juanpablo Juan Diskay

Uma mulher linda, incrível e inteligente. Uma reserva do destino. Um fragrante doloroso. Um novo amor eterno.


Romance Erótico Para maiores de 18 apenas.

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IMPLICANTE

“Estava inquieta mais do que o meu normal. Questionava tudo e a todos. Pensava se estava a caminho do meu limite pessoal. Tinha um emprego razoável, mas longe das minhas metas profissionais e financeiras. Me juntei com um escritor, que no início também frustrado e desamparado nas suas histórias com pouco reconhecimento (ou inspirações), hoje se encontra renovado com uma publicação de sucesso aparente onde colhe os frutos financeiros e poéticos. Está inspirado e terminando um segundo romance. Trabalha em casa mesmo. Não sabe, mas jamais li alguma de suas obras. Não acrescentaria em nada no seu sucesso ou na sua catástrofe. Longe de mim ser um ponto negativo nos seus alentos, ainda mais com o nível crítico que tenho. Poucas leituras me atraem. Sou formada em administração de empresas e desde então trabalho em uma pequena empresa (cerca de trinta funcionários) como gerente geral com objetivo social em captar profissionais para grandes corporações. Hoje teremos uma reunião com um conglomerado onde, se der tudo certo, seremos os “headhunters” para eles. Apesar no nosso limitado profissionalismo, fato explícito à falta de conhecimento dos diretores que estão sempre desviando das atenções necessárias para o crescimento da empresa. Muitas farras, brincadeiras e desperdícios. Não aprovo, mas estou segurando até aparecer uma oportunidade melhor. Agora estou presa no trânsito, quase impedindo ser o dia mais importante para a empresa. Se conseguirmos o contrato, poderemos dizer que teremos uma garantia de no mínimo três anos de tranquilidade financeira e profissional, isto se os diretores não quiserem crescer. Este momento parece até um teste para minha pequenina paciência.

Batidas no vidro despertou de meus infinitos pensamentos.

— Bom dia, policial!

— Bom dia, senhorita!

— O que posso ajudar?

— Tem um pequeno acidente logo ali na frente! Já estamos liberando! Pedimos que mantenham a calma e evitem usar o celular enquanto conduzem o veículo!

— Pareço nervosa?

— Muitas buzinas! Não sabemos a origem!

— Pergunte ao condutor aí detrás! Deve esteja pensando que nosso carro voa e que buzina pode liberar trânsito!

— Somente recomendações! Tenha um excelente dia!

— Obrigada! Para o senhor também!

Celular... Celular... havia me esquecido.

— Bom dia, JB! Ligou para a secretária, observando o policial pelo retrovisor abordando outros veículos.

— Bom dia, Hellya!

— O pessoal já chegou?

— Acabaram de chegar!

— Tem alguém aí?

— O senhor John está recebendo-os!

— Avise que estarei aí em 15 minutos! Problemas no trânsito!

De longe já se via o tráfico liberando lentamente. Não demorei e já entrava no estacionamento do condomínio comercial.

— Bom dia, Sra. Hellya!

— Bom dia, Joe! Me faça um favor! Pare de me chamar de “senhora”!

— Sim senhora! Ops! Perdão! Claro, Hellya!

Desci do carro e logo retornei para pegar meu blazer. Mais alguns passos e retornei para pegar o celular. Parei diante do carro e fiz um rápido checklist de tudo o que precisaria para ir trabalhar.

— Puxa, Sr..... Hellya! Está elegante hoje! Para não dizer mais....

— Por favor, Joe! Me poupe...

Observei que todos me olhavam, sem exceções. Deveras estava diferente dos dias normais onde na minha costumeira vestimenta social e hoje usava uma apertada e incômoda saia justa e um blazer, mostrando minha meia calça disfarçando as pernas alvas de minhas origens escandinava.

Transitei desajeitada no hall da entrada do edifício e estava incômoda também com os olhares famintos dos homens no elevador.


“Será que eles não pensam em outra coisa?”


— Oi, JB!

— Oi, Hellya! Já estão na sala de reuniões aguardando-a!

— Anuncie que cheguei!

Peguei a papelada e caminhava para a reunião quando resolvi voltar e tomar um café, refletindo que ainda havia ingerido nada naquela manhã. Nem um copo com água.

— Hellya, por favor! Estamos te aguardando!

— Bom dia para o senhor também!

— Já estamos atrasados!

— Já tomou seu café hoje?

— Já! Vamos rápido!

