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Jimin e Yoongi eram namorados há quase cinco anos. Tinham um relacionamento calmo e apaixonante, trabalhavam na mesma firma de advogados e compartilhavam uma casa — a vida que ambos sonharam quando pequenos. Porém, quando Yoongi recebe uma proposta irrecusável de trabalho e se muda para o outro lado do mundo, todo esse equilíbrio parece sofrer um abalo. Será que a sua relação perfeita se manterá dessa forma ou a distância física conseguirá separar os dois amantes?


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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The Old Days

Escrito por: yoonie001 /yoonie001


Notas iniciais: Olá! Sou a @yoonie001 e trago mais uma fanfic para este projeto incrível. Obrigada à minha capista, @Hwasaaya/pkmin , e à minha beta, @cocogoat/ snuffyoon , pelo trabalho incrível. Sem mais delongas, passamos para a história!


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8:54 da manhã, 2 de março de 2014, Seul

A L&L, mais concretamente denominada de Law&Lawyers, era um edifício imponente e brilhante. Tinha cerca de 57 andares, divididos em escritórios de advogados, sócios minoritários e maioritários e os executivos de maior nível, sendo a melhor corporação de juristas de toda a cidade de Seul. Apenas bons advogados, de extrema importância e renome, eram dignos de ser mantidos a trabalhar sob a asa de Jackson, o diretor de toda a firma, que prezava uma equipa coesa e robusta, além de bem-sucedida.

Jimin estava ansioso. O universitário iniciaria, agora, o seu último semestre de advocacia, e esta seria a sua primeira entrevista de entre cinco que faria nesse dia, o que lhe causava um nervoso miudinho, acompanhado de calafrios e suores. Após adentrar no espaço imenso e espaçoso, inundado de luz natural que trespassava o vidro grosso cobrindo todo o edifício, ele sentiu todo o seu corpo tremelicar em inquietação. Se ele conseguisse esse estágio e alcançasse o objetivo de provar o seu valor como novo licenciado, talvez Jackson o mantivesse na L&L e fizesse dele um dos melhores advogados de Seul.

Contudo, isso eram apenas probabilidades.

— Olá, bom dia — o moreno saudou a secretária do edifício, que se encontrava atrás de um balcão de mármore branco e polido, e logo ela o fitou com seus orbes escuros e intimidantes. A mulher parecia ser jovem, se encontrava, talvez, na casa dos 20 anos, e o seu cabelo negro estava impecavelmente arranjado num rabo de cavalo alto e cuidado. Apesar de não dizer qualquer palavra, abriu um sorriso modesto, encorajando o mais novo a continuar. — O meu nome é Jimin, e eu sou um dos alunos da Universidade de Seul. Vim falar com o diretor acerca do lugar de estágio...

— Sim, eu sei. Já estiveram aqui vários colegas seus entre ontem e hoje. Um momento, por favor — a personagem feminina interrompeu-o e, pedindo com licença, apressou-se a esticar o seu braço fino, alcançando o telefone fixo. Passados alguns segundos depois de discar um número em concreto e fitar suas unhas pintadas de vermelho vivo, finalmente recebeu uma resposta. — Senhor Jackson, chegou mais um dos candidatos ao estágio... Sim, claro. — Ela tapou o telefone e se dirigiu novamente a Jimin. — Vem para que cargo?

O mais novo, que estava atento a toda a ação, não demorou a responder. — Advogado, senhora... — Ele fitou o cartão branco com o logótipo da empresa, decorado com uma foto pequena da mulher, juntamente com seu nome em letras primorosas douradas. — Soojin.

— Para advogado, senhor Jackson. — Em seguida a um intervalo curto de silêncio, ela agradeceu e colocou o telefone de volta no lugar a que pertencia, sorrindo abertamente para o universitário. — O senhor Jackson vai recebê-lo em breve. Por enquanto, pode subir até ao 46º andar, um dos nossos sócios minoritários irá fazer uma pré-entrevista.

