompendo a criatura. - Eu quero viver.


— Claro, por que não existe nada pior que ser morta pelo lobo, não é mesmo? - ela permaneceu calada. - Não é mesmo?


— Sim. - ela falou depois que ele elevou sua voz.


— É ai que você se engana minha cara, existem muitas coisas piores que morrer em minhas mãos. - a mão dele contornou o rosto da jovem. - Eu posso fazer muita coisas com você, posso te rasgar por inteiro e ter deixar sangrando por um tempo, mas você pode sair viva disso. - ela sentiu a língua quente e áspera em seu pescoço. - Posso também arrancar um de seus membros, você pode sobreviver sem um deles. Eu também posso de deixar viva, mas levá-la comigo, apenas para me sentir bem.


As mão gigantes começaram a percorrer pelo corpo pequeno, passeando por seus braços e pernas sentindo a textura da pele da menor enquanto delirava com a expressão de terror em seu rosto.


— Sabia que minhas garras são duas vezes mais afiadas que o seu brinquedinho ali? - falou apontando para a adaga jogada no chão. - Talvez você tivesse mais chances se tivesse uma delas como arma.


Em um movimento rápido ele rasgou do tecido da vestimenta da menor deixando seu tronco totalmente a exposto para ele, que sorriu ao ver a pele lisa e delicada, a textura áspera de seus dedos a fazia ficar arrepiada a medida que ele os deslizava suavemente contra sua derme. Mais uma vez ele fez um movimento rápido com sua mão e rasgou o restante da roupa da jovem a deixando coberta somente pelo tecido fino de sua roupa íntima.


— Sua pele é tão macia, tão delicada. - falou continuando com suas carícias. - Sem nenhuma imperfeição, mancha, marca ou cicatriz. - ele levantou o rosto fitando os olhos amedrontados da jovem. - Eu adoraria te deixar totalmente marcada.


— O que? eu não... - ele a interrompeu.


— Vamos fazem um acordo sim, - falou ajoelhando-se em frente a ela. - Eu deixo você sair viva, se brincar comigo.


— Brincar? - ela perguntou temerosa.


— Isso, brincar. - seu sorriso se fez presente novamente. - Mas pode ser doloroso, por que eu sou bruto, e nenhum pouco delicado. - explicou calmamente. - Mas você vai sair viva.


— Viva? - ela perguntou com os olhos brilhantes e ele riu de sua inocência. - Irá doer muito?


— Talvez um pouco querida, já disse que eu não sou delicado. - ele passou a língua em volta dos lábios aguardando ansiosamente pela resposta da menor, quem queria enganar? Faria com a garota o que quisesse, ela concordando ou não.


— Tudo bem. - ele sorriu de forma que foi possível ver suas presas.


— Vamos começar querida. - ele lambeu toda extensão do pescoço da menor raspando os dentes se deliciando com o gosto dela. - Você me parece ser tão apetitosa.


Uma de suas grandes mãos foram de encontro a uma das pernas da jovem a apertando com força logo fincando suas garras ali. Sem pressa ela puxou a mão em sua direção sentindo suas garras perfurarem a pele da garota arrastando uma camada fina de sua carne, fazendo com que o sangue começasse a escorrer de seu ferimento. A garota sentindo uma dor absurda negou-se a gritar, mas era impossível sentir ser rasgada sem demonstrar nada.


— Eu não quero gemidos de boca fechada. - ele falou alto a deixando mais assustada. - Eu quero que grite, eu quero que sinta a dor. Vamos querida grite!


A outra perna foi agarrada e o ato anterior foi repetido, desta vez com mais força, fazendo um rastro maior e mais profundo resultando em mais sangue e em um grito alto, agudo e doloroso, seguido de uma risada rouca.


Ele continuou passando as garras sobre a garota, pernas, braços, barriga e ombros a deixando totalmente dilacerada e ensanguentada, a garota se arrependeu em ter concordado com a brincadeira, mais seu desespero pela vida era muito maior, não queria morrer, não ali, não pelas mãos dele. Ele havia dito que não a mataria, e ela se segurava nessas palavras com força, torcendo para que ele percebesse que se a arranhasse mais ela morreria por perda de sangue, mas ele sabia disso. Ele não queria que seu mais novo brinquedinho morresse, ao menos não naquele momento.


— Você ficou tão linda assim querida. - elogiou deitando de barriga para o chão no meio das pernas da garota. - Você pode se vangloriar disso quando for embora, diga; "Eu entrei na floresta no meio da noite e me encontrei com o lobo mal. Lutei contra ele bravamente com minha adaga e consegui sair viva." - ele riu de seu deboche sobre o olhar de dor da garota. - Todos vão admirar você por isso querida.


— E-eu n-nã... - sua voz saia fraca e quase inaudível.


— Precisamos limpar você não é querida? - falou olhando as feridas escorrendo o liquido viscoso. - Não queremos ser interrompidos por algum intrometido atraído pelo seu sangue não é mesmo? - sua voz aveludada estava novamente dando um triz de esperança, 'ele vai para de me torturar?' - Eu ficaria muito irritado de ter que lutar com alguém para proteger minha pequena, adorável e indefesa presa. Você não que me ver irritado, não é querida?


— N-não... - novamente sua voz saiu falha.


— Ótimo, tente não se mexer, sim? Eu posso acabar te mordendo pra valer, meu instinto vai reagir instantaneamente se minha presa se debater. - ele avisou. - Então fique quietinha querida.


Com a língua ele começou a percorrer cada machucado que fez no corpo da jovem, lambendo e engolindo cada rastro de sangue, ela gemia dolorida ao ter contato do músculo quente e áspero ter contato com sua feridas recém feitas, tentava a todo custo não se mover para não ter outra ferida em sua pele, forçava a si mesma a ficar quieta mesmo com o forte impulso de se mexer fazendo seu corpo tremer por tanto esforço. Ele terminou de lamber todas as feridas e se levantou dando a garota a visão de seu sorriso sujo com o com o sangue carmesim, ao menos não estava mais sangrando, pensou ela, ao menos continuava viva.



— Você é deliciosa minha querida, estou começando a me arrepender de ter dito que não te mataria. - falou se aproximando do pescoço da mesma. - Talvez só uma mordida, não precisa arrancar pedaço. - seu focinho tocou o pescoço da jovem.


A língua dele mais uma vez tocou a pele da menor, e logo em seguida suas presas a perfurando com força, ele fechou sua mandíbula em volta do pescoço da jovem a fazendo gritar com dificuldade, passou alguns longos minutos com ela presa em sua boca soltando e limpando o sangue com a língua assim como fez com as outras feridas.


— Tão deliciosa. - ele falou suspirando. - Vamos querida, levante-se. - falou se colocando-se de pé segurando a capa da garota, a única peça que permaneceu inteira.


— O que? M-mais você d-disse que... - falou temerosa.


— Pensei que queria ficar viva garotinha. - falou pegando a mão da jovem a forçando a ficar de pé. - Se permanecer aqui sozinha pode se encontrar com outro lobo ou outro ser. - ele colocou o manto sobre os ombros da mesma fazendo questão de cobrir sua cabeça com o capuz. - Além do mais querida, a noite ainda não acabou.





Continua...

6 de Janeiro de 2022 às 02:12 0 Denunciar Insira Seguir história
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