— Eu ainda não! Um minuto estarei lá!

— Um minuto! Nada mais!

— Tchau!

Degustei algo e tímida entrei na sala. Corri os olhos nos presentes.

— Bom dia, senhores! Me desculpem o atraso! Trânsito difícil!

— Ora, ora! Nossa gerente está mais maravilhosa que nunca! Babou John.

“Putz! Que mulher lindíssima” “Puta que pariu! De onde saiu esta deusa?” “Que gostosona!”. Fazia leitura labial dos presentes, dom aprendido com meu pai que era espião de uma determinada polícia secreta com patente nas alturas. Aprendi também a interpretar sinais físicos de um interlocutor. Pouco usava, mas era prático pois sabia até onde poderia pisar neste terreno instável de negociações profissionais. Fred conversava com alguém no celular, indiferente às circunstâncias e finalidades daquela reunião. Percebeu meu olhar de desaprovação e logo desligou. Porém consegui entender a sua conversa íntima.

Muito blá, blá, blá e finalmente acertamos o contrato.

Sentada em minha sala, sentia a necessidade de dispersar a energia acumulada, pensando em até ir no banheiro me masturbar.

— Parabéns, Hellya! Foi divina na reunião!

— Não fiz mais do que a minha obrigação, John!

— Deixa de ser crítica e guarde seu rancor para outras ocasiões negativas! Vamos nos concentrar neste projeto! Logo chegará muitas demandas!

— Sou rancorosa, John?

— Às vezes! Seu senso de insegurança extrapola um pouco nossos objetivos!

— "Nossos objetivos"! Excelente oportunidade para uma dispensa! Obrigada pelo conselho!

Resmungou e se retirou pensativo. Rememorei que este novo cliente foi apenas uma coincidência e uma “admiração” que teve comigo. Nos meus intervalos de almoço, estava lá sempre me abordando, insistindo em pagar minhas refeições e convites pra jantares a dois, e repetidamente negado por mim. Um dia acabei esquecendo minha bolsa no escritório, não proposital, e aceitei a oferta. Conversas explícitas sobre o interesse por mim, descobri que era CEO de um grande complexo de empresas e aproveitando revelei sobre a minha condição pessoal e profissional, e mergulhando no vislumbre carnal dos olhares excitados daquele próspero homem, insisti na contratação dos nossos serviços, prontamente aceito.

— JB! Venha até minha sala, por favor!

Afirmando e obedecendo logo ela entrou, sentando. O sorriso tímido e os movimentos desajeitados indicavam o desconforto de estar ali, à minha frente.

— Como está?

— Estou bem!

— E a família?

— As crianças dando o trabalho normal de crianças!! Energias diferentes das nossas!

— E como vai com o seu marido?

— Está tudo bem! Problemas normais de um relacionamento à dois! Marido e esposa! Entende!? Respondeu nervosamente.

— Entendo! Estão se dando bem?

— Desculpe, Hellya! Não estou apreendendo!

— Diariamente tenho que tomar várias decisões aqui na empresa e uma delas é sobre o comportamento dos nossos colaboradores!

— E onde eu entro?

— É uma excelente profissional, JB! Digo que muitas coisas não conseguiriam fazer sem a sua colaboração!

— Está me demitindo?

— Ainda não! Mas deve, imediatamente, mudar o seu comportamento!

— Que comportamento?

— Tem uma família! Tem filhos! É casada! Então peço que pare com este namorico com Fred, principalmente aqui na empresa! Digo que fazemos o que nos é conveniente! Não tem futuro com ele! É um rapaz mais jovem que você e só quer te comer! Daqui a pouco cansa e você vai ficar pelos cantos magoada, interferindo no seu desempenho, que já está abaixo do esperado, talvez em função mesmo deste relacionamento infiel! Repito que fazemos o que quiser na nossa vida! Se quer continuar, faça lá fora! Aqui dentro é inadmissível! Qualquer coisa que eu perceber, irei demitir os dois!

— (chorando) Como soube?

— Ele é muito vulnerável! Dissoluto e às vezes até intolerável! Tenho visto-o quase o dia todo no telefone, provavelmente falando com você! Tenho perguntado sobre as tarefas que estão sempre atrasadas! E você está muito dispersa ultimamente, sinais de uma paixão!

— Nossa! Tenho pensado muito em acabar com tudo isso! Não estou achando um caminho! Estou precisando de ajuda!

— É por isso que estamos tendo esta conversa!

— O que faço?