Jimin agradeceu, o seu corpo pareceu atingir um nível de stress que o podia levar a colapsar em pouco tempo — afinal, uma pré-entrevista não parecia ser bom sinal. No entanto, ele respirou fundo e recompôs-se, apressando-se a dirigir-se ao ascensor e carregar no botão que o chamava. Quando as portas se abriram, várias pessoas saíram do cubículo, ignorando o rapaz de estatura baixa e bochechas cheinhas. Este teve de se desviar para não ser “atropelado” pelos empresários, que se ocupavam em falar ao telemóvel ou discutir algum assunto com a pessoa ao seu lado.

O universitário não demorou a entrar no elevador e, pressionando a tecla que possuía o número 46, viu as portas de metal claro e pesado fecharem-se à sua frente e o ascensor iniciar sua subida, de forma lenta e calma. Demorou cerca de um minuto e meio até que as portas se abrissem novamente, dando ao moreno a vista de uma recepção em tons escuros, exceto pelos fios loiros de uma outra secretária — parecia que todos os andares dispunham de uma.

Ele caminhou até à mulher e chamou à atenção da mesma. — Hum, olá.

Diferente da primeira senhora, esta parecia mais simpática e receptiva, seu rosto adornado com um belo sorriso cintilante transmitia uma sensação amigável e relaxante — tudo o que o rapaz precisava no momento. — Bom dia! Em que posso ajudá-lo?

— Hum, a senhora Soojin enviou-me para a pré-entrevista. O meu nome é Park Jimin — esclareceu, vendo a mulher dirigir sua atenção para o monitor do computador e revistar o ecrã com rapidez, talvez tentando encontrar o seu nome numa lista.

— Sim, o seu nome está aqui no quadro de universitários a entrevistar. Pode seguir por este corredor e bater na última porta, a que tem o nome “Min Yoongi”. É ele que o vai entrevistar. Eu vou informá-lo agora, com licença.

O rapaz não ficou à espera da ação da secretária, apenas seguiu o caminho indicado até chegar ao seu destino. Posteriormente a inspirar e expirar fundo, ele desferiu duas batidas na porta de vidro fosco com letras desenhadas a branco e, segundos depois, uma voz rouca e grave foi ouvida. — Pode entrar.

Com as mãos trémulas, o rapaz alcançou a maçaneta e a rodou, entrando no cómodo. Era algo modesto, as paredes em tom castanho chocolate difundiam uma aura acolhedora e, atrás de uma mesa do mesmo tom, encontrava-se um homem de pele pálida e olhar bondoso. Imediatamente, Jimin encantou-se pela sua aparência cativante, o sorriso pequeno e os olhos brilhantes dirigidos a si pareciam convidá-lo a relaxar e ambientar-se.

— Olá, o meu nome é Min Yoongi. Você é Park Jimin, certo? — A única coisa que Jimin conseguiu fazer foi assentir com a cabeça, tentando não deixar transparecer seu nervosismo enquanto se ocupava de fechar a porta atrás de si. O sócio levantou-se, indicando uma das cadeiras à sua frente, e fez-lhe um pedido, docemente. — Sente-se. Iremos começar a pré-entrevista agora.

[...]


11:32 da manhã, 14 de maio de 2014, Seul

Jimin se dirigia para a escadaria do edifício da Law&Lawyers com um pequeno e discreto sorriso no rosto, depois de receber uma mensagem de Yoongi lhe pedindo para que se encontrassem no local. As suas escapadinhas do trabalho tornaram-se frequentes logo depois de uma conversa que ele e o superior tinham tido no cómodo destinado às pausas dos funcionários.

Findava-se o primeiro mês de estágio do moreno e, apesar de já se ter passado tanto tempo, o medo de falhar em algum aspeto importante ainda pairava sobre a mente de Jimin. Havia momentos em que o aluno tinha de respirar fundo para não endoidecer com as pilhas de casos em sua mesa e, de forma a descontrair, ele dirigia-se até à sala de descanso para beber um café — por mais horrível que este fosse. Naquele dia, ele decidiu mudar sua escolha e pressionou o botão que fazia a máquina lhe servir um café expresso, tentando perceber se aquela seria a melhor opção das disponíveis.