— Se fosse eu, levantaria desta cadeira, chamava-o para tomar um café na esquina, fora do prédio e esclarecesse o que quero dele! Se iria continuar ou não com esta aventura e o tanto que está prejudicando a minha vida! Mas esta sou eu! O que você faria não sei!

JB (Joanne Bishop) levantou, nitidamente emocionada e caminhou para a sua mesa. Fiquei constrangida e até com pena daquela mulher que submeteu aos caprichos da juventude de um rapaz, colocando sua vida em risco para um desastre emocional. A paixão nos cega das obrigações e compromissos que temos. A vi indo até a mesa do galante rapaz, e depois de alguns minutos os vi saindo. Uma hora depois, mais ou menos, ela retornou e naquela tarde não vi mais o Fred. Soube depois que ficou envergonhado em retornar. Entretanto não se acanhou em abordar e transar com a minha bela secretária.

Semana apática, na sexta resolvi sair mais cedo do trabalho, pensando em descansar um pouco, tomando um bom vinho com o meu amado.

Quando cheguei, encontrei com a empregada na porta, se ajeitando, toda desconcertada.

— Boa tarde, sra. Hellya!

— Boa tarde, Mary! Anotou a placa?

— Placa? Que placa?

— Do carro que te atropelou! Está toda despenteada e desarrumada!

— Estava no banheiro! Assustei com a sua chegada! Incomum!

— O que fazia na biblioteca?

— Usava o banheiro de lá!

— O que aconteceu com os outros?

— Estava iniciando a arrumação e senti uma indisposição repentina e usei o mais próximo, neste caso...

— Onde está Peter?

— Sinto, mas não sei!

— Não estava na biblioteca?

— Não! Quando entrei não!

— Porque fechou a porta, se estava limpando?

— Desculpe, mas não percebi!

Entrei na biblioteca e percebi as chaves da porta de saída para o jardim balançavam, e vi Peter sentado lá fora, lendo um livro. Como era possível a empregada não o enxergar dali? Havia algo errado. Será que estava sendo traída? Mary é uma moça atraente. Peter pode tê-la visto como um olhar de arrebatador. Filho de uma puta. Não havia nada que indicasse que ela estaria ali, arrumando e limpando o ambiente. Baldes, vassouras, panos, produtos de limpeza. Havia não. Há algo de muito errado.

Paranoia a parte, resolvi me manter como uma águia a procura de sua presa. Confusa, não entendia as atitudes masculinas em sempre querer procurar algo novo em suas relações. Opiniões externas e as minhas próprias, me achava uma mulher encantadora, com uma beleza singular com traços ancestrais de uma família finlandesa. Apesar dos meus longos cabelos dourados, tinha olhos escuros, e um corpo moldado e atraente de quase um metro e setenta e cinco, usufruído apenas por dois homens (meu primeiro namorado e Peter). Gostava de me ver nua, e adoro sexo. Muito sexo. Relações devidamente providas pelo meu homem, em casos de demonstração até insaciáveis. Se bem que, ultimamente, andamos “muito cansados”. Mas minha libido não diminuiu. O cansaço dele seria de quê? Passa o dia inteiro, sentado e escrevendo suas imaginações, com uma “empregada” que carrega até o seu copo de água. Há algo errado.

— Oi, Peter!

— Oi, amor! Chegou cedo!

— Percebeu?

— Deixa de ser irônica!

Calmo além do normal, continuou sua leitura após selar-lhe um beijo. Nenhum sinal de anormalidade.

— Vamos entrar? Estou louca por um banho! Quem sabe um bom vinho mais tarde?

— Ótima idéia!

— Dispensa a Mary! Diga que não precisa vir amanhã!

— E quem irá fazer as coisas?

— Advinha! Ironizei.

Intrigada, mergulhei na banheira com água morna que fundiu diversos sais aromáticos e relaxantes, tentando achar um meio de esvair meus inevitáveis pensamentos investigativos em relação à provável infidelidade do meu namorado abatido pela beleza possivelmente deliciosa, sustentado pelo sedutor corpanzil da empregada, ou ele a seduziu com seus galanteios de histórias mirabolantes e charmosas. O fato é que, se estiver acontecendo, os dois são desprezíveis ao se permitirem. E eu? Porque nunca me cedi às amabilidades de homens mais bonitos ou sedutores que Peter? Porque não me vejo deitando e rolando em relacionamento? Será que estou à beira de uma analogia de uma assexualidade, ou sou monogâmica por instinto? Sinto muito prazer quando estamos fazendo amor. Os orgasmos são de praxe, mesmo nas preliminares. Adoro ser chupada e adoro chupar. Se soubesse como adoro meter, ficaria o dia inteiro com o pau duro dentro de mim.

Duas garrafas de vinho, alguns petiscos, bate papo sem sentido e logo já estava deitada de pernas abertas, sentindo o cacete parecendo uma borracha de baixa densidade entrando em mim, torcendo e dobrando nos movimentos sem simetria, talvez prejudicado pela minha baixa umidade natural, sentido pouco prazer com aquele ato. Sequer tocou nos seios. Ele me chupou mais de 15 minutos e não consegui gozar. Fingi. Mas nem percebeu que eu estava menos atraente que o normal, e que ele estava menos amante que o normal. Não queria gozar. Não vou gozar. Puta merda. Vou gozar. Gozei com a maria mole esbravejando para entrar em mim. Só assim me encharquei. Insistente e demorada tentativa, ele chegou ao seu ápice me enchendo apenas com uma pequena porção do seu creme, que de creme não tinha nada. Um líquido de pouca viscosidade escorreu entre minhas pernas. Me beijou, virou de lado, nem se limpou e dormiu profundamente. Sentei na louça e o jato da duchinha me dava mais prazer que o sexo que acabei de fazer. Ele já havia feito sexo assim comigo, mas apenas depois de ter gozado outras duas vezes e eu outras três ou quatro. Este filho da mãe passou o dia trepando com aquela vagabunda, exaurindo toda a sua energia. Meteu em mim por obrigação. Nunca fizemos um amor sem tanta paixão. Deitei e demorei a dormir.

Sábado ensolarado, disfarcei meu desprezo, sentamos ao ar livre, apreciando o agradável ambiente. Poucas palavras e quase nenhum olhar. Não houve questionamentos como anteriormente. Ele se entregava cada vez mais que havia feito ou estava fazendo algo que enchia a nossa relação com uma infidelidade.

— Peter!

— Hum!

— Mary está atendendo o serviço de casa?

— Acho que sim! Você ainda não reclamou!

— E para você? Está bem?

— Está! Faz tudo o que peço! E sempre está ocupada com alguma coisa!


“Claro! Pedindo que ela tire a roupa e abra as pernas! Está sempre ocupada com o seu pau na boca!”


— Ela é casada?

— Sei lá! Acho que sim! Porque estas perguntas?

— É que quando cheguei ontem ela me pareceu um pouco atrapalhada! Me disse que estava no banheiro do escritório com uma indisposição!

— Ela estava arrumando e eu mesmo recomendei que usasse o banheiro mais próximo!


“ O que fazia na biblioteca?

Usava o banheiro de lá!

O que aconteceu com os outros?

Estava iniciando a arrumação e senti uma indisposição repentina e usei o mais próximo, neste caso...

Onde está Peter?

Sinto, mas não sei!

Não estava na biblioteca?

Não! Quando entrei não!

Porque fechou a porta, se estava limpando?

Desculpe, mas não percebi!”


“Filhos de uma puta mentirosos”


Percebi que Peter me olhou, mas continuei impassível e alheia ao acontecimento. Ela mentiu descaradamente e ele esqueceu de combinar as mentiras. Passamos o dia juntos e ele não percebeu que estava indiferente a mim. A casa é minha. Comprei com o meu suor. Ele é só um ocupante. Planejei um fragrante para a próxima semana. Não estava pensando em mim e de como ficaria sem ele. Não importava naquele momento. Já estava sofrendo de amor. Ser solitária não estava nos meus projetos. Pensava naqueles tarados loucos para meter em mim, e dispensava por amor e respeito por Peter. Quantas vezes me traiu? Está comendo a Mary desde quando? Como fui idiota. Eu mesma joguei-a no colo dele. Permiti que ele a escolhesse. Para ele foi uma ótima escolha. Para ela também. Para mim e o suposto marido da morena foi uma galha na testa da ignorante e alucinada vida que levamos. Estou com vontade de ir na casa dela, falar horrores e encher a cara dela com a minha mão. Mas entendo que é apenas uma conjectura e um julgamento pessoal. Mas verei se de fato é, se houver o fragrante.

Naquela noite foi mais compreensivo comigo e fizemos sexo, quase na nossa normalidade. Sentia uma aversão e o via como um ser quase repugnante. Espero ser apenas uma psicopatia da minha parte, que me afogava em um ciúme doentio relativo ao amor que ainda sentia por ele. Poucas declarações, poucos assuntos, poucos abraços, poucos beijos, pouco de tudo que estávamos acostumados. Assim passamos o final de semana.