— Não imaginava que seria essa a sua preferência de café. — Uma voz masculina soou perto do corpo de Jimin, que se assustou e se virou em direção ao som. Na sua frente, encontrava-se o seu superior, Min Yoongi, que segurava uma chávena de porcelana e parecia conter a mesma bebida de que o universitário se tinha servido há segundos atrás. Ele sorriu, apressando-se a segurar no seu copo de papel, sentindo o cheiro dos grãos castanhos.

— Na verdade, não é, mas, pelo visto, esse é o melhor café dessa máquina, então... — ele respondeu, depois de provar o expresso, envergonhado pelo seu superior o fitar tão intensamente. Será que ele também queria um pouco deste café? — Você quer que eu lhe sirva um para experimentar? — questionou, referindo-se à bebida quente e de sabor intenso, visto que ele não gostava de adoçar o líquido de sabor amargo.

— Não, obrigado, eu tenho minha própria máquina no meu escritório — esclareceu o mais velho, recebendo um “Oh, claro” do mais novo. Era de esperar que um sócio tivesse seus benefícios, e um deles devia ser poder beber o melhor café possível. O mais novo voltou a bebericar o expresso, esperando que Yoongi desaparecesse, porém ele continuou ao seu lado e informou. — Sabe, se você não gostar desse café, a minha máquina faz um bem melhor.

Os olhos de Jimin se esbugalharam e ele quase se engasgou com a bebida. Era impressão sua ou Yoongi estava a convidá-lo, implicitamente, para que o visitasse? — Está a falar a sério?

— Sim. Apareça por lá quando quiser, só precisa de bater na porta ou avisar à minha secretária. — Entretanto, uma mulher entrou na sala e, encaminhando-se para a saída com um sorriso gengival, Yoongi voltou se despediu. — Até depois, Jimin. — E saiu, deixando para trás um Jimin visivelmente confuso.

Após esse convite, as visitas ao escritório do sócio eram constantes, e os dois homens ocupavam-se de conversarem sobre célebres casos, que podiam ter sido resolvidos de uma outra maneira, ou algo mais trivial, como suas preferências gastronómicas. Então, numa dessas vezes, Yoongi tomou a iniciativa de se inclinar em direção ao estagiário, por quem parecia estar encantado, e beijar os seus lábios doces e atrativos.

Ao início, Jimin surpreendeu-se, tanto que demorou a corresponder o contato íntimo e delicado. Contudo, quando ele moveu sua mão até à bochecha macia do mais velho, em gesto de concordância, ambos perceberam que aquela não seria a única vez que se tocariam dessa maneira.

Ele empurrou a porta das escadas e, quando esta se fechou, ele chamou pelo nome do homem. — Yoongi? Onde estás?

A voz rouca do chamado não demorou a ser ouvida, ecoando no espaço vazio. — Aqui embaixo.

Seguindo o som vindo do mais velho, Jimin espreitou para as escadas e, em meio da luz precária, pôde observar o corpo do seu superior, encostado na parede fria e sem cor. A ponta de um cigarro brilhava em vermelho vivo, e o fumo cinzento cobriu metade do seu rosto depois deste o expelir.

— Já não pedi a você que parasse com esse vício terrível? — Jimin questionou, ao que fitava o canudo entre os dedos indicador e médio longos do outro. Yoongi sorriu, vendo o corpo bonito do seu amante dirigir-se cautelosamente até si e as palmas quentes tocarem a sua cintura, enquanto enterrava seu nariz no vão do pescoço pálido, aspirando o cheiro do perfume usado por si.

— E eu já disse como você está bonito hoje? — O mais novo corou ao ouvir o elogio sair da boca do sócio, que retribuiu seu abraço, e deixou escapar uma pequena gargalhada. — O que foi? Não gostas dos meus elogios?