Segunda, bem cedo, fadigada pela supressão do meu sagrado sono, levantei e me arrumei sem dizer uma palavra ao Peter, que dormia profundamente, talvez sonhando com os dias intensos que passou com Mary.

Notadamente tensa, quase todos me questionaram com a minha aparência e minhas atitudes que não conseguia disfarçar o nervosismo.

— John! Posso ir embora mais cedo! Estou muito cansada e desconcentrada!

— Está tendo algum problema, querida?


“Se ele soubesse o quanto odeio que me chamam de querida”


— Acho que estou com stress! Não consigo descansar! Passei o final de semana todo praticamente fazendo nada! Mesmo assim...

— Algum problema com o Peter?

— Que eu saiba, não! O problema está em mim! Talvez umas férias...! Visitar a família...!

— Se precisar ficar alguns dias fora, não tem problema! Tem créditos na casa! Vá lá! Descanse um pouco! Relaxe e tome um bom vinho! Se estiver bem, retorne amanhã! Caso contrário, fique uns dias descansando!

— Obrigado, John! Na minha falta pode passar demandas para JB!

— Não se preocupe!

Entrei no carro e fiquei vários minutos se deveria ir ou não para casa. Tinha um medo de achar que não estava preparada para ver o que não queria ver. Também carecia tirar este peso das minhas costas. Precisava mesmo resolver. No caminho para casa estava entorpecida, com milhares de coisas na cabeça. Tinha medo das verdades e das minhas fantasias. Porque eu era tão intrigante com as coisas? Se não fosse, poderia estar vivendo uma falsa relação. Meu amor por Peter não surgiu de imediato. Mas assim é minha natureza. Analisar e aprovar com o tempo todas as minhas coisas. Levei seis meses para comprar esta casa. O vendedor até vomitava quando me via. Sou assim. Apaixonada, mas insegura.

Parei o carro dois quarteirões de casa. Ainda fiquei vários minutos refletindo. Aproximei e como é sabido, o movimento era imperceptível, pois o cara era escritor e ficava confinado o dia inteiro em seu trabalho. A companheira saía cedo e só retornava à noite. Conhecíamos poucos vizinhos nestes cinco anos que morávamos ali. Todos sabiam disto. De como vivemos e de como somos. De frente a minha porta, encostei minha cabeça e torci a maçaneta. Respirei fundo e tentava compreender o que não queria achar. Coração acelerado, dificuldade de respirar. Caminhei até o escritório e nada. Fui até a cozinha. Caminhei pelas salas tentando entender o silêncio. Segundo andar. Sussurros e gemidos. Aproximei do meu quarto e nada. Quarto de hóspedes. Ranger da cama. Sussurros e gemidos. Abri a porta vagarosamente. Súplicas e beijos eram trocados. Ela gemia enquanto ele socava freneticamente. Ela pedia mais. Ele dava mais. Nus. Completamente nus. Corpos encharcados de suor. Não queria ver, mas estava hipnotizada. Era tudo o que mais temia.

— Porque, Peter!

Saltaram assustados, tentando me informar o que estava acontecendo.

— O quê? Vocês acham que eu não sei o que é duas pessoas trepando?

— Calma, Hellya!

— Quem disse que estou nervosa?

— Posso explicar!

— Explicar o quê? Que estava com o seu pau duro dentro da buceta dela e ela pedindo para enfiar mais? Que você estava enfiando a língua na boca dela? Que você amassava os peitos gostosos?

— Foi sem querer... aconteceu!

— Mas querendo, não é? Acontece que não quero ouvir e nem te ver mais! Vou sair agora e quando voltar, quero que não esteja mais nesta casa!

— Hellya! Por favor!

— Sei que tem muita coisa sua aqui e agora não tem o tempo hábil de tirar! Então, saia hoje, e amanhã retire o resto! Quando chegar à tarde, quero que esteja aqui, para me entregar as chaves!

— Vou para onde?

— Vai para a puta que te pariu, filho de uma égua! Ou senão vai para a casa desta vadia! Se ela tem tempo para trepar com você, deve ter tempo para pensar nos seus futuros!

— Por favor, Hellya! Me ouça!

— Quando eu voltar, você fora!

— Você estava afastando de mim! Eu sentia a sua ausência...

— Ahhh! Agora sou a culpada! Aí descontou sua carência na buceta dela? Até mais! Suma da minha vida!

Não entendi a minha calma e a minha determinação. Se extrapolasse poderia por em risco a minha vida. Naquele triângulo amoroso e infiel, a mais prejudicada seria e será eu mesma. Vaguei algumas horas pela cidade, dirigindo a esmo. Não estava querendo chorar. Mas meu coração estava estraçalhado. Não lembrava um só momento que deixei de amá-lo e querer ser amada por ele. Fui retribuída com uma desculpa esfarrapada que eu havia afastado. Senti uma vontade filha da mãe de embebedar. Não tinha naquele momento nenhuma amizade para desabafar. Pensei na JB, mas não seria uma referência pois também havia pulado a cerca. Anoiteceu. Retornei para casa. Estava mais sozinha que nunca. Tive aversão ao deitar na minha cama. Cama aquela foi compartilhada com centenas cenas de amor único e monógamo. Jamais imaginei ser infeliz. Mais uma noite sem dormir.

Cheguei cedo no trabalho e pedi alguns dias para descansar. Saí novamente a esmo pela cidade. Tinha uma casa, um lar, mas estava perdida e sem onde querer ficar. Engasguei um grito de dor e paixão. Não entrava na vida das pessoas com o medo de ouvir estas histórias de decepção, de dor, de paixão, de amor perdido em uma traição. Agora era eu mesma perdida na minha aflição. Não me lembro de ter me alimentado. Cheguei no final da tarde e o pequeno caminhão estava lá, carregando as tralhas do vagabundo. Fiquei lá fora esperando até terminarem. Vi Mary também observando à distância. Era mesmo bonita, admito. Alguns vizinhos esticavam o pescoço, curiosos.

Aproximei, estendi a mão, e ele deixou cair as chaves.

— Me perdoe!

— Está perdoado! Agora suma!

Nem olhei para trás, ouvindo o caminhão e o carro afastarem. Sentei no sofá e pensei de como seria daqui para frente. Longe de imaginar em ter outra companhia, passei os dias arrumando e renovando minhas coisas. Troquei todas as chaves, trancas e alguns móveis. Repaginei os ambientes. Fiquei sozinha por dias. devo ter tomado mil litros de vinho e drinks. As únicas palavras que ressoei foram para os atendentes das lojas. No mais tentava apagar tudo que lembrava Peter na minha vida. Mudei minha rotina com caminhadas e corridas matinais. Comecei a frequentar espaços públicos como cinemas e shoppings. Cada dia almoçava em algum lugar. Fui abordada outras cem vezes. Vez em quando achava algo do Peter na casa. Lixo. Único destino. Não ouvi falar mais da tal de Mary. Nunca soube e nem queria saber sobre a sua vida.

— Bem-vinda, Hellya! Comemoravam todos no meu retorno ao trabalho.

A rotina profissional me deixava cada vez mais solitária. Informei que Peter havia viajado para divulgação de seu trabalho e que provavelmente não retornaria. Difícil achar algo para preencher o espaço vazio deixado por ele. Não tive mais notícias. Imaginei que estivesse na casa de seus pais, pois sequer alguma vez eles me procuraram para saber dele.

Aceitei ir a um bar com os colegas de trabalho numa sexta. Todos acharam um milagre. Foi divertido. Acalmei minha mente inquieta e bebi como uma doida. Tive que ir de UBER para casa. Não conseguia por a chave na ignição. Levei meia hora para entrar em casa. Acordei no sábado quase meio dia com a cabeça inchada de ressaca. Melhorei um pouco à tarde e chamei JB para sair novamente. Me convidou para ir à casa dela, pois haveria uma reunião de amigos. Relutei, mas depois aceitei.

Uma casa pequena, aconchegante. Bem decorada. Não vi sintomas de falta de amor. Todos ficaram mudos e viraram para mim assim que cheguei. Fui apresentada aos amigos dela e do marido que é um homem simpático e muito educado. Crianças lindas e felizes. Pensei na traição dela. Não valia a pena abandonar este lar.

— Com licença! Hellya! Isto mesmo?

— Isto mesmo! Você é...???

— Travore! Paul Travore! Incomodo?

— De jeito nenhum! Estava até um pouco deslocada! Todos amigos e eu uma estranha!

— Já não é mais!

— Então...?? É parente da JB?

— JB????

— Mil perdões! Joanne! É que no trabalho a tratamos assim!

— JB! Carinhoso!

— Então...??