O universitário separou seus corpos e mirou os orbes escuros de Yoongi, que também o observava com curiosidade em relação à resposta da sua pergunta. Num impulso, segurou na cintura do mais velho e o puxou para mais perto, suas peles macias resvalando até que, finalmente, os lábios se encontraram apressadamente. Não tinham muito tempo para aproveitarem o seu contato até que a secretária de Yoongi se apercebesse que os dois estavam desaparecidos, por isso, os dois beijavam-se afoitos e imploravam para que ninguém usasse as escadas.

— Isto responde a sua pergunta? — quando seus lábios se desconectaram, Jimin questionou, sorrindo de forma convencida.

— Hum-hum... — O mais velho depositou um selar casto na bochecha esquerda alheia, voltando a tragar o seu cigarro. — Eu vou pensar no seu pedido e tentarei deixar de fumar. — Os olhos esbugalhados de Jimin se encontraram com os seus, como se não acreditasse nas suas palavras, e o sócio reforçou, deixando cair o objeto no chão, apagando-o com a sola do sapato e afagando as costas do rapaz. — Eu juro.

Com um sorriso de orelha a orelha, o moreno voltou a abraçá-lo, sussurrando ao seu ouvido. — Obrigado, Yoon.

— De nada, Ji.

[...]


12:45 da manhã, 8 de outubro de 2014, Seul

Jimin estava com os nervos à flor da pele. Ele amassava o pequeno papel que se encontrava no bolso esquerdo do seu blazer num gesto de distração, impedindo-se de roer as unhas curtas, e encaminhava-se a passos hesitantes até ao escritório de Yoongi. Os homens já se conheciam há mais de meio ano e, durante este período de tempo, desenvolveram um relacionamento baseado em se relacionarem em segredo — exceto pelo conhecimento de Minju, melhor amiga de Jimin na empresa, e Rachel que, um dia, se esquecera de bater à porta e apanhara, em flagrante, o patrão e um dos seus subordinados trocando beijos fervorosos em cima da mesa de madeira.

O rapaz tinha pedido conselhos a Minju de como pedir o superior em namoro — visto estar farto de que ambos se encontrassem às escondidas — e, depois de vários bilhetes preenchidos por declarações apaixonadas rasgados, ele tinha, finalmente, encontrado o discurso perfeito. Passou noites a decorá-lo, para que não se enganasse quando o grande momento chegasse e, neste momento, ele encontrava-se em frente à porta do escritório do homem, respirando de forma pesada e tentando acalmar-se.

Quando estava prestes a bater na superfície de vidro fosco e pedir licença para entrar, esta abriu-se e permitiu ao universitário observar Yoongi que, por sua vez, estava a caminho da sua sala. — Jimin? Você precisa de algo? — questionou o mais velho, com um olhar curioso e sugestivo. — Quer entrar?

O moreno não conseguiu pronunciar-se, os nervos pareciam ter afetado a sua capacidade de falar. A única ação que realizou foi entrar pelo cómodo adentro e deixar que o sócio fechasse a porta, mirando-o com curiosidade. Voltou a inspirar e expirar, tentando compor uma frase e exprimir-se coerentemente, sem sucesso. — Eu... Eu...

— Você? — questionou Yoongi, o seu tom de voz tentava incitar o rapaz a continuar. O mais velho percebia, perfeitamente, que o seu amante estava nervoso, mas ainda não tinha entendido o porquê. — Jimin, acalme-se. Respire fundo, eu não vou sair daqui enquanto não te ouvir, então, leva o seu tempo.

Todo o discurso preparado esvaía-se da sua mente, cada palavra minuciosamente escolhida parecia escapar entre seus dedos, figurativamente, como a água que caía de uma cascata. Antes de fazer o seu pedido, o mais novo questionou. — Onde você ia? — O mais velho arqueou as suas sobrancelhas, não entendendo a questão. — Quando eu ia bater à porta, você ia sair daqui. Onde você ia?

As bochechas claras do sócio se ruborizaram e ele coçou a sua nuca, em vergonha — um ato que Jimin achava, simplesmente, adorável. — Eu... ia te chamar para almoçar comigo. — Os olhos de Jimin se esbugalharam. Não era comum os dois homens mostrarem que desfrutavam da companhia um do outro, afinal isso podia trazer suspeitas e eles ainda não se encontravam num relacionamento, então preferiam não dar nas vistas. — Mas, o que veio aqui fazer?

As mãos inquietas do mais novo abandonaram o papel e, encaminhando-se na direção do amante, Jimin segurou nas palmas macias do seu superior, que o fitou, com as sobrancelhas arqueadas em dúvida. — Eu vou ser sincero com você. Eu tinha um discurso de várias linhas treinado, o meu nervosismo não me permitia vir até aqui despreparado.

— Um discurso? Para quê?

Jimin ignorou a sua pergunta, continuando à medida que as palavras sinceras lhe saíam da boca, conectando o seu olhar ao do sócio. — Mas tudo aquilo era ensaiado, e eu quero que você perceba que eu não estou a recitar aquilo como um poema ou uma espécie de texto. Tudo o que eu digo é sincero, quero que entenda que tudo isto vem diretamente do meu coração, sem embelezamento. É a verdade, nua e crua.

— Tudo bem... — o mais velho deixou escapar, desconfiado, sem entender onde aquela situação os levaria. Eles estavam tão próximos que as suas respirações se misturavam, os corpos transferindo o seu calor ao próximo através do toque de mãos.

— A verdade é que... estou cansado de nos andarmos a esconder e aos nossos sentimentos. Estou cansado ter aquele homem da contabilidade a tentar convencer-me a sair com ele quando eu te tenho, ou quando te convidam para jantar, sendo que você também me tem. — Ele soltou uma gargalhada, lembrando-se da quantidade de vezes que uma das sócias tentava que o mais velho lhe desse uma chance.

O rapaz alcançou uma madeixa do cabelo negro do namorado e a colocou atrás da orelha, permitindo que o seu olhar se regozijasse com o rosto bonito do mais velho. — E eu quero conhecer você, te levar para jantar e te assumir aqui dentro da empresa. Quero conhecer a sua família e, se quiser, que conheça a minha também; poder me apresentar como seu companheiro, não como algo que pode acabar em poucos dias, ou em semanas. Então, eu só lhe pergunto uma coisa: você quer namo...

— É claro que sim! — antes que o outro pudesse completar sua questão, Yoongi ditou sua resposta e se lançou nos seus braços, abraçando o corpo da mesma estatura que o seu, fazendo o rapaz sorrir ainda mais.

[...]


20:13 da noite, 28 de janeiro de 2015, Seul

Yoongi tentava controlar sua respiração, sua mente estava ansiosa e não parava de pensar como fazer a proposta, que vinha ocupando o seu pensamento recentemente, ao seu amado. Não fazia muito tempo desde que os dois homens se relacionavam, mas Yoongi estava ansioso por acordar com Jimin ao seu lado e, por isso, decidiu convidar o rapaz para jantar em sua casa e, consequentemente, pedir-lhe para morar com ele.

Não era a primeira vez que os dois se encontravam na casa do mais velho, mas, desta vez, ele demorou uma hora e meia a preparar-se. Tomou um bom banho de água quente, e decidiu qual seria o melhor conjunto de roupa a usar para a ocasião depois de mudar de roupa várias vezes. Borrifou o perfume mais caro e fragrante que possuía na sua coleção vasta no seu pescoço e pulsos, bem como atrás da orelha, e, para finalizar, preparou uma receita especial — fornecida pela sua progenitora — de lasanha que, apesar de ser um prato comum, era o favorito de Jimin.