— Agora quero que me perdoe! Sou amigo de trabalho do Chris, marido da JB!

— Trabalha com o quê?

— Somos consultores de TI!!

Não me lembro o quanto ficamos conversando ali. Muitos assuntos e poucas coisas foram reveladas. E eu, no meu instinto inseguro, tentava investigar as pretensões daquele belo homem. Soube que já havia casado e que naquela semana saiu o divórcio oficial. Contei um pouco, não sei porque, sobre o Peter. Mas ficou apenas mesmo no básico. Me senti bem ao lado dele. Simpático e educado, soube conduzir a nossa conversa com inteligência e poucas pretensões. Me elogiou algumas vezes. Falou sobre a minha beleza, dizendo ser singular, e que não lembra de ver uma mulher tão linda. Agradeci os galanteios, fingindo não entender a proximidade. Terminamos a noite em um bar, degustando um bom vinho. Uma ótima companhia.

Promessas à parte, na segunda-feira JB logo me entregou o número do celular dele, sinalizando querer me ver novamente.

— É uma ótima pessoa!

— Percebi! Obrigada!

Relutei aguardando uma atitude por parte dele. Autorizei JB repassar o meu número. No dia seguinte já recebi uma ligação. Adorei conversar com ele. Almoçamos juntos uns dois dias naquela semana e na sexta me convidou para jantar. Com a educação peculiar, jantamos e degustamos um bom vinho. A noite terminou com um suave beijo compartilhado com um abraço, apertando meus seios nele. Em menos de uma semana que o conheci, já pensava em namorar. Fiquei muito bem ao seu lado que tentava me agradar o máximo possível. Mais alguns dias e percebi que ele era assim mesmo. Sereno, bem-educado, gentil e estava gostando de mim. E muito. Soube que foi traído também. A ex-esposa trepava até com o jardineiro. Nunca me agradou com presentes ou promessas. Simplesmente era assim. Eu estava apaixonando novamente. Mas agora era mais maduro e singelo. Nossos beijos estavam mais quentes e fortes. Sentia prazer com os carinhos e carícias percebendo sua ereção quando abraçávamos. Respeitava o meu momento e assim seria quando eu quisesse. Senti uma vontade enorme de transar com ele. Ficava excitada só de pensar. Queria que o nosso momento fosse único. Nada que lembrasse meus relacionamentos anteriores.

Um sábado exótico, me levou à sua casa, preparou o jantar ficamos horas conversando sobre tudo. Os nossos olhares brilhavam de paixão. Era aquele o nosso momento.

O beijei com erotismo e ali mesmo, na sala, nos despíamos explorando cada ponto sensível de nossos corpos. Estava mais molhadinha que nunca. Me chupou e me beijou toda. Meus seios, meu ventre, minha nuca, minhas costas, minha bunda, minha virilha, minha vulva, minha buceta, meu cú, meu grelinho, tudo sentiu sua língua vibrante. Gozei como nunca. Avancei no seu maravilhoso pau, e chupei, masturbando até sua porra esguichar no meu rosto. Um banho sensual, carícias incessantes, dedos enfiados em mim, mais uma vez estava deitada, olhos fechados, morrendo de tesão, com as pernas abertas, esperando..., esperando..., esperando até sentir aquela glande rosada, espremendo nos meus pequenos lábios, procurando cegamente a entrada. Como foi delicioso sentir aquele cacete entrando em mim. Me deu uma vontade de gozar novamente. Segurei um pouco e o abracei, beijando-o sem parar, sentindo sua boca nos meus seios, mordendo e chupando-os como únicos, subia e descia o quadril enfiando gostosamente em mim. Gozei intensamente de novo. Podia sentir que minha buceta ficou encharcada. Ouvia os estalos das colisões dos nossos púbis. Me virou e me posicionou de quatro. Me segurou pela virilha e lá estava me fodendo gostoso. Gemia e rebolava naquele pau gostoso. Sua virilha batia na minha bunda. Suas mãos apertavam meus seios que estavam quase explodindo. Estava querendo gozar de novo. Estava incrível. Que homem gostoso. Seu pau entrava e saía rapidamente, deslizando no mel.

— Ai, Paul! Meu amor! Me fode assim! Me come assim! Gemia querendo que ficasse ali por horas. Minha vulva já estava toda melada. Nunca meti tão gostoso. Senti seu dedo alargando meu cuzinho. Ficou ali masturbando o buraquinho, lubrificando naturalmente. Como estava bom aquilo. Um pau socando minha buceta e dedos entrando no meu rabo.