Quando a campainha tocou, Yoongi não perdeu tempo a abrir a porta. Por detrás desta, o mais novo esperava com uma garrafa de vinho tinto em sua mão direita e um sorriso no rosto, afinal, adorava quando o seu namorado o convidava até sua casa, fosse para jantar ou só desfrutarem da companhia um do outro. Quando os olhos escuros do mais velho bateram na figura alheia, ele apercebeu-se da sorte que tinha em namorar com um homem tão brilhante, amável e, de bónus, extremamente bonito.

— Será que eu posso entrar agora ou vais deixar-me aqui à espera para sempre? — Passados alguns segundos sem obter alguma reação do namorado, o mais novo decidiu questionar. E, como se acordasse de um sonho, Yoongi abanou a cabeça e se afastou, permitindo a passagem do outro para dentro de sua casa. — Obrigado, Yoon.

Depois de beijar a bochecha pálida do mais velho e entrar na residência, o moreno percebeu que a mesa de jantar estava coberta por uma toalha de linho escura — que Yoongi tinha comprado de propósito para o momento —, copos de cristal altos e finos enquanto que uma rosa descansava num jarro pequeno.

— Wow — pronunciou Jimin, ocupando-se de pousar a garrafa de bebida alcoólica sobre a mesa. — O que é isto tudo? — Ele o fitou, sorrindo. — Foi você que preparou? Não vai dizer-me que também cozinhou para nós!

— Há muitos dons meus que você ainda não conhece. — Yoongi piscou, sugestivo, vendo as bochechas do outro tomarem um tom rosado. Ele gargalhou, indo ao encontro do namorado. — Estou a brincar. Eu sou um ótimo cozinheiro, e pensei em fazer o seu prato favorito: lasanha. — Ele beijou os lábios do mais novo e se encaminhou até à cozinha, sendo seguido pelo outro homem. — É uma receita da minha mãe, espero que você goste.

— É impossível eu não gostar de lasanha, tu sabes. — Ele piscou o olho e apressou-se a ajudar o mais velho com os preparativos, sorrindo.

[...]


— Isso está delicioso! — após levar uma garfada de alimento até à sua boca e saborear a refeição que o namorado tinha preparado para si, o mais novo expressou-se. — Espero um dia ter o prazer de conhecer a sua mãe para lhe agradecer por esta divindade.

— Ainda bem que gostou, mas, na verdade, não foi para mostrar meus dotes culinários e comer lasanha que eu chamei você aqui — Yoongi se pronunciou, pousando os talheres na borda do prato de porcelana branca quando acabou a sua refeição. Jimin o olhou, limpando os lábios ao guardanapo, e pousou uma das suas mãos em cima da mesa.

— Há algo de errado? — questionou, enquanto olhava terno para o mais velho. O sócio chacoalhou a cabeça, sorrindo sem acreditar como estava tão nervoso. — Você sabe que me pode dizer tudo, certo?

— Sim, é só que... eu nunca estive assim tão nervoso — explicou sob o olhar atento do namorado. — Quer dizer, talvez quando apresentei a minha tese ou quando fui trabalhar para a Law&Lawyers, mas isso era tot...

— Yoongi — o mais novo lhe chamou à atenção, ao que o mesmo parou de divagar. — Diz-me o que se passa.

— Tudo bem. — Ele voltou a inspirar e, num impulso de coragem, disse: — Eu sei que nós não namoramos há muito tempo, mas... eu gosto muito de você, e há algum tempo que me vejo a desejar acordar ao seu lado, poder pentear o teu cabelo e te beijar, antes de te dizer bom dia. — Jimin sentia o seu próprio coração a palpitar em ansiedade e, quando o mais velho segurou na sua mão pousada na mesa e a apertou contra a sua, ele pôde sentir os seus músculos se contraírem e formarem um sorriso. — Eu gostaria que viesses morar comigo, mas se não estiveres de acordo, podemos esperar mais algum tempo.

— O quê? Mas que pergunta, óbvio que quero! — Vendo que o mais velho não sabia como continuar, o advogado não demorou a expressar sua felicidade e levantar-se, dirigindo-se até si e sentando-se no seu colo. Depositou um selar leve nos lábios doces e o abraçou, sentindo os braços do outro rodearem a sua cintura.

E, antes de lhe dirigir mais um sorriso aberto, ele sussurrou, ao seu ouvido. — Vou adorar acordar ao seu lado, Yoon.

[...]


10:50 da manhã, 17 de agosto de 2019, Seul

O sol de agosto era caloroso e convidava os habitantes a saírem à rua, de modo a apanharem um pouco de sol e bronzearem as peles claras com os raios do astro luminoso. Durante a viagem de carro onde o silêncio dominava o ambiente, os olhos de Yoongi fitavam os vários pedestres, alegres pelo tempo quente, enquanto o mais novo conduzia. Foi um pedido do próprio Jimin e, sem ver problema, Yoongi respondeu que não se importava que o moreno guiasse.

O mais velho desviou a atenção das pessoas e observou o namorado dirigir o veículo até ao aeroporto, embalado pela música que passava na rádio. Ele percebeu que o advogado estava tenso, demonstrado pela força com que segurava o volante de couro escuro e, em sinal de conforto, colocou a sua mão na coxa direita do Park. Logo concentrou a sua atenção no perfil do namorado e, iluminada pelos raios de sol laranjas, a face bonita exibiu um pequeno sorriso, diminuindo a tensão sentida no ar.

Eles tiveram dificuldade em arranjar um lugar para estacionar o automóvel, visto que agosto era sempre um mês muito atribulado. No entanto, quando o fizeram, Yoongi apressou-se a retirar a bagagem da mala do carro e, ao ver a face triste do namorado, levou a sua palma até à do outro, segurando a sua mão e o puxou para perto, depositando um selar na sua face. — Não fiques assim, de certeza que não vou ficar durante muito tempo.

E Jimin tentou, mas o seu sorriso não saiu feliz como ele queria. Sem conseguir evitar, esboçou uma expressão desanimada, sendo levado carinhosamente para dentro do edifício gigante pelo namorado. O próprio consultor estava triste pela sua partida, mas não acreditava que ficaria muito tempo em Washington. Por isso, decidiu reunir toda a sua animação e tentar passá-la ao companheiro — sem sucesso, porém.

O ambiente dentro do aeroporto era agitado, como seria de esperar. Várias pessoas arrastavam malas de diversos tamanhos, outras descansavam nos cafés e havia quem ainda verificasse, pela décima vez, a hora do seu voo. Yoongi encaixava-se na última categoria.

Jackson fizera questão de comprar um bilhete antecipadamente e, apesar de já saber a hora da decolagem, Yoongi separou-se do mais novo durante alguns minutos para se dirigir até um monitor e confirmar a hora de partida. Não demorou até estar de volta, com um semblante recheado com uma mistura de angústia.

— Ji... eu tenho de ir — informou o viajante, fitando os orbes castanhos de outrem, que vacilaram antes de o puxar para um abraço doce.

— Você promete que me vai ligar todos os dias, certo? — o mais novo questionou, sentindo a sua respiração ficar alterada e a voz embargar. Contudo, não se permitiria chorar na frente de todas aquelas pessoas.

— Eu prometo, anjo — sussurrou o consultor e, num movimento rápido, juntou os seus lábios aos de Jimin, sentindo o sabor salgado da lágrima que o outro limpara antes dos corpos se separarem. Era um beijo de despedida, porém discreto, e logo se desuniram, de modo a não chamar atenções indesejadas. — Eu amo-te.

— Eu também te amo — replicou, sentindo o calor do outro se afastar após a sua declaração. Yoongi dirigiu-se até às escadas rolantes e virou-se novamente para o mais novo, acenando-lhe, sendo retribuído imediatamente antes dos seus olhares se desconectarem.

E, enquanto observava o namorado embrenhar-se na multidão de corpos, Jimin sentia uma parte do seu coração ser levada com ele.

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Notas finais: Ansiosos pelo próximo?

30 de Novembro de 2021 às 21:26 0 Denunciar Insira Seguir história
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