— Ai! Quero meter! Mete! Vai! Uh! Ahh!

Paul já enfiava três dedos. Tirei a mão dele e eu mesma já enfiava no meu cuzinho, puxando as bandas da minha bunda querendo mais. Senti que ele já não aguentava segurar. Interrompi e sentei no sofá, abri as pernas e sem demonstrar nenhum acanhamento, abocanhou minha buceta novamente, agora indo do meu grelo até o meu cú. E ficou ali, saboreando toda a minha área erógena. Lambia, chupava, enfiava dedos na minha racha e no meu buraquinho, me masturbava. E chupou até perder o fôlego. Segurou atrás dos meus joelhos, arreganhou minhas pernas, e remexeu o quadril, enterrando novamente na minha xana. Parecia afogar seu pau. O barulho do encharco misturava com os gemidos, clemências e estalos da sua virilha nas minhas coxas. Parecia que estava transando com dois homens de tão intenso. Semelhava que queria invadir meu corpo passando pela minha buceta. Eu balançava meu quadril permitindo o ataque feroz daquele homem. Meteu de tudo quanto é jeito e posição. Segurei seu pau melado, deslizei minha mão na minha racha encharcada, melei a glande pulsante, enfiei dois dedos no meu rabo, segurei e encostei na entrada. Ele olhava meu comando e me beijava. Soltou minhas pernas e ajeitou o corpo. A dor foi quase insuportável quando a cabeça alargou meu cú. Aliviou e empurrou. Aliviou e empurrou. Aliviou e empurrou. Olhei para baixo. A dor havia desaparecido. Observei, com o movimento do seu corpo, que aquele cacete já estava todo dentro de mim. Que delícia, meu Deus!

— Enterra tudo! Me rasga! Me fode! Supliquei.

Este homem começou uma série de penetrações que nunca havia sentido. Enfiava atrás e depois enfiava na frente. Uma atrás, outra na frente. Uma na frente, outra atrás. Ele começou a sentir o gozo aproximando e pedi.

— Goza na minha buceta! Enche minha buceta!

Paul acelerou as penetrações, agora na minha racha, e senti os jatos batendo no cólo do meu útero. O agarrei, pedindo continuar e contraí minha buceta em outro interminável orgasmo. Ficamos muito tempo, ali quietinhos, apenas fazendo carinhos, olhando um para o outro, selando lábios em inconstantes beijos. Deslizei minhas mãos nos seus cabelos e ele retribuía com outros tantos gestos. Seu pau amoleceu dentro de mim. Um banho de quase uma hora, revelou a nossa intimidade e o desejo de ficarmos juntos. O manipulei e senti seu pau endurecendo na minha boca. Encostei na parede e ele me penetrou ali mesmo, em pé, de frente. Me disse que era linda uma duzentas vezes. O beijei outra trezentas. Voltamos para a sala e mais algum tempo o sentia me penetrando novamente. Que pau gostoso. Meteu em mim até gozar novamente, isto depois de eu ter gozado mais umas duas vezes. Não me lembro. O momento passou rápido e percebemos que ficamos a madrugada inteira fazendo amor. As luzes da alvorada daquele domingo já entranhavam pelos ambientes e ainda estávamos nus, acordados, se beijando, transando e acariciando. Tínhamos tomado uns cinco banhos. Passamos o domingo ali, até o nosso limite da exaustão.

Cheguei em casa, com as pernas fracas e a buceta ardendo. Sentia as golfadas expelindo de dentro de mim. Deitei e acordei somente segunda cedo.

— Então? Saíram este final de semana?

— Sim! Jantamos no sábado e depois fui para casa!

— Rolou!

— Claro!

As mensagens durante o dia eram discretas e rápidas, além de poucas. Ele respeitava meu tempo, como o dele também. Aprendi com o tempo a amá-lo mesmo. Fui morar com ele e estamos juntos a muito tempo. Hoje temos uma linda bebê, mas os nossos momentos são sempre do mesmo jeito como foi a primeira vez. Completo. Intenso e extremamente amoroso. Por vez pensava que perdi o meu tempo e o encontrei muito tarde. Mas não somos donos do nosso destino. Continuo monogâmica, apaixonada, trabalhando no mesmo escritório, e com a sorte de ter encontrado alguém tão especial como Paul”.

4 de Dezembro de 2021 às 23:40 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Juan Diskay Imagino os segredos e desejos mais íntimos de um ser e alimento-os com histórias picantes.

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